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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quem tem medo de 2012?

O País do futuro parece estar chegando para muitos brasileiros que investiram em qualidade e produtividade profissional, empresarial e pessoal nos últimos anos. O gigante adormecido parece estar despertando. Os dados internacionais nos mostram que em 2012 já seremos a sétima maior economia do mundo. Em 2014 seremos a sexta. Em 2016 a quinta e em 2040 a quarta maior economia, na frente da Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha e muitos outros.

Já em 2012 estaremos abaixo apenas dos (1) Estados Unidos, (2) China, (3) Japão, (4) Alemanha, (5) França e (6) Reino Unido, segundo o Banco Mundial. Como sétima economia mundial, os investimentos diretos internacionais crescerão. Segundo pesquisa da UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento – o Brasil será o terceiro país do mundo a receber mais investimentos internacionais, à frente dos Estados Unidos (4º.) e apenas atrás de China e Índia.

Outro estudo, agora da FAO – Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – mostra que o Brasil tem tudo para ser o principal fornecedor de alimentos do mundo. O maior problema do mundo no futuro será alimentar os nove bilhões de seres humanos que seremos no mundo daqui a 50 anos. O mundo precisará produzir 50% a mais de grãos e dobrar a produção de carne para atender essa demanda. O problema do mundo é que onde há terra agriculturável, não há água suficiente. Onde há água, não há terra suficiente. Segundo esses estudos, o Brasil tem 400 milhões de hectares de terras agriculturáveis (sem contar áreas protegidas pela legislação como a Amazônia) e só utiliza 50 milhões. O governo brasileiro diz que são 300 milhões e não 400 milhões, mas confirma a utilização de apenas 50 milhões. O Brasil tem mais terra agriculturável que os Estados Unidos e a Rússia juntos. E o Relatório Mundial da Água da ONU de 2009 afirma que o Brasil tem oito trilhões de quilômetros cúbicos de água renovável a cada ano. O Brasil, com 190 milhões de habitantes tem mais água renovável que toda a Ásia com quatro bilhões de pessoas. Assim, afirma a ONU que o Brasil, sem dúvida, será um dos mais importantes fornecedores de alimentos para o mundo nos próximos 50 anos. Prova disso é a procura de terra por estrangeiros o que tem feito o nosso Congresso estudar legislações que limitem a compra de terra por estrangeiros.

Assim, em 2012 e nos anos seguintes teremos uma visibilidade mundial nunca antes alcançada e isso nos trará benefícios e exigências. Os benefícios são óbvios mas seremos também cobrados por mais qualidade, produtividade, excelência, transparência e postura de país desenvolvido.

Dessa forma terá medo de 2012 aquele que não acreditar nesses números e nessa verdade de que estamos construindo um Brasil diferente, cuja previsão é a de que teremos apenas 8% de pessoas consideradas tecnicamente pobres, uma queda de quase 70% desde 1993, quando 35% da nossa população era considerada pobre. A previsão é que em 2015 se somarmos as classes A+B+C teremos 72% o que fará do Brasil um país de classe média, que hoje já ultrapassa dos 50%.

Agora é, pois, hora de agir com seriedade e cautela, mas muito vigor para aproveitar esse momento histórico que estamos vivendo. Terá medo de 2012 quem continuar pensando como sempre, negativamente, olhando para o retrovisor, não acreditando em nossa capacidade de fazer a diferença num mundo cheio de dificuldades. A Europa está na mais profunda crise econômica em décadas. Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, Bélgica e mesmo Itália, França e Alemanha estão com dificuldades inimagináveis há pouco tempo. Assim, além de tudo, teremos uma nova onda migratória de europeus e até de americanos do norte para o Brasil. Os europeus e mesmo americanos que buscam trabalho hoje no Brasil já são contados às centenas e esse número não tende a decrescer.

Terá medo de 2012 quem ficar esperando e não agir, não construir as condições básicas de acesso a esse novo Brasil.

Pense nisso. Sucesso! Feliz 2012.


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pensamentos do Espírito de Profecia (73) - MÃE! UMA MISSÃO SALVADORA!



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"A obra da mãe é muito importante. Em meio dos cuidados do lar e dos penosos deveres da vida diária, ela deve procurar exercer uma influência que favoreça e eleve sua família. Nos filhos confiados a seu cuidado, toda mãe recebe um encargo sagrado do Pai celestial; e é seu privilégio, mediante a graça de Cristo, moldar seu caráter segundo o modelo divino, difundir sobre sua vida uma influência que os atraia a Deus e ao Céu. Se as mães sempre houvessem compreendido sua responsabilidade, tornando a preparação de seus filhos para os deveres desta vida e para as honras da futura vida imortal seu principal propósito e sua missão mais importante, não veríamos a miséria que existe atualmente em tantos lares de nossa pátria." FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ, PÁG. 149.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Uso de Jóias na Bíblia - Estudo Bíblico Indutivo

A palavra "jóias" na Bíblia também é traduzida por atavios ou enfeites.

1. O que Deus pediu para o povo tirar a fim de não destruí-los? Ex. 33:4 e 5
2. O que o povo de Deus fez após ouvir a ordem de Deus no monte Horebe? Ex. 33:6
3. No dia do juízo, o que Deus pretende remover dos costumes seculares? Isa. 3:18-23
4. O que não deve ser usado como adorno ou enfeite exterior? I Ped. 3:3 e 4
5. Como devem ser as vestimentas e enfeites das mulheres? I Tim. 2:9 e 10
6. Compare as mulheres simbólicas que representam a noiva de Cristo (Igreja) e observe o uso de atavios/jóias como símbolo de rebeldia. Apoc. 12:1 e 17:4

Preparado por Yuri Ravem.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Por que ou para que?

Quando alguma coisa, boa ou ruim; agradável ou desagradável; alegre ou triste e, principalmente quando algo negativo acontece em nossa vida, temos a tendência de perguntar “por que isso está acontecendo comigo?” Queremos uma explicação dos motivos com a pergunta “por que?” Ficamos o tempo todo buscando uma causa e quase sempre nos achamos injustiçados: “eu não merecia isto!” Conheço pessoas que acabam se revoltando contra tudo e até contra Deus quando alguma coisa desagradável e inesperada ocorre.

Temos que entender que ninguém está livre de acontecimentos desagradáveis. Temos que ter a inteligência e o bom senso de entender que imprevistos acontecem e em vez de perguntarmos o tempo todo “por que?” deveríamos buscar aprender com os acontecimentos nos perguntando “para que?” e tirar lições que por certos existem em meio aos acontecimentos da vida, agradáveis ou desagradáveis, bons ou ruins como comentamos acima.

Perguntando “para que?” em vez de “por que?” dirigiremos nossa mente para buscar as lições escondidas nos acontecimentos. Perguntando “para que?” abriremos nosso coração para mudar o que deve ser mudado e muitas vezes evitaremos a repetição de acontecimentos desagradáveis e permitiremos que coisas boas se repitam em nossa vida.

E não devemos, portanto, perguntar “para que?” somente nos acontecimentos ruins e nos momentos tristes. Devemos fazer essa mesma pergunta em nosso sucesso, em nossas conquistas. Ao perguntarmos “para que?” talvez descubramos o quanto pessoas mais necessitadas precisam de nós; o quanto temos e que podemos dar aos que menos têm; ou o quanto devemos ser agradecidos às pessoas que nos ajudaram.

Pense nisso. Pergunte “para que?” em vez de “por que?”.
Sucesso!



PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vai e não peques mais

Texto: João 8:2-11

Introdução:

A – Um texto de inesgotável fonte de inspiração é o que encontramos em Lucas 19:10: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

1 – Este verso retrata a mais sublime missão do Salvador Jesus. O verso focaliza a providência do amor de Deus e apresenta a iniciativa paternal do Pastor em busca da ovelha perdida.

B – Uma ovelha, quando perdida, não sabe, por si só, encontrar o caminho de volta ao redil. Sabe por quê? Porque as ovelhas não têm senso de direção. As ovelhas são diferentes dos cães, dos gatos e dos pombos que facilmente voltam para casa sozinhos. Com a ovelha é diferente. Ela sabe que está perdida, mas não consegue voltar.

1 – Assim é o homem. Sozinho ele nunca volta para Deus. O homem é como uma ovelha perdida. Sempre vai precisar do pastor. Por este motivo, a Bíblia compara o homem como ovelha e Jesus Cristo como o Pastor.

Ilustração: Um gato ladrão.
Quero-lhe contar a história de um gato que criou muitos problemas em nosso lar. Eu era criança, mas nunca pude me esquecer do trabalho que meus pais tiveram com aquele gato. Não era nosso, mas entrava pelo quintal e penetrava na cozinha para roubar comida. Era um gato ladrão. Nós morávamos perto da estrada de ferro, onde o trem passava todos os dias. Certo dia, o trem parou na porta de nossa casa. Meu pai conseguiu pegar o gato, colocou-o dentro de um saco de estopa, amarrou a boca do saco e jogou o gato dentro de um vagão. O trem partiu e foi embora. Meu pai dizia: Desse gato estamos livres. Nunca mais!... Uma semana depois o gato apareceu e miava: Miau! Não sabemos dos detalhes. Certamente o trem parou alguns quilômetros depois e alguém soltou o gato, que voltou novamente para o bairro onde morávamos e continuou a roubar comida.

2 – Repito: O ser humano não é como o cão, pombo ou gato. O ser humano é ovelha perdida.
3 – Se Deus fosse esperar que a iniciativa de regenerar-se partisse do próprio homem, seria impossível a realidade de nossa salvação. Por isso, Ele tomou a iniciativa e veio chamar e buscar o pedido de volta ao redil.

C – Não importa para Deus, o Divino Pastor, quão longe fomos, ou quão profundamente caímos ou quão mau nos tornamos. Ele tem o remédio para todos os males humanos.

1 – Para grandes males, Ele apresenta maior poder de regeneração e recuperação do pecado. O apostolo Paulo diz: “Onde abundou o pecado foi aí que superabundou a graça”.
2 – Ele nos acha perdido e nos convida: “Vinde a mim, Eu vos aliviarei de vossos fardos e angústias”.

D – Cristo foi acusado muitas vezes pelo fato de ser amigo de pecadores. Ele nunca negou que não era. Sua resposta confundia seus acusadores: “Para isto eu vim”. “É a minha missão”. “Não vim para julgar o mundo, e sim, para salvá-lo”. (João 12:47).
1 – Jesus Cristo nunca despediu a alma que o buscasse sedenta de perdão, cura e paz. Com o manto de misericórdia e compreensão envolvia o filho pródigo no caminho do arrependimento, para lhe dizer: “Perdoados são os teus pecados”. Façamos festa porque o filho perdido foi resgatado.

I – JESUS CRISTO E A MULHER PECADORA

A – No evangelho de João 8: 2-7 encontramos uma vívida experiência no ministério de Cristo que retrata a sua filosofia de amor.

1 – Uma mulher é empurrada e arrastada violentamente a aos pés de Jesus. Mas qual seria o motivo de levarem aquela mulher à presença de Jesus?

a) Simplesmente para encontrar em Jesus uma falta. Trouxeram-na a Cristo com um pensamento ulterior de vingança, e não para um julgamento justo, porque eles mesmos já haviam julgado o caso.
b) O principal objetivo deles era armar para Cristo uma armadilha, quer desrespeitasse a lei, quer tacitamente consentisse na execução.
c) Era uma arapuca perfeita: “Se Ele escolher repudiar a lei de Moisés, que manda que tais mulheres sejam apedrejadas, os sacerdotes podem acusá-lo de não ser profeta.”

(1) Ele havia dito que viera para cumprir a lei e não destruí-la.

B – Em choque com as autoridades romanas. Pensavam os agressores: “Se Jesus permitir o apedrejamento, estará em choque com as autoridades romanas, pois só Roma tem o poder de vida e morte.”

1- Se Jesus perdoasse a mulher, estaria contrariando a lei de Moises. Se Jesus condenasse a adultera estaria em choque com as leis de Roma e também perderia o seu prestígio com as multidões que O seguiam.
2 – Sua mensagem sempre foi: “Sede misericordiosos como é misericordioso o vosso Pai.”

a) Como condenar a mulher e ainda ser misericordioso?
b) Pensavam: “Qual será a sua sentença: Justiça ou Misericórdia?”

3 – Era uma armadilha inteligente: “Se ficar, o bicho come. Se correr, o bicho pega”.
4 – E ali no pátio de templo, de manhã bem cedo, formou-se o tribunal de inquisição: “Que morra essa mulher”. “Ela envergonha a nossa sociedade”. “Ele foi apanhada no próprio ato de delito.”

C – Construamos mentalmente este tétrico quadro:

1 – Nobres senhores com pedras na mão. Rostos implacáveis e austeros e alterados pelo ódio de falsa pureza. Oh! Gente limpa ofendida pela afronta desta pecadora! O crime não pode ficar impune!

D – Agora construamos outro quadro:

1 – Do outro lado, uma pecadora caída de joelhos aos pés de Jesus. Suas mãos cobrem-lhe o rosto desfeito em lágrimas, balbuciando uma oração despedindo-se da vida e pedindo a misericórdia divina de perdão.

E – Agora vem uma pergunta a você e a mim: se fôssemos expectadores pessoalmente deste drama, de que lado ficaríamos?
1 – Do lado da multidão ou do lado da mulher pecadora?

2 – Dizem que todo tumulto nos contagia. Alguma vez você já passou perto de um tumulto e foi contagiado por ele? O tumulto que eu me refiro é uma batida de carro, um incêndio, um crime na rua, um assalto... Você é contagiado? Dá a sua opinião? Fala a respeito do que está certo ou errado? Certamente, sim! Porque todo tumulto nos contagia e damos a nossa opinião.

a) Se você estivesse naquela manhã, na porta do templo, assistindo a cena, de que lado você ficaria? Do lado da multidão que mandava apedrejar ou do lado da mulher pecadora?

Ilustração: Vendo o quê?
Recentemente, eu passava de carro, num domingo à tarde, por uma das avenidas da minha cidade. Observei que muitas pessoas estavam olhando para o céu, observando alguma coisa. Imaginei: “Será que estão vendo algum disco voador?”. Continuei viajando e via mais pessoas olhando para cima. Curioso, parei o carro. Procurei para um rapaz que estava com os olhos vidrados nas alturas: O que é que todos estão vendo? Ele me deu a resposta mais sensacional que alguém já me deu. Ele me disse: “Eu não sei o que é. Estou querendo saber!”.
A vida é assim: todo tumulto nos contagia.

Aplicação homilética: Se você estivesse também na porta do templo em Jerusalém, naquele tumulto, qual seria a sua opinião sobre o caso? Ficaria ao lado da pecadora? Pegaria uma pedra também?

F – Os acusadores voltam a carga quebrando silêncio e insistem no pronunciamento de Jesus,

1 – Insistem: “Mestre, qual é o teu veredito: Justiça ou Misericórdia?”
2 – Soa fulminante e tranquilo desafio à consciência: “Aquele que for inocente atire a primeira pedra”. “Aquele que não tiver culpa, que for limpo e justo tome a iniciativa da execução”.
3 – Houve profundo silêncio. Momento para reflexão. Todos folheiam a página do diário do passado. Era momento de recapitulação e encontro com seu passado.

4 – Diz o texto que Jesus, sem dizer uma palavra, começou a escrever na terra com o dedo, nos pés dos acusadores. O que Jesus escreveu?

a) A Bíblia não diz o que Jesus escreveu. Mas todos supomos que Ele escreveu os pecados de todos os acusadores que estavam com pedras nas mãos.

(1) Aproximou-se de um loiro e alto de cabelos grisalhos e barbas longas, e nos seus pés escreveu: “Extorsão”...
(2) Perto dos pés de outro escreveu: “Idólatra”...
(3) De um terceiro escreveu: “Mentiroso”...
(4) Do seguinte escreveu: “Beberrão”...
(5) De outro: “Assassino”...
(6) De mais outro: “Adúltero”...

b) As pedras vão caindo de suas mãos...
c) Um por um rastejam como animais procurando sombras...

G – Finalmente, quantas pedradas recebeu a mulher? Quantas?

1– E por que nenhuma? Por qual razão?

a)O Texto explica. João 8:9 – “Acusados pela própria consciência”. Acusados no íntimo – “a começar pelos mais velhos até aos últimos”.

(1) Operação do Espírito Santo.

2 – Hoje, existe uma tendência na igreja de imaginar que só os jovens são pecadores.

a) Existem aqueles que pensam: “Quanto mais velho, mais santo”. “Quanto mais jovem, mais pecador”.
b) Existem igrejas que pensam que só os mais velhos podem ser líderes, porque não confiam nos jovens. Para estes, jovem é sinônimo de uma vida irregular. Dizem: “Só pode ser ancião se for casado”. Só pode ser ancião se tiver mais de 35 anos. Isto é um absurdo. Ser casado e ser velho não são sinônimos de santidade. Quantos problemas eu já vi de gente casada e de pessoas idosas!

(1) O texto diz: “A começar dos mais velhos”. Foram eles os primeiros a se retirar.

3 - O texto explica que a retirada se iniciou com os mais velhos. Isto quer dizer que nos dias de Jesus já havia também velhos pecadores e pecadores velhos.

II – COM QUEM ELA ADULTEROU?

A – A lógica diz que foi com um homem. Mas onde estava ele na hora do apedrejamento?

B – A adúltera não poderia ter sido infiel se um homem não a houvesse tentado.

1 – O grande pregador americano Peter Marshal disse certa vez num sermão sobre o assunto: “Não haveria nenhuma prostitua no mundo, se os homens não tivessem más paixões”. Para Marshal o problema da prostituição não começa com uma mulher, mas com os homens. As prostitutas têm a sua gênese com os prostitutos – os homens, os iniciadores da prostituição no mundo.

a) Algum homem deveria ter ficado ao lado dela na sua condenação, para ser apedrejado também. Mas ela estava sozinha.

Citação, Ellen G. White: “Entre aqueles nobres acusadores estavam alguns que foram culpados do desvio daquela pobre moça do caminho da virtude e da reputação”.

b) Como? Revoltamo-nos. Que sórdida hipocrisia! Talvez você esteja indignado e quem sabe com vontade de apedrejar, não a pecadora, mas aqueles falsos moralistas que estavam dispostos a apedrejar a pobre moça.

C – Mas onde se apoiaram, então, para acusar a pobre vítima?

1 – Na pseudoteoria machista de que “no homem nada pega”.

a) Eles dizem: “O homem é homem. A mulher tem de andar na linha, mas o homem...”.
b) Pega, sim! Deus não aceita este juízo improvisado aos homens. Deus e a Bíblia chamam-nos de hipócritas e adúlteros.

D – Acusados no íntimo da consciência, um a um, deixam todos o cenário daquele tribunal improvisado e ignominioso.

III – O AMOR SUPLANTA O ÓDIO

A – João 8:10,11 (1ª. Parte) “Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor!”

1 – O amor suplanta o ódio. A força da graça entra agora em operação dinâmica.

B – A mulher espera agora a censura e a repreensão do seu libertador.

1 – Cristo a compreende. Ele veio para salvar o perdido. Não veio para condenar, mas chamar os pecadores ao arrependimento.

C – A interrogação de Jesus: “Ninguém te condenou?”

1- Veja a sua resposta: “Ninguém, Senhor”.
2 – A pecadora usou apenas duas palavras. Isto foi tudo que ela disse do princípio ao fim.
- Não se desculpou pela sua conduta.
- Não tentou justificar o que fez.
3 – Se estavam ali alguns homens que já a tinham usado e abusado dela, era a hora de contar o pecado deles a Jesus. Ela não disse nada. Só apenas: “Ninguém, Senhor!”  Usou apenas duas palavras.

D – Cristo olhou para ela, vendo as faces manchadas de lágrimas e vendo os seus olhos vermelhos de chorar, vendo mais fundo o seu coração, vendo o seu genuíno arrependimento, diz-lhe: “ Nem eu tampouco te condeno”.

1- Mágicas palavras de efeito. Bálsamos penetrantes.

a) Em outras palavras: “Eu te perdoo, mulher”.
b) Para aquela mulher pecadora as palavras do Grande Mestre foram semelhantes a um cântico de um pássaro após uma grande chuva com tempestade. Agora tudo estava calmo!

Aplicação homilética:
Você já foi perdoado alguma vez? Como reagiu ao perdão?

Ilustração: “Você foi perdoado!”
O meu neto, quando criança, meteu no nariz uma bolinha de vidro. Estava morrendo sufocado sem poder respirar bem. O seu pai, com medo do que poderia acontecer, colocou-o no automóvel e correu para o hospital mais próximo. Atravessou todas as avenidas em velocidade. Perto de sua casa há uma avenida com barreira eletrônica. Ele passou a 100 km, tentando salvar o seu filho, que foi socorrido a tempo. Um mês depois chegou a multa do DETRAN. Ele fez uma carta ao órgão, explicando tudo o que havia acontecido. Não negou que havia cometido uma infração, mas apresentou todos os documentos hospitalares e médicos, pedindo clemência. Aguardou a resposta. Um dia recebeu uma carta do DETRAN que lhe dizia em poucas palavras: “Você foi perdoado!” Eu o vi pulando de alegria e dizendo: “Eu fui perdoado! Eu fui perdoado!”... Que alegria!

IV – “EU NÃO TE CONDENO”.

A – Analisemos a profunda teologia do versículo 11. Vamos omitir a conclusão para fortalecer a nossa análise. João 8:11 (Só a 1ª. Parte): “Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então lhe disse Jesus: “Nem eu tampouco de condeno”.   Só até aí.

1 – Se o verso acabasse aí, que tínhamos? Simplesmente um evangelho desfigurado.

a) Se Cristo fosse assim, seria apenas um bom homem.
b) Se Cristo fosse assim, seria apenas um homem compreensivo...
- Sinceramente, onde estaria o Salvador?

2 – Se Jesus Cristo agisse assim, seria condescendente com o pecado, como quem dissesse:

a) “Você caiu realmente, mas isto não é coisa do outro mundo. Quem não cai?”
b) “Isto não tem importância. Aqueles teus acusadores também sãos sujos. Não faça caso! Continua na sua vida!”

3 - Se Jesus agisse assim, obliteraria a impressão da desgraça. Ocultaria o verdadeiro caráter do débito. Uma tal teologia encorajaria a pessoa a outras quedas.

4 – Teologia sem lei, sem fruto de obediência.

5 – Se Cristo agisse assim com a pecadora, seria como o Cristo do Corcovado no Rio de Janeiro, sempre de braços abertos, abençoando a vida perdida das praias, dos lupanares, dos cassinos e carnavais do Rio.

a) O carioca bebe, e quando está embriagado, caído na sarjeta, e olha de qualquer lugar do Rio, e lá em cima do Corcovado, está Jesus Cristo de braços abertos, como se dissesse: Está tudo bem! Eu estou aqui para te abençoar!...

B – Mas Cristo concluiu o seu discurso àquela mulher, dizendo:

1 – João 8:11 (última parte). “VAI E NÃO  PEQUES MAIS”.

a) Eu não te condeno. Eu te perdôo.
b) Eu te assistirei na experiência de uma vida vitoriosa.

2 – A graça que nos oferece o perdão nos outorga poder e força e alento para uma vida vitoriosa.

a) Foi exatamente isto que aconteceu com a mulher pecadora.

(1) Porventura voltou ela a vida de pecado? Não. Nunca mais. Ela passou a ser uma seguidora de Jesus. Ela esteve ao Seu lado até a morte.

Aplicação Homilética: “O meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

C – Aquele que nos leva justificado ao batismo é o mesmo que nos mantém limpos na igreja.

1 – Imagine se Cristo tivesse procedido assim:

a) “Vai, depois que provares que não podes mais pecar, então, vem e eu te perdoarei”.

2 – Não! Cristo não faz assim.

D – Cristo diz assim: “Estarei contigo na tentação para te fortalecer. Eu te assistirei com a graça de Meu poder”.

1 – O perdoado não deve voltar à mesma prática do pecado.

Ilustração: Um porco limpo e bem tratado.
Billy Grhan contava em suas campanhas evangelística a experiência de uma senhora que foi à feira e comprou um porquinho. O porco passou a ser tratado como quem trata um filho. Banhado com xampu, perfumado, bem vestido e com argola de ouro no pescoço. Um dia, ela foi a uma festa e levou o seu porquinho. Era o porco “garoto propaganda” nas reuniões sociais. Na festa ela se esqueceu de seu porquinho. Ele saiu por uma porta e foi para o quintal... Procurando-o, encontrou o porco na lama. Por quê? O banho exterior não muda a natureza do porco.

Aplicação homilética: A tendência natural do homem sem Cristo é sempre voltar para a lama, para o pecado. Mas Deus quer mudar a nossa natureza.

2 – Efésios 3:16,17. “Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor”.

3 – Completa transformação. Hebreus 10:16 e17. “Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as escreverei, e acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre”.

CONCLUSÃO:

A – Bíblia chama este milagre de o Novo Nascimento. Nova Criatura. “Mas a todos quantos receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus. Aos que creem em seu nome”.

B – Cristo diz: “Sem mim nada podeis fazer”.

C – Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente, porém a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus.

D – O que Cristo disse à mulher apanhada em pecado, diz também a nós: “VAI E NÃO PEQUES MAIS”.


ORAÇÃO: Bom Deus e Pai amado! Quão bom é saber que tu nos amas e sempre está disposto a perdoar as nossas faltas, quando voltamos a Ti arrependidos. Aprendemos através deste sermão que Tu que perdoaste a mulher pecadora podes perdoar também as nossas transgressões, quando arrependidos, voltamos para Ti. Aprendemos também que, além de nos perdoar, Tu queres transformar a nossa vida suja e mudar numa vida limpa, como aconteceu com a mulher pecadora arrependida.
    Senhor Deus e Pai, ajuda-nos a vencer cada dia o pecado que nos rodeia. Nós Te pedimos em nome de Jesus. Amém!


Hinos sugeridos: H.A. 537, 539, 534.



Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Amor que ela deseja. Respeito que ele precisa

Que dilema difícil enfrentam os pais – sofrem quando os filhos se casam, e sofrem quando os filhos nunca se casam. Mas esse sofrimento nem se compara à agonia de vê-los fracassarem no casamento.

I - ESTATISTICAS

  • Em 1920 1 divórcio para cada 7 casamentos.
  • Em 1940 1 divórcio para cada 6 casamentos.
  • Em 1960 1 para cada 4 casamentos.
  • Em 1977 1 divórcio para cada 2 casamentos.
  • Na década de 80 1 divórcio para cada casamento.

Com tais estatísticas quem pretende se casar? Bem! Quase todos.

Uma grande porcentagem da população se casará um dia. Estima-se que 96 por cento de homens e mulheres se casam. Dentre aqules que se divorciaram, a metade se casará novamente.

Apesar da dor do divórcio, o casamento continua sendo o tipo de relacionamento preferido pela maioria de homens e mulheres.

Apenas 10 a 15 por cento dos casais casados desfrutam de um relacionamento feliz.

Diálogo 16:3 2004 pág 15

35% dos funcionários que trabalham em escritórios não conseguem resolver os problemas pessoais em casa. Revista VOCÊ S/A de Fevereiro de 2011 pág 60

II - COMO SER FELIZ

1. Nunca deixe o romantismo do namoro.
2. Lembre-se de que não há problema que não possa ser resolvido com a ajuda de Deus.
3. Passar muito tempo juntos. É a chave do sucesso.
4. Fazer muito sexo. Quanto mais sexo fizer, mais íntimos e unidos serão.
5. Demonstrar amor.
6. Manter aberto os canais de comunicação com respeito.
7. Orar juntos.
8. Procurar ajuda profissional quando for necessário.

Em I Coríntios 7:28 Paulo diz: “Mas, se te casares, com isso não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca. Ainda assim, tais pessoas sofrerão angústia na carne...

É possível desfrutar um casamento duradouro e feliz se ambos os cônjuges desejarem sinceramente isso e fizerem todo esforço para alcançá-lo.

III - AMOR QUE ELA MAIS DESEJA. RESPEITO DE QUE ELE TANTO PRECISA.

Quando ela o ama, ele a respeita. Quando ela a respeita ela o ama.

Quando o marido se sente desrespeitado, é especialmente difícil para ela amar a esposa. Quando ela não se sente amada, é difícil para ela o respeitar. Esse é o desafio de todos os relacionamentos e 90% do motivo de muitos divórcios e separações.

O amor é fundamental, em especial para e esposa, mas o que temos deixado de lado é a necessidade do marido quanto ao respeito.

Alice: você como cristão independente que o Luciano em algum momento não a ame do jeito que deveria você precisa respeitá-lo mais ainda para que ele possa amá-la mais ainda.

O amor é essencial para você Alice, mas não para o Luciano

Luciano: Mesmo que a Alice em algum momento não o respeite e isso vai trazer a conseqüência de esfriar o teu amor por ela, você precisará demonstrar amor mais do que está demonstrando.

Um não pode ficar cobrando o outro e jogando na cara do outro, pois e médio prazo é o motivador da separação.

Respeito é fundamental para você Luciano, mas não para a Alice.

O pedido da Bíblia ao marido é: “Desfrute a vida com a mulher a quem você ama todos os dias da tua vida”. Ec 9:9

A ultima cerimônia de Casamento que realizei, terminei falando sobre respeito e amor. Algo em que hoje muitos conselheiros matrimoniais dizem ser o sucesso do casamento. Mas é bíblico também, e encontramos Ef. 5:33:

Esposa: respeito. O verbo aqui empregado é literalmente “temer”, da mesma raiz do substantivo no versículo 21, mas aquela palavra desperta em nossas mentes a idéia de medo, que é bem diferente do verdadeiro significado aqui. O amor não pode coexistir com o medo (I Jo 4:18). Temor é tanto reverencia como respeito, dos súditos para os governantes, dos servos para o seu senhor e agora das esposas para seus maridos. O orgulho, o espírito autoritário são sentimentos destrutivos para os relacionamentos que seria o oposto de temor ou respeito que seria a submissão de Paulo

Marido: amar. Os maridos devem amar suas esposas como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Amor ágape, amor verdadeiro. Entregar uma rosa, lavar a louça de vez em quando (não sempre. Se não ficam mal acostumadas).

Ironicamente, a mais profunda necessidade da esposa – sentir-se amada – é minada pelo desrespeito dela para com o marido.

O que Paulo está dizendo como sugestão é a proclamação de um mandamento do próprio Deus.

O marido deve receber respeito incondicional, e a esposa deve receber amor incondicional.

Pedro diz a mesma coisa. (I Pe 3:1-2) ele diz que se o marido for desobediente a Deus, que ele “seja ganho sem palavra, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa da esposa”. O marido que ele menciona é tanto cristãos como não-cristãos.

Não se trata de o marido merecer respeito (embora muitas vezes não o mereça), a questão é a esposa estar disposta a tratar seu marido de maneira respeitosa sem estabelecer condições. À medida que se abre o coração para Deus, o marido reabre seu espírito para a esposa pelo proceder.

Mais de 80% dos problemas nos relacionamentos é derivado do respeito e não do amor.

Ilustração (pag. 1064 da bíblia da família)

Quanto vale o seu cônjuge? 2 vacas ou 20 vacas. A história contada é de um rapaz que em vez de pagar 5 vacas que era a média normal para oferece o dote ao pai da moça. O rapaz ofereceu 20 vacas. Os amigos o criticaram por isso. Eles se casaram e viveram felizes ao ponto que todos os invejavam.

Ela era uma esposa amável, dedicada, amorosa, que não media esforços para agradar seu marido. Ela passou a ser admirada por todos, já que antes do casamento era vista como uma pessoa comum, sem graça, sem atrativos, e invejaram o rapaz.

Porque o rapaz acreditou nela e lhe atribuiu grandes valores – 20 vacas – diante de toda a comunidade. Daquele dia em diante, ela passou a acreditar nela mesma, e o resultado foi a sua transformação.

Às vezes, você olha para o homem que está ao seu lado, seu marido, e acha que ele só vale duas vacas. Na verdade, existem ocasiões em que você o daria de graça. Mas o que você precisa saber é que seu respeito o ajudará a ser um marido melhor. Quando ele percebe que você acredita nele, ficará fácil acreditar em si mesmo, como a moça que recebei amor e apreço pelas 20 vacas.

CONCLUSÃO

A jornada de um casamento espiritual e satisfatório nunca acaba, mas, durante a vida o cultivo do amor e a prática do respeito vai trazer uma conexão amorosa entre o casal.

Na maioria das vezes a falha tem sido a falta de respeito e não o amor pela esposa.

Os relacionamentos mais vitais são os familiares.

Sem amor dele, ela reage sem respeito; sem o respeito dela, ele reage sem amor.

Pr. Gerson Ritter

Distrital de Gramado - RS

Pensamentos do Espírito de Profecia (72) - Nossa Única Segurança


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Nossa única segurança está em não darmos lugar ao diabo; pois suas sugestões e desígnios são sempre para nosso dano, para impedir-nos de confiar em Deus. Ele se transforma em anjo de pureza, para que possa, por suas sedutoras tentações, apresentar os seus ardis de tal maneira que lhe não possamos perceber a astúcia. Quanto mais cedermos, tanto mais poder terão seus enganos sobre nós. Não é seguro discutir ou parlamentar com ele. A cada vantagem que concedermos ao inimigo, ele pedirá mais.

Nossa única segurança é rejeitar com firmeza a primeira insinuação para sermos presumidos. Deus nos deu, por meio dos méritos de Cristo, suficiente graça para resistir a Satanás, e ser mais que vencedores. Resistência é êxito. "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." Tia. 4:7. A resistência precisa ser firme e imutável. Perdemos tudo quanto ganhamos se resistirmos hoje apenas para ceder amanhã. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 93.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Plano da Perdição: o jugo desigual na Bíblia

Depois da queda da raça humana, Deus colocou em ação o plano de restauração, para que novamente cada pessoa pudesse receber a vida eterna e a pureza de todas as faculdades (física, mental e espiritual).

Por outro lado, Satanás também desenvolve o “plano da perdição”, para afastar cada vez mais a criatura do criador.

A primeira grande empreitada do diabo contra a raça humana está descrita em Gênesis 6:2: “... vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhe agradaram”.

O namoro e casamento dos filhos de Deus (descendência de Sete e Enos) com as filhas dos homens (descendentes de Caim) trouxe como conseqüência a corrupção do gênero humano: “Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal...” (Gen. 6:3).

Este foi o grande pecado que desencadeou a maior desgraça humana, ao ponto de lermos na Bíblia: “se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou o coração” (v. 6).

Deus infelizmente teve que destruir a humanidade que se agarrou ao pecado.

Depois do dilúvio novamente há um povo separado, são os que aceitam fazer a vontade de Deus e testemunhar do Seu amor.

Este povo agora tem um nome: Israel. Depois de serem libertados do Egito, em direção a uma terra prometida por Deus, novamente Satanás procura destruí-los.

Depois de tentar amaldiçoar a igreja de Deus três vezes por meio de Balaão, o inimigo de Deus executa sua grande estratégia infalível: “jugo desigual”.

“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas” (Num. 25:1). Daí começa a idolatria do povo. Resultado: vinte e quatro mil mortos pelo castigo divino!

Agora na terra prometida novamente a história se repete: “Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus... tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (Juízes 3:6).

Sansão, o homem mais forte do mundo, se torna o mais débil, e de juiz do povo passa a um escravo, quando capturado por essa armadilha maligna: “jugo desigual”.

Este plano satânico é tão bom, que nem o homem mais sábio do mundo escapou: “Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas... mulheres das nações de que o Senhor havia dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguires os seus deuses” (I Reis 11:1 e 2).

É quase inacreditável que o mesmo homem que se tornou rei de Israel e construiu o templo do Senhor “seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas” (v.5).

Sobre o casamento de Salomão com uma mulher egípcia, note qual o pensamento de Deus: “Do ponto de vista humano, este casamento, embora contrário aos ensinamentos da lei de Deus, parecia provar-se uma bênção; pois a esposa pagã de Salomão se converteu e uniu-se com ele na adoração ao verdadeiro Deus... Fazendo, porém, aliança com uma nação pagã, e selando o pacto pelo casamento com a princesa idólatra, Salomão temerariamente desconsiderou a sábia provisão que Deus fizera para manter a pureza de Seu povo. A esperança de que sua esposa egípcia se convertesse era apenas uma débil escusa para o pecado” (E. G. White, Profetas e Reis, 53 – 55).

Em II Coríntios 6:14-15 lemos: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?”

Deus é bem claro acerca do que pensa sobre este assunto. É expressamente proibido por Ele casamento dos Seus seguidores com incrédulos.

Como pastor gostaria de expressar algumas conclusões sobre este tema:

1- Não é válida a desculpa de que na igreja não há candidato(a) a namoro.

2- O interesse por alguém que não serve a Deus e transgride Seus mandamentos, revela falta de amor e relacionamento íntimo com o Senhor. Quando você ama alguém, terá dificuldades de amar o inimigo dela! Se eu amo a Deus de coração, como vou me apaixonar por alguém que não O serve, não

O obedece e nem O adora? E como eu mesmo O desobedeceria sabendo que Ele não aprova esse relacionamento?

3- Há sinceros que ainda estão fora da igreja e precisam ser descobertos. Todavia, namoro não é um bom método de evangelismo, pois mistura a afeição a Deus com a humana. Se você acha que seu pretendente é um candidato ao reino de Deus, ame-o primeiro como seu próximo e procure levar o evangelho antes de pensar no namoro. O ideal seria orar por ele e conseguir uma outra pessoa (do mesmo sexo e faixa etária se possível) para se aproximar e dar a oportunidade de aceitar a Jesus, através de estudo Bíblico, envolvimento com pequenos grupos, etc.

Namorar antes de fazer isso, ou consciente que a pessoa não está interessada em Jesus, é colocar a vida eterna em risco, e construir um casamento infeliz e desestruturado.

4- Se você já namora um incrédulo(a) darei uma sugestão: dê a ele(a) através de um estudo ministrado por outra pessoa a oportunidade de aceitar Jesus, e depois disso, você já sabe o que deve fazer.

Fui pastor de uma moça que teve a coragem de condicionar o namoro à Palavra de Deus.

Antes de assumir um compromisso sério, apresentou Jesus a seu pretendente por meio de outra pessoa. Todavia, estava segura de que se o rapaz rejeitasse a Deus, ela também o rejeitaria como namorado. A fidelidade dela a Deus foi mais um testemunho a esse jovem, que aceitou a Jesus e já é uma bênção na igreja.

Não troque sua felicidade por desejos humanos! Seja Fiel a Jesus como Ele já foi a você!
 

PR. YURI RAVEM 
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Sumaré - SP. Casado com Andressa, mestre em educação. Editor Associado do Blog Nisto Cremos

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Palavras com sabor de mel

Texto: Provérbios 16:24

Introdução:


A – O texto de nossa meditação assim diz: “Palavras agradáveis são como favo de mel: doce para a alma e medicina para o corpo”.

B – Você, alguma vez, já recebeu um elogio dito com palavras sinceras que encheram o seu coração de contentamento?

C – Para o sábio, as palavras agradáveis são como favo de mel: doce para a alma e medicina para o corpo.

1-Quem não gosta de ouvir palavras que incentivam e animam?
2-Diz a serva do Senhor: “As palavras bondosas, de alegria e encorajamento, produzirão melhor efeito do que os mais eficazes medicamentos”. 1 T, 306.

D - Deus grava todas as nossas ações. Está gravando as nossas palavras hoje. Elas estão sendo escritas no livro do céu!

1 – Vivemos na era dos gravadores. Podemos gravar tudo o que quisermos. Não mais apenas a voz como no passado, mas também a imagem.

Ilustração: Outro dia um rapaz universitário adventista foi a minha casa fazer uma entrevista comigo. Eu dei as informações de que ele necessitava. Depois, continuamos a conversar... Fiquei espantado quando eu ouvi a gravação. Disse-lhe: “Eu falei tudo isso?!”...
  
2 – Os cientistas estão, há anos, tentando inventar um aparelho capaz de gravar o que foi dito no passado pelos grandes homens. Eles dizem que as palavras proferidas pelo pelos seres humanos ficam  aí no ar, vagando.
O principal objetivo deste suposto aparelho é gravar as palavras de Jesus.
Imagine agora comigo se este aparelho fosse inventado realmente.
É só para pensar: você gostaria de ouvir de novo tudo o que você já falou?
Permitiria que todas as pessoas ouvissem tudo o que você já pronunciou, em algum momento de sua vida?
3 - Uma coisa é certa: Ninguém pode colocar as palavras  pronunciadas de volta dentro de boca. Ah se as palavras pudessem voltar!...
Isto acontece nos aparelhos de som, nos computadores, nos gravadores. Você pode voltar e apagar, se quiser. Na vida real, as nossas palavras não podem ser deletadas.
             
Ilustração: Raquel e a pasta de dente.
Tenho uma filha que é portadora da síndrome de Down.
Certa vez, por economia eu comprei uma pasta de dentes das grandes, para toda a família. Raquel entrou no banheiro para escovar os dentes. Apertou com duas mãos na pasta nova, e saiu uns 10 centímetros de creme dental. Ela ficou apavorada com tanta pasta. Se a mãe olhasse, ela iria levar uma “bronca” muito grande. Ela me chamou, dizendo: Papai, mete essa pasta que saiu pra dentro!
Não havia mais jeito. Depois que a pasta sai, é impossível colocar para dentro.

Aplicação homilética: Assim são as nossas palavras. Depois que as palavras saem, não entram mais na nossa boca.

I – FALANDO  SEM  PENSAR
 
A – Disse alguém: “Mas eu falei sem pensar”.
    
1 – Que tristeza! Seria melhor pensar primeiro para depois falar.

B – Muitas vezes pensamos que falar é sinal de inteligência.

 Nem sempre a pessoa que fala muito é a mais inteligente. Às vezes, o maior sinal de inteligência é ficar calado.

Experiência: Dizem que o Rei Faiçal I quase não falava. Interrogado, respondia: “Tenho dois ouvidos e uma só boca. Devo falar a metade do que ouço e ouvir o dobro do que falo”.

C – É fácil aprender a falar. Uma criança aprende a falar em 3 ou 4 anos. Com 5 anos já conhece todas as palavras para se expressar em seu vernáculo sem problema.

1 –Depois, tem de ficar 70 ou 80 anos e alguns mais tempo para aprender a calar e ficar quieta.
     
a)  Muitos nunca aprendem a calar. Morrem falando.

2 – Lucas 6:45 – “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala o que está cheio o coração”.

a) Se somos bons falamos do que é bom. Se somos maus falamos do que não presta.
b) A nossa vida é uma caixa de ressonância: Se estamos cheios de Cristo, falamos de Cristo. Agora, se a nossa vida não está cheia de Cristo, a nossa língua começará a falar de tudo, menos dele.

Ilustração: O médico e a língua.
Um médico pode diagnosticar um doente examinando a sua língua. Hoje existem muitos exames, mas no passado, os médicos começam uma consulta examinando a língua.
Foi o caso de um adventista que estava muito doente. A Igreja apagou a consulta para ele ser examinado por um médico competente. Ele relutava por não confiar. O médico começou examinando a sua língua. Disse: “Eu sabia que esse médico não ia encontrar a minha doença. Eu sinto um problema no estômago, mas ele perdeu tempo examinando a minha língua”.

Aplicação homilética – Jesus Cristo, o médico divino olhando a nossa língua pode ver o nosso coração

II – CUIDEMOS DE NOSSAS PALAVRAS: ELAS PRECISAM TER O SABOR DE MEL

A - Benjamim Franklin disse: “O homem pode equilibrar-se do desvio do pé, mas do deslize da língua, talvez nunca”.

1 – Geralmente a nossa língua mostra quem somos.

a) Foi exatamente isto que aconteceu com Pedro. Ele quis negar ser um discípulo de Jesus. Mas a criada retrucou: “A tua fala te denuncia”.

B – Que diferença encontramos na pessoa de Jesus!

1 – Quando Jesus falou certa vez, falou com tanto poder que o comentário de seus ouvintes foi: “Nunca homem algum falou como este homem”.

C – O  livro de Tiago fala da língua. Tiago 3:5-10:
 “Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros do nosso corpo e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chama a toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de serem marinhos se doma  e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal  incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim”.

1 – Pensamento de Blaise Pascal, físico e matemático francês do século 17, escreveu em seus pensées:
“Ninguém fala de nós em nossa presença como fala em nossa ausência A sociedade humana baseia-se em mútuo engano; poucas amizades subsistiriam se um soubesse o que seu amigo disse a seu respeito em sua ausência... Estabeleço como fato que se todos os homens soubessem o que cada um disse do outro, não existiriam quatro amigos no mundo”.

Ilustração: O patrão, o empregado e as penas.
Certo senhor tinha um empregado que fala demais. Sempre estava trazendo problemas no serviço.
 Certo dia, o patrão mudou o seu trabalho. De propósito, havia colecionado muitas penas de vários pássaros. Convidou o seu empregado para jogar aquelas penas fora, pagando-lhe o dobro do que costumeiramente pagava. No dia seguinte, pediu que ele saísse juntando as penas e oferecendo uma grande quantia se conseguisse juntar todas elas. O vento já havia espalhado as penas em uma área de alguns quilômetros. Trabalhando o dia inteiro, juntou algumas, mas não todas. Desistiu do trabalho, dizendo: Patrão, é impossível!
O Patrão concluiu: Assim são as palavras que você fala em vão!...

Aplicação homilética: Assim são as nossas palavras. Não voltam.

Conclusão:
     
1 – O que falei, falei. O que falei está falado
2 – Nossa oração cada dia deve ser:
Salmo 141:3- “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios”.
3 - Salmos 119:103 – “Como são doces as tuas palavras! São mais doces do que o mel.” 

- Assim como existem palavras que têm o sabor de mel, existem também as que tem o sabor de fel: Que ferem, que machucam, que matam...
- Que as nossas palavras sempre tenham sabor de mel!



Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.  

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aprenda a Reclamar e Obter Resultados

Cinco estratégias para fazer valer os seus direitos.

Ao chegar em casa Paulo Roberto encontrou a mulher chorando muito. Denise bateu no carro de um vizinho e levou a culpa pelo incidente – que na verdade ocorreu por causa de uma falha na sinalização da garagem.

“O homem não parava de gritar que eu teria que pagar o prejuízo dele” contou Denise. Quando Paulo Roberto chegou, perguntou por que não se defenderá, ela respondeu: “Ele não quis me ouvir”.

Decidido a repara a injustiça, Paulo Roberto ligou para o vizinho e, com calma, relatou a história contada por sua esposa. Não adiantou o homem começou a gritar. Chocado, o arquiteto encontrou uma brecha para dizer: ‘Meu objetivo é resolver o problema. E o seu? ”Foi o suficiente para freiar a crise de fúria. O sujeito se acalmou e concordou que cada um pagaria o próprio prejuízo”.

Paulo Roberto provou que uma situação pode ser resolvida sem se erguer à voz. Na verdade qualquer um pode fazer reclamações de um jeito eficaz.

1 – Esteja preparado.

Você terá mais chance de se sair melhor em uma questão, tornando-se um especialista o assunto. É preciso saber: datas, nomes, fatos, histórias semelhantes, ter sugestões a respeito. Pense quando você tem que fazer uma reclamação de fraude. É preciso, por exemplo, recolher provas que defendam o seu direito. Guardar, notas fiscais, canhotos e recibos estes são passos comuns para não se ter problemas. Na justiça dos homens leva-se muito em conta a testemunha. E na igreja esquecemos desse procedimento. Olhe o que diz a bíblia:

MATEUS 18:15 a 16 - Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganhado teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada.

2 – Enfrente a Situação.

Cartas trazem o perigo da livre interpretação. É claro que são documentos, mas podem piorar a situação. Telefonemas também são frios. O melhor a fazer e tentar resolver a situação pessoalmente. Reclamações precisam ser resolvidas face a face. Gosto de pensar em como Jesus nos ensinou isso. Ele mesmo veio a terra para que fossemos salvos. Para resolver o nosso problema Cristo envolveu-se por inteiro. Isso é compromisso. Cartas e telefonemas podem ser ignorados.

Aprenda a resolver os problemas de frente.

3 – Mantenha a Calma.

Ser desagradável fará com que você seja lembrado como uma pessoa ranzinza e não como alguém racional. Demonstrar raiva apenas faz com que a outra pessoa se arme para brigar ou fuja do confronto – e nenhuma das reações lhe serão úteis. A melhor forma de tentar resolver o é dizer você tem um problema eu posso resolve-lo. É bem capaz dessa abordagem sutil desarmar o outro lado.

Quando nos achegamos para tentar solucionar o problema as pessoas mostram disposição para cooperar. Às vezes uma abordagem mais dura até é necessária.

Ter tato é muito importante quando somos obrigados a lhe dar com gente mal educada. Evite, porém confrontos públicos. Quando somos simpáticos e expressamos o que sentimos, em geral o outro lado acaba convencido de que está errado.

4 – Respeite as Etapas.

Resista à idéia de ir direto ao ponto. Se você tiver uma reclamação referente algum comportamento que tenha mostrado desrespeito a você. Lembre-se que você precisa de solução e não confusão. Falta de apoio da liderança local?

Você não vai resolver se manifestando em uma reunião aberta. Problemas para lançar um novo projeto, existe resistência? Você não conseguirá resolve-lo em reuniões com grupos diferentes. Não se faz conscientização grupal. Faz-se campanha grupal. Conscientização é algo individual vem da palavra consciência.

E não vem de fora, vem de dentro. Mudanças internas levam as mudanças externas.

Não aceite o desafio de ser adversário. Você não concorda no momento. E se tem conhecimento, fez um diagnóstico e avaliou a situação. Defina então as etapas. Existem pessoas que passam por cima das outras e vão direto ao topo (líder ou chefe). Isso pode criar um conflito com a pessoa que está em baixo.

Tente resolver primeiro que com os que estão mais acessíveis não é necessário levar o problema ao topo. A solução pode estar aqui em baixo. Quando levamos lá para cima o problema. Logo somos vistos como encrenqueiros.

5 – Escolha as Brigas

Muitas pessoas desperdiçam tempo, dinheiro e energia reclamando sobre questões sem menor importância. Para elas o que conta é a disputa, pessoas assim não são seletivas. Uma reclamação financeira, por exemplo. Só vale a pena se o a possibilidade de ganho for maior do que o tempo e o dinheiro gastos.

Procure discernir o que realmente está te incomodando. Não aceite entrar em uma briga para aliviar a raiva. O cristão tem que estar consciente que as pessoas são livres para pensar de maneira diferente. Afinal Deus criou cada um de uma maneira diferente, devemos respeitar e até festejar essa diversidade.

EFÉSIOS 6: 11 a 13 - Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.

Conclusão:

Não reclame sem fundamento. Assuma a responsabilidade sobre sua vida. Deus espera que você seja uma pessoa ativa. Que não viva reagindo às barreiras da vida. Reagir simplesmente leva reclamação quando não se consegue realização dos desejos, quer sejam profissionais e pessoais. O povo de Israel sempre reclamou muito. E sem razão. Deus providenciava tudo de acordo com as necessidades do povo.

Mas tem um a história de alguém que reclamou que chega a ser engraçada.

Balaão foi contratado para realizar uma missão. Amaldiçoar o povo de Deus. No meio do caminho a sua mula empacou. Ele então começou a espancar o animal.

Reclamou com o bicho. E para sua surpresa o animal respondeu: “Por que estas me batendo?” O anjo de Deus interrompeu e disse: “Tolo até o animal já me viu. Ele evitou a sua morte”.

Devemos procurar entender quando a oposição vem de Deus. Se você tem feito projetos e planos e não tem conseguido realizar. Provavelmente o anjo do senhor deve estar em algum lugar do caminho. Não chute ou reclame do burro.

Desça e olhe onde está o anjo.

Perguntas:

  • Quando vale a pena reclamar?
  • Você tem já foi motivo de reclamação de alguém?
  • Você tem o costume de reclamar dos outros?
  • Você reclama de pessoas ou de atitudes?
  • Quando você precisa reclamar de alguma coisa qual o resultado?
  • Você reclama quando tem direito?
  • O que vai mudar na sua vida agora?
Material elaborado para o Grupo CICLO por Willian Lira Felício.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pensamentos do Espírito de Profecia (71) - Amor, Quando o Eu é Submetido!



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Quando o próprio eu é submerso em Cristo, o verdadeiro amor brota espontaneamente. Não é uma emoção ou impulso mas sim a decisão de uma vontade santificada. Não consiste em sentimentos, mas na transformação do coração inteiro, da alma e do caráter, que é morto ao próprio eu e vivo para Deus. Nosso Senhor e Salvador pede que nos entreguemos a Ele. Render o próprio eu a Deus é tudo que Ele requer: dar-nos a nós mesmos a Ele para sermos usados segundo Sua vontade. Antes de chegarmos a esse ponto de entrega não seremos felizes, úteis ou bem-sucedidos onde quer que seja. Carta 97, 1898.





DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

As coisas essenciais da vida

O tempo voa! Essa constatação deve nos fazer pensar em como usar melhor o tempo ou como dizemos, em como não “perder tempo”.

Nossa inteligência existe para nos fazer distinguir, discernir, saber o que é essencial, importante e acidental em nossa vida frente aos nossos objetivos, isto é, o que cada um de nós deseja para sua própria vida.  Essencial é aquilo que devo fazer em primeiro lugar. É aquilo que me levará mais rápido em direção ao que desejo da vida naquele momento presente em que estou fazendo o discernimento. Importante é o que devo fazer, mas só depois de ter feito o que eu havia considerado antes como essencial. E acidental é aquilo que só irei fazer depois de ter feito o que eu havia antes considerado como importante e como essencial.

A todo instante devemos nos perguntar se aquilo que estamos fazendo é essencial, importante ou acidental, para que possamos nos concentrar nas coisas essenciais e não nas coisas acidentais. O tempo passa e há pessoas que só fazem coisas acidentais ou até mesmo importantes, mas nunca as coisas essenciais que as levarão à felicidade ou ao sucesso.

Assim, quando chegamos ao trabalho devemos nos perguntar: o que é essencial agora? Ao chegarmos em casa, de volta do trabalho a mesma pergunta deve ser feita: o que é essencial agora? Será brincar um pouco com seus filhos? Abraçar sua esposa ou seu marido? Uma vez a inteligência nos tendo apontado o que é essencial, devemos dominar a vontade para fazer esse essencial e não fugir dele para coisas acidentais. Muitas pessoas querem vencer no trabalho ou ter uma vida familiar feliz, mas deixam de fazer as coisas essenciais para que tudo aconteça.

Lembre-se que a nossa felicidade ou sucesso dependem das escolhas que fazemos na vida. Temos que saber o que queremos, quais são os nossos motivos maiores ou a nossa “motivação” e nos concentrar nas coisas essenciais que nos farão chegar onde desejamos. Não podemos perder tempo com coisas acidentais que nos desviam do caminho.

Pense nisso. Sucesso!



PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quando uma criança está em condições de se decidir ao lado de Cristo?

Uma preocupação que os pais normalmente têm é sobre como conseguir que as crianças tomem decisões relacionadas à experiência religiosa, desde as mais simples, como obedecer, até as mais complexas, como aceitar a  Cristo e pedir o batismo. É justificada esta preocupação? O quanto é possível alcançar neste sentido? Até onde os pais devem orientar os filhos para que tomem  uma decisão?

A VONTADE COMO GERADORA DE DECISÕES

A decisão é um ato da vontade. Aprende-se a decidir quando aprende-se a exercer a vontade. A criança não é uma máquina caça-níquel na qual colocamos moedas e esperamos algum resultado. Não é sempre possível – nem conveniente- contar-lhe uma história e arrancar-lhe uma decisão.

“A vontade é o poder que governa a natureza do homem, colocando todas as outras faculdades sob seu domínio. A vontade não é gosto nem inclinação; é o poder de decidir que atua nos filhos dos homens levando-os a obedecerem a Deus ou a Lhe desobedecerem.”(EGW, 5T, 513) “Toda a criança deveria compreender a verdadeira força da vontade. Ela deveria ser levada a ver quão grande é a responsabilidade envolvida neste dom. A vontade é o poder de decisão ou de escolha.”. (EGW, Ed, 280)

Uma criança só poderá fortalecer sua vontade exercendo- a . Você como pai, mãe ou professor lhe dá a oportunidade de exercê-la? Dificilmente, o infantil poderá escolher bem, se não é educado para isto. É necessário dar-lhe oportunidades para escolher e decidir (que hino quer cantar, se deseja orar, em que classe deseja estar, sobre que tema deseja conversar, etc.).

Não deveríamos confundir decisão com promessa. A decisão é uma resolução a que se chega através de passos progressivos; pode levar um tempo curto ou longo, e está sujeita  a modificações. A promessa é o cumprimento de uma determinada resolução. A decisão tem valor duradouro. A promessa é um compromisso de honra pela da palavra empenhada. A decisão altera condutas. A promessa, tem que ver com a conquista de uma determinada conduta.

A decisão incentiva, embora deva ser modificada. A promessa que não pode ser cumprida, frustra, origina sentimento de culpa ou sensação de inutilidade e de baixa auto estima.

A criança deveria ser incentivada a decidir, não tanto prometer.

IDADE E DECISÕES RELIGIOSAS

1. Até os 3 anos: As decisões têm a ver basicamente com a obediência.
2. De 4 a 6 anos: As decisões giram ao redor dos hábitos, da relação social e do amor a Jesus.
3. De 7 a 9 anos: As decisões estão em relação com o plano da salvação e a incorporação de conceitos abstratos como pecado, perdão, vida eterna e entrega a Cristo.
4. De 10 a 12 anos: As decisões mais importantes têm a ver com a aceitação de Jesus como Salvador pessoal e com o Batismo.

A DECISÃO POR CRISTO: O BATISMO

A decisão por Jesus depende da experiência religiosa da criança, de sua maturidade e do trabalho do Espírito Santo. Algumas crianças fazem sua decisão aos 6 anos, outras, aos 12. Por que a diferença? Vários fatores que influem sobre isto:

1. Maturidade Espiritual- As crianças intelectualmente mais maduras, geralmente estão prontas para aceitar a Jesus como seu Salvador pessoal mais cedo em suas vidas. Quando este é o caso, deveríamos animá-las a responder ao chamado do Espírito Santo.
2. Formação religiosa- Se esta formação é sólida, é provável que a criança se decida “precocemente” por Jesus. É necessário descobrir quão consciente está a criança de que Deus realmente a ama. Ela compreende bem o que é o pecado? Sabe que o pecado deve ser castigado? Sabe que Jesus tomou  o lugar dela e pagou  pecados ? Entende a criança que há duas tendências opostas que agem no
mundo e em sua vida pessoal?
3. Habilidade para amar e confiar- O amor é uma força motivadora da salvação, à qual as crianças respondem também com amor. O amor de Jesus inspira-as e elas responderão de acordo com seu caráter.
4. Conhecimento da Bíblia- A criança que aprende a conhecer sua Bíblia, que crê na Palavra de Deus e a ama, desejará obedecê-la. Esta confiança nas Escrituras é a base da salvação, mas só será conseguida através de  passos graduais e sucessivos.
5. O lar e os modelos- A criança que procede de um lar onde há uma vida espiritual rica, sentirá a necessidade de um Salvador antes de outra, que não tenha recebido, no lar, a influência religiosa.( O lar onde não se vive o que é ensinado nele, sufoca, ou  , apaga, a religião)

QUANDO PODEM DECIDIR SUA VIDA RELIGIOSA?

As crianças judias, aos 12 anos, estavam plenamente capacitadas para decidir sua vida religiosa. Por isso, eram levadas à Festa da Páscoa. Recordemos a experiência de Jesus  nessa idade.

A Dra. Donna J. de Habenicht, da Universidade Andrews, em um encontro com uma centena de obreiros, lhes perguntou a que idade sentiram que haviam aceitado a Jesus como Salvador. 30% responderam que o haviam feito ao redor dos 8 anos; 60% o fez antes da adolescência; 9% entre os 13 e os 15 anos, e só 1% aos 18.

Não ensinemos nossos filhos ou alunos a pensarem que em algum tempo futuro terão suficiente idade para arrepender-se e crer na verdade. Se os instruímos devidamente, mesmo os menores, de pouca idade, podem ter opiniões corretas acerca de sua condição pecaminosa e do caminho da salvação por meio de Cristo. “ As crianças de 8, 10 e 12 anos têm já bastante idade para que se lhes fale da religião pessoal”.(EGW, 1 JT, 150[cit. em CN, 464].

COMO SE MANIFESTA A DECISÃO POR CRISTO?

Não deveríamos esperar uma emoção violenta como indicação da conversão de uma criança. Esta não é necessariamente uma evidência de convicção do pecado. Tampouco, é necessário saber o tempo exato  em que se converteu. O importante é fazer o convite, dar ao Espírito Santo a oportunidade de que trabalhe na vida da criança. Para a criança que cresce em uma atmosfera cristã, a conversão é um passo a mais no crescimento espiritual.

A criança que procede de um lar não-cristão ou de um cristianismo  apenas nominal, responderá de  modo mais dramático, menos preciso. Para ela, a salvação é uma notícia. O convite para aceitar a Cristo a induzirá a dar uma resposta definida.

Os pais e professores têm uma grande responsabilidade: levar a criança a Cristo antes que os anos endureçam seu coração. “É provável que com o passar dos anos, diminua sua sensibilidade às coisas divinas e sua susceptibilidade às influências da religião”.

COMO AJUDAR A CRIANÇA A ACEITAR A SALVAÇÃO

1. Mostrar à criança, com muito amor, que ela é pecadora e que necessita da salvação. Necessário é que se tenha certeza  de que ela se dá conta dessa realidade.
2. Explicar-lhe o caminho da salvação: Cristo morreu e ressuscitou por cada pecador. Dar-lhe a segurança de que depois de aceitar a Jesus,  receberá o perdão e a
salvação.
3. Fazer com que compreenda  que receberá a salvação, por ter decidido  fazer de Jesus seu Salvador pessoal.
4. Levar a criança a sentir a segurança da Salvação. Mostrar-lhe o que deve fazer, se pecar, para que Jesus a perdoe.
5. Mostrar-lhe como deve crescer em uma nova vida.
Estes passos ajudarão tanto a uma criança como a um não-cristão. A aceitação de Cristo deve manifestar-se nas obras de quem O aceita. Não se deve esperar perfeição dele, mas sim, uma mudança visível em seu estilo de vida.

COMO INDUZIR À DECISÃO POR CRISTO

1. Ore muito com e pela criança, pedindo a direção do Espírito Santo.
2. Fale acerca da salvação e da decisão que em algum momento, ela deverá tomar, a favor ou contra Jesus. Não tenha medo  de falar sobre este tema: O Espírito Santo é o responsável pelos resultados.
3. Não pressione a criança à decisão, pois ela pode responder pelo prêmio ou para agradar ao adulto. Também não é  conveniente oferecer recompensas por essa decisão.
4. Aproveite situações naturais: relatos, hora de dormir, culto vespertino, caminhadas sozinhos, classe bíblica. Esteja alerta aos sinais de persuasão do Espírito Santo.
5. Ajude-a a tomar decisões progressivas a favor de Jesus: testemunhar, distribuir folhetos, etc.
6. Oriente-a para fazer sua decisão, primeiramente em particular, depois em público.
7. Ajude-a a familiarizar-se com a Bíblia. Entusiasme-a com histórias de jovens e crianças que fizeram decisões importantes: Abel, Caim, Samuel, Sansão, Salomão,
e mostre-lhe os resultados- felizes ou infelizes- de suas decisões.
8. Dê-lhe oportunidade de compartilhar sua decisão.
9. Não julgue a genuína conversão da criança por suas emoções, mas pelos resultados.
10. Lembre-se de que a criança não é uma grande pecadora. Ela deve sentir que necessita reparar suas faltas e, às vezes, não sabe como. Você pode ajudá-la. Assegure-lhe que Deus odeia o pecado mas ama o pecador. A criança deve sentir a paz do perdão e do amor.

CONVERSÃO IGUAL OU DIFERENTE À DO ADULTO?

Igual no sentido da clara consciência dos pecados,  necessidade de Cristo e  evidência de uma mudança de vida.

Diferente porque a criança não tem sido arrastada às profundezas do pecado e não tem as marcas de uma vida pecaminosa. Talvez, em vez de grandes pecados, tenha só erros. Ela tem diante  de si toda uma vida para crescer na graça e no serviço.

QUANDO ESTÁ PRONTA PARA O BATISMO?

1.    Quando compreende os princípios da fé.
2.    Quando conhece o significado do batismo.
3.    Quando aceita o sacrifício de Cristo por ela.
4.    Quando compreende o que significa ser membro da Igreja.
5.    Quando da evidências em sua vida de haver feito um pacto com Deus.
6.    Geralmente, a conversão de uma criança é um processo gradual que culmina quando ela já é um membro ativo da Igreja. Muitas vezes, a criança pode elaborar esse processo sozinha, outras, necessita da dedicação quase exclusiva de um adulto. O importante é pedir que o Espírito Santo trabalhe em sua terna vida, e que os adultos mostrem o caminho até Cristo antes que os anos endureçam seu coração.

Este artigo foi escrito por MONICA CASARRAMONA (professora de Ciências da Educação e redatora da ACES, que é a Casa Publicadora da Argentina.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uma viagem à porta do céu

Sermão para ocasião especial: Reverência na Igreja
               
Título: Uma viagem à porta do céu

Texto: Gênesis 28:10 –12 e 16 e17.

Introdução:

A – Hoje, vamos fazer uma longa viagem até a porta do céu.

1 – O apóstolo Paulo também fez uma viagem até o céu. Ele diz: – “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)... Foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (II Coríntios 12:2-4).

B – Mas onde fica a porta do céu?

1 – Esta tem sido a grande preocupação dos astrônomos.

a) Para alguns, a porta do céu está na chamada constelação saco do carvão.
b) Para outros, é o saco do silício.
c) Uma terceira classe crê que é a constelação do Órion.

(1) Nós adventistas aceitamos esta última idéia. A Sra. White declarou certa vez que a nebulosa do Órion é a porta do céu. Cristo na Sua volta aparecerá no Órion. “... A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus”. Primeiros Escritos, pág.41.

2 – Existem outros – os incrédulos – que dizem: “O céu não existe. É uma utopia. Só existe na cabeça dos religiosos”.

C – O céu existe, sim, e está ao nosso alcance.

1 – O céu é a morada de Deus, e será a morada daqueles que creem nEle.

a) Jesus nos prometeu um lugar no céu: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (João 14:1-3).

I  – AS CARACTERÍSTICAS DA PORTA DO CÉU:

A – Na porta do céu há um silêncio profundo.

1 – As pessoas que lá estão não fazem barulho, nem zoada.
2 – Na porta do céu há sempre profunda reverência.
3 – Ali, todos estão para reverenciar o Criador do Universo.

C – As pessoas que lá estão sempre cantam hinos de louvor ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.

1 – E cantam com prazer!
2 – Por isso a porta do céu é um lugar aprazível, agradável... 

II – ONDE FICA A PORTA DO CÉU

A – A porta do céu está ao nosso alcance. Não fica longe de nós. Outros tiveram a oportunidade de lá entrar, e nós também podemos ter acesso a ela.

1 – Jacó esteve na porta do céu. Leia Gênesis 28:1–18.
2 – Jacó fugindo, com medo de seu irmão, viajou pelos desertos difíceis e tenebrosos da Síria.

a) “Tendo chegado a um lugar, ali passou a noite, pois já era sol-posto”. (v.11).

(1) Não havia um hotel.
(2) Não havia uma cama.
(3) Não havia um travesseiro. Por esse motivo, ele fez de uma pedra o seu travesseiro e do chão, a sua cama...

3 – Jacó, deitado no chão e olhando para cima, viu no firmamento a lua, as estrelas... Finalmente dormiu num hotel de milhares de estrelas...

(a) Não foi em um hotel de cinco ou seis estrelas dos hotéis modernos, que existem hoje. Havia milhares de estrelas. Jacó, porém, estava tão cansado que não teve oportunidade de observá-las, nem contá-las. Logo pegou no sono e dormiu profundamente.

4 – “E sonhou: Eis posta na terra uma escada, cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela”. (v. 12).

a) Esta escada é Jesus Cristo. Cristo é a escada de Jacó que liga o céu com a terra.

5 – A conclusão que chegou Jacó ao acordar: – “Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o Senhor está neste lugar; e eu não sabia. E, temendo disse: Quão temível é esse lugar! É a casa de Deus, a porta dos céus (Gênesis 28:16 –17).

a) Para Jacó, onde ficava a porta do céu?

(1) “Quão temível é esse lugar! É a casa de Deus e a porta do dos céus”. (v.17).

B – A porta do céu é, portanto, o lugar onde Deus está. Se Deus está aqui, então, aqui é a porta do céu.

1 – A igreja é a porta do céu.

a) Se a igreja é a porta do céu, como são os nossos cantos de louvor neste lugar?
b) Como são as nossas orações?
c) Há bastante reverência nesse lugar?

(1) “Guardareis os meus sábados e reverenciareis o meu santuário” (Levíticos 1:30).

d) Há sempre, aqui, um silêncio profundo?
     
(1) “O Senhor está no Seu Santo Templo, cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2:20)

C – Jacó consagrou o lugar em que adorou a Deus. “Tendo se levantado Jacó, cedo, de madrugada, tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite, e ao lugar, cidade que outrora se chamava Luz, deu o nome de Betel” (Gênesis 28:18-19).

1 – Betel significa – Casa de Deus.
2 – A igreja foi consagrada a Deus. Aqui começa a porta do céu.

a) Quando consagramos algo ao Senhor é considerado santíssimo.

III – UM EXEMPLO DE REVERÊNCIA

A – Moisés no monte Horebe. Êxodo 3:1-5

1 – A sarça ardente. Ela queimava, mas não se consumia. Ao se aproximar Moisés dela Deus lhe diz: “Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa” (3:5)

a) Devia descalçar os pés porque o lugar era Santo.
b) Os muçulmanos até hoje, nas mesquitas maometanas, todos entram descalços. Os sapatos ficam lá fora.

(1) O que Deus exige de nós hoje não é apenas tirar os sapatos, quando adentramos ao lugar de adoração. Só tirar os sapatos não muda nada.

B – Ao entrarmos na igreja, deixemos lá fora os pecados.

1 – Deixa lá fora a indisciplina.
2 – Deixa lá fora as vaidades, as modas extravagantes.
3 – Deixa lá fora os maus costumes.
4 – Deixa lá fora os vícios.
5 – Deixa lá fora as críticas.
6 – Deixa lá fora as brigas.
7 – Deixa lá fora as fofocas.

– “Descalça os teus pés, porque o lugar é terra santa”.


IV – A REVERÊNCIA NA CASA DE DEUS.

A – A reverência ontem e hoje:

1 – Ontem – Um grande extremo.

a) As pessoas ao chegar à igreja não se demoravam fora dela.
b) Era momento de orar silenciosamente, e ajoelhados. Falar com Deus era o mais importante.
c) As pessoas aproveitavam para ler a Bíblia.
d) Era considerado falta de reverência e de ética dar a mão ou abraçar alguém dentro da igreja.

2 – Hoje – Um outro extremo.

Experiência – Eu estava orando. Um irmão veio falar comigo. Ele não teve a perspicácia de perceber que eu estava orando e falando com Deus. Deixei de falar com Deus para falar com ele.

a) Particularmente, sou a favor de algumas mudanças porque o mundo é dialético e as transformações sociais se processam, quer queiramos ou não.

(1) Vejam a Escola Sabatina. Há, hoje, o momento de confraternização. Faz bem a todos. Devemos nos confraternizar, sem irmos ao extremo.

3 – No passado, as pessoas vinham à igreja para falar com Deus, e falavam pouco com os homens. Hoje, porém, as pessoas vêm à igreja e falam muito uma com as outras e se esquecem de falar com Deus.

a) Por isso, ao virmos à igreja, dediquemos tempo para meditar, orar, falar com Deus, em silêncio.

(1) Uma pessoa, hoje, pode vir à igreja e falar com todo mundo e não falar com Deus. Vai voltar para casa tão vazio como entrou na igreja.

Experiência: Aleluia de Hendel – Por que as pessoas ficam em pé, quando é cantado? É uma tradição histórica.

1 – No dia 23 de março de 1783, ouviu-se na Inglaterra o mais belo cântico já cantado numa igreja: A Música de Hendel. Houve um profundo silêncio na igreja nunca ouvido antes. O coral cantou: “Aleluia, o nosso Deus reina!” Sem que ninguém pedisse, todos em estado de êxtase se levantaram como se estivessem subindo para o céu.
Aplicação: É por isso que até hoje, tornou-se um costume ético se levantar, quando se ouve  “Aleluia de Hendel”.

B – O salmista diz: “Porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa e me prostrarei diante do Teu santo templo, no Teu temor” (Salmo 5:7)

C – O sábio diz: “Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifício de tolo” (Eclesiastes 5:1).

1 – Neste verso existem três coisas importantes:
a) Primeira: “Guarda o pé”. O que significa isso? Não entre na igreja fazendo barulho.

Ilustração: Eu pregava numa grande e rica igreja. Entrou, já no meio do culto, uma moça pela entrada principal com sapatos altos, tipo Luís XV e Toc, Toc... Todos olharam para ela. Parecia uma Gisele Bündchen desfilando na passarela. A igreja não é uma passarela de desfile de modas.       

(1) Por isso a Bíblia diz: “Guarda o teu pé”...

b) O segundo ponto do verso: “Chegar-se para ouvir”.

(1)Meu irmão, se você veio para culto a fim de ouvir, ouça com atenção. É importante ouvir, ouvir, ouvir. Se você veio à igreja para ouvir, então não fale. Fique quieto ouvindo. Agora, se você veio à igreja a fim de falar, fale. Fale com poder. Se você é o pregador, então fale.

c) O terceiro ponto importante diz o verso: “Ouvir é melhor do que oferecer sacrifício de tolos”.
(1) O que é o sacrifício do tolo?  Não sabe?
(2) O que faz o tolo, quando fala? Fala bobagem.
(3) Na igreja, quando alguém está falando bobagem ou besteira está oferecendo sacrifício de tolos.

E – Não dormir na igreja. Faça tudo para não dormir na igreja.

1 – A Igreja foi construída com o objetivo de ser um auditório e não um dormitório.

Ilustração: O pastor estava pregando e o ancião sentado ao seu lado dormindo. Ele pregava sobre a diferença entre o seu e o inferno. No final, fez um apelo: “Quem quer ir para o inferno? Levante-se”. O ancião acordou quando ele disse: “levante-se”. O irmão se levantou. Todos começaram a rir. Pior: Ele pegou o microfone e falou: “Pastor, só nós dois estamos em pé. Parece que só nós dois estamos de acordo”. Ele ofereceu um sacrifício de tolo, colocando o pastor numa fria e num constrangimento.

F – Um exemplo de irreverência e seu funesto resultado.

1 – “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor” (Levíticos. 10:1,2).

a) Esta história é uma lição para nós.

2 – O fogo estranho de hoje pode ser: comida, papel picado, bola de papel, balas de mascar, chicletes nos bancos.

Ilustração: Um apaixonado escreveu no banco da igreja: “Ana Mary eu te amo”. Por que esse rapaz não fez a declaração de amor que tinha de fazer diretamente para a moça? Quem “pagou o pato” foi o banco da igreja que ficou riscado.

3 – Alguém disse: “A invenção é a mãe de todas as necessidades humanas”.

a) Um dia inventaram o celular. O celular é uma invenção moderna, útil e necessária. Não conseguimos mais viver sem ele. O celular pode ser uma bênção na nossa vida e nos nossos negócios, mas, na igreja, pode ser uma maldição.

b) Decreto da rainha Elizabeth II: Em palácio, celular não funciona. É proibido usar o celular. Pense bem: se alguém para falar com a rainha tem de desligar o celular, você vai falar com Deus e deixa o seu celular ligado, podendo atrapalhar a sua comunicação com Ele?
c) Na igreja, o celular pode ser um fogo estranho.
 
Ilustração: Eu visitei algum templo atrás a Igreja Central do Rio de Janeiro. Gostei da placa: “Seja bem-vindo, mas desligue o celular”. Vi outro dia numa igreja dois jovens passando torpedo um para o outro na hora do culto. Um bom nome para esse fogo estranho usado na hora do culto: “Torpedo”.

 F – Citação da Sra. White sobre reverência na igreja. 
 “Para alma e humilde, a casa de Deus é a porta do céu... Quando os crentes penetram na casa de culto, devem guardar a devida compostura e tomar silenciosamente o seu lugar... Conversas vulgares, cochichos e risos não devem ser permitidos na casa de culto...” T.S. 193 – 195.

V – DEUS AMA O SILÊNCIO E A REVERÊNCIA.

Ilustração: Ladrão na igreja. Um visitante foi a uma igreja adventista pela primeira vez. No final do culto, na porta da igreja, o pastor cumprimentando a todos, procurou para ele: “O senhor gostou do culto?” Respondeu: “Não, eu fui roubado na igreja!” “O que foi que lhe roubaram?” – perguntou o pastor preocupado.
– Na entrada, duas moças riram de mim.
Elas roubaram a minha confiança. Já entrei na igreja desconfiado.
– Não pude orar. Passaram por cima de mim, quando eu estava orando.
Roubaram minha devoção a Deus.
– Durante o sermão, a conversa foi tão grande atrás de mim que não pude me concentrar para ouvir a mensagem.
Roubaram minha concentração.
– Quando eu estava me concentrando para assimilar a mensagem, uma moça puxou o meu pente, eu virei para trás e não soube mais o que o senhor estava dizendo.

– Pastor, a sua igreja está cheia de ladrões e eu não voltarei mais aqui.

CONCLUSÃO:

A – Assim como existe um lugar lá em cima chamado de morada de Deus, existe um lugar aqui em baixo, onde devemos reverenciá-Lo. A porta de céu começa aqui na terra, como começava a escada de Jacó.
1 – Jacó consagrou o lugar onde se encontrou com Deus, em sonho, chamando-o de Betel – Casa de Deus.              

B – Como temos nos portado e comportado na Casa de Deus – a Porta do Céu?

C – Será que estamos roubando a atenção que os outros querem devotar a Deus?
   
1 – “Quão temível é esse lugar! É a Casa de Deus – a porta do céu!”

D – Aqueles que se comportam como verdadeiros cristãos na porta do céu, ou seja – na igreja – vão ter o direito de transpor os portais da eternidade e viver com Cristo no lar dos salvos.

ORAÇÃO: Muito obrigado, Senhor, porque estudamos a Tua Palavra. Ajuda-nos a entender cada dia o que Tu pedes de nós. Dá-nos forças e disposição para sempre irmos a Tua casa de oração comungar contigo. Ajuda-nos a termos sempre um espírito de reverência quando entrarmos no Teu tabernáculo, porque onde estiverem dois ou três reunidos em Teu nome, Tu estarás no meio deles. Que a Tua presença seja sempre uma constante em nossa vida. Nós te pedimos isto não que sejamos merecedores, mas confiados nos méritos de Teu Filho Jesus Cristo. Amém!


Hinos Sugeridos: H.A., 16, 470, 220, 573, 574.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL. 
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