A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Para Viver Mais

“Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?”– Jesus Cristo

O livro Para Todo o Sempre é a biografia de Peter Marshall, que se tornou capelão do Senado norte-americano no fim dos anos 40. Depois de narrar a emocionante trajetória desse grande pregador escocês, a autora, que também era sua esposa, Catherine Marshall, presenteia os leitores com alguns sermões do marido. Num deles, Peter conta a seguinte história:

Certo homem costumava ir à cidade mais próxima, algumas vezes durante o ano, vender os produtos que, junto com a família, cultivava em suas terras. Um filho sempre o acompanhava. Certa manhã, bem cedo ainda, os dois carregaram o carro de boi e partiram. O moço calculou que, se andassem todo o dia e a noite, chegariam com tempo suficiente para aproveitarem as melhores oportunidades de venda. E, com o rapaz exigindo pressa enquanto fustigava o boi com um aguilhão, iniciaram a jornada. Pedindo calma, o velho esticou-se na carroça, protegeu o rosto com um chapéu e começou a cochilar.

Alguns quilômetros depois, chegaram a uma casinha e o pai, sob protestos do filho, disse: “Vamos parar um pouco e dizer ‘bom-dia’ ao seu tio. Moramos perto e raramente nos encontramos.” Depois de uma longa conversa, retomaram a caminhada. Agora, o pai dirigia a carroça, enquanto o filho descansava. Adiante, numa encruzilhada, tomou o rumo da esquerda. “Pai, você sabe que o caminho da direita é mais curto; já perdemos muito tempo”, disse o filho, ao que o pai respondeu: “Mas o da direita é mais bonito. Tenha calma, e você viverá mais, filho.”

A noite os alcançou num lugar que parecia um jardim, com uma paisagem belíssima. “Vamos dormir aqui”, sugeriu o pai. “Dormir?! Pai, estamos perdendo tempo, você parece mais interessado em olhar flores do que em ganhar dinheiro”, protestou o rapaz. “Obrigado, filho. Esta é a coisa mais bela que você me disse hoje. Tenha calma, você viverá mais”, o pai respondeu. No dia seguinte, mal reiniciaram a caminhada, encontraram um fazendeiro tentando tirar seu carro de um buraco. Sob mais protestos do filho, o homem disse: “Vamos ajudá-lo. Quem sabe, um dia poderemos estar na mesma situação.” Terminado o trabalho, recomeçaram a viagem e, não muito longe da cidade, ouviram um estrondo que pareceu ser um forte trovão, seguido de um intenso clarão e uma imensa nuvem negra. “Chegaremos à cidade debaixo de chuva”, disse o pai, enquanto o filho retrucava: “Eu avisei. Perdemos tempo demais. Os concorrentes levarão vantagem sobre nós.” Novamente o pai respondeu: “Filho, tenha calma; você viverá mais.”

Finalmente, chegaram ao topo de um morro, à entrada da cidade. Ali, perplexos, ficaram olhando-a demoradamente. Viraram a carroça, retomaram o caminho de casa, deixando para trás a cidade que fora Hiroxima, devastada por uma bomba atômica. Então, o filho disse: “É verdade, pai. Viveremos mais.”

Não é sem razão que Jesus Cristo aconselhou: “Não andeis ansiosos pela vossa vida... não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6:25, 34). A ansiedade não resolve nenhum problema. Ao contrário, traz prejuízos mentais, emocionais e físicos. Pergunte sobre as razões da longevidade de uma pessoa e, entre muitas, ela dirá: tranqüilidade e confiança. Para viver mais e melhor, deixe suas preocupações no lugar certo: “Lançando sobre Ele [Deus] toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:7).


PR ZINALDO A. SANTOS

Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e com mestrado em Teologia pelo UNASP, atua na Casa Publicadora Brasileira como Editor da revista Ministério e editor associado da Vida e Saúde.

Comentários

  1. GRAÇAS A DEUS, EXISTIU AQUI NA TERRA UM HOMEM DE DE
    DEUS COMO O PASTOR PETER MARCHALL, QUE VIVEIU SUA VIDA PARA O SENHOR JESUS. GLÓRIAS AO SENHOR JESUS ETERNAMENTE , AMÉM.

    ResponderExcluir
  2. GLÓRIAS A DEUS, PELA VIDA EXEMPLAR DO PASTOR

    PETER MARCHALL, DURANTE O TEMPO QUE DEUS PER-

    MITIU ELE VIVER. A BIOGRAFIA DELE É UMA

    BENÇÃO PARA TODOS OS CRISTÃOS.

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