terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Criacionismo no Mackenzie

O texto a seguir é do articulista da Folha, Marcelo Leite, o mesmo que disse certa vez que para os criacionistas eles não dão espaço (imprensa imparcial essa, não?). Os comentários entre colchetes são meus:

O Instituto Presbiteriano Mackenzie abrange uma universidade e uma escola das mais tradicionais de São Paulo. Só na unidade paulistana do colégio há mais de 1.800 alunos. Seu campus no quarteirão ladeado pela avenida da Consolação e pela rua Maria Antônia é um ponto de referência na cidade. Talvez poucos se dêem conta de que se trata de um estabelecimento confessional de ensino. Isso está bem explícito no nome da instituição, porém. Agora o Colégio Mackenzie é também, oficialmente, criacionista.

Criacionismo é a doutrina segundo a qual Deus criou o mundo com todas as espécies que existem hoje [esse pessoal insiste em tachar os criacionistas de fixistas]. Isso contradiz a explicação darwinista para a diversidade biológica, fruto da evolução por seleção natural [criacionistas aceitam a microevoloção como uma das explicações para a biodoversidade]. Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único) [cadê ele?].

O fato de o DNA ser a molécula da hereditariedade em todas elas é a melhor prova desse princípio [também pode ser interpretada como a “assinatura” do Artista]. Os primeiros seres vivos da Terra "inventaram" [!] essa maneira de transmitir características de uma geração a outra, há cerca de 4 bilhões de anos, e ela se perpetuou desde então. [Olha o desespero para defender o darwinismo e a clara intenção de destacar a estranheza pelo fato de uma instituição séria como o Mackenzie se posicionar em favor do criacionismo.]

A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório [e não é assim que a ciência avança?]. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso [não apenas], para a origem das espécies.

Quase 200 anos depois de Charles Darwin (1809-1882) e 150 após a publicação de sua grande obra, A Origem das Espécies, os educadores do Mackenzie aceitam só o que chamam de "microevolução" (organismos se adaptam a novas condições do meio). Não, porém, a "macroevolução" (tal adaptação não seria suficiente para originar novas espécies, em verdade criadas por Deus). (...)

[As escolas adventistas também ensinam o criacionismo sem privar os estudantes de conhecer o darwinismo, tanto que mantêm altos índices de aprovação no vestibular, que cobra esse conteúdo dos candidatos. Esse tipo de ensino comparativo e crítico é exatamente o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.]

(Folha, só para assinantes)



MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo

1 comentários:

  1. eme graduei no mackenzie, sinto-me envergonhado que a Instituição tome essa postura nas aulas de ciências

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