A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Criacionismo no Mackenzie

O texto a seguir é do articulista da Folha, Marcelo Leite, o mesmo que disse certa vez que para os criacionistas eles não dão espaço (imprensa imparcial essa, não?). Os comentários entre colchetes são meus:

O Instituto Presbiteriano Mackenzie abrange uma universidade e uma escola das mais tradicionais de São Paulo. Só na unidade paulistana do colégio há mais de 1.800 alunos. Seu campus no quarteirão ladeado pela avenida da Consolação e pela rua Maria Antônia é um ponto de referência na cidade. Talvez poucos se dêem conta de que se trata de um estabelecimento confessional de ensino. Isso está bem explícito no nome da instituição, porém. Agora o Colégio Mackenzie é também, oficialmente, criacionista.

Criacionismo é a doutrina segundo a qual Deus criou o mundo com todas as espécies que existem hoje [esse pessoal insiste em tachar os criacionistas de fixistas]. Isso contradiz a explicação darwinista para a diversidade biológica, fruto da evolução por seleção natural [criacionistas aceitam a microevoloção como uma das explicações para a biodoversidade]. Inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum (todas as espécies provêm de um ancestral único) [cadê ele?].

O fato de o DNA ser a molécula da hereditariedade em todas elas é a melhor prova desse princípio [também pode ser interpretada como a “assinatura” do Artista]. Os primeiros seres vivos da Terra "inventaram" [!] essa maneira de transmitir características de uma geração a outra, há cerca de 4 bilhões de anos, e ela se perpetuou desde então. [Olha o desespero para defender o darwinismo e a clara intenção de destacar a estranheza pelo fato de uma instituição séria como o Mackenzie se posicionar em favor do criacionismo.]

A direção do Mackenzie não nega os avanços da biologia trazidos pelo darwinismo, mas acredita que é preciso opor-lhe o contraditório [e não é assim que a ciência avança?]. Em outras palavras: ensinar a seus alunos que há outra explicação, de fundo religioso [não apenas], para a origem das espécies.

Quase 200 anos depois de Charles Darwin (1809-1882) e 150 após a publicação de sua grande obra, A Origem das Espécies, os educadores do Mackenzie aceitam só o que chamam de "microevolução" (organismos se adaptam a novas condições do meio). Não, porém, a "macroevolução" (tal adaptação não seria suficiente para originar novas espécies, em verdade criadas por Deus). (...)

[As escolas adventistas também ensinam o criacionismo sem privar os estudantes de conhecer o darwinismo, tanto que mantêm altos índices de aprovação no vestibular, que cobra esse conteúdo dos candidatos. Esse tipo de ensino comparativo e crítico é exatamente o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.]

(Folha, só para assinantes)



MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo

Comentários

  1. eme graduei no mackenzie, sinto-me envergonhado que a Instituição tome essa postura nas aulas de ciências

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