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sábado, 16 de janeiro de 2016

A pergunta que Deus não pode responder



Hoje o nosso tema é: ''A pergunta Que Deus não pode responder.''

Este é um título estranho, porque Deus é Todo-Poderoso; Ele pode responder a todas as perguntas; Deus é cheio de sabedoria; Ele conhece a resposta a todas as perguntas. Ninguém conseguirá deixá-Lo sem resposta.

Podemos nós formular uma pergunta que Ele não responda? Pode o ser finito fazer uma pergunta que o Ser infinito não encontre resposta? Mas há uma pergunta que Deus não pode responder. Mas o mais impressionante é que a pergunta que Deus não pode responder foi inspirada por Ele mesmo.

Vamos encontrar essa pergunta em Heb. 2:3: ''Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram." Esta é a pergunta que Deus não pode responder: ''Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande Salvação?" E por que Ele não pode responder? Simplesmente porque ela não tem resposta; Ele não pode achar um outro modo. Ou seja: Se nós negligenciarmos esta Salvação, esta tão grande Salvação, nós não escaparemos; não haverá outro meio de nos salvarmos; este Evangelho é o único meio.

Esta é uma solene advertência. Como o lavrador perderá sua colheita por simples negligência; como o comerciante irá à falência por simples negligência; como o operário perderá o seu emprego por simples negligência; assim virá a ruína da alma por simples negligência da Salvação. Se nós descuidarmos da Salvação, nem mesmo Deus poderá fazer qualquer coisa por nós. Estaremos irremediavelmente perdidos.

Não haverá escape, se negligenciarmos tão grande salvação:

Não há escape, porque não há outra Salvação;

Não há escape, porque não há outro Salvador;

Não há escape, porque não há outro Deus.

Mas notemos 3 PONTOS SALIENTES que se destacam do nosso texto, 3 questões importantes.


I – A SALVAÇÃO PROVIDA É UMA GRANDE SALVAÇÃO

1- Foi anunciada por Jesus Cristo, pessoalmente. Ele veio a este mundo, deixando a glória do Céu, a companhia dos anjos, a adoração dos mundos que não caíram em pecado, e veio para nos anunciar a Salvação. De que modo Ele veio? Ele precisou assumir a natureza humana, se tornar um Homem, a fim de cumprir este propósito tão importante. Ele precisou Se submeter às tentações de Satanás, ser maltratado entre os homens, e finalmente ser crucificado entre dois ladrões, assumindo os pecados de todos e receber a ira de Deus morrendo para que os pecadores pudessem ter a vida eterna.

2- Foi testemunhada por Deus, com sinais e milagres. Alguns nos perguntam: Por que Deus não realiza por nós aqueles milagres que Ele realizava nos tempos de Cristo? Aqui está a resposta: O objetivo daquela demonstração de poder em sinais e milagres e prodígios era para testificar desta tão grande Salvação.

Hoje a Salvação já tem o próprio testemunho do poder de Deus, que Se houve maravilhosamente, ratificando o poder salvador de Cristo através das maravilhas do Seu poder, dando vista aos cegos, levantando paralíticos, purificando leprosos, ressuscitando mortos, andando sobre o mar e deixando os homens admirados, dizendo: ''Hoje vimos prodígios extraordinários!'' e ''Deus visitou o Seu povo.''

3- Foi selada pelo Espírito Santo, com os dons espirituais. Quando a Salvação se manifestou em Cristo, o Espírito Santo estava lá, selando com os dons espirituais, a fim de que os homens pudessem não só sentir a convicção do pecado, mas adquirir poder para receber a Salvação.

No momento da pregação de Jesus, Ele estava lá despertando as consciências, dando dons aos homens. Quando Cristo morreu, Ele despertou a muitas pessoas. Quando Jesus ressuscitou e foi assunto ao Céu, Ele deu dons aos homens. No Pentecostes, novamente e de modo extraordinário, o Espírito Santo Se manifestou com Suas distribuições, de tal modo que os apóstolos em pouco tempo iluminaram o mundo todo com a glória do conhecimento de Deus e de Sua Salvação.

Esta, com efeito, é uma grande salvação. Você não estaria negligenciando uma Salvação provida por seus amigos, nem por seus parentes, o que já seria grande. Por exemplo: Noutro dia saiu a notícia na Televisão, dos pais de um menino que deram parte dos seus pulmões para o seu filho poder respirar direito e assim se salvar, evitando a morte certa. Foi um ação nobre daqueles pais que comoveu o País inteiro: três operações realizadas por médicos experientes numa tentativa de os pais salvarem o seu filho. Isso foi uma grande e comovente salvação.

Isso seria uma grande salvação se fosse provida por anjos que viessem lá do Céu a fim de nos dar um meio de escape.

Mas nada pode ser comparada à esta Salvação em grandeza, porque ela foi providenciada pela própria Trindade. E, portanto, negligenciar a Salvação provida pela Divindade, é certamente uma grande negligência, que por sua vez levará à uma grande perda, da qual não há escape.


II – POR QUE AS PESSOAS NEGLIGENCIAM A SALVAÇÃO

Se a Salvação é tão grande e tão especial, e se não há escape fora dela, por que as pessoas a negligenciam? Seria por que não amam a vida? mas eles gostam de viver. Seria por que lhes falta conhecimento? mas a maioria possui abundante conhecimento e ainda estão em negligência de sua própria Salvação. Então, por que eles tem sido culpados desta negligência?

1. Demasiada preocupação pelas coisas do mundo.

Vamos ler uma advertência de Jesus: Lucas 17:26-30: "Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar."

Qual foi o pecado especial dos antediluvianos? Disse Jesus Cristo que eles comiam e bebiam, plantavam e edificavam, compravam e vendiam, casavam e davam-se em casamento. Alguém, interpretando esta passagem, disse que o pecado não estava em casar-se, mas em dar-se em casamento. Mas se enganou; este não era o problema. O maior pecado dos homens que pereceram no Dilúvio foi o de fazer das coisas comuns da vida tudo o que faziam. O seu maior pecado foi o de negligenciar a Salvação, preocupados apenas com as coisas desta vida, e nada mais. Eles faziam tudo; menos a coisa mais importante que é buscar a própria Salvação.

Esse também foi o pecado de Sodoma e Gomorra. Eles estavam tão envolvidos com as suas coisas materiais que não tinham tempo para se preocupar com as coisas espirituais. E finalmente o pecado da negligência os apanhou numa esmagadora surpresa.

Hoje a História se repete: os homens negligenciam a salvação porque estão preocupados demais com as coisas do mundo. Mas o apóstolo João também adverte: 1Jo. 2:15-17: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.''

São as corridas de cavalos, os espetáculos de futebol, os ídolos da TV, os vídeos, os filmes e as novelas; são as diversões do mundo em geral que roubam o tempo de graça de milhões de pessoas.

Mesmo entre os cristãos encontramos pessoas tão apegadas às coisas do mundo, tão iludidas, tão impressionadas com os encantos das luzes vermelhas do pecado! Mas ''que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?'' (Mc. 8:36) Que nos aproveita partilhar das coisas do mundo e negligenciar a própria Salvação, se desse modo podemos nos perder?

A Bíblia fala de Demas, que abandonando o apóstolo Paulo, amou o presente século, apegou-se às coisas do mundo, deixando um péssimo exemplo na caminhada cristã.

Mas Cristo completa, dizendo: ''Assim também será na Vinda do Filho do Homem.'' Portanto ''acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que os vossos corações fiquem sobrecarregados com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço'' (Luc. 21:34), apanhando-nos numa esmagadora surpresa.

2- Falta de visão espiritual. É outra razão para a negligência.

Caim não tinha esta visão espiritual indispensável para mover as pessoas que desejam se salvar. Ele não enxergava os seus próprios pecados, não via o significado do sangue de um cordeiro que não tinha nada com o seu pecado, e portanto foi ao campo e trouxe algumas frutas, julgando que seria aceito assim tão cegamente. Não tinha a visão do Salvador que haveria de morrer em seu lugar.

A mulher de Ló também não tinha visão espiritual. Disse Jesus: ''Lembrai-vos da mulher de Ló.'' Por que? Onde estava a sua visão? Em Sodoma, nas jóias que deixara lá, no dinheiro que estava perdendo, nas suas propriedades e na sua bela casa. Não viu que poderia se perder na desobediência de uma ordem explícita de Deus. Tinha tudo para se salvar, mas em poucos segundos foi transformada em uma estátua de sal, porque olhou para trás, e deixou de olhar para a frente onde estava a Salvação. ''Escapa-te por tua vida!'' disseram os anjos. Mas ela negligenciou aquela grande salvação, e não pôde escapar. Perdeu-se, e confirmou-se a verdade da pergunta que nem Deus pode responder: ''Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande Salvação?''

Judas também tinha os olhos no dinheiro. Era ladrão, interesseiro, e se tornou traidor do próprio Cristo por amor ao dinheiro. Tudo por falta de visão espiritual; ele era cego para as coisas de Deus e negligenciou a sua salvação estando tão perto do Salvador. E hoje, semelhantemente, quantos traem a Cristo por amor ao dinheiro!
Note o que nos disse o apóstolo Pedro, em 2 Ped. 1:9: "Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora." As pessoas que negligenciam a salvação, elas são cegas espiritualmente:

Eles não vêem a sua necessidade. O fariseu orava: ''Graças Te dou, Senhor, porque não sou como os demais, homens pecadores, roubadores e adúlteros; nem como esse publicano ali.'' Cantava um hino de louvor a si mesmo, porque não sentia a sua própria necessidade de Salvação, julgando-se melhor que os outros, não reconhecendo a pecaminosidade que é tão própria a todos. Não sentiu a necessidade de um Deus Salvador, e voltou vazio para a casa sem a bênção.

Visitei uma senhora com quem estudei a Bíblia por algum tempo, indicando as mensagens de Deus. Ela ia às vezes à Igreja. Mas nunca se decidiu pela sua Salvação. Finalmente, fui fazer um último apelo de minha parte. Ela disse: ''Eu não sinto necessidade de me batizar.'' O esposo é Adventista, ela conhecia bem a Verdade, já passara por um ataque cardíaco, era idosa, a morte se aproximava, porém ela negligenciava a Salvação, porque não sentia necessidade disso.

Os cegos espirituais

  • não vêem a sua necessidade,
  • não vêem os sinais dos tempos, não podem perceber que o tempo está se esgotando para todo o mundo,
  • não vêem a glória de tão grande Salvação, provida pelo maravilhoso Salvador Jesus Cristo, junto ao Pai e o Seu Espírito,
  • Eles não percebem o perigo, falta visão espiritual para pressentir o perigo e a gravidade do que significa negligenciar tão grande e extraordinária Salvação, oferecida gratuitamente.

Mas outras pessoas sentem tudo isso, percebem toda essa maravilha e anseiam se salvar. O publicano dizia: ''Senhor, tem compaixão de mim, pecador'', e batia no peito, dizendo: ''Minha culpa, minha culpa! Sê propício para comigo, Senhor!'' E nem ainda levantava a cabeça para o alto. E disse Jesus que este saiu justificado, e não o outro.

Disse Jesus: ''Bem-aventurado os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos.'' Se você não sente fome e sede da Salvação, então não perca mais tempo: Vai a Jesus, entregue-Lhe o seu coração e a vida, e busca a Salvação, antes que seja tarde demais. Não deixe para depois, acerte logo o seu caso com Deus. Abandone aquele pecado, converte-se inteiramente a Jesus Cristo.

Não fique numa falsa segurança. Não há nenhuma segurança em procrastinar, em adiar a Salvação. Não é seguro deixar o preparo da alma negligentemente para depois. Não é seguro adiar, pensando que Deus terá misericórdia de você, enquanto outros estão se perdendo, mas você não vai se perder negligenciando tão grande Salvação. É presunção achar-se seguro, quando somos culpados de negligenciar a própria Salvação.

Outra razão por que as pessoas negligenciam a Salvação:

3-Desejo de agradar às pessoas erradas.

Muitos estão negligenciando a Salvação, porque querem agradar a certas pessoas que eles estimam, que pode lhes garantir uma boa reputação, e essas pessoas gostam de ser louvadas e glorificadas. Eles se esforçam por agradar os amigos: - não podem decepcioná-los, não podem desfazer-se aquele círculo social. ''O que dirão os meus amigos?'' Realmente, eles perderiam os seus melhores amigos, se estivessem envolvidos com as coisas desses crentes.

Saul apreciava tanto a popularidade, os aplausos humanos, que ele ficou arruinado quando o coral cantou: ''Saul feriu os seus milhares; porém Davi os seus dez milhares.'' O medo de perder a popularidade, o receio de perder a reputação entre conhecidos, parentes e amigos é realmente um grande obstáculo à Salvação.

Pilatos estava diante da própria Salvação em pessoa. Diante de Cristo, perguntou: " 'O que é a Verdade?' O que é a verdade de Deus, da Vida e da Salvação?'' Estava ali com sua oportunidade áurea para saber o que é a Verdade e se salvar, mas não esperou para ouvir a resposta de Jesus. A multidão lá fora exigia uma resposta pronta, e ele tinha receio de desagradar ao povo, e negligenciou à própria Salvação por querer agradar às pessoas erradas, e se perdeu.

Você está negligenciando a Salvação? A quem realmente você quer agradar? A Satanás? Aos amigos do mundo? Ou a si mesmo? Mas se você quiser agradar sinceramente às pessoas certas, então você jamais negligenciará a Salvação, porque você estará agradando a Deus, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo, os Autores desta gloriosa Salvação, e também estará agradando a outras pessoas certas como os anjos que são ''espíritos ministradores enviados a favor dos que hão de herdar a Salvação'', e também estará agradando aos sinceros cristãos que já estão empenhados nesta tão grande Salvação. Realmente, você estará agradando às pessoas absolutamente certas. E finalmente, você agradará a si mesmo, com os resultados seguintes: - você terá prazer e alegria nesta Salvação maravilhosa.


III – COMO PROMOVER A SALVAÇÃO

O que disse o apóstolo Paulo na epístola aos Hebreus? (2:1): ''Importa que nos apeguemos...'' Enquanto que muitos negligenciam, nós devemos promover esta salvação. E como o faremos? ''Apegando-nos mais firmemente...'' A que estamos nós apegados? Muitos estão apegados às coisas deste mundo e desta vida, esquecendo-se do que é mais importante.

Ao que devemos nos apegar? ''Às verdades ouvidas.'' Alguns estão procurando novidades, ''como que sentindo coceira nos ouvidos'', insatisfeitos com as verdades que ouviram da Palavra de Deus.

Noutro dia fui visitar um pastor de outra denominação, que já estava guardando o Sábado e no entender dos irmãos ele seria um futuro Adventista. Aliás, não se pode dizer que era de outra denominação, porque disseram depois que eles estão fundando uma igreja sem denominação e sem placa. Então, eu disse que isso era difícil de dar certo, porque qualquer coisa diferente que fizessem haveria de caracterizá-los, e então isso exigiria uma placa. E ademais sabemos que a igreja deles já existe e se chama ''Igreja Interdenominacional'' ou a ''Igreja sem Nome.'' Mas isso já é uma placa. E logo o pastor começou a criticar a nossa igreja, dizendo que não é só a guarda do Sábado, e entrou noutros assuntos.

Mas o que mais me impressionou foi o fato de que um irmão recentemente batizado estava se unindo com eles pensando que estava descobrindo uma nova verdade não revelada. Ele havia feito um curso completo do Apocalipse, e ao invés de se apegar às verdades ouvidas, ele já estava se perdendo com um povo que não tem segurança, embalado por qualquer vento de doutrina.

De que jeito nós devemos nos apegar? Com mais firmeza, para não deixar isso escapar de nós. Disse Jesus Cristo à Igreja de Filadélfia: ''Venho sem demora; conserva o que tens para que ninguém tome a tua coroa.'' [Apo. 3:11]

Devemos estudar a Bíblia, para promover a Salvação (2 Tim. 3:15).

Devemos guardar os mandamentos de Deus (Sal. 119:166).

Devemos orar sem cessar, numa contínua comunhão com Deus.

Devemos assistir aos cultos da igreja, ''não deixando de congregar-nos, como é costume de alguns.'' (Heb. 10:25)

Devemos ler as mensagens do Espírito de Profecia (Apo. 19:10; 22:6-7), que nos foram dadas por Deus para que nós promovêssemos a Salvação, jamais negligenciando tão preciosa Dádiva.

Desse modo, estaremos promovendo e desenvolvendo a nossa Salvação, ''olhando firmemente para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé.'' (Heb. 12:1)


CONCLUSÃO

Vamos cuidar para não negligenciarmos a Salvação, que nos é oferecida gratuitamente, mas que custou um preço infinito a Jesus que morreu para nos garantir tão grande e preciosa Redenção.

Vamos promover a Salvação, vindo à igreja, estudando a Bíblia, fazendo o nosso culto familiar, e a nossa devoção, apegando-nos às verdades ouvidas da Palavra de Deus, olhando firmemente para Jesus, o Autor de nossa fé.

Vamos louvar a Deus por esta maravilhosa Salvação, engrandecendo a Jesus Cristo que não mediu esforços para que nós fôssemos salvos com abundante provisão por toda a eternidade.


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

UM PRESENTE DE NATAL A JESUS


Certa vez no ministério de Cristo aproximaram-se dEle dois de Seus discípulos – Tiago e João – acompanhados de sua mãe, e fizeram ao Salvador um pedido: "Senhor", disseram eles, "queremos que nos concedas o que Te vamos pedir."  E Jesus disse: "Que quereis que vos faça?"  Responderam-Lhe: "Permite-nos que na Tua glória nos assentemos um à Tua direita e outro à Tua esquerda."

Era um pedido estranho, egoísta; e o Mestre, Salvador nosso, respondeu: "Não sabeis o que pedis." E os outros discípulos se indignaram ao ouvir do pedido egoísta e interesseiro de Tiago e João.

Nós fazemos muitos pedidos a Deus. Nossas orações estão impregnadas de vários pedidos; quase que nós oramos só pedindo favores. Entretanto, nesta hora não queremos falar dos pedidos que fazemos a Deus, mas desejamos falar dos pedidos que Deus nos faz a nós. Ou mais exatamente, falaremos sobre o único pedido que Deus faz ao homem.

O Natal, como de costume, tem sido uma ocasião para se dar presentes uns aos outros. Entretanto, se o Natal é de Jesus, Ele é Quem deveria receber presentes.

O que daremos a Jesus neste Natal? Bem faríamos nós se neste Natal chegássemos aqui neste templo para, abrindo dos nossos tesouros, entregássemos as nossas ofertas ao nosso Salvador. Seria muito oportuno que no Natal a tesouraria da Igreja recebesse abundantes recursos para a obra de Jesus Cristo.

Difícil é dar presentes. Uma das coisas mais difíceis de se fazer é dar presentes. Por quê?

Os preços: São altos; nosso dinheiro é pouco. As variedades: não sabemos o que escolher. Os gostos diferentes: Será que ele/ela vai gostar? E os presenteados? Um grande número de pessoas esperando receber presentes: Para quem vamos dar? Temos nossas limitações; não podemos dar para todos!

Mas não há essa dificuldade toda se queremos presentear a Jesus, porque Ele já especificou o que Ele quer receber neste Natal, e o que Ele pede está ao alcance de todos. E hoje queremos falar sobre o mais precioso de todos os presentes que podemos entregar a Jesus. Nós o encontramos em Prov. 23:26: "Dá-me, filho meu, o teu coração."

Portanto, não precisamos ficar em dúvida a respeito do presente que o Salvador deseja de nós neste Natal, pois Ele mesmo especifica no texto lido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração."  Este é o mais sublime pedido que você encontra na Bíblia. Na realidade, é o único pedido que Deus faz ao homem; todos os outros pedidos estão dentro deste pacote.

I – A ORIGEM DO PEDIDO

1) Esse pedido procede de um PAI

Notem as palavras: "Dá-Me, filho Meu". Ora, se eu sou o Seu filho, Ele é o meu Pai, evidentemente. O nosso relacionamento para com Deus é de Pai para filhos. Cristo mesmo nos ensinou a orar a Deus, dirigindo-nos a Ele como um Pai: "Pai nosso, que estás nos céus" (Mt 6:9).

Graças a Deus, podemos nos aproximar dEle, chamando-O de Pai. E Ele compreende tudo quanto isso implica. O pai conhece o filho, e Deus conhece muito bem os Seus filhos. A Bíblia nos diz que Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. (Sal. 103:14). E uma vez que Ele conhece a nossa estrutura, sabe de nossas fragilidades, está ciente de nossas limitações. Ele conhece todos os nossos pecados ocultos, sabe de todas as nossas más inclinações. Conhece todas as nossas boas intenções também.

Mas é admirável que conhecendo-nos assim, Ele não nos trata como merecemos. Diz a Bíblia que Deus não nos trata segundo os nossos pecados, e nem nos retribui consoante as nossas iniquidades. Como é que Ele nos trata? "Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor Se compadece" de nós outros. Eu me alegro muito na Sua compaixão e misericórdia: Ele é o nosso Pai amorável e a Sua misericórdia é de eternidade a eternidade.

Aqueles que têm o privilégio de ser pais podem melhor compreender esse relacionamento de Deus conosco. Podem sentir o seu próprio amor para com os seus filhos, e o amor de Deus para consigo. Tudo quanto a palavra pai significa Deus cumpre em nós, por nós e para nós, e muito mais que isso.

Mas se Deus é um Pai de amor e misericórdia, e se Ele nos fizesse um pedido, como haveríamos nós de negar o Seu pedido? Não temos outra alternativa, em vista do Seu maravilhoso amor, senão de atender o Seu pedido.

2) Esse pedido procede dAquele que é o PROPRIETÁRIO

Sim, Ele é o Proprietário não só da pessoa a quem Ele Se dirige mas também do coração que Ele pede. "Dá-Me, filho Meu". Deus Se dirige a nós e diz: "filho meu". Ou seja: Você é Meu, você é Meu filho! O apóstolo Paulo disse certa vez: "Não sois de vós mesmos" (1Co 6:19). Somos propriedade de Deus, não nos pertencemos.

Nós pertencemos a Deus por duas razões:

a) Primeiro, pela CRIAÇÃO, porque Ele nos criou, Ele nos formou com Suas próprias mãos, e tudo quanto Ele criou pertence a Ele – somos dEle pela criação. "Ao Senhor pertence ... o mundo e os que nele habitam". "Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele quem nos fez, e dEle somos; somos o Seu povo e rebanho do Seu pastoreio" (Sl 24:1; Sl 100:3).

b) Em 2º lugar, pertencemos a Deus pela REDENÇÃO. O apóstolo Paulo afirmou: "Porque fostes comprados por preço" (1Co 6:20), um preço infinito. E qual foi o preço? O sangue de Jesus Cristo. Ele mesmo é o nosso Criador e o nosso Redentor. Que grande Proprietário nós temos em Cristo! Ele nos criou, e quando nós nos perdemos pelo pecado, Ele nos comprou novamente.

Se Ele é o Criador, Ele sabe o que é melhor para nós; Se Ele é o Redentor, Ele deseja o melhor para nós; Ele agora apenas faz um pedido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração".

c) Pertencemos a Deus pela Criação, pela Redenção; e Ele agora deseja que sejamos dEle por ESCOLHA.

Temos a capacidade de escolher servir o nosso Salvador. Ele nos conferiu o livre arbítrio. Quando Ele nos faz o pedido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração", devemos atender à Sua voz suplicante e amorosa, entregando-Lhe o coração, usando o livre arbítrio, escolhendo a Jesus como o nosso grande Proprietário.

E se nós já pertencemos a Ele, o que nos custaria entregar o coração? Então seríamos completamente dEle.

II – O PEDIDO DO PAI: O CORAÇÃO

Vamos pensar agora sobre o Pedido do Pai, o presente que daremos a Quem está de aniversário, de Natal. A Bíblia tem muito a dizer sobre o coração.

1) O que é o coração? Para a Ciência: é uma víscera, um órgão. Para a Fisiologia: é um músculo. A Medicina vê no coração uma bomba que distribui o sangue para todo o organismo.

Mas no sentido bíblico (e esse é agora o sentido universal), no sentido figurado: O coração é a fonte dos nossos pensamentos, dos sentimentos. É a sede da vontade, a origem de nossas afeições. Portanto, o coração no sentido bíblico é a mente. Deus pede a nossa mente, a fonte dos pensamentos, a origem de nossa vontade. Quando Deus pede o coração, Ele quer dizer a mente completa, a nossa vontade, o nosso eu individual.

Se nós dermos o nosso eu individual, se dermos a nossa vontade, se dermos a nossa mente sem reservas, teremos dado tudo  o que somos, tudo o que temos.

2) Descrição Bíblica.

A Bíblia não faz nenhum elogio ao coração do homem.  Disse o profeta Jeremias: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" Jer. 17:9. E Cristo completou: "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,  a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Mar. 7:21, 22).

A Bíblia fala muito sobre o coração; ela descreve o coração com muitos adjetivos. Numa Concordância Bíblica encontrei os seguintes atributos que descrevem os vários estados do coração humano:

Coração em guerra - (Sal. 55:21)
Coração ímpio - (Jó 36:13)
Coração insensato - (Sal. 14:1)
Alegre - (Prov. 17:22)
Triste - (Neem. 2:2)
Ferido - (Sal. 109:22)
Turbado - (Sal. 143:4)
Perverso - (Prov. 17:20)
Maligno - (Prov. 26:23)
Enganado - (Isa. 44:20)
Seduzido - (Jó 31:9)
Fraco - (Ezeq. 16:30)
Enfermo - (Isa. 1:5)
Ousado - (II Crôn. 17:6)
Soberbo - (II Crôn. 25:19)
Exaltado - (II Crôn. 32:25)

Mas a Bíblia fala de uma qualidade estranha que encontramos em Zac. 7:12: "Sim, fizeram o seu coração duro como diamante para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam." Zacarias fala de corações duros como diamante. Diamante é a coisa mais dura que existe. Nada pode riscar o diamante, porque ele é que risca tudo de tão duro que é.

O coração duro como diamante é um coração insensível, que não mais responde aos apelos do Espírito Santo. Como isso acontece? O coração fica endurecido pelo "engano do pecado". O orgulho endurece o coração, e o torna insensível ao toque do Espírito Santo.

Mas, amigos, embora tão tristemente qualificado, Deus assim mesmo pede o nosso coração. "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado." (Hb 3:12-13).

Se você sente o chamado, se você ainda ouve a voz de Deus falando à sua consciência, ainda há esperança. Ele continua dizendo: "Dá-M, filho Meu, o teu coração!"

3) O que Deus não pede: Deus não pede Dinheiro: Muitos são pobres e não poderiam se salvar, se esta fosse a condição e o pedido. Ele não pede Filhos: Deus não pede filhos, como o deus Moloque, a quem os amonitas sacrificavam seus próprios filhos. Muitos não podem ter filhos; seria um pedido impossível. Deus também não pede a nossa Cultura: Muitos não puderam estudar numa faculdade. Ele não pede Sacrifício: Jesus Cristo já morreu na cruz para nos salvar.

4) O que Deus pede? Deus pede apenas o coração. Um coração é alo que todos têm: Ricos e pobres, sábios ou iletrados, fracos ou fortes – todos têm um coração para dar. É um pedido que todos podem dar: Deus não pede o que nos é impossível. Ele conhece as nossas limitações, e só pede o que está ao nosso alcance. Entretanto, Deus pede, mas não exige. Ele não força a nossa vontade. Ele respeita o nosso livre arbítrio.

III – POR QUE DEUS PEDE O CORAÇÃO?

Por que Ele quer um coração enfermo, maligno, pecaminoso, triste? Por que Deus pede esse coração rebelde, em guerra, esse coração turbado, enganoso? Temos a Sua resposta em Ezeq. 36:26, 27: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne."   Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis."

Não poderia haver coisa mais sublime, mais elevada e nobre: Você já viu coisa igual? Alguém já lhe disse: "Dá-me a sua casa velha, porque eu quero lhe dar uma casa nova!" "Dá-me o seu carro velho, porque eu vou lhe dar um carro novinho em folha!" "Dá-me o seu terno velho, que eu darei a você um novo terno!" "Me dá esse seu sapato imprestável, eu lhe darei um sapato novo!"

Houve um encontro entre dois famosos doutores. O Dr. Christian Barnard entrou no quarto onde jazia o paciente de transplante cardíaco, o Dr. Blaiberg. O silêncio entre os dois homens foi a primeira coisa a ocorrer. O Dr. Christian Barnard, dirigindo-se para o Dr. Blaiberg, perguntou: "O senhor apreciaria ver o seu velho coração?" Blaiberg hesitou e respondeu: "Apreciaria, sim."

O Dr. Barnard deixou o quarto de seu paciente, desceu as escadarias de mármore que davam acesso ao laboratório e cuidadosamente tomou o vidro que guardava em solução o coração de Blaiberg. Segurou este vidro, subiu as escadarias e entrou ao quarto de Blaiberg. O silêncio voltou. Depois que os dois homens se entreolharam, Blaiberg estendeu as mãos para segurar o vidro onde estava o seu velho coração. As mãos trêmulas, e com voz entrecortada de soluços, disse para o Dr. Barnard: "Doutor, leve de volta este velho coração que tanto trabalho deu quando pulsava dentro do meu peito. Eu tenho agora um novo coração."

Você hoje pode dizer: "Eu tenho agora um novo coração!"? Deus pede seu velho coração para trocá-lo por um novo coração. Deus hoje nos diz: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração", para que Eu possa trocá-lo por um novo coração. Dá-Me o seu coração cansado; Dá-Me o seu coração triste, abatido, esse coração poluído pelo pecado, esse coração fraco e tremente, que Eu lhe darei um novo coração.

Deus faz isto porque Ele é Pai. O pai tem prazer em dar coisas novas para o filho. Deus é Amor: Só o amor infinito poderia conceber tal dom – o dom de um novo coração, que resulta em uma nova vida, um novo caráter transformado à imagem de nosso Criador.

IV – PARA QUEM DAREMOS O CORAÇÃO?

Há outro ser, que é Satanás – um poder antagônico a Deus, que também deseja o nosso coração. Ele é o inimigo de nossas almas e ele quer o nosso coração para levá-lo à ruína. Ele não manifesta amor, mas ódio. Ele não pede, ele exige. Ele usa a força – luta com insistência para ganhar o nosso coração.

Deus que poderia usar a força por ser o Pai, por ser o Proprietário legítimo, Ele não usa a compulsão, mas Ele pede, Ele solicita. "Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor" (Zac. 4:6). Qual será a nossa decisão? Para quem você dará o seu coração? A Bíblia diz: "Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hb 4:7).

Para quem daremos o coração? 1) Saul deu o seu coração a Satanás, e o seu fim foi o suicídio. 2) Judas permitiu ao Diabo entrar em seu coração e se suicidou. 3) Demas amou o presente século, pôs o seu coração nas coisas do mundo e se perdeu. 4) Davi entregou o seu coração a Deus. Sua oração foi: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (Sal. 51:10), e foi chamado depois de "o homem segundo o coração de Deus" (At 13:22). 5) Moisés entregou seu coração a Deus, de preferência a gozar os prazeres transitórios do pecado (Hb 11:25). Hoje ele está no Céu. 6) Enoque hoje ainda vive, e se encontra também no mesmo Céu porque escolheu a Deus por ser o proprietário de seu coração.

CONCLUSÃO

E quanto a você? Pode ser que você já pertença à Igreja de Cristo; então de fato você é um filho salvo, mas Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração". Pode ser que você já foi batizado, mas depois, esquecendo sua decisão, você entregou seu coração ao mal, ao pecado e às coisas deste mundo, e você hoje é um filho pródigo, e por isso com mais razão, Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração". Pode ser que você esteja vindo à Igreja, mas ainda não entregou o seu coração a Jesus Cristo, e neste caso você é um filho a ser adotado na família divina, e especialmente Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração".

Você gostaria de entregar hoje o seu coração a Deus? Você gostaria que Jesus Cristo entrasse na sua vida, realizando uma transformação completa, trocando o seu velho coração por um novo? Como você responderá ao pedido de Deus: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração”?

Qual será a sua resposta? “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4:7).


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dia de Finados

De acordo com a Enciclopédia Online Wikipédia, o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao Dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

O Brasil por ser um país predominantemente católico, adotou essa data como feriado nacional segundo as leis n°10.607/02 e n° 662/49.

Os protestantes e evangélicos não recomendam a oração pelos mortos por que essa doutrina é desprovida de apoio Bíblico. Já os católicos afirmam haver respaldo no Livro de II Macabeus 12,43-46, mas a canonicidade desse livro não é reconhecida pela maioria das religiões cristãs.

É durante o estado de vida, que o ser humano é convidado a aceitar a salvação pela fé em Cristo Jesus (Gal 2:16; Atos 4:12; I João 5:11-12) e aguardar o dia da gloriosa ressurreição onde Deus chamará os que dormem para devolver-lhes a vida (I Tess 4:16-17, I Cor 15:51-54). Mas não há nada que se possa fazer para ajudar alguém a aceitar essa verdade, depois de descer à sepultura.

O motivo é que para alguém ser salvo, é necessário crer em Jesus, pois sem Jesus somos pecadores perdidos (Rom 3:23; 6:23); confessar sua condição pecaminosa (I João 1:9; Miq 7:18,19) e arrepender-se dos seus pecados (Atos 3:19; I João 1:9). Porém os mortos estão inconscientes, “não sabem coisa alguma”, não pensam, nem agem (Eclesiastes 9:5, 6 e 10; Salmo 146:4). Como pode então, um morto, crer, confessar e arrepender-se em seu estado mortal?

O apóstolo João declarou em Apocalipse 14:13 - Felizes (Bem Aventurados) são os mortos que descansaram no Senhor... ou seja; durante o estado "vivo" (Racional), tomaram a decisão por aceitar o plano da salvação. A felicidade é creditada pelo fato de que um dia Deus devolverá a vida a estas pessoas e por isso, a morte é comparada para estes, como um sono.

Embora muitos no dia 02 de novembro, tenham vertido lágrimas diante dos túmulos pela ausência afetiva e pessoal de um familiar ou um amigo falecido, a Bíblia não nos deixou sem esperança. A morte não será um fim em si mesma para aqueles que morreram em Cristo. Resta uma esperança a  todos que crêem.

“Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos,
mas transformados seremos todos, num momento,
num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é
necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e o que é mortal se revista da
imortalidade... Então se cumprirá a palavra que
está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
Onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
I Corintios 15:51-55

É preciso valorizar mais os vivos e não os mortos. Os vivos podem tomar a decisão por Jesus enquanto são vivos, mas os mortos já estão com o destino selados pelas escolhas que fizeram em vida. Isso não que dizer que as boas lembranças de um falecido devam ser esquecidas. Assim como contamos lindas histórias de personagens bíblicos já falecidos, creio que existam milhares de pessoas que deixaram um bom legado e cujo testemunho ainda soa como exemplo de vida.

Certa vez uma mulher me contou que o seu esposo nunca a presenteou com flores e rosas, mas que no dia de finados, os parentes já falecidos, recebiam homenagens que ela nunca recebera durante os longos anos de vida conjugal. Essa mulher clamava por socorro: "Eu estou viva e preciso de atenção".

Olhe ao seu redor e identifique pessoas carentes de bons relacionamentos, apoio, carinho, amor, atenção, mas principalmente, de encorajamento, para "Buscarem o Senhor enquanto se pode achar..." (Isa 55:6).

Concentre os seus esforços por aqueles que ainda estão debaixo do sol (os vivos) e que almejamos encontrá-los um dia no céu. Hoje mesmo, leve a estas pessoas um presente. Pode até ser uma flor, uma rosa, mas não se esqueça do principal, o melhor presente, Aquele que é a ressurreição e a vida - Cristo Jesus.

Pr. Fabio dos Santos
Editor

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Amor que Nunca me Abandona

O texto para a nossa meditação nesta manhã se encontra em Rom. 8: 35, 38-39: "......." O que significam estas palavras?

Não seriam estas as coisas mais prováveis de uma possível separação do amor de Deus?

Será que isto significa que nós podemos descansar seguros de que não importa o que nós fazemos, nós seremos salvos? Será que isto significa que Deus nos amará independente de nossa resposta? Segurança incondicional?

Por outro lado, isto significa que esta promessa só será cumprida se nós, em nossa própria força, mantivermos nossa fé nEle? Deus continuará a amar-nos, somente se nós continuarmos a amá-lO? Segurança condicionada às nossas fracas forças? Segurança condicional?

Ou há mais do que isso em nosso texto? Vamos explorar esta questão, perguntando:

O que Pode Realmente Separar-nos do Amor de Deus?

A 1ª questão é:

I - PODE O SOFRIMENTO SEPARAR-NOS DO AMOR DE DEUS?

Paulo pergunta: Rom. 8:35: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?"

Como vamos entender esta questão? Será que ele sugere que o sofrimento pode assim angustiar e derrotar-nos de tal modo que nós percamos nossa confiança em Deus?

Isto pode e realmente acontece: É na calamidade, que alguns reagem pelo instinto. Eles se revoltam imediatamente contra Deus; seus sentimentos para com Ele são severos e rebeldes.

Conta-se que Lord Londonderry gritou maldições contra Deus, quando um prédio escolar desmoronou sobre os seus três filhos, que morreram instantaneamente. Mais tarde, ele escreveu em seu jornal estas palavras: "Eu aprendi que o Todo-poderoso Deus, por motivos melhor conhecidos por Ele, agradou-Se em queimar minha casa na cidade de Durham."

É verdade que as pessoas algumas vezes reagem ao sofrimento amaldiçoando a Deus e perdendo a sua fé nEle.

Contudo, Paulo não está falando aqui acerca de nosso amor por Deus, mas do amor de Deus por nós.

Ele não está perguntando: "Será que o sofrimento nos impedirá de amar a Deus?" Ele está perguntando: Será que o sofrimento impedirá a Deus de nos amar? Não! Será que Deus deixa de nos amar quando nós sofremos? A resposta é não! Estes sofrimentos não podem separar-nos do amor de Deus. Pelo contrário, Deus está mais próximo de nós quando nós sofremos.

Nós tendemos a pensar que pelo fato de sermos cristãos, Deus deveria proteger-nos do sofrimento – da tribulação, da angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada. Assim, quando nós sofremos, nós pensamos que Deus nos abandonou. O que Paulo está dizendo é que quando nós sofremos, isso não é por causa que Deus nos abandonou; Ele nos ama de modo especial em nosso sofrimento.

A memória da Cruz e dAquele que não poupou a Seu próprio Filho por nós deveria nos encorajar pelo fato de que tribulação, angústia, ou perseguição, ou fome ou nudez ou perigo ou mesmo a espada não podem separar-nos do eterno amor de Deus.

Sakae Kubo, um professor de teologia em Wala Walla, USA, tinha uma filha de 14 anos, mas aconteceu um acidente, e ela morreu de modo imediato. Muitos anos mais tarde ele pode dizer:

"A promessa de Rom. 8: 38 e 39 tem significado muito para mim através dos anos. Quando a minha filha morreu no acidente, a minha fé em Deus não vacilou, mas a pena e o sofrimento daquela experiência foram tão intensos que Deus não parecia estar tão perto.

"A única coisa que fica em minha memória do serviço funeral é a leitura bíblica. O ministro leu as palavras de Rom. 8:31-39, terminando em um clímax de triunfante afirmação e segurança que eu posso ouvir mesmo agora: 'Porque eu estou bem certo de que nem a morte, ...poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.' "

Disse mais ele: "Quando eu ouvi aquelas palavras, eu ainda não podia entender a razão daquela tragédia, mas meu coração foi fortemente aquecido com a presença do Pai e a segurança de seu eterno amor."

II - PODE O PECADO SEPARAR-NOS DO AMOR DE DEUS?

Vamos ler uma possível resposta em Isa. 59:2: "........."

Aqui lemos que o pecado e a iniqüidade nos separam de Deus. Causam uma barreira, levantam um muro de separação entre o Criador e a criatura, entre Deus e o Seu povo.

Mas foi o próprio Isaías que teve uma experiência, no início de seu ministério, aparentemente contrária a estas palavras. Isa. 6:5: ".......". Isaías sente o seu pecado, ele se desespera, se considera perdido. Ele viu a glória de Deus. Será que ele seria fulminado, destruído, separado de Deus e do seu amor? V. 6 e 7: "..........". Não, ele não foi abandonado, não foi separado. O seu pecado, ao invés de atrair a ira, atraiu a misericórdia e o perdão.

Por causa de nosso pecado, não deveria ser surpresa se Deus fosse contra nós. Ele tem toda a razão para estar. Isso seria para nós justiça, desde que nós temos escolhido andar por nossa própria vontade no caminho da desobediência e pecado. Nós merecemos a ira de Deus, não a Sua graça, e a justiça demanda que nós recebamos o que nós merecemos. Mas Deus é mais do que um Deus de justiça. Ele é um Deus de misericórdia e amor.

Mas então, o que significam as palavras de Isa. 59? De fato o pecado pode nos separar de Deus. Entretanto, no próprio capítulo 59 de Isaías, o mesmo Deus que dizia que as iniqüidades e pecados causavam separação entre Ele e o Seu povo, Ele mesmo estava tomando todas as providências para salvá-los. Leia comigo o verso 1: ".......". Agora no verso 16:"......". Está falando do Messias, Jesus Cristo. V. 20:".......".

Pensemos em Adão. Adão pecou e foi separado de Deus. O pecado provocou uma separação. Mas a grande pergunta é: Quem se separou de quem? Adão foi quem se separou; não foi Deus quem se separou de Adão; foi Adão que se separou de Deus. Ele se desligou da Fonte da vida e começou a morrer. Ele pecou e começou a fugir de Deus. Portanto, a separação provocada pelo pecado foi pelo lado de Adão.

Entretanto, o que fez Deus? Deus foi em busca de Adão: "Adão, onde estás?" A Sua voz se fez ouvir. Ele queria dizer a Adão que ele ia se sentir abandonado e separado, mas o Seu amor providenciara um Salvador, antes da sua Criação!
Mas, agora entramos num dilema: se Deus é justiça, se Ele é tão puro de olhos que não pode ver o mal, não estaria Ele também separado de Adão? De fato, pela justiça, Deus deveria Se separar de Adão. Mas Deus não é só justiça, é amor também: pela misericórdia, Ele Se aproxima. Mas então, temos um Deus dividido entre o amor e a justiça? Como pode Deus estar separado e aproximado ao mesmo tempo?

Esse dilema já havia sido resolvido, antes da fundação do mundo, quando o Cordeiro foi morto. A justiça seria aplicada em Cristo, a separação seria consumada em Cristo. Na Cruz, Ele disse: "Deus meu, Deus meu, por que Me abandonaste?" "O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados".

Portanto, o pecado não pode mais nos separar de Deus, que Se aproxima de nós através do sangue de Cristo. Se você clama pelo Seu sangue derramado, o sangue nos aproxima de Deus. Não importa o pecado que você tenha praticado. Cristo Se separou de Seu Pai naquele dia do Calvário, para que você jamais se separasse do amor de Deus.

Desse modo, à luz da disposição de Deus em nos perdoar, o pecado não nos separa de Deus. Ao dar Seu próprio Filho por nós, Deus mostrou que Ele faria o máximo para nos salvar. O amor de Deus é tão certo na Cruz que não importa o que aconteça, Ele sempre nos amará.

Nossos pecados não podem nos separar de Deus porque Ele não nos condena. Ele é nosso Juiz, mas se Ele está a nosso favor, se Ele nos justifica, quem poderia condenar-nos?

Ao invés de separar-nos do amor de Deus, nossos pecados perdoados são realmente um sinal do amor de Deus. Nossos pecados perdoados nos mantêm lembrados de como Deus nos ama. Eles nos lembram que Deus não poupou a Seu próprio Filho, e fará qualquer coisa possível para nos guardar da queda, e nos levar a salvo para o Seu Reino.

O apóstolo Paulo já havia tratado desse assunto até o capítulo que estamos estudando. Depois de tudo o que ele explicou do cap. 1 até o cap. 8, ele não parece estar preocupado com o maior problema do homem, porque ele nem o menciona como algo que nos possa separar do amor de Deus.

Pense em alguma coisa terrível: pensou na morte? Paulo disse que nos dá a certeza de que a morte não pode nos separar do amor de Deus. Há alguma coisa mais terrível do que a morte? Pensou no pecado, que produz a morte? Pode o pecado nos separar do amor de Deus? Não! Por quê? Porque esse problema já está resolvido.

Aliás, já no 1º verso, ele nos dá a garantia: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." Porque Ele morreu na Cruz do Calvário (Rom. 8:1-3). Portanto, Paulo nem menciona mais o assunto do pecado, como algo que pudesse nos separar de Deus. Se havia uma coisa terrível, a coisa mais terrrível que pudesse nos separar do amor de Deus, esse problema ele dá como resolvido, porque nós estamos em Cristo, e todos os que estão em Cristo não têm mais condenação, estão livres e o pecado não terá domínio sobre nós.

Mas e se alguém pecar? Se um cristão cometer um pecado grave? Isso também já foi providenciado. Disse o apóstolo João: "Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; se todavia alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Cristo Jesus, o justo, e Ele é a propriciação pelos nossos pecados." (1João 2:1-2).

Portanto, o pecado não pode nos separar do amor de Deus.

III – PODEMOS NÓS MESMOS SEPARAR-NOS DO AMOR DE DEUS?

Em geral, nós interpretamos estes versos de Romanos 8 como se referindo somente ao que nós podemos esperar do lado de Deus. A implicação é que Deus não pode cumprir a Sua parte se nós não cumprimos a nossa. Isto seria o mesmo que dizer: Nada vai nos separar do amor de Deus, se nós mantivermos a nossa fé nEle. Isto é verdade no sentido de que Deus não nos força a permanecermos Seus filhos.

Isso não significa, contudo, que se nós somos salvos uma vez, nós somos sempre salvos, e não podemos desistir da entrega que fizemos há um tempo atrás. A Bíblia fala do trigo e joio crescendo juntos e dos peixes de todos os tipos apanhados na rede do Evangelho. E através de toda a Escritura achamos advertências contra cair em tentação e apostasia. A complacência que vem de um senso de absoluta segurança não é um ensino da Bíblia.

Contudo, muitas vezes nós vamos para o outro extremo. Como a possibilidade de cair é uma realidade, nós nos sentimos inseguros e vacilantes quanto ao nosso relacionamento com Deus e com Jesus Cristo.

Mas se nossa salvação dependesse de nossos próprios esforços, nós não poderíamos ser salvos. Mas ela depende dAquele que está atrás de todas as promessas. Nós precisamos olhar para Aquele que é poderoso para nos guardar de tropeçar e de cair (Jud. 24), Aquele que é Todo-poderoso para nos levar salvos por toda a eternidade ao Seu Reino. Temos que olhar par Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé.

A grandeza do amor de Deus é medida por duas coisas: a maneira em que Seu amor é expresso, e seu objeto.

1) Deus expressou Seu amor ao dar seu Filho único para habitar entre nós, e para morrer por nós. "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito". (João 3:16). O amor de Deus é demonstrado na morte de Cristo por nós.

Nós não podemos sequer começar a entender o que significa para Deus dar seu único Filho. Nós não podemos compreender o amor infinito, mas nós podemos entender que quando Deus deu o Seu Filho, Ele nos deu o Seu último dom, o máximo que Ele poderia nos dar. Qualquer coisa mais teria sido mais fácil. Deus não reteve nada para redimir-nos. Seu amor foi total.

2) A outra medida do amor de Deus é vista em seu objeto. Jonathan Edwards disse que o amor é mais remarcante e maravilhoso e extraordinário, quando há uma grande distância entre o amante e o amado. A distância entre Deus e nossas almas é infinita.

Para termos um pequeno vislumbre, uma pálida idéia do que significa para Cristo morrer pelo homem, imagine o que significaria exatamente para você se tornar uma lesma para salvar aquelas criaturas repugnantes! E contudo, a distância entre você e uma lesma é finita: somos ambos apenas criaturas. A distância entre nós e Deus é infinita! Não admira que Paulo exclamasse: "Graças a Deus por Seu Dom inefável (inexprimível)!" (2Cor. 9:15).

Paulo fala de nós como escravos de Deus e da justiça, mas este tipo de escravidão é a maior liberdade, como o poeta George Matheson escreveu: "Faze-me cativo, Senhor. Então, eu serei livre." Somos prisioneiros do amor de Deus. É difícil escapar da prisão com suas portas, seus portões, seus muros, e seus guardas, e é exatamente assim tão difícil escapar da prisão do amor de Deus. É possível abandonar a Igreja e cair, mas não é possível escapar da prisão do amor de Deus, como muitas vezes pensamos. O amor de Deus é tão grande para conosco que não podemos simplesmente soltá-lO e esquecê-lo.

Matheson escreveu: "Ó Amor que não me abandona!" Se alguém quer abandonar a Deus, deve saber que ele não será abandonado pelo amor longânimo e infinito de Deus expresso na Cruz do Calvário: "Ó amor que não me abandona!"

Pense em Judas, e no amor de Cristo nos últimos momentos. Sua alma Se angustiou num profundo anseio de salvar aquele homem. Cristo simplesmente não podia conceber a idéia de perdê-lo. Sofreu intensamente porque sabia que ele se perderia, apesar de tanto amor para salvá-lo. O amor de Cristo era um amor que não desistia até o fim, quando ao ser traído, por Judas, lhe chama de "amigo": "Amigo, com um beijo trais o Filho do Homem?", mostrando o seu pecado e o seu perigo, mas ainda lutando por ganhar a sua amizade e o seu arrependimento.

O amor de Deus é ilustrado pelo casamento, pelo amor de um esposo por sua esposa. É relativamente fácil casar-se, mas é muito mais difícil entrar em divórcio. E quando aquele amante é Deus, um divórcio se torna centuplicadamente difícil. É relativamente fácil ser adotado como um filho de Deus; mas é muito difícil deixar a casa paterna.

Deus nos persegue com um amor eterno. Ele disse isso em Jer. 31:3: "Com amor eterno Eu te amei; por isso com benignidade eu te atraí." Onde está a segurança do amor de Deus? Na sua palavra. Ele disse: "Eu te amei". Isso é passado, isso aconteceu na Cruz do Calvário. Mas como o seu amor é eterno, Ele ainda diz: "Eu te amo!" e "Eu te amarei!" – no passado, no presente e no futuro! Você já foi atraído por esse maravilhoso amor que nunca falha? Pois será impossível escapar desse amor eterno.

Davi tentou escapar desse amor de Deus, e cometeu muitos pecados e erros. Mas o amor de Deus o perseguia, e parecia incapaz de deixá-lo, apesar de lhe aplicar tantos castigos e disciplinas.

O Filho Pródigo abandonou seu pai e pensou que ele podia esquecer tudo a respeito dele. Mas o coração do pai de persistente amor perseguiu-o. Quando ele caiu em si mesmo e decidiu retornar a um pai que ele sabia que ainda o amava, o pai o viu ao longe e recolheu-o de volta dando-lhe as boas vindas sem reservas, e fazendo-lhe uma grande festa. O amor de Deus é assim. É difícil fugir desse amor.

Portanto, não é simplesmente que Deus nos amará somente se nós continuarmos a amá-lO. Ele nos amará independente de nossas decisões. Mas Ele também nos ajudará a continuar a amá-lO! Ele fará todo o possível para ter a nossa vontade, a fim de guardar-nos de cair. "Ó amor que não me deixa!"

John Bunyan escreveu no seu livro "Graça Abundante": "Um dia, quando eu estava passando num campo, e senti um estrondo em minha consciência, temendo que nada estava certo, subitamente esta sentença caiu sobre a minha alma: 'Tua justiça está no Céu!' "

"Eu vi com os olhos de minha alma: Jesus Cristo à direita de Deus ... é minha justiça; assim, aquilo que eu era, ou o que quer que eu tenha feito no passado, não importam... porque a minha justiça era o próprio Jesus Cristo."

CONCLUSÃO

Hoje podemos nos unir ao apóstolo Paulo nesta confiante segurança de que nada será capaz de nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus.

O Sofrimento não pode nos separar do amor de Deus.

O Pecado já está vencido na Cruz e portanto não pode nos separar do amor de Deus.

O Nosso Próprio Eu, nós mesmos jamais poderemos nos separar desse amor maravilhoso.

Poderíamos cantar: "Não posso entender: Nunca me deixará...".

Portanto Paulo, nós também estamos convictos de que nem o sofrimento, nem a morte, nem mesmo o pecado – nada poderá separar-nos do amor de Deus que está em Jesus Cristo.

Mas como responderemos a este amor de Deus? Poderíamos nós amá-lO mais intensamente? Gostaria de fazer esse propósito?



PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

Autor do site www.trindade100respostas.com.br
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