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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

UM PRESENTE DE NATAL A JESUS


Certa vez no ministério de Cristo aproximaram-se dEle dois de Seus discípulos – Tiago e João – acompanhados de sua mãe, e fizeram ao Salvador um pedido: "Senhor", disseram eles, "queremos que nos concedas o que Te vamos pedir."  E Jesus disse: "Que quereis que vos faça?"  Responderam-Lhe: "Permite-nos que na Tua glória nos assentemos um à Tua direita e outro à Tua esquerda."

Era um pedido estranho, egoísta; e o Mestre, Salvador nosso, respondeu: "Não sabeis o que pedis." E os outros discípulos se indignaram ao ouvir do pedido egoísta e interesseiro de Tiago e João.

Nós fazemos muitos pedidos a Deus. Nossas orações estão impregnadas de vários pedidos; quase que nós oramos só pedindo favores. Entretanto, nesta hora não queremos falar dos pedidos que fazemos a Deus, mas desejamos falar dos pedidos que Deus nos faz a nós. Ou mais exatamente, falaremos sobre o único pedido que Deus faz ao homem.

O Natal, como de costume, tem sido uma ocasião para se dar presentes uns aos outros. Entretanto, se o Natal é de Jesus, Ele é Quem deveria receber presentes.

O que daremos a Jesus neste Natal? Bem faríamos nós se neste Natal chegássemos aqui neste templo para, abrindo dos nossos tesouros, entregássemos as nossas ofertas ao nosso Salvador. Seria muito oportuno que no Natal a tesouraria da Igreja recebesse abundantes recursos para a obra de Jesus Cristo.

Difícil é dar presentes. Uma das coisas mais difíceis de se fazer é dar presentes. Por quê?

Os preços: São altos; nosso dinheiro é pouco. As variedades: não sabemos o que escolher. Os gostos diferentes: Será que ele/ela vai gostar? E os presenteados? Um grande número de pessoas esperando receber presentes: Para quem vamos dar? Temos nossas limitações; não podemos dar para todos!

Mas não há essa dificuldade toda se queremos presentear a Jesus, porque Ele já especificou o que Ele quer receber neste Natal, e o que Ele pede está ao alcance de todos. E hoje queremos falar sobre o mais precioso de todos os presentes que podemos entregar a Jesus. Nós o encontramos em Prov. 23:26: "Dá-me, filho meu, o teu coração."

Portanto, não precisamos ficar em dúvida a respeito do presente que o Salvador deseja de nós neste Natal, pois Ele mesmo especifica no texto lido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração."  Este é o mais sublime pedido que você encontra na Bíblia. Na realidade, é o único pedido que Deus faz ao homem; todos os outros pedidos estão dentro deste pacote.

I – A ORIGEM DO PEDIDO

1) Esse pedido procede de um PAI

Notem as palavras: "Dá-Me, filho Meu". Ora, se eu sou o Seu filho, Ele é o meu Pai, evidentemente. O nosso relacionamento para com Deus é de Pai para filhos. Cristo mesmo nos ensinou a orar a Deus, dirigindo-nos a Ele como um Pai: "Pai nosso, que estás nos céus" (Mt 6:9).

Graças a Deus, podemos nos aproximar dEle, chamando-O de Pai. E Ele compreende tudo quanto isso implica. O pai conhece o filho, e Deus conhece muito bem os Seus filhos. A Bíblia nos diz que Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. (Sal. 103:14). E uma vez que Ele conhece a nossa estrutura, sabe de nossas fragilidades, está ciente de nossas limitações. Ele conhece todos os nossos pecados ocultos, sabe de todas as nossas más inclinações. Conhece todas as nossas boas intenções também.

Mas é admirável que conhecendo-nos assim, Ele não nos trata como merecemos. Diz a Bíblia que Deus não nos trata segundo os nossos pecados, e nem nos retribui consoante as nossas iniquidades. Como é que Ele nos trata? "Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor Se compadece" de nós outros. Eu me alegro muito na Sua compaixão e misericórdia: Ele é o nosso Pai amorável e a Sua misericórdia é de eternidade a eternidade.

Aqueles que têm o privilégio de ser pais podem melhor compreender esse relacionamento de Deus conosco. Podem sentir o seu próprio amor para com os seus filhos, e o amor de Deus para consigo. Tudo quanto a palavra pai significa Deus cumpre em nós, por nós e para nós, e muito mais que isso.

Mas se Deus é um Pai de amor e misericórdia, e se Ele nos fizesse um pedido, como haveríamos nós de negar o Seu pedido? Não temos outra alternativa, em vista do Seu maravilhoso amor, senão de atender o Seu pedido.

2) Esse pedido procede dAquele que é o PROPRIETÁRIO

Sim, Ele é o Proprietário não só da pessoa a quem Ele Se dirige mas também do coração que Ele pede. "Dá-Me, filho Meu". Deus Se dirige a nós e diz: "filho meu". Ou seja: Você é Meu, você é Meu filho! O apóstolo Paulo disse certa vez: "Não sois de vós mesmos" (1Co 6:19). Somos propriedade de Deus, não nos pertencemos.

Nós pertencemos a Deus por duas razões:

a) Primeiro, pela CRIAÇÃO, porque Ele nos criou, Ele nos formou com Suas próprias mãos, e tudo quanto Ele criou pertence a Ele – somos dEle pela criação. "Ao Senhor pertence ... o mundo e os que nele habitam". "Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele quem nos fez, e dEle somos; somos o Seu povo e rebanho do Seu pastoreio" (Sl 24:1; Sl 100:3).

b) Em 2º lugar, pertencemos a Deus pela REDENÇÃO. O apóstolo Paulo afirmou: "Porque fostes comprados por preço" (1Co 6:20), um preço infinito. E qual foi o preço? O sangue de Jesus Cristo. Ele mesmo é o nosso Criador e o nosso Redentor. Que grande Proprietário nós temos em Cristo! Ele nos criou, e quando nós nos perdemos pelo pecado, Ele nos comprou novamente.

Se Ele é o Criador, Ele sabe o que é melhor para nós; Se Ele é o Redentor, Ele deseja o melhor para nós; Ele agora apenas faz um pedido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração".

c) Pertencemos a Deus pela Criação, pela Redenção; e Ele agora deseja que sejamos dEle por ESCOLHA.

Temos a capacidade de escolher servir o nosso Salvador. Ele nos conferiu o livre arbítrio. Quando Ele nos faz o pedido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração", devemos atender à Sua voz suplicante e amorosa, entregando-Lhe o coração, usando o livre arbítrio, escolhendo a Jesus como o nosso grande Proprietário.

E se nós já pertencemos a Ele, o que nos custaria entregar o coração? Então seríamos completamente dEle.

II – O PEDIDO DO PAI: O CORAÇÃO

Vamos pensar agora sobre o Pedido do Pai, o presente que daremos a Quem está de aniversário, de Natal. A Bíblia tem muito a dizer sobre o coração.

1) O que é o coração? Para a Ciência: é uma víscera, um órgão. Para a Fisiologia: é um músculo. A Medicina vê no coração uma bomba que distribui o sangue para todo o organismo.

Mas no sentido bíblico (e esse é agora o sentido universal), no sentido figurado: O coração é a fonte dos nossos pensamentos, dos sentimentos. É a sede da vontade, a origem de nossas afeições. Portanto, o coração no sentido bíblico é a mente. Deus pede a nossa mente, a fonte dos pensamentos, a origem de nossa vontade. Quando Deus pede o coração, Ele quer dizer a mente completa, a nossa vontade, o nosso eu individual.

Se nós dermos o nosso eu individual, se dermos a nossa vontade, se dermos a nossa mente sem reservas, teremos dado tudo  o que somos, tudo o que temos.

2) Descrição Bíblica.

A Bíblia não faz nenhum elogio ao coração do homem.  Disse o profeta Jeremias: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" Jer. 17:9. E Cristo completou: "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,  a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Mar. 7:21, 22).

A Bíblia fala muito sobre o coração; ela descreve o coração com muitos adjetivos. Numa Concordância Bíblica encontrei os seguintes atributos que descrevem os vários estados do coração humano:

Coração em guerra - (Sal. 55:21)
Coração ímpio - (Jó 36:13)
Coração insensato - (Sal. 14:1)
Alegre - (Prov. 17:22)
Triste - (Neem. 2:2)
Ferido - (Sal. 109:22)
Turbado - (Sal. 143:4)
Perverso - (Prov. 17:20)
Maligno - (Prov. 26:23)
Enganado - (Isa. 44:20)
Seduzido - (Jó 31:9)
Fraco - (Ezeq. 16:30)
Enfermo - (Isa. 1:5)
Ousado - (II Crôn. 17:6)
Soberbo - (II Crôn. 25:19)
Exaltado - (II Crôn. 32:25)

Mas a Bíblia fala de uma qualidade estranha que encontramos em Zac. 7:12: "Sim, fizeram o seu coração duro como diamante para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam." Zacarias fala de corações duros como diamante. Diamante é a coisa mais dura que existe. Nada pode riscar o diamante, porque ele é que risca tudo de tão duro que é.

O coração duro como diamante é um coração insensível, que não mais responde aos apelos do Espírito Santo. Como isso acontece? O coração fica endurecido pelo "engano do pecado". O orgulho endurece o coração, e o torna insensível ao toque do Espírito Santo.

Mas, amigos, embora tão tristemente qualificado, Deus assim mesmo pede o nosso coração. "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado." (Hb 3:12-13).

Se você sente o chamado, se você ainda ouve a voz de Deus falando à sua consciência, ainda há esperança. Ele continua dizendo: "Dá-M, filho Meu, o teu coração!"

3) O que Deus não pede: Deus não pede Dinheiro: Muitos são pobres e não poderiam se salvar, se esta fosse a condição e o pedido. Ele não pede Filhos: Deus não pede filhos, como o deus Moloque, a quem os amonitas sacrificavam seus próprios filhos. Muitos não podem ter filhos; seria um pedido impossível. Deus também não pede a nossa Cultura: Muitos não puderam estudar numa faculdade. Ele não pede Sacrifício: Jesus Cristo já morreu na cruz para nos salvar.

4) O que Deus pede? Deus pede apenas o coração. Um coração é alo que todos têm: Ricos e pobres, sábios ou iletrados, fracos ou fortes – todos têm um coração para dar. É um pedido que todos podem dar: Deus não pede o que nos é impossível. Ele conhece as nossas limitações, e só pede o que está ao nosso alcance. Entretanto, Deus pede, mas não exige. Ele não força a nossa vontade. Ele respeita o nosso livre arbítrio.

III – POR QUE DEUS PEDE O CORAÇÃO?

Por que Ele quer um coração enfermo, maligno, pecaminoso, triste? Por que Deus pede esse coração rebelde, em guerra, esse coração turbado, enganoso? Temos a Sua resposta em Ezeq. 36:26, 27: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne."   Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis."

Não poderia haver coisa mais sublime, mais elevada e nobre: Você já viu coisa igual? Alguém já lhe disse: "Dá-me a sua casa velha, porque eu quero lhe dar uma casa nova!" "Dá-me o seu carro velho, porque eu vou lhe dar um carro novinho em folha!" "Dá-me o seu terno velho, que eu darei a você um novo terno!" "Me dá esse seu sapato imprestável, eu lhe darei um sapato novo!"

Houve um encontro entre dois famosos doutores. O Dr. Christian Barnard entrou no quarto onde jazia o paciente de transplante cardíaco, o Dr. Blaiberg. O silêncio entre os dois homens foi a primeira coisa a ocorrer. O Dr. Christian Barnard, dirigindo-se para o Dr. Blaiberg, perguntou: "O senhor apreciaria ver o seu velho coração?" Blaiberg hesitou e respondeu: "Apreciaria, sim."

O Dr. Barnard deixou o quarto de seu paciente, desceu as escadarias de mármore que davam acesso ao laboratório e cuidadosamente tomou o vidro que guardava em solução o coração de Blaiberg. Segurou este vidro, subiu as escadarias e entrou ao quarto de Blaiberg. O silêncio voltou. Depois que os dois homens se entreolharam, Blaiberg estendeu as mãos para segurar o vidro onde estava o seu velho coração. As mãos trêmulas, e com voz entrecortada de soluços, disse para o Dr. Barnard: "Doutor, leve de volta este velho coração que tanto trabalho deu quando pulsava dentro do meu peito. Eu tenho agora um novo coração."

Você hoje pode dizer: "Eu tenho agora um novo coração!"? Deus pede seu velho coração para trocá-lo por um novo coração. Deus hoje nos diz: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração", para que Eu possa trocá-lo por um novo coração. Dá-Me o seu coração cansado; Dá-Me o seu coração triste, abatido, esse coração poluído pelo pecado, esse coração fraco e tremente, que Eu lhe darei um novo coração.

Deus faz isto porque Ele é Pai. O pai tem prazer em dar coisas novas para o filho. Deus é Amor: Só o amor infinito poderia conceber tal dom – o dom de um novo coração, que resulta em uma nova vida, um novo caráter transformado à imagem de nosso Criador.

IV – PARA QUEM DAREMOS O CORAÇÃO?

Há outro ser, que é Satanás – um poder antagônico a Deus, que também deseja o nosso coração. Ele é o inimigo de nossas almas e ele quer o nosso coração para levá-lo à ruína. Ele não manifesta amor, mas ódio. Ele não pede, ele exige. Ele usa a força – luta com insistência para ganhar o nosso coração.

Deus que poderia usar a força por ser o Pai, por ser o Proprietário legítimo, Ele não usa a compulsão, mas Ele pede, Ele solicita. "Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor" (Zac. 4:6). Qual será a nossa decisão? Para quem você dará o seu coração? A Bíblia diz: "Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hb 4:7).

Para quem daremos o coração? 1) Saul deu o seu coração a Satanás, e o seu fim foi o suicídio. 2) Judas permitiu ao Diabo entrar em seu coração e se suicidou. 3) Demas amou o presente século, pôs o seu coração nas coisas do mundo e se perdeu. 4) Davi entregou o seu coração a Deus. Sua oração foi: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (Sal. 51:10), e foi chamado depois de "o homem segundo o coração de Deus" (At 13:22). 5) Moisés entregou seu coração a Deus, de preferência a gozar os prazeres transitórios do pecado (Hb 11:25). Hoje ele está no Céu. 6) Enoque hoje ainda vive, e se encontra também no mesmo Céu porque escolheu a Deus por ser o proprietário de seu coração.

CONCLUSÃO

E quanto a você? Pode ser que você já pertença à Igreja de Cristo; então de fato você é um filho salvo, mas Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração". Pode ser que você já foi batizado, mas depois, esquecendo sua decisão, você entregou seu coração ao mal, ao pecado e às coisas deste mundo, e você hoje é um filho pródigo, e por isso com mais razão, Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração". Pode ser que você esteja vindo à Igreja, mas ainda não entregou o seu coração a Jesus Cristo, e neste caso você é um filho a ser adotado na família divina, e especialmente Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração".

Você gostaria de entregar hoje o seu coração a Deus? Você gostaria que Jesus Cristo entrasse na sua vida, realizando uma transformação completa, trocando o seu velho coração por um novo? Como você responderá ao pedido de Deus: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração”?

Qual será a sua resposta? “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4:7).


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

Natal e Papai Noel: o real significado para os cristãos

Texto: "Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Podero­so, Pai Eterno, Príncipe da Paz". Isaías 9:6

O significado do Natal atualmente está mais fundamentado em misticismo e oportunidades de lucros. Árvores de natal, anjinhos (não existem anjinhos), papai noel, girlandas, sinos, velas, gulodices e bebedices são dentre muitas coisas os símbolos do natal.

Numa propaganda de perfume foi afirmado: “a essência do natal é o perfume, mas não se esqueça de rezar!” Os valores estão invertidos e está na cara que o que mais interessa no natal para a maioria são os prazeres resultantes do dinheiro.

Entre as crianças e adolescentes, para não dizer os adultos, a questão é: o que você vai ganhar de Natal? Daí entra em cena o papai Noel (e hoje até a mamãe Noel). Cartinhas são escritas e o pai esconde o presente no dia de natal. Os presentes não são ruins, nem a imagem ou o personagem do papai noel, mas a mentira que às vezes envolve o natal. Um dia a criança cresce e descobre que papai Noel não existe (do jeito que é divulgado) e tudo foi fantasia, até o Deus que lhe foi ensinado.

Como comemorar o natal corretamente? Qual o real significado do natal para os cristãos? Por que 25 de dezembro? Quem foi o verdadeiro papai noel? E os Presentes?

I – 25 de dezembro

A verdade é que não sabemos o dia do nascimento de Jesus, mas sabemos que não é dia 25.

Mateus 2:1: Jesus nasceu antes da morte de Herodes e segundo os estudiosos, Ele deve ter nascido nos primeiros meses do ano. É interessante que os cristãos que viveram perto da era apostólica comemoravam “ora dia 6 de janeiro, ora 25 de março.” Enciclopédia Barsa.

II – Por que 25 de Dezembro?

Essa data foi fixada no ano 440, mas o primeiro natal foi em 325, em Roma. O objetivo era “cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos); que celebrava o natalis invicti solis (nascimento vitorioso do sol)”. Enciclopédia Barsa.

Portanto, 25 de dezembro é o dia do nascimento do deus Sol, deus mitra.

III – Árvore de Natal

De “origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio. Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odim, adorando-se uma árvore, em homenagem ao deus menino.” Enciclopédia Barsa.

IV – qual deve ser a nossa posição sobre essas coisas sabendo de sua origem?

1- Moderação: Nem condenar por completo os festejos natalinos, mas também não torná-los a ênfase do Natal.

2- Não colocar os presentes e as comidas como o fator principal e sim ofertar recursos para a causa de Deus.

3 – Cuidado com o consumismo: temos facilidade para gastar 50, 100, 1000 reais com presentes e festas, de acordo com as posses de cada um, mas QUANTO VOCÊ VAI OFERTAR PARA DEUS?

4 – Nunca mentir sobre Papai Noel, mas focalizar a bondade e o amor cristão.

Conselhos de E.G. W:

5 – Não devemos condenar a árvore de natal em si, mas usar os aparatos natalinos voltados a uma boa causa: Ex. colocar uma oferta especial na árvore de Natal; fazer uma limpeza no guarda-roupas para doar aos pobres.

O Lar Adventista, pág. 482 no tópico “Árvore de Natal com Ofertas Missionárias não é Pecado" afirma: "Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes.”

6- Promover união familiar, irmãos na fé, e focalizar a Cristo.

7- Usar o contexto do Natal para pregar a Cristo e fazer boas obras.

Gálatas 6:10 : "Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé".

Conclusão: Seja criativo para fazer do natal um bênção familiar e cristã. Em Tiago 1:27 temos o que é a verdadeira religião e o que deveria ser a verdadeira essência do natal: "Para Deus, o Pai, a religião pura e verdadeira é esta: ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo". (NTLH).

Agora você vai conhecer o verdadeiro Papai Noel e é uma excelente história de natal para você contar para seus filhos e ensinar para seus alunos e irmãos de fé:

Papai Noel, Santa Claus, Saint Nicholas, Peres Noel, Father Christmas, etc são nomes do Papai Noel. Vou contar a história verdadeira dele.

Em 300 d.C. viveu um garoto chamado Nicolas. Ele morava num pequeno país da Ásia Menor, chamado Lícia (Paulo já pregou em Lícia). Os pais de Nicolas, muito ricos, morreram quando ele tinha 9 anos. Em vez de ficar infeliz, decidiu ajudar às crianças órfãs pobres.

Ele arrumava maneiras criativas de dar seus presentes, e de preferência à noite. O anonimato era para as pessoas darem glórias a Deus.

Quando era adolescente ficou sabendo que um homem pobre tinha 3 filhas, e não tinha dinheiro para o dote delas, que era dado pelo pai da noiva ao noivo. Uma das irmãs resolveu se doar como escrava para pagar o casamento das outras irmãs. Nicolas soube da história e  então pegou o dinheiro que aquela família precisava e colocou dentro de uma sacola e jogou pela janela da casa.

E assim Nicolas ajudava as pessoas. Ele se tornou um bispo e vestia roupas vermelhas, como as da figura do papai noel que conhecemos hoje. Depois da morte de Nicolas, as pessoas resolveram imitar suas boas obras e dá presentes aos pobres.

Tenho certeza que Jesus ficaria muito feliz se como cristãos pudéssemos imitar Nicolas fazendo boas obras e ajudando as pessoas carentes neste natal. Mutirões, campanhas de brinquedos e ações pessoais para caridade revelam o verdadeiro sentido do natal.

Yuri Ravem
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Sumaré - SP. Casado com Andressa, mestre em educação e pai do Yan.

Editor Associado do Blog Nisto Cremos

Twitter:@yuriravem

Face: yurieandressaravem

É certo comemorar o Natal?

Quando chega esta época do ano, é comum surgirem algumas pessoas com dúvidas sobre se devemos ou não comemorar o Natal. Normalmente, estes irmãos têm receio em tomar parte de uma festa que é considerada como de origem pagã e blasfêma por alguns críticos.

Realmente, não há como dizer se Jesus nasceu em 25 de dezembro. E é quase certo que não tenha sido nesta data, em virtude de algumas "pistas" que são dadas no texto bíblico.

Já ouvi pessoas dizerem que não podemos comemorar o Natal porque ele foi criado para fazer reverência a deuses pagãos da Antigüidade, e até mesmo a árvore foi inventada para pendurar as cabeças dos cristãos, como aquelas bolas coloridas representam, segundo eles.

Porém...

Eu e você não comemoramos o Natal para adorar qualquer deus pagão; tampouco enfeitamos as árvores para representar nossos irmãos degolados do passado. Para nós, o Natal é o momento de encerrarmos o ano com um espírito mais fraterno e solidário, unindo nossas famílias em laços de amor.

Se as comemorações do Natal verdadeiramente surgiram com objetivos pouco nobres (o que parece ser mais lenda do que fato), isto não importa. O que vale é o espírito com que nós utilizamos esta data HOJE.

O mesmo ocorreu, por exemplo, com alguns hinos do nosso Hinário Adventista. Algumas composições que estão lá, e são cantadas para louvar a Deus centenas de vezes ao ano em nossos cultos, não foram criadas com o propósito de adoração litúrgica. Alguns eram cantados nos bares, ou são arranjos musicais de hinos nacionais, ou foram criados por pessoas que nunca guardaram os Mandamentos de Deus.

Devemos, também, deixar de usar o Hinário por causa disso? É claro que não!

Fato curioso também ocorreu com as GRAVATAS. Há quem diga que elas foram criadas para serem um símbolo "fálico", ou seja, uma representação homossexual do órgão viril masculino.

Devemos, também, deixar de usar gravatas por causa disso? É claro que não!

Tanto com relação ao Hinário, quanto às gravatas... e o Natal... mesmo que sua origem seja duvidosa (e até obscura), o fato é que HOJE nós não os utilizamos como meio de blasfêmia, luxúrias, diversão ou representações homossexuais.

Para finalizar este comentário, quero apresentar algumas declarações inspiradas dos Testemunhos sobre a comemoração do Natal. Veja como Ellen White até incentiva o uso das comemorações e representações natalinas.

Citações do Lar Adventista, págs. 477-483:

"Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este [o Natal] um período de alegria geral, de grande regozijo".

"Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito".

"Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação. ... Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus".

"Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore".

Fonte: Blog - Prof Gilson Medeiros

ELLEN WHITE E O NATAL

“O Natal Como Dia de Festa - Aproxima-se o Natal - eis a nota que soa através do mundo, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este um período de alegria geral, de grande regozijo. Mas o que é o Natal, que assim exige tão grande atenção?

O dia 25 de dezembro é supostamente o dia do nascimento de Jesus Cristo, e sua observância tem-se tornado costumeira e popular.

Entretanto não há certeza de que se esteja guardando o verdadeiro dia do nascimento de nosso Salvador. A História não nos dá certeza absoluta disto. A Bíblia não nos informa a data precisa. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para a nossa salvação, Ele Se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto.

Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões mais sábias.

Em Sua sabedoria o Senhor ocultou o lugar onde sepultou Moisés. Deus o sepultou e Deus o ressuscitou e o levou para o Céu. Este procedimento visava prevenir a idolatria. Aquele contra quem se haviam rebelado quando estava em serviço ativo, a quem haviam provocado quase além dos limites da resistência humana, era quase adorado como Deus depois de separado deles pela morte. Pela mesma razão é que Ele ocultou o dia preciso do nascimento de Cristo, para que o dia não recebesse a honra que devia ser dada a Cristo como Redentor do mundo - Aquele que deve ser recebido, em quem se deve crer e confiar como Aquele que pode salvar perfeitamente todos os que a Ele vêm. A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus.

O Dia não Deve Ser Passado por Alto

Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.

A juventude deve ser tratada com muito cuidado. Não devem ser deixados no Natal a buscar seus próprios divertimentos em prazeres vãos, em diversões que lhes rebaixarão a espiritualidade. Os pais podem controlar esta questão voltando a mente e as ofertas dos filhos para Deus e Sua causa e a salvação de almas.

O desejo de divertimentos, em vez de ser contido e arbitrariamente sufocado, deve ser controlado e dirigido mediante paciente esforço da parte dos pais. Seu desejo de dar presentes deve ser levado através de puros e santos canais e feitos resultar em bênção ao nosso próximo graças à manutenção do tesouro na grande e ampla obra para a qual Cristo veio ao mundo.


Abnegação e espírito de sacrifício assinalaram Sua conduta. Seja isto também o que assinale os que professam amar a Jesus, porque nEle está centralizada nossa esperança de vida eterna.

Troca de Presentes Como Sinais de Afeição

As festas estão chegando rapidamente com sua troca de presentes, e jovens e idosos estão estudando intensamente o que poderão dar a seus amigos como sinal de afetuosa lembrança. É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente. ...

Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecemos a Deus, nosso melhor amigo.

Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe.


Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus ou que aumentem nosso amor por seus preceitos. Provede algo para ser lido durante esses longos serões de inverno.

Recomenda-se Dar aos Filhos Livros Como Presentes

Há muitos que não têm livros e publicações sobre a verdade presente. Aqui está um grande campo onde o dinheiro pode ser investido com segurança. Há grande número de crianças que pode ser suprido com leitura. The Sunshine Series, Golden Grains Series, Poems, Sabbath Readings, etc., são todos livros preciosos e podem ser introduzidos seguramente em cada família. As pequenas quantias gastas em guloseimas e brinquedos inúteis podem ser acumuladas e com isto comprar esses volumes. ...

Os que desejarem fazer caros presentes a seus filhos, netos, sobrinhos, procurem para eles os livros acima mencionados. Para os jovens a Vida de José Bates é um tesouro; também os três volumes de O Espírito de Profecia. Esses volumes podem ser levados a cada família na Terra. Deus está dando a luz do Céu, e nenhuma família deve ficar sem ela. Sejam os presentes que façais, da espécie que espalhe raios de luz sobre o caminho que conduz ao Céu.

Jesus não Deve Ser Esquecido

Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Ele Se agradará se mostrarmos que não O esquecemos. Jesus, o Príncipe da vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. ... Ele sofreu mesmo até à morte, para que nos pudesse dar a vida eterna.

É por meio de Cristo que recebemos todas as bênçãos. ... Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, e esteja em vossos lábios o Seu louvor.

Natal - Ocasião Para Honrar a Deus

Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação. ... Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo. Jesus, a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino. ...

Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus - não suas obrigações de uns para com os outros, de honrarem-se e glorificarem-se uns aos outros por presentes e dádivas.

Volver os Pensamentos dos Filhos Para um Novo Canal
Há muita coisa que pode ser planejada com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são tão freqüentemente oferecidos a nossos filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade ser levada ao lar.

Podeis ensinar uma lição a vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus. Dizeilhes que tendes pensado mais em vosso próprio prazer e satisfação deles e de manter-vos em harmonia com os costumes e tradições do mundo, em dar presentes aos que deles não necessitam, do que em ajudar ao progresso da causa de Deus. Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso.


Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruísta, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho.

"Devemos Armar uma Árvore de Natal?"

Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente.

Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.
A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a


Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração.
As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados.


Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar.

Árvore de Natal com Ofertas Missionárias não é Pecado
Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes. Em nenhum caso o mero divertimento deve ser o objetivo dessas reuniões. Conquanto possa haver alguns que transformarão essas reuniões em ocasiões de descuidada leviandade, e cujo espírito não recebeu as impressões divinas, outros espíritos e caracteres há para quem essas reuniões serão altamente benéficas.
Estou plenamente convicta de que inocentes substitutos podem ser providos para muitas reuniões que desmoralizam.

Providenciar Recreação Inocente Para o Dia
Não vos levantaríeis, meus irmãos e irmãs cristãos, cingindo-vos a vós mesmos para o dever no temor do Senhor, procurando arranjar este assunto de tal maneira que não seja árido e desinteressante, mas repleto de inocente prazer que leve o sinete do Céu? Eu sei que a classe pobre responderá a estas sugestões. Os mais ricos também devem mostrar interesse e apresentar seus donativos e ofertas proporcionalmente aos meios que Deus lhes confiou. Que se registrem nos livros do Céu um Natal como jamais houve em virtude dos donativos que forem dados para o sustento da obra de Deus e o reerguimento do Seu Reino.” - O Lar Adventista, p.
477-483.

Outras referências
“As sugestões de Satanás são executadas em muitas, muitas coisas. Nossos aniversários natalícios e festas de Natal e de Ações de Graça freqüentemente são devotados à satisfação do eu, quando a mente devia ser dirigida para a misericórdia e a amorável benignidade de Deus. Deus Se desagrada de que Sua bondade, Seu constante cuidado, Seu incessante amor não sejam trazidos à lembrança nessas ocasiões de aniversário.

Não somente nos aniversários devem pais e filhos lembrar-se das misericórdias do Senhor de uma maneira especial, mas também devem o Natal e o Ano Novo ser ocasiões em que toda a casa se deve lembrar do seu Criador e Redentor. Em vez de dedicar dádivas e ofertas com tanta abundância a objetos humanos, reverência, honra e gratidão devem ser prestadas a Deus, fazendo-se com que dádivas e ofertas fluam para o conduto divino.” – Conselhos sobre Mordomia, p. 295-296.

Celebrando o Natal

Na noite passada a celebração [da Véspera] do Natal foi realizada no Tabernáculo [de Battle Creck] e decorreu muito bem de maneira modesta, solene, e com gratidão expressa em tudo que se fez e disse, porque Jesus, o Príncipe da Vida, veio a nosso mundo como bebê em Belém, a fim de ser uma oferta pelo pecado. Veio cumprir a predição dos profetas e videntes que Ele mandara proferissem para cumprir os desígnios do Céu e confirmar Sua própria palavra nessa grande missão e obra. E por isso, toda pessoa está sob a mais solene obrigação e gratidão para com Deus, porque Jesus, o Redentor do mundo, comprometeu-Se a realizar a completa salvação de todo filho e filha de Adão. Se eles não aceitam o Dom celestial, só podem culpar-se a si mesmos. O sacrifício foi amplo, inteiramente de acordo com a justiça e a honra da santa lei de Deus. O Inocente sofreu pelos culpados, e isso deve suscitar abundante e completa gratidão.” – Meditações Matinais 1980, p. 366.
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