A verdade sobre os OVNIs e ETs

Categoria Ponto de Vista

Você com certeza já ouviu falar muito em OVNIs (objetos voadores não identificados), em jornais, revistas e principalmente na televisão.Eles existem? [...]

As três faces do amor

Categoria Teologia

Len McMillan de uma forma didática explica as faces do amor. O objetivo desse artigo é revelar as características do verdadeiro amor. Infelizmente com o passar do tempo a palavra amor tem recebido conotações equivocadas, mas Len deixa claro que o verdadeiro amor é um atributo comunicável - vem de Deus. A bíblia afirma que nós amamos por que Ele (Deus) nos amou primeiro. [...]

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A Maior Virtude de Um Líder


Uma notícia me chamou a atenção ao ler o jornal Folha de S. Paulo da terça-feira, 12 de maio de 2009: “Lula sai do Carro para falar com sem-teto em protesto”.

O autor do texto relata: “Numa ação que lembrou os primeiros meses de governo, quando descia do carro presidencial para cumprimentar eleitores em frente ao Alvorada, o presidente Luís Inácio Lula da Silva entrou ontem no meio de um protesto de sem-teto na entrada do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)”.

Todos sabem que esta credencial do presidente como hábil negociador foi forjada ao longo de anos como líder sindical, em meio às greves trabalhistas e costura de acordos com os patrões do setor metalúrgico da região do ABC paulista.

Por isso, embora inusitado o encontro em se tratando da maior autoridade do país, ele soa como natural: “Assim que os veículos pararam por conta do protesto, Lula desceu e se misturou aos manifestantes. Cercado, quis ouvir a reivindicação e pediu a eles que entregassem um documento com a pauta ao seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho”.

Não restam dúvidas de que a capacidade de ouvir as pessoas, de uma maneira simpática e compreensiva, é o mecanismo mais eficaz do mundo no sentido de conquistar apoio, granjear amizades e conduzir equipes na busca e consecução de grandes conquistas.

Como diz o escritor J. Oswald Sanders, “Ouvir é um esforço autêntico para compreender o que a outra pessoa deseja descarregar, e se deve fazê-lo sem prejulgar o caso em questão. Muitas vezes um problema já está meio solucionado quando externado e ventilado com um ouvinte atencioso”. [1]

A arte de saber ouvir

A Bíblia nos apresenta este sábio conselho: “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1:19).

A ênfase de Tiago encontra-se na disposição para ouvir. A sensibilidade às necessidades alheias se expressa melhor ouvindo do que falando. Há um provérbio antigo que corrobora essa idéia: “Deus nos deu dois ouvidos e uma só boca; isso significa que, no mínimo, deveríamos ouvir duas vezes mais do que falamos”.

Embora pareça algo fácil e simples – e é – esta questão de saber ouvir constitui uma queixa recorrente entre os liderados; “Pouquíssimos são os que praticam a ‘magia branca’ de bem ouvir”, afirma o escritor J. Oswald Sanders. Ele conta que, certa ocasião, um missionário lhe falou em tom de queixa sobre o seu superior: “Ele não me dá ouvidos. Antes que eu tenha oportunidade de realmente apresentar-lhe o problema, ele já vem com a resposta”. [2]

“Este é o defeito do falador compulsivo”, acrescenta Sanders. “Ele teme o silêncio, ainda que seja de um instante. Mas se o líder quiser chegar à raiz dos problemas, deve aprender a arte de ouvir. De outra sorte, é provável que ele trate apenas dos sintomas deixando a terrível moléstia sem tratamento”. [3]

Com demasiada freqüência os líderes deixam a impressão, inconscientemente e, por certo, sem a mínima intenção, de que estão ocupados demais para ouvir. Feliz é o líder que, em meio aos prementes deveres, dá a impressão de que há tempo de sobra para tratar do problema. É ele que tem maior probabilidade de encontrar solução. Com certeza, não é desperdiçado o tempo que se passa ouvindo as pessoas.

Escrevendo acerca de Napoleão, disse D. E. Hoste: “Ele era um bom ouvinte e possuía em alto grau o dom de aplicar o conhecimento especial dos outros a determinado conjunto de circunstâncias. Não demonstra a história que todo homem verdadeiramente grande é feito mais ou menos nessas linhas?” [4]

Divisor das águas

Como vimos, mais do que uma habilidade, “jogo de cintura” ou exercício político de fazer concessões, a capacidade de saber ouvir – colocando-se no lugar do interlocutor e procurando saber as suas necessidades ou conhecer as suas opiniões – é um elemento fundamental no estabelecer a diferença entre sucesso e fracasso de uma liderança.

Vivemos na era da informação e, como lembra Leith Anderson, “a informação que o líder desconhece pode ter uma importância imensa para a organização que lidera. [...] A complexidade da tarefa do líder é imensa. Cada igreja, comunidade e organização é diferente das demais. Por isso alguns líderes extremamente eficientes fracassam quando são remanejados. Eles tentam repetir o sucesso anterior e descobrem que seus métodos não se aplicam a qualquer ocasião nem a qualquer lugar”. [5]

É aí que entra em cena a capacidade e arte de saber ouvir. Buscar informações e colher dados importantes com as pessoas sobre a os costumes, práticas, expectativas, cultura, sonhos, medos e aspirações dos novos liderados.

Com certeza, ouvidos atentos, seguidos de uma postura sincera de quem valoriza as opiniões alheias, vale mais do que mil discursos de apoio, milhares de promessas “de campanha” e um rosário de boas intenções!

Referências

1. J. Oswald Sanders, Paulo, o Líder, pág. 59.

2. Idem, pág. 58.

3. Ibidem.

4. Idem, pág. 59.

5. Leith Anderson, Líderes Para Um Novo Tempo, pág. 31.




PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.Editor Geral do Blog 7 com news e do site de Evangelismo IASDEMFOCO
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A prioridade das prioridades

Introdução:

A – Prioridade é tudo aquilo que você coloca em primeiro lugar, como mais importante ou urgente em sua vida. Seja qual for a atividade que se depare. Em ordem: espiritual, familiar, profissional, comercial ou em quaisquer outras atividades.
1 – Prioridade vem do latim “priore” que significa qualidade ou condição do que está em primeiro lugar ou do que aparece antes dos demais; primazia de tempo, de ordem ou categoria. Primazia ente dois.
B - A vida humana fica cada vez mais complicada. Correndo em busca das prioridades da vida, muitas vezes falta-nos tempo para tudo, e a vida passa velozmente e amiúde não percebemos.
1 – O homem do Século XXI reclama que lhe falta tempo para realizar tudo o que planejou para o dia, para a semana, para o mês, para o ano e para a vida.

a) Você já parou para pensar em tudo o que planejou para este ano e muita coisa já ficou para trás sem ser realizada. Geralmente, no último dia do ano fazemos compromissos de ler o Ano Bíblico, de estudar a Lição da Escola Sabatina diariamente, de ganhar pelo menos uma alma para Deus. Quando, porém, chega o final do ano, percebemos que nada fizemos e que o nosso Ano Bíblico não passou do livro de Gênesis.
b) A vida passa célere e velozmente. O ano passa como se fosse um mês. O mês passa como se fosse uma semana. A semana passa como se fosse um dia. O dia passa como se fosse uma hora. A hora passa como se fosse um minuto. O minuto passa como se fosse um segundo... E nós passamos pelo tempo.

C – No corre-corre da vida moderna, o homem precisa escolher as suas prioridades.

D – Em se tratando de prioridades, temos entre duas coisas, uma a escolher:

1 – O que é Urgente.
2 – O que é Importante.

I – O URGENTE E O IMPORTANTE

A – Nem sempre o Urgente é o mais importante.
B – Nem sempre o Importante é feito mais urgente.

1 – Talvez, no trocadilho de palavras, você não tenha entendido o que eu quis dizer.

2 – Vamos aos exemplos. Ler a Bíblia, orar, comungar com Deus diariamente, exercitar o ministério pessoal na salvação de almas para o reino de Deus é urgente ou importante na sua vida cristã?

a) Talvez você esteja respondendo que é importante, mas não tão urgente, por isso podemos fazer quando tivermos tempo, amanhã ou depois.

b) Assim, deixamos de orar, de ler a Bíblia, de comungar com Deus, de exercitar a nossa fé na proclamação da mensagem porque podemos fazer depois ou mais tarde.

(1) Aparentemente, ninguém vai morrer porque, em um determinado dia de muitas tarefas, deixou de ler a Bíblia, deixou de orar, deixou de falar do amor de Deus a outrem. Sabemos que é importante, mas não é tão urgente: podemos fazer amanhã, ou depois, ou quando tivermos tempo.

I – O URGENTE E O IMPORTANTE NA VIDA DE DUAS IRMÃS: Lucas 10:38-42

A - Duas irmãs com duas personalidades diferentes. Enquanto uma se preocupava com o que era Urgente, a outra, com o que era Importante.

II – MARTA – PRIORIDADE: O URGENTE. Preocupada urgentemente em resolver um problema sério: fazer comida para Jesus.

A – Ponha-se no lugar de Marta. Imagine se o presidente da república fosse visitar a sua cidade natal e mandasse lhe dizer que iria almoçar em sua casa. Que hora você iria acordar nesse dia? (Talvez nessa noite você nem dormisse). Você iria ficar a manhã toda lendo a Bíblia? Iria orar até às 11 horas? (Talvez você fosse deixar para ler a Palavra de Deus quando o banquete terminasse).
B – Hoje, a vida é muito fácil: vamos ao supermercado e encontramos praticamente tudo pronto. Temos em excesso comida congelada. Fogão a gás ou elétrico, forno microondas, geladeira com alimento estocado e conservado... Tudo nos permite fazer um bom almoço em poucos minutos.
C – Nos dias de Marta, porém, a vida era muito difícil. O forno era a lenha. (E se a lenha estivesse molhada?...).
D – O lado positivo da vida de Marta – Suas virtudes:

1 – Marta era hospitaleira. A hospitalidade é uma característica de um bom cristão.

a) Romanos 12:13 – “Compartilhai as necessidades do santos; praticai a hospitalidade”
b) I Timóteo 5:10 – “Seja recomendada pelo testemunho de boas obras, ... exercitado a hospitalidade, lavado os pés aos santos, socorrido a atribulados, se viveu na prática zelosa de toda boa obra”.
c) Hebreus 13:2 – “Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem saber acolheram anjos”.

a) Dificilmente Jesus estaria sozinho. Embora o texto não diga nada, certamente Jesus estaria acompanhado dos 12 discípulos, e Marta se preocupava em preparar comida para 16 pessoas, incluindo os dois irmãos: Lázaro, Maria e ela. (Essa é uma imaginação minha).

2 – Marta era muito responsável ao atendendo as atividades domésticas.
3 – Marta era uma boa cozinheira. Gostava de preparar tudo nos mínimos detalhes.
4 – Marta era uma perfeccionista. Apreciava fazer tudo com muita perfeição.

E – Não se esqueça de que Marta era a dona da casa. “... E certa mulher, chamada Marta, hospedou-O na sua casa”. (Lucas 10:38).

1 – Um ditado popular na minha terra diz assim: “O dono do defunto pega na cabeça”. Se ela era a dona casa, era ela que tinha a obrigação de preparar a comida para os hóspedes, já que certamente não tinha uma empregada.

F – Por isso, sua preocupação era com o urgente: “Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas”. (versos 40 e 41).

1 – Tinha preocupação com o serviço. A preocupação é o primeiro passo para o estresse
2 – Estava ansiosa. A ansiedade continua sendo uma praga moderna.

a) A ansiedade é o fruto da preocupação.

3 – Estava perturbada. Quem coloca as coisas materiais em primeiro lugar anda cheio de perturbação.
4 – Censura – Censurava não apenas a irmã, mas também a Jesus porque permitia Maria não fazer nada.
a) Dizia: “Ela não trabalha. Está aí sentada a Teus pés”...

III – MARIA – PRIORIDADE: O IMPORTANTE – “... Maria quedava-se assentava aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos”. (verso 39).

A – Certamente, Maria passou a semana inteira ao lado da irmã arrumando a casa para receber o hóspede ou os hóspedes: limpou o banheiro, lavou a casa, tirou a poeira dos móveis, arrumou as cortinas... Não deixou de fazer nada do que era urgente, mas quando Jesus chegou, quis descansar nEle, buscando o mais importante: assentar-se aos pés de Jesus, deixando-O falar das coisas eternas – “A boa parte, a qual não lhe será tirada”.

1 – Estava ali agora a conversar e aprender de Jesus
2 – Não se preocupou mais com a hospedagem, já que a casa era da irmã.
3 – Não se preocupou com a comida, já que a irmã era uma ótima cozinheira.
4 – Não se preocupou com o tempo.

IV – ESCOLHENDO A BOA PARTE – “Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa: Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”. (verso 42).
A – Maria preocupava-se mais com o espiritual que o material. Para ela, Deus estava em primeiro lugar.

1 – Entretanto, é mister evitar os extremos. Muitos cristãos só se preocupam com o espiritual e abandonam tudo o que é material. Não querem mais trabalhar, e passam necessidade, dependendo dos outros. Isso não é um bom exemplo.
a) II Tessalonicenses 3:10 – “Porque, quando ainda convosco, vos exortamos isto: se alguém não que trabalhar, também não coma”.
b) I Tessalonicenses 4:10,11 e 12 – “...Contudo, vos exortamos, irmãos a progredirdes a cada vez mais e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos”.

V – DUAS COISAS IMPORTANTES: TRABALHAR PARA DEUS E APRENDER DE DEUS

A – Marta trabalhava para Deus
B – Maria aprendia com Deus.

1 – Trabalhar para Deus é importante, mas o importante mesmo é aprender cada dia o que Ele quer nos ensinar.

Conclusão:

A – Ouvir a voz de Deus deve ser a nossa maior prioridade. A prioridade das prioridades.

B – Qual tem sido a sua prioridade?

1 – Em ordem: Jesus Cristo, sua família, seu trabalho e negócios, sua igreja, seus amigos?...

2 – Ordene bem a sua vida e seja feliz.

3 – Jesus Cristo nos diz: “Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:33.

C – Devemos buscar as qualidades positivas de Marta, sem nunca nos esquecermos das virtudes de Maria.

ORAÇÃO: Pai amado, quão bom é sempre ouvir a Tua voz falar à nossa mente e ao nosso coração. Senhor, ajuda-nos a fim de que sempre a prioridade de nossa vida seja a Tua pessoa. Infelizmente, vivemos num mundo materialista onde temos tendências de Te deixar em segundo plano. Que aprendamos a lição que a vida de Maria, irmã de Marta e Lázaro nos legou. Que as coisas urgentes não nos deixe de procurar, em primeiro lugar, as importantes. Que a prioridade das prioridades em nosso viver neste mundo seja Jesus Cristo. É em Seu nome que te pedimos essas bênçãos. Amém!


Hinos sugeridos: H.A., 305, 106, 439.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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O Homem que foi culpado, sem ter pecado

Nosso Tema é: o Homem que é culpado, mas que não praticou nenhum pecado. Este é mais um paradoxo da epístola aos Romanos.

Vamos abrir a Bíblia em Romanos cap. 5. Aqui encontramos outra proposição do grande assunto da Segurança da Salvação. Mas hoje vamos primeiramente estudar as partes em separado e depois apreciar a proposição do apóstolo Paulo que foi interrompida para ser mais amplamente expressa no final da argumentação.

Tendo estudado até o v. 11, eu gostaria de estudar agora o v. 12 em diante. Temos aqui uma mensagem inspiradora. Esta é uma mensagem que nós reputamos ser um assunto difícil, mas não menos proveitoso.

Nós precisamos entender o que é o pecado para compreendermos a nossa grande necessidade. Muitas pessoas não entendem o que é salvação porque ainda não entenderam a profundidade da sua perdição.

Nossa pergunta básica é a seguinte: Temos nós a culpa de Adão? Temos nós o pecado de Adão? Temos nós a culpa do pecado de Adão? Alguns teólogos dizem que sim; outros que não.

Vamos ler em Rom. 5:12: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram." O que significam estas palavras? Vamos analisá-las. A primeira palavra é "Portanto". A maioria dos teólogos não achou uma conexão com as palavras anteriores, porque de fato, não tratam deste assunto. Há uma conexão aqui com o capítulo 4, mas isso ficará mais claro na continuação de nosso estudo.

Então ele começa a dizer: "assim como por um só homem". A quem ele está se referindo? Ele se refere a Adão – "um só homem". O que aconteceu? "entrou o pecado no mundo". O pecado é um intruso, o pecado entrou neste mundo – aqui o pecado é personificado – ele realizou muitas coisas. O pecado entrou no mundo, ele está presente.

I – A IMPUTAÇÃO DO PECADO

Mas alguém poderia duvidar da existência do pecado. Hoje, por exemplo, em nosso mundo, os homens com uma sofisticada arrogância dizem: "Não existe pecado. Pecado é um mito alimentado por gerações passadas. Não existe pecado, apenas falhas humanas; e todos somos humanos e podemos falhar."

Mas o apóstolo Paulo passa a provar a existência do pecado. De que modo ele prova que o pecado existe? Pelos seus frutos, pelos seus resultados. Ele diz: "e pelo pecado a morte". Os que afirmam que não existe pecado, não podem afirmar que não existe morte. Mas a morte é antecipada pelo pecado, porque é o próprio resultado do pecado. Adão pecou e morreu.

Mas o que realmente aconteceu? Adão pecou e morreu. Mas a história continua. Qual é a realidade em relação com a morte? A morte se tornou universal, "porque a morte passou a todos os homens".

Por que é que a morte não ficou só em Adão? Adão pecou, e o pecado entrou no mundo; Adão morreu, e a morte passou a todos os homens. Mas por que é que a morte passou a todos os homens? Resposta: "porque todos pecaram".

Mas o que significam estas palavras? Pelágio ensinava o seguinte: " 'Todos pecaram' significa que todos cometeram atos de pecado, por imitação. Eles viram outras pessoas cometendo atos de pecado, e então passaram a cometer pecado, pelo exemplo. Uma criança nasceu, e de repente começa a ver os outros praticando pecado, e então ela também pratica pecados, em suas ações."

Mas observe que não é exatamente isso que o apóstolo Paulo está dizendo aqui. Ele não diz que os homens cometeram ações de pecado, Não, ele não diz que todos cometeram atos de pecado. Só diz que "todos pecaram".

Por que é que todos morrem? "Porque todos pecaram". Mas o que isso significa? Todos morrem porque eles cometeram atos de pecado por imitação? Ora, a grande questão é que também as crianças morrem, os infantes morrem, e os infantes não cometeram atos de pecado. Por que a morte é universal? Mesmo as criancinhas que não praticaram atos de pecado estão morrendo.

O que é que significa a frase "todos pecaram"? "Bem", dizem outros, "isso significa a natureza pecaminosa". Este foi o ensino de João Calvino. Ele dizia: "A depravação natural que trazemos do ventre de nossa mãe, embora não produza seus frutos imediatamente, é, não obstante, pecado diante de Deus, e merece a sua punição." Ele chegou ao ponto de dizer que esta natureza é pecado, e, portanto, deve ser punida. Mas não é o que diz o apóstolo aqui.

Paulo não está dizendo que nós temos a natureza pecaminosa nesse texto; naturalmente nós a temos. Mas, se ele quisesse dizer isso, ele teria escrito: "todos são pecaminosos". O que ele disse? "todos pecaram". Evidentemente, nós herdamos a natureza pecaminosa, mas não é isso o que Paulo está dizendo aqui. Então qual é a resposta? Qual é a interpretação certa? O que é que realmente o apóstolo está querendo dizer com esta expressão "porque todos pecaram"?

A única resposta que nós temos a dar de acordo com o ensino do apóstolo Paulo e o ensino de muitos textos da Bíblia e do Espírito de Profecia, é que todos morrem porque todos pecaram "em Adão". O que significam estas palavras e quais são as suas implicações? Quem poderia nos ajudar em nossa interpretação? Quem é o melhor intérprete de Paulo? É o próprio Paulo.

Vamos, portanto, recorrer a ele, para que nos explique isso em 1Coríntios 15:22: "Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo." "Em Adão" todos morrem; "em Cristo" todos são vivificados. Há aqui uma comparação entre Adão e Cristo. Esta expressão "em Cristo" e "em Adão" é um "paulinismo", uma expressão exclusiva do apóstolo Paulo. Significa que nós estamos unidos a um ou a outro. Ou nós estamos unidos a Adão e morremos, ou nós estamos unidos a Cristo e vivemos. E então, falando sobre a morte, ele diz: "em Adão todos morrem".

Mas agora voltemos a Romanos 5, onde ele está falando sobre o pecado. Nesse famoso texto, ele quer dizer que em Adão todos pecaram. Por que é que todos morrem? Porque em Adão todos pecaram. Aqui o apóstolo Paulo deixa claro uma coisa: que a morte é o resultado do pecado e o pecado sempre pressupõe a punição, pressupõe a culpa e a condenação.

Mas se a morte é universal, e mesmo os infantes morrem, por que morrem? Se eles morrem, eles devem ser culpados de algum pecado específico, porque eles nunca deveriam morrer se eles não fossem culpados de pecado. Porque seria injustiça dar a punição do pecado para alguém que não tem pecado. Seria injustiça simplesmente dar a condenação da morte para alguém que simplesmente recebeu uma herança de natureza pecaminosa.

Portanto, justiça é que se dê a morte para quem tem pecado. E se as crianças morrem e não puderam cometer pecado, ainda não puderam realizar o pecado em atos, então isso indica que eles são culpados – culpados de algum pecado específico. Mas se eles não realizaram pecado ainda, então de acordo com o apóstolo Paulo, eles são culpados de pecado no pecado de Adão. Isso significa que eles são pecadores, eles cometeram pecado em Adão, através de Adão, na pessoa de Adão.

Há aqui, portanto, uma perfeita seqüência. O resultado do pecado é a morte. Os infantes não cometeram pecado, mas eles morreram. Como eles não cometeram um só pecado, perguntaríamos: De que pecado eles são culpados? O ensino de Paulo é que eles são culpados do pecado de Adão.

Em outras palavras, ele está querendo dizer que o pecado de Adão é imputado a toda a humanidade. O pecado de Adão foi posto na conta de todos os filhos de Adão. Adão pecou, todos pecaram; Adão morreu, e todos morreram. Em Adão, todos pecam; em Adão, todos morrem.

Qual é a conclusão? Se todos morrem em Adão, todos têm o pecado de Adão. Todos pecaram no momento em que Adão pecou. Portanto, todos têm a culpa do pecado de Adão. Por quê? Porque o pecado de Adão foi imputado a toda a humanidade.

No momento em que Adão pecou, a humanidade não só recebeu a imputação do pecado, a culpa do pecado de Adão, como também recebeu a natureza pecaminosa. Portanto, em primeiro lugar, aconteceu o pecado de Adão e a imputação do seu pecado a todos; e como resultado desse pecado veio a natureza pecaminosa; então, depois disso, veio a morte como uma punição universal. A universalidade do pecado é a 1ª realidade; a 2ª realidade é a conseqüente universalidade da morte.

Então, esta é a conclusão principal: Todos morrem porque "todos pecaram". Quando todos pecaram? Todos pecaram em Adão, quando Adão pecou. Então, o pecado de Adão foi imputado à humanidade. Agora vemos por que o capítulo 5 está ligado e enraizado no cap. 4, que trata da imputação da justiça, e o seu reverso e causa é a imputação do pecado, visto aqui neste capítulo 5.

II – A PROVA PELO CONTEXTO

Mas nós queremos agora examinar o contexto para verificar esta realidade. O que estamos dizendo é apenas uma parte de sua grande proposição. De acordo com o método do apóstolo S. Paulo, ele apresenta uma proposição, então a seguir passa a provar esta proposição. E ele passa a esmiuçar e ampliar o assunto, como já temos visto. Aqui ele divide a proposição, antes de desdobrá-la.

E o que ele disse aqui, em forma resumida, é o seguinte: Portanto, o pecado entrou por Adão, Adão pecou desde o início – "por um homem entrou o pecado no mundo", e então as últimas palavras: "porque todos pecaram". Adão pecou, e todos pecaram. Você quer a prova disso? Vamos seguir o raciocínio, o argumento do apóstolo.

Os vs. 13 e 14 respondem e ampliam esta expressão "porque todos pecaram". Porque alguém poderia dizer: "– Não, nem todos pecaram. Antes da lei não havia pecado; portanto, nem todos pecaram. O pecado não é universal. O apóstolo Paulo está errado". Então ele começa a ampliar e provar por que é que ele pode dizer que "todos pecaram". Então no v. 13, ele diz: "Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei."

Qual é a prova da existência do pecado e da conseqüente imputação do pecado à humanidade? Em 1º lugar, ele prova que há pecado pela existência da lei. "Porque até o regime da lei" significa o regime do tempo de Moisés quando foi dada a lei. Até antes de Moisés "havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta", o pecado não é imputado "quando não há lei." Já no cap. 4, Paulo dissera: "onde não há lei, também não há transgressão" (4:15).

Portanto, dizendo isto de modo positivo: se havia pecado, lá estava a lei. A lei de Deus é eterna; nunca houve um tempo sem que houvesse lei. E se havia pecado no mundo, então isso é uma prova de que havia lei, "porque o pecado é a transgressão da lei" (1João 3:4). E se havia lei, o pecado foi imputado mesmo antes de Moisés.

Então, no versículo 13 a frase "não é levado em conta" é o mesmo termo grego que nós já temos estudado como imputação, no cap. 4. O pecado não é imputado quando não há lei, mas é imputado quando há lei. Portanto, mais uma vez ele estabelece o positivo através do negativo. Então no verso 13, a imputação do pecado é uma realidade, porque havia lei mesmo antes de Moisés.

Agora no verso 14, ele prova que existe pecado porque existe a morte. Ele amplia o significado, dizendo: "a morte reinou desde Adão até Moisés". Ou seja, o pecado imputado existe e a prova é de que a morte reina no mundo, desde Adão, sobre todos, mesmo sobre crianças que jamais pecaram em ato, ou mesmo em pensamento. Portanto, de que maneira nós podemos saber que houve imputação de pecado no mundo antes de Moisés? Através da morte, que "reinou", "porque o salário do pecado é a morte" (Rom. 6:23).

Ele amplia o significado do pecado, dizendo que o pecado é um reino neste mundo. E este reino abarcou a toda a humanidade. Entrou no mundo de tal modo que o pecado no seu reino gerou o reino da morte. Vivemos neste reino de pecado e morte, e Adão é o rei. Toda a humanidade faz parte do seu reino. Se o rei pecou, todo o seu reino recebe a imputação do pecado do rei.

Aqui podemos introduzir uma ilustração do tempo de Abraão. Este servo de Deus havia planejado livrar-se da morte, ao proferir uma mentira branca, dizendo que sua esposa era sua irmã. Abimeleque era o rei de Gerar, e mandou que buscassem a Sara, a fim de possuí-la. Avisado por Deus em sonhos, de que ele morreria por ser culpado de tomar a mulher de Abraão, ele argumentou: "Senhor, matarás até uma nação inocente?" Deus lhe respondeu dizendo que devia restituí-la. "Se porém, não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu."

O rei chamou a Abraão, e lhe deu esta reprimenda: "Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino?" E a culpa por imputação já começava a produzir efeito, "porque o Senhor já havia tornado estéreis todas as mulheres da casa de Abimeleque, por causa de Sara." (Gên. 20:9,18). Ora, se é correto dizer que o pecado de Abimeleque era imputado a todo o seu reino, então, também é correto dizer em uma extensão maior ainda, que o pecado do rei da criação, Adão, seria imputado a todos os seus súditos, ou filhos. E como disse Deus ao rei Abimeleque: "certamente morrerás" (Gên. 20:7), e isso incluía a todo o seu reino, também disse ao rei Adão, se pecasse: "certamente morrerás" (Gên. 2:17); e isso incluiria as futuras gerações.

Portanto é por isso que todos morrem: "porque todos pecaram" "em Adão", e recebem a punição da morte por imputação do pecado de Adão.

III - A PROVA PELA TIPOLOGIA

Mas alguém poderia perguntar: "Quem era Adão, para que nós tivéssemos laços tão estreitos de modo a pecar mesmo ausentes?" Ele responde a esta pergunta falando ainda sobre a morte que veio "mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir." A morte reinou mesmo sobre aqueles que não pecaram como Adão.

Ora, interessante isso; mas o que significa? Como foi o pecado de Adão? Havia uma diferença fundamental entre o seu pecado e o pecado de seus descendentes? A resposta está na frase seguinte: "o qual prefigurava Aquele que havia de vir." Então, quando ele diz que ninguém pecou como Adão, porque ninguém pecou à sua semelhança, é porque ele representava, ele prefigurava, ele tipificava o 2º Adão.

Agora, ele começa a fazer uma comparação entre o 1º Adão e o 2º Adão. Como foi o pecado de Adão? O pecado de Adão foi o mais grave, porque era o pecado de alguém que tipificava a Cristo. Ninguém pecou como Adão, porque ele pecou como um tipo de Cristo, em sua exclusividade.

Paulo introduz nesse ponto uma comparação entre Adão e Cristo, e enfatiza o pecado do primeiro e a justiça do segundo. Ele está preparando a conclusão da comparação que ele começou no v. 12, deixando-a inacabada. Ele abriu um parêntesis do v. 13-17, a fim de esclarecer o fato da imputação do pecado de Adão, compensado pela imputação da justiça de Cristo.

Notamos que os versículos 13 e 14 foram uma explicação parentética das palavras "porque todos pecaram" (v.12). Agora, o vs. 15-17 são uma ampliação que trata de Jesus, o Messias que haveria de vir, mencionado no v. 14, fazendo uma comparação entre Adão e Cristo. Então, para fins didáticos, salta de modo evidente a culpa do pecado de Adão, como alguém que pecou de modo ímpar, sozinho, devido a que ninguém pecou à sua semelhança.

Observe como é que isso é provado facilmente nestes versículos. Verso 15: "... ofensa de um só". Verso 16: "somente um pecou ... porque o julgamento derivou de uma só ofensa"; V. 17: "pela ofensa de um e por meio de um só". Estas expressões sublinhadas indicam que é um homem só, é um pecado só e é um só ato judicial. O que é um julgamento? O que é uma condenação? É apenas um veredito, um veredito que se dá judicialmente, legalmente sobre alguém: "Culpado!" ou: "Absolvido!" Paulo não está falando experimentalmente, mas judicialmente.

Agora, no nosso caso em Adão há um veredito, há um julgamento, há um juízo. Qual é a sentença? É a condenação. Em outras palavras, através do pecado de Adão, todos foram condenados; todos receberam a imputação do pecado de Adão. Se você entende isso, vai começar a entender que antes de nascer neste mundo você já estava condenado. Isso é a profundidade da nossa perdição. Este é o nosso relacionamento tão estreito com Adão, que só poderia nos dar tudo o que está representado na palavra pecado e a conseqüência na morte.

IV – A PROVA DO ASPECTO FEDERAL

Mas poderíamos perguntar: Por que todos pecaram em Adão? Por que levamos a culpa do pecado de Adão? Alguém vai dizer que isso não é possível, porque finalmente Adão pecou e isso é lá com ele. Alguns teólogos famosos defendem a posição de que a culpa é apenas uma coisa individual. Portanto, não existe – eles dizem – a culpa do pecado de Adão.

Entretanto, outros teólogos também famosos dizem: A culpa existe, desde Adão; há uma culpa, e a culpa é algo judicial; a culpa e a condenação vieram do pecado de um só. E isso corresponde ao que o apóstolo Paulo está dizendo.

Mas nós estamos levantando a seguinte questão: Por que nós pecamos quando Adão pecou? Ou seja, quando Adão cometeu aquele pecado, quando nós não havíamos nascido ainda, nós já havíamos cometido este pecado judicialmente. Por quê? Porque nós estamos relacionados com Adão. De que modo? Há duas maneiras de explicar:

(1) Adão era o Cabeça da raça humana. Adão era o representante capital de toda a humanidade. Deus o constituiu como o Cabeça Federal, principal representante da raça humana. Isso foi uma ação do próprio Criador.

Então, Deus entrou em concerto – uma aliança de obras – com Adão. O profeta Oséias menciona esta aliança. Deus disse a Adão: "– Adão, Eu o considero não somente como o primeiro de uma série, Eu o constituo como o representante da raça humana, como o Cabeça de toda a raça. Eu farei um concerto com você de tal modo que todo o benefício que você gozar, todos os outros gozarão, todos receberão daquilo que você receber. Quando você agir, não estará agindo por si mesmo, estará agindo como o representante de todos".

"Portanto, se você pecar, todos estarão pecando; se você obedecer, todos estarão obedecendo. Se você pecar, você será castigado com a morte; mas você não ficará sozinho nisto, porque todos os seus descendentes também serão pecadores e sofrerão a morte. Eu o estou constituindo como o Cabeça federal, o representante da raça humana; portanto, o que você fizer, envolverá a todos."

O profeta Oséias resume o final da história, dizendo que Adão transgrediu a aliança (Osé. 6:7). Isso está relatado em Gên. 3, onde podemos perceber a responsabilidade de Adão, que já pensava nas gerações por vir, ao dar "o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos" (Gên. 3: 20), que foram envolvidos em seu pecado, mesmo sem estarem presentes. Mas é na grande promessa messiânica que Adão e seus descendentes estão estreitamente relacionados, na qual Cristo é prometido como o novo Cabeça Federal da humanidade (Gên. 3:15), confirmado pelo apóstolo Paulo em Col. 1:18: Assim como Adão é o primeiro Cabeça federal, "Ele (Cristo) é a Cabeça do corpo, da igreja".

Isso é facilmente compreensível quando nós pensamos nesta palavra representante. Por exemplo, há um embaixador aqui do nosso país e nos representa em outro país. Lá ele pode assinar um decreto. Quando ele assina esse decreto, ele estará beneficiando ou prejudicando ao nosso país e a cada um de nós. Eu não estou lá assinando, eu posso até nem estar sabendo o que está acontecendo lá, mas no momento que ele assina o papel, ele estará lançando um veredito a favor ou contra mim. Se ele, por exemplo, assina o decreto de uma guerra ou coisa semelhante, um decreto econômico, então eu vou sentir os resultados para o bem ou para o mal. Ele me representou, ele é o meu representante.

De igual modo, Adão é o nosso representante. Este é um ato de Deus: Deus o constituiu, Deus o considera assim; e independentemente da nossa presença, o Deus onisciente estabeleceu assim e assim é. Ele estabeleceu Adão como o nosso representante e não há como evitar isso.

Ele disse claramente: Se Adão obedecer, não somente ele teria os grandes benefícios como também toda a sua linhagem gozaria desses benefícios. Mas se Adão pecar, toda a sua linhagem estaria sofrendo pena e castigo, todos os seus descendentes seriam envolvidos na catástrofe e todos seriam culpados.

O que disse Ellen White sobre esse assunto? Ela escreveu claramente: ''Com relação ao primeiro Adão, os homens nada receberam dele senão a culpa e a sentença de morte". [EGW, Orientação da Criança, 475].

(2) Adão era a totalidade da natureza humana. Qual o nosso relacionamento com Adão e por que é que nós pecamos em Adão e levamos a culpa do pecado de Adão?

Naquele único homem – Adão – estava toda a natureza humana. Ele era o Pai de toda a humanidade. Nele, portanto, residia concentrada toda a natureza humana. O todo estava em Adão. E a natureza humana era cada pessoa que nasce neste mundo. Cada pessoa é uma divisão desta natureza humana que estava concentrada em Adão. Quando ele agiu, todos agiram; quando ele pecou, todos pecaram. Naquele exato momento, quando Adão pecou, o todo agiu pelas partes, e, portanto, todos os homens que estavam nele agiram ao mesmo tempo. Quando ele pecou, todos pecaram. Nós éramos partes e saímos dele, e então por ele ter pecado, nós pecamos também.

Eu quero ilustrar o que aconteceu no jardim do Éden, através de Heb. 7:9-10: "E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão" (versão Atualizada)." "Porque ele ainda estava nos lombos de seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro (versão Corrigida)". Observaram? Paulo está dizendo que Levi pagou dízimos a Melquisedeque. Mas como pode ser isso, se Levi ainda não era nascido? Levi foi bisneto de Abraão. Acontece que Levi, diz aqui, pagou dízimos para Melquisedeque. Como pode ser isso?

A explicação é a seguinte: Levi pagou dízimos "na pessoa de Abraão", ou através de Abraão, porque, como diz o v. 10, Levi "estava nos lombos" de Abraão. Então, se Levi estava nos lombos de Abraão é correto dizer que quando Abraão pagou os dízimos, Levi estava pagando os dízimos. Ora, se é correto dizer isso, então da mesma forma é correto dizer que toda a humanidade estava em Adão, nos lombos de Adão. Quando Adão pecou, toda a humanidade pecou. E portanto, é também correto dizer que todos pecaram "na pessoa" de Adão.

V – A PROVA PELA ANALOGIA

Mas voltemos ao paralelo e analogia iniciada no v. 12: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram."

Esta versão tem um pequeno problema, estritamente falando, porque Paulo está apenas introduzindo o início de uma comparação, iniciando pela parte negativa do argumento, que deve terminar pelo positivo, como seria normal se esperar. Ele não termina a frase como a tradução sugere. As palavras "assim como" e "assim também" dão a impressão de que a comparação está terminada. A palavra "também" deve ser substituída por "e", como melhor tradução, na 2ª parte. Então vamos ler exatamente como diz o original: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram ... [(13-14)(15-17)]".

Ele interrompe a frase abruptamente, abrindo um parêntesis, do v. 13-17, e internamente, dois parêntesis como se lê acima, para explicar o profundo significado da expressão "todos pecaram" do v. 12 (em 13-14), e para introduzir "Aquele que havia de vir" do v. 14 (nos v. 15-17).

Então, nós chegamos ao v. 18, onde ele completa a comparação. Paulo retoma o seu pensamento, e agora apresenta a 2ª parte da comparação: "Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação que dá vida."

Agora já podemos formular a proposição. Assim como em Adão nós temos a condenação, em Cristo nós temos a justificação. Assim como por um homem, Adão, entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também por um só Homem, Jesus Cristo, entrou a justiça no mundo e pela justiça, a vida. Assim como por um só pecado nós fomos condenados judicialmente, legalmente, assim também através de um só ato da justiça veio a graça e a justificação sobre todos os homens.

Mas no v. 19, Paulo amplia esse pensamento, e ele torna ainda mais clara a sua comparação. "Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram constituídos pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos serão constituídos justos." (versão Reina-Valera Revisada). Esta é a tradução exata do termo original (cf. Interlinear Literal Translation, Zondervan, 1973): Se todos foram "constituídos" pecadores, todos receberam o pecado de Adão por imputação.

Aqui está a verdade em uma forma clara, evidente, sintética e conclusiva. "Como, pela desobediência de um só homem" – Adão pecou, e todos pecaram, veio a condenação, veio o juízo, veio a morte. Em Adão muitos foram "constituídos pecadores". Mas em Jesus Cristo muitos serão "constituídos justos". Se há imputação da justiça em Cristo (Rom. 4), é porque houve antes a imputação do pecado em Adão (Rom. 5).

Agora isso adquire um novo significado. Este é um ato judicial, é uma sentença, de acordo com o próprio contexto que fala de julgamento e condenação. Ao sermos "constituídos pecadores", recebemos a imputação do pecado de Adão. Mas ao sermos "constituídos justos", recebemos a imputação da justiça de Cristo.

Justificação, é um ato judicial, é uma declaração de Deus, de modo que nos constitui justos. Nós não somos justos, mas Ele nos declara justos, Ele nos constitui justos.Como resultado, há uma transformação na vida.

Paulo nesse ponto demonstra que a justificação é pela obediência. Mas a obediência de quem? Não a minha obediência, não é a minha obra, não é o meu mérito, não é o meu esforço que me dá a justificação. O que me dá a justificação é a obediência de Jesus Cristo. Através de Jesus eu sou constituído justo, através da obediência de Cristo você é constituído justo – somos inteiramente perfeitos em Cristo (Col. 2:10).

Paulo não está ensinando o universalismo ao dizer que "veio a graça sobre todos os homens" (v. 18), porque logo no v. 19, ele fala de "muitos", não todos. A graça veio para todos os homens; mas somente os que estão em Cristo receberão a justificação. É preciso estar em Cristo para receber dEle a imputação da Sua justiça. Mas, se todos os que estão em Adão perecerão, todos os que estão em Cristo viverão.

Agora, podemos entender mais claramente, a doutrina da predestinação: Todos os que estão em Adão, estão predestinados para a perdição. Aqueles, porém que estão em Cristo, estão predestinados "nEle" para a salvação, escolhidos "antes da fundação do mundo". (Efé. 1: 3-5).

Como podemos estar em Cristo? Se estamos em Adão pelo nascimento natural, e por causa disso recebemos a imputação do pecado, estaremos em Cristo pelo nascimento espiritual, o novo nascimento, e receberemos dEle a imputação da justiça. Cristo falou desse assunto a Nicodemos (João 3) e Paulo o apresenta no próximo capítulo (Rom. 6).

CONCLUSÃO

Paulo conclui este grande assunto com um majestoso clímax. V. 20-21: "onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna."

Agora, ele assevera mais ainda a certeza de salvação. Ele fez isso por uma comparação entre Adão e Cristo, desde o v. 12. Ele colocou a sua grande proposição: Assim como é certa a imputação do pecado e a conseqüente morte, assim também é certa a imputação da justiça e a conseqüente vida. Assim como é certa a morte através de Adão, é certa a vida, a vida eterna em Cristo, ou "mediante Jesus Cristo, nosso Senhor".

Você está incluído neste grande tema. Todos estamos. Nós estávamos condenados mesmo antes de nascer. Esta é a profundidade de nossa perdição. Mas agora, estamos justificados. O que é importante para a sua justificação é estar em Cristo e permanecer em Cristo e obter dEle a vida eterna! Você tem esta certeza? De que lado você está? Do lado de Adão, ou de Cristo?


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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Segurança para o futuro

Este salmo contém uma mensagem de conforto para todas as pessoas que vivem em épocas de problemas, e especialmente para o povo que guarda os mandamentos de Deus, bem como para aqueles, como você e eu que experimentaremos os eventos finais.

Deus deixou para nós o salmo 91 como uma garantia de segurança para cada um de nós hoje e no futuro.

Vamos ler atenciosamente observando seu profundo significado em cada palavra.

O verso 2 dá uma característica de quem está seguro no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente. É meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio. Aqui está revelada o tipo de relacionamento fundamental nosso com Deus. É necessário que seja um relacionamento pessoal e íntimo. Note que o verso 2 está na primeira pessoa do singular: Eu e meu. O próprio Jesus descreve a necessidade de um relacionamento diário com Ele, em João 6:35 diz: “Jesus respondeu: - Eu sou o pão da vida. Que m vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

Ele estava falando sobre o relacionamento íntimo e pessoal com Ele. Estava descrevendo a vida devocional – em que nos demoremos nEle e Ele em nós. Não podemos ser cristãos vivos a menos que O busquemos diariamente. Comer e beber o sangue de Cristo espiritualmente se refere a uma experiência pessoal, tendo por base um contato diário com Ele. Receber a Palavra, o Pão do céu, é receber o próprio Cristo. A palavra de Deus deve ser ingerida diariamente para suprir as necessidades espirituais.

Se fizermos isso, as promessas dos versos 3, 4, 5, 6, 7, 8 se cumprirão em nossa vida espiritual diariamente: “Deus livrará você de perigos escondidos e de doenças mortais. Ele o cobrirá com as suas asas e debaixo delas você estará seguro. A fidelidade de Deus o protegerá como um escudo. Você não terá medo dos perigos da noite nem dos assaltos durante o dia. Não terá medo de pestes que se espalham na escuridão nem dos males que matam ao meio dia. Ainda que mil pessoas sejam mortas ao seu lado, e dez mil, ao seu redor, você não sofrerá nada. Você olhará e verá como os maus são castigados.”

Outra característica da pessoa que tem segurança para o futuro está no verso 9: “Você fez do Senhor Deus o seu protetor e, do Altíssimo, o seu defensor.”

Isto refere-se ao capítulo 90 verso 1: “Senhor, tu tens sido nosso refúgio.” e 91:1 – “A pessoa que procura segurança no Deus Altíssimo e se abriga na sombra protetora do Todo-Poderoso.”

Quem fez do Altíssimo a sua morada foi Jesus e Ele garante que, em breve, essa será também a nossa morada se dissermos que o Senhor é o nosso refúgio. Sua promessa a você individualmente e a cada um de nós hoje é esta escrita em João 14:1 a 3. “Jesus disse: Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim. Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também.”

Enquanto esta promessa não se cumpre, as seguintes promessas de segurança dos versos 10,11,12 e 13 estarão se cumprindo diariamente: “... nenhum desastre lhe acontecerá e a violência não chegará perto da sua casa. Deus mandará que os anjos dEle cuidem de você para protegê-lo aonde quer que você for. Eles vão segurá-lo com as suas mãos, para que nem mesmo os seus pés sejam feridos nas pedras. Com os pés você esmagará leões e cobras, leões ferozes e serpentes venenosas.” desde que estejamos caracterizados pelos versos 14, 15 e 16: “Deus diz: “Eu salvarei aqueles que me amam e protegerei os que reconhecem que eu sou Deus, o Senhor. Quando eles me chamarem, eu responderei e estarei com eles nas horas de aflição. Eu os livrarei e farei com que sejam respeitados. Como recompensa, eu lhes darei vida longa e mostrarei que sou o seu Salvador.”


PR. JOSÉ CARLOS EBLING
Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Coordenadora da Extensão Universitária do Unasp - Campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.
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Os presidentes americanos e as visitas ao Vaticano

O presidente americano Barack Obama visita hoje oficialmente o Vaticano, naquele que é o seu primeiro encontro oficial com o Papa Bento XVI após a sua tomada de posse em Janeiro deste ano.

Obama aproveitou, e bem, a realização da Cimeira do G8 em Itália para agendar uma rápida - segue ainda hoje para o Gana - visita ao líder da igreja Católica. A agenda não foi totalmente divulgada, mas pressupõe-se que a atual situação mundial seja um dos assuntos; a reunião do G8 abordou esse assunto e a recente encíclica papal a ele se refere largamente. Devido ao apertado tempo disponível, não foram preparados discursos oficiais.

Certo é que Obama e Bento XVI trocarão os habituais presentes de ocasião. O presidente americano oferecerá ao Papa uma estola que pertenceu a S. João Neumann, o primeiro cidadão naturalizado americano a ser considerado santo. Bento XVI deverá retribuir com a habitual medalha de ouro que marca o atual ano do seu pontificado.

À margem desta curta visita, é interessante verificarmos o grande incremento de encontros entre presidentes americanos e Papas nos últimos 50 anos.

Os Estados Unidos da América tiveram o primeiro presidente em 1789 (George Washington). Nada surpreendentemente, tendo em conta a história que levou à fundação da grande nação do novo mundo, é o fato de durante 130 anos não se ter registado encontro algum entre presidentes americanos e o líder católico.

O primeiro desses eventos aconteceu em 1919, quando WoodrowWilson se encontrou com Bento XV, na sua viagem à Europa depois da I Guerra Mundial. O segundo ocorreu somente 40 anos mais tarde, em 1959, quando Dwight Einsenhower visitou o Para João XXIII.

A partir daqui, TODOS os presidentes americanos visitaram oficialmente o Vaticano, alguns mais do que uma vez. Veja a lista a partir de 1959:

a) Dwight Einsenhower: 1959;
b) John F. Kennedy (único presidente americano católico): 1963;
c) Richard Nixon: 1969 e 1970;
d) Gerald Ford: 1975;
e) Jimmy Carter: 1980;
f) Ronald Reagan: 1982, e 1987 (repetiu a visita pessoalmente já depois de terminar mandato);
g) George H. Bush: 1989 e 1991 (em 2005, esteve no funeral de João Paulo II, mas já fora de mandato);
h) Bill Clinton: 1994 (em 2005, esteve no funeral de João Paulo II, mas já fora de mandato);
i) George W. Bush: 2001 (na residência do Papa em Castel Gandolfo), 2002, 2004, 2007 e 2008 (em 2005, esteve no funeral de João Paulo II);
j) Barack Obama: 2009.

Os Estados Unidos da América têm presidente há 220 anos. Passaram 130 até que o primeiro presidente visitasse o Vaticano; depois, passaram mais 40 anos até à segunda visita. Mas, incluindo esta, nos últimos 50 anos, os presidentes americanos efetuaram 17 visitas oficiais ao Papa, o que dá, aproximadamente, uma visita a cada três anos!

Os Estados Unidos da América já tiveram 44 presidentes (Obama incluído): dos primeiros 34, apenas um visitou o Vaticano; dos últimos dez, não houve um que falhasse esta visita!

Politicamente falando, se isto não é uma relação próxima, não sei o que será... Profeticamente, se isto não é Apocalipse 13 a tomar forma em frente aos nossos olhos, não sei o que será!

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, tem um bebé, o Caleb Filipe, nascido em junho de 2009.
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O homem que é humilde, mas que se gloria

O título deste estudo parece, como os outros assuntos, uma contradição. Cada um destes assuntos tem um paradoxo, uma aparente contradição. São os grandes contrastes do livro de Romanos.

Como é que este homem pode ser humilde e se gloria a um só tempo? Naturalmente, nós esperamos que o homem que é humilde não se glorie. Já dissemos no capítulo 4 que o cristão é aquele que não está mais se gloriando, se jactando; e isso o apóstolo deixa claro em muitos lugares. Mas nós vamos encontrar a base para esta realidade em Romanos 5.

Vamos ler os primeiros versos de Rom. 5:1, 2: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus".

Até o capítulo 4 nós estudamos o aspecto judicial da salvação. Agora no cap. 5 (1-11) estudaremos o seu aspecto experimental. E a sua tese, a sua proposição é a seguinte: "A salvação é tão certa que até podemos nos gloriar!"

Paulo está apresentando o grande tema da Segurança da Salvação. Onde está esta segurança? Ele disse que estamos firmes na graça de Deus. Ele já havia antecipado isto em 4:16, que onde lemos que se é pela graça que nos vem a justiça de Deus, então isto é firme, seguro, certo, infalível. A nossa salvação é uma certeza porque está baseada na graça de Deus na qual estamos firmes e seguros.

Mas como podemos provar isto? Paulo prova isto pela experiência do homem justificado. Ele agora apresenta a resposta à seguinte pergunta: Quais os resultados da justificação? E através dos resultados da justificação, ele prova a certeza da salvação. Por que é que o cristão pode ter certeza de salvação? E quais são esses resultados através dos quais ele tem segurança de salvação?

1) O cristão tem certeza de salvação porque ele tem paz com Deus.

Uma famosa artista do cinema norte-americano disse o seguinte: "Tenho dinheiro, tenho beleza, atração, gozo de imensa popularidade. Eu deveria ser a mulher mais feliz do mundo, mas sou miserável e infeliz porque não tenho paz." Com efeito, os ímpios não têm paz, e porque não têm paz, não têm certeza de salvação.

O apóstolo Paulo disse que nós "temos" paz. A tradução correta é que "temos paz", não que "tenhamos paz"! Aqui nós temos uma certeza, não temos uma admoestação. A paz que temos é uma certeza, uma segurança. Ele está querendo dizer que nós temos a paz, como um resultado da justificação, com absoluta segurança.

Que tipo de paz? Paz com Deus. A expressão paz com Deus é diferente de paz de Deus. Paz de Deus significa aquela paz interior como harmonia dos sentimentos que nós recebemos dEle, e podemos ter harmonia da mente, harmonia dos sentimentos – nós temos esta paz, esta tranqüilidade interior. Mas isso não é o que está sendo prometido como resultado imediato da justificação. Ele está falando de "paz com Deus".

Paz com Deus significa relacionamento acertado com Deus. Significa que se antes éramos inimigos de Deus, agora estamos reconciliados com Ele. Isso significa que mesmo que uma pessoa não sinta a paz, ela pode estar em paz com Deus. Esta é uma paz judicial, é uma reconciliação com Deus judicialmente de tal modo que ele agora como resultado desta paz com Deus judicialmente, ele terá uma paz de Deus experimentalmente. O ímpio tem falta de "paz de Deus" porque não tem "paz com Deus".

2) O cristão tem certeza de salvação porque ele tem acesso à graça.

V. 2: Temos "acesso pela fé a esta graça".Você já ouviu falar em graça onipotente? Aqui está a segurança da salvação – exatamente porque é pela graça. Porque se a salvação fosse baseada em nossas obras, nos nossos sentimentos, nas nossas possibilidades, nos nossos méritos, aí é que nós já sabemos por experiência quão insegura seria esta salvação.

Portanto, a tentativa dos pagãos de se salvar através das suas próprias obras, e a tentativa dos judeus de procurar construir uma justiça diante de Deus é uma tentativa de insegurança.

A graça de Deus, a onipotente graça de Deus! – Nós temos acesso a esta graça. Esta palavra acesso significa que nós fomos introduzidos na presença de Deus, nós fomos introduzidos na graça, e a graça foi introduzida em nós. Isso é certo, isso é seguro – tão certo quanto é certa a onipotente graça de Deus. E Paulo acrescenta: "na qual (graça) estamos firmes". "Nós estamos firmes nesta graça". Isso indica que o propósito dele é apresentar a segurança da salvação.

Lutero ansiava ter certeza de salvação. Mas vivia amedrontado, afligido, tiranizado por suas próprias culpas. Ele foi criado no ambiente católico romano, seus pais eram muito católicos. Ele foi parar num mosteiro, ele era um monge, e ele dedicou a sua vida inteira para buscar paz e segurança, e certeza de salvação.

Mas uma das primeiras coisas erradas que lhe ensinaram foi a seguinte: Nós não podemos ter segurança da salvação nesta vida. Você tem de confiar na Igreja, você tem de fazer muitas penitências, você tem que participar de muitos rituais da Igreja e ainda assim você precisa se cuidar muito porque depois de tudo isso você não terá certeza de salvação. Isto é salvação pelas obras.

Mas quando Lutero permitiu que a luz do Céu brilhasse em seu coração, quando ele compreendeu a doutrina, ele despertou para o fato de que nós podemos ter certeza da salvação nesta vida; e então, como resultado ele ficou cheio de alegria, cheio de júbilo, cheio de regozijo, experimentou uma grande felicidade e se tornou o campeão da Reforma da Justificação pela Fé. Isto é certo, isto é seguro, isto é firme, isto é infalível.

3) O cristão tem certeza de salvação porque ele pode até se gloriar.

O 3º resultado da justificação pela fé mencionado aqui no verso 2 é que agora nós podemos nos gloriar, agora nós estamos nos gloriando. Não é uma admoestação; o texto não diz: "Gloriemo-nos." Não, isso é uma segurança. Ele está dizendo: "Nós nos gloriamos". Isso é tão certo – esta salvação é tão certa, é tão segura – que nós estamos até nos gloriando nesta salvação, nesta justificação, nesta graça, nesta paz, nesta certeza.

O homem que é justificado em primeiro lugar é humilde. O texto básico de Paulo é Hab. 2:4, que começa a dizer que o ímpio é orgulhoso, o ímpio não é humilde diante de Deus: "Eis o soberbo", ele não tem relacionamento com Deus, ele não tem paz, ele está inseguro; no entanto, diz o texto: "o justo viverá pela fé".

Em outras palavras, aquele que é orgulhoso nunca será justificado; aquele que é humilde, este sim, será justificado. Porque o orgulhoso não reconhece as suas debilidades, os seus pecados. E a pessoa que é justificada pela fé, ela está dizendo: "– Senhor, a minha culpa; Senhor, o meu pecado; Senhor, perdoa-me." Ele se humilha até o pó.

Como disse a Sra. White: "Justificação pela fé é a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele, por si mesmo, não pode fazer." (Testemunhos para Ministros, p. 456). O cristão, portanto, é humilde. O 1º característico do cristão é a humildade, porque ele se achega a Deus, reconhecido das suas faltas e pecados.

A primeira coisa que Jesus Cristo disse em seu famoso sermão do monte foi: "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mat. 5:3). Estava lançada a base da justificação pela fé, a humildade. De fato, até Elifaz reconhece: "Deus salvará o humilde" (Jó 22:29). Mas os orgulhosos jamais serão salvos; antes, eles terão que se humilhar diante de Deus.

No entanto, diz Paulo, este homem que é humilde, está se gloriando. Ele pode se gloriar. Isso significa que ele está se regozijando, ele está exultando, ele está transbordando de júbilo. Ele tem tanta certeza que ele pode até se gloriar e exultar.

Em que é que o cristão se gloria?

I – O CRISTÃO SE GLORIA NA ESPERANÇA DA GLÓRIA

V. 2: "E nos gloriamos na esperança da glória de Deus". O que significa a glória de Deus? No Antigo Testamento, o shekinah era a visível manifestação da glória de Deus, no lugar santíssimo do santuário. É o fulgor, o brilho, o resplendor, a majestade de Deus. O cristão espera ver a Deus. Disse Cristo: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus" (Mat. 5:8). E poderíamos parafrasear: "Bem-aventurados os justificados, porque eles verão a Deus".

Certa vez um incrédulo perguntou a um jovem cristão: "– Jovem, você acredita em Deus?" Ele disse: "Eu acredito, sim." "Então me mostre o seu Deus." Daí, o jovem disse: "– Muito bem, vem aqui comigo." E era o momento em que o sol estava no seu mais fulgurante brilho, ao meio-dia. O jovem disse para aquele ateu: "Olhe para o sol com os seus olhos fixos." Ele disse: "Eu não posso, ele ofusca a minha vista." Então o jovem concluiu: "Você quer que eu lhe mostre o meu Deus, quando você não pode nem contemplar um representante dEle?"

Moisés viu a Deus pelas costas; o Seu rosto jamais foi visto por um mortal. O cristão tem esperança de ver a Deus, ver a glória de Deus. E isso significa que ele mesmo espera ser glorificado, porque somente alguém glorificado poderá contemplar a glória de Deus e viver.

Mas não tropece na palavra "esperança". Não é uma palavra incerta, vacilante. Isso é tão seguro, isso é tão certo que o cristão já está se gloriando nesta esperança sabendo que há de se realizar.

II – O CRISTÃO SE GLORIA NAS SUAS TRIBULAÇÕES

Em que mais o cristão se gloria? V. 3: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações" Existe alguém mais atribulado do que o cristão? O cristão é atribulado por Satanás e pelos seus anjos; ele é atribulado pelos ímpios lá fora; às vezes ele é atribulado entre os seus familiares.

Por outro lado, ele é atribulado pelas provas, pelas tentações, pelas privações, no mundo e pelas tentações da sua própria natureza. Ele é atribulado muitas vezes até dentro da Igreja. Existe alguém mais atribulado do que o cristão? Não, não existe. No entanto, ele está se gloriando. Ele é muito atribulado, mas está se gloriando até nas tribulações.

O próprio apóstolo Paulo era um exemplo extraordinário deste homem cristão que se gloria nas tribulações. Ele foi perseguido, escorraçado, afligido, naufragado, açoitado por 39 chicotadas, apedrejado quase à morte; no entanto, ele podia dizer: "Eu me glorio... sinto-me transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação." (2Cor. 7:4).

Mas como podemos entender que o cristão se regozija na tribulação? Esta salvação é tão certa, é tão segura que nem as tribulações abalam a sua fé e a sua esperança. Não, porque é certa, é segura esta salvação. É tão certa, é tão segura que ele até se gloria nas tribulações que não podem abalar a sua firmeza na graça.

Mas o que é que isso quer dizer? O apóstolo Paulo não diz aqui: Nos gloriamos em meio às tribulações – venha o que houver eu estou alegre. Não diz: Nos gloriamos a despeito, apesar das tribulações – não diz isso. Mas ele diz que o cristão se alegra nas tribulações.

O que significa isso? O cristão não perde os sentimentos de simpatia. Quando ele se converte, ele ainda se entristece – ele sofre quando as tribulações vêm. Ele não gosta de provas, de testes, de dureza na sua vida. Mas por que ele está se gloriando? Observe a palavra seguinte: "sabendo". "...sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança."

A diferença entre o cristão e o ímpio é entre saber e não saber. Porque o cristão é aquele que entende, compreende as coisas, raciocina, faz as coisas pensando no que pratica. Conhece as conseqüências e evita os problemas. Enquanto que os ímpios, não; se eles têm vontade de fazer uma coisa, eles fazem, sem medir os resultados.

Enquanto que o cristão é ponderado, ele está esperando, ele está se cuidando, ele está analisando as situações, ele está consultando a vontade de Deus. A diferença entre o cristão e o não-cristão é a de que o cristão sabe das coisas. Pergunte a um ímpio por que existe o sofrimento e você saberá quem realmente sabe das coisas.

O que é que o cristão sabe? Ele sabe que "a tribulação produz paciência". Certa vez um jovem se dirigiu para o seu pastor, e disse: "– Pastor, eu não tenho paciência, eu não tenho perseverança. Eu gostaria que o senhor me desse um conselho sobre como eu posso vencer a minha natureza de tal modo que eu tenha perseverança, tenha paciência." Então, o pastor disse: "– Vamos orar", e se ajoelharam. E então o pastor começou a orar:

"– Ó Deus, dá a este jovem mais tribulação, dá a este jovem mais tentação, dá mais tribulação a este jovem, dá mais privação e mais provações para este jovem". "– Pastor, pastor, pare, pare de falar, pare de orar. Pastor, não foi isso que eu pedi. Eu pedi mais paciência, mais perseverança." Então o pastor abriu a sua Bíblia, e leu este verso 3: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência."

É isso que nós sabemos: Quando nós estamos sendo atribulados, nós sabemos que esta tribulação está burilando os defeitos do nosso caráter, está nos dando mais força, mais paciência. Esta é uma grande virtude, mas a paciência é uma palavra ainda negativa. A melhor tradução do original é a palavra "perseverança", que é o aspecto positivo como um resultado das tribulações.

O que mais nós sabemos? V. 4: "sabendo que a perseverança produz experiência". Experiência deveria ser traduzida como uma "prova", uma demonstração, uma evidência. Paulo está dizendo, portanto, que esta tribulação produz perseverança e a perseverança produz mais uma prova, mais uma evidência da salvação. Mais uma prova e mais uma certeza. Perseverança produz evidência; e evidência produz mais esperança ainda.

Paulo começou com esperança: "nos gloriamos na esperança da glória de Deus". E agora no verso 4, ele conduz novamente à esperança, porque ele se gloria nas tribulações, porque esta tribulação conduz a mais esperança.

Mas agora nos versículos seguintes (versos 5-10), o apóstolo abre um parêntesis para explicar o que ele significa com esperança. E neste ponto, ele volta novamente à parte judicial, porque o aspecto experimental da salvação está baseado no aspecto judicial. Então ele começa novamente a dizer por que é que nós podemos ter certeza. (E não é de se admirar, porque no método de Paulo, os parêntesis estão incluídos para um melhor e mais amplo esclarecimento da verdade).

Primeiramente, ele pretende desfazer toda e qualquer insegurança: v. 5: "Ora, a esperança não confunde". Eu havia dito: "Não tropece na palavra esperança!" Agora, ele diz por quê. Por que esta esperança não desaponta? "porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado." Por que é que esta esperança é segura, por que é que ela é certa? "porque o amor de Deus é derramado". Dá a idéia de algo abundante. O amor de Deus é dado abundantemente em nossos corações através do Espírito.

O Espírito Santo, que também nos ama (Rom 15:30), Ele tem esta função de dar-nos esta certeza e esta segurança da salvação e a certeza desta esperança, porque Ele chega aos nossos corações e Ele derrama o amor de Deus sobre nós.

Os ímpios não têm esta certeza. Uma família tinha um filho aviador, que viajava a uma espantosa velocidade em um grandes avião. E então em certo dia aconteceu algum problema no motor do seu avião. E ele lá em cima quando percebeu que não podia mais salvar o avião, ele saltou de um pára-quedas, mas o pára-quedas não se abriu. E este jovem veio descendo, descendo; ele caiu e ele se estraçalhou completamente no chão, quebrando todos os seus ossos.

O pastor da igreja foi visitar o seu pai, e ele foi logo dizendo estas palavras: "– Você não me fale mais em Deus, porque não quero mais saber. Se existisse um Deus de amor, Ele não deixaria uma coisa semelhante acontecer ao meu filho. Eu não quero mais saber destas suas pregações do amor de Deus. Não existe Deus. Não creio mais em Deus. Não creio mais que existe um Deus de amor."

Os ímpios não têm esta certeza; mas para os que crêem em Jesus Cristo, há esta segurança do amor de Deus. O Espírito Santo derrama em nossos corações o amor de Deus.

Mas qual é a maior prova do amor de Deus? Agora que ele falou sobre a esperança, e a razão da certeza da esperança é o amor de Deus, ele agora mostra a certeza desse amor. Por que é certo e seguro o amor de Deus? V. 6: "Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios." Como podemos saber que Deus nos ama realmente? Porque Cristo morreu pelos ímpios. Quem eram esses ímpios? Nós mesmos, e toda a humanidade. Mas em que situação estávamos? Éramos ímpios e fracos.

Em que sentido nós éramos fracos? O que significa isso? Nós éramos fracos no conhecimento de Deus: ignorantes do Seu amor, sem a capacidade de reconhecê-lO. Nós também éramos fracos em poder: a natureza pecaminosa reinava em nosso corpo. Conhecimento é poder; salvação é poder; segurança é poder. E isso não possuíamos. Mas agora nós temos tudo isso, porque o amor de Deus é derramado em nossos corações. Quando nós éramos fracos, sem conhecimento e sem poder, e portanto pecadores perdidos, ímpios, Jesus Cristo morreu por nós.

Mas o v. 7 apresenta uma dificuldade: "Dificilmente" – aqui está a dificuldade: "Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer." Não é difícil encontrar alguém que morra por outro alguém? Isso é muito difícil, essa é uma grande dificuldade. Mas muito mais difícil é alguém morrer por um ímpio, por um pecador, por um rebelde.

Imagina você morrendo por alguém que perseguiu a você, que insultou a sua honra, que matou o seu filho único, que incendiou a sua casa e roubou as suas propriedades – você morrendo por um ímpio desses. Esta é a dificuldade. Foi fácil para Deus perdoar o pecador? Foi muito difícil para Ele enviar o Seu Filho amado. Foi um sacrifício infinito para Deus.

Mas é exatamente na dificuldade que Deus prova a grandeza e sublimidade do Seu incomparável amor. V. 8: "Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." Esta é a maior prova do amor de Deus: O fato de Jesus Cristo ter morrido por nós, enquanto que éramos pecadores, ofendendo a Deus e desafiando a Sua autoridade. Você está procurando alguma prova de que Deus ama você?

Um jovem universitário foi à casa de um pastor adventista, certa vez e disse: "– Pastor, o meu assunto é bastante constrangedor, mas eu vou lhe falar, porque é minha resolução final. Há 7 anos eu tenho tentado, tenho procurado me convencer de que sou um adventista do 7º dia, mas eu agora não agüento mais", disse ele. "E eu gostaria que o senhor me excluísse do rol dos membros da igreja." O pastor ficou chocado. Era um jovem correto, era um jovem de boa formação, de uma família com muitos filhos, todos eles universitários também.

"– Mas o que aconteceu?" perguntou o pastor. "– Olha, eu não creio mais no amor de Deus. Se existe Deus, eu não creio que Ele nos ama. Por que existe tanto sofrimento? Por que tantas desgraças, tantas crianças inocentes que nascem paralíticas? Pastor, nem adianta, o senhor nem vai me explicar, eu não aceito a sua explicação. Pastor, eu já estou resolvido. Eu queria que o senhor reunisse a Comissão da Igreja para tratar logo desse assunto." Então ele disse: "– Eu lhe peço que não interfira, porque esta é uma resolução amadurecida." E ele foi excluído da igreja, não era mais um cristão. Havia 7 anos que ele se esforçava para manter uma aparência.

Será que você está procurando provas do amor de Deus? Mesmo que nós estivéssemos na sarjeta, isso não prova que Deus não nos ama. O amor de Deus é provado na cruz. Na cruz do Calvário está a maior demonstração do amor. "Deus prova o Seu próprio amor para conosco" pelo fato de que embora ímpios, embora pecadores, embora iníquos, Jesus Cristo entregou a Sua vida por nós. E isto fortalece e assegura a nossa esperança em Deus.

E agora, depois de falar da certeza da esperança, após falar da certeza do amor de Deus, que assegura a esperança, ele volta à certeza da salvação. E ele chega a esse assunto através de uma conclusão. V. 9: "Logo" – isto é uma conclusão: "Logo, (portanto) muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira." Esta é a conclusão: Se no passado Ele já derramou o Seu sangue, e no presente nós já estamos justificados, quando, no futuro, a ira de Deus se manifestar, nós seremos salvos dessa ira com absoluta certeza.

Em outras palavras, ele está dizendo que a nossa salvação é certa e segura, mas por quê? Porque se Ele já fez a coisa mais difícil para nos salvar, como não faria o que é mais fácil? Se já estamos justificados pelo Seu sangue, como é que poderíamos nos perder, como poderíamos deixar de ser salvos?

Como é que você tem a segurança e a certeza de que quando a ira de Deus for derramada sobre os ímpios, quando as 7 Últimas Pragas forem derramadas sobre os pecadores perdidos, como é que você vai ter a segurança e a certeza de que você não estará lá debaixo daquela ira? Como é que você tem esta certeza?

Ah, isso é certo, é seguro, porque Ele já morreu por nós, já derramou o Seu sangue. Você está justificado, você está purificado. Se você crê em Cristo, o seu nome está escrito no Livro da Vida, e ao lado do seu nome a conta da justiça de Cristo colocada ao seu favor.

Você pode ver mais um motivo de segurança aqui? Você pode ver uma certeza, porque a sua salvação não está baseada naquilo que você está fazendo, ela está baseada no que Cristo fez no monte do Calvário. Portanto – isso é certo. Muito mais no futuro Ele demonstrará o Seu amor quando nós nos defrontarmos com o Dia da Ira.

E então ele dá uma outra razão: Por que você pode ter certeza de salvação? V. 10: "Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida."

Não é impressionante este argumento do apóstolo? Se antes nós éramos inimigos, nós estávamos desafiando a autoridade do Céu, nós éramos "filhos da ira" (Efés. 2:3), Jesus Cristo nos amou tanto, de tal modo, que morreu por nós. E se isto foi feito quando nós éramos inimigos, muito mais Ele fará estando nós agora reconciliados, em paz, em harmonia com Deus. Isso é certo, isso é seguro, e esta é a infalível promessa de Deus.

E aqui ele fecha o parêntesis, porque ele está falando sobre nos gloriarmos nas tribulações, as quais produzem a esperança que nós temos na cruz de Cristo, enaltecida e exaltada pelo Espírito Santo.

III – O CRISTÃO SE GLORIA EM DEUS

Em que mais nos gloriamos? Disse Paulo no v. 11: "E não apenas isto mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação". O cristão se gloria em Deus. Certa vez Maria, mãe de Jesus, cantou estas palavras: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador" (Luc. 1:46, 47). Como disseram os filhos de
Coré: "Em Deus nos temos gloriado continuamente". (Sal. 44:8).

O que significa gloriar-se em Deus? Não significa gloriar-se nas bênçãos de Deus, não significa gloriar-se nas coisas materiais que Deus lhe deu. É muito mais do que isto. Significa que agora você está numa amizade estreita, num relacionamento com o seu Deus, com o seu Criador, com o seu Senhor, com o seu Redentor, e você se gloria no próprio Deus.

O noivo se gloria na noiva; o marido se gloria na esposa; o cristão se gloria em Deus, porque ama a Deus e aprecia a Sua presença por causa da reconciliação que Ele mesmo providenciou. A reconciliação é um fato maravilhoso com ele e Deus. Ele não tem mais dúvida sobre a sua vida futura. Ele só tem a certeza em Deus. Nada mais vale tanto quanto este estreito relacionamento que ele tem com Deus. Por isso ele se gloria em Deus, seu Salvador.

Certa vez um ministro visitou um fazendeiro muito rico. E então o fazendeiro lhe mostrou as suas posses, e disse: "Pastor, o senhor olha para a sua frente: tudo o que você pode ver, é meu." O ministro disse: "Muito bem. O senhor tem muita coisa!" "Pastor, olhe para a sua direita – tudo o que os seus olhos puderem alcançar me pertence." "Que maravilha! É um espetáculo!" "Pastor, o senhor olha para a esquerda – tudo o que o senhor puder ver me pertence; e da mesma maneira para trás. Tudo o que o senhor puder olhar me pertence."
"– Mas que fantástico! Mas, me diz uma coisa" disse o pastor, apontando para o Céu: "Quanto o senhor tem nesta direção?" "– Bom, eu tenho que ser honesto. Nesta direção eu não tenho nenhum pedaço de terra."

O ímpio se gloria nas propriedades, nas diversões, nas realizações. O cristão se gloria na esperança da glória de Deus; ele se gloria nas tribulações; ele se gloria em Deus. Em que é que você está se gloriando?

Certo homem tinha um hábito muito desagradável para a sua família e para outras pessoas de sua igreja. Cada vez que ele ficava animado com um assunto da Bíblia, ele gritava com toda a força dos seus pulmões: "Glória aleluia!" E os outros olhavam e ficavam meio constrangidos; e os filhos pensavam: "Por que é que o papai não fica quieto?"

E não era somente na igreja. Às vezes na rua alguém falava alguma coisa da Palavra de Deus, e ele ficava animado, e de repente ele começava a gritar e dizia: "Glória aleluia!"

E às vezes, dentro do ônibus, ele pegava a Bíblia começava a ler e quando encontrava alguma coisa maravilhosa, de repente, sem se importar com quem estava olhando, sem se importar com quem estava perto, ele dizia: "Glória aleluia!" E todo o mundo ficava rindo. E os seus filhos diziam: "Por que papai não fica quieto? Todo o mundo está olhando, nós estamos envergonhados."

E um dia o seu filho o levou para um consultório médico. E o seu filho foi lá fazer uma consulta. E olhou logo de relance para ver se tinha alguma Bíblia, porque ele disse: "Se tiver alguma Bíblia aqui, o meu pai vai começar a gritar e eu vou ficar envergonhado." E o deixou ali na sala de espera. E encontrou um livro de Geografia e entregou esse livro para o seu pai. E ele disse: "Ah, o meu pai não vai encontrar nada neste livro para gritar."

Então o seu filho foi fazer a consulta. E ele estava lá dentro com o médico, fazendo a consulta, quando de repente ouviu lá da sala de espera o seu pai gritando: "Glória aleluia!" E então ele saiu correndo e disse: "Papai, o que houve? Por que é que o senhor está gritando agora? O que é que este livro tem que desperte todos esses gritos?" "Ah – disse o pai – eu li neste livro que há um lugar no Japão em que o mar tem milhares de quilômetros de profundidade. E a Bíblia diz que os nossos pecados estão lançados lá nas profundezas do mar. Veja, meu filho, quanta água em cima dos meus pecados."

• O cristão se gloria na esperança da glória.
• O cristão se gloria até nas tribulações.
• O cristão se gloria realmente em Deus.

Em que é que você está se gloriando?



PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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Água X Coca-Cola

75% dos Americanos estão cronicamente desidratados (Assim como metade da população mundial.).

Em 37% dos Americanos, o mecanismo da sede é tão fraco que é muitas vezes confundido com fome. Mesmo uma desidratação LEVE irá desacelerar o metabolismo de uma pessoa em até 3%.

Um copo de água desfez acessos noturnos de fome para quase 100% das pessoas em dieta de um grupo de estudo da Universidade de Washington. Falta de água é o gatilho número 1 da fadiga diurna.

Pesquisas preliminares indicam que 8 a 10 copos de água por dia podem diminuir significativamente as dores nas costas e juntas para aproximadamente 80% das vítimas desses males.

Uma simples queda de 2% no volume de água no corpo pode disparar efeitos de”nebulosidade” na memória, dificuldades com matemática básica, e dificuldade em focar a visão em telas de computador e páginas de texto impresso.

Beber 5 copos de água diariamente diminui o risco de câncer no cólon em 45%, e pode reduzir o risco de câncer de mama em 79% e deixar a pessoa com 50% menos risco de desenvolver câncer na bexiga.

Você tem bebido a quantidade de água ideal para o seu organismo todo dia? Coca-Cola é isso aí! Em muitos estados Americanos, patrulheiros rodoviários carregam dois galões de Coke na viatura para remover sangue do asfalto depois de um acidente de carro…

Você pode pôr um bife em uma vasilha com Coca-Cola e ele desaparecerá em dois dias. Para limpar uma privada: Despeje uma lata de Coca-Cola no vaso sanitário e deixe por uma hora, depois dê descarga. O ácido cítrico contido na Coca-Cola remove manchas em porcelana.

Para remover manchas em pára-choques cromados de carros antigos: Esfregue a peça com um pedaço de papel alumínio amassado embebido em Coca-Cola.

Para remover a corrosão nos terminais da bateria do carro: Derrame uma lata de Coke sobre os terminais e veja a sujeira desaparecer em meio às “borbulhas”…

Para soltar um pino enferrujado: Aplique um pano esopado de Coca-Cola ao pino por vários minutos. Para assar rapidamente um presunto: Esvazie uma lata de Coca-Cola na assadeira, embrulhe o presunto em alumínio e asse. Trinta minutos para retirar. Deixe a gordura que se soltou do presunto se misturar com a Coca para um delicioso (e mortal) molho.

Para remover gordura das roupas: Esvazie uma lata de Coca em um monte de roupas sujas, adicione detergente e deixe lavar em um ciclo normal da máquina. A Coca-Cola soltará as manchas de gordura. Coca também remove aquela sujeira que gruda no pára-brisa do seu carro depois de uma viajem.

Para sua informação: O ingrediente ativo da Coca-Cola é o ácido fosfórico. Seu PH é de 2.8. O suficiente para dissolver um prego em 4 dias. Para carregar o xarope da Coca-Cola (o concentrado que é dissolvido em água gaseificada para produzir o refrigerante) o caminhão de carga deve usar a sinalização de “Material Perigoso” reservada a materiais altamente corrosivos.

Os distribuidores de Coca-Cola têm usado o produto para limpar os motores de seus caminhões por mais ou menos 20 anos!

Ainda quer curtir o sabor?
“Beba Coca-Cola!”


VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Regional J.A, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog Tinguiteen, Blog Esperança, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.
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Novos ídolos, velhos sistemas

A morte repentina do cantor pop Michael Jackson causou o abalo que se esperava para um mundo que sente a necessidade de ídolos humanos. A sociedade que busca referências de todos os tipos, nem que seja para justificar seu modo de ser, não consegue viver sem que alguns indivíduos funcionem como parâmetros para seus comportamentos. Nem que esses parâmetros não sejam os melhores no que diz respeito à qualidade de vida, fortalecimento dos laços familiares ou espiritualidade.

A morte de Michael Jackson, uma pessoa evidentemente influenciada por sua infância e juventude, levou alguns a uma rápida reflexão sobre a brevidade da vida. E mais: sobre quão efêmero é o ser humano diante de doenças, provocadas ou não por ele mesmo.

Mas infelizmente tudo isso passa. Depois de um mês ou mais, boa parte dos que estão dançando de novo ao som das músicas do artista norte-americano ou até chorando ao ver os intermináveis programas especiais sobre sua vida não se lembrarão mais dos fatos que circundaram a morte de Jackson. Nem se preocuparão mais com a necessidade de repensar seus valores e princípios pessoais. E muitos irão atrás de novos ídolos, novas pessoas nas quais irão fundamentar seus sonhos, desejos, aspirações, enfim, novos ícones para os quais devotarão boa parte de seu tempo, recursos e capacidade intelectual. O velho sistema retornará na vida de tantos que poderiam ter uma nova perspectiva.

Já o apóstolo João, que escreveu um dos evangelhos e três cartas de motivação cristã, deixou uma mensagem que vai justamente no sentido contrário desse sistema. No capítulo 2, versículos 15 a 17, está escrito que “não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.
Essa é a grande contradição. A sociedade em geral diz que a morte de “ídolos”, como Michael Jackson, é algo que afeta, mas que as repercussões vão passar e todos poderão continuar vivendo despretensiosamente da mesma forma sem se preocupar com o amanhã, com valores, com regras, com normas, com princípios, porque vão surgir outros nomes para ocupar espaço em seu lugar e o velho sistema de amor aos ícones continuará.

Por outro lado João, na Bíblia, diz que o mundo passa, ou seja, as coisas passageiras como os ídolos humanos, os grandes shows, a atmosfera aparentemente linda que se cria em torno dos “astros” e “estrelas” do mundo da música ou de qualquer área, tudo isso vai passar. Como passou agora em relação a Michael Jackson. E o que vai ficar? O final do verso deixa claro que os que permanecem são aqueles que fazem a vontade de Deus. Ou seja, apegar-se a Deus é uma real garantia. Não é algo passageiro, transitório, efêmero. Claro que a morte chegará a muitos que leem esse texto, mas a maneira como estiver nosso amor é que vai fazer a diferença. A quem amamos? O mundo ou Deus? Uma indagação com dupla possibilidade de resposta.
Michael Jackson se foi e, por mais brilhante que tenha sido sua trajetória aos olhos do show business, poucas lembranças ficarão a respeito dele em alguns anos. O que nós estamos acumulando aqui? Já que, como lemos, o mundo passará...

Felipe Lemos
Jornalista adventista
Blog: www.felipelemos.blogspot.com
Twitter: felipelemos29
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A paixão e o entusiasmo dos empreendedores

Duas características muito fortes do empreendedor, seja ele empresário ou colaborador de uma empresa, são a sua paixão e o seu entusiasmo.

Todo empreendedor é um apaixonado pelos seus empreendimentos e mesmo pelo ato de empreender. Ele logo se apaixona por idéias novas, projetos novos, novas formas de ver a realidade e agir para modificá-la. E quando dá início ao seu projeto, mesmo tempos depois, ele não perde a paixão do começo. Ele vive todos os dias como se fosse o primeiro. Ele tem a paixão e a garra do primeiro emprego mesmo anos após estar na mesma empresa. Ele tem o entusiasmo e a paixão do primeiro dia, mesmo anos depois de sua empresa ter conquistado o sucesso. E essa paixão e esse entusiasmo contagiam os seus liderados e amigos. E essa paixão e esse entusiasmo inibem os adversários.

A palavra “entusiasmo” vem de “théos” em grego que significa “deus”. Os gregos eram panteístas e politeístas, acreditavam em muitos deuses. E a vidente de Delphos ao dar os oráculos se dizia “entusiasmada”, isto é, sentia-se arrebatada pelos deuses, como se tivesse um deus dentro dela. Com um deus dentro dela ela era capaz de transformar a realidade e fazer as coisas acontecerem apesar das adversidades aparentes. Por isso os gregos iam a Delphos, para que, entusiasmados pela vidente, fossem capazes de transformar a realidade apesar das adversidades aparentes. (Parágrafo usado para apresentar de maneira curiosa a etimologia da palavra "entusiasmo". O Blog Nisto Cremos é monoteísta e crê que somos entusiasmados por um único Deus).

O entusiasmo do empreendedor é muito diferente de um simples otimismo. O otimista é uma pessoa que aguarda, torce e até acredita que as coisas possam dar certo. O entusiasmado acredita na sua capacidade de vencer, de transformar a realidade e de fazer as coisas acontecerem. O otimista é um reativo enquanto que o entusiasmado é sempre um proativo – ele age em direção à mudança e não apenas reage às circunstâncias.

E o empreendedor sabe que para vencer os desafios destes tempos loucos e competitivos é preciso muito entusiasmo e uma ardente paixão pelo que se faz. Ele sabe que só conseguirá colaboradores se entusiasmar as pessoas com a sua paixão. Ele sabe que uma pessoa morna, apática, jamais conseguirá motivar alguém a seguir um caminho difícil ou pouco trilhado no passado, a conquistar com ele o sonho em que nem todos acreditam. Não conheço nenhum empreendedor de sucesso sem paixão pelo que faz e sem entusiasmo para enfrentar os desafios de fazer.

E é preciso compreender que a única maneira de ser entusiasmado é “viver entusiasticamente”. Não há outra. O empreendedor sabe que a melhor maneira para fracassar é ficar esperando as condições ideais para depois agir. O empreendedor cria as condições de sua ação com sua paixão pelo fazer.

As perguntas que faço ao leitor deste pequeno artigo são:

1. Você age em direção ao sucesso ou espera as condições ideais para depois agir?
2. Você procura se unir a pessoas melhores que você e as entusiasma com a sua crença na capacidade de vencer obstáculos?
3. Você procura gostar do que faz e sente gratidão pelos que ajudaram você a chegar até aqui?
Faça esta reflexão. Pense nisso. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.

Site: Anthropos
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Pensamentos do Espírito de Profecia (25)

QUANDO TUDO FALHA! A ESPERANÇA É UM GIGANTE!

A perfeição angélica falhou no Céu. A perfeição humana falhou no Éden, o paraíso da bem-aventurança. Todos quantos desejam segurança na Terra e no Céu, precisam olhar ao Cordeiro de Deus. O plano da salvação, tornando manifestos a justiça e o amor de Deus, provém eterna salvaguarda contra a rebelião nos mundos não caídos, bem como entre os que hão de ser redimidos pelo sangue do Cordeiro. Nossa única esperança é confiança perfeita no sangue dAquele que pode salvar perfeitamente todos quantos se chegam a Deus por Ele. A morte de Cristo na cruz do Calvário é nossa única esperança neste mundo, e será nosso tema no mundo por vir. Oh, não compreendemos o valor da expiação! Se o fizéssemos, falaríamos mais a esse respeito. O dom de Deus em Seu amado Filho foi a expressão de um amor incompreensível. Era o máximo que Deus podia fazer a fim de salvar a honra de Sua lei, salvando ainda o transgressor. Signs of the Times, 30 de dezembro de 1889.


DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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A estátua de Nabucodonosor e a besta que sobe do mar

O profético livro de Daniel, escrito bem lá longe, no tempo do Antigo Testamento, relata no capítulo 3 uma história épica, que tem fascinado crianças e adultos. Trata-se do mais incrível episódio na vida de três jovens hebreus: Hananias, Misael e Azarias, que em Babilónia eram tratados pelos nomes de Sadraque, Mesaque e Abed-nego.

A estes jovens dedicados ao Senhor, foi colocado um dilema fatal: adorar uma imagem de pedra (o que é proibido por Deus) representativa de uma criatura, ou manterem-se fiéis ao Criador e com isso arriscarem a própria vida. Isto porque, ao som da trombeta, toda a alma deveria curvar-se perante a enorme estátua que Nabucodonosor, rei de Babilónia, tinha mandado erguer na planície de Durã. Sadraque, Mesaque e Abed-nego preferiram obedecer a Deus e não se curvaram; por isso, foram atirados para dentro de uma fornalha a arder.

A emocionante história continua com o espantoso testemunho do próprio Nabucodonosor dando conta que os três jovens não apenas se passeavam vivos dentro do fogo, como mantinham conversa com alguém semelhante a ‘filho dos deuses’. Após terem sido desta forma protegidos por Deus, a sua fidelidade foi o motivo para que Nabucodonosor reconhecesse o Deus Criador como estando acima de toda e qualquer divindade.

Curiosamente, a profecia bíblica aponta para num futuro cada vez mais próximo, se desenrolar uma história de contornos em tudo semelhantes a esta – trata-se do relato de Apocalipse 13:1-8 (e outros versos relacionados). Vamos descobri-la, colocando os dados em paralelo com os de Daniel 3.

Daniel 3 relata a história fatual de um poder humano que, usurpando a prerrogativa divina da adoração, pretendia obter para si a honra e louvor que somente ao Criador devem ser dados. Esta história aconteceu, como disse, séculos atrás.

Apocalipse 13 relata, sob a forma de símbolos, uma história cujos principais desenvolvimentos ainda se encontram no futuro (se o leitor ainda tem alguma dificuldade em perceber a simbologia usada neste capítulo, veja antecipadamente este vídeo que explica pormenorizadamente cada detalhe deste capítulo).

Será por isso interessante analisar as semelhanças para nos preparamos melhor para o que aí vem…

a) Em Daniel 3, conforme vimos, há uma ordem para que se adore a estátua de ouro que simboliza o próprio monarca babilónico. Esta ordem é dada nos seguintes termos: ‘e o arauto apregoava em alta voz: ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas…’ (v. 4);
a') Em Apocalipse 13, a besta que sobe do mar, a figura que detém o poder (v. 4), exerce-o sobre ‘toda a tribo e língua e nação’ (v. 7).

Conclusão: em ambos os casos há um grande poder que pretende dominar o mundo inteiro (não apenas uma nação localmente) através de imposição legal.

b) Em Daniel 3, a ordem é para adorar ‘a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado’ (v. 5);
b') Em Apocalipse 13, a adoração recai sobre a besta: ‘e adoraram-na, todos os que habitam sobre a terra’ (v. 8).

Conclusão: ambos os poderes (Nabucodonosor e a besta) forçam a adoração sobre si mesmo.

c) Em Daniel 3, uma sentença é determinada para quem não cumprir com a ordem: ‘e qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente’ (v. 6);
c') Em Apocalipse 13, a besta consegue perseguir e derrotar os que não lhe obedecem: ‘e foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los’ (v. 7).

Conclusão: os poderes que exigem para si a adoração, têm a determinação e a capacidade de punir brutalmente aqueles que não lhe obedecem.

d) Em Daniel 3, vemos que ‘se prostraram todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de ouro…’ (v.7);
d') Em Apocalipse 13, a besta é adorada por ‘todos os que habitam a terra’ (v. 8). Curiosamente, quem dá o poder à besta, o dragão, aparece no verso 4 como sendo também adorado, e a besta venerada e reconhecida.

Conclusão: ambos os poderes atingem os seus objetivos de domínio e adoração, por parte de todos os povos da terra.

e) No entanto, em Daniel 3 vemos um pequeno grupo que não obedeceu à ordem de Nabucodonosor: ‘há uns homens judeus (…) que não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro que levantaste adoraram’ (v. 12);
e') Em Apocalipse 13, também vemos que houve exceções na imposta adoração à besta, pois o verso 8 refere que os que se prostraram diante dela são ‘esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro’, o que leva a deduzir que os que têm o nome inscrito no referido livro do Cordeiro não se curvaram perante a besta.

Conclusão: há sempre um fiel remanescente que não cede, mesmo perante perigo de vida, aos poderes que se opõem ao verdadeiro Deus Criador.

f) Em Daniel 3, esse grupo remanescente vê-se forçado a pagar caro a ousadia de ficar do lado de Deus: ‘então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente’ (v. 21);
f') Em Apocalipse 13, num verso que já lemos, vemos que à besta é-lhe ‘permitido fazer guerra aos santos e vencê-los’ (v. 7). Mais adiante, diz que a besta conseguiu que ‘fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta’ (v. 15). Esta é a derrota (v. 7) que a besta inflige aos que não a adoram.

Conclusão: a decisão de permanecer fiel a Deus pode trazer graves consequências terrenas (bem diferentes das eternas…); muitas vezes, o preço da própria vida.

g) Apesar da (aparente) derrota, em Daniel 3 a vida dos fiéis é poupada, pois o próprio Nabucodonosor dá testemunho: ‘eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspeto do quarto é semelhante ao Filho de Deus’ (v. 25);
g') Em Apocalipse, embora alguns seguramente venham a experimentar a morte terrena, há um grupo que não se contamina: ‘estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá’ (14:4).

Conclusão: em face de enormes perigos, incluindo da própria vida, o fiel crente observador dos mandamentos de Deus (12:17) caminha constantemente ao lado do seu Mestre, quer seja nas antigas fornalhas babilónicas ou nas modernas fornalhas que o inimigo de Deus prepara para os que são servos do Criador.

h) Como resulta para os fiéis a provação? Em Daniel 3 vemos que ‘Sadraque, Mesaque e Abed-nego saíram do meio do fogo’ (v. 26) e que 'o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos...(v. 27);
h') Em Apocalipse 15:2 é-nos dito que o grupo dos que ‘estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus’ são aqueles que ‘saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem e do seu sinal…’

Conclusão: Apesar de severamente provados e testados, aqueles que optam por permanecer fiéis aos mandamentos e estatutos de Deus, não se intimidando com ameaças vindas dos poderes desta terra, acabam, finalmente, por emergir vitoriosos! Estes, a besta de Apocalipse 13 não conseguiu afinal vencer. Recuperando Apocalipse 13:8, estes são os que têm o seu nome inscrito no livro da vida do Cordeiro.

i) Tanto os jovens hebreus de Daniel 3 como os contemporâneos da besta de Apocalipse 13 conhecem os mandamentos de Deus, cujos dois primeiros dizem: ‘não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás…’ (Êxodo 20:3-5);
i') Em perfeita concordância com estes mandamentos, surge em Apocalipse 14:9 a voz de um anjo que proclama: ‘se alguém adorar a besta e a sua imagem (…) também o tal beberá do vinho da ira de Deus (…) e será atormentado com fogo e enxofre…’ – o segundo mandamento da lei de Deus continua dizendo ‘Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam’ (Êxodo 20:5).

Conclusão: a adoração a qualquer outra figura além de Deus, quer seja de pedra, humana ou temporal, é uma afronta aos mandamentos eternos, e tem a promessa divina de punição em conformidade.

j) Em Daniel 3, é determinada a sentença para todo aquele que insistir em colocar outro deus acima do Deus Criador: ‘… todo o povo, nação e língua que disser blasfémia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abed-nego, seja despedaçado, e as suas casas feitas um montouro…’ (v. 29);
j') Em Apocalipse 19:20 lemos que ‘a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre’.

Conclusão: o destino final desses poderes opostos a Deus, que atormentam os Seus seguidores é revelado: destruição total, perdição eterna. Isto aplica-se tanto aos mentores quanto aos seguidores.

k) Em Daniel 3, no final da história, o louvor a Deus é reconhecido: ‘bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abed-nego…’ (v. 28) e ‘… não há outro Deus que possa livrar como este’. (v. 29);
k') Em Apocalipse 15:3-4, o cântico de Moisés, entoado pelos remidos diz assim: ‘grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem Te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o Teu nome? Porque só Tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de Ti…’

Conclusão: por fim, Deus é reconhecido como o único merecedor de adoração! Não há Deus como o Criador dos céus e da terra. Quem Nele confia, poderá sofrer perseguição dos poderes deste mundo de trevas; mas no fim, Deus se levantará para salvar todo aquele que Lhe for fiel.

Assim foi com os três jovens hebreus face à estátua e poder de Nabucodonosor; assim será com o povo remanescente final na luta contra a besta e seus agentes.

Quando a pressão sobre o fiel crente nos mandamentos de Deus começar a ser mais forte, quando leis forem impostas para condicionar a adoração, convém lembrar a história dos três jovens hebreus de Daniel 3.

Afinal, ela vai acabar por repetir-se… E nada melhor do que estar preparado quando isso acontecer!

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, tem um bebé, o Caleb Filipe, nascido em junho de 2009.
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As Sete Coisas que Deus Não Gosta


Neste mundo, por causa da maldade trazida pelo pecado, há muitas coisas que nós não gostamos.

Não gostamos de envelhecer, ficar doente e uma coisa que talvez ninguém goste é da morte.

Pessoalmente eu pensei em seis coisas que não gosto e uma que detesto:

1- Esperar
2- Ser enganado
3- Ficar sozinho
4- Levar prejuízo
5- Ficar ocioso
6- Maldade do mundo
7- Difamar a igreja (esse eu detesto)

Será que tem alguma coisa que Deus não goste? Será que Ele detesta alguma coisa?

Seria interessante se descobríssemos isso, pois poderíamos agradá-Lo não fazendo aquilo de O decepciona.

A Bíblia nos relata seis coisas que Deus não gosta e uma que Ele abomina.

Provérbios 6:16: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina...”

Pois é, já sabemos que têm várias coisas que Deus não gosta, e se O amamos, vamos procurar não fazer nada daquilo que o desagrada.

Quando amamos alguém nós procuramos fazer o que a pessoa gosta e não fazer o que ela não gosta.

Quando me casei eu gostava de cantar quando acordava, fazendo muito barulho acordando minha esposa. Um dia ela me disse que não gostava de ser acordada assim, preferia ser acordada com beijos e carinho. Hoje eu não acordo fazendo barulho (ou tento, pois às vezes eu falho), mas quando quero acordá-la, faço da maneira que sei que ela ficará feliz.

Vamos descobrir agora as coisas que Deus não gosta, e se O amamos (deveríamos amá-Lo, pois Ele morreu por nós) vamos deixar de fazer tudo que o deixa triste.

I – v. 17: “Olhos altivos” (orgulhosos): o orgulho é um pecado muito sério, pois foi o primeiro pecado, o de Lúcifer lá no Céu.

Orgulho é considerar-se superior a outra pessoa por causa de:

- Dinheiro
- Estudo
- Religião
- Cor
- Carro ou casa melhor
- Aparência
- Qualquer outra coisa

O grande problema é que o orgulho não deixa o orgulhoso reconhecer o seu pecado.

Vou falar uma coisa séria: infelizmente, a maioria de nós somos orgulhosos, vou provar:

- Não aceitamos desaforo
- Não gostamos de perder
- Revidamos uma ofensa
- Não perdoamos o erro dos outros
- Justificamos nossos erros

Vamos parar de fazer de conta que está tudo bem, e nos humilharmos perante Deus e das pessoas, pois somos pecadores, e Deus não gosta do orgulho.

II- v. 17 “Língua mentirosa:” esse é um dos pecados mais comuns hoje e considerado por alguns como um “pecadinho leve”.

Deus não gosta da mentira, e por isso devemos falar somente a verdade, mesmo que soframos as conseqüências dela.

A mentira é dita para nos proteger e manter o nosso orgulho, pois não queremos mostrar fraqueza.

III- v. 17 “mãos que derramam sangue inocente:” quanto a esse pecado nós não precisamos de explicações, pois Deus não permite que o ser humano tire a vida de alguém.
Já conheci pessoas que se orgulhavam de ter matado muitas pessoas. Elas, se não se arrependerem, vão ser condenadas por Deus.

Uma vez ouvi uma história trágica contada por minha mãe. Ela tinha 15 anos e estava sentada na calçada de sua casa. Ouviram-se tiros e então passou pela rua um homem andando normalmente e quando estava na frente dela disse: vai lá embaixo ver o fulano, ele está todo furado de balas... O assassino falava como se algo tão comum e simples tivesse acontecido.

IV- v. 18 “coração que trama projetos iníquos:” devemos cuidar com nossos pensamentos, pois Deus não gosta que maquinemos o mal contra as pessoas.

Quando planejamos o mal contra alguém é por que nutrimos ódio e não conseguimos perdoar.

O rancor só nos faz sofrer e prejudica nossa vida emocional, espiritual e física.

A melhor fórmula para conseguir perdoar e nos colocar no lugar da pessoa e buscar justificativas por suas ações que nos feriram.

V- v. 18 “pés que se apressam a correr para o mal:” já vi pessoas que nunca visitaram alguém que estava sofrendo ou doente, mas já fizeram muitas visitas para ofender uma pessoa; não falam de Jesus e Seu amor, mas não perdem oportunidade de contar a última fofoca.

VI- v.19 “testemunha falsa:” Não se refere só a um julgamento legal, mas no dia a dia também. Quando alguém apóia o erro de outra, está sendo uma falsa testemunha. Deus não gosta disto.

... e a coisa que Deus detesta?

Deve ser algo muito ruim, não é verdade?

VII- v. 19 “o que semeia contendas entre irmãos:” impressionante! Deus detesta mais as intrigas do que o assassinato! É algo a pensar!

São as intrigas que causam guerras, divórcios, separam famílias, dividem povos e até igrejas.

“A Missão do Capetinha”. Essa parábola conta de uma escola de treinamento para diabinhos. Para se tornar um diabo, os pretendentes deveriam cumprir uma missão.

Um dos aspirantes ao “diabonato” deveria destruir uma cidadezinha para ser aprovado.

Recebendo a missão, a considerou muito fácil. Foi até a cidade e executou seu primeiro plano: destruir as lavouras pois assim acabaria com o sustento e fonte de renda exclusivo daquele povo.

Tendo feito assim, ficou frustrado quando observou que por causa da miséria, ele se uniram para ajudar uns aos outros a suprir as necessidades materiais, compartilhando alimentos e dinheiro.

Colocou em prática então seu plano dois: semeou doenças na população, visando então acabar de uma vez com todas com aquela cidade.

Que decepção! Agora as pessoas daquela cidade estavam mais unidas ainda, pois um cuidava do outro, como se todos fossem de uma só família.

Neste momento o diabo mestre apareceu para sondar seu aprendiz. Notando que ele estava perdido, o repreendeu por tantos erros cometidos na sua missão, e propôs uma técnica infalível para acabar de vez com aquela cidade.

A idéia era semear intrigas e fofocas entre os moradores. Uma vez feito isso, começaram-se as brigas, um difamando o outro, passando por cima para obter lucros e em poucos dias a cidade estava abandonada, pois não conseguiram morar perto uns dos outros.

É por isso que Deus abomina este pecado, e o considera o pior de todos, pois ele não destrói uma só pessoa, mas uma cidade inteira.

Muito cuidado para não ser um semeador de intrigas e nem um expectador delas, pois Deus deseja que nós sejamos pacificadores.

PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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Lei de Deus X Lei do Homem

Carl e Raylene Worthington são um casal americano que reside em Oregon. A sua filha de 15 meses, Ava, faleceu em março de 2008 vítima de uma broncopneumonia e uma infeção no sangue. Além da natural tristeza por esta perda, nada de especialmente anormal esta notícia teria; mas tem, devido a Ava não ter recebido qualquer tratamento médico enquanto ainda estava viva.

Carl e Raylene são membros da Igreja Seguidores de Cristo, que advoga o tratamento de doenças (particularmente em crianças) com base exclusivamente na oração de fé, sem recurso a intervenção médica. Talvez esta igreja seja mais conhecida por este aspeto do que por uma outra crença ou prática qualquer...

No caso de Ava, o médico que examinou o corpo referiu que a sua doença poderia ter sido resolvida com recurso a antibióticos. O casal Carl e Raylene está por isso acusado perante a justiça americana de negligência no tratamento de Ava, o que pode levar a uma pena de prisão até seis anos. O julgamento inicia-se amanhã, 23 de junho.

Por não aceitarem tratamento médico, as senhoras que são membros desta Igreja têm os seus partos realizados em casa. Desde 2001, vários desses partos foram noticiados como tendo corrido mal, o bebé ter falecido logo de seguida ou mesmo nascido morto.

São também frequentes os relatos de crianças e adolescentes gravemente doentes que não recebem qualquer tratamento médico e cujos familiares recorrem apenas à oração de fé. Quando o doente sucumbe perante a doença, os familiares penitenciam-se por não terem exercido suficiente fé que levasse à cura.

Não é meu objetivo neste momento debater o interessante assunto da cura pela oração de fé. Mas, creio que este caso levanta novamente a discussão – entre outras – sobre a relação do exercício da fé e as responsabilidades legais perante o estado.

A Bíblia claramente ordena que o homem deve sujeitar-se às leis da nação da qual faz parte: ‘Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda boa obra; toda alma esteja sujeita às potestades superiores’ (Tito 3:1).

Mas, adverte também, que em caso algum essa observância deve obstruir o respeito pelos eternos preceitos que Deus deixou ao homem: ‘Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: mais importa obedecer a Deus do que aos homens’ (Atos 5:29).

Creio que os membros da Igreja Seguidores de Cristo devem conhecer estas passagens. Mesmo que não pareça, aqui se encontra uma razão para que eles atuem conforme vimos em relação a tratamentos médicos prestados aos seus membros ou filhos.

Repare: se, nas suas crenças, eles acreditam que a Bíblia ordena que todas as curas sejam feitas apenas com recurso à oração de fé, é natural que eles, querendo manter-se fiéis aos seus princípios orientadores, prefiram ser confrontados com o sofrimento da morte, a violarem aquilo que entendem ser a vontade de Deus, mesmo que isso implique a reprovação e penalidade legal perante as leis dos homens.

Se você, caro leitor, é um Adventista do Sétimo Dia, acompanhe o mesmo raciocínio com outros protagonistas e noutro âmbito (se não for Adventista do Sétimo Dia, irá entender igualmente, garanto-lhe…).

Imagine o seguinte cenário: você é um guardador do Sábado, porque acredita que essa é a perfeita ordem da imutável lei de Deus (ou seja, produzida pela mão Divina). Você crê que assim sendo, a observância do Sábado é um princípio inegociável da sua vida espiritual, do qual não abdicará seja porque motivo for.

Então, suponha que uma lei do estado (ou seja, produzida pela mão humana) o obriga a trabalhar no Sábado, sem opção. Mais: segundo essa lei do estado, todos os infratores serão punidos com a pena de morte, sem exceções.

E agora, caro leitor, o que você vai fazer? Qual das duas leis (que se chocam gravemente) você vai decidir respeitar? Sim, porque não há ponto de equilíbrio entre as duas leis: para observar uma, tem de quebrar a outra!

Como Adventistas do Sétimo Dia, acreditamos que é perante este dilema que muito em breve seremos colocados: observar a eterna lei de Deus – e em especial o seu quarto mandamento – ou ceder perante as exigências das leis dos homens que intentam destruir a expressa e clara vontade de Deus?

Por paradoxal que pareça, esta é uma grande oportunidade para o fiel seguidor da Bíblia. Leia este parágrafo de Ellen White.

‘O zelo dos que obedecem ao Senhor aumentará à medida que o mundo e a Igreja se unirem para invalidar a lei. Toda objeção levantada contra a lei de Deus abrirá o caminho para o avanço da verdade e habilitará os seus defensores a apresentarem seu valor perante os homens. Há uma beleza e poder na verdade que nada poderá tornar tão evidente como a oposição e a perseguição.’ Eventos Finais, pág. 123.

Em preparação para o grande embate final, faça sua a decisão de Josué: ‘eu e a minha casa serviremos ao Senhor’ (Josué 24:15).

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, tem um bebé, o Caleb Filipe, nascido em junho de 2009.
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O Homem que era ímpio, mas foi considerado justo

"Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça" Rom. 4:3

Hoje vamos estudar o capítulo 4 de Romanos. Lemos inicialmente: Rom. cap. 4:1-3: "Que, pois diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça."

O apóstolo Paulo havia chegado a um grande clímax no capítulo anterior, a mais importante seção (3:21-31), o parágrafo mais importante a respeito da salvação em toda a Bíblia. Ele havia estabelecido o que é justificação pela fé: Justificação significa sermos salvos da ira de Deus pela fé através da redenção que se manifestou na propiciação, que nos vem através da graça de Deus.

Mas agora, ele nos apresenta uma outra proposição que amplia ainda mais o nosso entendimento a respeito da segurança da salvação. Qual é a sua 3ª proposição? Como ele já havia antecipado de modo aparentemente casual (1:2; 1:17), ele vai provar a seguinte proposição: "A justiça pela fé está fundamentada nas Sagradas Escrituras".

Como é que ele desenvolve essa proposição? Ele imagina um judeu argumentando: "Não seria esta uma doutrina nova, uma doutrina originada na mente do apóstolo Paulo?" Então, ele responde a esta questão apresentando o maior nome cotado entre os judeus. O nome dele é Abraão. Este homem era o próprio pai da nação israelita, o progenitor original. E ele era muito querido entre os judeus. O apóstolo, portanto, escolhe o nome mais importante da nação judaica para provar que aquilo que ele estava dizendo não era uma idéia fundada em sua filosofia, mas era uma doutrina muito antiga que pode ser provada mesmo pelo próprio pai da nação judaica.

I – JUSTIÇA IMPUTADA A ABRAÃO

Então a questão era a seguinte: Se Abrão era um homem justo, um homem reto e temente a Deus de tal modo que ele foi escolhido para ser o pai da nação judaica, como é que ele chegou a ser tão grandemente favorecido? Como é que ele alcançou esta glória de ser o herdeiro de todo o mundo? Teria ele alguma virtude que poderíamos imitar?

1) Abraão não podia se vangloriar

Você nunca leu na Bíblia que Abraão se jactou de suas obras. Abraão não podia apresentar as suas próprias obras, os seus próprios méritos diante de Deus. Não é uma questão de não querer; é uma questão de não poder, porque a justificação exclui completamente a jactância de tal modo que quando o homem começar a se vangloriar, apresentando diante de Deus alguma obra, alguma benfeitoria, ou alguma coisa que o justifique e o apresente com méritos diante de Deus, nesse exato momento ele perde o dom da graça de Deus. A salvação pela graça é de tal modo exclusiva que ninguém pode se salvar através das obras.

Realmente só há duas classes de pessoas neste mundo, só há duas religiões neste mundo: uma religião de obras e uma religião de fé; uma classe de pessoas que segue a justificação pelas obras, outra classe de pessoas que segue a justificação pela fé. Uma classe de pessoas que está se jactando, se vangloriando e procurando méritos em si próprio; e outra classe de pessoas que deixa de olhar para si mesmo para contemplar a Jesus.

É impossível ser salvo pelas obras. Disse o apóstolo Paulo aos efésios: "Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie." (Efé. 2:8, 9). Porque se fosse pelas obras, então nós poderíamos nos gloriar. Então, os ricos poderiam comprar a salvação facilmente. Mas o cristão é aquele que não está mais se gloriando.

No capítulo 3, o apóstolo já dissera: "que se cale toda a boca" (v. 19); "Onde, pois a jactância? Foi de todo excluída" (v. 27). O fariseu da parábola se jactou de suas obras religiosas, mas voltou vazio para a sua casa, enquanto que o publicano que clamava pela propiciação de Deus voltou justificado.

Abraão não podia se vangloriar, porque ele não trabalhou para isso. Esta é uma ilustração da vida diária. Diz o v. 4: "Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida." Se você realiza um trabalho para o seu empregador, evidentemente depois do trabalho você espera receber o seu salário. Isso naturalmente é uma dívida, e ele não estará fazendo nenhum favor se ele entregar o dinheiro combinado.

Mas se ele não lhe der o dinheiro, ele pode ser levado ao tribunal. Portanto, é uma dívida. "Mas, ao que não trabalha, porém crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça." (v. 5) – então isso não é uma dívida, é um favor: esse foi o caso de Abraão. Aqui está o homem que era ímpio, mas foi considerado justo.

Um erro muito difundido é este: Abraão era um judeu justo e bom, Abraão cumpria as leis, os estatutos, os mandamentos de Deus; ele era tão íntegro, tão temente a Deus, era um homem tão pio, ele se deleitava em obedecer, e foi por isso que Deus o justificou. É isto justificação pela fé? Não; isto é justificação pelas obras.

Hoje alguém poderia dizer: Se um homem é sério, ele cumpre todos os seus deveres, as suas obrigações, ele tenta agradar a Deus, ele vive uma vida boa e piedosa, se ele faz essas coisas, ele não tem nada a temer, ele será perdoado, ele será justificado. Isso é salvação pela fé? Não, isso é justificação pelas obras.

Outro erro entre muitos cristãos é o erro da salvação pelas obras no Antigo Testamento e a salvação pela fé no Novo – o que naturalmente daria como resultado a existência de duas classes de pessoas no Céu: uma que glorifica a Cristo por sua salvação, e a outra que jactanciosamente diria: "Nós estamos aqui porque guardamos os mandamentos de Deus." Mas a própria experiência de Abraão prova que o método de salvação no passado é o mesmo dos nossos dias, porque este é o Evangelho eterno.

2) Abraão Recebeu Justiça Imputada

O que significa justiça "imputada"? Esta palavra é tão importante, que eu gostaria daqui para frente que você a mentalizasse. Quando você ouvisse a palavra justificação imediatamente a palavra imputação viesse à sua mente, porque é a própria essência da justificação pela fé. Imputação significa o ato de colocar um benefício na conta de alguém. A justiça de Deus nos é colocada em nossa conta nos livros do Céu, quando nós cremos em Jesus Cristo como nosso Salvador.

Paulo usa uma linguagem nos termos comerciais. Isso significa que é algo que nós não produzimos, que nós não temos, algo que foi colocado na nossa conta. Isso é atribuído, isso é creditado, sem mérito de nossa parte. Como alguém que deposita R$ 10.000,00 em nossa conta bancária, quando estamos devendo isso para alguém. Quando nós não temos nada para apresentar a Deus, quando nós não temos mérito nenhum, quando nós estamos numa situação miserável, então nesse momento, quando nós somos ímpios, e devedores, Deus credita esta justiça de Cristo a nosso favor e nos considera justos como se nunca dantes tivéssemos pecado.

Mas como pode Deus ser Deus e ainda justificar o ímpio? Ele não disse o contrário no passado? Sim, Ele disse: "não justificarei o ímpio." (Êxo.23:7). Como podemos resolver esta sutil e aparente contradição? A doutrina da Justificação pela Fé não diz que Deus considera o pecador um homem justo, porque isso não seria realidade. É impossível Deus na Sua justiça considerar alguém que é ímpio e pecador, como justo. Isso não é o que ensina a doutrina.

A doutrina da Justificação pela Fé ensina que, se você crê em Jesus Cristo, Deus coloca na sua conta a justiça de Cristo, e então e só depois disso, é que Ele o considera justo, por causa da justiça do "Senhor, Justiça nossa" (Jer. 23:6).

Uma menina certa vez chamou a atenção de sua mãe, dizendo: "– Mamãe, encontrei uma coisa que Deus não pode fazer." "– Mas minha filha, Deus tem todo o poder, Ele pode fazer todas as coisas. Não existe nada que Deus não possa fazer." "– Ah, mas eu descobri uma coisa que Deus não pode fazer." "– Então, minha filha, o que é?" "– Deus não pode ver os meus pecados através do sangue de Jesus."

É verdade, e é somente por causa disso que Ele vê em nós, a justiça de Cristo. Portanto, quando Deus nos contempla, se nós estamos crendo em Jesus, Ele não está condenando a você em cada pecado que você pratica – Ele está olhando para você favoravelmente em vista daquilo que Jesus Cristo fez na cruz do Calvário. Assim ocorreu com Abraão, que apesar de seus pecados tinha a Deus por perto, orientando, corrigindo e justificando.

3) Abraão Foi Justificado Por Um Ato Judicial

Justificação significa uma declaração do juiz. Agora a linguagem mudou. Você vê que antes era uma linguagem comercial, algo que se coloca na conta; agora é uma linguagem forense, uma linguagem legal, a linguagem de um tribunal. Você pode imaginar um juiz na frente das testemunhas, diante dos advogados de acusação e de defesa, e diante de uma multidão. Após o julgamento, havendo terminado o processo, o juiz dará uma sentença. A sentença do juiz será de duas uma, ele dirá: "Condenado!" Ou: "Absolvido!" A justificação significa a declaração de absolvido!

Mas quem é absolvido? O ímpio é absolvido, o pecador é absolvido, o criminoso é absolvido, perdoado, justificado, declarado justo, declarado sem nenhum crime. Isso é uma declaração de Deus – Ele nos declara justos.

Mas quem é o ímpio aqui? Paulo se refere a Abraão. Abraão é o ímpio, e todos nós somos ímpios por natureza. Abraão é justificado enquanto é ímpio. Não é o caso de primeiro Abraão se tornar justo, bom, guardador de certos mandamentos, observador de certas leis, e então depois Deus o declara justo, não! Enquanto ele é ímpio, no momento em que ele depõe a sua fé em Deus, ele é declarado justo. Deus justifica não o ímpio feito justo, não houve nenhuma transformação ainda, apenas uma declaração: Deus justifica o ímpio como ele é: justifica o ímpio enquanto é ímpio.

Nesse ponto, alguém poderia perguntar: Isso não é injustiça da parte de Deus? Não é injustiça, por quê? Porque Deus está fazendo isso pelo fato de que Ele credita a esta pessoa a justiça de Jesus Cristo.

Certa vez, um paralítico foi descido de um telhado para que Jesus o curasse. Imediatamente, o Salvador viu toda a miséria daquele homem. Viu a angústia, o desespero, viu toda a sua vida de pecado. Viu que este homem muito mais do que ser curado, ele queria ser perdoado. Ele desejava ser justificado de toda a sua impureza. Então, quando ele se aproximou, Jesus Cristo lhe disse o quê? "Filho, os teus pecados estão perdoados" (Mar. 2:5).

Isso é uma declaração; é um ato forense, é um ato legal, é a sentença do Juiz, é a declaração de Jesus de que ele está absolvido. Se antes ele era um escravo do pecado, agora ele está liberto, ele está perdoado, ele está justificado. Ele estaria pronto para entrar no Céu se ele morresse naquele momento. Este era um homem ímpio, mas agora ele foi considerado justo.

Mas alguém poderia dizer: "Se é assim, então, perdoar é muito fácil para Deus! Basta uma declaração!" Um pai adverte ao filho para não fazer uma coisa errada e o ameaça com a cinta; mas o filho desobedece várias vezes, desconsidera a sua autoridade e ainda escarnece dele. Mas o pai diz: "Ah, é apenas uma criança! Vou perdoá-lo!" E lhe dá um brinquedo. E julga que esse amor, que recompensa ao filho ingrato, é maravilhoso.

É fácil assim para Deus perdoar? É apenas uma declaração de que nós somos perdoados e tudo está resolvido? Jesus Cristo queria esclarecer esse ponto e fez uma pergunta dificílima para os judeus, que começaram a dizer: Mas Ele está blasfemando! Será que Ele não sabe que perdoar pecados é apenas uma capacidade exclusiva de Deus e de que é blasfêmia alguém ter a pretensão de perdoar pecados?"

Então Jesus Cristo leu os pensamentos daqueles homens (Mat. 9:4) e disse: "O que vos parece? O que é mais fácil: Dizer: "Levanta-te e anda!" ou dizer: "Filho, estão perdoados os teus pecados!"? Bem, os homens pensaram assim: É claro que é mais fácil dizer: "Os teus pecados estão perdoados", porque ninguém sabe se realmente estão.

Mas Jesus demonstrou exatamente o contrário: "Ora, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem na Terra poder para perdoar pecados – disse – 'Levanta-te e anda'!", e aquele homem se pôs em pé num salto. E num grande júbilo, declarado justo e perdoado, agora curado, saiu dali, e levantou o seu leito como se fosse uma pena, glorificando a Deus a cada passo.

O que é que você realmente pensa, qual a sua resposta? É mais fácil -dizer: "Os teus pecados estão perdoados!" ou dizer: "Levanta-te e anda!"? É muito mais fácil dizer: "Levanta-te e anda". Deus criou o mundo com uma simples palavra. Ele falou e tudo se fez, Ele declarou e tudo veio à existência pela Sua palavra; não havia necessidade de nenhum sacrifício.

Entretanto, para dizer àquele homem: "Filho, os teus pecados estão perdoados", Jesus precisou deixar o trono de glória; precisou nascer neste mundo e humilhar-se, assumindo a natureza humana; humilhar-se mais ao Se expor às tentações de Satanás; humilhar-se ainda mais ao receber o desprezo, a zombaria dos Seus – aqueles a quem Ele veio salvar; humilhar-se ainda mais ao ser esbofeteado, cuspido, maltratado, injuriado, açoitado e finalmente crucificado entre dois ladrões. É necessário tanto sacrifício, infinito sacrifício para Ele poder dizer: "Filho, os teus pecados estão perdoados!"

Dizem os teólogos liberais: "É assim mesmo que Deus age: basta uma declaração e estamos perdoados!". Mas isso não pode acontecer com um Deus de justiça. Antes de uma simples declaração, Ele enviou a
Seu Filho unigênito para morrer numa infamante cruz e receber o castigo da ira de Deus que os nossos pecados atraíram.

Um homem foi condenado a morrer na cruz. Ali estava um ladrão, um homem ímpio, um homem que dedicou toda a sua vida para o crime, para o roubo, para o assalto, e agora estava morrendo ao lado de Jesus como um pecador, como um criminoso, como um transgressor da Lei de Deus. Mas naquele momento o Espírito Santo iluminou o seu entendimento, e ele se voltou para Jesus e disse: "Jesus, lembra-te de mim quando vieres no Teu reino!" (Luc. 23:42).

A resposta de Jesus veio pronta e sem dilação: "Em verdade, Eu te digo hoje: estarás comigo no Paraíso!" (Luc. 23:43 – BJ). Era mais um ímpio que foi considerado justo. Isto é salvação pela fé, isso é um ato forense, um ato legal. Ele morreu na cruz, mas quando ressuscitar, irá diretamente ao Paraíso de Deus, porque Jesus Cristo declarou, deu o Seu veredito: "Estarás comigo no Paraíso!"

Agora, de fato, o perdão é apenas uma declaração que custou a vida do Filho de Deus! Isto é uma declaração dAquele que tem autoridade para perdoar pecados. Ele podia enviar Elias e Enoque diretamente para o Céu. E aqueles homens estavam lá antes mesmo que a redenção se concretizara na cruz do Calvário, porque isto é absolutamente certo e seguro.
II – JUSTIÇA IMPUTADA A DAVI

Observe agora a sabedoria do apóstolo Paulo ao introduzir um novo nome, um nome também muito apreciado pelos judeus. V.6: "E é assim que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras." Então cita o Salmo 32 (Rom. 4:7-8): "Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado."

O mesmo que aconteceu a Abraão, ocorreu a Davi. A justiça de Deus também foi imputada a Davi. Mas por que haveria? Não foi Davi o grande rei e profeta de Israel, o "homem segundo o coração de Deus" (Atos 13:22)? Por que haveria de necessitar de justificação este homem íntegro e justo?

A história de Davi é esta: assim como Abraão, ele era por natureza um homem ímpio. Ele mesmo declarou: "Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sal. 51:5). Davi estava no palácio, em tempo de guerra, quando os reis deviam acompanhar o exército, e num momento de ociosa contemplação e auto-satisfação, olhou através da janela e viu a uma mulher tomando banho no pátio de sua casa.

Imediatamente, Davi tomou providências e adulterou com Bate-Seba. E para ocultar esse ato impuro, ele colocou nas mãos de Urias, o esposo daquela mulher, a própria sentença de morte, numa carta, endereçada ao comandante, para que morresse em campo de batalha. Agora o adúltero se tornara assassino, em um flagrante abuso de autoridade. Como poderia ser justificado esse homem, o pai real do povo de Deus, o ascendente do próprio Messias? Após cometer tão hediondo pecado, porventura possui algum mérito para expiar a sua culpa?

Poderia Davi ser aceito com uma oferta valiosa em ouro, prata e pedras preciosas? Poderia relatar uma grande lista de benfeitorias para Israel? Sacrificar 10.000 cordeiros? Apresentar o seu filho primogênito e oferecê-lo para expiar o seu pecado? Nada disso adiantaria. Como então foi perdoado esse homem que não tem nenhum mérito que o recomende a um Deus justo que não faz acepção de pessoas?

Ele mesmo testifica: "Confessei-Te o meu pecado e Tu perdoaste a iniqüidade!" (Sal. 32:5). Disse Davi ao profeta Nata: "Pequei contra o Senhor!" então, o profeta lhe respondeu imediatamente: "Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás!" (2Sam. 12:13). Agora Davi podia testificar que era um homem bem-aventurado, perdoado, justificado, a quem Deus não imputava o pecado, porque o Senhor lhe imputava a justiça de Cristo. Agora, depois de uma profunda angústia, Davi podia se regozijar e dizer: "Tu ...me cercas de alegres cantos de livramento!" (Sal. 32:7).

Assim o apóstolo Paulo prova que isso é tão seguro e isso é tão certo, isso é uma doutrina antiga, isso é uma doutrina que sempre existiu, e é provado através das Escrituras que relatam as histórias de Abraão e Davi.

III – IMPLICAÇÕES DA JUSTIÇA IMPUTADA

1) A Circuncisão Não Pode Justificar

Nos vs. 9-12, Paulo desfaz um outro grande argumento contra a doutrina da salvação pela fé, que é a circuncisão, para os judeus. Eles julgavam que a circuncisão os classificavam como filhos de Deus automaticamente. Mas Paulo rebate isso, afirmando que Abraão recebeu a imputação da justiça antes do rito da circuncisão, que realmente veio 40 anos depois. Ele era um incircunciso quando creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça. Portanto, a circuncisão para os judeus ou o batismo para os cristãos não podem justificar.

2) A Lei Não Pode Justificar

Os judeus ainda estavam na dúvida. Eles diziam: "Mas e a Lei? Abraão foi um grande homem que obedeceu a Deus em todos os Seus mandamentos, estatutos e leis (Gên. 26:5). Não teria sido esta a razão por que ele foi justificado?"

Paulo diz, v. 13: "Não foi por intermédio da Lei" e dá duas razões por que isso não era possível: (1) porque se "os da Lei" é que são os herdeiros da salvação, mediante o grande pai Abraão, "anula-se a fé e cancela-se a promessa" (v. 14). Por quê? Porque a Lei e a fé são opostos no que tange à salvação; não podem co-existir: as duas coisa são exclusivas. A pretensão de salvação pelas obras da Lei exclui a justiça que vem pela fé, e o homem fica desamparado, ao anular a promessa de Deus.

A outra razão (2) é dada no v.15: "porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão." Ou seja, a lei desperta a ira de Deus, por causa do pecado. Sua função não é salvar, mas condenar. Mas se não houvesse lei, não existiria pecado, e conseqüentemente, não haveria a necessidade de salvação, nem de sacrifício expiatório. Portanto, a Lei não pode salvar; apenas confirma a necessidade da fé na justiça de Cristo que pagou na cruz o salário do pecado, que é a transgressão da Lei.

3) A Fé Pode Justificar

No v.16, Paulo antecipa o cap 5, onde ele afirma a certeza da salvação. A única fonte de segurança se encontra na onipotente graça de Deus, na qual nós podemos estar firmes, inabaláveis, se a buscarmos com fé na justiça que Deus providenciou em Cristo Jesus.

"Essa é a razão": aqui está a razão que Paulo dá porque a justiça vem pela fé: porque se fosse pela Lei, estaríamos todos perdidos, porque ninguém pode guardar a Lei perfeitamente, e se salvar por isso. Se for pela Lei, então, não estará seguro, "porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Rom. 3:23). Mas se for pela fé, mediante a graça, então, a salvação será firme, certa e segura, tanto para judeus como para gentios, porque não dependerá de nós, mas de Deus, e Ele não pode falhar, porque é Todo-poderoso, chamado "o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem." (v. 17 de Rom.4).

4) A Natureza da Fé Que Justifica

V. 18: "Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência." Abraão ouviu esta promessa de Deus, e creu. Esta é a natureza da fé: você tem esperança, mesmo que não haja esperança à vista. Abraão não considerou as suas impossibilidades (v. 19): ele era impotente demais para gerar um único filho.

Assim em nós somos impotentes para dar os frutos da salvação. Quando olhamos para nós em nossas forças tão fracas, julgamos que nunca seremos salvos. Mas fé é dizer como disse D.L.Moody, o grande pregador americano do século 19: "Quando eu olho para mim, não vejo como posso me salvar; mas quando eu olho para Jesus, não vejo como posso me perder".

Abraão "não duvidou da promessa de Deus" (v. 20). Ele não revelou incredulidade, mesmo que parecesse impossível a realização da promessa. Sim, a fé crê no que é impossível, humanamente falando. Mas ao contrário da incredulidade, Abraão se fortaleceu em sua fé.

Como acontece isto? Como pode alguém tão fraco ter uma fé tão forte? Disse Paulo que Abraão deu "glória a Deus". Assim ele se fortaleceu na fé. Mas o que significa dar glória a Deus? Abraão considerou o poder e os atributos de Deus. Ele considerou a onipresença de Deus; portanto, Ele estaria em qualquer lugar para ajudá-lo em qualquer circunstância.

Ele considerou a onisciência de Deus; portanto, Ele sabendo de todas as coisas, pode prever todas as possibilidades, e não faria uma promessa levianamente. Abraão considerou a onipotência de Deus; portanto, nada lhe seria impossível, porque o Seu poder não tem limite. A fé enfrenta os fatos e engrandece a Deus. Isso significa dar glória a Deus e "isso também lhe foi imputado para justiça" (v. 22).

Abraão estava "plenamente convicto". (v. 21) Fé é uma certeza, fé é uma convicção. O apóstolo Paulo disse o que é a fé: "Fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem." (Heb. 11:1). Esta certeza, esta convicção você precisa ter. Sem esta convicção, sem esta certeza em Deus, como você pode se salvar?

Não esquece disso: A fé sempre glorifica a Deus. Não há nada que mais insulte a Deus do que não crer nEle. Isso é impiedade, isso é incredulidade. Fé, portanto, pode ser definida da seguinte maneira: Fé é aquilo que sempre glorifica a Deus. Fé é crer em Deus simples e unicamente porque Ele é Deus. Nada é tão insultante a Deus do que não crer nEle. Nada O glorifica tanto como crer na Sua Palavra.

IV – JUSTIÇA IMPUTADA PARA NÓS

Finalmente, o apóstolo Paulo faz uma aplicação. Vs. 23-25: "E não somente por causa dele está escrito que lhe foi imputado, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos nAquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação." Este é o seu grande clímax do cap. 4.

Paulo está dizendo que o caso de Abraão foi escrito para que você também pudesse ser justificado pela imputação da justiça de Cristo que morreu e ressuscitou para a nossa salvação eterna. Isso pode ser nosso. Sim, cada pessoa pode crer e glorificar a Deus em Jesus Cristo, como o seu poderoso Salvador. E se você crê neste Jesus Cristo, que foi entregue por causa das suas transgressões, por causa dos seus pecados, por causa das suas iniqüidades, se você crê nisso, isso lhe será também imputado e você estará tão salvo quanto Abraão.

Um clérigo visitava um cemitério e entre muitas sepulturas ricas e pobres, ele observou um homem ali ajoelhado diante de uma sepultura, chorando copiosamente. E ele se aproximou daquele homem e disse:
- Amigo, por que você está chorando? De quem são os restos mortais da pessoa que está aí? Por acaso é sua mãe?" Ele respondeu chorando:
- Não, não é minha mãe.
- Algum dos seus parentes, dos seus amigos, alguém dos seus filhos?
- Não, amigo, não foi um parente meu. Mas o senhor gostaria de saber de quem são os restos mortais daquele que está aqui? Então eu vou lhe contar a história.

E emocionado, ele contou a seguinte história:
"Pouco antes da Guerra Civil daqui dos USA, eu estava sendo convocado, através do rádio, para comparecer e finalmente ir para a guerra. Mas enquanto eu estava reunido com a minha família, quando eu dava as últimas orientações para que os filhos fossem obedientes à mamãe, quando eu orientava a mamãe sobre as coisas, sobre os negócios da vida, nesse momento alguém bate à porta.

"Fui ver quem era. Era o meu vizinho, era um jovem. Então ele disse: Amigo vizinho, eu soube que o senhor foi convocado, e eu vim aqui me oferecer para eu ser convocado no seu lugar. Porque na verdade, eu não tenho ninguém, eu não sou casado. O senhor é casado, tem a sua esposa e os seus filhos para cuidar; eu tenho apenas a minha mãe já idosa. E eu gostaria que você aceitasse essa proposta de eu ir no seu lugar. Apenas eu gostaria que, se for o caso de eu morrer no campo de batalha, você cuidasse da minha mãe até o último dia da sua vida.

"E eu aceitei. Agradeci muito o oferecimento dele. E ele foi para o campo de batalha e morreu lá. E aqui estão os restos mortais, sabe de quem? Quer saber de quem são os restos mortais que estão aqui nesta sepultura? Aqui estão os restos mortais do homem que morreu em meu lugar. Eu é que deveria estar morto aqui; mas aqui está alguém que foi morto em meu lugar."

Se você crê em Jesus, se você é capaz de crer que Ele morreu no seu lugar, que Ele tem uma justiça para você se salvar, então isso é certo, isso é seguro: Você pode descansar com a segurança da salvação.



PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

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Teólogo, Pastor Local da Igreja Adventista em Osório - RS, casado com Margarete Elisia dos Santos. Filho de Adventistas (Nildo F. dos Santos - "Obreiro da CPB" e Lucila G. dos Santos - "Colportora da APC").

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É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane e tem duas filhas.

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Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e com mestrado em Teologia pelo UNASP, atua na Casa Publicadora Brasileira como Editor da revista Ministério e editor associado da Vida e Saúde.

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Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.

É o diretor geral do site IASD em Foco

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Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Coordenadora da Extensão Universitária do Unasp - Campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.

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Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

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PR. ROBERTO BIAGINI

Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto. Possui dois sites: 100 Respostas sobre a Trindade e sua página pessoal – Pr. Biagini.

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Natural de Miraguaí-RS, casado com Marta Peixoto Menezes, pai de dois filhos, Caroline e Wesley. Trabalhou no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Norte do Paraná. Está no ministério adventista por 28 anos e nestes anos foi distrital, departamental, secretário e presidente de campo. Concluiu seu mestrado em teologia pelo UNASP em 2008.

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MAURÍCIO GÓIS

É consultor filiado ao IBCO – Instituto Brasileiro de Consultores de Organização desde 1983. É colunista e articulista nas mais importantes revistas formadoras de opinião nacional como PEGN, Venda Mais, Vencer, Empreendedor, Banas Qualidade, Passarela, Lojas & Lojistas, Opinião, Personalité etc. Graduado pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro. Pós-graduado em Marketing, fez cursos de especialização na American Management Association de New York, EUA e no Canadian Management Center de Toronto, Canadá.

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VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

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PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.

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PR. EMMANUEL DE JESUS SARAIVA

Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

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FILIPE REIS

Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.

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