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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dicas para Desenvolver e Manter um Bom Relacionamento Familiar

O Relacionamento é bom quando as necessidades básicas dos envolvidos no relacionamento são satisfeitas.

Na verdade, Felicidade é sinônimo de Necessidades básicas satisfeitas.

Todos os membros da família têm suas necessidades específicas mas há uma necessidade que é comum a todos os componentes da família.

Comum a todos os seres humanos, desde o nascimento até o túmulo. Essa necessidade é de “Comunicação”.

5 Níveis da Comnicação

Nível 5. Conversa curta e vazia. TRIVIAL
Nível 4. Fatos e informações.
Nível 3. Idéias e Opiniões.

Começa aqui a intimidade pois a pessoa se arrisca a expor pensamentos e passar para o nível 2.

Nível 2. Sentimentos e Emoções = uma partilha honesta e vívida do que está ocorrendo com você.

Não é com qualquer pessoa, necessita confiança, pois começa a haver intimidade.

Nível 1. Profundo vislumbre = Raros momentos em que vocês estão perfeitamente sintonizados um com o outro na: 1. Compreensão / 2. Profundidade / 3. Satisfação Emocional.


Ideal: entre nível 3 e 2 diariamente no lar.

BARREIRAS = Causas de desequilíbrio, desalinhamento das 4 rodas e da direção = doentio.


1. Comandante:
Dizer aos outros o que fazer, o que falar, e o que pensar = imposição de idéias.

Exemplo: Buscáglia p. 35: "Encontrei um poema que me atraiu e o li! Dizia o seguinte:

Minha felicidade sou eu, não você.
Não só porque você pode ser temporário,
Mas também porque você quer que eu seja o que não sou.

Pense nisso nos termos de um cônjuge.
Não posso ser feliz quando mudo
Só para satisfazer o seu egoísmo.
Nem me posso sentir contente quando você me critica por
Não ter os seus pensamentos.
Ou por ver como você vê.
Você me chama de rebelde.
No entanto, cada vez que rejeitei as suas crenças
Você se rebelou contra as minhas.
Não procuro moldar a sua mente.
Sei que você está se esforçando muito para ser só você.

E não posso permitir que me diga o que ser...
Pois estou me concentrando em ser eu.

Escutem essa frase:
Você disse que eu era transparente
E fácil de esquecer.
Mas então por que tentou usar a minha vida,
Para provar a si mesmo o que você é?


Pensem nisso como marido e esposa. Pensem nisso como amantes. Pensem nisso como cidadãos. Pensem nisso como pais e mães. Aplicável a todos. "Você disse que eu era transparente e fácil de esquecer. Mas porque tentou usar a minha vida para provar a si mesmo o que você é?

2. Pregador: Críticas que rebaixam os outros.
3. Conselheiro: Corretores que querem sempre manter a conversa dos outros corretos.
4. Sr. Sabe Tudo:
5. Juízos Adivinhos: Julgam e adivinham o que você vai dizer a seguir.
6. Bajulador:
7. Palhaço:
8. Psicanalítico:
9. Adeptos do monólogo: Conversa numa só direção.

Sugestões para derrubar as barreiras e não mais construí-las:

1. Aprenda a Ouvir: Há muitas pessoas que escutam mas não ouvem. Isso imediatamente diz à pessoa: "Você não é importante para que eu ouça você."

Ouvir não é só com os ouvidos, mas com o 3º ouvido = Ouvido Reflectivo = Ouvir respondendo aos sentimentos. Expressar em palavras os sentimentos da pessoa, conferindo para ver se você = ouvinte entendeu e captou a mensagem.

É muito fácil e comum confundir "sentimentos" com "fatos." O ideal é expressar os sentimentos em palavras, como tal, e não como fatos.

Ex: "Você me agrediu."

"Eu me sinto agredido"

Lembre-se também que: "A resposta delicada acalma o furor, mas a palavra dura aumenta a raiva.

Minha sugestão é, que a partir de hoje: "Abandonem toda amargura, ódio e raiva. Nada de gritaria, insultos e maldade. Ao contrário, sejam bons e delicados, uns com os outros. E perdoem uns aos outros sempre e eternamente."

" Se você for paciente e delicado,
Vou expor-lhe, pouco a pouco,
Alguns aspectos de minha vida.

Abrirei gavetas que estavam fechadas,
E delas farei sair lugares,
Pessoas e coisas, sons e aromas,
Amores e frustrações, esperanças e
Tristezas, que tentava ocultar
Nos recessos da memória.

"Mas se você os menosprezar,
E negar que são importantes,
Ou pior ainda, tentar julgá-los,
Começarei, silenciosamente,
Devagar e pouco a pouco,
A envolvê-los em pedaços de veludo,
Como objetos de prata e ouro,
E os guardarei num cofre
Para fechá-los a sete chaves."

Termino dizendo: Seja uma pessoa sadia também na comunicação em seu relacionamento familiar que será conseqüentemente sadio.


PR. JOSÉ CARLOS EBLING

Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Diretora da faculdade de Educação no Unasp - campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Que Deus Pensa Sobre o Namoro Com Incrédulo?


Depois da queda da raça humana, Deus colocou em ação o plano de restauração, para que novamente cada pessoa pudesse receber a vida eterna e a pureza de todas as faculdades (física, mental e espiritual).

Por outro lado, Satanás também desenvolve o “plano da perdição”, para afastar cada vez mais a criatura do criador.

A primeira grande empreitada do diabo contra a raça humana está descrita em Gênesis 6:2: “... vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhe agradaram”.

O namoro e casamento dos filhos de Deus (descendência de Sete e Enos) com as filhas dos homens (descendentes de Caim) trouxe como conseqüência a corrupção do gênero humano: “Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal...” (Gen. 6:3).

Este foi o grande pecado que desencadeou a maior desgraça humana, ao ponto de lermos na Bíblia: “se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou o coração” (v. 6).

Deus infelizmente teve que destruir a humanidade que se agarrou ao pecado.

Depois do dilúvio novamente há um povo separado, são os que aceitam fazer a vontade de Deus e testemunhar do Seu amor.

Este povo agora tem um nome: Israel. Depois de serem libertados do Egito, em direção a uma terra prometida por Deus, novamente Satanás procura destruí-los.

Depois de tentar amaldiçoar a igreja de Deus três vezes por meio de Balaão, o inimigo de Deus executa sua grande estratégia infalível: “jugo desigual”.

“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas” (Num. 25:1). Daí começa a idolatria do povo. Resultado: vinte e quatro mil mortos pelo castigo divino!

Agora na terra prometida novamente a história se repete: “Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus... tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (Juízes 3:6).

Sansão, o homem mais forte do mundo, se torna o mais débil, e de juiz do povo passa a um escravo, quando capturado por essa armadilha maligna: “jugo desigual”.

Este plano satânico é tão bom, que nem o homem mais sábio do mundo escapou:

“Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas... mulheres das nações de que o Senhor havia dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguires os seus deuses” (I Reis 11:1 e 2).

É quase inacreditável que o mesmo homem que se tornou rei de Israel e construiu o templo do Senhor “seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas” (v.5).

Sobre o casamento de Salomão com uma mulher egípcia, note qual o pensamento de Deus: “Do ponto de vista humano, este casamento, embora contrário aos ensinamentos da lei de Deus, parecia provar-se uma bênção; pois a esposa pagã de Salomão se converteu e uniu-se com ele na adoração ao verdadeiro Deus... Fazendo, porém, aliança com uma nação pagã, e selando o pacto pelo casamento com a princesa idólatra, Salomão temerariamente desconsiderou a sábia provisão que Deus fizera para manter a pureza de Seu povo.

A esperança de que sua esposa egípcia se convertesse era apenas uma débil escusa para o pecado” (E. G. White, Profetas e Reis, 53 – 55).

Em II Coríntios 6:14-15 lemos: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade?
Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?”

Deus é bem claro acerca do que pensa sobre este assunto. É expressamente proibido por Ele casamento dos Seus seguidores com incrédulos.

Como pastor gostaria de expressar algumas conclusões sobre este tema:

1- Não é válida a desculpa de que na igreja não há candidato(a) a namoro.

2- O interesse por alguém que não serve a Deus e transgride Seus mandamentos, revela falta de amor e relacionamento íntimo com o Senhor. Quando você ama alguém, terá dificuldades de amar o inimigo dela! Se eu amo a Deus de coração, como vou me apaixonar por alguém que não O serve, não O obedece e nem O adora? E como eu mesmo O desobedeceria sabendo que Ele não aprova esse
relacionamento?

3- Há sinceros que ainda estão fora da igreja e precisam ser descobertos. Todavia, namoro não é um bom método de evangelismo, pois mistura a afeição a Deus com a humana. Se você acha que seu pretendente é um candidato ao reino de Deus, ame-o primeiro como seu próximo e procure levar o evangelho antes de pensar no namoro.

O ideal seria orar por ele e conseguir uma outra pessoa (do mesmo sexo e faixa etária se possível) para se aproximar e dar a oportunidade de aceitar a Jesus, através de estudo Bíblico, envolvimento com pequenos grupos, etc. Namorar antes de fazer isso, ou consciente que a pessoa não está interessada em Jesus, é colocar a vida eterna em risco, e construir um casamento infeliz e desestruturado.

4- Se você já namora um incrédulo(a) darei uma sugestão: dê a ele(a) através de um estudo ministrado por outra pessoa a oportunidade de aceitar Jesus, e depois disso, você já sabe o que deve fazer.

Fui pastor de uma moça que teve a coragem de condicionar o namoro à Palavra de Deus. Antes de assumir um compromisso sério, apresentou Jesus a seu pretendente por meio de outra pessoa. Todavia, estava segura de que se o rapaz rejeitasse a Deus, ela também o rejeitaria como namorado. A fidelidade dela a Deus foi mais um testemunho a esse jovem, que aceitou a Jesus e já é uma bênção na igreja.

Não troque sua felicidade por desejos humanos! Seja Fiel a Jesus como Ele já foi a você!

PR. YURI RAVEM

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Riqueza ou Pobreza - Uma questão de Atitude

Uma pesquisa de opinião foi realizada com grupo de pessoas a fim de colher respostas para a seguinte pergunta: "O que significa ser rico?"

As resposta se resumiram nestas afirmações: “Rico é aquele que possui casa própria, um bom carro na garagem, uma quantia significativa na poupança, seguro de vida, roupas de marca, férias programadas para o exterior, saúde e conseguir tudo isto fazendo o que quer.”

Para estas pessoas, a felicidade está quase que sempre relacionada ao sucesso financeiro. Geralmente observam as proporções financeiras de outras pessoas para julgarem se suas posses são suficientes. Fazem justamente o que chamamos de “Comparações”. É por isso que uma pessoa rica pode se achar pobre quando comparada a outras mais rica ainda. Criaram uma nova versão do ditado popular: “Quem pode pode, quem não pode é pobre”.

Ilustração

Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.

Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:

- Como foi a viagem?

- Muito boa Papai!.

- Você viu como as pessoas pobres podem ser? O pai perguntou.

- Sim.

- E o que você aprendeu? O pai perguntou.

- Bem, pai, eu aprendi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim.

Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm as estrelas e a lua.

Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.

Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.

O filho acrescentou:

- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto "pobres" nós somos!

Ser rico, depende da maneira como você olha para as coisas. Se você é rico financeiramente e tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com nosso Deus, você tem tudo! Até mesmo a aprovação de Deus e não está pecando. Porém o que é menos desprovido e "pobre de espírito", não tem nada e é pecador.

É por isso que não é pecado ter posses quando o estado de espírito é voltado para foco principal.

Na bíblia encontramos a história de um homem que morava na terra de Uz a mais de cinco mil anos atrás. Homem integro e reto, temente a Deus e que desviava-se do mal. Era o homem mais rico de todo o oriente. Possuía tudo o que precisava - Uma enorme terra para cuidar de seus inúmeros animais, que por sinal seria uma soma invejável por muitos fazendeiros contemporâneos: “sete mil ovelhas”, “três mil camelos” , “quinhentas juntas de bois” e “quinhentas jumentas”.

Meios de transporte não era seu problema, muito menos mordomos em sua casa, que lhe serviam dia e noite. Tudo que um Bill Gates da nova geração possui: Dinheiro.

Certo dia, Satanás compareceu diante de Deus. E Deus lhe perguntou:

“...donde vens? Satanás respondeu ao senhor e disse: De rodear a terra e passar por ela.

Perguntou-lhe ainda o Senhor: Observaste o meu servo Jó? Por que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.” Jó 1:7 e 8

Esta declaração é muito importante para o nosso estudo. Jó era possuidor de riquezas, porém Deus o coloca numa posição importante. Um homem que possuía uma conduta aceitável e reconhecida por Deus. Tudo isto mesmo sendo rico.

Se Deus não aceitasse as pessoas que possuem elevadas posses, não seria Ele mesmo que teria outorgado tudo isto a Jó. Satanás confirma a riqueza de Jó como oriunda do próprio Deus:

“Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoastes, e seus bens se multiplicaram na terra. Jó 1:10

Não somente os seres humanos vêem a riqueza como um problema. Satanás tenta identificá-la como aquilo que nos afasta de Deus. Em grande parte é verdade por que ele, como inimigo das trevas usa esta artimanha. Mas não podemos generalizar tal situação. Satanás pensava que Jó ao perder todas as suas riquezas esqueceria de Deus. E propõe um desafio que foi aceito por Deus.

“Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do Senhor”. Jó 1:10 e 11

Logo mais, o servo de Deus estava enfrentando tribulações terríveis, que poucos seres humanos passaram aqui nesta terra. Perdeu tudo o que possuía; animais, servos e até mesmo o maior tesouro recebido de Deus, seus filhos. Quando Jó recebeu todas estas notícias trágicas pelos seus servos ele teve uma reação interessante.

“Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeças e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor! Em tudo isto, Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”. Jó 1:20-22

Qual seria a sua reação se estivesse em seu lugar? Teria você adorado a Deus mesmo em situação tão adversa? Reconheceria que tudo fora dado pelo Senhor? Blasfemaria contra Deus ou exaltaria seu nome?

Até aqui poderia ser o fim para muita gente, mas a história não para por aí. Jó teve tumores malignos, perdera a confiança da esposa e dos amigos e agora só lhe restava a morte. Mas em nenhum momento pecou contra o Senhor. Simplesmente expressava em palavras as dores terríveis que possuía. Fossem elas físicas ou emocionais. Mas confiança era o que movia o restolho de sua vida. Ele possuía a crença em um Deus vivo mesmo em momentos te tamanho sofrimento.

“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Jó 19:25

Agora entendemos por que Deus pôs a mão no fogo por este homem. Por que em momentos de riquezas ele adorava a Deus e quando na pobreza e desgraça humana o seu Deus era o mesmo Deus.

O problema não está com as posses e sim na maneira que lidamos com elas. A história de Jó mostra-nos que existe a possibilidade de uma pessoa possuir grandes somas materiais e ainda assim estar ligado a Deus.

“Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra. Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Também teve outros sete filhos e três filhas.

Em toda aquela terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. Depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então, morreu Jó, velho e farto de dias.” Jó 42:10, 13, 15 e 17.

Se Deus generalizasse todos os ricos como pecadores, Ele não teria dado em dobro a Jó tudo o que possuíra. Se ele era rico agora ficou mais rico ainda.

Respondemos de forma explicita a mesma pergunta: É pecado ser rico? Não.

Se for pecado Deus induzira Jó a pecar. Mas não fez. Não é este o perfil das obras de Deus. O único problema da riqueza está em esquecer-se de Deus. E Jó, mesmo sendo rico, ou mesmo sendo pobre, adorava a Deus na beleza de sua santidade.

Lógico, que na grande maioria das vezes, o dinheiro poderá ser a raiz de todos os males na vida de uma pessoa. São raros os indivíduos que ficam milionários e se mantenham firmes na fé. Por isso que o presente artigo não faz apologia da necessidade de ser rico ou pobre, simplesmente afirma que Deus é quem deve determinar a nossa condição.

Felizmente, algumas pessoas nunca poderão ter grandes posses materiais. Digo felizmente por que Deus conhece o futuro. Ele sabe que se um dia viessem a ficar milionárias, esqueceriam das riquezas do céu, infinitamente melhor que as riquezas deste mundo.

Não importando a nossa condição, precisamos aceitar os limites de Deus para a nossa vida e entender que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que o amam.

Nunca se esqueça que Deus nem sempre nos concede aquilo que queremos, mas sim o que precisamos.

Talvez, seja a hora de deixar as comparações de lado e olhar para o que Deus tem lhe concedido. Quem sabe, você seja mais rico do que imagina.

Pense nisso!


PR. FÁBIO DOS SANTOS
Mestrando em Teologia, Pastor Local da Igreja Adventista em Barretos-SP
Webmaster e Editor geral do Blog Nisto Cremos

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

As Sete Coisas que Deus não Gosta!

Neste mundo, por causa da maldade trazida pelo pecado, há muitas coisas que nós não gostamos.

Será que tem alguma coisa que Deus não goste? Será que Ele detesta alguma coisa?

Seria interessante se descobríssemos isso, pois poderíamos agradá-Lo não fazendo aquilo que O decepciona.

A Bíblia nos relata seis coisas que Deus não gosta e uma que Ele abomina.
Provérbios 6:16: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina...”

Já sabemos que têm várias coisas que Deus não gosta, e se O amamos, vamos procurar não fazer nada daquilo que o desagrada.

Quando amamos alguém nós procuramos fazer o que a pessoa gosta e não fazer o que ela não gosta.

Vamos descobrir agora as coisas que Deus não gosta, e se O amamos (deveríamos amá-Lo, pois Ele morreu por nós) vamos deixar de fazer tudo que o deixa triste.

I – v. 17: “Olhos altivos” (orgulhosos): o orgulho é um pecado muito sério, pois foi o primeiro pecado, o de Lúcifer lá no Céu.
Orgulho é considerar-se superior a outra pessoa por causa de:

- Dinheiro
- Estudo
- Religião
- Cor
- Carro ou casa melhor
- Aparência
- Qualquer outra coisa


O grande problema é que o orgulho não deixa o orgulhoso reconhecer o seu pecado.
Vou falar uma coisa séria: infelizmente, a maioria de nós somos orgulhosos, vou provar:

- Não aceitamos desaforo
- Não gostamos de perder
- Revidamos uma ofensa
- Não perdoamos o erro dos outros
- Justificamos nossos erros


Vamos parar de fazer de conta que está tudo bem, e nos humilharmos perante Deus e das pessoas, pois somos pecadores, e Deus não gosta do orgulho.

II- v. 17 “Língua mentirosa:” esse é um dos pecados mais comuns hoje e considerado por alguns como um “pecadinho leve”.
Deus não gosta da mentira, e por isso devemos falar somente a verdade, mesmo que soframos as conseqüências dela.
A mentira é dita para nos proteger e manter o nosso orgulho, pois não queremos mostrar fraqueza.

III- v. 17 “mãos que derramam sangue inocente:” quanto a esse pecado nós não precisamos de explicações, pois Deus não permite que o ser humano tire a vida de alguém.
Já conheci pessoas que se orgulhavam de ter matado muitas pessoas. Elas, se não se arrependerem, vão ser condenadas por Deus.

Ilustração: “uma vez ouvi uma história trágica contada por minha mãe. Ela tinha 15 anos e estava sentada na calçada de sua casa. Ouviram-se tiros e então passou pela rua um homem andando normalmente e quando estava na frente dela disse: vai lá embaixo ver o fulano, ele está todo furado de balas...”

IV- v. 18 “coração que trama projetos iníquos:” devemos cuidar com nossos pensamentos, pois Deus não gosta que maquinemos o mal contra as pessoas.

Quando planejamos o mal contra alguém é por que nutrimos ódio e não conseguimos perdoar.
O rancor só nos faz sofrer e prejudica nossa vida emocional, espiritual e física.
A melhor fórmula para conseguir perdoar e nos colocar no lugar da pessoa e buscar justificativas por suas ações que nos feriram.

V- v. 18 “pés que se apressam a correr para o mal:” já vi pessoas que nunca visitaram alguém que estava sofrendo ou doente, mas já fizeram muitas visitas para ofender uma pessoa; não falam de Jesus e Seu amor, mas não perdem oportunidade de contar a última fofoca.

VI- v.19 “testemunha falsa:” Não se refere só a um julgamento legal, mas no dia a dia também. Quando alguém apóia o erro de outra, está sendo uma falsa testemunha. Deus não gosta disto.

... e a coisa que Deus detesta?
Deve ser algo muito ruim, não é verdade?

VII- v. 19 “o que semeia contendas entre irmãos:” impressionante! Deus detesta mais as intrigas do que o assassinato! É algo a pensar! São as intrigas que causam guerras, divórcios, separam famílias, dividem povos e até igrejas.

“A Missão do Capetinha”. Essa parábola conta de uma escola de treinamento para diabinhos. Para se tornar um diabo, os pretendentes deveriam cumprir uma missão.

Um dos aspirantes ao “diabonato” deveria destruir uma cidadezinha para ser aprovado.
Recebendo a missão, a considerou muito fácil. Foi até a cidade e executou seu primeiro plano: destruir as lavouras pois assim acabaria com o sustento e fonte de renda exclusivo daquele povo.

Tendo feito assim, ficou frustrado quando observou que por causa da miséria, ele se uniram para ajudar uns aos outros a suprir as necessidades materiais, compartilhando alimentos e dinheiro.

Colocou em prática então seu plano dois: semeou doenças na população, visando então acabar de uma vez com todas com aquela cidade. Que decepção! Agora as pessoas daquela cidade estavam mais unidas ainda, pois um cuidava do outro, como se todos fossem de uma só família.

Neste momento o diabo mestre apareceu para sondar seu aprendiz. Notando que ele estava perdido, o repreendeu por tantos erros cometidos na sua missão, e propôs uma técnica infalível para acabar de vez com aquela cidade.

A idéia era semear intrigas e fofocas entre os moradores. Uma vez feito isso, começaram-se as brigas, um difamando o outro, passando por cima para obter lucros e em poucos dias a cidade estava abandonada, pois não conseguiram morar perto uns dos outros.

É por isso que Deus abomina este pecado, e o considera o pior de todos, pois ele não destrói uma só pessoa, mas uma cidade inteira. Muito cuidado para não ser um semeador de intrigar e nem um expectador delas, pois Deus deseja que nós sejamos pacificadores.


PR. YURI RAVEMMestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS. Casado com Andressa, mestre em educação e diretora do SENAC Pelotas - RS.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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