Pensamentos do Espírito de Profecia (36)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgTRABALHANDO COMO PARCEIROS DOS ANJOS!
Seres angelicais, embora invisíveis, estão cooperando com os visíveis seres humanos, formando uma associação beneficente com os homens. Não existe alguma coisa estimulante e inspiradora neste pensamento de que o agente humano fica como instrumento visível para transmitir as bênçãos dos seres angelicais? Como somos coobreiros de Deus, a obra tem o timbre da divindade. Com que alegria e deleite todo o Céu contempla estas combinadas influências, influências que são reconhecidas nas cortes celestiais! Os seres humanos são as mãos dos instrumentos celestes, pois os anjos se utilizam das mãos dos homens no ministério prático. Suas obras de abnegado ministério fazem com que sejam participantes do bom êxito que resulta do benefício oferecido. Esta é a maneira pela qual o Céu ministra o poder vivificante. Minha Consagração Hoje, pág. 305. 




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Os outros jovens em Daniel 3

Daniel 3 conta acerca da impressionante história de três corajosos jovens, tementes a Deus, que, com perigo da própria vida, não cederam um milímetro que fosse, comprometendo a sua adoração a um outro deus que não o Deus Criador dos céus e da terra.

Recuperando um pouco esse relato, Nabucodonosor, rei de Babilónia, afrontando o aviso divino dado em Daniel 2 de que o seu reino passaria e outro lhe tomaria o lugar, deu ordem para se erigir uma gigantesca estátua de ouro com a sua figura, à qual, dado o sinal, todos se deveriam curvar em adoração. Pretendia ele assumir para si um poder que não tinha: perpetuar-se no poder, como senhor soberano do mundo, incluindo nações estrangeiras (verso 4); por isso, ele convocou todos quantos pode (v. 2-4) para se curvarem perante o símbolo dele mesmo.

E, dado o sinal, quase todos se curvaram. Quase, pois eis que os tais três bravos jovens decidiram não obedecer à ordem de Nabucodonosor, respeitando antes o segundo mandamento da Lei de Deus (veja Êxodo 20:3-5).

Hananias, Misael e Azarias, assim eles se chamavam, logo se destacaram, em pé entre a multidão curvada. Trazidos à presença do rei, foi-lhes concedida uma segunda oportunidade; como se mantiveram irredutíveis, a sentença foi proclamada: seriam atirados para dentro de um forno ardente.

Quero parar a história por aqui, para refletir num aspeto que, acredito, muitas vezes nos passa despercebido...

Estes três rapazes eram escravos que Aspenaz, chefe dos eunucos, trouxe de Jerusalém a mando de Nabucodonosor, para que servissem e fossem educados nas melhores escolas caldeias (Daniel 1:1-4).

Daí que faça a pergunta: foram eles os únicos israelitas que foram levados em cativeiro para Babilónia?

Não, não foram. Daniel 1 diz que, dos melhores foram levados 'alguns dos filhos de Israel' (v. 3) e que 'entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias' (v. 6) - logo, havia muitos outros israelitas que tinham feito parte dessa remessa de escravos.

Então, como lógica, surge outra pergunta: onde estavam e o que fizeram todos os outros, quando, na planície de Durã, a música tocou para que todos se prostrassem perante a estátua de Nabucodonosor?

Daniel 3:12-13 diz que Hananias, Misael e Azarias (no texto tratados pelos nomes babilónicos) foram os únicos acusados de desrespeito à ordem e trazidos perante o rei. Logo, deduzimos que todos os outros habitantes do reino (incluindo os estrangeiros, como vimos) se curvaram em submissão perante a enorme imagem, em violação do mandamento de Deus! E isto, naturalmente, incluía todos os outros israelitas que estavam em Babilónia (Daniel não é mencionado neste caso; no entanto, pelo que vemos em Daniel 6, é de crer com toda a certeza que ele não se curvou à estátua. Poderia eventualmente estar ausente do país, mas por alguma razão que desconhecemos, o seu nome não é mencionado).

Repare que esses outros - a esmagadora maioria! - que se curvaram também eram israelitas; também eram da nação separada; também eram do povo escolhido. No entanto, perante a prova, sucumbiram, falhando em se manterem firmes ao Deus que conheciam.

E não é desculpa o fato de estarem em cativeiro, como escravos - os três que se mantiveram de pé, também eram. Somente tiveram a coragem de assumir a sua posição por Deus, mesmo em face da própria morte.

Para nós hoje, fica provado, portanto, que o simples pertencer à Igreja que Deus escolheu para ser a sua representante final, não é garantia de vitória em nome de Deus. Há que tomar decisões firmes e decididas para permanecer de pé quando a provação chegar!

Será que estamos com medo de dizer não ao mundo e suas figuras quando as pressões aumentam? Será que preferimos ceder ao que é aparentemente mais fácil em vez de, pela fé, tomarmos posição por Deus? Será que, sem nos apercebermos, nos vamos lentamente curvando perante as apelativas e atrativas imagens que nos são apresentadas? E, se fazemos isso hoje, quando ainda há liberdade, como nos comportaremos quando formos forçados?

Não sobre este assunto específico, mas aplicável, I Coríntios 10:11-12 dá o solene conselho: 'ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia'.

E você? Está pronto para ficar de pé?


FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.
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Expectativas e esperanças

Durante os últimos dois dias, ouvi comentadores abordarem, alguns extensivamente, o primeiro ano passado após a eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos da América. As suas primeiras decisões de forte impacto, a situação no Afeganistão e Iraque, o problema climático e a reforma na saúde foram alguns dos temas analisados nesse balanço.

Recuando no tempo, recordo bem os comentários que se fizeram no dia da vitória eleitoral, nas oito semanas que se passaram até à tomada de posse e nos primeiros meses de mandato. Por todo o lado, em todas as vozes, eram repetidas duas expressões que Obama fez questão de quase transformar em segundo hino nacional: "sim, nós podemos" e "esperança".

Mas, na referida análise que ouvi acerca do primeiro aniversário sobre a vitória de Obama, estes termos já quase não foram escutados; e, nas breves ocasiões em que o foram, o objetivo não foi evocar uma perspetiva, mas denunciar um pré-aviso de desilusão...

Quando Obama venceu as eleições, tive oportunidade de perguntar: 'Barack Obama: a nova esperança do mundo?' Por uma série de razões, sentia-se no ar uma atmosfera de confiança, de que tudo seria bem melhor a partir dali. E não me refiro somente aos EUA, mas a muitos e diferentes países mundiais - mesmo do mundo árabe vieram palavras não tão belicistas como habitualmente.

No entanto, após o inicial período de encantamento, que talvez tenha durado mais do que o normal num político que chega a um novo poder, a dura realidade dos fatos (leia-se, dificuldades e/ou impossibilidades) começou a abater-se sobre a figura de Obama. Não que ele seja culpado por isso; tão somente, como sugeri então, o depositar de esperança numa vida melhor sobre os ombros de um homem (seja ele Obama ou outro qualquer) só pode conduzir, mais tarde ou mais cedo, a um desapontamento por não concretização das expetativas criadas e alimentadas.

Obama já percebeu que não conseguirá resolver o Afeganistão e o Iraque tão cedo quanto gostaria; a reforma da saúde fez endurecer o discurso daqueles que lhe apontam uma politica de esquerda profunda; os seus índices de popularidade desceram para valores impensáveis há doze meses, de tal forma que o fenómeno se alastrou a outros elementos do Partido Democrata; o novo acordo ambiental, que deverá substituir Kyoto, tem sido dificílimo de acertar...

E quanto aos sedentos esperançosos no novo presidente? Será que já perceberam alguma coisa ao fim de um ano?

Repito: não pretendo condenar Obama como incapaz ou incompetente. O foco do meu comentário está na expetativa ansiosamente criada por milhões de pessoas em torno de um simples homem. É a estes que dirijo as duas perguntas anteriores!

Talvez alguns cidadãos mundiais ainda fiquem com reservas em admitir o erro de confiança mal depositada. Mas, deixe-me ajudá-los nesse objetivo com as palavras da Escritura: 'maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço' (Jeremias 17:5)!

Barack Obama é um indivíduo muito inteligente. A sua meteórica ascensão ao mais importante cargo da política mundial é digno de registo valoroso. Pode até tomar medidas importantes que beneficiem os cidadãos do mundo (e oxalá o faça!). Mas não será ele quem trará a esperança e a mudança que este mundo necessita...

Procure na História deste mundo e encontrará milhares de homens e mulheres que deram o seu contributo para uma melhor vida dos seus semelhantes. Mas só irá encontrar Um Único que tenha concretizado as esperanças de uma vida livre de guerras, doenças, lágrimas dor e tristeza.

E se isso ainda não se concretizou definitivamente, é porque Ele espera até que todos finalmente decidam em quem querem depositar as suas expetativas e esperanças: num qualquer homem que pode falhar, ou Nele mesmo, o Salvador do mundo, que não pode errar!


FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.
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Leve Esperança


Assista ao vivo direto da Igreja Adventista de Pelotas - RS
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Dias: 6 a 15 de novembro - às 20h
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www.ustream.tv/channel/esperanca
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Tema: Mandamentos de Esperança
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Participações especiais: Luis Cláudio - Quarteto Osanas - Quarteto Onix - Coral Jovem de Pelotas
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Dia de Finados

Segundo a Enciclopédia Online Wikpédia, o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao Dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

O Brasil por ser um país predominantemente católico, adotou essa data como feriado nacional segundo as leis n°10.607/02 e n° 662/49.

Os protestantes e evangélicos não recomendam a oração pelos mortos por que essa doutrina é desprovida de apoio Bíblico. Já os católicos afirmam haver respaldo no Livro de II Macabeus 12,43-46, mas a canonicidade desse livro não é reconhecida pela maioria das religiões cristãs.

É durante o estado de vida, que o ser humano é convidado a aceitar a salvação pela fé em Cristo Jesus (Gal 2:16; Atos 4:12; I João 5:11-12) e aguardar o dia da gloriosa ressurreição onde Deus chamará os que dormem para devolver-lhes a vida (I Tess 4:16-17, I Cor 15:51-54). Mas não há nada que se possa fazer para ajudar alguém a aceitar essa verdade, depois de descer a sepultura.

O motivo é que para alguém ser salvo, é necessário crer em Jesus, pois sem Jesus somos pecadores perdidos (Rom 3:23; 6:23); confessar sua condição pecaminosa (I João 1:9; Miq 7:18,19) e arrepender-se dos seus pecados (Atos 3:19; I João 1:9). Porém os mortos estão inconscientes, “não sabem coisa alguma”, não pensam, nem agem (Eclesiastes 9:5, 6 e 10; Salmo 146:4). Como pode então, um morto, crer, confessar e arrepender-se em seu estado mortal?

O apóstolo João declarou em Apocalipse 14:13 - Felizes (Bem Aventurados) são os mortos que descansaram no Senhor... ou seja; durante o estado "vivo" (Racional), tomaram a decisão por aceitar o plano da salvação. A felicidade é creditada pelo fato de que um dia Deus devolverá a vida a estas pessoas e por isso, a morte é comparada para estes, como um sono.

Embora muitos no dia 02 de novembro, tenham vertido lágrimas diante dos túmulos pela ausência afetiva e pessoal de um familiar ou amigo falecido, a Bíblia não nos deixou sem esperança. A morte não será um fim em si mesma para aqueles que morreram em Cristo. Resta uma esperança a estas pessoas e a todos que crêem.

“Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos,
mas transformados seremos todos, num momento,
num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é
necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e o que é mortal se revista da
imortalidade... Então se cumprirá a palavra que
está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
Onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
I Corintios 15:51-55


É preciso valorizar mais os vivos e não os mortos. Os vivos podem tomar a decisão por Jesus enquanto são vivos, mas os mortos já estão com o destino selados pelas escolhas que fizeram em vida. Isso não que dizer que que as boas lembranças de um falecido devam ser esquecidas. Assim como contamos lindas histórias de personagens bíblicos já falecidos, creio que existam milhares de pessoas que deixaram um bom legado e cujo testemunho ainda soa como exemplo de vida.

Certa vez uma mulher me contou que o seu esposo nunca a presenteou com flores e rosas, mas que no dia de finados, os parentes já falecidos, recebiam homenagens que ela nunca recebera durante os longos anos de vida conjugal. Essa mulher clamava por socorro: "Eu estou viva e preciso de atenção".

Olhe ao seu redor e verás pessoas carentes de bons relacionamentos, apoio, carinho, amor, atenção, mas principalmente, de encorajamento, para "Buscarem o Senhor enquanto se pode achar..." (Isa 55:6).

Concentre os seus esforços por aqueles que ainda estão debaixo do sol (os vivos) e que almejamos encontrá-los um dia no céu. Hoje mesmo, leve a estas pessoas um presente. Pode até ser uma flor, uma rosa, mas não se esqueça do principal, o melhor presente, Aquele que é a ressurreição e a vida - Cristo Jesus.



PR. FÁBIO DOS SANTOS
Teólogo, Pastor Local da Igreja Adventista em Osório - RS, casado com Margarete Elisia dos Santos. Filho de Adventistas (Nildo F. dos Santos - "Obreiro da CPB" e Lucila G. dos Santos - "Colportora da APC").
Webmaster e Editor dos Blogs Nisto Cremos  e COMIASD
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Ressurreição das Cinzas


No domingo, 24 de maio de 2009, o brasileiro Hélio Castro Neves entrou para o seleto grupo dos nove pilotos a conquistarem o tricampeonato nas 500 Milhas de Indianápolis.



Além do fato de ser o primeiro não americano a alcançar tal proeza, a vitória de Neves contém outros ingredientes que a tornam singular, mais do que especial: “O brasileiro foi do inferno ao paraíso em exatos 37 dias”.


Como lembra a reportagem do jornal Folha de S. Paulo do dia seguinte à conquista: “Em 17 de abril, Castro Neves e sua irmã e empresária, Katiucia, foram absolvidos pela justiça americana, em Miami, de processos por fraudes fiscais no valor de US$ 2,3 milhões. Cada um deles estava sujeito a penas de até 35 anos de prisão”.



Após o sufoco, humilhação e vergonha de enfrentar as barras dos tribunais americanos, Neves retornou na corrida de Long Beach. Contabilizando, assim, além da não participação na prova de abertura em St. Petersburg, um modesto sétimo lugar no retorno seguido de uma segunda colocação em Kansas.



“Foi o melhor mês de maio da minha vida”, afirmou o brasileiro, que completou 34 anos no último dia 10. Realmente, Neves tem muito a comemorar, pois, além da vitória na principal prova da Fórmula Indy que o guindou à vice-liderança da temporada, com 117 pontos, a conquista pessoal teve o sabor agradável de uma “redenção” – como dizemos sempre: um “dar a volta por cima”.



Histórias como a de Neves, do Ronaldo “Fenômeno”, Maurren Maggi e tantos outros que conseguiram dar a volta por cima, superando revezes e aparente fim de carreira, sempre mexem com as emoções dos brasileiros. Mais do que histórias bonitas, elas são exemplos de determinação que nos mostram que vale a pena perseguir os sonhos e manter as velhas metas; isso, mesmo que as circunstâncias ou condições diante dos olhos sejam as mais desfavoráveis possíveis.




O Exemplo dos heróis bíblicos





Na jornada espiritual, muitas vezes comparada com as competições atléticas, não é muito diferente. Olhe para Moisés, reprovado em seu primeiro exame de liderança; ao demonstrar falta de jogo de cintura e total descontrole emocional, ele sentiu-se derrotado e, aparentemente, mostra-se desqualificado para a grandiosa obra para a qual havia sido chamado.



No entanto, após passar 40 anos no deserto apascentando ovelhas, Moisés gradua-se em inteligência emocional – tornando-se o homem mais manso sobre a Terra e um dos maiores líderes do povo de Deus em todos os tempos.



Com o apóstolo Pedro não foi diferente; após ter dado grandes demonstrações de ousadia, firmada mais em rompantes de valentia do que em verdadeiros gestos de bravura e coragem, ele fraqueja na hora crucial ao negar o seu Mestre. Naquele momento, o cantar do galo, cumprindo as palavras de advertências de Jesus, levam o velho pescador ao pranto e às raias do desespero, frente ao estrondoso fracasso. Para ele tudo indicava fim de linha: “game over”.


Poucos dias se passaram entre a negação covarde, a farsa do julgamento de Cristo, sua crucifixão, morte e sepultamento. No domingo pela manhã, três mulheres (Marcos 1:1-6) vão até o túmulo com o intento de embalsamar o corpo de Jesus e, na chegada, se deparam com a pedra removida e o túmulo aberto.


O Mestre e Salvador já ressuscitara e, nas palavras de ordem aos discípulos marcando o local para o primeiro encontro, Ele dá um recado especial para aquele que havia fracassado na hora decisiva e, agora, sentia-se indigno e inapto para fazer parte do grupo de discípulos: “Mas ide, dizei a Seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galiléia; lá O vereis, como Ele vos disse” (Marcos 16:7).


Após o breve e significativo teste (João 21:15 a 19), Pedro é totalmente reabilitado e renovado em seus compromissos com o Mestre e Seus seguidores. A partir daí, inflamado de amor a Jesus, aquele que antes O negara torna-se um dos mais intrépidos de todos os pregadores do Evangelho; alguém disposto a colocar a missão acima da própria segurança ou integridade física: “Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).


Segundo a tradição, cumprindo as palavras de Jesus (João 21:18-19), o apóstolo Pedro morreu crucificado de cabeça para baixo – pois, se julgou totalmente indigno de sofrer morte exatamente igual ao seu Mestre.



Hoje ainda...



Amigos, o maravilhoso nisso tudo é que hoje, tal qual no passado, temos a oportunidade de dar a volta por cima: recomeçar tudo e escrever para a nossa vida uma nova História. Em lugar do medo, confiança. Em lugar da dúvida, fé. Em lugar da dor, alegria. Em lugar do ódio, amor. Em lugar da preocupação, paz. Em lugar do pavor do futuro, uma doce esperança.


Acima de tudo, o mais importante de todos os tesouros e recompensas: Em lugar da morte, vida! A Bíblia assegura: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Efésios 2:1).


E este Deus maravilhoso fez e quer fazer hoje, agora, muito mais ainda em sua vida: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça sois salvos, e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Efésios 2:4-7).


Como todos estes personagens citados e outros milhares e milhões, do passado e do presente, temos a chance de um novo começo – de mudar a nossa História. De experimentar uma ressurreição espiritual, moral, sentimental, familiar, profissional, econômica, intelectual e social.


De acordo com a mitologia grega, Fênix é um pássaro que renasce das próprias cinzas. Na mitologia, como o nome diz, isso se refere apenas a uma lenda; no entanto, para a minha e sua alegria, na vida prática isso é a mais retumbante verdade e a mais doce realidade.



A Bíblia assegura: “[...] porque sete vezes cairá o justo e se levantará” (Provérbios 24:16). “O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (Salmo 37:23-24).


E, então, o que você está esperando? Como diz a velha música: “Levanta/Sacode a poeira/E dá a volta por cima!” O Senhor é contigo!


PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.Editor Geral do Blog 7 com news e do site de Evangelismo IASDEMFOCO
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Fé em Domicílio (Pequenos Grupos)


A revista IstoÉ (24/7/09) trouxe uma matéria interessante, de Maíra Magro, sobre os pequenos grupos. Curiosamente, a reportagem dedica mais espaço à prática na Igreja Católica do que entre os evangélicos, que já usam essa abordagem há mais tempo.


"A crescente adesão ao movimento conhecido por igreja em casa é a prova de que lugar de oração não é só no templo. O movimento abrange católicos e evangélicos, que veem nessas reuniões uma forma de incentivar as relações pessoais e, ao mesmo tempo, conquistar novos adeptos. 'Cada vez mais, o Vaticano tem produzido documentos estimulando a igreja a ir até as casas', afirma a socióloga especializada em religião Sílvia Regina Alves Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.


"Um dos mais tradicionais grupos de oração do Rio é organizado por uma representante da alta sociedade, a paulista Glória Severiano Ribeiro, 54 anos, da cadeia de cinemas Severiano Ribeiro. Ela reúne cerca de 50 amigas em sua casa, duas vezes por mês, com a presença do padre Marcos Antônio Duarte, da paróquia de São Conrado.

"Na paróquia São Benedito, no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo, o padre Juarez Murialdo Dalan lançou, há um ano e meio, os chamados 'encontros em células'. São reuniões semanais de 12 fiéis - como os apóstolos que se encontram nas residências para orar e conversar sobre suas ações. A experiência frutificou - hoje os grupos já são 13. 'A ideia da célula é a multiplicação', explica o padre Juarez. Para ele, uma das maiores vantagens da igreja nos lares é o ambiente.

"Entre os evangélicos, também se multiplicam os cultos nos lares. Em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o pastor pentecostal Diego Martinez faz cultos residenciais e supervisiona encontros semanais com grupos de dez a 40 pessoas, que celebram a Santa Ceia com pão e suco.

"No Rio, o pastor evangélico pentecostal Osias Rocha Matos promove cultos estritamente residenciais e adota o nome 'igreja sem templos'. Ao todo, já são 400 fiéis. 'Não cremos que a igreja tenha que ter uma sede', diz o pastor. 'O objetivo maior é fazer discípulos.'

"A ideia foi crescendo e algumas igrejas até inseriram a metodologia de células no nome, como a Igreja Celular Internacional. 'É uma proposta que produz crescimento muito rápido', explica o sociólogo.


"A igreja em células também é usada por novos movimentos leigos dentro do catolicismo - missionários que querem ter uma vivência intensa, mas sem adotar a vida religiosa. Um exemplo é a Comunidade Fanuel, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. O grupo adotou, há dois anos, o modelo de células e hoje já são 30 com cerca de 12 membros cada.

"Os encontros nas residências, de uma hora e meia, são informais e sem a presença de um padre - só de missionários. Também não há santo, vela ou crucifixo. Começam sempre com uma refeição, a partir da qual surgem debates e orações. 'Ao mesmo tempo que as reuniões respondem às necessidades dos participantes, também atraem quem está de fora', diz o missionário César Machado Lima. Uma vez por mês, é feita uma prestação de contas ao padre e ao bispo da localidade. Assim como o alto comando de Roma, os relatórios são aprovados e incentivados. Afinal, a pregação básica é: a Igreja deve ir onde o povo está."


PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer. 

Nota: Houve um tempo em que se questionavam o trabalho dos Pequenos Grupos entre os adventistas mesmo diante do respaldo teológico do livro Serviço Cristão, escrito por Ellen White. Sou de uma geração que tenho presenciado a quebra de alguns paradigmas sobre a maneira correta de fazer evangelismo e hoje tenho certeza que a forma "Relacional" encontrada nos Pequenos Grupos corresponde ao plano de Deus para a sua igreja nos últimos tempos. A certeza que compartilho é por que há respaldo Bíblico e também no Espírito de profecia quanto a prática dos PG.

Até mesmo outras denominações estão descobrindo o quanto é bom evangelizar por Pequenos Grupos. Se você tem dúvidas quanto aos PG, visite o Blog do Pr. Jaime Martins (Pioneiro em Pequenos Grupos) distrital de Santo Antônio da Patrulha. Para uma região tradicional e com inúmeras dificuldades geográficas ele provou que o trabalho em PG organizado, promove crescimento sustentável.

Acesse o seu Blog: http://www.oatalaia.net/

Pr. Fabio
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Homem moderno é um “molenga”?

Muitos aborígines pré-históricos australianos bateriam fácil o recordista mundial dos 100 e 200 metros, Usain Bolt, nas condições atuais. Os tutsi, de Ruanda, conseguiam superar o recorde de salto em distância, de 2,45 metros, em suas cerimônias de iniciação, nas quais tinham que pular pelo menos a sua própria altura para provar sua masculinidade. E qualquer mulher neandertal venceria o ex-fisiculturista, ator e atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, numa queda de braço. Essas e outras surpreendentes revelações - que dão a entender que o homem moderno é um fracote, um tremendo molenga - estão num livro lançado pelo antropólogo australiano Peter McAllister, intitulado Manthropology, e cujo provocativo subtítulo pode ser traduzido como “A ciência do macho moderno inadequado”. Já na abertura do livro, McAllister demonstra o que está por vir. “Se você está lendo isso, então você, ou o macho que comprou esse livro para você, é o pior homem da História. Sem ‘talvez’, sem ‘porém’. Isso mesmo: o pior homem da História. Como classe, somos, na verdade, o mais patético dos Homo sapiens a andar pelo planeta”, diz o autor.

Usando um vasto material de pesquisa, McAllister garante ter encontrado evidências mostrando que o homem moderno é inferior aos seus antepassados, entre outras modalidades olímpicas, nas áreas de corrida e de salto. Suas conclusões sobre a velocidade dos aborígines australianos de 20 mil anos atrás são baseadas em pegadas, preservadas em um lago fossilizado, de seis homens perseguindo uma presa.

A análise das pegadas de um dos homens mostra que ela alcançava velocidades próximas dos 37 km/h, em uma superfície lamacenta, perto de um rio. Bolt, em comparação, atingiu a velocidade de 42 km/h durante seu recorde olímpico de 9,69 segundos durante os Jogos Olímpicos de Pequim (substituído este ano por outra marca, de 9,58 segundos, no Campeonato Mundial de Atletismo, em Berlim).

Entrevistado na Universidade de Cambridge, onde reside temporariamente, McAllister afirma que, com treinamentos modernos, calçados adequados e pistas com solo emborrachado, os caçadores aborígines teriam alcançado velocidades de 45 km/h.

“Acreditamos que eles estavam correndo no seu limite quando perseguiam uma presa. Mas se conseguiam atingir 37 km/h em um solo bastante macio e flexível, seriam grandes as chances de que eles pudessem superar Usain Bolt se tivessem as mesmas facilidades que ele tem. Podemos ver isso pela forma como o homem analisado corria, acelerando, até o final.”

Segundo ele, qualquer um dos outros companheiros do homem pré-histórico estudado também poderiam correr tão rápido.

(O Globo)

Nota: Quando vão se dar conta de que o homem moderno perde para os antigos em todos os quesitos? Basta pensar nas pirâmides e outras obras monumentais de pé até hoje (sem entender isso, alguns afirmam que essas construções só podem ter sido realizadas com tecnologia alienígena). Na verdade, temos a nosso favor apenas a tecnologia, mas perdemos em força, memória, longevidade, inteligência, etc. Vivemos o processo de involução a partir de uma origem superior, decadência essa ocasionada pelo pecado.[MB]


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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Pensamentos do Espírito de Profecia (35)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgCOMO LIDAR COM OS ERRANTES!
Devemos cooperar com o Senhor Jesus em restaurar os ineficientes e errantes à inteligência e à sagrada pureza. Somos chamados por Deus para manifestar incansável e paciente interesse na salvação dos que necessitam de polimento divino. ...
Todos os vossos esforços para salvar os errantes poderão ser inúteis. Talvez eles paguem o bem com o mal. Talvez fiquem enfurecidos, e não persuadidos: Que sucederá se eles não ouvirem com boas intenções e prosseguirem na má conduta que começaram a adotar? Este será freqüentemente o caso. Às vezes a mais branda e suave repreensão não produzirá bom efeito. Nesse caso, a bênção que desejáveis que a outra pessoa recebesse praticando a justiça, cessando de fazer o mal e aprendendo a fazer o bem, voltará para vosso próprio seio. Se os errantes permanecerem no pecado, tratai-os bondosamente e deixai-os aos cuidados de vosso Pai celestial. Carta 30, 1868. 




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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O Homem que é fraco, porém mais que vencedor


(Exposição de Rom. 8)

No capítulo 7 algumas questões poderiam ainda ser levantadas, como por exemplo, no versículo 14: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal; vendido à escravidão do pecado." E mais adiante no versículo 18: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum."

O apóstolo Paulo fala sobre a natureza carnal, a natureza pecaminosa. Alguém poderia levantar a seguinte pergunta: Então, isso quer dizer que nós temos DUAS NATUREZAS? Temos nós a natureza carnal e a natureza espiritual? Muitas pessoas crêem e porque alguns pregadores têm ensinado do púlpito que quando nós somos batizados, nós recebemos uma nova natureza, que nos é implantada. Mas Paulo mostra que isso é impossível. Nós não temos duas naturezas.

O que é que nós temos, então? Nós temos dois princípios, ou duas tendências, numa só natureza. Notamos isso no capítulo 7: 22 e 23: "Porque no tocante ao homem interior (a mente) tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros."

Há um princípio na mente gravado pelo Espírito Santo. Este princípio é o princípio da lei de Deus. É o Espírito Santo que atua na mente e nós passamos a ter prazer na lei de Deus. Mas há um outro princípio nos nossos membros, há uma outra lei, há uma tendência na mesma natureza: esta é a tendência pecaminosa. E estas duas tendências – tendência espiritual e tendência carnal – estão em conflito, estão em guerra. O princípio do pecado e o princípio da lei de Deus, estes dois princípios estão em conflito.
Mas com quem acontece este conflito? Vimos que Rom. 7 se refere ao homem que foi convicto pela lei. Mas no capítulo 8, nós vemos que o cristão também tem este conflito, o homem regenerado também trava esta batalha. E todos nós sabemos disso por experiência. O homem convicto da lei e do pecado, mas que não tem a Cristo, ele tenta vencer, mas sempre fracassa (Rom. 7); o homem cristão, ele luta e se apega a Cristo como o seu Salvador e se torna um vencedor (Rom. 8).

Às vezes, ocasionalmente, o cristão peca porque, naquele momento, ele não entregou a sua vontade integralmente a Deus, ele foi distraído por alguma atração mundana. Mas quando o cristão peca – esta é uma outra grande questão – será que ele deixa de ser justificado? Será que naquele momento, ele volta à estaca zero? Será que toda a sua experiência cristã acaba quando ele comete um pecado? Será que ele deixa de ser um filho de Deus? Não, ele apenas necessita de perdão.

Há uma diferença palpável entre Justificação e perdão. Na Justificação, ele é colocado no caminho de Deus, no reino de Deus, ele é transplantado do reino das trevas para o reino da luz, e isso aconteceu já no passado quando ele aceitou a Cristo, e acontece uma vez só. Mas o perdão, ele necessita todos os dias, a todo momento. E isso é uma indicação da sua dependência contínua de Deus para ser o homem vitorioso.

Temos nós duas naturezas? O apóstolo Paulo diz que isso é impossível. "Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus". (Rom. 6:22). De que somos constituídos? Temos uma só natureza, e esta natureza é transformada. Portanto, o boa nova é de transformação e não de implantação de uma nova natureza. E o apóstolo no cap. 12, versículo 2 nos ensina de que modo somos transformados: "Transformai-vos pela renovação da vossa mente".

Quando a nossa mente é transformada pela Palavra de Deus, então, toda a natureza é subjugada e transformada paulatinamente. Portanto, a nossa mente que antes era carnal, agora é renovada pelo Espírito Santo, a vida espiritual que estava morta é ressuscitada, nós somos renovados para a vida espiritual; e então nos tornamos filhos de Deus.

Mas eu estou ansioso para apresentar o capítulo 8, mesmo que em forma resumida – O homem que é fraco, porém é mais do que vencedor. O capítulo 7 não é um quadro do cristão em desespero; pois à luz do capítulo 8, o cristão é exatamente o contrário daquilo que acontece no capítulo 7. A declaração que ele faz (7:24): "Desventurado homem que sou!" não corresponde ao cristão que diz: "Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor" (Sal. 112:12); "Bem-aventurado o homem que (. . .) não se detém no caminho dos pecadores" (Sal. 1:1). Ele diz: "Bem-aventurado"; ele não diz: "Desgraçado que sou! Não tenho salvação, não sei onde consegui-la". Não, pelo contrário.

Conheci um pastor bem intencionado, mas teologicamente mal orientado que cumprimentava os seus membros dizendo: "Bom dia, amigo e irmão desgraçado!" "Até logo, seu desgraçado!" Então, ele justificava a sua atitude com as palavras de Rom. 7:24, chamando a todos os seus membros de desgraçados. Veja a que ponto pode chegar uma falsa interpretação das Escrituras. O capítulo 7 e 8 são exatamente o oposto e o cristão não pode ter duas experiências contrárias ao mesmo tempo. Um deles está apenas convencido; o outro está convertido. Um está preso; o outro está liberto. Os cristãos não são desgraçados; eles são bem-aventurados.

Mas, passemos então ao capítulo 8:1: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." A palavra "pois" é uma conexão com o capítulo 5:1: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo". Ele continua este grande e magno assunto – a Segurança da Salvação – assunto que foi interrompido nos cap. 6 e 7, para responder a duas objeções, sobre a graça, primeiramente, e depois sobre a lei.

Ele agora afirma a sua proposição segundo o seu costume, segundo o seu método. A proposição é lançada para retomar o pensamento anterior do capítulo 5. "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." E ele passa, então, a provar aquilo que está dizendo, apresentando SETE ARGUMENTOS para provar a sua tese de que não há condenação, mas segurança de salvação. Esta é a sua proposição nesse grande clímax: "Não há condenação para os que estão em Cristo!" ou, colocado em forma positiva: "Há segurança de salvação em Cristo Jesus!"

Certa vez um protestante perguntou a um jovem adventista: "Você tem certeza de salvação?" Ele disse: "Bem, eu estou tentando, eu estou me esforçando; e se algum dia, Deus achar que eu tenho merecimento, eu vou me salvar, eu vou entrar no Céu." Disse o protestante: "Mas como? Vocês guardam o sábado, devolvem o dízimo, evitam os lugares mundanos; vocês praticam assistência social, tem escolas, universidades, assistem à igreja, lêem a Bíblia, fazem oração, e ainda não têm certeza de salvação?" Há três erros aqui: 1º erro: Não ter certeza; 2º erro: Julgar que isso poderia ser pelas obras; 3º erro: Jactância do interlucutor.

Mas o apóstolo Paulo nos dá a segurança de que nós podemos ter certeza. Portanto, vamos considerar os Sete Grandes Argumentos da Segurança da Salvação. E ao apresentá-los, ele reúne todos os temas apresentados desde o início da epístola aos Romanos e ajunta-os num grande clímax. Portanto, não se admire, se você encontrar os mesmos assuntos, mas agora colocados em palavras extraordinárias e tão impressionantes, que este se tornou famoso como um dos mais belos capítulos da própria Bíblia.

1) Primeiro argumento: A SALVAÇÃO É CERTA, PORQUE TEMOS O PODER DO ESPÍRITO

Lendo o versículo 2, temos esta declaração, o 1º argumento: "Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte." O que significam estas palavras? Quais são estas duas leis? A lei do Espírito é o princípio através do qual o Espírito de Cristo nos liberta. Aqui temos o poder libertador do Espírito Santo habitando na vida do cristão, a fim de capacitá-lo com poder e libertação. Ele é chamado de "Espírito de vida" porque Ele tem vida em Si mesmo e é também o Criador da vida, juntamente com Cristo. A salvação é garantida, não só pela libertação de Cristo na Cruz, mas também porque o Espírito nos liberta.

Mas qual é a libertação do Espírito Santo? Ele nos liberta da lei do pecado e da morte. O que significa esta "lei do pecado e da morte"? Alguns dizem que é a lei de Deus, a lei dos Dez mandamentos, porque é a lei que está relacionada ao pecado, porque "o pecado é a transgressão da lei", e porque ela condena ao pecado e gera a morte. E ainda se argumenta que Paulo está falando de justificação, e não de santificação. Entretanto, segundo o contexto do capítulo anterior, Paulo ainda tem em mente as últimas palavras de 7:25: "Com a mente, sou escravo da lei de Deus; mas segundo a carne, da lei do pecado." Paulo aqui faz um nítida distinção entre a lei de Deus e a lei do pecado; uma está na sua mente; a outra está na sua carne, ou nos seus membros (7:23). Em outras palavras, ele se refere à lei ou princípio da corrupção, ou tendência pecaminosa, ou "pendor da carne" que "dá para a morte" (8:6).

Embora Paulo use a palavra "porque", ele não está dando uma razão, mas uma prova da justificação. Ele não está dizendo: "Você foi justificado porque você foi santificado!" Não, porque você foi justificado por causa da sua fé na Cruz de Cristo. Em verdade, ele está dizendo: "Não há mais condenação, você está justificado, 'porque' agora você tem o Espírito Santo que opera a santificação, e serve de uma prova a mais para a segurança da salvação." De fato, sem justificação, não há santificação; mas a prova de que alguém foi justificado é "porque" ele foi santificado. A diferença é muito sutil, mas verdadeira.

A prova da Justificação é a Santificação. Um homem pode dizer que está justificado; mas como podemos saber se isto é verdade? Pela santificação operada pelo Espírito Santo. Foi o que Tiago enfatizou: Como você pode saber se a minha fé é verdadeira? Pelas obras. "Mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé." (Tia. 2:18).

Você já está justificado? Como você pode saber? Isso acontece pela fé. Você crê em Cristo e Deus o justifica. Mas o que acontece na sua vida, logo após a justificação e o perdão? Se a Cruz de Cristo o libertou da condenação judicial, agora, o Espírito Se revela experimentalmente, porque é Ele que o livra da "lei do pecado e da morte" que é a tendência da carne pecaminosa. Paulo confirma isso dizendo logo a seguir que o Espírito o livra do "pendor (inclinação, tendência) da carne" (8:6). Esta é a "lei do pecado e da morte" (7:25;8:2), da qual somos livres, e portanto, santificados, dia a dia.

Separamos justificação de santificação, didaticamente; mas estas realidades se encontram tão estreitamente ligadas que é impossível separá-las na vida do cristão: o judicial se revela imediatamente no experimental. No exato momento em que o homem aceita a Cristo, ele se torna um cristão, e o Espírito Santo passa a operar na sua vida imediatamente. A justificação é seguida pela santificação. A prova de que você foi justificado está no fato de que você foi igualmente santificado, separado, e liberto não só da pena do pecado, mas do seu poder. Você recebeu não só a justiça imputada na Justificação, mas também a justiça comunicada na Santificação. Então, o Espírito Santo Se manifesta para a libertação experimental, dando-nos poder para vencermos a tendência carnal. E isso nos dá segurança de salvação, porque é uma prova de que fomos aceitos por Deus.

De que modo isso foi feito? Por que podemos afirmar esta realidade? Versículo 3: "Porquanto" – ele dá agora uma razão, recapitulando e repetindo – "o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado."

Você compreende estas palavras? Estas são palavras difíceis; mas podem ser compreendidas. Ele está repetindo tudo que disse no capítulo 7. É impossível a lei santificar, é impossível a lei justificar. A lei porque estava "enferma" ou seja, impossibilitada "pela carne", era impossível que a lei nos ajudasse, nos salvasse, nos justificasse, nos santificasse, e muito menos, nos glorificasse.

Mas isso que era impossível à lei, Deus tornou possível; de que maneira? Enviando a Jesus Cristo "em semelhança de carne pecaminosa". Jesus Cristo foi enviado, assumiu a natureza humana, a fim de que pudesse morrer por nós, e em nosso lugar.

Mas há uma expressão difícil aqui. Diz ele: "e no tocante ao pecado". A outra versão (RC) diz: "pelo pecado condenou" Deus "o pecado na carne". Mas como? Parece confuso. O que significa isso: Deus "pelo pecado condenou o pecado"? Isso é um problema de tradução. A minha tradução (RA) diz: "no tocante ao pecado". É uma maneira de traduzir um pouco melhor, mas ainda não pode satisfazer o nosso desejo de compreensão.

Examinando o texto grego, vemos que esta expressão "pelo pecado" é um termo da Septuaginta, que era o Antigo Testamento traduzido do hebraico para o grego, a versão que o apóstolo Paulo usava; daí, ele retirou esta expressão que ele repete em muitos lugares nas suas epístolas, especialmente em Hebreus (10), onde ele repete esta expressão "pelo pecado" que significa "a oferta pelo pecado". Este era um hebraísmo já conhecido entre os eruditos judeus. Então agora as coisas se esclarecem.

Isso significa que Deus enviou a Jesus Cristo "como oferta pelo pecado" (versões LBLA, e NBLH), e por causa disso, Deus condenou os nossos pecados em Cristo – a ira de Deus caiu sobre Ele na Cruz do Calvário – para que fosse possível. O que é que foi possível? Qual o objetivo de todo esse sacrifício?

Versículo 4: "a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Qual o objetivo de tudo isso? A fim de que o homem pudesse praticar a "justiça da lei". Em outras palavras, Jesus Cristo morreu na Cruz, a fim de que o homem fosse salvo da penalidade da lei, e, logo a seguir, pudesse ver cumprida a justiça da mesma lei em sua própria vida, de tal modo que se antes ele andava segundo a carne, agora ele anda segundo o Espírito Santo.

Paulo está ampliando o que ele disse no v. 2. Desse modo, o v. 3 fala de Justificação pela morte de Cristo e o v. 4 fala de Santificação como um resultado da justificação alcançada pela morte do Salvador. Elas estão intimamente tão relacionadas que uma não pode existir sem a outra. Com efeito, não pode haver justificação sem santificação; e se não há santificação, tampouco aconteceu a justificação.

Portanto, não há mais condenação, porque nós fomos libertos das tendências pecaminosas pelo poder do Espírito Santo para não mais andarmos segundo as paixões pecaminosas da carne. E como um outro resultado, temos vida espiritual: "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida". (8:6).

Não há mais condenação, a salvação é segura. Certa vez os fariseus, homens arrogantes, encapsulados dentro de sua própria vaidade religiosa, cheios de justiça própria, eles encontraram uma desgraçada mulher em flagrante adultério. E eles, então, levaram aquela mulher para Jesus. Arrastaram-na atropeladamente diante da presença de Cristo. E ali estava uma mulher humilhada, tiranizada, coberta do opróbrio, a imagem vívida do desespero.

E eles, arrogantes, apresentaram diante de Jesus um dilema, apresentando a seguinte questão: "Esta mulher foi encontrada em flagrante adultério e a legislação ordena o apedrejamento sumário. Tu, Senhor, o que dizes?" (João 8:4,5). A narrativa nos conta que Jesus Se encurvou sobre o solo arenoso para escrever os pecados que iam no coração daqueles homens. E quando viram que os seus pecados eram ali radiografados, condenados saíram.

Mas – eu imagino – Jesus Cristo disse: "Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!"; posso imaginar aquela mulher que se encurvou, tremeu, o coração pulsou descompassadamente, esperando uma saraivada de pedras. Passaram-se os segundos, passaram-se os minutos, e ela ousou levantar a cabeça para ver os seus acusadores. Então, Jesus lhe disse: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? (...) Nem Eu tampouco (...) Vai e não peques mais.” Justiça imputada: "Eu não te condeno!", e justiça comunicada: "Vai, e não peques mais".

2) Segundo argumento: A SALVAÇÃO É CERTA E SEGURA, PORQUE SOMOS FILHOS DE DEUS.

Versículo 14: "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." E agora não temos mais aquele espírito de escravidão. Segundo Paulo, nós estávamos atemorizados, escravizados pelo pecado e atemorizados. Agora nós temos a adoção de filhos, agora nós clamamos: "Aba, Pai" (v. 15) com o coração cheio da alegria da salvação.

E agora um pequeno parênteses para dizer que o apóstolo Paulo no cap. 8 apresenta o seu grande clímax. Eu disse que quando ele escreve, ele faz como numa grande sinfonia musical em que muitos temas são lançados no início, depois ele desenvolve esses temas e então ele reúne a tudo e os apresenta num grande clímax. E o capítulo 8 é o grande clímax da certeza e segurança da salvação; e ele agora está apresentando o clímax. E ele diz que você é um filho de Deus; você não é mais escravo, você foi libertado, porque agora você é um filho de Deus, um filho do Rei do universo.

Cristo é o Filho legítimo de Deus, e, portanto, Ele possui a natureza divina; mas nós somos filhos adotados na família celestial. Mas filhos adotivos tem um grande significado, porque eles foram escolhidos dentre outros filhos que não foram escolhidos. Ele nos escolheu dentre outros filhos que andam na sua carne. Mas nós somos guiados pelo próprio Espírito Santo (v.14), o qual "testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (v. 16). Esta é a segurança da salvação. A convicção do Espírito de que somos filhos de Deus assegura a nossa certeza.

O problema dos cristãos quando pecam – e todos somos pecadores – o problema é que os cristãos estão esquecidos do seu novo "status". Qual é o "status"? O "status" de filho de Deus. Mas o cristão quando peca disse o apóstolo Pedro (2Ped. 1:9), ele está esquecido da libertação dos seus pecados. Não mais é um escravo, agora é um filho.

Há diferença, notou? O escravo e o filho. Disse Cristo: "O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:35, 36). Filhos de Deus, e se somos filhos, também somos herdeiros, "herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo" (v. 17), herdeiros das mansões eternas. Por que deveríamos duvidar de nossa salvação? Nossa filiação com Deus é uma garantia de que isto é um fato incontestável.

3) Terceiro argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, PORQUE TEMOS A ESPERANÇA DA GLÓRIA

Verso 18: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós." Paulo tira este argumento do anterior. Ele já dissera no v. 17: "se somos filhos, ... seremos glorificados." Agora, ele amplia esse pensamento, apresentando a grande esperança dos cristãos. Os ímpios não tem certeza, porque não tem esperança. Paulo disse no cap. 5:2, que nós nos gloriamos na esperança da glória de Deus, ou seja, queremos ver a Deus em Sua glória. Mas agora, ele amplia essa ideia, e declara a grande esperança cristã de sermos nós mesmos glorificados.

A própria criação, diz Paulo, está expectante, aguardando "a revelação dos filhos de Deus", porque a criação tem a esperança de ser "redimida do cativeiro da corrupção" (21). No presente, a criação sofre, "geme e suporta angústias até agora". Paulo já antecipara o sofrimento dos filhos de Deus (v. 17), mas então, ele declara que juntamente com a criação, nós gememos também, "em nosso íntimo". Esta é a realidade de cada cristão: todos temos uma natureza pecaminosa, e, embora tenhamos as primícias do Espírito" (v. 23), temos os frutos do Espírito (Gál. 5:22-23), temos o poder libertador do Espírito Santo, sentimos as insinuações do pecado em nossa carne.

E como um resultado, temos de enfrentar um grande embate, um conflito interior porque há duas tendências, há dois princípios lutando dentro de nós, num conflito angustiante, num processo de toda a nossa vida aqui nesse mundo. Entretanto, esta angústia e este sofrimento faz-nos ainda mais ansiosos e mais expectantes, "aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo", a transformação do que é mortal, para experimentar a imortalidade e santidade pelos séculos infindos.

Nós ainda estamos em um mundo de sofrimento e de muita dor. Pode ser que você mesmo esteja passando por uma fase difícil em sua vida agora. Pode ser que você esteja afligido por tantas lutas e angústias. Pode ser que você esteja lutando com um pecado que o persegue, em muitas tentações. Você se sente assediado, tenazmente, pelo pecado? Sente que você é fraco? Mas você não deve desanimar, porque a mensagem de Paulo é de que somos de fato fracos, mas podemos ser vencedores. Há uma grande esperança de glória à nossa frente. E a grande consolação do apóstolo é de que não há comparação: o eterno peso da glória é infinitamente maior do que sequer podemos imaginar, para que fiquemos abatidos com sofrimentos do tempo presente (v.18).

4) Quarto argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, PORQUE O ESPÍRITO INTERCEDE POR NÓS

Veja aqui o verso 26: "Também o Espírito Santo, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis."

O Espírito Santo intercede por nós. Observe que no início do processo da salvação o Espírito Santo nos convencia de que éramos pecadores. Disse Cristo que o Espírito da verdade "convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo" (João 16:8). Mas este Espírito que antes nos condenava, mostrava o nosso pecado, dizia que nós estávamos perdidos, que nós iríamos para o inferno se nós continuássemos assim nessa situação de perdidos, este mesmo Espírito agora intercede por nós. Espírito de amor que fez este trabalho num processo para alcançar-nos, para salvar-nos, este Espírito que tem amor por nós.

Muitas vezes fico pensando quando alguns cristãos começam a pensar sobre o Espírito Santo, já ficam um pouco sem jeito, às vezes ficam um pouco preocupados porque Ele está relacionado com o pecado imperdoável, e então, dizem: "Será que eu já cometi este pecado contra o Espírito Santo?" Mas enquanto você tiver no seu coração o desejo de alcançar o Céu e de se salvar, o Espírito Santo ainda está atuando na sua consciência.

Mas você não deve temer o Espírito, porque Ele é uma das razões fundamentais através de Quem nós temos a certeza de salvação. O Espírito intercede por nós. Ele sabe, conhece a nossa fraqueza, sabe que às vezes em muitos aspectos nós falhamos, mas Ele Se achega a Deus e apresenta-nos diante de dEle, intercedendo por nós, e nos defende diante do Pai.

Não somos deixados a sós. Temos lutas, tentações, provas, privações, pecado, tentações; o Espírito Santo Se aproxima de nós, traz o amor de Deus, derrama o amor de Deus sobre nós. Ele nos vivifica, Ele nos anima, Ele nos fortalece, dando-nos o amor, a alegria da salvação.

O apóstolo Paulo agora chega a um dos grandes, magnos argumentos pelo qual você pode ter a certeza da salvação. Sabe qual é?

5) Quinto argumento. A SALVAÇÃO É SEGURA PORQUE DEUS NOS PREDESTINOU

Versículo 28: "Sabemos" – isso é certo e seguro, nós sabemos, não estamos na ignorância – "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." V. 30: "E aos que predestinou, a esses também chamou."

É a predestinação. Deus tem o propósito de nos salvar. Será que falhará o Seu propósito? Pelo Seu propósito de nos salvar, Ele nos chamou, e então nos predestinou para a salvação.

Mas o que significa realmente a PREDESTINAÇÃO BÍBLICA?

Muitas pessoas ensinam, especialmente os calvinistas que há uma predestinação absoluta: Deus toma certas pessoas para a perdição e toma outras pessoas para a salvação, de modo que se você estiver naquele grupo de perdidos, você não pode se salvar mesmo que queira vir aqui à igreja, mesmo que se esforce por guardar a lei de Deus, mesmo que você guarde o sábado, entregue os dízimos, você aceite a Jesus como seu Salvador – não importa – fatalmente você vai se perder. Enquanto que no outro grupo de pessoas predestinadas, se ele está predestinado para a salvação, não importa se ele é um grande pecador, e se ele continua nisso – não importa – finalmente Deus vai salvá-lo. Isto está completamente equivocado. A Bíblia não ensina a predestinação absoluta.

O que é que a Bíblia ensina? Eu disse que o apóstolo Paulo já tratou desse tema, e estamos apenas recapitulando. E qual é o ponto que ele menciona? Ele disse o seguinte: só há duas classes de pessoas neste mundo – uma classe de pessoas que estão "em Adão" e outra classe de pessoas que está "em Cristo". Quando nós estamos "unidos a Adão", nós estamos correndo para a perdição; mas quando nós, no meio do caminho, nos voltamos e nos "unimos a Jesus Cristo", nós estamos predestinados para a salvação.

Por isso é certo, é segura a salvação porque Deus nos predestinou em Cristo, em Cristo nos escolheu, em Cristo nos justificou, em Cristo nos santifica; finalmente, em Cristo nos glorificará. E há um aspecto que o versículo 30 nos apresenta em que Ele já nos glorificou. Portanto, o ensino de Paulo é de que todos os homens que estão "em Cristo" são predestinados para a salvação. Ninguém é predestinado para a perdição. Se alguém se perder, isto será porque decidiu permanecer no seu estado de pecado e perdição, por livre e espontânea vontade.

6) Sexto argumento: A SALVAÇÃO É SEGURA, É CERTA PORQUE DEUS ARRISCOU TUDO POR NÓS

Versículos 32-34: "Aquele que não poupou o seu próprio filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará: É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à destra de Deus e também intercede por nós."

Deus já arriscou tudo por nós. Este é um dos maiores argumentos. E sempre o maior argumento está em torno da Cruz. O maior argumento se fundamenta, se baseia no fato de que Deus enviou a Jesus Cristo para morrer por nós.

Portanto, quando você está sendo acusado pela consciência, tiranizado pelo remorso, olhe para a Cruz. Esta é a garantia absoluta de que Ele levará ao fim todas as coisas que Ele já começou. É inconcebível que este Deus que é Eterno, é Imutável, é Todo-Poderoso, é inconcebível que este Deus devesse entregar o Seu próprio filho para a morte, e então permitir que alguma coisa abalasse os fundamentos da salvação. Não só temos o caráter, a palavra e o plano de Deus – temos também a Cruz.

Se Jesus já foi entregue por nós, e se isso foi a coisa mais difícil, e se isso provocou um grande sofrimento para Deus, se como sabemos Ele relutou ao entregar o Seu Único Filho para morrer por nós, se isto, de fato, foi a coisa mais penosa para o nosso grande Deus – a dádiva de Seu próprio Filho – como conseqüentemente, Ele não nos dará graciosamente as coisas que lhe são milhões de vezes mais fáceis? Porque daqui, o que parte da Cruz, é tudo mais fácil, é tudo garantido, é tudo certo, é tudo absoluto.

7) Sétimo argumento: A SALVAÇÃO É CERTA POR CAUSA DO AMOR INALIENÁVEL DE DEUS

O amor de Deus que está em Cristo é exorbitado, infinito e inalienável. Vs. 35 e 37. Aqui está o argumento: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? ...Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou."

Aqui está o homem que é fraco. O versículo 26 disse que nós temos tanta fraqueza que nem sabemos orar como convém. Nós somos fracos – somos fracos em oração, somos fracos em conhecimento, somos fracos em poder, somos fracos em muitos aspectos especialmente na nossa natureza pecaminosa. Mas embora fracos, aqui está o homem que é fraco, mas é mais do que vitorioso, é mais do que vencedor.

A palavra vitória é uma palavra pequena para descrever aquilo que acontece com os cristãos, genuinamente cristãos, aqueles que são justificados e têm o Espírito Santo. Não existe no universo infinito uma só circunstância invencível, uma só situação que não possamos vencer em Cristo Jesus.

Por quê? O que ele diz? Nada poderá nos separar do amor de Deus, ninguém nos poderá separar do amor de Deus, nenhuma situação, porque somos mais do que vencedores através de Jesus Cristo, quem nos amou. É a máxima garantia. Não só a grandeza, a sabedoria, a onipotência, a imutabilidade de Deus; temos também o Seu amor através do qual podemos vencer todas as circunstâncias do Universo. Temos o amor de Deus: um amor incomparável, exorbitado, eterno e inalienável.

Pense nas piores coisas que houver nessa existência de pecado. Pense na pior coisa que pode haver: a morte. Não há nenhuma circunstância que nos separe do amor de Deus. Versículo 38: "Porque eu estou bem certo" – aqui é o grande clímax: Por que a nossa salvação está garantida? Por que podemos nos gloriar na segurança da salvação? Paulo está para dizer agora o máximo de tudo o que ele já disse até aqui: Vs. 38 e 39: "Porque eu estou bem certo – isso é seguro, isso é infalível – de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."

Depois da Segunda Guerra Mundial uma jovem professora adventista foi para a Europa a fim de lecionar para um número de 40 meninos. Eram meninos, eram crianças cheias de vida, de muita energia, que davam muito trabalho para a professora, muita desordem. Mas ela notou que havia um menino na sua classe que era diferente, bem diferente.

Ah, ele gostava de brincar. Ele era um menino também alegre e cheio de vida. Mas quando havia lá uma briga, ele não estava nela, apenas como pacificador. E quando a professora precisava de alguém para limpar a sala, ele dizia: "– Professora, eu posso ajudar?" E quando ela dava as tarefas, ele era o primeiro a entregá-las, não porque ele era o mais inteligente, mas por causa de sua boa vontade extraordinária.

E um dia, ela chamou o seu aluno favorito, chamado Joãozinho. Disse: "– Joãozinho, você pode ficar até o final da aula? Preciso falar com você." "– Pois não, professora" – ele disse. Então, quando terminou a aula, ele se apresentou e disse: "– O que é professora? Eu estou às suas ordens." E a professora disse: "– Joãozinho, eu tenho notado que você é diferente dos outros meninos que aqui estão. E eu tenho pensado que você tem um pai e uma mãe maravilhosos que ensinam tantas coisas boas para você ser assim um menino tão especial. E eu tenho o desejo no meu coração de conhecer a sua mamãe. Você me leva para a sua casa para conhecer a sua mamãe?"

Ela notou que o menino ficou um pouco perturbado, um pouco sentido com essas palavras. E ele ficou cabisbaixo, em silêncio. E ela ficou um pouco preocupada. "– Será que ele é muito pobre, e ele está agora envergonhado de que eu vá para ver os seus pais?" Então ela continuou o assunto e disse: "– Joãozinho, se eu não posso ir até a sua casa, quem sabe você traz a sua mãe para cá?"

E então ela notou uma lágrima correndo dos seus olhos pelo rosto, na sua face. Mas ela continuou o assunto, e disse: "– Joãozinho, desculpe-me. Se a sua mãe não pode vir, quem sabe ela está doente. Traga o seu pai, eu gostaria de conhecer o seu pai." O menino agora chorando copiosamente, disse: "– Professora, eu sinto muito. Mas eu não posso trazer nem o meu pai e nem a minha mãe, porque ambos morreram; por isso que eu não posso trazê-los."

A professora sentiu por ter entrado no assunto, mas como já havia tocado nele, animou o menino a contar a sua história. E ele disse com lágrimas, continuou contando que ele morava em um palácio. Morava num palácio porque era filho de um pai que era um rei. Mas um dia a guerra com todas as coisas horríveis que traz, também entrou no seu pequeno país. E lá os soldados estrangeiros entraram no palácio e aprisionaram o seu papai e a sua mamãe.

Ele viu quando os soldados o mandaram marchar para a entrada. Viu os soldados apontando suas armas para o papai e para a sua mamãe. E ele correu atrás, sem saber o que fazer, sem saber o que ia acontecer. Eles andaram certa distância quando o seu pai falou uma coisa com o capitão, o comandante daquele batalhão, daquele exército, daqueles soldados; e então o seu pai, ele o ouviu dizer: "– Capitão, eu sei o que vai acontecer comigo, mas eu gostaria de despedir-me do meu filho. Deixe-me despedir-me do meu filho. Me dá apenas cinco minutos." E o capitão, mesmo que fosse um homem tão grosseiro, tão duro pelo rigor da guerra, então permitiu esses cinco minutos.

"– Então, disse Joãozinho, minha mãe quando ouviu a permissão do capitão, veio correndo e chorando e me abraçou. E daí, professora, o meu pai chegou, se colocou diante de mim na posição de sentido. E eu me coloquei na posição de sentido, como ele me ensinara. E ele fez continência para mim e eu continência para ele. E então, ele se ajoelhou diante de mim e disse: '– Joãozinho, nós sabemos o que vai acontecer conosco, comigo e com a sua mãe. Mas possivelmente eles não terão algum interesse numa criança. Mas Joãozinho, você precisa ser homem, você precisa ser forte. Eu gostaria que você se lembrasse de que o seu pai é um rei, e nunca se esquecesse que você é filho de um rei. Você deve sempre se comportar como filho de um rei.'
"– Professora, os soldados então deram um sinal para o meu pai voltar à fila. Ele continuou a sua marcha, e eu correndo atrás para ver o que ia acontecer.
"– Professora, eu vi que o capitão mandou que eles parassem. Vi que os soldados levantaram as suas armas. Professora, eu ouvi os tiros.
"– Professora, eu vi quando meu pai caiu, e a minha mãe caiu.
"– Professora, eu sofri muito, mas achei muitas pessoas que me ajudaram.
"– Professora, a senhora não sabe por que eu sou diferente? Eu sou diferente porque eu sou filho de um rei. Eu quero sempre me comportar como filho de um rei."

Há alguém aqui que gostaria de confirmar o seu voto a Deus de que é filho de um Rei? Não somente um rei de um pequeno país lá na Europa, mas do Rei dos reis, o Senhor dos senhores.

Você gostaria de dizer: "– Senhor, eu creio na Tua salvação. Eu tenho certeza porque não é pelo que eu faço, mas pelo que Jesus Cristo fez por mim. E eu quero me entregar novamente, entregar os meus membros, o meu corpo, os meus olhos, as minhas mãos, os meus pés como instrumentos de justiça para servir a Deus."

A mensagem de Romanos ficará para sempre em sua memória, de que há segurança nesta salvação. Nunca mais você esquecerá que só em Cristo há segurança. Como disse o grande pregador Moody: "Quando eu olho para mim mesmo, eu não sei como posso me salvar; mas quando olho para Jesus, eu não sei como posso me perder."

Que tempo já faz que falaste com Deus
Contando os segredos da alma?
Que tempo já faz que oraste ao Senhor
E de joelhos ouviste Sua voz?

Que tempo já faz que ajoelhaste a sós
E oraste ao teu Deus lá do Céu?
Que tempo já faz que o teu coração
Se apega aos pecados teus?
- [HASD Nº 425 – Que Tempo Já Faz?]

Você gostaria de se entregar inteiramente a Jesus Cristo neste momento? Se você está sentindo o Espírito Santo a lhe chamar, então diga a Deus: "Senhor, eu tenho certeza da Tua salvação. Eu creio plenamente em Jesus, meu Salvador; e quero me comportar como um filho de Deus, o filho do Rei dos reis."


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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Curiosidades dos Tempos Bíblicos: "Capa"


A túnica exterior era também chamada de capa, uma peça muito importante do vestuário, que se usava como um paletó ou blusão.
Essas capas eram tingidas de cores alegres ou listradas, e o tecido usado poderia ser um linho fino ou uma fazenda mais rústica.
Um homem que se prezasse não entraria no templo sem estar vestido com sua capa, que além de uma veste nobre, também era usada como cobertor.
Fonte: Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos
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Paz de Cristo X Paz do mundo


Você certamente já ouviu falar do Prêmio Nobel da Paz, certo? É um reconhecimento concedido a personalidades que contribuíram de maneira notória para uma maior ou melhor ação pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz. Este é, pelo menos, o conceito reforçado pelo idealizador do prêmio, curiosamente o inventor do dinamite, o sueco Alfred Nobel. Causou espanto para muitos observadores deste prêmio em todo o mundo a recente indicação do presidente norte-americano Barack Obama para receber a distinção.

É curioso mesmo, já que o prazo final para indicação do prêmio ocorreu em fevereiro, quando Obama estava há apenas 12 dias na presidência dos Estados Unidos da América. Além disso, só para efeitos de exemplo, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, que ficou notoriamente conhecido por se envolver em causas humanitárias e a favor dos direitos humanos durante todo seu mandato, só recebeu o Nobel da Paz quase 20 anos depois de estar à frente do poder.

Toda essa pressa, em relação à laureação do presidente Obama, pode nos fazer pensar que o conceito de paz, para os organismos mundiais, para os países ricos, para os grandes e influentes governos, talvez para as pessoas em geral, não seja exatamente o conceito bíblico. Mas o que é promover a paz para Deus? Que aspectos estão ligados a essa pequena palavra de apenas três letras?

Em primeiro lugar, a Bíblia esclarece que só há paz verdadeira, na vida do ser humano, se ele estiver ligado a Deus, ao Senhor. Em Salmos 4:8, é afirmado que “em paz me deitarei e dormirei, pois só tu, ó Senhor, me fazes habitar em segurança”. Neste verso, é possível entender que não há uma paz produzida individualmente através de ações políticas, quem sabe de ordem diplomática, mas a paz tem relação direta com a presença de Deus no cotidiano das pessoas, com essa aproximação entre o Criador e a criatura.

Dentro desta mesma linha de raciocínio, Jesus amplia a ideia e afirma que “deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou, como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27). A paz oferecida por Cristo às pessoas neste mundo, tanto enquanto aqui esteve presente, quanto agora quando intercede por nós (I Timóteo 2:5), é uma paz diferenciada. E Ele mesmo diz que é uma diferença referente ao que o mundo oferece. E aqui a expressão mundo se refere à opinião geral, ao consenso da maioria que nem sempre é o melhor. Ou seja, a paz do mundo não é a de Deus. Não são iguais em essência.

Mas Cristo foi mais além e disse, conforme João 16:33, que “disse-vos estas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo”. Novamente, a paz está intimamente ligada a Cristo, a Deus, e surge outro aspecto importante. A paz não é necessariamente a ausência de conflitos, de problemas, de dissabores, de guerras internas ou externas. É a capacidade de enfrentá-las, de mostrar ânimo mesmo frente a vicissitudes, a percalços e situações de crise. Obviamente quem dá o suporte nestes momentos é Deus a quem as pessoas se apegam e obtêm realmente paz.

Cada vez que vejo uma notícia sobre acordos de paz no Oriente Médio, em países envoltos em guerrilhas étnicas, decisões mundiais para combate ao terrorismo, enfim, toda a movimentação planetária em torno do assunto, não consigo enxergar soluções eficazes nisso. Afinal de contas, o planeta continua mais violento do que nunca, imoral, sem regras, sem limites, preocupado em ter e não em ser.

E, então, a paz de Deus figura como algo realmente inovador. Não é uma paz proclamada em reuniões a portas fechadas em algum escritório de um chefe de Estado engravatado. É uma paz disponível 24 horas por dia para quem desejar tê-la, viver com ela e transmiti-la aos que estão ao redor. Não é uma paz por atacado, em que subitamente nações inteiras passam a dar as mãos como se fossem antigos amigos somente porque um pedaço de papel assinala isso. É uma paz que cada pessoa pode sentir individualmente em sua experiência própria com Deus, ainda que sofra doenças, perseguições, injustiças, difamações. É a possibilidade real de agradecer ao Senhor por tudo apesar de tudo não ser exatamente como gostaríamos que fosse. Não é inexistência de guerras, mas é força para sobreviver às guerras.

O apóstolo Paulo resume esse aspecto, ao dizer que “e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus”. (Filipenses 4:7). A paz de Deus supera a compreensão humana. Produz mudanças, só que mudanças individuais, provavelmente não globais como alguns podem supor. Mas é muito mais eficaz. A paz que alguém sente proveniente de Deus é capaz de fazer a diferença total no seu ambiente de trabalho, na sua família, entre os amigos, entre as pessoas que a rodeiam. É uma multiplicação silenciosa, sem o alarde da pompa de uma entrega do prêmio Nobel, mas cujos efeitos são duradouros e sólidos. Essa paz não se resume a um prêmio dado por homens. É fruto de um prêmio maior que Deus espera dar aos que se mantêm fiéis a Ele durante a eternidade.



FELIPE LEMOS

Jornalista, blogueiro, twiteiro, especialista em marketing, Assessor de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
Editor geral do Blog Realidade em Foco
Email: felipex29@gmail.com 
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Só isso?


Faz alguns anos, o famoso roqueiro irlandês Bob Geldof apresentou o “Live Aid” – maior concerto de todos os tempos – com músicos e cantores do mundo inteiro.

Quando o concerto acabou, alguns jovens fãs, ao pé da plataforma, gritaram para os organizadores: “Só isso?” E Bob Geldof escreveu, como sentença final em seu livro: “É uma coisa que vivo perguntando a mim mesmo”. As palavras se tornaram o título do seu livro: “Só isso?”

Até a pessoa mais inteligente, desde os primórdios da civilização humana, tem-se feito a mesma pergunta acerca do propósito da nossa existência: ‘Só isso?’ A última oração de Aristóteles chegou até nós desde o século IV a.C.:

“Entrei no mundo por meios escusos,
Tenho vivido nele com ansiedade,
Deixo-o sentindo-me perturbado”.

Na era moderna, depois do grande triunfo da circunavegação do mundo em seu barco, Gipsy Moth IV, sir Francis Chichester descreveu seus sentimentos quando todas as comemorações acabaram: “Vi a mim mesmo como uma gota de água pingando sobre a areia da praia, levando a um beco sem saída. A vida em si pareceu-me fútil”.

O escritor Richard Bewes, que trouxe à tona o relato impressionante de Bob Geldof, faz a seguinte afirmação num de seus livros: “Vários de vocês, olhando para o vazio de suas próprias vidas, estão se fazendo a mesma pergunta: ‘Só isso? A vida neste mundo é só isso?’ Estou aqui para lhes trazer o anúncio sensacional de que há muito mais!”

Domingo passado, 16/08/09, preguei numa das sete igrejas do meu distrito pastoral sobre um dos temas que mais gosto de pregar: as Parábolas. Aqui neste site (www.iasdemfoco.net), temos, inclusive, uma série de artigos da colunista Graciela E. Rodrigues sobre esta temática. São lindos artigos e mensagens inspiradoras que nos alimentam espiritualmente!


A que abordei no domingo, por sinal uma das não trabalhadas por Graciela, é a parábola da “Pérola de Grande Preço”. No livro “Parábolas de Jesus”, a autora mostra que esta “Pérola” tanto se refere à Pessoa de Jesus como à Sua justiça: “A justiça de Cristo, como uma pérola branca e pura, não tem defeito nem mácula alguma. Nenhuma obra humana pode aperfeiçoar a grande e preciosa dádiva de Deus”.

Na Pessoa maravilhosa de Jesus, temos tudo o que precisamos para esta vida e para a vida futura – a eternidade. É por isso que Davi inicia o mais famoso dos Salmos afirmando: “O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará” (Salmo 23:1). Isso significa, como encontramos nas palavras de Paulo, que “o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

Quando cairmos na real e descobrirmos a pequenez das coisas deste mundo face à grandeza do que Deus oferece de graça na pessoa de Jesus, agiremos como o homem da parábola: o negociante de pérolas; então, abriremos mão de tudo o que somos, ou pensamos ser, em função de tudo aquilo que Deus pode fazer por nós e em nós.

Um mais alto valor “se alevanta”

Rebuscando o texto da menor de todas as parábolas contadas por Jesus [Mateus 13:45-46] as seguintes características presentes no personagem ali descrito: Era um comerciante de pérolas; diz o texto que se tratava de alguém que “negocia e procura boas pérolas”.

Em outras palavras, ele acordava, passava o dia, comia, bebia e respirava na busca incansável pelas melhores pérolas. Ele não se contentava com pouca coisa. Ele não se satisfazia com as coisas comuns que estavam à sua volta! Ele fugia do vulgar e do lugar comum – mediocridade não fazia parte do seu vocabulário! Ele queria o melhor! Ele anelava o melhor! E ele buscava incansavelmente o melhor!

O mesmo acontece com aqueles que almejam e buscam a salvação na Pessoa de Jesus. Eles não se satisfazem com as migalhas e bijuterias que este mundo oferece. Eles não se contentam ou satisfazem mesmo com aquilo de “melhor”, bonito, agradável, sensual e atraente que o mundo oferece.

Comidas, prazeres, fama, poder, dinheiro, sexo, títulos acadêmicos, amizades mundanas – e tantas outras coisas, em si mesmas boas e positivas – para eles perdem o brilho e atração; não significam NADA, porque eles estão em busca da Pérola de Grande Preço!

Eles são como Moisés, de quem a Bíblia afirma: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Hebreus 11:24-26).

O dicionário define galardão como “recompensa de serviços valiosos”, “prêmio”. Qual foi o galardão – recompensa ou prêmio – de Moisés? Você sabe? Abra sua Bíblia em Judas, verso 9 [só tem um capítulo e fica antes de Apocalipse, último livro da Bíblia] e, depois, em seguida, leia Mateus 17, versos 1 a 4.

Moisés está no Céu; para onde foi, trasladado, como lemos em Judas 9, logo após a sua ressurreição. E se ele tivesse escolhido as coisas deste mundo – as riquezas e glórias do Egito, ser o sucessor do Faraó (um “Faraózinho”) – qual teria sido o seu galardão, o seu prêmio? Com certeza, Moisés seria, hoje, mais uma daquelas múmias expostas nos museus mundo a fora.

Amigos, a própria pessoa que registrou estas palavras – falando de Moisés e dos outros grandes heróis da Fé – descreveu assim a sua experiência: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo [lixo], para ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7-8).

Prestem bastante atenção nisto: Aqui está, na experiência de Paulo, o melhor exemplo do que significa comprar a Pérola de Grande Preço! Paulo abriu mão de tudo – exclusivamente tudo – em favor de Jesus: “por amor do qual perdi todas as coisas”, ele afirma.

Da mesma forma, nós, indignos pecadores, temos que abrir mão do estilo antigo de vida – roupas inadequadas a um cristão, alimentos imundos, leituras, filmes, novelas e programas de TV impróprios ao viver cristão e todas aquelas palavras, pensamentos e práticas contrários à sã doutrina – para que possamos tomar posse da salvação, adquirindo a Pérola de Grande Preço que é Jesus.

A Bíblia mesma nos diz isso nas seguintes palavras: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Coríntios 5:17).

Correndo atrás de vento

Para o escritor Érico Veríssimo, "Felicidade é a certeza de que nossa vida não está se passando inutilmente". Por isso, precisamos mudar os parâmetros ou referenciais de realização pessoal e de avaliação do sucesso; precisamos trocá-los pelos critérios de avaliação bíblicos.

E a Bíblia, com certeza, tem muito a nos dizer sobre o verdadeiro sucesso e a verdadeira realização pessoal que, por sua vez, constituem-se nos verdadeiros pilares da felicidade. Ela, a Bíblia, nos faz algumas perguntas sobre as quais vale a pensa refletir:

“Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-Me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares” (Isaías 55:2).

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma?” (Marcos 8:36-37).

Se existiu alguém neste mundo que experimentou de tudo o que o poder, dinheiro, fama e conhecimentos podem proporcionar é o rei Salomão. Salomão, buscou a satisfação e realização pessoal na sabedoria e no conhecimento (Eclesiastes 1:16-18) e viu que isso era “correr atrás do vento”, “na muita sabedoria há muito enfado” e “quem aumenta ciência aumenta tristeza”.

Procurou na bebida e nos prazeres da carne (Eclesiastes 2:3 e 8); buscou-a através da realização de grandes empreendimentos (Eclesiastes 2:4-6) que, hoje, sobrepujariam os projetos de uma Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Oldebrecht, OAS, Queiroz Galvão – fazendo a alegria de qualquer grande empreiteiro.

Teve mais dinheiro, propriedades e riquezas (Eclesiastes 2:7-9) que o mega-investidor americano Warren Buffet (o homem mais rico do mundo), o mexicano Carlos Slim (o segundo da lista), Bill Gates e todos os demais – somados – possuem hoje.

Fez tudo o que queria fazer – ou “dava na telha” – e procurou atender cada desejo ou capricho pessoal: “Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas” (Eclesiastes 2:10).

No entanto, nada disso trouxe verdadeira realização para Salomão! Nada disso lhe trouxe satisfação plena! “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do Sol” (Eclesiastes 2:11).

Após experimentar de tudo, a Salomão restava sempre a pergunta: “Só isso?”

Permanente e supera todas expectativas

Como aconteceu com todos os demais grandes personagens da Bíblia, Salomão descobriu que o único bem supremo nesta vida, o único prazer que não tem fim está em fazer a vontade de Deus e em viver uma vida em sintonia com o Céu:

“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Eclesiastes 12:1).

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam más” (Eclesiastes 12:13-14).

Como a Bíblia afirma taxativamente: “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (I João 2:17).

No final da História deste mundo, aqueles que, hoje, buscam fazer a vontade de Deus de todo o coração, ao contrário dos ímpios, irão se surpreender positivamente com a recompensa dos santos: Afinal, Deus assegura: “Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio...” (Isaías 65:17-18).


PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.Editor Geral do Blog 7 com news e do site de Evangelismo IASDEMFOCO
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Pensamentos do Espírito de Profecia (34)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgCOMO DIRECIONAR NOSSA VONTADE!
A vontade do instrumento humano não deve ser submetida ao controle de qualquer outro homem. Quando fundida com a vontade de outros homens, torna-se desorientadora. ...
A Palavra de Deus estabelece a vontade que deve ser transmitida aos recantos da alma. Se o instrumento humano consentir, Deus poderá e fará identificar Sua vontade com todos os nossos pensamentos e alvos, e de tal modo moldará nosso coração e mente em conformidade com Sua Palavra, que quando obedecermos à Sua vontade, estaremos simplesmente exercendo os impulsos de nossa mente. Todos os que assim forem não possuirão uma disposição profana, egoísta, pronta a executar sua própria vontade, mas terão um determinado, fervoroso e fiel zelo pela glória de Deus. Não desejarão fazer nada mediante sua própria força e estarão prevenidos contra o perigo de promover o eu. OLHNANDO PARA O ALTO, PÁG. 181. 




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Viva o Pastor!



(Uma Homenagem no Dia do Pastor Adventista)


Texto: I Timóteo 3:1

Introdução:

A - O quarto sábado de outubro é considerado pelo calendário denominacional como o Dia do Pastor Adventista. Representando todos os pastores adventistas, eu escolhi, de livre e espontânea vontade, o Pastor Fábio dos Santos, do Nisto Cremos, pelo profícuo trabalho que tem realizado em favor desse Blog através de todos esses anos. Trabalhando para Deus, ele é um grande representante da classe ministerial no Brasil.
B - O texto que escolhemos para a nossa meditação neste dia tão significativo para Igreja encontra-se no conselho que apóstolo Paulo deu ao jovem pastor Timóteo. Ele diz: “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja”.

1 – Existem pessoas que já nascem com certas tendências vocacionais. As opiniões humanas quanto à vocação mais excelente podem variar. Mas o apóstolo Paulo considerava o ministério como uma vocação excelente.

I – QUANDO NOS DEPARAMOS A ESCOLHER UMA CARREIRA

A – Deve ser a carreira preferível aquela em que se pode ser mais útil aos semelhantes.

B – Que possa realizar o melhor bem à humanidade.

C – Que melhor contribua para a glória de Deus.

II – OS DIFERENTES DONS DADOS POR DEUS

A – Médicos, professores, escriturários, contabilistas...

B – Ministério – Vocação excelente, porque:

1 – Exige sacrifício e renúncia.
2 – Uma profissão pouco rendosa.
3 – Não é a que proporciona maior prestígio social.

Experiência: Eu era pastor em Imperatriz, interior do Maranhão. Encontrei-me, por acaso, com uma colega de Liceu, onde fizemos o curso Científico, hoje correspondente ao Ensino Médio. Ele começou a mencionar o que havia feito na vida, dizendo-me: “Fiz medicina. Sou um cardiologista e tenho o meu consultório nessa cidade”. Depois, procurou para mim: “E você, Emmanuel, o que fez na vida?”. “Fiz Teologia” – Respondi sem hesitar. “Que bom! Você também se formou e venceu na vida”. Sem saber bem o que era o curso de Teologia, ele me perguntou: “Em qual órgão você trabalha, Emmanuel?” Disse-lhe: “Sou pastor da Igreja Adventista nesta cidade”. Percebi pelo seu semblante que ele estava frustrado com a minha escolha. Disse admirado e como se estivesse com pena de mim: “Emmanuel, você é pastor?!... Tive bastante tempo para explicar-lhe a importância do meu trabalho, dizendo-lhe: “Dr. Simões, enquanto você cuida do corpo e das doenças, eu cuido da alma humana e das doenças espirituais. O meu trabalho, como pastor, é tão importante quanto ao seu, como médico”.

4 – O apóstolo Paulo diz: “Se alguém aspira ao episcopado excelente obra almeja”.

III – HOMENS QUE ESCOLHERAM O MINISTÉRIO

A – Amós. O apóstolo Paulo. Pedro. João. Timóteo.

1 – Através da História da Igreja Cristã milhares se dedicaram e deram a sua vida em favor do ministério evangélico.

IV – ATITUDES DE MUITOS PARA COM O MINISTÉRIO.

A – Os que só fazem Teologia porque não passaram em outros cursos.
B – Atitudes de muitos pais em face da resolução de seu filho: “Pensei que meu filho fosse ser um médico, engenheiro... Meu filho escolheu ser Pastor – uma profissão sacrificada”...
1 – A visão de tais pessoas é estritamente horizontal.
2 – Só pensam em termo do material e do temporal
3 – Não levam em consideração a eternidade..
4 – Não olham para cima.
5 – Não veem a cruz do Calvário como um traço de união, ligando o céu com a terra.
6 – Não vislumbram a alegria e o privilégio de ter um filho realizando uma obra semelhante à de Nosso Senhor Jesus Cristo, que disse: “Assim como o Pai me enviou, Eu também vos envio”. (João 20:21).

V – O MINISTÉRIO NÃO FICA DEVENDO A OUTRAS PROFISSÕES

A – O Médico – Com sua perícia pode acrescentar alguns anos de vida a um paciente.

1- O Pastor – Mediante o evangelho pode dar significado a vida presente e acrescentar-lhe a eternidade.

B – Se o Advogado é, no mais elevado senso, um agente de reconciliação entre os homens, um harmonizador das relações sociais;

1 – O Pastor, por sua vez, tem a incumbência mais gloriosa de reconciliar os homens com Deus e deste modo promover a fraternidade humana numa base imperecível.

C – Se o Comerciante, pela inteligência e tirocínio contribui para satisfazer as necessidades materiais da sociedade, através de trocas, de bens de utilidade;

1 – O Pastor, mediante o evangelho pode satisfazer as aspirações que são mais prementes, pois “Nem só de pão vive o homem”.

D – Se o Engenheiro tem satisfação de construir edifícios de ferro e concreto que desafiam o tempo;

1 – O Pastor tem o privilégio de construir caracteres que atravessarão a eternidade.

E – Se o Lavrador é abençoado por Deus porque lança a semente na terra na esperança de uma colheita que proporcionará à humanidade alimento:

1 – O Pastor é três vezes bendito porque semeia a Palavra que produzirá uma ceifa de almas salvas no reino de Deus.

F – Se o Geólogo se preocupa com a idéia das rochas:

1 – O Pastor estuda a Rocha dos Séculos.

G – Se o Astrônomo se deleita em medir as galáxias e nebulosas;

1 – O Pastor se deleita em captar a luz da “Estrela da Alva” e do “Sol da Justiça”.

H- Se outras profissões quaisquer oferecem satisfação e prestígio presentes;

1 – O Ministério confere satisfação de glórias eternas.

I – Outras profissões se relacionam com a presente ordem de coisas;

1 – O Ministério, porém, se relaciona com a nova ordem a ser inaugurada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ilustração: Os Três Construtores.
Certo homem passando numa rua viu três pedreiros trabalhando.
Perguntou ao primeiro pedreiro: “O que você está fazendo?” Ele respondeu: “Estou ansiosamente esperando que sejam 17 horas”.
Perguntou ao segundo a mesma coisa. “Estou aqui ganhando R$ 50,00 (Cinquenta Reais) por dia nesta construção.
Perguntou também ao terceiro, que lhe respondeu: “Estou aqui construindo este templo para Deus”.
Aplicação homilética: O Pastor é o terceiro homem trabalhador. Não trabalha por tempo, nem dinheiro. Trabalha para Deus.

Ilustração: Os dois irmãos Taylor.
Guilherme Taylor disse: “Darei nome à minha família. Serei grande”. Estudou Engenharia, Advocacia, e se tornou um político no seu país.
Hudson Taylor (1832-1905) disse: “Serei um missionário”. Foi enviado para a China. Viveu no país 51 anos. Levou para lá cerca de 800 missionários para o país, fundou 125 escolas e foi o responsável pela conversão 18.000 cristãos. É conhecido pelo título: “O homem que amou o Senhor e a China”.
Na Enciclopédia encontramos várias páginas de sua vida como missionário. Do seu irmão, que queria ser grande e poderoso, nada é dito e lê-se simplesmente: “Era irmão de Hudson Taylor”.

VI – O PASTOR – ESSE HOMEM INCOMPREENDIDO, MUITAS VEZES.

Reflexões sobre o comportamento de um Pastor (Autor desconhecido).

Se o Pastor visita os membros – Ele é incômodo;
Se o Pastor não visita – É preguiçoso.
Se o Pastor se veste bem – É muito vaidoso;
Se o Pastor se veste mal – É um relapso.
Se o Pastor estuda muito – Ele quer se modernizar;
Se o Pastor não estuda - É retrógrado.
Se o Pastor chega cedo às reuniões – É vigia;
Se o Pastor chega tarde – É atrasado.
Se o Pastor fica com os velhos – É ultrapassado;
Se o Pastor fica com os jovens – É infantil.
Se o Pastor gosta de sorrir – É sem personalidade;
Se o Pastor nunca sorrir – É um cara dura.
Se o Pastor chora no púlpito – É um chorão;
Se o Pastor nunca chora – É um insensível ao sofrimento.
Se o Pastor é muito calmo – É um “TÁ – LENTO”;
Se o Pastor é rápido – É elétrico.
Se o Pastor fala muito do Espírito de Profecia – É um Tiago White;
Se o Pastor prega só com a Bíblia – Ele não conhece outros caminhos.
Se o Pastor prega muito – É prolixo;
Se o Pastor prega pouco – É um Pastor sem mensagem.
Se o Pastor cuida da família – Não cuida da Igreja;
Se o Pastor cuida da Igreja – Não se preocupa com a família.
Se o Pastor constrói igrejas – É um Pastor “joão de barro”;
Se o Pastor não constrói – É um devagar;
Se o Pastor é presente – É um Pastor “Parabéns”;
Se o Pastor é ausente – É um japonês de nome ”Nunca Tá Qui”.
Se o Pastor é magro – É porque passa fome;
Se o Pastor é gordo – É um intemperante e glutão.
Se o Pastor dorme cedo – É dorminhoco;
Se o Pastor dorme tarde – É corujão.
Se o Pastor fica muito tempo no templo – É rato de igreja;
Se o Pastor não pisa na igreja – É um cometa Halley que só aparece uma vez na vida.
Se o Pastor tira férias em janeiro – Despreza a igreja;
Se o Pastor nunca tira férias – É um trabalhador inconsequente que só sabe trabalhar.

...Que coisa!

E ainda dizem que é fácil ser Pastor!


CONCLUSÃO:

A – A palavra de Deus enaltece o trabalho do Pastor, quando diz: Dar-vos-ei Pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência. (Jeremias 3:15).
B – O Apóstolo São Paulo diz com toda confiança: “Se alguém aspira ao episcopado excelente obra almeja”. (I Timóteo 3:1).
C – Que nesse dia em que se comemora o Dia do Pastor, que toda honra e respeito seja a ele outorgado.

Viva o Pastor!

ORAÇÃO: Senhor Deus e nosso Pai eterno, nós te rendemos graças pelo Teu Ministério e pelos Teus Pastores que trabalham diuturnamente em favor da Tua Causa. Abençoa os Teus Pastores, a fim de que continuem a apascentar o Teu rebanho e fazendo o melhor na salvação de almas para o Teu reino. Nós te pedimos em nome e pelos méritos de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos. H.A. 303, 305, 523, 524,


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL. 
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Pensamentos do Espírito de Profecia (33)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgA IGREJA QUE TRABALHA É A IGREJA QUE PROGRIDE!
A igreja que trabalha, é igreja que progride. Os membros encontram estímulo e tônico em ajudar a outros. Li a história de um homem que, viajando num dia de inverno através de grandes montes de neve, ficou entorpecido pelo frio, o qual ia quase imperceptivelmente congelando-lhe as forças vitais. Estava enregelado, quase a morrer, e prestes a abandonar a luta pela vida, quando ouviu os gemidos de um companheiro de viagem, também a perecer de frio. Despertou-se-lhe a compaixão, e decidiu salvá-lo. Friccionando os membros enregelados do infeliz homem, conseguiu, depois de consideráveis esforços, pô-lo de pé. Como o coitado não se pudesse suster, conduziu-o compassivamente nos braços através dos mesmos montões que supusera nunca poder transpor sozinho. Havendo conduzido o companheiro de viagem a lugar seguro, penetrou-lhe de súbito no espírito a verdade de que, salvando seu semelhante, salvara-se a si mesmo. Beneficêça Social, pág. 305. 




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Compromisso com a Fidelidade

Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo. 2 Tim 2:13

Conheci uma mulher que a chamarei nesse relato de Maria. Aparentemente não possuía problemas por distribuir sorrisos na igreja em que freqüentava.

Ao visitá-la, constatei que morava num humilde lar e que o ambiente estava escuro. Ela se desculpou por não possuir dinheiro suficiente para colocar um poste de luz em sua casa.

De repente a Maria veio da cozinha com dois pedaços de bolo. Um para mim e o outro para a minha esposa. Ela comprara na padaria apenas para as visitas. Comi o bolo emocionado pois nunca tinha presenciado uma recepção tão fidalga de alguém que ainda não me conhecia. O desprendimento era um gesto de amor para a família ministerial.

Em seguida, me contou que naquela semana o seu Neto havia-lhe pedido Pão Doce. Com tristeza no coração disse ao menino que não tinha nada para dar-lhe mas que Deus haveria de providenciar. Foi tentada a pegar em seu criado-mudo o dinheiro separado para o dízimo mas não o fez pois a sua consciência apontava a importância de ser Fiel a Deus.

Dobrou os joelhos e resolveu confiar em Deus pedindo-lhe que solucionasse o problema. Após a oração, um homem desconhecido bateu em sua porta dizendo: - Eu sou padeiro e as vendas de hoje não foram boas. Tenho excessos de pães doces e não posso vendê-los de um dia para o outro. Ao passar em frente da sua casa, algo me disse que deveria deixá-los para você.

Logo, percebeu que era a resposta de Deus as suas orações.

Agradeceu a Deus mas uma voz lhe dizia: - Repartas com outra pessoa.

Antes de dar ao neto o tão desejado pão doce, uma vizinha contou-lhe que o seu esposo estava doente e teve desejo de comer pães doce mas não podia comprá-los por estar desempregado.

A Maria disse: - Não se preocupe. Eu dividirei os pães que ganhei com você.

Naquele dia a fidelidade e confiança da Maria redundaram em bênção a sua família e aos seus amigos.
Deus não abandona seus filhos. Ele almeja que todos confiem em seu poder e reconheçam que dEle procede toda boa dádiva.

Seu convite é: “Tornai para Mim e Eu tornarei para vós.” Mat. 3:7




PR. FÁBIO DOS SANTOS
Teólogo, Pastor Local da Igreja Adventista em Osório - RS, casado com Margarete Elisia dos Santos, professora da Escola Adventista nesta cidade. Filho de Adventistas (Nildo F. dos Santos - "Obreiro da CPB" e Lucila G. dos Santos - "Colportora da APC").
Webmaster e Editor geral do Blog Nisto Cremos, COMIASD e Igreja Adventista de Osório
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Pensamentos do Espírito de Profecia (32)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgJÔNATAS - O AMIGO QUE O CÉU REGISTROU!
A amizade de Jônatas por Davi era também da providência de Deus, a fim de preservar a vida do futuro governante de Israel. Jônatas - por nascimento herdeiro do trono e não obstante ciente de que fora posto de lado pelo decreto divino; o mais terno e fiel amigo de seu rival Davi, cuja vida ele protegia com perigo da sua própria; firme ao lado do pai através dos tenebrosos dias de seu poder em declínio, e a seu lado tombando ele mesmo finalmente - acha-se o seu nome guardado como tesouro nos Céus, e na Terra permanece como um testemunho da existência e do poder do amor abnegado. Educação, pág. 157. 




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Curiosidades dos Tempos Bíblicos: "Coar o Mosquito"


O povo de Israel enfrentava um grande problema com os insetos: moscas, mosquitos e pulgas.

A água guardada para consumo tinha que ser bem tampada,mas nem sempre isso evitava a contaminação, e era comum ter que coar a água ou o suco de uva para remover larvas e outras impurezas.

Quando Jesus disse em Mateus 23:24 sobre "coar o mosquito e engolir camelos", seus ouvintes entenderam muito bem o recado.

Fonte: Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos
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Quando será a volta de Jesus?

A segunda epístola de Pedro profetiza que ‘nos últimos dias virão escarnecedores (…) dizendo: onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação’ (II Pedro 3:4). Apesar disso, nós Adventistas do Sétimo Dia não nos cansamos de anunciar que sim, Jesus voltará e este mundo acabará.

Então, surge a pergunta: quando será o fim do mundo e a volta de Jesus?

Ainda que não tenhamos uma data precisa (veja Mateus 24:36), nem devamos procurá-la, somos tentados a ver em certos eventos, particularmente os de escala mundial e religiosa, um alerta da proximidade desse dia.

Creio que, sempre sem vinculações de data, fazemos bem em agir assim. Permite-nos estar atentos e focados naquilo que mais importa - vigiando, segundo a ordem bíblica -, ao mesmo tempo que devemos evitar alarmismos sensacionalistas e excessivos, que logo se provem infundados.

Um dos acontecimentos ou tendências mundiais que muito tem chamado a nossa atenção como Adventistas – mais pelo que daí surgirá do que pelo elemento em si – é a atual crise económica mundial. Avisados que o fim chegará ‘de repente’, ‘num abrir e fechar de olhos’, não ficamos indiferentes ao fato desta crise ter sido despoletada em tão curto espaço de tempo. Por isso, renovamos a questão: será agora que se dará o fim e Jesus voltará?

Veja que a crise económica afeta o mundo (quase) inteiro. Logo, se for este evento que precipitará o fim da história da Terra, deveríamos encontrar evidências bíblicas que Jesus voltará quando houver graves problemas financeiro-económicos e até sociais. Mas, o que encontramos é exatamente o contrário!

A propósito do dia da volta de Jesus, Paulo advertiu que chegaria como ‘o ladrão de noite’, querendo dizer, de surpresa (note bem: o que chegará de supresa, às escondidas como um ladrão é o dia, não Jesus!). E logo de seguida, especifica as condições do mundo, melhor dizendo, dos discursos oficiais do mundo, nesse momento: ‘pois que, quando disserem: há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição…’ (I Tessalonicenses 5:3).

Ou seja, o mundo terminará não quando houver um período de crise, mas sim de tranquilidade e prosperidade (ainda que aparentes) em termos sociais – dir-se-á que haverá paz, esse bem há séculos procurado pela humanidade e nunca antes encontrado!

Além deste dado, temos outras indicações precisas acerca de como estará o mundo no dia da volta de Jesus? Resposta: sim, temos. Leia esta profecia deixada por Jesus.

‘E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar’ (Lucas 17:26-30).

O próprio texto responde à pergunta de como eram os dias de Noé e Ló: os homens usavam de uma libertinagem, luxúria, intemperança e ganância altamente ofensivas aos olhos de Deus e Seu propósito inicial para a raça humana.

Quer mais algumas indicações de como eram os dias do constutor da arca? Leia estes excertos do livro ‘Patriarcas e Profetas’ de Ellen White.

‘A poligamia fora logo introduzida, contrária às disposições divinas dadas ao princípio’ (p. 91).

‘Nem a relação de casamentos nem os direitos de propriedade eram respeitados. Quem quer que cobiçasse as mulheres ou as posses de seu próximo, tomava-as pela força e os homens exultavam com as suas ações de violência’ (p. 92).

‘Deleitavam-se na destruição da vida de animais: e o uso da carne tornava-os mais cruéis e sanguinolentos, até que vieram a considerar a vida humana com espantosa indiferença’ (p. 92).

E em relação ao fugitivo de Sodoma? Leiamos a partir do mesmo livro atrás citado.

‘A profusão que reinava por toda a parte deu origem ao luxo e ao orgulho. (…) O amor ao prazer era favorecido pela riqueza e lazer, e o povo entregou-se à satisfação sensual. (…) Sua vida inútil, ociosa, tornou-os presas das tentações de Satanás e desfiguraram a imagem de Deus, tornando-se satânicos em vez de divinos’ (p. 156).

No relato que a Sagrada Escritura faz da visita de dois enviados do céu à casa de Ló, em Sodoma, lemos que os vizinhos dele, mostraram desejo de saber quem eram os convidados nos seguintes termos: ‘onde estão os varões que a ti vieram esta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos’ (Génesis 19:5).

A este propósito, diz o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia: ‘aí, a impiedade dos homens de Sodoma ficou claramente demonstrada. Havia-se espalhado rapidamente a notícia da chagada de forasteiros. Os homens da cidade rapidamente rodearam a casa de Ló, pretendendo violar o direito oriental da hospitalidade, a fim de satisfazer as suas concupiscências anti-naturais. Quanto ao significado de ‘os conheçamos’ (ver Génesis 4:1), o termos aqui refere-se à abominável e imoral prática que Paulo descreve em Romanos 1:27, conhecida como sodomia’.

Romanos 1:27 diz: ‘e, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro’.

A degradação humana tinha descido a um patamar tão baixo que eles escandalosamente tentaram violar sexualmente os enviados do céu!!!

Faça o rápido exercício de avaliar as atuais condições humanas para concluir que não estamos muito longe deste lastimoso e vergonhoso estado de coisas. E deixo-lhe uma pista: verifique como os Estados Unidos da América, país líder mundial na implementação de hábitos e costumes, lentamente, estado a estado, estão a ceder na aprovação de casamentos homossexuais...

Em relação às outras evidências bíblicas já apresentadas (comida, bebida, negócios e comércio, etc.), facilmente o leitor se aperceberá como o homem, cada vez mais, vive essencialmente para os prazeres terrenos, valorizando mais o que é material do que o que é humano.

Pense neste paralelismo total: quanto ao comer e beber - sendo que, na essência isso é bom; o exagero da glutonaria é que o torna errado - relembre-se de Belshazar, em Daniel 5: mesmo avisado por uma mão misteriosa, preferiu, ele e os seus mil convidados na faustosa ocasião, continuar a gozar do vinho na companhia de mulheres e concubinas… Resultado: devido à sua soberba, lascívia e intemperança e desobediência, a sua vida não passou daquela mesma noite…

Recuperando a ideia inicial, digo que ainda que a crise económica seja um fator mundial importantíssimo o qual não podemos passar por alto, pois provoca apreensão e até sofrimento, quer entre o vulgar cidadão ou o proeminente governante, a Bíblia é muito clara em afirmar que, ao contrário, no último dia da Terra, quando Jesus voltar, as pessoas pensarão que tudo estará bem seguro e uma vida excelente poderá ser gozada adiante.

No entanto, o estado ético e moral de acordo com o princípio divino é que nos dá uma indicação precisa de como estará o mundo nesse grande e glorioso dia, e, naturalmente, nos que lhe são imediatamente antecedidos!

Como qualquer um de nós pode facilmente constatar, caminhamos a passos bem largos para esse momento...

Finalizando, ainda que a data esteja escondida aos homens e anjos, há um acontecimento específico que determinará o fim do mundo e a volta de Jesus. Leia as seguintes palavras de Jesus que disso dão prova.

'E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim' (Mateus 24:14).

Por incrível que pareça, a data específica do mais importante dia que está para chegar, depende de mim e de você; muito mais, do que de crises financeiras ou estados morais da sociedade...

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final
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O Homem que quer o bem, mas faz o mal

Vamos falar de mais um contraste da epístola aos Romanos. Trata-se de um homem que deseja acertar, mas sempre erra. Quem é este homem? De quem Paulo está falando? Há muita controvérsia entre teólogos sobre a identidade do homem de Rom. 7.


O grande clímax de Rom 5:20 apresenta duas objeções: "Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça." A 2ª objeção foi analisada em 1º lugar no capítulo 6; e a 1ª objeção será agora analisada, em 2º lugar, no cap. 7. Você notou que ele inverteu a posição das respostas, porque ele tinha que estabelecer as verdades do cap. 6, antes que pudéssemos entender o cap. 7. Ambos os capítulos estão intimamente relacionados. De fato, não podemos entender plenamente o cap. 7, sem antes estudarmos o cap. 6.

Perguntaram a um famoso pregador e teólogo inglês por que ele não pregava sobre Romanos. A resposta dele foi muito sábia. Ele disse: "Quando eu entender o capítulo 6, eu estarei preparado para pregar em Romanos!" Esta é a realidade: sem entender o capítulo 6, não podemos compreender o capítulo 7. Não podemos pregá-lo sem conhecer o seu conteúdo e significado, sem cair em erro. Mas aqui se encontra a maior revelação sobre o homem e o pecado, em toda a Bíblia. Não prometo que será um assunto fácil. Mas o resultado compensa a dificuldade.

Qual é o seu assunto? Paulo vai tratar do lugar da lei. Ele falou tanto que o homem é justificado pela fé, e isso independente da lei e das suas obras, que poderiam surgir algumas dúvidas referentes à lei: Porventura Paulo está diminuindo a importância da lei? Estaria ele dizendo que a lei não tem significado, não tem importância? Estaria ele querendo dizer que a lei foi colocada de lado, em plano secundário? Qual é a importância, qual é o lugar, a posição exata da lei?

I – O DOMÍNIO DA LEI (7:1-6)

Tendo esta visão geral, vamos estudar em Romanos 7, e começando no V. 1: "Porventura ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?" Esta é a sua 1ª proposição: "A lei tem domínio sobre o homem durante toda a sua vida, (mas não depois dela)."

E ele passa agora às provas, conforme o seu costume inalterável. Este é o seu método infalível: primeiro ele estabelece um ponto, dá a sua proposição, a sua tese; logo a seguir, ele passa às provas. Compreender isto é fundamental para entendermos as mensagens do apóstolo Paulo.

A lei tem as suas limitações. Ele prova essa tese pela instituição do casamento. Vs. 2-3: "Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias." Ou seja, pela lei do casamento, a esposa está ligada ao marido por toda a sua vida, mas não depois disso. Na morte dele, a esposa está livre da lei. Não será condenada, e está livre para casar com "outro homem".

Ora, não foi isto o que aconteceu conosco, em relação a Cristo? Paulo completa, no V. 4: "Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, Aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus."

O que significam estas palavras? Vamos entender a analogia do casamento. Alguns estudiosos dizem que estávamos casados com a lei, que o casamento é entre o cristão e a lei. Mas a Bíblia nunca ensinou isso. O contexto do cap. 7 está baseado no cap. 6, e portanto, não podemos esquecer esse capítulo em nossa interpretação do cap. 7. É o método da antecipação, como Paulo sempre faz.

Quem é a mulher? A mulher casada representa a Igreja, que somos nós. A lei conjugal é a lei dos Dez mandamentos (7:7). Quem é o marido? O marido representa o "nosso velho homem", com quem estávamos unidos, "casados". Mas o "nosso velho homem", Adão em nós, morreu na cruz de Cristo, sendo crucificado (Rom. 6:6), e assim ficamos livres da "lei conjugal" para casarmos com outro homem (7:4), "o novo homem" que é Jesus Cristo, "Aquele que ressuscitou dentre os mortos", e agora pertencemos a Ele, pela fé.

Este é o mais estupendo fato com respeito ao nosso relacionamento com Jesus Cristo: nós estamos unidos, "casados" com Ele, num estreito relacionamento, numa união ímpar, em íntima ligação com o nosso Salvador. Poderia haver algo mais? Estamos livres da lei porque estamos relacionados a Jesus. A lei não pode mais nos condenar. Este é o grande fato que deve emocionar a cada cristão.

Mas qual é o resultado de um casamento? O que se espera logo de um casamento? Filhos. Esses são os frutos. E os frutos na vida do cristão são os frutos do Espírito Santo: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gál. 5:22-23). Esses são os frutos que vão produzir a conversão de pecadores, que se transformarão em outros filhos de Deus. E assim como a videira está nas varas e as varas estão na videira, produzindo frutos, quando nós estamos casados, unidos a Jesus Cristo, unidos pela fé, nós vamos produzir frutos.

Mas, por que vamos dar frutos? Porque é impossível ser diferente. V. 5: "Porque quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte." Paulo disse aí que é impossível viver sem dar frutos: ou frutificamos para a vida, ou para a morte. Se antes "as paixões pecaminosas operavam em nossos membros", o que deve acontecer com o cristão? As "paixões santas" também vão operar em nossas faculdades físicas, mentais e espirituais.

O que são paixões? Todos conhecemos o seu significado. São desejos fortes, fortes inclinações, tendências para o bem ou para o mal. Mas paixões não são pecado. Deus criou a Adão com muitas paixões, mas todas elas eram santificadas e controladas. Mas quando o pecado foi introduzido, as paixões naturais se tornaram corrompidas e pecaminosas. Então, a lei (dada antes do pecado), pôs em relevo a pecaminosidade das paixões praticadas pelo homem.

Então, o apóstolo chega ao clímax desta seção, dizendo: V. 6: "Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito" – agora a nossa vida é nova porque nós servimos "em novidade de espírito e não na velhice da letra." O novo está em contraste com o velho; "velhice da letra" significa a nossa antiga tentativa de guardar a lei para nos salvarmos. Mas agora se nós estamos libertos da condenação da lei, podemos viver em novidade de vida, pelo poder do Espírito Santo. Unidos a Cristo, podemos frutificar servindo não pela "letra da lei", como legalistas, mas conforme o Espírito em novidade de vida (V. 6).

Desse modo, se no cap. 6 Paulo disse que "o pecado não terá domínio sobre vós" (Rom. 6:14), aqui no cap. 7, ele disse que a lei não tem mais domínio sobre nós (7:1). Por quê? Porque a lei não tem mais domínio após à morte. Ora, o capítulo 6 provou que nós estamos legalmente mortos. Em consequência, a lei não tem mais domínio sobre nós. Estamos "libertos da lei" (7:6): ela não pode mais nos condenar. No cap. 6, nós fomos legalmente mortos para o pecado (6:2); no cap. 7, nós fomos legalmente mortos para a lei (7:6). Portanto, a nossa união com Cristo é legitima, e judicialmente legal.

II – A FUNÇÃO DA LEI (7:7-13)

Mas Paulo imagina alguém que poderia objetar ao chegar no seu clímax; alguém poderia dizer: "Mas Paulo, se a lei põe em realce as paixões pecaminosas, então, você está dizendo que a lei é pecado!" diria alguém que raciocina, um bom judeu, um bom fariseu, ou um legalista de nossa igreja: "Não posso concordar, porque você está dizendo que a lei promove o pecado, a lei põe em realce o pecado, as paixões pecaminosas. Portanto, você está dizendo que a lei é a mesma coisa que pecado."

Paulo responde a esta objeção, fazendo uma pergunta que ele mesmo responde enfaticamente, dizendo no V. 7: "É a lei pecado? Não, de maneira nenhuma!"; uma coisa é lei, outra coisa é pecado. Há uma diferença marcante entre lei e pecado; não vamos confundir os termos.

O que faz a lei? Há um objetivo na lei, porque "eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; " Há um propósito na lei que é tornar o pecado conhecido, é colocar o pecado em evidência.

Portanto, esta é a 2ª proposição: "A lei revela o conhecimento do pecado." E Paulo, pela primeira vez nesse capítulo tão famoso, introduz a palavra "eu", contando a sua própria experiência. Ele diz: "Eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei, pois eu não teria conhecido a cobiça se a lei não dissera: Não cobiçarás.." Paulo não conhecia o verdadeiro significado da lei, até que se confrontou com o 10º mandamento, que revelou o pecado da cobiça, que é a base de todos os outros pecados. A lei não pode justificar. Só pode mostrar o pecado. A lei revela o pleno conhecimento do pecado (3:20).

Mas o que faz o pecado? V. 8: "Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência." Ora, se a lei revela o pecado, o pecado revela mais pecado ainda, através da própria lei. Portanto, o problema é o pecado, não é a lei.

Hoje se pode constatar como a publicidade de crimes está enchendo o mundo de mais crimes. Dê uma grande ênfase de como os pais lançaram uma criança pela janela abaixo, e na outra semana, virão outros pais lançando outras crianças pela janela, ou maridos jogando a esposa escada abaixo, ou jovens matando as namoradas. O pecado, o crime, a violência e a cobiça atraem mais pecado ainda. A aprendizagem é instantânea. O grande problema da pornografia, dos crimes, da violência, dos filmes exibindo tudo isso é que o pecado gera mais pecado ainda, enchendo o mundo de mais pecado, imoralidade e truculência.

Nos V. 9-12, Paulo continua na mesma argumentação, ampliando o assunto, afirmando que no passado, ele confiava em sua própria justiça, julgando-se correto em todas as coisas. Mas quando teve uma revelação da lei em seu caráter espiritual, e aquela mesma lei que servia de fonte de vida se tornou um martírio, provocando a sua completa morte espiritual. Mas na realidade, ele diz que isso foi motivado pelo pecado, não pela lei, porque a conclusão é esta: a lei é "santa, justa e boa". Ela apenas cumpriu o seu papel. Nada mais.

III – O HOMEM DA LEI (7: 13-25)

Mas alguém poderia chegar a uma conclusão errônea, dizendo: "Bem, se isso é verdade, que a lei ressalta o pecado e gera a morte, então será que esta coisa que é tão santa, justa e boa se tornou em uma coisa má? Se a lei faz todas estas coisas, então ela não pode ser boa; mas, pelo contrário, é má, é ruim, e promove até a morte." Um bom fariseu não poderia concordar com Paulo.

Agora, Paulo prepara a resposta a esta 3ª objeção, e ele mesmo faz a pergunta: V. 13: "Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum!" É impossível que a lei, sendo boa, seja má, ao mesmo tempo. "Pelo contrário; o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte [espiritualmente], a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno." Novamente, o problema não é a lei, mas é o pecado. Portanto, temos a 3ª proposição: "A lei não pode santificar por causa do pecado." O problema é o pecado. Este sim, é a coisa ruim, má; é a pior miséria que já existiu em todo o universo.

Paulo está introduzindo um novo conceito. Se até aqui ele provou que a lei não pode justificar; agora ele prova que a lei não pode santificar, porque a lei não tem o objetivo de santificar; porque como a lei não pode justificar, a lei também não pode santificar. O objetivo da lei é revelar o pecado.

Os judeus diziam: "– Para você se santificar, você precisa da lei, porque a lei vai dizer exatamente aquilo que você precisa fazer e aquilo que você não deve fazer." E então o fundamento da santificação, dizia um bom judeu, é a lei. "– Se você não tem a lei, você não pode ser correto, justo, perfeito, porque a lei é o fundamento da santificação."

Agora o apóstolo diz: "Não, de modo nenhum, isso não pode acontecer. Sabe por que a lei não pode santificar? Por causa do pecado." Mas então, o problema não é a lei, é o pecado.

E aqui nós estamos entrando na 3ª seção, a mais importante, em que os teólogos têm debatido por muitos séculos; e eu gostaria de apresentar estes pontos a fim de que você possa ser esclarecido e com muito mais alegria pela certeza da salvação.

Vamos ler o V. 14: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado." Aqui está a grande razão porque a lei não é o problema; o grande problema sou "eu" e o pecado. A lei é espiritual; mas eu sou carnal. Este é o problema. Paulo introduz novamente, o pronome "eu", e acaba complicando aquilo que ele queria facilitar. Entretanto, esta é a maior revelação do conhecimento entre o homem, a lei e o pecado, que muitos ainda não entenderam.

Certa vez, em um debate bíblico entre dois cristãos de diferentes denominações, no Rio de Janeiro, um era a favor da lei e o outro era contra. Um defendia que, apesar da nossa salvação pela fé, nós temos ainda o dever de guardar a lei. O outro tentava por todos os meios anular a importância da lei, negando as suas funções mais claras. E para ilustrar isto, ele disse: "Conforme Rom. 7:14, disse Paulo: 'A lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal'." E concluiu: "É por isso que não podemos guardar a lei: a lei é espiritual e nós somos carnais!" Ora, será que os cristãos são carnais, ou já foram convertidos em homens espirituais? (Gál. 6:1).

A grande questão é esta: Quem é esse homem? Paulo introduz um homem hipotético, na pessoa dele; ele personifica esse homem. E os grandes teólogos tem debatido sobre esta questão: Quem é o homem de Rom 7:14, eles perguntam? E as respostas são variadas. Seria Paulo? Se for Paulo, em que época de sua vida ele está se descrevendo? Antes, durante ou depois de sua conversão?

Qual é a situação deste homem: V.15: "Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto." Esta é a situação: Ele não faz o que quer; ele faz aquilo que ele odeia. Ele odeia o pecado, mas comete o pecado. Esta é a situação.

Mas os versos 16 e 17 revelam mais 2 afirmações. V. 16: "Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa." Primeira: Consinto com a lei; a lei é santa, justa e boa. V. 17 – A segunda afirmação: "Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim." Mas que tremenda afirmação! Agora chegamos a um ponto difícil. Ele acabou de dizer que aquilo que ele faz de errado, é ele quem faz (verso 16). De repente, no verso 17 ele diz: "Não, aquilo que eu faço, realmente não sou eu, mas o pecado que habita em mim."

Afinal, quem é o responsável? Estamos livres da responsabilidade? Se isso é assim, então, nós vamos dar razão aos psicólogos que dizem que nós não somos culpados, porque não somos responsáveis, somos humanos, e todo ser humano comete erros, e não existe pecado; o que existe é erro humano, e isto é herança de todos. Não precisamos adoecer por causa da culpa, porque não cometemos pecado. Pecado é um mito alimentado pelas gerações passadas do tempo da Idade Média. Nós apenas cometemos erros, falhas que todos cometem.

Teria Paulo a intenção de se desculpar, dizendo que ele não é o responsável pelos seus maus atos? Estaria Paulo se eximindo da culpa? Colocando a culpa no próprio pecado que habitava nele? A resposta está nos V. 22-23: "Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros."

O que é que ele quer dizer? No "homem interior", ou seja, na minha mente, eu tenho prazer na lei de Deus; mas eu encontro nos meus membros, na minha carne, na minha natureza pecaminosa, eu encontro uma lei, um princípio que faz guerra comigo mesmo; o princípio pecaminoso que está no corpo, habita com a natureza pecaminosa faz guerra contra a lei da minha mente, o princípio espiritual, e, como eu não encontro uma saída, eu sou escravo da minha própria natureza. Esta é a pior escravidão.

Paulo está falando de duas vontades em conflito dentro de si mesmo. Uma vontade vem do "homem interior", que é a mente que tem prazer na lei de Deus; a outra vontade procede da "lei do pecado", ou o princípio do pecado, que está em sua natureza, que todos tem, que nos impele para o mal. Então, esse homem tem um "eu" que fica dividido entre duas vontades, uma espiritual e outra carnal. "Neste caso, quem faz isto já não sou eu (em minha vontade espiritual), mas o pecado (a minha vontade carnal) que habita em mim." (7:17). Ambas as vontades residem neste ser; no final da luta, a vontade de pecar domina o "eu" desse homem, e ele chega a dizer consigo mesmo: "Agora, eu quero pecar!" enquanto que o seu ser espiritual clama em desespero.

Paulo fala de uma luta interna, que acontece com este homem aqui descrito. Ele quer fazer o bem, ele ama o bem, ele tem prazer na lei, mas ele acaba cometendo o pecado que ele odeia. Há uma luta, uma batalha mental, entre o "eu" espiritual que quer fazer o bem, e a vontade carnal que deseja praticar o mal. É uma luta ingente entre o homem interior e a natureza pecaminosa. E esta natureza leva esse homem a fazer certas coisas que ele jamais gostaria de fazer. Esta é a verdadeira escravidão.

Seria isto uma luta da natureza espiritual contra a natureza carnal? Há uma teoria muito em voga, lançada pela Bíblia de Scofield, que diz o seguinte: o cristão tem duas naturezas: uma carnal e outra espiritual, que lhe foi implantada na conversão. E estas duas naturezas entram em conflito, procurando cada qual vencer a outra. Então, os pregadores evangelistas ilustraram isto, colocando dois cães fortes lutando entre si. Então, perguntam para o auditório: "Qual dos dois cães vai vencer?" Lógico, aquele que estiver mais bem alimentado.

É uma teoria muito bonita, muito interessante, que tem sido pregada por algum tempo, e emocionado a muitas pessoas, mas não tem apoio bíblico. A Bíblia nunca disse que temos duas naturezas. Paulo fala da mente lutando contra a sua natureza; nunca falou em duas naturezas, uma espiritual e outra carnal. Ele sabe que o homem não pode ter duas naturezas, porque natureza significa a essência, o cerne do homem, e ele não pode ter duas essências.

Qual é a mensagem de Paulo? Ele fala da transformação do homem carnal, em homem espiritual ("sois espirituais" – Gál. 6:1). Ele fala em recebermos a vida espiritual, porque estávamos mortos espiritualmente (Efé. 2:1), e recebemos a vida. A nova vida espiritual foi implantada em nossa única natureza, produzindo uma nova tendência, uma inclinação espiritual que luta contra a natureza carnal. Portanto, a luta é entre duas tendências, não entre duas naturezas, porque temos apenas uma natureza que em santificação está sendo transformada, dia a dia (Rom. 12:2; Luc. 9:23).

E então, esse homem na sua luta chega ao desespero e diz: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?"

A QUEM SE REFERE o apóstolo Paulo? Esta é a grande questão. Será que Paulo está falando do ímpio ou do justo? Do cristão ou do homem não regenerado? Ou de um meio termo? De quem ele realmente está falando: Como podemos nós descobrir isso?

Vamos fazer uma análise rápida sobre esta grande questão.
1) Em 1º lugar: Vamos supor que este homem seja o ÍMPIO – será este o homem descrito aqui, o ímpio?

O V. 14 parece favorecer este conceito: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado." Alguns dizem: Aqui está: o homem carnal é o ímpio; então, o apóstolo Paulo está se referindo ao ímpio. Ele diz que esse homem é "vendido à escravidão", é "carnal" e é escravo do pecado. Só pode ser a descrição do ímpio!

Mas acontece que o ímpio nunca reconhece isso. Ele não diz "eu sou carnal", "eu sou ímpio", "eu sou escravo". Os judeus, os próprios judeus disseram: "Nós nunca fomos escravos de ninguém" (João 8:33). O ímpio não sabe que a lei é espiritual, e não sabe que ele é vendido, e não sabe que ele é escravo, e não sabe nem o que é pecado.

Portanto, ele não diz assim: 7:15 – "Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto." O ímpio não detesta aquilo que faz; pelo contrário, ele ama, ele aprecia, ele não odeia o pecado.

Verso 22: "Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus." Podem essas palavras se referir ao ímpio? Não podem, porque ele não tem prazer na lei de Deus.

Verso 23: "mas vejo nos meus membros, outra lei que guerreando contra a lei da minha mente" – há uma guerra interior. Mas o ímpio não está em conflito; ele é coerente consigo mesmo. Ele ama o pecado, ele pratica o pecado, ele defende o pecado, e ele é capaz até de responder as questões de sua consciência, a fim de abafar a sua voz. Ele racionaliza, e fica em paz consigo mesmo, está confiante.

Verso 24: "Desventurado homem que sou!" O ímpio está feliz, basta ler por exemplo Jó 21, e os Salmos 37 e 73, que foi o grande problema do patriarca Jó, Davi e Asafe: Como é que os ímpios são tão felizes, são tão prósperos sendo tão ímpios?

2) em 2º lugar: Seria o CRISTÃO o homem descrito neste capítulo? Poderia ser um homem considerado justo e santo?

Temos a favor desta posição o V. 22: "Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus." Então, muitos dizem: "– Ah, aqui está: Paulo está falando do cristão, porque de acordo com o Salmo 1: 2, o cristão é alguém que tem prazer na lei de Deus". E então, em uma forma simplista, tomam um texto em comparação com outro texto sem examinar o contexto, o que dá na realidade uma interpretação errônea. "Um texto fora do contexto é apenas um pretexto", disse alguém sabiamente.

Os que apóiam esta idéia de que este homem é o cristão, citam o Salmo 1, mas esquecem que lá se apresenta o homem justo como sendo o homem vitorioso em sua experiência, mas este não é o caso aqui. O homem de Romanos 7 não é um vitorioso; ele sempre erra. Aqui está o homem que tenta acertar, mas sempre fracassa. Este é o homem de Romanos 7. O Salmo 1:1 fala de um homem bem-aventurado; Rom. 7 fala de um desventurado! (v. 24).

Poderia o V. 23 ajustar-se ao cristão? "mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado, que está nos meus membros." Aqui se fala de um homem que não pode se libertar, não sabe como se libertar, e ainda desconhece quem pode libertá-lo. Isso diz o V. 24: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Este homem não conhece o seu Libertador. Ele está em desespero, em angústia, escravizado, ele está sem esperança, e só vê a morte como o seu destino.

Entretanto, o cristão tem esperança. E o apóstolo nos apresentou até aqui uma mensagem de esperança e vitória e certeza de salvação, o que acontece com o cristão. Apesar das fraquezas que nos são tão próprias, apesar da luta interior que também enfrentamos, nós temos a certeza e a segurança da salvação. Mas este homem daqui está (1) em desespero e (2), ele é completamente ignorante do seu Libertador. Ele não pode ser um cristão.

E o versículo 25? Alguém diria: "Mas no verso 25 temos a resposta, onde o cristão achou a solução." Vejamos: "[Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.] De maneira eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado."

Estas palavras poderiam se referir ao cristão? O que é que significam? A 1ª frase não é uma declaração de vitória deste homem que a seguir se declara um escravo; porque se ele estivesse na condição de vitorioso, nunca diria que é escravo. Portanto, esta frase é apenas uma explicação parentética do apóstolo Paulo, como escritor. Ele parece estar tão ansioso por responder qual é a solução que, antes de chegar o tempo, ele extravasa este louvor, e dá graças a Deus por Jesus Cristo. Mas isto é apenas uma antecipação de Paulo, não é uma descoberta do homem derrotado e escravo. Mas finalmente, o apóstolo continua a descrição deste homem, afirmando que ele ainda está escravizado. Ademais, Paulo sempre se antecipa a si mesmo num capítulo como preparação para o próximo; este é o seu método, em todas as suas epístolas teológicas.

O versículo 14 é o mais forte contra a teoria de que este homem seja o cristão: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado."
1) Em 1º lugar: O cristão não é carnal; o cristão é espiritual. O apóstolo Paulo diz: "vós que sois espirituais" (Gál. 6:1).
2) Em 2º lugar: O cristão não é vendido. Porque a Bíblia diz em muitos lugares que nós fomos comprados pelo sangue de Cristo (Apo. 5: 9). Não somos vendidos, somos comprados.
3) E em 3º lugar: Ele não está na escravidão. Os cristãos foram "libertados do pecado", já não são mais "escravos do pecado" (Rom. 6:18, 20). O cristão tem uma luta contra a natureza pecaminosa, mas ele é "mais do que vitorioso" (Rom. 8:37), não um derrotado.
4) E poderia acrescentar: O pecado não "habita" nele. Em Rom 7: 17, Paulo fala desse homem, dizendo: "o pecado habita em mim". Mas falando depois do cristão, ele diz: "O Espírito de Deus habita em vós"! (8:9). Se este homem diz que o pecado habita nele, o cristão diz: "O Espírito Santo habita em mim!"
5) Ademais: O cristão não é desventurado ou miserável (7:24). O cristão é bem-aventurado (Sal.1:1)!

Conclusão: Este homem aqui descrito como sendo carnal, derrotado; carnal porque vive na carne; derrotado, porque sempre perde a luta, ele nunca vence; escravizado por causa do pecado, prisioneiro das suas próprias tendências pecaminosas; habitando no pecado e o pecado habitando nele; miserável, ignorante do seu Libertador; desesperado até à morte – este homem não pode ser o cristão.

O quadro apresentado é um quadro tétrico que não é o quadro de um cristão. Basta você ler em Heb. 11, sobre Abraão, Jacó, Moisés, e tantos outros vitoriosos cristãos do passado, todos com muitos problemas, mas se tornaram vencedores. Jacó que teve muitas lutas, se tornou um vitorioso de tal sorte que o seu próprio nome passou, de enganador, a ser Israel, que significa vencedor. O próprio Paulo que disse: "Tudo posso nAquele que me fortalece!" Ou Davi, o homem "segundo o coração de Deus". Romanos 7, portanto, não se refere ao cristão.

O cristão peca ocasionalmente, mas este homem aqui está pecando sempre. O homem de Romanos 7 sempre erra freqüentemente, ele nunca acerta.

E isso me faz lembra daquele explorador que foi para a África, a fim de ganhar muito dinheiro. Era um grande explorador, e ele soube que em determinado lugar da África havia uma tribo muito rica. E eles estavam escavando ouro. E este homem chegou para eles e disse o seguinte: "Os senhores estão trabalhando demais para cavar o ouro. Eu posso mostrar um modo fácil de vocês conseguirem ouro. É uma fórmula maravilhosa que, segundo ela, vocês podem fabricar ouro – nunca falha! Mas vocês têm que me dar uma certa quantia em dinheiro, e depois que eu receber o meu salário, eu posso lhes dar a fórmula."

Então, disse o cacique: "Nós estamos interessados. Mas acontece que nós vamos deixar você preso, e então nós verificar se esta fórmula vai dar certo, porque se não der certo, nós vamos levar você à morte. Você ainda quer fazer negócio?" Ele disse: "Eu faço."

Então ele ajuntou todas as pessoas da vila e o explorador mandou que colocassem um grande caldeirão e uma fogueira embaixo, e colocou água, e colocou areia, e começou a mexer dentro daquela grande panela. "É bem assim que se faz ouro." Ele continuou a mexer, e os homens estavam olhando. "Vamos ver, incrédulos, se vai sair ouro daqui."

E então ele, de repente, disse: "– Mas olha, que pássaro é aquele?" e nesse momento, colocou um pedaço de ouro lá dentro da panela. E aí continuou mexendo, mexendo. "Está pronto. Está fabricado o ouro. Pode ver que aí dentro tem ouro!" Aí derramaram a água e procuraram e viram que lá havia um pedaço de ouro no fundo com a areia.

E eles ficaram muito interessados. "Mas que coisa maravilhosa! Que coisa muito interessante! Como é que é a fórmula?" "Ah, vocês têm que me dar o dinheiro." "Está bem, nós concordamos em lhe dar o dinheiro; mas o senhor vai ficar preso aqui, porque nós vamos experimentar, e se a fórmula não der certo, então o senhor será morto."

"Muito bem, só que tem um detalhe: todos têm que fazer aquilo que eu mandar." "Ah, sim muito bem. Então vamos fazer de novo." Colocaram água naquele caldeirão, colocaram fogo embaixo, colocaram areia e começaram a encher. "Venha o primeiro homem, venha você."

"Muito bem. O que é que eu devo fazer?" Então, o explorador disse: "Você deve fazer o seguinte: Você nunca deve pensar em macacos; no momento em que você pensar em macacos, vai estragar tudo, você não vai conseguir fazer ouro." "Ah, muito bem, está certo."

Então veio o primeiro, começou a mexer e a mexer. "Bem, o que eu preciso fazer? Bem, eu preciso não pensar em macacos. Mas já pensei, então não deu certo. Comigo não dá certo. Chama um outro." E chamou um outro; e outro começou a mexer e mexer. "O que eu tenho que fazer?" "Você não pode pensar em macacos." "Pensar em macacos? Sim, mas é nisso que eu estou pensando agora. Mas então, eu não consegui." "O próximo..." disse o cacique. "Venha mexer aqui..."

Então, o explorador falou: "Com licença, os senhores estão tentando, tentando. Mas eu não sou culpado de vocês não fazerem exatamente como eu ordenei. No dia em que vocês pararem de pensar em macacos no momento que está mexendo, então vai sair o ouro."

Será que esta é a vida do cristão? Ele tenta não pensar em macacos? Ele tenta não pensar no pecado e só vive pensando em pecado? Será que esta é a nossa vida que se resume em querer fazer e não fazer? Não, a vida do cristão não é uma vida de escravidão. Ele já foi liberto do pecado. Embora não seja perfeito, ele é perfeito em muitos detalhes. Embora peque ocasionalmente, no entanto, ele alcança a vitória, e vence muitas batalhas. Em Cristo estamos "aperfeiçoados" diante de Deus (Col. 210). Em Cristo "somos mais que vencedores" (Rom. 8:37).

Muitos cristãos usam o Romanos 7 para desculpar o pecado. Mas isso é negação da fé. Esse é o evangelho dos pessimistas, que não confiam no poder de Jesus e dizem: "É, nós somos assim mesmo!"

Num círculo de pastores, quando se comentava sobre a vida cristã, de repente alguém disse: "É, nós somos vendidos, vendidos à escravidão do pecado." Isso está errado. Outro pastor chamava e cumprimentava os irmãos de sua igreja, dizendo: "Boa tarde, meu querido miserável!" e todos já sabiam que ele se referia a Rom. 7:24.

Se o homem de Rom 7 não é o cristão; se ele não é o ímpio, a quem se refere o apóstolo Paulo? Quem mais poderia ser esse homem tão complexo?

3) O apóstolo Paulo está descrevendo um HOMEM CONVICTO DO PECADO. Este é o homem da lei.

Paulo está falando da lei, ele está respondendo a uma objeção. Esta objeção foi levantada em 5:20. Ele começou a falar sobre a lei em 7:1; ele continuou em 7:7; ele continua em 7:13, e mostra que esta lei não pode justificar, esta lei não pode santificar. O problema realmente é este. Em seu contexto, ele fala da lei e do pecado na vida de um homem que está experimentando uma intensa convicção do pecado.

Despertado pelo Espírito Santo, ele compreende a espiritualidade e a santidade da lei, mas ele não sabe mais nada; ele está ciente da impossibilidade de ele guardar esta lei, e inconsciente do seu Libertador. Ele está tentando guardar a lei com sua própria força, e ele descobre que não pode. E, portanto, se sente condenado, escravizado e se desespera, porque não sabe onde encontrar o socorro e a libertação.

Nicodemos tinha a lei, era mestre de lei, sentia forte convicção do pecado, mas não sabia como se libertar. Jesus lhe disse: "– Nicodemos, é pela cruz, porque importa que o Filho do Homem seja levantado. É pela cruz que há libertação." Lutero, grandemente convicto do pecado e da lei, mesmo com a Bíblia na mão, não sabia como se libertar. Fazia penitências, foi à Roma a fim de galgar a escada de Pilatos de joelhos e alcançar o perdão e a certeza de salvação, até que compreendeu as palavras de Paulo: "o justo viverá pela fé."

O próprio apóstolo Paulo era um fariseu convicto da lei; amava a lei, era convicto das exigências da lei. Viveu uma vida irrepreensível diante dos ditames da lei. Mas quando ele chegou ao conhecimento da espiritualidade dessa lei, sentiu-se condenado à morte, até que se encontrou com Jesus. Portanto, em Rom. 7, ele descreve as angústias de como ele viveu com a lei, convicto de sua pecaminosidade, mas sem Cristo. Esta é a descrição do homem da lei, convencido, mas não convertido. Ele tenta acertar, mas sempre falha, porque está buscando a salvação pelas suas obras e seus esforços, confiado em suas próprias justiças, que não passam de "trapos da imundícia" (Isa. 64:6).

Esta é a experiência de muitas pessoas que lêem um livro religioso, ouvem um sermão, assistem uma palestra pela televisão. Então clamam à semelhança daquela multidão que após ouvir o discurso do apóstolo Pedro, disseram: "Que faremos, irmãos?" (Atos 2:37). Convictos do pecado, mas sem saber o que fazer. Como o centurião que não sabendo como lidar com uma situação de perigo diante de um terremoto e seus presos fugindo como pensava, perguntou para Paulo: "Senhores, que devo fazer para que seja salvo?" E a resposta veio pronta e sem dilação: "Crê no Senhor Jesus e será salvo, tu e tua casa!" (Atos 16:30-31).

Ou quando alguém faz uma auto-análise e vê a sua vida de miséria, ele está convicto da lei, mas não sabe o que fazer. Ou alguém que conhece os Dez Mandamentos, ouve o Sermão do Monte, ou lê um texto da Bíblia – subitamente eles são levados à convicção pelo Espírito Santo, vêem que o seu estado passado é pecaminoso, que estavam errados, eles perdem a sua própria justiça e se desesperam. Eles podem permanecer assim por alguns dias, ou meses, ou por muitos anos na sua vida. Eles podem passar a vida inteira nesta convicção.

Mas se alguém se encontra assim, o apóstolo Paulo ainda deixou a fórmula da libertação, o meio de escape antes mesmo que essa pessoa leia o capítulo seguinte: "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor." (7:25).

Harry Orchard, famoso assassino de uma vintena de pessoas, após tentar matar o governador de Idaho, EUA, foi preso e condenado a 30 anos de reclusão; era um homem perigoso e foi colocado em uma cela especial.

Todos o odiavam, até mesmo os colegas de prisão. Ele cuspia nas pessoas que o visitavam, era desprezado e ele os odiava em troca. Mas um ministro adventista visitou a sua cela, levou um livro preto, e o deixou com a Bíblia. Depois de algum tempo, Orchard resolveu abrir o Livro de Deus e se deparou com a mensagem de Rom. 7. Ficou convicto de que ele era aquele homem e se desesperou, experimentando um terrível conflito interior, um tremendo embate íntimo, que ele mesmo descreveu em sua autobiografia. Mas, lendo também as palavras finais, pouco depois aceitou a Cristo e se converteu, a ponto de o seu carcereiro no dia de sua morte falar, num funeral impressionante e comovente de 500 pessoas: "Nas suas mãos, eu entregaria até a minha própria vida!" Harry Orchard havia lido Rom. 7:25, e compreendeu a mensagem.

Simpson foi um grande cientista, o homem que descobriu o clorofórmio, o homem que trouxe uma notável contribuição à ciência médica. Em uma festa, reunindo os seus amigos, que lhe davam uma homenagem, ele disse o seguinte: "Amigos, fiz uma descoberta!" E todos pensaram: "Mas que descoberta?" "Fiz uma descoberta maior do que aquela que me valem estas honras: Descobri na Bíblia que eu era um pecador, que tinha necessidade de um Salvador, e descobri em Jesus Cristo o Salvador cujo sangue me purificou dos meus pecados e cuja graça me perdoou."

Este é o testemunho não de um homem néscio, parvo, mas o testemunho de um cientista. "Eu descobri que sou um pecador". Aqui está um homem convicto do pecado. Mas então ele acrescenta: "Mas descobri também que Cristo é o meu suficiente Salvador."

Prezado amigo e irmão, você já fez essa descoberta? "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!"




PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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Viva o Idoso!

(Uma homenagem ao idoso)

Textos: “O ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos idosos, as suas cãs”. Provérbios (20:29).

Está a sabedoria com os idosos, e, na longevidade o entendimento? Não! Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento. (Jó 12:12).


Introdução:

A - O dia 1º de outubro é considerado no Brasil o dia do idoso e tem como objetivo a valorização da pessoa idosa. Até o ano de 2006, esta data era celebrada no dia 27 de setembro. Com a criação do estatuto do idoso em 1º de outubro, a data foi transferida de acordo com a lei 11.433/2006.

I - Uma estatística mundial

Levando em consideração a expectativa de vida, uma estatística da ONU, publicada pela Organização Mundial de Saúde, diz que em cada grupo de 100 pessoas, no mundo, apenas uma alcançará 60 anos. (Isto por causa das guerras, da fome, dos vícios e todos os demais problemas sociais no mundo). E entre cada grupo de 10.000 pessoas, no mundo, apenas uma passará dos 90 anos. Atualmente, existem no mundo cerca de 140 mil pessoas com mais de 100 anos de idade.

Com a população atual, que é de 6,5 bilhões, a proporção cresce de uma pessoa para cada grupo de 46.000 pessoas no mundo. Atualmente, existem no Brasil cerca de 14,5 milhões de pessoas idosas, 8,6% da população total do país, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

São consideradas pessoas idosas com mais de 60 anos. Em uma década, o número de idosos no Brasil chegou a 17%, pois em 1991 correspondia a 7% da população’

Sem nenhuma dúvida, o envelhecimento da população é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço da saúde, melhoria social e a redução da taxa de natalidade.

Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no país deve chegar a 20 milhões, e a esperança de vida a 70,3% anos.

Até 2025, o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas, conforme os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Recentemente, alguém me deu de presente o texto de autoria de Jorge R. Nascimento, que repasso a você no dia do idoso.

II - Idoso ou Velho

Idoso é quem tem privilégio de viver a vida longa vida...
Velho é quem perdeu a jovialidade.

A idade causa a degenerescência das células...
A velhice causa a degenerescência do espírito.

Você é idoso, quando sonha...
Você é velho, quando apenas dorme.

Você é idoso, quando ainda aprende...
Você é velho, quando já nem ensina.

Você é idoso, quando se exercita...
Você é velho, quando somente descansa.

Você é idoso, quando tem planos...
Você é velho, quando só tem saudades.

Você é idoso, quando curte o que lhe resta da vida...
Você é velho, quando sofre o que o aproxima da morte.

Você é idoso, quando indaga se vale a pena...
Você é velho, quando, sem pensar, responde que não.

Você é idoso, quando ainda sente amor...
Você é velho, quando não sente mais do que ciúmes e possessividade.

Para o idoso, a vida se renova a cada dia que começa...
Para o velho, a vida se acaba a cada noite que termina.

Para o idoso, o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida...
Para o velho, todos os dias parecem o último da longa jornada.

Para o idoso, o calendário está repleto de amanhãs...
Para o velho, o calendário só tem ontens.

Enquanto o idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e preenche esperanças,
O velho vive horas que se arrastam, destituídas de sentido.

Enquanto o idoso tem os olhos postos no horizonte de onde o sol desponta,
O velho tem a sua miopia voltada para as sombras do passado.

Enquanto as rugas do idoso são bonitas porque foram sulcadas pelo sorriso,
As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.

Enquanto o rosto do idoso se ilumina de esperança,
O rosto de velho se apaga de desânimo.

Idoso e velho podem ter a mesma idade cronológica, mas têm idades diferentes no coração!

(Extraído do livro “Aprenda a Curtir Seus Anos Dourados”, de Jorge R. Nascimento).


III – Conclusão: A minha pergunta conclusiva é: Você é velho ou idoso?


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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Pensamentos do Espírito de Profecia (31)

MESMO FRACOS COMO JONAS E OUTROS HUMANOS PODEMOS VENCER!

A desobediência de Jonas e a idolatria de Israel são fielmente relatadas. A negação de Cristo por parte de Pedro, a viva contenda entre Paulo e Barnabé, as falhas e fraquezas dos profetas e dos apóstolos, todas são expostas pelo Espírito Santo, que descerra o véu do coração humano. Ali se acha diante de nós a vida dos crentes, com todas as suas faltas e loucuras, o que visa uma lição a todas as gerações que os seguissem. Houvessem eles sido isentos de fraquezas, teriam sido mais que humanos, e nossa natureza pecaminosa desesperaria de atingir nunca a tal grau de excelência. Vendo, porém, onde eles lutaram e caíram, onde se animaram outra vez e venceram mediante a graça de Deus, somos animados e induzidos a avançar e passar por cima dos obstáculos que a natureza degenerada nos coloca no caminho.
TESTEMUNHOS SELETOS, VOL. 1, Pág 438.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Verdade absoluta ou relativa?

Seria simplista demais concluir que atualmente há uma busca frenética e objetiva em torno da verdade. Podemos dizer que há, sim, um desejo latente por tentar encontrar verdades que se adaptem às necessidades ou prazeres. No Brasil, vários programas de TV têm investido tempo e dinheiro em atrações que se propõem a extrair a verdade de participantes por meio de perguntas constrangedoras e dos tais polígrafos que se tornaram verdadeiras referências “científicas” do que é ou não verdade. Em alguns casos, altas somas de dinheiro são pagas aos que agem com mais “sinceridade”, embora quem estude um pouco o assunto saiba com clareza que os parâmetros de análise são insuficientes para se definir com precisão se determinada pessoa mente ou fala o que realmente lhe aconteceu. Nem sempre o que mais interessa é a verdade, mas as verdades ali relatadas.


A busca da verdade ou de verdades sempre gerou historicamente discussões filosóficas e teológicas. Impérios do passado sempre adotaram a prática de impor suas “verdades” para os povos conquistados e subjugados. Seriam verdades sob o ponto de vista religioso e cultural que teriam de ser aceitas pelo único fato de aquelas nações terem sido derrotados em guerras. Mais tarde, temos o exemplo da época medieval em que os dogmas religiosos se tornaram verdades absolutas. Ou seja, aquilo que era definido pela religião predominante deveria ser acatado pelos demais sem negociação prévia ou exercício de convencimento ou persuasão. Em torno desse debate, novas igrejas surgiram, antigas raízes filosóficas se reergueram e chegou-se ao ponto de pensadores declararem que tudo era relativo e que a razão poderia explicar tudo sem necessidade de crenças sobrenaturais.

O interessante é que realmente a Bíblia fala de verdade absoluta. Não há como negar isso. Quando o autor de um dos evangelhos afirma, conforme João 8:32, que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” certamente ele está falando de algo completo e não de uma visão parcialmente humana a respeito de um assunto. Vamos mais além. O apóstolo Paulo, formado na tradicional escola judaica, também compartilha dessa mesma linha de pensamento sobre verdade. Nas advertências e saudações finais em sua carta aos cristãos da cidade de Corinto, Paulo declara, no capítulo 13 e versículo 8, que “pois nada podemos contra a verdade, senão em favor da verdade”. Mas, afinal de contas, que verdade é essa? O próprio Jesus Cristo dá a resposta em João 14:6. Cristo diz claramente que Ele mesmo é o “caminho, a verdade e a vida”. Esse raciocínio nos afasta da mentalidade meramente racionalista em que tudo precisa ser provado e que nada pode ser considerado absolutamente correto ou incorreto. Remete-nos imediatamente à fé em Jesus, ou seja, crença de que dependemos Dele e que não se trata apenas de ter mais uma ideia. Ele se apresenta como a resposta ao que o ser humano precisa, aos anseios mais profundos.

Talvez o medo de se comprometer é que faça muitos fugirem da verdade absoluta. Sim, porque relativizar tudo é mais cômodo, não há uma ligação com qualquer ponto de vista ou doutrina ou fundamentação. Sem compromisso com Alguém que seja a verdade, não há necessidade, também, de submissão, obediência, renúncia ou qualquer ação desse tipo. A Bíblia confirma que verdade é Jesus Cristo e não uma mais uma opinião em meio às outras. E sabe o que significa isso na prática?

O missionário JN Andrews sabia o que era isso falando pragmaticamente. Enviado dos Estados Unidos para a Europa, no século XVIII, para difundir ensinamentos da Bíblia ele realmente acreditava em uma verdade. Naquela terra estranha, sem a esposa e depois de perder dois filhos, só tinha a companhia de uma outra a filha que era uma importante ajudante nhttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=31475878o trabalho de elaborar publicações sobre a Bíblia. A jovem, porém, foi acometida de tuberculose e faleceu. Mesmo assim, Andrews continuou a acreditar naquela mensagem, naquela verdade. Na minha opinião, só pode exercer confiança semelhante quem considera a verdade como muito mais do que um conceito humano.

Cada pessoa pode ficar ao lado de várias verdades nas quais acredita. Mas a Bíblia expressa verdade como Jesus Cristo, ou seja, Deus Filho, o que efetivamente tem poder para mudar a vida e transforma a mente. Claro que isso é fé. Algo que exige confiança plena, completa, sem reservas. E ousadia também. Nem todos estão ainda dispostos a dar esse passo. Mas devem ser respeitados. A relativização de tudo o que se pensa e se faz pode ser uma segurança contra dogmas fechados, mas pode ser um desprezo a algo maior do que nós mesmos, algo que transcende nossa vida por aqui.


FELIPE LEMOS

Jornalista, blogueiro, twiteiro, especialista em marketing, Assessor de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
Editor geral do Blog Realidade em Foco
Email: felipex29@gmail.com
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Pensamentos do Espírito de Profecia (30)

AQUI COMEÇAMOS - NO CÉU COMPLETAREMOS NOSSO CONHECIMENTO!

Neste mundo devemos aprender o que devemos ser para ter um lugar nas cortes celestiais. Devemos aprender as lições que Cristo nos deseja ensinar, para estarmos preparados para ser levados à escola superior das cortes de cima, onde o Salvador nos guiará para junto do rio da vida, explicando-nos muitas coisas que aqui não pudemos compreender, e ensinando-nos, os mistérios de Deus. Lá veremos a glória de Deus como nunca a vimos aqui. Agora só recebemos um vislumbre da glória, porque não prosseguimos em conhecer ao Senhor.
Review and Herald, 20 de julho de 1905.






DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Por que sou vegetariano

Autor: Pastor Paulo Cordeiro



Introdução

Tendo abandonado a alimentação cárnea em agosto de 1990 e tomado, com gosto, a decisão de continuar nessa linha uns seis meses depois, certamente que compreendem que, ao longo destes últimos 19 anos, tive oportunidades de sobra para reconhecer se tinha feito uma decisão errada ou não! Pois bem, posso-vos garantir que, até ao dia de hoje, nunca me arrependi de tal decisão, bem pelo contrário!


Contudo, como no meu caso, a decisão foi tomada unicamente por mim próprio, sem a pressão de qualquer pessoa, nunca me senti igualmente no dever de coagir seja quem for a seguir os “meus passos”! Também não me incomoda absolutamente nada estar a comer ao lado de pessoas que não seguem exatamente os princípios alimentares que um dia decidi seguir!

Durante este tempo, como é óbvio, não deixei igualmente de testar se a minha decisão tinha e tem um fundamento sólido ou não! Também me apercebi que, por vezes, são utilizados alguns argumentos pouco credíveis a favor do vegetarianismo! E temo que tais argumentos, longe de convencerem outros, ainda os afastem mais da convição de que o vegetarianismo é realmente uma opção saudável de vida!

Argumentos Bíblicos

Falemos do mais importante: quais são os argumentos bíblicos válidos e quais é que não são?

O pior e mesmo falso “argumento” que se pode utilizar “em favor” do vegetarianismo é dizer-se que é pecado comer carne(1)! Tal afirmação é, contudo, absolutamente correta quando se trata de animais imundos, mas já não é correta quando se trata de animais que são considerados na Bíblia como sendo “limpos”! Em Isaías 66:17(2) lemos que, “os que… comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos, diz o Senhor”. Se os que “comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos”, então é porque comer a carne de tais animais imundos é claramente um pecado!

Mas, como disse, o mesmo não se pode dizer relativamente à ingestão de carne de animais limpos! Por uma razão muito simples: é que foi o próprio Deus que permitiu que se comesse a carne de certos animais!(3)

Mais: Deus não só permitiu que se comesse carne, mas pediu mesmo aos Seus sacerdotes que oficiavam no antigo santuário israelita que comessem a carne de alguns sacrifícios aí oferecidos(4). Esse pedido foi extensível, em certas ocasiões, ao povo em geral(5). A passagem de Levítico 19:1-12 é mesmo muito significativa, pois nela Deus apela ao Seu povo para que seja santo, fazendo o seguinte: 1) respeitando os seus pais; 2) guardando os Sábados do Senhor; 3) fugindo da idolatria; 4) oferecendo sacrifícios ao Senhor; 5) comendo a carne desses sacrifícios; 6) não colhendo a totalidade do produto das suas terras; 7) não furtando, nem mentindo nem jurando falsamente; etc.

Algum tempo antes da sua trasladação, foi o próprio Deus que enviou corvos para que alimentassem o Seu profeta Elias: "e ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem" (I Reis 17:4). Que tipo de alimento levaram os corvos a Elias? "Os corvos lhe traziam pela manhã pão e carne, como também pão e carne ao anoitecer; e bebia da torrente." (I Reis 17:6).

Pergunto: será que Deus não poderia "ordenar" aos corvos que levassem outro tipo de alimento a Elias? Certamente que sim! Se comer carne fosse pecado, então Deus seria Ele próprio responsável por levar Elias a cometer "pecado"! Esta afirmação é completamente ridícula(6) e é ridícula porque a sua premissa inicial (comer carne é pecado) é falsa!

E existe ainda um pormenor interessante na experiência de Elias: este iria ser trasladado (ver II Reis 2:11)! Se é verdade que "Elias, que fora trasladado para o Céu sem ver a morte, representou os que estarão vivos na Terra na ocasião da segunda vinda de Cristo, e que serão "transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta", quando "isto que é mortal se revestir da imortalidade" e "isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade" (I Coríntios 15:51-53)"(7), pergunto: será que poderemos afirmar dogmaticamente que aqueles que hoje se preparam igualmente para serem trasladados não poderão comer carne?

Penso que vivemos numa época em que a carne não deveria ser utilizada pelo povo de Deus, como demonstrarei mais adiante, contudo estes exemplos bíblicos admoestam-me a ser deveras prudente sobre a necessidade de não fazer eventuais juízos de valor sobre aqueles que (ainda) comem carne!

Por último, podemos afirmar que comer carne de animais limpos não é pecado, porque, se fosse, então o próprio Cristo seria “pecador”!

Em Génesis 18, é-nos dito, logo no início do capítulo, que “apareceu o SENHOR a Abraão” (v. 1). No versículo 3 é-nos dito que Abraão viu “três homens de pé em frente dele”. “Um deles” (dos três) promete a Abraão o seguinte: “voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz um filho” (v. 10).

A comparação dos textos de Génesis 18:16 e 22 com o texto de Génesis 19:1, indica-nos claramente que dois daqueles “homens” que Abraão tinha visto “em frente dele” eram “anjos” (Génesis 19:1), mas o terceiro, que ficou dialogando com Abraão (Génesis 18:17-33), não indo com “os dois anjos a Sodoma” (Génesis 19:1), era o próprio Jesus Cristo! Perante os “três homens” (antes da partida dos “dois anjos” para Sodoma) colocou Abraão uma refeição que Jesus e os dois anjos que O acompanhavam comeram: “Abraão, por sua vez, correu ao gado, tomou um novilho, tenro e bom, e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo. Tomou também coalhada e leite e o novilho que mandara preparar e pôs tudo diante deles; e permaneceu de pé junto a eles debaixo da árvore; e eles comeram.”

É difícil imaginar que Jesus (que não apareceu junto de Abraão “em semelhança de carne pecaminosa”(8), como viria a acontecer séculos mais tarde aquando da Sua encarnação), e os dois anjos que O acompanhavam, tivessem comido de tudo o que Abraão lhes colocou à frente, exceto o “novilho” (vitelo), visto que Jesus, também já numa natureza incorruptível e gloriosa, após a Sua ressurreição(9), comeu do peixe que os seus discípulos tinham pescado(10)! Se não comeu peixe(11), pelo menos deu a comer aos Seus discípulos, tal como tinha feito com a multidão por duas vezes(12), legitimando assim a ingestão de tal alimento!

Tudo o que acabei de referir é bem resumido numa declaração de Ellen White: “Eu aconselho cada candidato à guarda do Sábado a evitar comer carne, não porque seja visto como um pecado comer carne, mas porque não é saudável. A criação animal está gemendo.”(13) Reparem nas palavras “aconselho” e “evitar”! Dificilmente se pode inferir que Ellen White estava a ser dogmática neste ponto! Pelo contrário, ela estava, como sempre esteve, em plena sintonia com a mensagem bíblica!

Dito isto, será que é de todo descabido ser-se vegetariano? De modo algum!

Qual foi a dieta dada originalmente ao ser humano? Alguns argumentam que a dieta original dada por Deus só foi válida antes da queda, ao passo que, depois da queda, a alimentação cárnea passou a fazer sentido para uma raça caída em pecado! Isto seria verdade, não fosse o fato de que Deus só permitiu que se comesse a carne de certos animais(14), mais de dezasseis séculos após a queda(15)! E a maior prova de que o alimento cárneo “não é saudável”, como diz Ellen White, é que após a sua introdução na dieta humana, a idade média do ser humano desceu para menos de 10% da média de idades dos patriarcas que não comiam carne(16)!

Não está Ellen White, uma vez mais, em plena sintonia com o que a Bíblia diz? Penso que é com este conceito fundamental em mente que devemos compreender todo o restante ensino de Ellen White no que concerne à alimentação cárnea: não é recomendável, não por ser pecado, mas por não ser saudável, nem para o corpo nem para a mente!

Este fato leva-me igualmente a afirmar que é fraco o argumento que diz que atualmente não se deve comer carne por não ser saudável, devido aos níveis de poluição hoje existentes. Claro que estes riscos existem e serão uma realidade cada vez mais notória, contudo, comer carne não é saudável hoje, como nunca o foi no passado! Hoje há riscos acrescidos, é verdade, mas isso não invalida, de modo algum, a premissa básica de que não é saudável comer a carne de animais! Houve uma diminuição brusca nas idades dos descendentes de Sem por eles comerem a carne de animais poluídos pelo meio ambiente da sua época? Certamente que não!

Mas se o comer carne em si, como vimos, não é pecado, já o mesmo não se pode dizer da gula ou glutonaria!

Jesus advertiu muito seriamente, especialmente a última geração de crentes, a precaverem-se totalmente deste “laço”! Se não quisermos que “aquele dia” venha sobre nós “repentinamente, como um laço”, então deveremos evitar cair no laço “da orgia [e] da embriaguez”(17). O apóstolo Paulo afirma perentoriamente que aqueles que se entregam aos chamados prazeres da mesa, caminham para a sua perdição(18)!

Talvez tenha sido mais a gula do que o comer carne em si que foi severamente punido por Deus na experiência do povo de Israel no deserto(19), visto que eles não apenas desejaram comer carne (“Quem nos dará carne a comer?” – Levítico 11:4), mas desejaram igualmente outro tipo de alimentos (“Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos.” – Levítico 11:5)!

Pergunto: haveria algum problema em comer pepinos, melões, cebolas e alhos, se não fosse o desejo irracional de satisfazer um apetite descontrolado, motivado pela glutonaria?

Talvez este seja um bom teste que deveria fazer-se a si próprio: qual é a razão por que ainda come carne? Será por estrita necessidade de alimento, ou por algum desejo, mesmo inconsciente, de satisfação de um apetite ainda não controlado?

A Igreja Adventista do 7º Dia e o Vegetarianismo

Oficialmente, a nossa Igreja nunca fez do vegetarianismo uma prova de fé e/ou de comunhão. Tal posição, pelo que acima apresentei, não poderia estar mais correta! Além disso, é baseada numa recomendação explícita de Ellen White: “Não nos compete fazer do uso da alimentação cárnea uma prova de comunhão”(20).

Bíblia e Simetria

Um argumento histórico-profético que considero pessoalmente de grande visão e força é o que nos obriga a reconhecer que a própria Bíblia, assim como a História nela revelada, apresentam uma incrível simetria! (Ver quadro 1).

Com isto em mente, vejam se o seguinte modelo que vos proponho não faz sentido (ver quadro 2). Se acham que faz sentido, então por ele podemos reconhecer que estamos a viver uma época da História da Terra que corresponde, “simetricamente”, ao período que existiu entre a Queda e o Dilúvio, período esse em que Deus ainda não tinha dado permissão para se comer carne. Não quero ser dogmático quanto a este modelo, contudo ele parece-me ser de uma grande coerência interna e bíblica.

Conclusão

Resta-me terminar dizendo que cada um é responsável diante de Deus neste aspeto particular da sua vida (a alimentação), como em todos os outros aspectos! Peçam a Deus que vos ilumine a mente e que vos dê a força necessária, para fazerdes eventuais alterações nos vossos hábitos, caso sintais essa necessidade! Mas que qualquer decisão tomada possa ter um firme “Assim diz o Senhor” na sua base, sob pena de vir, mais cedo ou mais tarde, a ruir completamente!

(1) Quando utilizo o termo “carne”, não deixo por isso de incluir o peixe! Dizer-se que se come “a carne de animais” aplica-se, com a mesma propriedade, quer aos quadrúpedes e aves, quer aos peixes!
(2) Todas as referências bíblicas são retiradas da versão de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil, 2ª edição, 1993.
(3) Ver: Génesis 9:3-4. Quando se diz, no versículo 3, que “tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento”, subentende já a distinção entre “animais limpos” e “animais imundos” que Deus tinha deixado bem claro anteriormente (ver Génesis 7:2, 8; 8:20).
(4) Ver: Levítico 6:24-26, 29; 7:1-6, 15-17 e Números 18:8-19
(5) Ver: Levítico 19:1-12
(6) Ver: Tiago 1:13
(7) Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, capítulo 46: A Transfiguração, pág. 357
(8) Romanos 8:3
(9) Ver: I Coríntios 15:42-44
(10) Ver: João 21:9-13
(11) O que é muito pouco provável, segundo a declaração de Lucas 24:42-43.
(12) Ver: Marcos 6:41; 8:6-7
(13) Manuscript 15, 1889; 5MR (Manuscript Releases), 400.3; 16MR, 173.3 (meu sublinhado)
(14) Ver: Génesis 9:3-4
(15) Seguindo a cronologia bíblica, o dilúvio ocorreu no ano 1656 após a criação! Como não sabemos o tempo que mediou entre a criação e a queda, falo no tempo aproximado de dezasseis séculos entre a queda e o dilúvio!
(16) Comparar as idades dos descendentes de Sete, em Génesis 5, com as idades dos descendentes de Sem, em Génesis 11:10-32, e com a idade média do ser humano no tempo de Moisés, autor do Salmo 90 (ver Salmo 90:10). No tempo de David (cerca de 500 anos após o tempo de Moisés), era já ser-se “mui velho” aos 80 anos de idade (ver II Samuel 19:32, 35).
(17) Ver: Lucas 21:34-36
(18) Ver: Filipenses 3:18-19
(19) Ver: Números 11:4-34
(20) Ellen White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, pág. 159; Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 359

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final
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Masturbação: Conselhos Divinos Sobre Esta Prática

Confira abaixo uma coleção de citações dos Testemunhos inspirados sobre a masturbação, uma prática mundana de ambos os sexos e que Deus revelou muita informação importante sobre ela.

Os textos foram copiados sem nenhuma adição ou comentário.

Fontes: Ellen G. White, Conselhos Para a Igreja, 109 a 114; Testemunhos Seletos, vol. 1, 256 a 263; Orientação da Criança, 444 a 446.


Jovens e crianças de ambos os sexos se entregam à masturbação, e praticam este repulsivo vício, destruidor da alma e do corpo. Muitos professos cristãos acham-se tão embotados pela mesma prática, que suas sensibilidades morais não podem ser despertadas para compreender que isto é pecado, e que se nisto continuam, os seguros resultados serão completa ruína do corpo e da mente. O homem, o ser mais nobre da Terra, formado à imagem de Deus, transforma-se em animal! Faz-se grosseiro e corrupto. Todo cristão terá de aprender a refrear as paixões, e a ser regido por princípios. A menos que assim faça, é indigno do nome de cristão.

Alguns que fazem alta profissão de fé, não compreendem o pecado da masturbação e seus seguros resultados. O hábito longamente arraigado lhes tem cegado o entendimento. Eles não avaliam a excessiva malignidade deste degradante pecado que lhes enerva o organismo e destrói a energia nervosa do cérebro. Os princípios morais são demasiado fracos quando em luta com um hábito arraigado. Solenes mensagens vindas do Céu não podem impressionar fortemente o coração não fortalecido contra a condescendência com esse degradante vício. Os sensitivos nervos do cérebro perderam o saudável tono devido à estimulação doentia para satisfazer um desejo não natural de satisfação sensual.

Os nervos cerebrais que se comunicam com todo o organismo, são os únicos meios pelos quais o Céu se pode comunicar com o homem, e influenciar sua vida mais íntima. Seja o que for que perturbe a circulação das correntes elétricas no sistema nervoso, diminui a resistência das forças vitais, e o resultado é um amortecimento das sensibilidades da mente. Em atenção a isto, como é importante que pastores e povo que professam piedade se apresentem limpos e imaculados quanto a tal vício degradante da alma!

Minha alma se tem curvado em angústia, ao ser mostrada a débil condição do professo povo de Deus. A iniqüidade é abundante e o amor de muitos esfria. Não há senão poucos professos cristãos que consideram esse assunto em seu devido aspecto, e que mantêm sobre si mesmos o justo governo quando a opinião pública e o costume os não condena.

Quão poucos refreiam suas paixões por se sentirem sob obrigação moral de fazê-lo, e porque o temor de Deus está diante de seus olhos! As faculdades mais elevadas do homem são escravizadas pelo apetite e por paixões corruptas.

A ociosidade leva à condescendência com hábitos corruptos. O trabalho não cansa e consome a quinta parte do que o faz o pernicioso hábito da masturbação. Se o trabalho simples e bem regulado aborrece vossos filhos, estai certos, pais, de que há alguma coisa mais que lhes está enervando o organismo e produzindo uma sensação de constante cansaço. Dai trabalho físico a vossos filhos, que exija a atividade dos nervos e músculos. A fadiga resultante desse trabalho lhes diminuirá a inclinação para condescenderem com os hábitos viciosos. A ociosidade é uma maldição. Produz hábitos licenciosos.

Geralmente os pais não suspeitam que os filhos compreendem algo a respeito do vício. Em muitíssimos casos, os pais são os verdadeiros pecadores. Têm abusado dos privilégios matrimoniais e, pela condescendência, fortalecido suas paixões sensuais. E ao se fortalecerem estas, têm-se enfraquecido as faculdades morais e intelectuais. O espiritual tem sido superado pelo animalesco. Nascem crianças com tendências animais grandemente desenvolvidas, tendo-lhes sido transmitido o próprio retrato do caráter dos pais. ... Os filhos nascidos desses pais quase que invariavelmente se inclinam aos repulsivos hábitos da masturbação. ... Os pecados dos pais serão visitados sobre seus filhos, pois os pais lhes têm dado o estigma das próprias tendências licenciosas.

A prática de hábitos secretos certamente destrói as forças vitais do organismo. Toda ação vital desnecessária será seguida de correspondente depressão. Entre os jovens, o capital vital, o cérebro, é tão severamente submetido a esforço, em tenra idade, que há uma deficiência e grande exaustão, que deixam o organismo exposto a enfermidades de várias espécies.

Se a prática é continuada nas idades de quinze anos e daí para cima, o organismo protesta contra o prejuízo já sofrido, e continua a sofrer, e os fará pagar a pena da transgressão de suas leis, especialmente nas idades de trinta a quarenta e cinco anos, por muitas dores no organismo e várias doenças, tais como afecções do fígado e dos pulmões, neuralgia, reumatismo, afecções da espinha, enfermidades nos rins, e tumores cancerosos. Alguns dos delicados mecanismos da natureza cedem, deixando uma tarefa mais pesada para os restantes realizarem, o que lhe desorganiza o delicado arranjo, havendo freqüentemente repentina decadência física, cujo resultado é a morte.

A masturbação destrói as boas resoluções, o esforço fervoroso, e a força de vontade para formar um bom caráter religioso. Todos os que têm qualquer verdadeiro senso do que significa ser cristão sabem que os seguidores de Cristo estão na obrigação, como discípulos Seus, de trazerem todas as suas paixões, forças físicas e faculdades mentais, em perfeita subordinação à Sua vontade. Os que são controlados por suas paixões não podem ser seguidores de Cristo.

A força moral está excessivamente enfraquecida, ao entrar em conflito com hábitos estabelecidos. Os pensamentos impuros dominam a imaginação, e a tentação é quase irresistível. Estivesse a mente acostumada a contemplar assuntos elevados, a imaginação educada a ver coisas puras e santas e seriam fortalecidas contra a tentação.


PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog
Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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