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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

AS LIÇÕES DO PÓS-COPA


Nestes tempos pós-Copa, ainda chocados pelos 7X1 e pelos 3X0 vejo os brasileiros, atordoados, querendo tirar lições, discutir causas, buscar culpados. E as palavras que mais tenho ouvido são “disciplina” e “planejamento”. A vitória alemã parece nos ter acordado para a importância do planejamento a longo prazo, sério, contínuo, honesto e para a disciplina necessária para que as coisas aconteçam, de fato.

Parece que, de repente, o tal jeitinho brasileiro, o “primeiro pular do prédio para depois ver como vai cair” está sendo questionado de forma definitiva. Até mesmo esse “oba-oba” emocional com nossos ídolos sem deles exigir total competência está nos causando um dolorido “mea culpa”. Se temos tudo para ser ricos, para ser felizes como povo e como nação, por que não somos? Se temos tudo para vencer, por que não vencemos? Se somos um dos países mais abençoados da terra em riquezas naturais e abundância, por que há tanta pobreza? E essas perguntas não querem calar na alma tupiniquim.

A insatisfação generalizada que começou em junho de 2013, travestida de 20 centavos, agora se desmascara em nossa frente. Sabemos festejar, brincar, ser simpáticos e cordiais, mas será que sabemos ser sérios, competentes, honestos, leais, verdadeiros? Será que não somos um bando de alegres que vivem enganados com um pouco de pão e circo? Essas são discussões que tenho visto e ouvido e que, confesso, nunca havia presenciado nas últimas décadas no Brasil. Parece que o Brasil está definitivamente acordando após o choque alemão. Se não conseguimos ganhar nem no futebol...

Essa discussão pode e deve ser extremamente motivacional para o mundo empresarial. Será que realmente cumprimos o que prometemos a nossos clientes ou acreditamos que um bom discurso resolve tudo? Será que nos preocupamos seriamente com a qualidade do que fazemos? Será que a incoerência entre o discurso e prática, entre o que dizemos e o que fazemos não é um dos grandes fatores de nossos fracassos, de nossa baixa produtividade? Será que já não é hora de sermos mais sérios, cumprindo nossas tarefas, prazos, horários? Será que não é hora de fazermos planejamentos sérios que serão executados? Será que não é hora de cumprir o orçamento que fizemos? Ou até quando iremos nos auto enganar achando que sem planejamento e disciplina conseguiremos vencer neste mundo global e extremamente competitivo? Será que não é hora de mudar?

Temos tudo para acertar. Temos tudo para ser campeões não só no futebol. Você sabe disso. O mundo sabe disso. Os alemães nos mostraram isso.

Pense nisso. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O SIGNIFICADO DO TERMO HADES EM LUCAS 16:23 E SUAS IMPLICAÇÕES NO ESTADO DO HOMEM APÓS A MORTE


Dissertação em cumprimento parcial dos requisitos para o diploma de Mestrado em Teologia do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, apresentado e aprovado em 31 de Julho de 2014, elaborada pelo Pastor - Yuri Ravem Guilherme Vasconcelos e Paiva

Introdução:

No texto de Lucas 16:23 o termo hades é traduzido por inferno e usado frequentemente por teólogos para provar a existência de um local para onde os mortos vão num estado intermediário, consequentemente a imortalidade incondicional da alma e a comunicação com os mortos. Da mesma forma, o relato do Rico e Lázaro (Lucas 16:19 a 31) é interpretado de forma literal, alegórica ou simbólica nos círculos acadêmicos e usado como apoio para doutrinas relacionadas ao estado do homem na morte. Como a tradução e a interpretação do termo hades é a chave para a compreensão do texto e da doutrina da condição do homem na morte, essa pesquisa visa definir seu significado dentro do contexto de Lucas 16:19 a 31 através de uma exegese valendo-se dos recursos de pesquisa bibliográfica e da leitura atentiva do texto Bíblico. Esse trabalho define que hades no texto de Lucas 16:23 significa lugar de habitação dos ímpios mortos em consciência, baseado na crença popular dos ouvintes de Jesus, usado por Ele como método de ensino para ensinar uma verdade principal e que o texto não ensina sobre a vida após a norte, pois hades no restante das Escrituras significa lugar de habitação dos mortos em inconsciência.


ANÁLISE DO CENSO RELIGIOSO 2010

Este é um primeiro artigo que buscará analisar os dados brutos do Censo 2010 sobre religião no Brasil. A análise destes números vai clarear a realidade e dirimir alguns mitos sobre crescimento religioso no Brasil.

As Maiores Igrejas Evangélicas do Brasil entre 2000 e 2010


Temos aqui um quadro comparativo das 10 maiores igrejas evangélicas do Brasil. Embora o crescimento evangélico neste período deva ser comemorado, chegando a 22% da população brasileira, o quadro das 10 maiores igrejas evangélicas apresenta contrastes entre elas.

A Assembléia de Deus possui o maior número de membros passando dos 12 milhões. É interessante notar que foi acrescentado quase 3,9 milhões de adeptos em 10 anos (mais que o total de membros da 2ª colocada), ela ainda possui a maior taxa de crescimento entre as igrejas evangélicas. Cabe ressaltar no entanto que o nome Assembléia de Deus é hoje mais uma grife que uma denominação. Embora tenham uma associação, sua união ocorre em poucos pontos doutrinários comuns, havendo dezenas e até centenas de ministérios o que a torna quase uma centena de igrejas independentes e não uma única igreja. 1

A Igreja Batista é a segunda maior denominação com 3,7 milhões de membros, tem porém apenas o  5º melhor índice de crescimento (15,06%) entre as 10 primeiras igrejas. Já a Congregação Cristã, vem perdendo fôlego ao longo dos anos, e isto ficou claro com a segunda maior taxa de perda de membros, -8,01%, entre as top 10, quase 200 mil membros abandonaram as fileiras da CCB.

Talvez o caso mais emblemático seja o da Universal do Reino de Deus. A inauguração de seu mega templo com a participação de políticos e famosos de todos os matizes não esconde a forte queda de 10,87%, a maior neste comparativo, perdendo quase 230 mil membros em 10 anos. O forte apelo midiático do grupo de Edir Macedo parece não ter conseguido seu objetivo esperado. A Record, que sonhou tomar o 1º lugar de audiência da todo-poderosa Globo, hoje vive uma crise financeira e luta atualmente para tentar superar o ultrapassado SBT. Já em termos religiosos, embora o sonho há alguns anos fosse o de rivalizar com a Igreja Católica, hoje só rivaliza no número de perdas. Enquanto a IC perdeu 1.699.960 membros (de 124.980.172 para 123.280.172 em 10 anos, quase uma Universal inteira), os números proporcionais são de perdas de 1,63%, o que os 10,87% da IURD superou com sobras. É um triste quadro.

O maior fenômeno de crescimento está com a Igreja Quadrangular. Sem alardes ou grandes espaços na mídia eletrônica, cresceu 27,07% de 2000 a 2010, solidificando-se no 5º lugar entre as maiores e pronta a superar em breve a IURD para tornar-se a quarta maior denominação evangélica do país.

Outro destaque fica por conta da Igreja Adventista. Mesmo com doutrinas consideradas heterodoxas e pouco palatáveis ao gosto popular como a guarda do Sábado e abstinências na alimentação, teve um forte crescimento de 22,51%, o terceiro maior. Seus 1,5 milhão de membros faz dela a sexta entre as grande igrejas evangélicas e o segunda das igrejas Evangélicas de Missão, descrição feita pelo IBGE para diferenciar algumas igrejas mais tradicionais de outras declaradas Pentecostais pelo Censo.

As Testemunhas de Jeová, consideradas por muitos como uma denominação paracristã, teve também forte crescimento de pouco mais de 20%, ganhando 288.322 adeptos no período.

As duas próximas denominações, Luterana e Presbiteriana, sofrem igualmente a perda continua de seus quadros.

Respectivamente 5,89% e 6,11%, apresentando um cenário desalentador. Finalmente, a 10ª maior igreja é a “Deus é Amor” que teve crescimento de 8,39%, o menor entre as 6 que cresceram. A próxima da lista seria a Igreja Maranata com 356.021, já bem abaixo das Top 10, e as demais nem alcançam 200 mil membros.

Outras pentecostais juntas somam 5,2 milhões e Evangélicos sem denominação 9,1 milhões. Este panorama mostra o movimento evangélico pulverizado e ressalta importância das 10 primeiras, (com exceção talvez da Assembléia de Deus) por conseguirem manter um corpo coeso e algumas mesmo crescer em meio a tantas mudanças religiosas neste últimos 10 anos de Brasil.

1 (Ver http://noticias.gospelprime.com.br/conheca-as-diversas-ramificacoes-da-assembleia-de-deus-a-maior-denominacao-pentecostal-do-mundo... inúmeras separações entre líderes aconteceram, movidas pelos mais diversos motivos, que fizeram com que a AD se transformasse em centenas de Assembléias).

FONTES

Religião e Deficiência Censo 2010 http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/94/cd_2010_religiao_deficiencia.pdf

Dados censo 2000 http://www.cps.fgv.br/cps/religioes/Apresenta%C3%A7%C3%A3o/Localiza%C3%A7%C3%A3o_NOVA_lista_opcoes.htm


Pr. Roberto Roefero (mestrando em teologia). 
Distrital em Vila São José na APS.
Casado com a Prof. Pauline e pai de 2 filhos, Paulo Roberto e Maria Carolina.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

As Três Faces do Amor


Len McMilllan (Ph.D., Ephraim Moore University) é diretor de vida de família no Pacific Health Education Center; 5300 Califórnia Avenue, Suite 200: Bakersfield, CA 93309; E.U.A.

A carta de amor, talvez a mais longa e mais simples, foi composta em 1875 por Mareei de Leclure, um pintor francês. Sua peça de amor continha uma frase: Eu a amo! 1.875.000 vezes. Mas este número representa apenas uma pequena parte das vezes que Eu a amo foi escrita ou falada na produção desta carta fora do comum. Mareei não escreveu a carta ele mesmo, mas contratou um escriba para escrevê-la. Segundo a tradição, Mareei ditou a carta, palavra por palavra. O escriba então repetiu cada frase para ele ao pô-la no papel. A frase Eu a amo! foi com efeito falada ou escrita 5.625.000 vezes durante a composição desta longa carta. Mareei estava apaixonado e queria que sua namorada soubesse!

Todos nós queremos ser amados. Nossa carência de amor é tão grande que ficamos frustrados e inseguros se nossa carência de amor não é satisfeita. Mas que é amor? Sugiro que há pelo menos três faces do amor à medida que ele amadurece.: a face “se”, a face “porque”, a face “apesar de”. Estas faces surgem, conforme a nossa carência, os nossos desejos e as nossas motivações.

A face “se”

A face “se” é a mais fácil de reconhecer. A maior parte de nós já viu esta face do amor muitas vezes. Pelo melhor ela é manipulatória e pelo pior é destrutiva.
Wendy tinha 18 anos.” Ela estava assentada do outro lado da mesa com sua filhinha de dois anos no colo. Contou-me sua triste história do amor “se”. Seu namorado a manipulou a ter sexo. Ele insistia: “Se você realmente me ama, é aceitável.” Ela eventualmente cedeu. Wendy engravidou, e os pais do rapaz o forçaram a casar-se com ela. Agora ele vive correndo atrás de mulheres. Ela se tornou apenas sua governanta da casa e a babá. “Perdi todos os anos de minha adolescência!” soluçou, escondendo o rosto nas mãos.

Wendy sente profundamente o que seu marido lhe fez. Sente-se roubada e sem valor. Sente que foi forçada a se tornar mãe. Sua auto-estima é baixa; sua vida é miserável. Reconheceu demasiado tarde a face enganosa do amor “se”.

Muitos casamentos têm como fundamento este tipo de amor. O amor “se” pode exercer uma força tão esmagadora que alguns deixam de reconhecer seu engano. O alvo primário deste amor não é a outra pessoa, mas o eu. O amor “se” se interessa apenas em satisfazer suas próprias necessidades e desejos. Muitos jovens são apanhados neste impulso egoísta de satisfação própria e reconhecem tarde demais que foram enganados.

Tragicamente, muitos pais oferecem apenas a face “se” do amor a seus filhos. Harry cometeu suicídio porque foi reprovado no vestibular de medicina. O amor “se” do pai alimentou sua depressão. Harry sabia quanto seu pai queria que ele fosse médico. Estava convencido de que se ele não conseguisse sê-lo, seu pai o rejeitaria. De preferência a testemunhar que seu pai não mais o amava, o jovem suicidou-se.

A face “porque”

A face “porque” do amor opera num nível mais agradável do que a face “se”. Esta face valoriza a outra pessoa. Ela diz: “Eu a amo porque você é sensual; porque você é um 'doce'; porque você escreve poesia romântica; porque você trás segurança à minha vida; porque você tem boa prosa; porque você dirige um carro de classe” e assim por diante. Por alguma razão qualquer, o amor “porque” escolhe olhar uma segunda vez e avaliar o objeto de seu olhar. Oferece afagos positivos à pessoa sendo amada.

Não obstante, a face “porque” tende a promover competição e insegurança. Os que são objetos do amor “porque” sentem que precisam provar continuamente que são dignos de amor. Receiam perder a qualidade que os tomam amados. Uma jovem é amada porque é bonita. Um jovem é amado porque é atlético e bonito. Em alguns casos, o receio de rejeição futura pode mesmo impedir de desfrutar a face “porque” do amor no presente. As Escrituras nos lembram: “No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo. Pois o amor tem que ver com punição; logo aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”(I João 4:18). Temor e amor não podem coexistir na mesma relação. Um amor que cria receio de fracasso não é verdadeiro amor.

Judy era jovem e bela. Tinha ganho muitos concursos de beleza no ginásio e era uma das meninas mais populares no campus da faculdade. Era noiva de um rapaz simpático. Mas um dia a tragédia ocorreu. Ao trabalhar na tinturaria de seu pai, o fluido inflamável explodiu e queimou seu rosto, peito e braços. Ficou tão desfigurada que não permitia que as ligaduras fossem removidas exceto na presença de seu médico.

Pouco depois do acidente seu noivo rompeu o noivado. Seus pais não podiam contemplar sua “rainha de beleza” desfigurada e raramente a visitavam no hospital. Mesmo quando falavam com ela pelo telefone, não era como antes. Dentro de poucos meses Judy faleceu, sem ter deixado o quarto do hospital. Não de complicações. Simplesmente desistiu de viver, pois a razão por que era amada foi-lhe tirada. Sua beleza foi-se.

A face “apesar de”

Esta espécie de amor simplesmente ama. Diferente da face “se”, esta face não é baseada em motivação egoísta. Nada espera em troca. Diferente da face “porque”, não depende do aspeto atrativo da outra pessoa. Olha além das boas e más qualidades e fita a alma. É capaz de amar mesmo quando rejeitada. Vê o belo no feio. Descobre valor infinito num ser finito. Olha com amor a todos a seu redor.

Onde achamos uma face tão amável? A expressão máxima deste amor é Jesus. Ele veio para amar a humanidade apesar de tudo. Veio para introduzir uma face de amor que faltava desde o Jardim do Éden. Trouxa a esta terra um amor incondicional, sem temores ou motivação egoísta.
Jesus não trouxe uma face do amor que diz: “Eu o amarei se você for uma boa pessoa. Eu o amarei se você me adorar. Eu o amarei se for um dizimista fiel.” Nem trouxe Ele uma face do amor que arrazoa: “Eu o amo porque você ora cada dia. Eu o amo porque você vai à igreja cada semana.” Tudo isto mede nosso amor a Deus, mas não mede o amor de Deus por nós.

Deus não impôs condições a Seu amor. Com efeito, “Deus prova seu próprio amor para conosco, pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Deus não espera até merecermos ser amados. Não há “se” nem “porque” no amor de Deus. Ele simplesmente ama! Ele é amor! Este amor continua ainda que não o mereçamos.

Jesus demonstrou o poder do amor tipo “apesar de” quando chorou pela morte de Lázaro. Os que o viram chorando disseram: “Vede quanto o amava!” (João 11:36). Isto era amor a despeito do que Lázaro fosse. Lázaro não merecia ser ressuscitado, mas Jesus o amava o bastante para chamá-lo da sepultura.

Que face é sua face?

Que face do amor você prefere? A face “se”, com sua natureza manipulatória? A face “porque”, que precisa ser ganha de novo cada dia? Ou a face “apesar de”, que continua a amá-lo mesmo quando você parece não ser digno de amor?

Seria difícil imaginar um jovem propondo a sua namorada deste modo: “Benzinho, quero que você saiba que eu a amo apesar de suas muitas faltas. Eu a amo apesar de seus dentes tortos. Eu a amo apesar de sua disposição irritada. Eu a amo apesar de...” Não levaria muitos “apesar de” antes da relação chegar a um fim traumático. Poucos realmente querem ser amados “apesar de”. Preferiríamos ser amados “por causa de”.

Contudo, oculta atrás da face do amor “porque” está a raiz de todo legalismo religioso. Muitos querem que Deus os ame “porque” e não “apesar de”. Por certo nossas boas obras devem valer algo. Por certo estas obras devem ao menos obter um apartamento com uma vista sobre a principal avenida do céu. É-nos difícil admitir que nada trazemos à relação exceto nossa carência. É-nos difícil compreender que Deus não tem razão para nos amar, mas Ele nos ama! É-nos difícil compreender que quaisquer mudanças que esta nova relação introduz em nossa vida sejam resultado direto de Seu amor “a despeito de” e não a causa de Seu amor. Precisamos reconhecer que nada que façamos fará com que Deus nos ame mais do que já nos ama. Deus é amor!

Jesus pleiteia conosco, “Assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34). Este é realmente um mandamento fortalecido por um amor “apesar de”. Somente uma tal dinâmica podia dar uma tal ordem e esperar obediência. Aprender a descansar no amor de Deus não significa ser relaxado em manter Suas normas. Ao contrário, significa ter confiança que “nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38, 39).

O significado deste amor

Que significa ter e dar amor “apesar de”? Significa que você pode permitir que Cristo remodele sua vida sem a preocupação de que algum dia Cristo abandone Seu projeto de remodelação! Lança fora a insegurança e o medo de fracasso. Remove a ansiedade de rejeição. Significa que a gente não mais precisa competir ferozmente a fim de sentir-se amado. Não descredita o outro a fim de aumentar sua própria credibilidade. Não barganha com Deus a fim de ganhar Seu amor.

Reconhece que Deus já nos viu em nosso pior e ainda nos ama. Significa não estar sob tensão constante ou não exigir nossos direitos por causa de nossa insegurança. Significa que podemos começar a partilhar amor do tipo “apesar de” com nossa família, amigos, vizinhos, colegas, membros de nossa igreja e até com aquela pessoa especial em nossas vidas.

Tammy era uma bela jovem esposa. Sempre tinha um sorriso prazenteiro. Agora ela jazia numa cama de hospital, depois de cirurgia para remover um tumor canceroso de seu rosto. A cirurgia tinha dado uma aparência grotesca a seu rosto, e seu sorriso jovial desapareceu para sempre. O cirurgião tinha feito seu melhor, seguindo cuidadosamente a curva de seu maxilar para esconder a cicatriz, mas o tumor era muito grande e a incisão profunda demais. Seu bisturi tinha cortado os nervos do lado direito de seu rosto. A operação tinha deixado o lado direito de sua boca repuxado num meio sorriso imóvel.

A jovem e seu marido fitaram o fundo do olho um do outro ao discutirem o futuro. Quando o cirurgião entrou, Tammy perguntou: “Minha boca será sempre assim?”
“Sim”, respondeu o médico. “Receio que será. Para remover o tumor tive de cortar os nervos. Talvez nunca voltem a crescer. Sinto muito.”

Tammy fitou o teto. Uma lágrima brotou de seu olho e deslizou silenciosamente em seu travesseiro. O marido tomou sua mão entre as suas. Seus olhos se encontraram, sondando e perguntando. Com um sorriso largo ele lhe assegurou amavelmente: “Benzinho, realmente gosto de seu sorriso. É gracioso.”

Não é extraordinário saber que Deus ainda nos ama apesar de nosso sorriso torto?
“0s nomes usados neste artigo são fictícios para preservar a privacidade das pessoas em questão.
Fonte: Revista Diálogo - 8(2), 5-7
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