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terça-feira, 26 de agosto de 2014

As Três Faces do Amor


Len McMilllan (Ph.D., Ephraim Moore University) é diretor de vida de família no Pacific Health Education Center; 5300 Califórnia Avenue, Suite 200: Bakersfield, CA 93309; E.U.A.

A carta de amor, talvez a mais longa e mais simples, foi composta em 1875 por Mareei de Leclure, um pintor francês. Sua peça de amor continha uma frase: Eu a amo! 1.875.000 vezes. Mas este número representa apenas uma pequena parte das vezes que Eu a amo foi escrita ou falada na produção desta carta fora do comum. Mareei não escreveu a carta ele mesmo, mas contratou um escriba para escrevê-la. Segundo a tradição, Mareei ditou a carta, palavra por palavra. O escriba então repetiu cada frase para ele ao pô-la no papel. A frase Eu a amo! foi com efeito falada ou escrita 5.625.000 vezes durante a composição desta longa carta. Mareei estava apaixonado e queria que sua namorada soubesse!

Todos nós queremos ser amados. Nossa carência de amor é tão grande que ficamos frustrados e inseguros se nossa carência de amor não é satisfeita. Mas que é amor? Sugiro que há pelo menos três faces do amor à medida que ele amadurece.: a face “se”, a face “porque”, a face “apesar de”. Estas faces surgem, conforme a nossa carência, os nossos desejos e as nossas motivações.

A face “se”

A face “se” é a mais fácil de reconhecer. A maior parte de nós já viu esta face do amor muitas vezes. Pelo melhor ela é manipulatória e pelo pior é destrutiva.
Wendy tinha 18 anos.” Ela estava assentada do outro lado da mesa com sua filhinha de dois anos no colo. Contou-me sua triste história do amor “se”. Seu namorado a manipulou a ter sexo. Ele insistia: “Se você realmente me ama, é aceitável.” Ela eventualmente cedeu. Wendy engravidou, e os pais do rapaz o forçaram a casar-se com ela. Agora ele vive correndo atrás de mulheres. Ela se tornou apenas sua governanta da casa e a babá. “Perdi todos os anos de minha adolescência!” soluçou, escondendo o rosto nas mãos.

Wendy sente profundamente o que seu marido lhe fez. Sente-se roubada e sem valor. Sente que foi forçada a se tornar mãe. Sua auto-estima é baixa; sua vida é miserável. Reconheceu demasiado tarde a face enganosa do amor “se”.

Muitos casamentos têm como fundamento este tipo de amor. O amor “se” pode exercer uma força tão esmagadora que alguns deixam de reconhecer seu engano. O alvo primário deste amor não é a outra pessoa, mas o eu. O amor “se” se interessa apenas em satisfazer suas próprias necessidades e desejos. Muitos jovens são apanhados neste impulso egoísta de satisfação própria e reconhecem tarde demais que foram enganados.

Tragicamente, muitos pais oferecem apenas a face “se” do amor a seus filhos. Harry cometeu suicídio porque foi reprovado no vestibular de medicina. O amor “se” do pai alimentou sua depressão. Harry sabia quanto seu pai queria que ele fosse médico. Estava convencido de que se ele não conseguisse sê-lo, seu pai o rejeitaria. De preferência a testemunhar que seu pai não mais o amava, o jovem suicidou-se.

A face “porque”

A face “porque” do amor opera num nível mais agradável do que a face “se”. Esta face valoriza a outra pessoa. Ela diz: “Eu a amo porque você é sensual; porque você é um 'doce'; porque você escreve poesia romântica; porque você trás segurança à minha vida; porque você tem boa prosa; porque você dirige um carro de classe” e assim por diante. Por alguma razão qualquer, o amor “porque” escolhe olhar uma segunda vez e avaliar o objeto de seu olhar. Oferece afagos positivos à pessoa sendo amada.

Não obstante, a face “porque” tende a promover competição e insegurança. Os que são objetos do amor “porque” sentem que precisam provar continuamente que são dignos de amor. Receiam perder a qualidade que os tomam amados. Uma jovem é amada porque é bonita. Um jovem é amado porque é atlético e bonito. Em alguns casos, o receio de rejeição futura pode mesmo impedir de desfrutar a face “porque” do amor no presente. As Escrituras nos lembram: “No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo. Pois o amor tem que ver com punição; logo aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”(I João 4:18). Temor e amor não podem coexistir na mesma relação. Um amor que cria receio de fracasso não é verdadeiro amor.

Judy era jovem e bela. Tinha ganho muitos concursos de beleza no ginásio e era uma das meninas mais populares no campus da faculdade. Era noiva de um rapaz simpático. Mas um dia a tragédia ocorreu. Ao trabalhar na tinturaria de seu pai, o fluido inflamável explodiu e queimou seu rosto, peito e braços. Ficou tão desfigurada que não permitia que as ligaduras fossem removidas exceto na presença de seu médico.

Pouco depois do acidente seu noivo rompeu o noivado. Seus pais não podiam contemplar sua “rainha de beleza” desfigurada e raramente a visitavam no hospital. Mesmo quando falavam com ela pelo telefone, não era como antes. Dentro de poucos meses Judy faleceu, sem ter deixado o quarto do hospital. Não de complicações. Simplesmente desistiu de viver, pois a razão por que era amada foi-lhe tirada. Sua beleza foi-se.

A face “apesar de”

Esta espécie de amor simplesmente ama. Diferente da face “se”, esta face não é baseada em motivação egoísta. Nada espera em troca. Diferente da face “porque”, não depende do aspeto atrativo da outra pessoa. Olha além das boas e más qualidades e fita a alma. É capaz de amar mesmo quando rejeitada. Vê o belo no feio. Descobre valor infinito num ser finito. Olha com amor a todos a seu redor.

Onde achamos uma face tão amável? A expressão máxima deste amor é Jesus. Ele veio para amar a humanidade apesar de tudo. Veio para introduzir uma face de amor que faltava desde o Jardim do Éden. Trouxa a esta terra um amor incondicional, sem temores ou motivação egoísta.
Jesus não trouxe uma face do amor que diz: “Eu o amarei se você for uma boa pessoa. Eu o amarei se você me adorar. Eu o amarei se for um dizimista fiel.” Nem trouxe Ele uma face do amor que arrazoa: “Eu o amo porque você ora cada dia. Eu o amo porque você vai à igreja cada semana.” Tudo isto mede nosso amor a Deus, mas não mede o amor de Deus por nós.

Deus não impôs condições a Seu amor. Com efeito, “Deus prova seu próprio amor para conosco, pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Deus não espera até merecermos ser amados. Não há “se” nem “porque” no amor de Deus. Ele simplesmente ama! Ele é amor! Este amor continua ainda que não o mereçamos.

Jesus demonstrou o poder do amor tipo “apesar de” quando chorou pela morte de Lázaro. Os que o viram chorando disseram: “Vede quanto o amava!” (João 11:36). Isto era amor a despeito do que Lázaro fosse. Lázaro não merecia ser ressuscitado, mas Jesus o amava o bastante para chamá-lo da sepultura.

Que face é sua face?

Que face do amor você prefere? A face “se”, com sua natureza manipulatória? A face “porque”, que precisa ser ganha de novo cada dia? Ou a face “apesar de”, que continua a amá-lo mesmo quando você parece não ser digno de amor?

Seria difícil imaginar um jovem propondo a sua namorada deste modo: “Benzinho, quero que você saiba que eu a amo apesar de suas muitas faltas. Eu a amo apesar de seus dentes tortos. Eu a amo apesar de sua disposição irritada. Eu a amo apesar de...” Não levaria muitos “apesar de” antes da relação chegar a um fim traumático. Poucos realmente querem ser amados “apesar de”. Preferiríamos ser amados “por causa de”.

Contudo, oculta atrás da face do amor “porque” está a raiz de todo legalismo religioso. Muitos querem que Deus os ame “porque” e não “apesar de”. Por certo nossas boas obras devem valer algo. Por certo estas obras devem ao menos obter um apartamento com uma vista sobre a principal avenida do céu. É-nos difícil admitir que nada trazemos à relação exceto nossa carência. É-nos difícil compreender que Deus não tem razão para nos amar, mas Ele nos ama! É-nos difícil compreender que quaisquer mudanças que esta nova relação introduz em nossa vida sejam resultado direto de Seu amor “a despeito de” e não a causa de Seu amor. Precisamos reconhecer que nada que façamos fará com que Deus nos ame mais do que já nos ama. Deus é amor!

Jesus pleiteia conosco, “Assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34). Este é realmente um mandamento fortalecido por um amor “apesar de”. Somente uma tal dinâmica podia dar uma tal ordem e esperar obediência. Aprender a descansar no amor de Deus não significa ser relaxado em manter Suas normas. Ao contrário, significa ter confiança que “nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38, 39).

O significado deste amor

Que significa ter e dar amor “apesar de”? Significa que você pode permitir que Cristo remodele sua vida sem a preocupação de que algum dia Cristo abandone Seu projeto de remodelação! Lança fora a insegurança e o medo de fracasso. Remove a ansiedade de rejeição. Significa que a gente não mais precisa competir ferozmente a fim de sentir-se amado. Não descredita o outro a fim de aumentar sua própria credibilidade. Não barganha com Deus a fim de ganhar Seu amor.

Reconhece que Deus já nos viu em nosso pior e ainda nos ama. Significa não estar sob tensão constante ou não exigir nossos direitos por causa de nossa insegurança. Significa que podemos começar a partilhar amor do tipo “apesar de” com nossa família, amigos, vizinhos, colegas, membros de nossa igreja e até com aquela pessoa especial em nossas vidas.

Tammy era uma bela jovem esposa. Sempre tinha um sorriso prazenteiro. Agora ela jazia numa cama de hospital, depois de cirurgia para remover um tumor canceroso de seu rosto. A cirurgia tinha dado uma aparência grotesca a seu rosto, e seu sorriso jovial desapareceu para sempre. O cirurgião tinha feito seu melhor, seguindo cuidadosamente a curva de seu maxilar para esconder a cicatriz, mas o tumor era muito grande e a incisão profunda demais. Seu bisturi tinha cortado os nervos do lado direito de seu rosto. A operação tinha deixado o lado direito de sua boca repuxado num meio sorriso imóvel.

A jovem e seu marido fitaram o fundo do olho um do outro ao discutirem o futuro. Quando o cirurgião entrou, Tammy perguntou: “Minha boca será sempre assim?”
“Sim”, respondeu o médico. “Receio que será. Para remover o tumor tive de cortar os nervos. Talvez nunca voltem a crescer. Sinto muito.”

Tammy fitou o teto. Uma lágrima brotou de seu olho e deslizou silenciosamente em seu travesseiro. O marido tomou sua mão entre as suas. Seus olhos se encontraram, sondando e perguntando. Com um sorriso largo ele lhe assegurou amavelmente: “Benzinho, realmente gosto de seu sorriso. É gracioso.”

Não é extraordinário saber que Deus ainda nos ama apesar de nosso sorriso torto?
“0s nomes usados neste artigo são fictícios para preservar a privacidade das pessoas em questão.
Fonte: Revista Diálogo - 8(2), 5-7

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Sobrevivendo a Era do Engano


Vivemos na era da explosão da informação. Computadores poderosos, satélites sofisticados, máquinas que funcionam pelo comando da voz, transportes supersônicos, instrumentos de vídeo e áudio de alta definição, diminuíram as distâncias em nosso mundo, tornando-o uma vila global. Os flashes dos noticiários mostrando o Palácio de Buckingham em Londres, a Praça Tiananmen de Beijing, as tendas no Deserto do Saara, os altos condomínios em Manila podem ser vistos e ouvidos instantaneamente onde quer que algo esteja acontecendo. O mundo envelheceu.

Mas adquirimos maior sabedoria? O mundo está mais seguro? Possuímos maior senso de segurança, especialmente a espiritual?

Não é necessário ir muito longe para responder a essas perguntas. A despeito dos telefones celulares, da correspondência eletrônica e das comunicações por fax, não é necessário sair do conforto do lar para ver que bilhões de pessoas ao redor do mundo estão confusas, desiludidas, sentindo-se enganadas como nunca antes. Muitas filosofias – Nova Era e outras – e as últimas assim chamadas teorias científicas não têm contribuído para deter esse fenômeno em expansão.

Antes, o oposto é verdade; estamos cada vez mais vulneráveis à confusão, ao engano e à desilusão. Portanto, a pergunta urgente para o cristão é: Como podemos sobreviver? Como podemos obter vitórias espirituais?

A despeito dessa condição aparentemente desesperadora do comportamento humano, há boas novas para você. Deus está preocupado com nosso estado de engano. O inimigo está trabalhando arduamente para confundir, enganar e desencaminhar, porém, Deus está operando com maior afinco para levar-nos à verdade, justiça e santidade.

Esse problema não é novo. Ele tem estado conosco desde que Adão e Eva pecaram no Jardim do Éden. Por conseguinte, nosso problema também não é novo para Deus. Ele já tinha um plano para enfrentar esse problema antes da queda. Portanto, como Deus lidou com o engano no passado?

E o que Ele está fazendo agora para nos ajudar a sobreviver durante essa era sofisticada?

A Bíblia contém as respostas.

No Princípio

Iniciemos considerando como começou nosso engano.

No princípio Deus designou um belo lar paradisíaco para Adão e Eva. Havia um tapete de lírios viçosos. As flores enchiam o ar com sua doce fragrância. O Éden saiu das mãos do Criador em perfeita beleza. Abrigados sob o canopo de estrelas à noite e protegidos pela sombra fresca das árvores durante o dia, nossos primeiros pais mantinham comunhão diária com Deus face a face.

Aos pés do Criador eles aprendiam as riquezas da sabedoria e do conhecimento de Deus. Mantinham conversação pessoal com Ele em uma atmosfera de paz, alegria e felicidade. As horas do dia eram passadas com alegria e paz. Os cantos das aves enchiam o ar. Delicadas orquídeas oscilavam à luz do sol. Pequenas criaturas trinavam alegres – tudo proclamando que Deus é amor.

Esse foi o lindo lar no Jardim do Éden que Deus preparou.

Mas Eva aceitou os argumentos convincentes da serpente – esticou a mão e provou do fruto proibido,e então o deu a Adão para também dele comer. Subitamente, nossos primeiros pais tiveram de abandonar seu lar edênico e também saíram da presença de Deus. Trocaram o mundofulgurante, santo e belo que Deus criara pelo mundo de pecado que eles ajudaram a estabelecer.

Não mais podiam estar na presença de Deus e ter comunhão com Ele. Agora ficaram isolados deSeu reino, de Seu conhecimento e verdade. Eram agora cativos desnorteados e confusos vitimados pela propaganda de Satanás. Desde então a família humana tem vivido em um mundo de confusão, miséria, tristeza e morte.

O coração de Deus partiu ao ver o que acontecera. Porém, a despeito da mudança nas circunstâncias, Deus ainda amava a Adão e Eva. Estaria agora empenhado em advertir a raça humana contra os enganos de Satanás. Deus iniciou dizendo a Adão e a Eva que havia uma forma de escape, e que seu lar edênico que haviam perdido seria restaurado. Com a comunicação face a face agora interrompida, como poderia falar com eles?

Deus Se Comunica por Meio do Dom de Profecia

A Bíblia nos diz que Deus Se tem comunicado com Seu povo desde a queda. Ele faz isso de várias formas. Comunica-Se por meio de Sua criação (Romanos 1:20; Salmo 19:1, 2). Comunica-Se por meio de Seus atos na história (II Crônicas 20:1-30). Mediante a comunicação escrita na Bíblia Ele leva pecadores convictos a se arrependerem. Como Sua comunicação máxima, enviou Seu Filho para demonstrar ao mundo o amor e caráter incomparáveis de Deus. Porém, a forma mais comum de comunicação usada por Deus e vista na Bíblia, é o dom de profecia.

Quando vemos que Deus usa os profetas, descobrimos que Ele fez isso especialmente nos pontos cruciais da história da salvação. Ao assim proceder, vemos novamente o amor de Deus pela raça humana enquanto executa Seu plano para restaurar a humanidade caída à sua condição edênica. Em nosso estudo de hoje, descobriremos também que cada um de nós tem que decidir quanto à resposta que dará às mensagens de Deus por meio de Seus profetas.

O Dom de Profecia Durante o Dilúvio

Iniciemos com o dilúvio.

A conseqüência do ato pecaminoso de Eva foi imediata e brutal. O primeiro assassinato foi cometido na família de Adão, não muito tempo depois que deixaram o paraíso. Ódio, morte e decadência moral se apegam à humanidade como a sombra. A maldade das pessoas aumentou cada vez mais, dia após dia, ano após ano. A raça humana foi degradada e distanciou-se da senda da justiça. Mas quando os ímpios finalmente tornaram-se muito numerosos, Deus, em Seu amor, interveio. Decidiu pôr fim à autodestruição de Seus seres criados. Para realizar isso, enviou o dilúvio sobre a terra para purificá-la. Verdadeiro a Seu caráter de amor, justiça e misericórdia, Deus traçou um plano para adequadamente advertir os ímpios a respeito do julgamento vindouro. Foi desejo de Deus que o ímpio voltasse para Ele, obedecesse à Sua voz e fosse salvo.

Deus primeiro enviou um profeta para predizer a vinda do dilúvio muito antes de seu acontecimento. Enoque, ao chamar seu filho Matusalém, previu a vinda do dilúvio (Gênesis 5:21). Os nomes bíblicos, normalmente possuem significados específicos. Mesmo hoje, em muitas culturas, os nomes que os pais dão a seus filhos têm significado específico. Muitos estudiosos da Bíblia crêem que o nome “Matusalém” signifique “na sua morte surgiram as águas”. Se isso estiver certo, então o dilúvio foi predito 969 anos antes de seu acontecimento. Isso significa que Deus, por meio de Seu profeta, predisse a chegada de um juízo terrível muito antes que acontecesse.

E o que Deus fez quando o dilúvio estava por acontecer? Enviou outro profeta – Noé – para advertir e preparar o mundo para o juízo vindouro.

Noé foi chamado por Deus para uma missão especial: advertir o mundo do dilúvio vindouro. Sua mensagem era de que o mundo seria destruído pelas águas. Sua missão: Proclamar a mensagem de advertência e preparar o povo para o juízo. Noé pregou por 120 anos. O dilúvio veio. O mundo foi destruído. Porém, aqueles poucos que responderam à mensagem de advertência de Deus, por meio de Seu profeta Noé, sobreviveram. Todos os demais foram destruídos.

Desse juízo descobrimos o padrão de como Deus usa o dom de profecia no plano da salvação. Muito antes de o juízo ser executado, Deus advertirá o mundo por intermédio de seu instrumento escolhido – normalmente Seus profetas. Quando o juízo em questão estiver para acontecer, Deus suscitará outro profeta, e um movimento especial, para proclamar a mensagem que cumprirá a missão especial em Seu plano da salvação. O grande êxodo de Israel do Egito é outro exemplo desse modelo.

O Dom de Profecia Durante o Êxodo

A história do Êxodo é considerada por muitos como um dos projetos mais acurados do plano redentor de Deus. Trata-se da história da salvação em miniatura. Assim como o dilúvio, o êxodo foi predito muito antes de seu acontecimento. Deus revelou primeiro a Seu servo Abraão (Gênesis 15:13, 14) “Então lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos.”

Isso aconteceu conforme a predição? Todos conhecemos a história, como Abraão tentou ajudar a Deus cumprir Seu pacto ao forçar a questão com Hagar e Ismael. Sabemos que Abraão esperou 25 longos anos, e que já era avançado em anos quando Isaque, seu herdeiro legítimo, nasceu.

Parece que há atraso no plano de Deus. Mas Ele é fiel às Suas promessas. Jacó e Esaú nasceram a Isaque e por meio de Jacó os descendentes de Abraão aumentaram grandemente em número, embora tenham ido viver em uma terra que não lhes pertencia. No Egito os hebreus cresceram política e numericamente, mas não espiritualmente. Isso fez com que se tornassem escravos ao invés de serem honrados como convidados.

Contudo, Deus não Se esqueceu de Seu pacto com Abraão. Quando Seu povo estava sofrendo, quase chegando à aniquilação, Ele interveio. Preparou um profeta, de forma misteriosa, para livrar Seu povo do jugo egípcio e de sua escravidão. Deus chamou Moisés (Oséias 12:13) como o cumprimento da profecia anterior. Moisés foi enviado por Deus para organizar o movimento do êxodo. Foi enviado por Deus com missão e mensagem especiais. Moisés deveria advertir do juízo iminente, e foi enviado para levar mensagem de esperança. Aqueles que obedeceram à mensagem foram libertos. Aqueles que desobedeceram foram destruídos.

Novamente, após o juízo, e após o livramento, Deus estava pronto para iniciar outra vez com os poucos fiéis. O remanescente ocupou a terra prometida. Tornou-se uma forte nação. Sob a liderança de Deus prosperou, mas novamente rebelou-se contra Ele. O povo desejava um rei, assim como as outras nações. Seu progresso político e prosperidade material sob os reinados de Davi e Salomão não acompanharam o crescimento espiritual. Porém, por meio de numerosos profetas, Deus laboriosa e pacientemente fê-los lembrar inumeráveis vezes seus deveres e obrigações. Vez por outra havia reavivamentos e reformas, mas a nação como um todo continuava distanciando-se da senda da justiça.

Em determinado momento Israel foi dividido em dois reinos. As pessoas praticavam a idolatria. Mataram os profetas de Deus (II Crônicas 36:15). Por fim, movido pelo amor, Deus interveio novamente. Ele desejava ensinar-lhes a lição da obediência. Nessa ocasião operou por meio de reis de nações ímpias para executar Seus juízos. Permitiu que Israel passasse pela experiência dolorosa do cativeiro. Porém, novamente, preservou um remanescente que poderia iniciar tudo de novo. Quando estudamos o cativeiro babilônico, vemos como o dom de profecia foi ativo nesse evento de juízo.

O Dom de Profecia Durante o Cativeiro Babilônico

Como já é de esperar, Deus empregou o dom de profecia para advertir Seu povo antes que esse juízo ocorresse. Enviou profetas para advertir a respeito do cativeiro babilônico com muitos anos de antecedência. O profeta Jeremias advertiu: “Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniqüidade do rei de Babilônia e a desta nação, diz o Senhor, como também a terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas” (Jeremias 25:11, 12).

Essa predição se cumpriu? Sim, cabalmente. Até mesmo o nome do rei que seria instrumento desse livramento operado por Deus foi dado 150 antes de seu nascimento (Isaías 44:28; 45:1). Esse é o modelo que Deus sempre segue. Envia sinais antes da destruição. Jeremias, Isaías, Ezequiel, Daniel, para mencionar alguns, foram trombetas de Deus em Sua obra de salvação durante esse negro período da história de Israel. A despeito da obstinação do povo, teimosia e apostasia, o constante dom de profecia nunca deixou de existir. Durante o cativeiro, a reconstrução do templo, restauração de Jerusalém e restabelecimento de Israel como nação, Deus estava presente.

O dom de profecia estava lá, guiando ativa, paciente e perseverantemente. O dom de profecia esteve presente no ministério de Ageu; esteve ativo na voz de Zacarias; ecoou na pregação de Malaquias. Assim como Deus procedeu muitas vezes antes, empregou o dom de profecia para a salvação de Seu povo.

O Dom de Profecia e o Primeiro Advento

Mas esse não é o fim da história. O melhor ainda está por vir!

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Deus enviou Seu Filho, Sua revelação máxima, o Maior dos profetas, para a salvação da raça humana perdida. Foram escritas sinfonias a respeito de Cristo. Encenações apresentadas a Seu respeito. Tipos e símbolos foram devotados a Ele, mas foi dos lábios dos profetas escolhidos de Deus que ouvimos a mais alta proclamação da primeira vinda de Cristo.

A profecia de Daniel, registrada em Daniel 9:24-27, predisse o primeiro advento do Messias com espantosa precisão. Exatamente 483 anos desde o decreto do Rei Artaxerxes para a restauração de Jerusalém, o Messias foi ungido por João Batista no Rio Jordão. E no devido tempo, Jesus foi crucificado na cruz do Calvário. Esse foi o maior evento da Terra. Foi a cena mais solene do juízo de Deus, cujas ramificações continuam repercutindo até hoje. O que você decide fazer a respeito de Jesus determina seu destino eterno.

Deus usou o dom de profecia para predizer o maior de todos os eventos? Sim, definitivamente. De Gênesis 3:15 a Isaías 53 ele foi predito. Do cordeiro preso pelos chifres no Monte Moriá até o cordeiro morto nas horas matinais no pátio do templo de Salomão, em Jerusalém. Novamente, Deus seguiu o modelo que delineou nos eventos anteriores de juízo. Suscitou João Batista que, no espírito e poder de Elias, preparou o caminho para o Senhor. E quanto à predição da segunda vinda de Cristo? Você acredita que Deus seguirá o mesmo padrão com esse evento como o fezno passado?

O Dom de Profecia Durante o Tempo do Fim

Deus é fiel. Ele é previsível no mesmo sentido de que não faz nada sem primeiro revelar Seus segredos a Seus servos, os profetas (Amós 3:7). Na verdade, todas as situações de juízo que mencionamos “sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (I Coríntios 10:11). Deus sempre agiu assim no passado e, portanto devemos esperar que agirá da mesma forma no final da história da Terra.

Essas são boas novas! Aproxima-se o juízo final de Deus. Ele iniciou o processo do juízo em 1844. Nesse mesmo ano comissionou um movimento remanescente para advertir o mundo a respeito desse grande juízo. Assim como fez tantas vezes no passado, novamente empregou o dom de profecia para conduzir o movimento no cumprimento de sua missão que terá seu clímax na segunda vinda de Cristo.

Se Deus for consistente com o padrão mencionado anteriormente, então deve haver uma profecia referente a 1844. E é claro, como era de se esperar, há uma profecia predizendo com séculos de antecedência o juízo final iniciado em 1844. O profeta Daniel, em Daniel 8:14, afirma que no fim dos 2.300 anos o santuário seria purificado. A purificação do santuário terrestre ocorria durante o Dia da Expiação. A purificação do santuário celestial, no juízo pré-advento, iniciou em 1844. Se Deus for consistente com Seu padrão, então deve ter suscitado uma voz profética para conduzir Seu movimento profético. E fiel ao padrão, Ele o fez.

Em dezembro de 1844, na cidade de Portland, Maine, nos Estados Unidos, Deus comissionou outro profeta. Deus revelou Seu plano a uma jovem de 17 anos chamada Ellen Harmon. Deus lhe mostrou que esse movimento adventista remanescente tinha tarefa específica a realizar. Seus membros deviam proclamar uma mensagem especial ao mundo inteiro, antecipando a volta de Cristo à Terra. Deviam levar as mensagens dos três anjos que se encontra em Apocalipse 14:6-12.
O movimento do advento é profético. Cumpre sua missão no espírito e poder de Elias, conforme anteriormente predito por outro profeta, Malaquias (Malaquias 4:5, 6).

É fácil identificar esse movimento. Ele possui duas características: guarda os mandamento de Deus e tem o testemunho de Jesus Cristo (Apocalipse 12:17). Satanás está irado contra esse movimento.

Porém ele sobreviverá porque Deus o protege. Ele sobreviverá pelo sangue do Cordeiro. Será capaz de cumprir sua missão devido à direção do dom de profecia.

Conclusão

Noé teve que proclamar a advertência de que o dilúvio estava por acontecer (Gênesis 3:13, 14). O evento do êxodo teve Moisés (Oséias 12:13) para levar a mensagem de advertência e livramento para o Israel cativo. Israel, em sua apostasia, teve Elias para salvá-los de si mesmos (I Reis 18:18-31). O primeiro advento do Messias contou com João Batista para anunciar que Sua vinda acontecera (Lucas 3:16).

O juízo que precede o glorioso retorno do Rei dos reis tem seu movimento com sua mensagem (Apocalipse 14:6-12) e a ajuda do dom de profecia, manifestado no ministério de Ellen White.

Ele proclama a verdade presente para advertir e preparar o mundo para a segunda vinda.

A única pergunta que permanece para nós é: Qual será nossa resposta ao dom de profecia? Daremos ouvida a sua voz? Estamos estudando devidamente? Estamos obedecendo a seu conselho?

Se como igreja desejamos ser bem-sucedidos nessa missão conferida por Deus, se como indivíduo você deseja sobreviver à vinda do juízo, então deve seguir este conselho: “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (II Crônicas
20:20).

Ao crermos e obedecermos à voz de Deus revelada por meio do dom de profecia poderemos sobreviver nessa “era de engano”. No nome de Jesus, Amém.

By Raul Almocera / Fonte: http://www.centrowhite.org.br/sermoes.htm

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Missionários Acorrentados

Desde que me tornei um pastor há treze anos, tenho percebido pessoas com grandes talentos, nas mais diversas áreas, mas completamente alheias ao trabalho missionário. São prodígios nas suas áreas de trabalho, reconhecidas e condecoradas, mas no trabalho divino de “pescar homens” não conseguem se desenvolver, não por incapacidade, mas por que estão presas por estratégias satânicas.

Jesus ao montar sua equipe de trabalho recrutou homens habilidosos em suas respectivas áreas de atuação. Um grande exemplo foi à convocação de Pedro e André, pescadores profissionais, que ouviram de Jesus: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Marcos 1:17).

Mas o maior exemplo de missionários inutilizados está em Mateus capítulo oito, na história dos dois endemoninhados gadarenos. A descrição bíblica destes homens é terrível: “Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho” (Mateus 8:28).

É importante lembrar que Jesus e os discípulos haviam atravessado o mar da galileia em busca de paz e descanso, mas enfrentaram uma tempestade na travessia e ao desembarcarem se depararam com essa situação. A presença de Jesus em nossa vida não nos livra das dificuldades, mas nos dá segurança para vencê-las!

Harmonizando os relatos de Mateus (8:28 a 34), Marcos (5:1 a 20) e Lucas (8:26 a 39) temos uma descrição mais ampla da aparência e condição destes homens endemoninhados:  

- Viviam em um cemitério, ali era o lar desses homens.
- Amarrados com correntes, que sempre quebravam.
- Não usavam roupas, andavam nus e desprotegidos do sol, chuva e frio.
- Não aparavam a barba nem os cabelos; imagine a aparência deles.
- Não tomavam banho, por isso, o cheiro e a imagem deles eram assustadoras.
- Rangiam os dentes e espumavam pela boca.
- Feriam-se com pedras – sangue e sujeira misturavam-se.
- Havia uma legião de Demônios naqueles homens, uma legião era uma parte do exército romano de 2.500 a 6.000 soldados.         

Dois filhos de Deus acorrentados por Satanás, vivendo em circunstâncias piores que animais. É assim que satanás quer fazer com as pessoas. É assim que vive uma pessoa longe de Jesus e que, talvez por fora, ainda possa estar bonito, mas o interior já é uma desolação. 

Existem dois tipos de pessoas endemoninhadas. O primeiro é quando o indivíduo perde a consciência para Satanás e seus demônios. Neste tipo a pessoa fica fora de si e sua mente é entregue ao domínio dos espíritos do mal. A voz muda, a força é aumentada e a pessoa após liberta não se lembra de nada. Assim estavam os gadarenos.

O segundo tipo de endemoninhado é aquele quando a pessoa é usada por Satanás sem ela perceber, inconscientemente. Eva quando levou o fruto para Adão foi usada pelo inimigo de Deus! Mas um exemplo mais explícito foi quando Pedro tentou dissuadir Jesus da morte sofredora e ouviu de Cristo o que realmente estava acontecendo: “arreda Satanás!” Naquele momento Pedro estava dominado por Satanás. Esse é o pior tipo, pois não percebemos com facilidade.

Ao libertar aqueles homens das correntes malignas, os demônios pediram para tomarem os porcos que estavam ali. Satanás tinha um plano. O povo local dependia economicamente da criação de suínos, e sabia que matando os porcos as pessoas ficariam contra Jesus. E foi isso que aconteceu. Depois de jogar ao mar toda manada, a população local pediu para Cristo ir embora.

Satanás sabe a importância que as pessoas dão para seus negócios, e ao destruir os porcos estava tentando atrapalhar a missão de Jesus. Quando os donos dos porcos viram o prejuízo, não pensaram na libertação daqueles homens, mas na perda financeira.

Muitas pessoas hoje estão mais preocupadas com os negócios do que com a salvação das almas. Investem milhares de reais nos negócios do mundo, mas não conseguem investir o mesmo nos negócios de Deus.

Mas se a morte dos porcos traria a rejeição de Jesus naquele local, por que Jesus permitiu aos demônios que assim o fizessem? O plano maligno funcionou? Aparentemente sim, mas Jesus tinha um plano também, muito melhor do que o de Satanás, descubra na seguinte citação:

“Fora por misericórdia para com os donos desses animais, que Jesus permitira lhes sobreviesse o prejuízo. Achavam-se absorvidos em coisas terrestres, e não se importavam com os grandes interesses da vida espiritual. Cristo desejava quebrar o encanto da indiferença egoísta, a fim de Lhe poderem aceitar a graça.” 
E.G.W. DTN, 338. 
   
Jesus tinha intensões a mais, pois seu foco sempre foi nas pessoas. Os homens libertos e agora sãos queriam ir com Jesus, mas Ele pediu que eles pregassem naquele local. Essa região era chamada de Decápolis, cidades onde o paganismo e idolatria reinavam. O próprio Cristo e seus discípulos não teriam sucesso naquele local, mas a nova dupla missionária sim.

A Bíblia relata que aqueles homens começaram a pregar e testemunhar na região de Decápolis: “Então ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam” (Marcos 7:20).

Os homens que um dia foram acorrentados agora eram missionários. Eles prepararam as pessoas da região e quando Jesus voltou a Decápolis encontrou uma multidão que queria ouví-Lo (veja Marcos 7:31 a 33; 8:1 a 10). Foi ali em Decápolis que Jesus fez a segunda multiplicação de pães e peixes, para quatro mil homens! Estudiosos estimam cerca de dez mil pessoas incluindo mulheres e crianças.   

Assim como Satanás acorrentou por muito tempo esses dois missionários, ele faz o mesmo hoje com pessoas de grande potencial e talento. As correntes de hoje são o trabalho em excesso, falta de tempo, desejos materiais, busca de poder e dinheiro, relacionamentos ilícitos ou qualquer coisa que te desvie do foco de salvar as pessoas por quem Cristo morreu.

Pr. Yuri Ravem
Pastor do Distrito de Sumaré - SP


O desafio de continuar acreditando


É tanta notícia ruim  - corrupção, violência, economia estagnada, falta de ética, decadência moral, falta de educação, etc., etc. - que é realmente um desafio não se deixar abater e continuar trabalhando, continuar acreditando, continuar sendo honesto, não perder os valores e continuar vivendo com princípios elevados.

Temos que vencer esse desafio acreditando que ainda existam pessoas honestas, políticos que se preocupem com o bem comum, funcionários que trabalhem em benefício dos clientes, policiais que se preocupem em cuidar da segurança pública, juízes que julguem com isenção, prestadores de serviço que cumpram prazos e horários, professores que ensinem, chefes preocupados em fazer seus subordinados crescerem. Enfim, temos que fazer um esforço para acreditar que o mundo não está perdido. Do contrário, vamos nos abater de tal maneira que iremos  apenas engrossar a fila dos que não acreditam em mais nada, jogaram a toalha e vivem num mar de lamentações. Ao nos abatermos estaremos fazendo o jogo dos sem caráter. É isso que eles querem. Eles querem que as pessoas de bem desistam.

Temos, portanto, que nos desafiar a encontrar, talvez como uma agulha num palheiro, e em seguida valorizar quem é honesto, quem trabalha, quem é moralmente defensável, quem pauta sua vida por valores éticos elevados. Embora não seja muito fácil encontrar pessoas assim é preciso acreditar que elas existam e que num mundo cheio de podridão elas, muitas vezes, se escondem, se sentem sem força para falar, para lutar, impotentes para defender seus valores, suas ideias, seus princípios. Temos que dar valor a quem trabalha, quem estuda, quem se esforça, quem ajuda, quem participa, quem se compromete. Temos que proteger os bons e punir os maus, pois quem poupa os maus, ofende os bons.

E por fim, temos que fazer um esforço para acreditar na democracia e votar com consciência de que nosso voto pode fazer a diferença na construção de um Brasil melhor, de uma sociedade menos injusta. Enfim, temos que fazer a nossa parte para vencer esse enorme desafio e jamais perder a esperança de que a verdade, a justiça e o bem vencerão. Não podemos nos abater frente ao desafio de construir um mundo melhor. E muito disso, depende de cada um de nós.

Pense nisso. Sucesso!



PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

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