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segunda-feira, 30 de março de 2015

SALMO 32 - A BEM-AVENTURANÇA DO PERDÃO

Vou começar com uma pergunta: Existe Felicidade? Há várias teorias: alguns dizem que felicidade é apenas um sonho, um ideal inatingível e que, portanto, ela não existe. Outros dizem que felicidade é formada por momentos felizes, e que felicidade é a soma desses momentos agradáveis.
Entretanto, a Bíblia afirma que embora existam momentos e tempos de tribulação para todos, podemos ser felizes, e que a felicidade existe.

Vamos estudar hoje a base e o fundamento da verdadeira felicidade, em 4 Partes do Salmo 32:

1 - O Homem Feliz (v. 1-2)
2 - O Homem Infeliz (v. 3-4)
3 - Como ser Feliz (v. 5-7)
4 - A Vida Feliz (v. 8-11)

I – O HOMEM FELIZ

Versos 1-2: “1 Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. 2  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.”

Aqui temos uma bem-aventurança. Isso significa felicidade. “Bem-aventurado” é o homem feliz. O salmista começa com um glorioso clímax, como era o método do pensamento hebreu. Ele começa com a melhor parte.
Quem é bem-aventurado? Quem é o homem feliz? O homem feliz é o homem que foi perdoado.
Mas De que é que esse homem foi perdoado?

O salmista apresenta 4 palavras que descrevem o caráter desse homem: no v. 1, a palavra é transgressão, (heb. pesha) que significa rebelião contra as leis de Deus; a outra palavra pecado (chatâ-âh = katáh), que significa uma ofensa a Deus; a 3ª palavra é iniquidade (‘âvôn), que quer dizer perversidade, injustiça, ou o contrário de equidade. E temos a 4ª palavra que é dolo, ou engano (remiyâh) que significa traição. Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado da sua transgressão, do seu pecado, da sua iniquidade e da sua traição.

Se eu perguntasse, O que é Pecado? Que resposta você daria?

O apóstolo Paulo faz uma lista dos pecados da carne, que “são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as discórdias, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as glutonarias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais eu vos declaro, como já antes vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gál 5:19-21).

Você tem uma outra lista? O que é pecado para você?
Irreverência é pecado; tomar o nome de Deus em vão é pecado;
Trabalhar ou falar palavras profanas no sábado é pecado;
Reter os dízimos e ofertas é pecado de roubo a Deus ;
Comer demais, tomar cerveja ou vinho é o pecado da intemperança;
Ociosidade, gastar tempo em coisas inúteis, desperdício das horas;
Pornografia, imoralidade, fornicação e adultério é pecado;
Assassinato, homicídio é pecado; mas odiar também dá no mesmo.
Mentira, mexerico, fofoca, falar mal dos outros é pecado;
Orgulho, vaidade, avareza, ciúme, cobiça e inveja – é tudo pecado.

Mas a base de todo o pecado está no egoísmo, no egocentrismo, na egolatria – a adoração do próprio “eu”, em oposição à adoração do verdadeiro Deus.

Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado de qualquer desses pecados ou de todos eles ao mesmo tempo, sem distinção de qualquer um.

Mas Qual é o pecado que Deus não perdoa? Não existe um pecado que Deus não possa perdoar. Alguém poderia contradizer isso  afirmando que a blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado que Deus não perdoa. Mas eu respondo que o pecado contra o Espírito Santo é justamente a recusa para obter o perdão. Se alguém não quer o perdão de Deus, então, o problema está com ele, não com o Salvador.

Deus perdoa a qualquer pessoa de qualquer pecado. Você pode imaginar um grande criminoso, culpado das maiores atrocidades, das maiores perversidades e blasfêmias. Imagina a um bandido que entra numa casa de noite e para roubar uma família mata primeiro os filhos na presença dos pais e depois mata a estes também. Pode Deus perdoar a um homem assim? Pode. E ele ainda pode ser feliz pelo perdão divino, enquanto o povo fica admirado ou revoltado diante de tão grande amor.

E, no entanto, Quantos são pecadores? Quantos precisam de perdão? Todos, sem distinção. Imagine uma grande multidão, e você olha para muitas pessoas: vê aquele homem, alto ou baixo; magro ou gordo; bonito ou feio; branco ou negro; rico ou pobre. Você jamais falou com uma pessoa que não fosse um pecador. Você jamais se encontrou com um homem ou uma mulher que não fosse um pecador. Você jamais olhou para um ser humano que não fosse um pecador.
Mas apesar disso, Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado. A transgressão foi perdoada (a rebelião foi esquecida). O pecado foi coberto (a ofensa foi aplacada pelo sangue expiatório de Cristo). A iniquidade não lhe é atribuída, porque Deus, que é o grande Juiz, justificou o pecador. Os registros do livro do Céu foram apagados e nada mais existe para condenar. Esse homem é considerado como se nunca houvesse pecado.

Ora, se não há mais transgressão, pecado, iniquidade e engano, o homem está liberto e será realmente feliz. Esta é a verdadeira felicidade de que nos fala a Bíblia, desde as primeiras páginas.

II – O HOMEM INFELIZ (vs. 3-4)

Versos 3-4: “3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.”

Agora, o salmista descreve o homem infeliz. Davi foi esse homem e aqui ele conta a sua própria experiência. Era um tempo de guerra e os exércitos de Israel estavam em campo aberto enfrentando o inimigo. Mas Davi se encontrava ocioso em uma bela tarde, passeando pelo palácio, quando avistou uma mulher no quintal de sua casa tomando banho e se expondo sensualmente.

A seguir ele mandou que os seus servos trouxessem aquela mulher para o palácio a fim de ele conversar com ela. Então, ele a levou para a sua cama, e adulterou com ela. Daí, achou que tudo estava certo, e que nada haveria de acontecer; afinal, ele era o rei de Israel e tinha certos privilégios!
Mas Bate-Seba mandou lhe dizer que estava grávida, e isso o deixou aturdido; a princípio, não sabia o que fazer. Ele havia cometido um pecado grave e agora precisava esconder o seu pecado. Como ele fez isso? Escondeu o pecado com outro pecado mais grave ainda. Ele planejou a morte do esposo da mulher com quem ele havia adulterado com o propósito de esconder isso dele.

Urias estava no campo de batalha e foi chamado para conversar com o rei no palácio, e Davi o tratou muito bem, com muita gentileza e amabilidade, recebendo-o com um rico presente (já era de se desconfiar que alguma coisa estava mal!) e sugeriu que ele fosse à sua casa descansar um pouco e ver a sua esposa.

Mas o homem era de caráter nobre e não quis descansar nem se alegrar com a sua esposa, enquanto o seu exército estava lutando na batalha. Davi ficou sem palavra, porque Urias demonstrou muita nobreza de caráter e ele ficou sem poder responder a tais argumentos. Falhou o primeiro plano de Davi.

Entretanto, o medo de ser descoberto levou Davi a arquitetar o plano B, cometendo outra perversidade, procurando encobrir um pecado com outro pecado: escreveu uma carta e pediu que Urias a entregasse para Joabe, o comandante do seu exército. A carta dizia o seguinte: “Põe a Urias na linha de frente na maior força da peleja, e deixa-o sozinho, para que seja ferido e morra.” (2Sam. 11:15). Urias conduziu em suas próprias mãos a sua sentença de morte, e morreu como valoroso soldado de guerra.

Davi calou os seus pecados, e calar é esconder, é ocultar o pecado, e isso gera o remorso, e o remorso cria um problema de consciência que vai atacar o seu corpo e atingir até os ossos. A Medicina explica e a Bíblia já afirmava isso muito antes: Há uma íntima relação entre o corpo e a mente; há uma influência da mente sobre o corpo, de tal modo que se a mente sofre, fatalmente o corpo vai padecer.

Um especialista em artritismo e reumatismo fez a seguinte afirmação: "51% dos casos de artritismo, reumatismo e colites em pacientes que tenho examinado no hospital, tiveram sua origem no remorso que lhes estava atormentando a consciência." Davi ficou por um ano inteiro nessa situação. Sua vida foi um desastre, depois desse pecado. Ele sentiu uma angústia muito profunda que carcomia a sua alma e o seu corpo. Até os seus ossos enfraqueceram, e se encheram de dores. Ele gemia de dia e de noite.

Davi entrou em pânico e desespero com receio de ter sido abandonado por Deus. E falando da angústia de sua alma, disse: “Senhor, a tua mão pesava fortemente sobre mim”. Era a lembrança da culpa que tanto o atormentava, mas que lhe parecia ser a mão de Deus, porque era Deus mesmo que conservava essa memória diante dele. E como um resultado, perdeu as forças vitais, e se sentiu em sequidão.

O filósofo francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778), quando jovem viveu na cidade de Turin, na casa de uma mulher de Verecelli. Em suas confissões ele escreveu: "Desta casa levo comigo um terrível fardo de culpa que depois de 40 anos ainda está indelével em minha consciência, e quanto mais velho fico, mais pesado é o fardo de minha alma.''
Ele havia roubado um objeto de valor da dona da casa. Posteriormente, quando a perda foi descoberta, lançou a culpa sobre a servente da casa, que como resultado perdeu o emprego e a dignidade. Ele continua: "Acusei-a como ladra, lançando assim uma jovem honesta e nobre na vergonha e na miséria. Ela me disse então: 'O senhor lançou a desgraça sobre mim, mas eu não desejo estar no seu lugar.' A lembrança frequente disto dá-me noites de insônia, como se fosse ontem que tal fato aconteceu. É certo que algumas vezes minha consciência esteve adormecida, mas agora ela me atormenta como nunca dantes. Este fardo está mais pesado agora sobre o meu coração; sua lembrança não morre. Tenho que fazer uma confissão."

Este era um homem infeliz. E assim se encontrava Davi.

III – COMO SER FELIZ? (vs. 5-7)

O que fez Davi? Ele disse a mesma coisa que o filósofo francês Rouseau disse, muito tempo antes de ele nascer. Disse Davi: “Tenho que fazer uma confissão!” A diferença entre esses dois homens foi que Rousseau fez uma confissão para homens, enquanto que Davi fez uma confissão para Deus. Disse ele no verso 5.: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.”

Como foi a sua confissão? Deus sabia que ele estava sofrendo e enviou o profeta Natã para falar com ele. Natã era um verdadeiro pastor da alma em pecado. Ele contou a Davi a história de um homem rico que roubou uma ovelha de um homem pobre. A ovelha que era um animal de estimação do pobre homem, ele a roubou para dar um banquete em sua casa.

Davi que era um homem muito sensível respondeu prontamente: “Tão certo como vive o Senhor, esse homem deve morrer!” Davi proferiu a sua própria sentença de morte. E Natã respondeu: “Tu és este homem!” E, profundamente emocionado, Davi reconheceu de imediato: “Pequei contra o Senhor!” Mal ele proferia estas palavras, o profeta lhe dá as boas novas: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás!”

Qual é a conclusão de Davi, ao contar a sua dramática experiência para todo o povo de Israel neste salmo e para todo o mundo?

Versos 6-7: “6 Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. 7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.”

“Sendo assim”, ou “portanto”, se Deus me perdoou tão grande pecado, a mim que devido a minha posição como rei, eu sou o mais culpado, “todo homem piedoso te fará súplicas”. Ele será perdoado; ele estará seguro contra as convulsões da natureza; ele poderá se refugiar em Deus como o seu esconderijo e será preservado da tribulação e cercado de alegres cantos de livramento.

Mas note as palavras: “em tempo de poder encontrar-Te”. Sabe quando é o tempo oportuno de encontrar a Deus e ser perdoado? É Hoje. Amanhã poderá ser tarde demais, porque haverá um tempo em que os homens terão fome e sede, não de pão eu sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus, e não a acharão! O tempo da graça vai terminar e muitos que hoje estão deixando de confessar os seus pecados vão correr de uma parte a outra para alcançar uma palavra de alívio e consolação, mas não acharão nenhum consolo. Como são oportunas as palavras de Isaías: “Buscai ao Senhor, enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto.” (Isa. 55:6).

IV – A VIDA DO HOMEM FELIZ (vs. 8-11)

Versos 8-11: “8  Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. 9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. 10 Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá. 11 Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.”.

A seguir o salmista Davi apresenta a vida feliz do homem perdoado.

1 - A vida feliz é uma vida de instrução. Deus nos diz: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir!”
Os filhos de Deus recebem instrução completa. Deus nos dá abundância de luz espiritual pela Bíblia. Além disso, o Espírito Santo nos orienta dizendo: “Este é o caminho; andai nele”. Ou nos adverte dos perigos do caminho errado, após indicar o caminho certo para a felicidade e o sucesso em nossa vida cristã. O cristão não anda no conselho dos ímpios.

2 - A vida feliz é uma vida de obediência. “Não sejais como o cavalo ou a mula”. A palavra chave é "obedecem". Os animais obedecem apenas quando são dominados por freios e cabrestos. Mas uma pessoa perdoada e feliz obedece voluntariamente, sem constrangimento, sem obrigação. Os cristãos sabem que a Lei de Deus foi dada para ser obedecida e não para ser discutida e negada. Eles obedecem aos mandamentos de Deus.

3 - A vida feliz é uma vida de confiança. “O que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá”. Nossa confiança será depositada no Senhor que é cheio de misericórdia. Essa será a rotina da pessoa que foi perdoada e é feliz: ela viverá sempre confiando em Deus, não importam as circunstâncias. Na alegria, na provação, na dor, na provação, você sempre pode confiar que Deus o ajudará e nunca será desamparado. A vida do ímpio será de sofrimento sem escape; a vida do justo será de confiança, misericórdia e consequentemente gratidão.

4 - A vida feliz é cheia de alegria. “Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos”. Há 3 verbos, que fecham o salmo com chave de ouro: Alegrai-vos, regozijai-vos e exultai. Este é o convite, é o imperativo que nos indica como será a vida feliz da pessoa que foi perdoada. Como disse o apóstolo Paulo, repetindo estas palavras: "Alegrai-vos no Senhor, outra vez vos digo: alegrai-vos".
Depois de tudo o que se passou na vida de um cristão, de como ele foi perdoado e transformado, só pode ser esta a sua vida: alegria, regozijo e felicidade.

De fato, ele está cercado de "alegres cantos de livramento" (v. 7):

CONCLUSÃO

Um pregador conferencista recebeu um belo cartão postal de um respeitado advogado e juiz. Ele escreveu:

"Desde que o senhor me ajudou a endireitar minha vida, sinto-me outro. Minha mente é clara e de novo amo minha profissão e meu trabalho. Até meus passeios frequentes no parque pela margem do rio, parece realizarem-se numa atmosfera mudada. Agora encontro prazer em apreciar as belezas naturais. O cântico dos pássaros nas árvores é como confortante música aos meus ouvidos. Antes, eu não tinha prazer em observar as flores e as plantas, nem em ouvir os pássaros cantarem nas árvores. Oh! Muito obrigado. Agora vale a pena viver!"

Você tem um cântico de alegria e gratidão? Ou você ainda não foi perdoado? Está ainda sofrendo com um pecado acariciado?

Busque a Deus e confesse ao Senhor Jesus Cristo. Faça como Davi! E seja feliz!

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
prbiagini@gmail.com

“Eu só trabalho aqui...”

Eu não acreditava no que estava ouvindo!

Eu perguntei à pessoa que atendeu uma coisa, duas coisas, três coisas a respeito da empresa e da loja, dos produtos que vendia. Ela não sabia quase nada! Quando disse a ela que ela parecia não conhecer muito sobre a própria empresa, ela respondeu:

“- Eu só trabalho aqui...”

Parece mentira, mas há pessoas que realmente são colocadas nas empresas e não recebem sequer um mínimo de treinamento. Quando muito são “adestradas” em dizer “bom dia” ou “boa tarde”. Ou mesmo no uso de um equipamento telefônico, mas não se lhes é explicado o que é a empresa, qual a sua linha completa de produtos ou serviços, o que ela realmente faz, quem são seus principais clientes, quem são as pessoas com as quais mais se relaciona, quem são os principais fornecedores, etc.

As pessoas são colocadas a trabalhar sem que passem por um treinamento de integração com os demais funcionários, o que a empresa pretende ser no futuro, se faz ou não parte de uma cadeia, de franquia. Se franquia ou filial, quem é o franqueador, de onde vem, como funciona em outros lugares, etc. Se tem filiais, onde estão, como são, etc. Não são apresentadas formalmente à própria marca, não fazem degustação ou experimentam os produtos que a empresa fabrica e comercializa. São simplesmente jogadas em situação de trabalho e por isso não se sentem comprometidas com a empresa e só podem dar a resposta que a atendente me deu:

“- Eu só trabalho aqui...”.

E é assim que realmente se sentem. Não vêm a hora em que o expediente acabe para ir embora. Não se interessam por nada, pois que não sabem sequer pelo quê deveriam se interessar. Ficam como verdadeiros autômatos que no final do dia vão para casa e no final do mês recebem um salário.
E aí o patrão reclama, a patroa reclama dizendo: “Não se faz mais empregados como antigamente...”. A verdade é que antigamente as pessoas sabiam mais sobre a empresa, sobre a loja em que trabalhavam, os produtos eram em menor número, os concorrentes também. Hoje o número de concorrentes, produtos, marcas, fornecedores é imenso. Tudo mudou!

Sempre ouço que os funcionários de hoje não são comprometidos com a empresa e nem mesmo com os clientes. Muitas vezes isso é realmente verdade. Há funcionários ruins mesmo. Mas por que são tão ruins? Será só má vontade? Muitas vezes os patrões e chefes inferem que os subordinados saibam as mesmas coisas que eles patrões e chefes sabem. Isso é um grande erro. O patrão, o empresário, o chefe tem contatos o dia todo que seus funcionários não têm. Têm um nível e gama de informação que seus funcionários não têm. Sem comunicar constantemente essas informações, visão de futuro, etc., aos seus funcionários, como exigir que eles se comprometam?

Para que seus funcionários sejam realmente comprometidos é preciso que sejam treinados, treinados e treinados. Do contrário você terá em sua empresa um time que “só trabalha lá” e que dará a seus clientes “momentos trágicos” ao invés de “momentos mágicos”.

Pense nisto. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 


domingo, 29 de março de 2015

Acontecimentos cronológicos da semana da paixão de Cristo



Domingo (9 de Nisan). A entrada triunfal; a visita silenciosa de Jesus ao templo; Sua volta para Betânia.

Segunda-feira (10 de Nisan). A figueira estéril amaldiçoada; segunda purificação do templo; Jesus cura os aflitos; volta à noite para Betânia.

Terça-feira (11 de Nisan). Último dia no templo (os gregos encontram Jesus no pátio exterior); último dia de ensino público de Jesus; lamento contra a elite religiosa; retirada para o Monte das Oliveiras e discurso sobre a segunda vinda; Judas fecha acordo de traição com os sacerdotes naquela noite.

Quarta-feira (12 de Nisan). Jesus em retiro silencioso com os discípulos.

Quinta (13 de Nisan). Preparativos para a Páscoa; a Ceia do Senhor; a traição de Judas; o discurso de despedida de Jesus aos discípulos e oração sumo-sacerdotal; Getsêmani; aprisionamento. Os eventos ocorridos depois da Ceia do Senhor foram depois do pôr-do-sol; conseqüentemente, agora era 14 de Nisan, ou quinta-feira à noite.

Sexta-feira (14 de Nisan). Jesus é levado para Anás, depois, para Caifás, e em seguida, para o Sinédrio; a negação de Pedro; Jesus é levado para Pilatos, depois, para o palácio de Herodes, e de volta a Pilatos. É açoitado, condenado e crucificado.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

QUE TIPO DE CRISTÃO VOCÊ É?


INTRODUÇÃO

ILUSTRAÇÃO: “TIPOS DE CRISTÃOS”

Em 2004 na cidade de Bagé-Rs, um colportor e ancião chamado João Oliveira me prestigiou com uma lista que ele mesmo a chamou de “Tipos de Cristãos”. A lista era menor, mas procurei incrementá-la para exemplificar as mais diversas características dos cristãos modernos. Fique atento e diga a você mesmo se algumas dessas atitudes são aplicáveis à sua pessoa:

Tipos de Cristãos:

  • Borboleta: Pousa sempre numa igreja diferente.
  • Carrinho de Mão: Só vai à igreja se for carregado.
  • Climático: Ora está quente, ora está frio. (Síndrome de Laudicéia).
  • Fogo de Palha: Cristão luminoso, só de fachada. Acende, mas logo se apaga.
  • Galinha da Angola: Está sempre dizendo: “Estou fraco”.
  • Gatinho: Mimoso. Necessita ser bajulado.
  • Girafa: Não reconhecem seus erros. Ficam com nariz empinados e não baixam a cabeça para pedir perdão.
  • Manteiga: Derrete facilmente.  É melindroso e pensa que é um coitado!
  • Microscópio: Enxerga as pequenas coisas. Verifica minuciosamente os defeitos dos outros.
  • Pipa: Precisa ser guiado por outra pessoa.
  • Sansão: Vai à igreja à procura de lindas mulheres.
  • Self Service: Fazem da igreja um restaurante. Estão em busca de alimento na casa de Deus, mas quando retornam para as suas atividades corriqueiras, não é capaz de alimentar quem está faminto. 
  • Telescópio: Olha de longe e não faz nada para ajudar.
  • Trailer: Só anda se for puxado.
  • Turista: Vai à igreja de vez em quando.
Embora pareça uma lista engraçada com um certo tom de descontração, infelizmente reflete a realidade espiritual de muitos irmãos.

Eu arriscaria em dizer que a lista poderia ser duplicada e até triplicada. Mas permita-me sem constranger ninguém, apresentar mais 4 tipos de comportamento extraídos de 2 Reis 6:8-18 que norteiam a vida de muitos cristãos.

TEXTO BASE 

2 Reis 6: 8 a 18 (NVI)

 8 Ora, o rei da Síria estava em guerra contra Israel. Depois de reunir-se com os seus conselheiros, disse: “Montarei o meu acampamento em tal lugar”.
 9 Mas o homem de Deus mandava uma mensagem ao rei de Israel: “Evite passar por tal lugar, pois os arameus estão descendo para lá”.
 10 Assim, o rei de Israel investigava o lugar indicado pelo homem de Deus. Repetidas vezes Eliseu alertou o rei, que tomava as devidas precauções.
 11 Isso enfureceu o rei da Síria, que, convocando seus conselheiros, perguntou-lhes: “Vocês não me apontarão qual dos nossos está do lado do rei de Israel?”
 12 Respondeu um dos conselheiros: “Nenhum de nós, majestade. É Eliseu, o profeta que está em Israel, que revela ao rei de Israel até as palavras que tu falas em teu quarto”.
 13 Ordenou o rei: “Descubram onde ele está, para que eu mande capturá-lo”. Quando lhe informaram que o profeta estava em Dotã,
 14 ele enviou para lá uma grande tropa com cavalos e carros de guerra. Eles chegaram de noite e cercaram a cidade.
 15 O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo pela manhã e, quando saía, viu que uma tropa com cavalos e carros de guerra havia cercado a cidade. Então ele exclamou: “Ah, meu senhor! O que fa­re­mos?”
 16 O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles”.
 17 E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”. Então o ­Senhorabriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.
 18 Quando os arameus desceram na direção de Eliseu, ele orou ao Senhor : “Fere estes homens de cegueira”. Então ele os feriu de cegueira, conforme Eliseu havia pedido.

CONTEXTO HISTÓRICO

Havia uma guerra em Israel. O rei da Síria, juntamente com os seus oficiais, traçavam planos em como derrotar o povo de Israel. Mas todas as vezes que os sírios se preparavam para a guerra, Deus revelava para Eliseu quais eram os planos do rei da Síria, de forma que os exércitos de Israel sempre escapavam de qualquer emboscada.

Ao ver que Israel sempre escapava das suas armadilhas, o rei da Síria pensou que houvesse um traidor entre os seus homens pois não possuía discernimento espiritual para compreender tal situação.

O fato é que Eliseu buscava os conselhos de Deus através da oração e somente neste relato, percebemos Eliseu orando duas vezes nos Vs. 17 e 18. Somente os que oram, recebem discernimento. Assim foi com Eliseu. O Deus todo poderoso revelava todas as coisas a fim de resguardá-los do mal.

O texto que lemos apresenta quatro atitudes, ou quem sabe, 4 tipos de cristãos. Você se encaixará em algum deles!


1. PESSOAS QUE SÓ ENXERGAM O NATURAL

O primeiro tipo de pessoa, só enxerga o natural. Aquilo que é obvio aos olhos naturais. Como se diz na linguagem popular, alguém que vê um palmo à frente do seu nariz.

Tanto o Rei da Síria como o servo de Eliseu representam essas pessoas.

Quando o rei da Síria viu que Israel conhecia seus planos ele disse: “Vocês não me apontarão qual dos nossos está do lado do rei de Israel?" (v. 11). Ele pensou que alguém estava o traindo.

Por sua vez, o servo do profeta Eliseu ao ver que o exército inimigo havia cercado a cidade para prendê-los, perguntou a Eliseu: “Ah, meu senhor! O que faremos?” (v. 15).

Estas atitudes revelam um tipo de pessoa que só consegue ver o natural, o que é lógico, o que é visível aos seus olhos naturais.

Só consegue enxergar os seus problemas, o tamanho dos gigantes.

Estas pessoas não conseguem enxergar o mundo invisível. Muitas vezes em uma casa há discórdias, brigas, ódio e muitas outras coisas, mas as pessoas não conseguem discernir que o problema acontece na esfera espiritual. Lares são destruídos, a situação financeira fica difícil, mas este tipo de pessoa não consegue ver nada além de que seus sentidos naturais dizem. Eles perguntam amedrontados: "Ah..., o que faremos?".

EFÉSIOS 6:12 DIZ: "A NOSSA LUTA NÃO É CONTRA CARNE, NEM CONTRA O SANGUE, MAS SIM CONTRA OS PRINCIPADOS, CONTRA AS POTESTADES, CONTRA OS PODERES DESTE MUNDO TENEBROSO, CONTRA AS FORÇAS ESPIRITUAIS DA MALDADE NAS REGIÕES CELESTIAIS."


2. PESSOAS SEM FÉ

O Segundo tipo de pessoa é alguém que reconhece a existência de Deus, mas  não possui a fé necessária para pedir-lhe ajuda. 

O rei da Síria sabia que Deus revelava os seus planos a Eliseu. Como não possuía fé no Deus de Eliseu, mandou prendê-lo. Nem lhe ocorreu que se Eliseu "sabia as palavras que o rei falava em seu quarto", certamente saberia que o rei queria prendê-lo. Tal atitude não impediria que Deus continuasse revelando a sua vontade e impedindo que Israel fosse pego de surpresa.

O rei Sírio, deveria ter orado a Deus e perguntado o que ele deveria fazer, qual o caminho a tomar, como resolver esta situação, mas em sua cabeça natural, cheia de lógica, o problema seria resolvido se Eliseu fosse preso.

Mandou prendê-lo. Cercou a cidade onde Eliseu estava. Enviou centenas de soldados que viajara, toda a noite. Armou uma grande estratégia militar, mas seu plano foi um fracasso. Ficou envergonhado. Tentou resolver a situação à sua maneira quando a solução do problema era espiritual e não física. As atitudes deveriam ser tomadas depois de muita oração.

Esse episódio nos ensina que nem sempre os caminhos de Deus concordam com a lógica do homem.

Muitas vezes, as pessoas fracassam na sua vida porque ao invés de buscar a Deus para saber o que fazer, fazem o que lhes vem a cabeça, o que "acham" que é o melhor caminho.

LEMBRE-SE: "O CORAÇÃO DO HOMEM PODE FAZER PLANOS, MAS A RESPOSTA CERTA VEM DO SENHOR."PV. 16:1


3. PESSOAS DE POUCA FÉ 

O Terceiro tipo de pessoa, é a pessoa que acredita em Deus. Crê que há uma solução espiritual, mas não consegue enxergar o quão perto está. 

O servo de Eliseu vivia com o profeta. Testificara muitos milagres, cria em Deus, mas não conseguia enxergar que Deus estava ali. Não conseguia crer que Deus iria livrá-los. Ficou apavorado. Pensou: "Estamos perdidos; estamos mortos. Que adiantou servir a Deus todos estes anos. Ah, meu senhor! O que faremos?”

Não percebeu a presença de anjos. Não percebeu que os problemas dos homens são só uma oportunidade para os milagres de Deus. Cria em Deus, mas em um Deus que está distante, em um Deus que não deve estar muito preocupado comigo, em um Deus que não está vendo a minha situação desesperadora. “Ah, meu senhor! O que faremos?” Ficou com medo, pois não tinha em seu coração o pensamento:

"...SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS?". RM 8:31

O servo de Eliseu, como muitos cristãos, estava com os seus olhos espirituais fechados. Recebem o diagnóstico médico e ficam apavorados, desesperados, querem abandonar a fé. Parece que Deus está distante. Não sabem o que fazer, precisam ter os olhos abertos para enxergar que “Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles” (Vs 16).


4. PESSOAS DE MUITA FÉ

 O Quarto tipo de pessoa, são as pessoas que veem o invisível, sabem que o poder está disponível e agem com tranquilidade pela fé e oração.

Eliseu era esta pessoa. Ele sabia o Deus que tinha. Seus olhos espirituais estavam mais abertos do que os seus olhos físicos. Não se preocupou com o exército inimigo, pois estava certo que “Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles” (Vs 16). Não ficou com medo pois sabia que  “O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que o temem, e os livra” Sl 34:7

Eliseu orou. Não orou por si, mas por aquele que não cria: “Senhor, abre os olhos dele para que veja” (Vs 17). Deus ouviu a oração de Eliseu, e “Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu” (Vs 17).

Havia mais anjos do que soldados armados. Não caberia mais cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu. O monte estava "cheio". Todo o tempo os anjos estavam lá, e Eliseu sabia disto, embora seus olhos naturais não vissem nada. Mas Eliseu era um homem diferente. Cria na oração. Via o invisível. Sabia que Deus não o abandona, que Deus cuida, que Deus protege os que o amam, que Deus interviria quando necessário, que Deus o livraria, que Deus estava presente olhando tudo, que Deus estava vendo a movimentação dos soldados, que Deus não falharia. Eliseu não fez uma oração apavorada, de última hora, quem sabe numa última tentativa. Não, ele nem orou por si. Ele estava tranqüilo, afinal, ele servia ao "Senhor dos Exércitos".

"Enquanto o inimigo descia contra ele, Eliseu orou ao Senhor: Fere, peço-te..."(Vs. 18). Não orou apavorado clamando por misericórdia. Não reclamou de Deus dizendo: "Que adiantou servir a Deus. Olha a minha situação agora". Eliseu tinha o controle da situação porque sabia que Deus tinha o controle da situação.  Simples assim!!!

CONCLUSÃO

ILUSTRAÇÃO: GELO NOS TRÓPICOS

Uma pobre mulher pagã tornou-se cristã, e era notável pela simplicidade de sua fé. Ao aceitar a Cristo ela O pegou literalmente pela palavra. Alguns meses depois de sua conversão, seu filhinho adoeceu. Seu restabelecimento era duvidoso. Precisava-se de gelo para o pequenino, mas naquele país tropical, longe das grandes cidades não era possível consegui-lo. "Vou pedir a Deus que mande gelo", disse a mãe ao missionário. "Oh! mas a senhora não pode esperar que Ele faça tal coisa", foi a resposta imediata.
"Por que não?", replicou aquela crente de coração simples. "Ele tem todo o poder e também nos ama. Assim o senhor nos ensinou. Vou pedir-Lhe, e creio que Ele vai me ouvir." Pediu a Deus e Ele lhe respondeu. Logo veio uma forte trovoada, acompanhada de uma chuva de pedras. A senhora pôde assim encher uma vasilha grande com pedrinhas de gelo. A aplicação fria era justamente o que a criança precisava, e recobrou a saúde." – Sunday School Times.

Talvez, algumas vezes em tua vida, parece que não há mais saída, que não há solução. Você tem vontade de chorar, se desespera e pensa em abandonar a fé. Saiba que Deus cuida de você e mesmo que você não veja nada com os teus olhos físicos, Deus ordenou aos seus anjos para te guardarem em todos os teus caminhos.

Então fique firme no Senhor. Tenha fé em Deus.

O tipo de cristão que Deus espera que sejamos, é uma pessoa capaz de ver o invisível pelos olhos da fé.

Apelo: Que tipo de Cristão você é?

H. A: 260, 261, 262, 272, 273

Adaptação: http://www.sermao.com.br/sermoes/que_tipo_de_cristao_voce_e/

Pr. Fabio dos Santos
Editor do Blog Nisto Cremos
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