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sexta-feira, 19 de junho de 2015

SALMO 36 – UM GRANDE CONTRASTE


Vamos estudar no livro dos Salmos o maior contraste que poderíamos imaginar entre dois caracteres. Quando Davi escreveu o Salmo 1, ele fez um grande contraste entre o justo e o ímpio. Mas no Salmo 36, ele vai muito além, comparando o caráter do ímpio com o caráter de Deus, criando uma grande antítese.

Parece que ele estava descontente com algumas pessoas que ele conhecia do palácio e na sua própria família, como Amnom, Absalão, Aitofel, Joabe, Simei e outros, em suas artimanhas malévolas, e começou a descrever o caráter do ímpio. Entretanto, após um pouco de meditação, não mais querendo fixar os seus olhos em tanta degeneração, ele voltou-se para meditar no caráter de Deus. E escreveu por inspiração do Espírito Santo. Suas palavras são penetrantes e reveladoras.

I – O CARÁTER DO ÍMPIO (V. 1-5)

Vamos começar fazendo algumas perguntas, e responder conforme nos diz a palavra inspirada deste salmo.

1. Como é o coração do ímpio? "Há no coração do ímpio a voz da transgressão." (v. 1). O grande problema do homem é o coração, tanto do justo como o do ímpio, mas o ímpio não sabe disso. O coração é a fonte da vida e é um símbolo de nossa mente, onde se encontram todas as faculdades que regulam a nossa consciência.

Pois, se temos tantos poderes em nossa mente, em nosso coração, qual é a voz que ouvimos de dentro para fora? O que nos fala a consciência? Davi personaliza a transgressão e diz que ela tem uma voz, que fala ao coração do ímpio. Ou seja, a consciência do ímpio está tão degenerada e cauterizada que só lhe fala para transgredir todas as leis de Deus. Há no coração do ímpio uma voz que não é mais a voz doce e suave da consciência falando-lhe para agradar a Deus, mas é uma voz que lhe fala para transgredir.

Mas qual é o grande problema? Falta alguma coisa na consciência de tal homem? Há alguma faculdade que ele não possui? Sim, ele tem a faculdade espiritual morta: "não há temor de Deus diante de seus olhos" (v. 1). O grande problema do homem é o coração, e o grande problema do coração é a falta do temor de Deus. Os olhos de sua consciência têm uma visão materialista, egoísta e avarenta: uma visão impura. Eles não veem a Deus e sequer têm noção da presença do Eterno e onipresente. Portanto, o temor de desagradar ao Senhor é algo que não passa pela cabeça do ímpio, dentro ou fora da igreja.

Então, por que o ímpio não teme nem ao seu semelhante a quem ele pode ver? Note o verso 2: "Porque a transgressão o lisonjeia a seus olhos e lhe diz que a sua iniquidade não há de ser descoberta, nem detestada." A transgressão continua lhe falando e agora o persuade de que não tem problema nenhum porque ninguém vai saber, ninguém vai descobrir, e nem será desprezado e odiado, e ele pode continuar fazendo o que quer.

Portanto, o ímpio não tem o temor de Deus e não tem o temor do homem, porque age escondido nas trevas e nas sombras da noite. E Cristo falando dessa atividade ímpia, disse: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras" (Jo 3:19-20).

Por que os ímpios não temem a Deus e tampouco aos homens, como disse o juiz iníquo, da parábola (Lc 18:2)? Porque pensam que não serão descobertos. Julgam que as suas obras não serão arguidas, eles pensam que não serão julgados. Vivem como se Deus não existisse. Mas Jesus Cristo advertiu a todos: "Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido" (Lucas 12:2).

2. Como são as palavras do ímpio? V. 3: "As palavras de sua boca são malícia e dolo." Malícia é maldade e dolo é engano. É assim que se manifestam as palavras do homem ímpio: através da aparência de boas intenções, ele comete a maldade pelo seu engano, porque fala uma coisa objetivando outra. Quando as pessoas menos percebem, elas foram enganadas e são vítimas da maldade de um homem que já se foi embora. E muitas vezes, já estão fora do seu alcance.

As palavras têm uma grande influência em quem fala e na vida de quem ouve. O sábio Salomão disse: "As palavras dos perversos são emboscadas para derramar sangue, mas a boca dos retos livra os homens." "Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos." "Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo" (Pv 12:6; 29:12; 16:24). As palavras podem construir ou destruir; podem ferir ou curar.

3. Como são as atitudes do ímpio? V. 3, (2ª p): "Abjurou o discernimento." Um dos sentidos da palavra "abjurar" é abandonar, deixar. A maioria das versões, de modo mais simples, usa a palavra "deixar." Assim acontece com o ímpio em suas atitudes: ele deixou de lado todo o discernimento.

Discernimento tem que ver com a mente e as atitudes. Se as suas faculdades intelectuais, morais e espirituais estão em harmonia, então, você terá excelente discernimento capaz de distinguir entre o bem e o mal (Hb 5:14). Mas os ímpios não gostam de discernimento, porque isso os levaria a fazer juízo entre o certo e o errado, e como eles sabem que estão no erro, pelos padrões da sociedade, e preferem o erro, então, o jeito é evitar todo o discernimento, para que eles mesmos não sejam condenados.

Portanto, a sua pregação e defesa será: "Não faça julgamento de ninguém. Cada cabeça é uma sentença. Ninguém tem o direito de dizer se eu estou certo ou errado. Se você é feliz assim do seu jeito, então, prossiga assim." Eles abandonaram todo discernimento e juízo. Eles não gostam de leis e regulamentos. Não gostam de ser discriminados. E assim anda a passos largos esta sociedade sem regras, sem normas, sem leis, e caminha para a destruição. Assim prosperam as doutrinas do Existencialismo e Evolucionismo em sua declarada impiedade.

4. E como são as obras dos ímpios? Davi continua dizendo que eles abandonaram "a prática do bem" (V. 3, úp). É uma simples consequência do rumo dos seus pensamentos e atitudes. Suas obras espelham coerentemente o mal que está em seu coração. Não nos iludamos com as manifestações de caridade que existem na TV e outros meios de comunicação. Tudo isso é feito com dúbias intenções. Eles dão casas, roupas e comida para os pobres, mas com a intenção de fazer propaganda do seu nome e render muitos dividendos nessa empreitada. Eles fazem tudo isso com segundas intenções. Portanto, Deus diz que isso não vale nada! São justiças e caridades baseadas no egoísmo e não são aceitas. São meros "trapos da imundícia" (Is 64:6).

5. Qual é a essência da vida do ímpio? Na conclusão desta parte, Davi resume a vida do ímpio em 3 estágios, (V. 4): "No seu leito, maquina a perversidade, detém-se em caminho que não é bom, não se despega do mal."

Meditação. No 1º estágio, ele "maquina". Esta palavra-chave significa "planejar, meditar, inventar; premeditar." O ímpio, na sua cama, antes de se levantar, planeja nas suas meditações matinais como irá executar o mal e a perversidade. Ele acorda pensando em praticar o mal. Ele planeja enganar, roubar, adulterar, matar e praticar toda sorte de males. Ele pratica uma meditação nada saudável; é uma meditação perversa, cheia de ideias más. O justo acorda e o seu primeiro pensamento se dirige a Deus e a Sua Palavra. "O seu prazer está na Lei do Senhor e na Sua Lei medita de dia e de noite". (Sl 1:2).

Consideração. No 2º estágio da vida ímpia, ele se detém no caminho do mal, ou seja: ele fica detido, ele analisa todas as possibilidades, calcula todas as circunstâncias, pondera em todos os resultados, em uma tentativa de ser bem sucedido. Disse Salomão: "Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e, com as cordas do seu pecado, será detido" (Pv 5:22, RC). Ele está detido, obcecado, analisando o seu plano de ação, e considerando as vantagens de suas próximas ações.

Identificação. No 3º estágio, disse Davi, ele "não se despega do mal". Fica completamente decidido, e deseja arrostar as consequências, sejam elas quais forem, porque ele não tem nada a perder. E, como dizem as outras versões nesse texto, ele "não aborrece o mal". A implicação é a de que ele ama o mal e o pecado e a iniquidade, e começa a se identificar com o pecado. A grande diferença entre o justo e o ímpio é a de que o justo odeia, aborrece o mal, enquanto que o ímpio ama o mal, o pecado e a perversidade. E se alguém ama o mal, não o aborrece, não odeia o pecado, isso faz parte de todos os seus atos. É a sua vida e o seu prazer. Então, só pode esperar pelas trágicas consequências.

Aqui estão as 3 etapas do pecado, e de uma vida de pecado: Meditação, Consideração e Identificação. Qualquer pecado passa por esses 3 estágios. O pecador planeja o mal, considera o caminho em que estará entrando, e finalmente, se identifica com o pecado, amando-o, e se apegando a ele. É por isso que no Juízo final, Satanás e todos os seus anjos serão destruídos. E assim todos os pecadores, juntamente. Porque o fogo que destrói o pecado terá de destruir aqueles que se identificaram com o pecado, e estão apegados a ele.

E quanto a você: Você aborrece o mal? Odeia o pecado? Ou não o detesta? Por acaso você gosta de pecar, ama o pecado? Disse o apóstolo Paulo sobre o caráter de Jesus: "Amaste a justiça e odiaste a iniquidade." (Hb 1:9). Podemos amar a justiça e praticá-la, como fez o nosso Salvador. Mas antes disso, precisamos odiar o pecado e a iniquidade. Precisamos ter inimizade contra o nosso maior inimigo e aborrecer o pecado. Esta inimizade é um dom que Deus coloca em nossa natureza, sob o poder do Espírito Santo. Ele prometeu: "Porei inimizade" contra Satanás e contra o mal (Gn 3:15).

As palavras iniciais do livro dos Salmos, apresentam-nos os 3 estágios da vida do ímpio e afirmam a resolução inabalável e invencível dos justos, em um caminho diametralmente oposto: "Bem-aventurado o homem que (1º) não anda no conselho dos ímpios, (2º) não se detém no caminho dos pecadores, (3º) nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite." (Sl 1:1-2).

6. Quem são os ímpios? Alguém poderia dizer: É, de fato, os ímpios são maus, eles são perversos, eles vivem na iniquidade, eles não têm lei, eles só praticam a maldade, e merecem ser punidos. Eles merecem a morte. Davi também pensava assim. Mas num belo dia, o profeta Natã veio à sua presença e lhe contou a história de um homem rico que possuía muito gado e muito rebanho de ovelhas e roubou a ovelha doméstica de um homem pobre. Davi se levantou de seu trono e julgou corretamente: "Tal homem deve morrer!" E Natã lhe respondeu: "Tu és o homem, que deve morrer, porque adulteraste com a mulher do teu próximo e o mataste para ficar com ela."

Quem é o ímpio deste salmo, na interpretação do apóstolo Paulo? Ele disse: "Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado... Não há temor de Deus diante de seus olhos... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3:9,18,23). Paulo prova que esse ímpio, sem o temor de Deus, em pecado, cheio de iniquidade, em pensamentos, palavras e obras, somos todos nós, ele se incluindo também.

Mas se eu sou esse ímpio, se você é esse ímpio, cheio de corrupção e maldade, cheio de pecado, merecendo o castigo e a morte, onde está a nossa esperança? A nossa única esperança está no caráter de Deus.

II – O CARÁTER DE DEUS (V. 6-10)

Tendo analisado o caráter pecaminoso dos ímpios, Davi agora, apresenta a grande esperança de todos os ímpios, na única esperança de todos os pecadores, ele faz um grande contraste do caráter dos ímpios com o caráter de Deus. A única esperança dos ímpios, a nossa única esperança, está no caráter de Deus. Se não fosse o caráter amorável de Deus, todos nós estaríamos perdidos.

1. A sublimidade da misericórdia de Deus. V. 5: "A tua misericórdia, Senhor, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens" (RC). Misericórdia é a compaixão despertada pela miséria alheia. Os anjos não precisam de misericórdia, porque eles não caíram em pecado. Esta é uma necessidade humana. E onde está a nossa esperança? Nossa única esperança está na misericórdia de Deus que alcança os céus.

Somos como aquele paralítico que estava deitado num leito, pobre, miserável, um farrapo humano. E lá estava ele no tanque de Betesda. E ali Se encontrava Jesus diante dele. Foi pela misericórdia de Jesus Cristo que esse homem pôde se levantar. A sua esperança estava no poço, mas era uma esperança vã. Somente Jesus pôde ajudá-lo. E, portanto, disse-lhe: "Levanta-te e anda!" E ele deu um salto para nunca mais ser um paralítico e glorificava o nome de Jesus, a cada passo. Nossa esperança se encontra em Cristo.

A misericórdia de Deus é sublime, excelsa, altaneira, "chega até os céus". O que significa isso? Davi interpreta as suas próprias palavras, significando a grandeza deste atributo de Deus, como no Salmo 103:11: "Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a Sua misericórdia." O Seu amor, a bondade e misericórdia são imensos.

Mas não basta isso, porque também a Sua fidelidade se eleva "até as nuvens". A bondade e a fidelidade sempre estão juntas, a fim de nos certificar de que as Suas promessas de misericórdia serão fielmente cumpridas. Imagine um político rico que se aproximasse de um mendigo, e compadecido dele lhe prometesse que lhe dará uma casa e comida todos os dias. Mas, como é comum, o rico vai embora e se esquece do pobre. O que aconteceu? O rico teve misericórdia, mas não teve fidelidade. A misericórdia de Deus está sempre ligada à Sua fidelidade, e ambas alcançam os céus, em sublimidade e imensidão.

2. A profundidade da justiça de Deus. Assim se expressa o salmista: V. 6: "A tua justiça é como as montanhas de Deus; os teus juízos, como um abismo profundo." Deus é justo e a Sua justiça é tão alta como as montanhas do Criador, e, ao mesmo tempo, é tão profunda. Sua justiça e juízos são insondáveis. A Sua justiça se manifesta nos Seus juízos, que são como um "abismo profundo". O homem caiu no mais profundo lamaçal de podridão e iniquidade. Mas Deus estava pronto para abaixar-Se e erguer o homem da sujeira do pecado e da imundície da sua iniquidade.

A justiça de Deus é tão profunda que nem mesmo Satanás podia entender como é que Deus pode ser ao mesmo tempo "justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus" (Rm 3:26). A aplicação da justiça era uma reivindicação de Satanás, quando Adão pecou. Ele exigia que Adão deveria ser morto imediatamente. Mas a misericórdia de Deus o preservou, dando-lhe uma segunda oportunidade e assim também a todos nós. "Senhor, Tu preservas os homens e os animais" (V.6,úp). Até os animais são objetos da justiça divina, que é tão profunda e insondável. Mas os homens estão em primeiro lugar. É por causa dos homens que os animais são preservados, e não o contrário.

Os pecados impunes, não estavam sendo castigados, em sua justiça máxima (Rm 3:25), desde Adão. Isso o inimigo não podia entender e acusava a Deus de injustiça. A justiça de Deus surpreendeu ao inimigo que não podia contar com os Seus mais profundos recursos. Então, Cristo foi enviado, e nEle a justiça de Deus foi cumprida e derramada a ira divina sobre "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" e transforma ímpios pecadores em homens justos. Porque "Cristo... morreu ... pelos ímpios" que somos nós todos (Rm 5:6).

3. A preciosidade dos atributos de Deus. Então, agora, podemos dizer com o salmista: V. 7: "Como é preciosa, ó Deus, a Tua benignidade!

A misericórdia de Deus nos provê a fortaleza. V. 7: "Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das Tuas asas." A benignidade de Deus é tão preciosa que todos dependemos dela para viver. "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos." (Lm 3:22). Acolhemo-nos à sombra das asas do Altíssimo, em Sua poderosa fortaleza. Estamos seguros porque temos a Deus como o nosso Refúgio.

Mas, muitas vezes não queremos a proteção divina, e nos acolhemos nas asas de poder humano. Disse Cristo a Sua nação, que O rejeitava: "Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!" Quantas vezes fazemos o mesmo, e nos afastamos da proteção de Cristo! Quantas vezes nós O traímos como Judas, negamos como Pedro e O abandonamos como os demais discípulos! Mas a misericórdia de Cristo é tão preciosa que não nos abandona, e ainda nos atrai com as cordas de Seu amor, e nos recebe com terna compaixão. Porque "para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o Sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas" (Ml 4:2).

A misericórdia de Deus também provê a fartura. V. 8: "Fartam-se da abundância da Tua casa, e na torrente das Tuas delícias lhes dás de beber." Quão preciosa é a misericórdia de nosso Deus! Comemos e bebemos das fontes e do manancial das delícias de Suas bênçãos incontáveis.

A misericórdia de Deus provê a fonte. V. 9: "Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz." Jesus Cristo é a Fonte da vida: "A vida estava nEle e a vida era a luz dos homens." (Jo 1:4). Esta é a interpretação cristológica que João faz das palavras do salmista. E Cristo ainda completa: "Eu sou a Luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (Jo 8:12).

4. A perpetuidade do caráter de Deus. V. 10: "Continua a tua benignidade aos que Te conhecem, e a Tua justiça, aos retos de coração." Assim vaticinou o profeta Jeremias: "As Suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã" (Lm 3:22-23). E Davi completa no Salmo 107: "A Sua misericórdia dura para sempre". (Sl 107:1). E sobre a justiça divina? "A Tua justiça é justiça eterna" (Sl 119:142). Graças a Deus porque a Sua misericórdia e a Sua justiça continuam, e assim será pelos séculos intérminos da eternidade. Pela misericórdia, temos os nossos pecados perdoados. Pela Sua justiça, recebemos diariamente de Cristo a força para vencer a Satanás. A justiça de Cristo para a nossa justificação nos é imputada; mas para a nossa santificação nos é comunicada.

Mas, para quem continua a Sua misericórdia e a Sua justiça? A misericórdia é um atributo que se manifesta de modo geral, e com justiça, a todos os seres humanos, santos ou ímpios pecadores. Mas de um modo particular e especial, ela será sempre vista e sentida por pessoas especiais.

Os que conhecem a Deus. Conhecer ao nosso Criador é a base para a vida eterna. Disse Jesus Cristo, em uma oração dirigida a Deus: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste." (Jo 17:3). E Ele mesmo indicou como podemos conhecê-lO, não apenas por um conhecimento intelectual, mas através de um  conhecimento experimental: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim". "Buscai no Livro do Senhor e lede" (Jo 5:39; Isaías 34:16). Precisamos examinar e buscar na Bíblia o nosso relacionamento com Deus e com Jesus Cristo, através do Espírito Santo, que foi Quem inspirou as Escrituras.

Os retos de coração. Esta é a vida de quem conhece a Deus de modo experimental: os que conhecem a Deus são retos de coração. Essas pessoas são os homens e mulheres justos de coração. O salmo começou com o coração perverso do ímpio e termina com o coração reto dos justos. Se o coração é o grande problema dos ímpios, é a solução para os justos. Não que por natureza os cristãos sejam melhores do que os ímpios, mas porque já entregaram o seu coração a Deus que nos transformou e purificou, e agora, temos a mente de Cristo (1Co2:16).

Graças a Deus que os Seus atributos de caráter, a misericórdia e a justiça continuam para sempre e eternamente. Este é o perfeito caráter divino. Jamais foi igualado, jamais foi sequer imaginado. Os anjos cantam alegremente: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir." (Ap 4:8). Este é o santo e perfeito caráter de Deus, cuja misericórdia e justiça continuam a fortalecer os justos até que Ele venha. E eles O louvarão por Seus atributos continuamente, porque os atributos de Deus são eternos como Ele mesmo.

 CONCLUSÃO (V. 11-12)

Davi termina o salmo com esta oração: V. 11: "Não me calque o pé da insolência, nem me repila [expulse, afugente] a mão dos ímpios."

Esta é a oração de conclusão que Davi faz para se proteger. Ele ora para que os pés dos insolentes e orgulhosos não o atinjam. Ora para que as mãos dos ímpios não o afugentem. Ele sabia muito bem o que isso significava. O seu próprio filho Absalão se encheu de orgulho e o expulsou de seu próprio palácio, ameaçando matá-lo para usurpar-lhe o trono. Mas aquele filho transviado não se lembrou de que o seu pai era um filho muito amado de Deus, e que nenhum exército jamais o vencera.

Sempre devemos orar para que o mal dos ímpios não chegue até nós. Sempre devemos estar em comunhão com Deus a fim de que Ele nos avise contra o mal que os pecadores intentam contra nós. O Seu próprio Filho Jesus Cristo precisou dos anjos que avisassem a José, seu pai terrestre, para que tomasse cuidados especiais porque Herodes queria matá-lO.

Nosso maior inimigo, Satanás, é um adversário vencido. Jamais deveríamos esquecer que se ele e todos os demônios são poderosos, Cristo é o Todo-poderoso, Ele é o Senhor dos Exércitos e dará uma vitória esmagadora ao povo de Deus.

No final, quando todas as coisas estiverem resolvidas, quando tiver passado o Milênio (Ap 20), poderemos dizer, com o salmista, em suas últimas palavras deste salmo: V. 12: "Tombaram os obreiros da iniquidade; estão derrubados e já não podem se levantar." Mas os justos estarão em pé diante de Deus e do universo. Vale a pena nós nos prepararmos. Você está se preparando?

Então, a Terra será purificada com fogo e transformada no Paraíso dos salvos. Então, "não se levantará por duas vezes a angústia" (Na 1:9). Jamais se levantará novamente o pecado com todas as suas atrozes consequências. Todo o Céu proclamará a harmonia eterna, e por toda a eternidade será exaltado o caráter do Criador, em Sua justiça e misericórdia, atributos tão sublimes que chegam até as nuvens e tão elevados que alcançam os Céus.

Pr. Roberto Biagini

Mestre em Teologia

prbiagini@gmail.com

domingo, 24 de maio de 2015

Sermão: Como Fazer as Pessoas Gostarem de Você

Queremos falar hoje de um tema que nos toca a todos, porque todos nós desejamos ver isso cumprido em nós: ''Como Fazer as outras Pessoas Gostarem de Você?''

Todos gostam de ser amados e queridos. É um anseio natural ser bem quisto e apreciado, porque o próprio sucesso na vida depende em grande parte disso. Pelo contrário, quando alguém percebe que não é apreciado, quando alguém nota que não é amado, que a sua presença é mal vista, perde o desejo de viver. Esta é muitas vezes a razão de tantos suicídios em uma sociedade egoísta, e sem nenhum amor e consideração pelos outros.

O que Jesus fazia, que todos O apreciavam? Quais as ações de Jesus pelas quais as pessoas gostavam tanto Ele? Qual era o segredo de Jesus Cristo, pelo que era tão apreciado?

7 SEGREDOS DE JESUS, 7 segredos que poderíamos imitar. As pessoas gostavam de Jesus. As multidões O cercavam e O seguiam. Mas o que fazia Jesus para as pessoas gostarem tanto dEle? O que devemos nós fazer? Há 7 Regras:

1. CHAME AS PESSOAS PELO PRÓPRIO NOME

Luc. 19:5: "Olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa." Ali estava um homem ansioso para conhecer a uma personalidade tão importante, a um Mestre tão aplaudido pelas multidões, de tal modo que subiu a um sicômoro para poder melhor contemplar o divino Mestre. Mas se surpreendeu, se estarreceu e se emocionou quando ouviu o seu próprio nome sendo chamado por um homem que nunca mesmo o vira, nem conhecera! Jesus chamava as pessoas pelo nome. Zaqueu significa "puro", e isso era justamente o que aquele homem não era, mas almejava ser, e não sabia como; quando, porém, ele se encontrou com Jesus soube como ser o que o seu nome dizia para ele.

Jesus conquistou logo aquele coração faminto de amor. Zaqueu se emocionou ao ouvir o seu nome pronunciado pelo Salvador, e isso lhe soou qual música aos seus ouvidos. Se você não sabia, o nome de uma pessoa é muito importante para essa pessoa. Mas se você sabia, por que não chama as pessoas pelo seu nome quando fala com elas? Não admira se parecem desatentas!

Note como Jesus se dirige a Pedro quando o encontra pela primeira vez: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)." (João 1:42). Simão significa "ouvinte"; Pedro não era isto; Pedro era muito pouco ouvinte; ele era matéria explosiva, sempre pronto a falar, sempre pronto a dar a sua opinião, sempre disposto a ensinar os outros e dizer como as coisas deviam ser; mas nunca pronto a ouvir. Mas Cristo lhe dá um novo nome: Cefas, em hebraico, e Pedro em grego, que significa "pedra". Mas Jesus lhe chama pelo nome daí para frente de Pedro, confiante que ele faria jus ao nome como alguém inabalável diante das provas.

Jesus gostava tanto do nome das pessoas que as chamava pelos seus respectivos nomes; nunca os chamava por irmão, ou irmã. Sempre chamava pelo nome, porque o nome tinha significado do caráter das pessoas, além de um significado meramente lingüístico. Ademais, Ele sabia que a melhor música que um mortal mais gosta de ouvir é a música de seu próprio nome. Jesus dava importância ao nome, porque o nome tem uma carga emocional que afeta o ser humano; porque cada pessoa aprecia ser distinguida de todos os demais; porque chamar uma pessoa pelo nome significa lhe dar a importância que ela merece por direito do próprio nome.

Jesus não chamava os outros por apelidos. O apelido rebaixa e inferioriza a pessoa, tirando-lhe a devida consideração. O apelido é uma forma de deboche, de ridículo, de escárnio. Jamais deve ser usado: é uma falsa representação, é uma caricatura da pessoa. Jesus Cristo chamou a Zaqueu de Zaqueu e filho de Abraão, não de "baixinho"!

Jim Farley era um homem de grande sucesso. Ele nunca freqüentara uma escola; mas antes dos 46 anos de idade, 4 colégios lhe concederam diplomas honorários, e tornou-se presidente do Comitê Nacional Democrático e Diretor Geral dos Correios dos USA. Jim logo verificou que o homem médio é mais interessado no seu próprio nome do que em todos os outros nomes da terra juntos. Um amigo perguntou a Jim qual era o segredo dos seus sucessos. E ele lhe voltou a pergunta: "Qual a razão no seu modo de ver, que justifica o meu êxito na vida?" Seu amigo respondeu: "Soube que o Sr. pode chamar 10.000 pessoas pelos seus primeiros nomes!" "Não", disse ele. "Posso chamar 50.000 pessoas pelo primeiro nome!" Chame as pessoas pelo nome; elas vão gostar de você por isso. Os outros vão amar a você porque não se esquece de lhes exaltar o nome, diante dos outros ao seu redor.
Quer a atenção imediata de alguém? Chame-o sempre pelo seu nome de modo fácil, e lhe terá prestado o maior cumprimento.

2. DÊ A RAZÃO PARA OS OUTROS

João 3:6-7: "O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo." Nicodemos, que também era mestre, queria discutir o assunto pela filosofia, mostrando toda a sua lógica. Ele era mestre em Israel e se orgulhava disso; possuía muito conhecimento, e era apreciado pelo povo como um grande ensinador das verdades sobre Deus. ''Mas como pode um homem, sendo velho nascer de novo? Isso é impossível!" Jesus não discutiu as possibilidades do novo nascimento, embora Nicodemos tivesse dado margem para que ocorresse uma séria discussão sobre se o novo nascimento era possível ou não.

No entanto, é marcante o fato de que Jesus não discordou de Nicodemos: Ele não disse – ''Você está errado!'' ''Você está torcendo as minhas palavras!'' ''Você é um literalista fanático, fariseu incorrigível!'' Não. O que Ele fez? Ao invés de discutir, Jesus acentuou mais a verdade, ampliando o seu sentido. Ele considerou o ponto de vista de Nicodemos, e lhe deu toda a razão! '' – Você está certo no seu modo de ver as coisas por esse ângulo: 'o que é nascido da carne', realmente 'é carne'! Isso está correto, você tem razão nisso; mas considere também que: 'o que é nascido do Espírito, é espírito'!'' E Nicodemos gostou desse Mestre por sua maneira tão cortês e amável de respeitar a sua opinião, e até valorizá-la, sem discordar dele.

Se você quiser perder um amigo, entre em discussão com ele. Qualquer assunto: política, futebol, religião, especialmente. Se você quiser ganhar almas, não discuta religião. Apenas afirme a verdade, e deixe a pessoa com Deus e os seus pensamentos. Assim fazia Jesus e foi assim que ganhou a muitas pessoas, inclusive a Nicodemos.

Nunca devemos dizer: ''Você está errado!'', Você não sabe de nada!'', ''Eu discordo de você!'', ''Não é nada disso!'', porque dizer isso não é educado, não é elegante e nem cortês; além do mais, as pessoas não vão gostar de você só porque você nunca dá a razão para os outros, você é um "sabe tudo", e com isso as pessoas se sentem ofendidas, e se afastam de quem age dessa maneira.

Portanto, saiba dialogar cortesmente, sem entrar em discussões. A melhor maneira de vencer uma discussão, é não entrar nela. Considere o ponto de vista dos outros, dando-lhes a razão. Eles vão gostar de você.

3. CONFIE NAS PESSOAS

Mat. 10:1: "Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades." Jesus confiava nos 12 Discípulos, embora alguns deles ainda nem confiavam nEle completamente a ponto de se entregarem sem reservas à Sua autoridade e amizade.

Jesus conhecia a cada um deles, perfeita e antecipadamente. Disse o apóstolo João que Jesus "não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque Ele mesmo sabia o que era a natureza humana." (João 2:25). Conhecia a Tiago e João, os ''Filhos do Trovão'', que desejavam se vingar das cidades impenitentes derramando-lhes o fogo dos Céus. Conhecia a Pedro, o impulsivo Cefas, que O haveria de negar, covardemente diante de uma mulher na roda dos escarnecedores romanos. Conhecia a Judas em seu caráter avarento, que por avareza e amor do dinheiro haveria de traí-Lo, vergonhosamente. Sabia que todos eles O abandonariam no momento de Sua maior angústia. Mas mesmo assim, apesar dos pesares, apesar dos fracassos, Ele confiou neles, e lhes delegou as responsabilidades de Seu próprio ofício.

Jesus confiava nas pessoas. Ele confiou no serviço das mulheres que preparavam os alimentos para a Sua equipe. E as mulheres eram muito desprezadas naquele tempo: não podiam falar com um homem na rua, não podiam assistir à sinagoga, não podiam ter voz ativa no lar e muitos outros privilégios da sociedade lhes eram negados. Mas Jesus quebrou todos esses preconceitos, falando com as mulheres, Ele mesmo, um Mestre, e colocando-as em uma posição de honra e vantagem. Ele confiou em Maria Madalena, depois de expulsar os demônios dela, e após perdoá-la várias vezes e depois de salvá-la de um apedrejamento por ter cometido adultério e ser assim exposta. Ele falou com a mulher samaritana sobre a Sua missão de salvar, revelando-Se a essa mulher de vida duvidosa como o Messias, de modo tão inédito, como a nenhum dos Seus discípulos.

Ele confiava nas pessoas e via a cada um como digno de Sua confiança e as inspirava com a confiança que Ele mesmo depositava nelas. Ele fazia as piores pessoas da sociedade se transformarem nas pessoas da maior confiança. Ele sabia que quando confiamos numa pessoa, e dizemos isso, ela fará todo o possível e às vezes até o sacrifício para merecer tal distinção.

Você pode cometer algum engano em confiar nas pessoas; mas cometerá muito mais erros se não confiar nelas. De fato, você acertará muito mais se você se revelar confiante nelas, e elas gostarão muito de você, e farão de tudo para merecer a confiança que você depositou nelas.

4. QUANDO HOUVER BARREIRAS, PEÇA UM FAVOR

João 4:7,9: "Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber... Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)?" Havia um preconceito, e a mulher fez questão de lembrar disso a Jesus. Os samaritanos eram desprezados pelos judeus, orgulhosos de ser o povo legítimo de Deus. Mas os samaritanos os desprezavam em troca. Havia inimizade entre eles, de modo que aquela mulher se admirou de que Jesus lhe falasse palavra, e preocupada com o preconceito, se esqueceu do pedido de Jesus, que não recebeu a água solicitada para mitigar Sua sede.

O que fez Jesus? Ele quebrou a barreira, venceu o preconceito, pedindo da mulher um favor; pediu-lhe água: ''Mulher, dá-Me de beber.'' E a mulher teve a sua atenção despertada, preparou-se para lhe falar e ouvir, porque aquele ato de lhe pedir um favor quebrou o seu grande preconceito; depois de pouco tempo ali estava ela disposta a segui-lO com todo o seu mais fervoroso amor.

Como pedir um favor a alguém desconhecido ou preconceituoso? Há técnicas até para você pedir um favor, especialmente a um inimigo. Mas as regras são simples: (1) Peça o favor sem constrangimento; não se acanhe, vá direto ao assunto. (2) Fale confiantemente, crendo que será atendido. (3) Fale olhando nos olhos da pessoa. (4) Espere a resposta, logo após apresentar o seu pedido: não diga nada após isso; dê um tempo suficiente ao seu ouvinte para que ele pense no que está acontecendo. (5) Agradeça pela atenção dispensada, seja qual for a resposta ao seu pedido.

Disse Jesus: "Pedi e dar-se-vos-á". (Mat. 7:7). Se você se encontra com uma barreira contra você mesmo, peça um favor da pessoa com quem há um relacionamento preconceituoso. Você verá o milagre sendo realizado. As pessoas vão se admirar de que você as esteja abordando, e vão passar a pensar bem de você, como alguém muito diferente do que imaginavam. Então, o inimigo será desarmado, o preconceito se desfará como por um encanto.

Quando existem barreiras, preconceitos, inimizades, faça como Jesus – pense num favor que o seu inimigo poderá lhe fazer. Então, vai lá e peça. O seu inimigo poderá se tornar um dos seus melhores amigos.

5. ELOGIE AS PESSOAS, SINCERAMENTE

Mat. 15:28: "Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres." Como Jesus elogiava? Nem sempre Ele elogiava a pessoa, mas a virtude. Ele não disse: ''Você é grande!'', mas disse: ''Grande é a tua fé!'' Ele cuidava para não estimular o orgulho tão natural nos seres humanos, especialmente quando elogiados. Muitos hoje elogiam a pessoa, quando deveriam elogiar a virtude na pessoa. Eles dizem: "Mas Fulano, como você é maravilhoso!" Aliás, maravilhoso é um só: o Senhor Jesus! (Isa. 9:6).

Quando Cristo elogiou a Pedro, dizendo-lhe "Bem-aventurado és, Simão Barjonas!", logo tratou de lhe explicar que aquilo era uma bem-aventurança divina: "porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas Meu Pai que está nos céus!" Mat. 16:17. Mas Pedro, um extrovertido cheio de justiça própria, mal-interpretou as palavras elogiosas de Jesus e se encheu de orgulho, e passou a pretender ensinar ao Mestre, dizendo sobre o Seu sacrifício na Cruz: "Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá." (v. 22). Mas logo teve de ser repreendido pelo Mestre aquele que não entendera o Seu elogio. De modo que um elogio à pessoa pode ser muito perigoso para ela.

Mas é melhor correr o risco a deixar de elogiar as pessoas, ou as virtudes que nelas encontramos. Certa vez, o divino Mestre encontrou um homem pagão que revelou uma fé extraordinária. Era um centurião romano, cujo servo se encontrava enfermo, quase à morte, em Cafarnaum. Esse homem foi capaz de dizer a Jesus as seguintes palavras motivadas por pouca informação: "Eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado"! Ora, Jesus não podia deixar passar essas palavras surpreendentes, sem um merecido elogio, muito bem colocado, para exemplo de todos: "Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta." (Luc. 7:7, 9). Novamente, Jesus não elogiou a pessoa, mas a virtude.

De outra feita, um doutor da lei se aproximou de Jesus com o intuito de prová-lO, e Lhe perguntou: "Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" A pergunta era correta, mas era misturada com maus propósitos, porque objetivava colocar a Jesus humilhado diante da multidão que os ouvia. Daí, Jesus lhe voltou a pergunta: "Que está escrito na Lei? Como interpretas?" E ele respondeu que era necessário amar; amar a Deus com todas as energias da alma, e ao nosso próximo como amamos a nós mesmos. "Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás!" (Luc.10:25-28). O que fez o Mestre por excelência? Deu um elogio modesto para uma resposta certa. Este é um elogio sincero, natural, espontâneo, mas sem exageros. Ele não elogiava só os amigos; elogiava também os inimigos. Enquanto esquecia os defeitos, exaltava as virtudes.

Note o que disse Jesus para um homem que ainda não O conhecia, incrédulo até, cujo nome era Natanael: "Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!" João 1:47. Jesus olhava para uma pessoa e via nela muitas possibilidades. Ele era pródigo nos elogios com as pessoas que as mereciam. Ele gostava de elogiar, e as pessoas gostavam dEle. Elogie as pessoas; mas não exagere: - se você exagerar, os outros vão achar que é bajulação, e vão se afastar, antipatizando; se você não elogiar, quando necessário, nem será notado, ou será notado negativamente.

As pessoas gostam de ser apreciadas, e gostam dos que os apreciam sinceramente. Esconda os defeitos dos outros; exalte as suas virtudes. Faça elogios. Jesus ensinava certa vez no templo. Os escribas e fariseus trouxeram uma mulher diante do Salvador, e disseram: ''Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E a lei mosaica ordena o apedrejamento sem dó nem piedade. Mas tu, o que dizes?'' Jesus Se inclinou e começou a escrever na areia os pecados daqueles homens, imperturbável.

Mas como insistissem na pergunta, Jesus respondeu calmamente, com toda a segurança: ''Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra!'' Posso imaginar o medo, o apavoramento e angústia daquela mulher, que se encurvou, estremeceu, o coração pulsou descompassadamente, esperando uma saraivada de pedras. Mas aqueles homens quando viram que Cristo radiografava os seus corações, envergonhados, saíram. Então, Jesus Se levantou, e Se dirigiu à mulher: ''Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Nem Eu tampouco te condeno; mas vai e não peques mais.'' Jesus Cristo fazia assim! Ele escondeu os pecados até dos Seus inimigos, escrevendo os pecados mas não os nomes dos pecadores.
Faça como Jesus: Elogie uma pessoa, esqueça os seus defeitos, e ela vai gostar muito de você.

6. ESTEJA PRONTO PARA AJUDAR, IMEDIATAMENTE

Mat. 8:3: "Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo!". Era o caso triste de um homem leproso a quem ninguém se prontificava em ajudar. Era difícil encontrar quem quisesse ajudar aos doentes que eram considerados pecadores desprezíveis. Mas era muito mais difícil encontrar alguém que quisesse ajudar a um leproso, cuja lepra simbolizava o próprio pecado; mas muito mais difícil ainda era pelo receio de contágio. Quando o leproso, tímido, vacilante, mas cheio de esperança, lhe disse: ''Senhor, se queres, podes purificar-me!'', qual foi a resposta imediata de Jesus? ''Quero; fica limpo!''

Então, os discípulos que tinham fugido, com medo da contaminação, voltaram para ver o Senhor, correndo com eles; mas se espantaram ao ver o Seu Mestre com as Suas mãos sobre a cabeça daquele leproso, abençoando, pronto para ajudar a alguém sem esperanças de ajuda de outro ser humano!

Quando aquele centurião de Cafarnaum suplicou a Jesus, dizendo: "Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente!", Ele Se prontificou a ajudar de imediato: ''Eu irei curá-lo!'' disse Jesus Cristo (Mat. 8:6, 7). Que grande amor esse de Jesus e que disposição extraordinária para ajudar! Não admira que muitos gostavam tanto dEle!

Jesus Se encontrava outra vez em Cafarnaum (Mar. 2:1-4), e ali anunciava a palavra a uma multidão sequiosa pela verdade de tal modo que não havia possibilidade de alguém entrar na casa onde Ele ensinava, porque estava superlotada. Então, ouviu-se um barulho que vinha do teto e logo foi constatado que era uma visita inesperada de um grupo de cinco pessoas, quatro delas descendo um paralítico até o ponto em que estava Jesus, para que Ele o curasse. Ali estava o gesto amorável de quatro pessoas que praticavam esse princípio encontrado em Jesus: quatro homens que estavam dispostos a ajudar aos necessitados e se humilharam para atender à vontade de um homem desesperado que via naquela a sua única oportunidade de encontrar o Médico dos médicos.

E Jesus parou o Seu discurso, e nem Se ofendeu por ser assim tão bruscamente interrompido, e passou a atender de imediato e a ajudar aquele homem, dizendo-lhe: "Filho, os teus pecados estão perdoados!", atendendo às suas necessidades espirituais, dando-lhe o conforto pelo que se sentiu amado e salvo. Logo após, Jesus lhe ajudou em sua necessidade física, pelo que saltou de profunda e grata alegria, enquanto a multidão se admirava, e lhe abriam alas, e ele louvando a Deus a cada passo, diante do poder dAquele que estava sempre pronto a ajudar.

Um outro homem paralítico se encontrava no poço de Betesda (João 5:1-9) desesperado, porque sofria há 38 anos e não tinha ninguém que se dispusesse a ajudá-lo, quando as águas eram movidas, a fim de que ele fosse curado. Então Jesus Cristo, sabendo de toda a sua vida de sofrimento, sabendo de sua grande aflição e de seu desejo de ajuda, Se dirigiu a esse tanque, a fim de ajudar aquele que se encontrava desamparado. Quando Jesus lhe perguntou: "Queres ser curado?", ele viu no Mestre alguém que finalmente poderia lhe ajudar. Mas ao invés de responder: "Quero!", foi se desculpando mostrando todo o seu desespero, porque era só nisso que consistia toda a sua vida e toda a sua angústia: "Senhor, eu não tenho a ninguém que queira me ajudar!" O que fez o divino Salvador? Ajudou-o imediatamente. Ah, quantos existem nesse mundo que não têm a ninguém para ajudar. Seja você mesmo um dos que estão prontos a ajudar. Posso garantir que as pessoas vão gostar de sua ajuda e de você mesmo. Já estamos fartos de pessoas indispostas e egoístas!

Cristo Jesus Se encontrava no conforto do Céu, em Seu trono, junto ao Pai. Após à Criação, contemplaram a Adão que havia caído em pecado. Eles sabiam que as portas da miséria e desgraça estavam agora abertas, porque o cabeça da humanidade caíra na desobediência, e arrastava em si todo o destino da sua descendência. Mas antes mesmo que tal fato ocorresse, Jesus Cristo Se dispusera a ajudar ao homem, propondo morrer em seu lugar, se ele caísse no pecado, o que Ele sabia muito bem que era exatamente isso que haveria de acontecer, porque conhece o fim desde o princípio. Mas, a despeito do imenso sacrifício que teria de experimentar, Ele Se negou a Si mesmo, e, sem delongas, de imediato, disse: Eu irei para morrer no lugar do homem, a fim de que todos sejam salvos.

Jesus sempre estava disposto a ajudar. Ele tinha uma boa vontade extraordinária: sempre queria auxiliar! Esteja você também pronto para ajudar. Se for necessário, esteja pronto para o sacrifício!

7. USE PALAVRAS ANIMADORAS

Mat. 9:2: "E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados." Este era um homem que já não tinha mais esperança. Era um paralítico que conhecia muito bem a causa da paralisia como sendo o seu pecado e a sua devassidão. Imergira na imoralidade e no vício, e por suas extravagâncias adoeceu e caiu definitivamente na inércia do corpo que ele mesmo abusou. Mas aquele coração ferido pelo pecado, seu próprio pecado, saltou do desespero para uma gloriosa esperança, quando lhe falou o Salvador as palavras animadoras: "Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados." Você já encontrou alguém desanimado por seus erros e pecados? Diga-lhe: "Tenha ânimo; Jesus Cristo já morreu por você!"

Certa mulher sofria de uma hemorragia por longos 12 anos, e conseguindo varar a multidão, com dificuldade, dizia consigo mesma: "Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada!" E tocou na orla da veste de Jesus. E o Salvador que já sabia de tudo, mesmo antes do acontecido, porque sabia da doença daquela mulher e sabia da dificuldade do momento por causa da multidão que a impedia de se chegar, e por isso Ele Se aproximou dela para que ela o tocasse disse em alta voz: "Quem Me tocou?" Ela agora, sabendo que Ele sabia, temendo uma repreensão severa por se apropriar de um poder que era só dEle, temendo que lhe fosse pronunciada uma maldição e a doença pudesse voltar ainda mais cruel, ela se identificou e contou-Lhe toda a sua história. Mas, ao invés de uma repreensão, ouviu as palavras animadoras de Jesus, que lhe caíram como um bálsamo na alma aflita: "Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou." (Mat. 9:22). Não admira que ela saísse vibrando com uma alegria indizível, para contar a sua história, exaltando o seu Benfeitor. Palavras animadoras comunicam vida, e agradam as pessoas, tornando-as felizes.

Mas Jesus estava se demorando com o caso dessa mulher, e Jairo estava ficando muito preocupado com a sua filha, muito doente, quase à morte. E nesse momento, quando eles já se aproximavam da casa, algumas pessoas da própria casa do chefe da sinagoga se dirigiram a ele, dizendo as palavras mais desesperadoras que um pai pode ouvir: "Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre?" Mas Jesus não deixa as coisas ficarem nesse estado, e corrigiu imediatamente, dizendo a Jairo: "Não temas, crê somente!" Os familiares tinham palavras de desespero; Jesus Cristo sempre tem palavras animadoras! Como são as palavras que você dirige aos seus familiares e amigos?

Jesus Cristo animava as pessoas. Ele próprio era sempre animado, nunca era pessimista; era sempre otimista. Ele nunca Se desanimava. Ele sempre falava palavras animadoras. E as pessoas gostavam dEle e sempre queriam ouvi-lO. ''Tende fé em Deus!'' ''Não temas, ó pequenino rebanho!'' ''Alegrai-vos, porque a vossa redenção se aproxima!'' ''Regozijai-vos, porque os vossos nomes estão escritos nos livros do Céu!"

O Salvador nunca falava mal de coisas, pessoas ou circunstâncias, porque falar mal desanima os outros e à pessoa que fala. Jesus usava palavras escolhidas, animadoras, e as pessoas gostavam dEle por isso! Ninguém gosta de pessimistas, murmuradores e fofoqueiros. Seja animoso. Fale palavras que comunicam vida e entusiasmo!

CONCLUSÃO

Você também quer que os outros gostem de Você? Então, não se esqueça dos 7 Segredos de Jesus; siga a psicologia do seu Senhor.

1 – Nome: Chame as pessoas pelo seu nome próprio.
2 – Razão: Dê a razão para os outros também.
3 – Confiança: Confie nas pessoas, e elas confiarão em você.
4 – Favor: Peça um favor, se houver preconceito, inimizade.
5 – Elogio: Exalte as virtudes, esquecendo os defeitos dos outros.
6 – Ajuda: Esteja pronto para ajudar, imediatamente.
7 – Palavras: Diga palavras animadoras, otimistas, entusiásticas.


Siga estas simples sugestões. E os outros vão gostar de você.

Mas se muitos não gostarem de você, depois de todo o esforço, depois de você fazer tudo o que estava ao seu alcance, depois de tentar imitar o exemplo de Jesus, não se esqueça de 3 coisas:

(1) Nem Jesus agradou a todo o mundo; tanto é que as multidões O levaram à Cruz, instigados pelas próprias autoridades, os próprios líderes, que não gostavam do Homem que atraía os povos ao Seu redor.
(2) Se as pessoas não gostarem de você, sempre se lembre que Jesus gosta muito de você, e o ama tanto que deu a Sua vida por você; e se não houvesse mais ninguém nesse mundo para salvar, exceto você, Ele estaria disposto a vir a este mundo e morrer somente por você.
(3) Mas não fique de braços cruzados. Você também pode fazer muito pelos outros. Você pode praticar os 7 segredos para que os outros gostem de você e aceitem a Jesus Cristo por seu intermédio.


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

Autor do site www.trindade100respostas.com.br

segunda-feira, 30 de março de 2015

SALMO 32 - A BEM-AVENTURANÇA DO PERDÃO

Vou começar com uma pergunta: Existe Felicidade? Há várias teorias: alguns dizem que felicidade é apenas um sonho, um ideal inatingível e que, portanto, ela não existe. Outros dizem que felicidade é formada por momentos felizes, e que felicidade é a soma desses momentos agradáveis.
Entretanto, a Bíblia afirma que embora existam momentos e tempos de tribulação para todos, podemos ser felizes, e que a felicidade existe.

Vamos estudar hoje a base e o fundamento da verdadeira felicidade, em 4 Partes do Salmo 32:

1 - O Homem Feliz (v. 1-2)
2 - O Homem Infeliz (v. 3-4)
3 - Como ser Feliz (v. 5-7)
4 - A Vida Feliz (v. 8-11)

I – O HOMEM FELIZ

Versos 1-2: “1 Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. 2  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.”

Aqui temos uma bem-aventurança. Isso significa felicidade. “Bem-aventurado” é o homem feliz. O salmista começa com um glorioso clímax, como era o método do pensamento hebreu. Ele começa com a melhor parte.
Quem é bem-aventurado? Quem é o homem feliz? O homem feliz é o homem que foi perdoado.
Mas De que é que esse homem foi perdoado?

O salmista apresenta 4 palavras que descrevem o caráter desse homem: no v. 1, a palavra é transgressão, (heb. pesha) que significa rebelião contra as leis de Deus; a outra palavra pecado (chatâ-âh = katáh), que significa uma ofensa a Deus; a 3ª palavra é iniquidade (‘âvôn), que quer dizer perversidade, injustiça, ou o contrário de equidade. E temos a 4ª palavra que é dolo, ou engano (remiyâh) que significa traição. Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado da sua transgressão, do seu pecado, da sua iniquidade e da sua traição.

Se eu perguntasse, O que é Pecado? Que resposta você daria?

O apóstolo Paulo faz uma lista dos pecados da carne, que “são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as discórdias, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as glutonarias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais eu vos declaro, como já antes vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gál 5:19-21).

Você tem uma outra lista? O que é pecado para você?
Irreverência é pecado; tomar o nome de Deus em vão é pecado;
Trabalhar ou falar palavras profanas no sábado é pecado;
Reter os dízimos e ofertas é pecado de roubo a Deus ;
Comer demais, tomar cerveja ou vinho é o pecado da intemperança;
Ociosidade, gastar tempo em coisas inúteis, desperdício das horas;
Pornografia, imoralidade, fornicação e adultério é pecado;
Assassinato, homicídio é pecado; mas odiar também dá no mesmo.
Mentira, mexerico, fofoca, falar mal dos outros é pecado;
Orgulho, vaidade, avareza, ciúme, cobiça e inveja – é tudo pecado.

Mas a base de todo o pecado está no egoísmo, no egocentrismo, na egolatria – a adoração do próprio “eu”, em oposição à adoração do verdadeiro Deus.

Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado de qualquer desses pecados ou de todos eles ao mesmo tempo, sem distinção de qualquer um.

Mas Qual é o pecado que Deus não perdoa? Não existe um pecado que Deus não possa perdoar. Alguém poderia contradizer isso  afirmando que a blasfêmia contra o Espírito Santo é o pecado que Deus não perdoa. Mas eu respondo que o pecado contra o Espírito Santo é justamente a recusa para obter o perdão. Se alguém não quer o perdão de Deus, então, o problema está com ele, não com o Salvador.

Deus perdoa a qualquer pessoa de qualquer pecado. Você pode imaginar um grande criminoso, culpado das maiores atrocidades, das maiores perversidades e blasfêmias. Imagina a um bandido que entra numa casa de noite e para roubar uma família mata primeiro os filhos na presença dos pais e depois mata a estes também. Pode Deus perdoar a um homem assim? Pode. E ele ainda pode ser feliz pelo perdão divino, enquanto o povo fica admirado ou revoltado diante de tão grande amor.

E, no entanto, Quantos são pecadores? Quantos precisam de perdão? Todos, sem distinção. Imagine uma grande multidão, e você olha para muitas pessoas: vê aquele homem, alto ou baixo; magro ou gordo; bonito ou feio; branco ou negro; rico ou pobre. Você jamais falou com uma pessoa que não fosse um pecador. Você jamais se encontrou com um homem ou uma mulher que não fosse um pecador. Você jamais olhou para um ser humano que não fosse um pecador.
Mas apesar disso, Quem é o homem feliz? É o homem que foi perdoado. A transgressão foi perdoada (a rebelião foi esquecida). O pecado foi coberto (a ofensa foi aplacada pelo sangue expiatório de Cristo). A iniquidade não lhe é atribuída, porque Deus, que é o grande Juiz, justificou o pecador. Os registros do livro do Céu foram apagados e nada mais existe para condenar. Esse homem é considerado como se nunca houvesse pecado.

Ora, se não há mais transgressão, pecado, iniquidade e engano, o homem está liberto e será realmente feliz. Esta é a verdadeira felicidade de que nos fala a Bíblia, desde as primeiras páginas.

II – O HOMEM INFELIZ (vs. 3-4)

Versos 3-4: “3 Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.”

Agora, o salmista descreve o homem infeliz. Davi foi esse homem e aqui ele conta a sua própria experiência. Era um tempo de guerra e os exércitos de Israel estavam em campo aberto enfrentando o inimigo. Mas Davi se encontrava ocioso em uma bela tarde, passeando pelo palácio, quando avistou uma mulher no quintal de sua casa tomando banho e se expondo sensualmente.

A seguir ele mandou que os seus servos trouxessem aquela mulher para o palácio a fim de ele conversar com ela. Então, ele a levou para a sua cama, e adulterou com ela. Daí, achou que tudo estava certo, e que nada haveria de acontecer; afinal, ele era o rei de Israel e tinha certos privilégios!
Mas Bate-Seba mandou lhe dizer que estava grávida, e isso o deixou aturdido; a princípio, não sabia o que fazer. Ele havia cometido um pecado grave e agora precisava esconder o seu pecado. Como ele fez isso? Escondeu o pecado com outro pecado mais grave ainda. Ele planejou a morte do esposo da mulher com quem ele havia adulterado com o propósito de esconder isso dele.

Urias estava no campo de batalha e foi chamado para conversar com o rei no palácio, e Davi o tratou muito bem, com muita gentileza e amabilidade, recebendo-o com um rico presente (já era de se desconfiar que alguma coisa estava mal!) e sugeriu que ele fosse à sua casa descansar um pouco e ver a sua esposa.

Mas o homem era de caráter nobre e não quis descansar nem se alegrar com a sua esposa, enquanto o seu exército estava lutando na batalha. Davi ficou sem palavra, porque Urias demonstrou muita nobreza de caráter e ele ficou sem poder responder a tais argumentos. Falhou o primeiro plano de Davi.

Entretanto, o medo de ser descoberto levou Davi a arquitetar o plano B, cometendo outra perversidade, procurando encobrir um pecado com outro pecado: escreveu uma carta e pediu que Urias a entregasse para Joabe, o comandante do seu exército. A carta dizia o seguinte: “Põe a Urias na linha de frente na maior força da peleja, e deixa-o sozinho, para que seja ferido e morra.” (2Sam. 11:15). Urias conduziu em suas próprias mãos a sua sentença de morte, e morreu como valoroso soldado de guerra.

Davi calou os seus pecados, e calar é esconder, é ocultar o pecado, e isso gera o remorso, e o remorso cria um problema de consciência que vai atacar o seu corpo e atingir até os ossos. A Medicina explica e a Bíblia já afirmava isso muito antes: Há uma íntima relação entre o corpo e a mente; há uma influência da mente sobre o corpo, de tal modo que se a mente sofre, fatalmente o corpo vai padecer.

Um especialista em artritismo e reumatismo fez a seguinte afirmação: "51% dos casos de artritismo, reumatismo e colites em pacientes que tenho examinado no hospital, tiveram sua origem no remorso que lhes estava atormentando a consciência." Davi ficou por um ano inteiro nessa situação. Sua vida foi um desastre, depois desse pecado. Ele sentiu uma angústia muito profunda que carcomia a sua alma e o seu corpo. Até os seus ossos enfraqueceram, e se encheram de dores. Ele gemia de dia e de noite.

Davi entrou em pânico e desespero com receio de ter sido abandonado por Deus. E falando da angústia de sua alma, disse: “Senhor, a tua mão pesava fortemente sobre mim”. Era a lembrança da culpa que tanto o atormentava, mas que lhe parecia ser a mão de Deus, porque era Deus mesmo que conservava essa memória diante dele. E como um resultado, perdeu as forças vitais, e se sentiu em sequidão.

O filósofo francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778), quando jovem viveu na cidade de Turin, na casa de uma mulher de Verecelli. Em suas confissões ele escreveu: "Desta casa levo comigo um terrível fardo de culpa que depois de 40 anos ainda está indelével em minha consciência, e quanto mais velho fico, mais pesado é o fardo de minha alma.''
Ele havia roubado um objeto de valor da dona da casa. Posteriormente, quando a perda foi descoberta, lançou a culpa sobre a servente da casa, que como resultado perdeu o emprego e a dignidade. Ele continua: "Acusei-a como ladra, lançando assim uma jovem honesta e nobre na vergonha e na miséria. Ela me disse então: 'O senhor lançou a desgraça sobre mim, mas eu não desejo estar no seu lugar.' A lembrança frequente disto dá-me noites de insônia, como se fosse ontem que tal fato aconteceu. É certo que algumas vezes minha consciência esteve adormecida, mas agora ela me atormenta como nunca dantes. Este fardo está mais pesado agora sobre o meu coração; sua lembrança não morre. Tenho que fazer uma confissão."

Este era um homem infeliz. E assim se encontrava Davi.

III – COMO SER FELIZ? (vs. 5-7)

O que fez Davi? Ele disse a mesma coisa que o filósofo francês Rouseau disse, muito tempo antes de ele nascer. Disse Davi: “Tenho que fazer uma confissão!” A diferença entre esses dois homens foi que Rousseau fez uma confissão para homens, enquanto que Davi fez uma confissão para Deus. Disse ele no verso 5.: “Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.”

Como foi a sua confissão? Deus sabia que ele estava sofrendo e enviou o profeta Natã para falar com ele. Natã era um verdadeiro pastor da alma em pecado. Ele contou a Davi a história de um homem rico que roubou uma ovelha de um homem pobre. A ovelha que era um animal de estimação do pobre homem, ele a roubou para dar um banquete em sua casa.

Davi que era um homem muito sensível respondeu prontamente: “Tão certo como vive o Senhor, esse homem deve morrer!” Davi proferiu a sua própria sentença de morte. E Natã respondeu: “Tu és este homem!” E, profundamente emocionado, Davi reconheceu de imediato: “Pequei contra o Senhor!” Mal ele proferia estas palavras, o profeta lhe dá as boas novas: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás!”

Qual é a conclusão de Davi, ao contar a sua dramática experiência para todo o povo de Israel neste salmo e para todo o mundo?

Versos 6-7: “6 Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas em tempo de poder encontrar-te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. 7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.”

“Sendo assim”, ou “portanto”, se Deus me perdoou tão grande pecado, a mim que devido a minha posição como rei, eu sou o mais culpado, “todo homem piedoso te fará súplicas”. Ele será perdoado; ele estará seguro contra as convulsões da natureza; ele poderá se refugiar em Deus como o seu esconderijo e será preservado da tribulação e cercado de alegres cantos de livramento.

Mas note as palavras: “em tempo de poder encontrar-Te”. Sabe quando é o tempo oportuno de encontrar a Deus e ser perdoado? É Hoje. Amanhã poderá ser tarde demais, porque haverá um tempo em que os homens terão fome e sede, não de pão eu sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus, e não a acharão! O tempo da graça vai terminar e muitos que hoje estão deixando de confessar os seus pecados vão correr de uma parte a outra para alcançar uma palavra de alívio e consolação, mas não acharão nenhum consolo. Como são oportunas as palavras de Isaías: “Buscai ao Senhor, enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto.” (Isa. 55:6).

IV – A VIDA DO HOMEM FELIZ (vs. 8-11)

Versos 8-11: “8  Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho. 9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. 10 Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá. 11 Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.”.

A seguir o salmista Davi apresenta a vida feliz do homem perdoado.

1 - A vida feliz é uma vida de instrução. Deus nos diz: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir!”
Os filhos de Deus recebem instrução completa. Deus nos dá abundância de luz espiritual pela Bíblia. Além disso, o Espírito Santo nos orienta dizendo: “Este é o caminho; andai nele”. Ou nos adverte dos perigos do caminho errado, após indicar o caminho certo para a felicidade e o sucesso em nossa vida cristã. O cristão não anda no conselho dos ímpios.

2 - A vida feliz é uma vida de obediência. “Não sejais como o cavalo ou a mula”. A palavra chave é "obedecem". Os animais obedecem apenas quando são dominados por freios e cabrestos. Mas uma pessoa perdoada e feliz obedece voluntariamente, sem constrangimento, sem obrigação. Os cristãos sabem que a Lei de Deus foi dada para ser obedecida e não para ser discutida e negada. Eles obedecem aos mandamentos de Deus.

3 - A vida feliz é uma vida de confiança. “O que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá”. Nossa confiança será depositada no Senhor que é cheio de misericórdia. Essa será a rotina da pessoa que foi perdoada e é feliz: ela viverá sempre confiando em Deus, não importam as circunstâncias. Na alegria, na provação, na dor, na provação, você sempre pode confiar que Deus o ajudará e nunca será desamparado. A vida do ímpio será de sofrimento sem escape; a vida do justo será de confiança, misericórdia e consequentemente gratidão.

4 - A vida feliz é cheia de alegria. “Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos”. Há 3 verbos, que fecham o salmo com chave de ouro: Alegrai-vos, regozijai-vos e exultai. Este é o convite, é o imperativo que nos indica como será a vida feliz da pessoa que foi perdoada. Como disse o apóstolo Paulo, repetindo estas palavras: "Alegrai-vos no Senhor, outra vez vos digo: alegrai-vos".
Depois de tudo o que se passou na vida de um cristão, de como ele foi perdoado e transformado, só pode ser esta a sua vida: alegria, regozijo e felicidade.

De fato, ele está cercado de "alegres cantos de livramento" (v. 7):

CONCLUSÃO

Um pregador conferencista recebeu um belo cartão postal de um respeitado advogado e juiz. Ele escreveu:

"Desde que o senhor me ajudou a endireitar minha vida, sinto-me outro. Minha mente é clara e de novo amo minha profissão e meu trabalho. Até meus passeios frequentes no parque pela margem do rio, parece realizarem-se numa atmosfera mudada. Agora encontro prazer em apreciar as belezas naturais. O cântico dos pássaros nas árvores é como confortante música aos meus ouvidos. Antes, eu não tinha prazer em observar as flores e as plantas, nem em ouvir os pássaros cantarem nas árvores. Oh! Muito obrigado. Agora vale a pena viver!"

Você tem um cântico de alegria e gratidão? Ou você ainda não foi perdoado? Está ainda sofrendo com um pecado acariciado?

Busque a Deus e confesse ao Senhor Jesus Cristo. Faça como Davi! E seja feliz!

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
prbiagini@gmail.com

“Eu só trabalho aqui...”

Eu não acreditava no que estava ouvindo!

Eu perguntei à pessoa que atendeu uma coisa, duas coisas, três coisas a respeito da empresa e da loja, dos produtos que vendia. Ela não sabia quase nada! Quando disse a ela que ela parecia não conhecer muito sobre a própria empresa, ela respondeu:

“- Eu só trabalho aqui...”

Parece mentira, mas há pessoas que realmente são colocadas nas empresas e não recebem sequer um mínimo de treinamento. Quando muito são “adestradas” em dizer “bom dia” ou “boa tarde”. Ou mesmo no uso de um equipamento telefônico, mas não se lhes é explicado o que é a empresa, qual a sua linha completa de produtos ou serviços, o que ela realmente faz, quem são seus principais clientes, quem são as pessoas com as quais mais se relaciona, quem são os principais fornecedores, etc.

As pessoas são colocadas a trabalhar sem que passem por um treinamento de integração com os demais funcionários, o que a empresa pretende ser no futuro, se faz ou não parte de uma cadeia, de franquia. Se franquia ou filial, quem é o franqueador, de onde vem, como funciona em outros lugares, etc. Se tem filiais, onde estão, como são, etc. Não são apresentadas formalmente à própria marca, não fazem degustação ou experimentam os produtos que a empresa fabrica e comercializa. São simplesmente jogadas em situação de trabalho e por isso não se sentem comprometidas com a empresa e só podem dar a resposta que a atendente me deu:

“- Eu só trabalho aqui...”.

E é assim que realmente se sentem. Não vêm a hora em que o expediente acabe para ir embora. Não se interessam por nada, pois que não sabem sequer pelo quê deveriam se interessar. Ficam como verdadeiros autômatos que no final do dia vão para casa e no final do mês recebem um salário.
E aí o patrão reclama, a patroa reclama dizendo: “Não se faz mais empregados como antigamente...”. A verdade é que antigamente as pessoas sabiam mais sobre a empresa, sobre a loja em que trabalhavam, os produtos eram em menor número, os concorrentes também. Hoje o número de concorrentes, produtos, marcas, fornecedores é imenso. Tudo mudou!

Sempre ouço que os funcionários de hoje não são comprometidos com a empresa e nem mesmo com os clientes. Muitas vezes isso é realmente verdade. Há funcionários ruins mesmo. Mas por que são tão ruins? Será só má vontade? Muitas vezes os patrões e chefes inferem que os subordinados saibam as mesmas coisas que eles patrões e chefes sabem. Isso é um grande erro. O patrão, o empresário, o chefe tem contatos o dia todo que seus funcionários não têm. Têm um nível e gama de informação que seus funcionários não têm. Sem comunicar constantemente essas informações, visão de futuro, etc., aos seus funcionários, como exigir que eles se comprometam?

Para que seus funcionários sejam realmente comprometidos é preciso que sejam treinados, treinados e treinados. Do contrário você terá em sua empresa um time que “só trabalha lá” e que dará a seus clientes “momentos trágicos” ao invés de “momentos mágicos”.

Pense nisto. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 


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