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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

As Sete Coisas que Deus não Gosta!

Neste mundo, por causa da maldade trazida pelo pecado, há muitas coisas que nós não gostamos.

Será que tem alguma coisa que Deus não goste? Será que Ele detesta alguma coisa?

Seria interessante se descobríssemos isso, pois poderíamos agradá-Lo não fazendo aquilo que O decepciona.

A Bíblia nos relata seis coisas que Deus não gosta e uma que Ele abomina.
Provérbios 6:16: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina...”

Já sabemos que têm várias coisas que Deus não gosta, e se O amamos, vamos procurar não fazer nada daquilo que o desagrada.

Quando amamos alguém nós procuramos fazer o que a pessoa gosta e não fazer o que ela não gosta.

Vamos descobrir agora as coisas que Deus não gosta, e se O amamos (deveríamos amá-Lo, pois Ele morreu por nós) vamos deixar de fazer tudo que o deixa triste.

I – v. 17: “Olhos altivos” (orgulhosos): o orgulho é um pecado muito sério, pois foi o primeiro pecado, o de Lúcifer lá no Céu.
Orgulho é considerar-se superior a outra pessoa por causa de:

- Dinheiro
- Estudo
- Religião
- Cor
- Carro ou casa melhor
- Aparência
- Qualquer outra coisa


O grande problema é que o orgulho não deixa o orgulhoso reconhecer o seu pecado.
Vou falar uma coisa séria: infelizmente, a maioria de nós somos orgulhosos, vou provar:

- Não aceitamos desaforo
- Não gostamos de perder
- Revidamos uma ofensa
- Não perdoamos o erro dos outros
- Justificamos nossos erros


Vamos parar de fazer de conta que está tudo bem, e nos humilharmos perante Deus e das pessoas, pois somos pecadores, e Deus não gosta do orgulho.

II- v. 17 “Língua mentirosa:” esse é um dos pecados mais comuns hoje e considerado por alguns como um “pecadinho leve”.
Deus não gosta da mentira, e por isso devemos falar somente a verdade, mesmo que soframos as conseqüências dela.
A mentira é dita para nos proteger e manter o nosso orgulho, pois não queremos mostrar fraqueza.

III- v. 17 “mãos que derramam sangue inocente:” quanto a esse pecado nós não precisamos de explicações, pois Deus não permite que o ser humano tire a vida de alguém.
Já conheci pessoas que se orgulhavam de ter matado muitas pessoas. Elas, se não se arrependerem, vão ser condenadas por Deus.

Ilustração: “uma vez ouvi uma história trágica contada por minha mãe. Ela tinha 15 anos e estava sentada na calçada de sua casa. Ouviram-se tiros e então passou pela rua um homem andando normalmente e quando estava na frente dela disse: vai lá embaixo ver o fulano, ele está todo furado de balas...”

IV- v. 18 “coração que trama projetos iníquos:” devemos cuidar com nossos pensamentos, pois Deus não gosta que maquinemos o mal contra as pessoas.

Quando planejamos o mal contra alguém é por que nutrimos ódio e não conseguimos perdoar.
O rancor só nos faz sofrer e prejudica nossa vida emocional, espiritual e física.
A melhor fórmula para conseguir perdoar e nos colocar no lugar da pessoa e buscar justificativas por suas ações que nos feriram.

V- v. 18 “pés que se apressam a correr para o mal:” já vi pessoas que nunca visitaram alguém que estava sofrendo ou doente, mas já fizeram muitas visitas para ofender uma pessoa; não falam de Jesus e Seu amor, mas não perdem oportunidade de contar a última fofoca.

VI- v.19 “testemunha falsa:” Não se refere só a um julgamento legal, mas no dia a dia também. Quando alguém apóia o erro de outra, está sendo uma falsa testemunha. Deus não gosta disto.

... e a coisa que Deus detesta?
Deve ser algo muito ruim, não é verdade?

VII- v. 19 “o que semeia contendas entre irmãos:” impressionante! Deus detesta mais as intrigas do que o assassinato! É algo a pensar! São as intrigas que causam guerras, divórcios, separam famílias, dividem povos e até igrejas.

“A Missão do Capetinha”. Essa parábola conta de uma escola de treinamento para diabinhos. Para se tornar um diabo, os pretendentes deveriam cumprir uma missão.

Um dos aspirantes ao “diabonato” deveria destruir uma cidadezinha para ser aprovado.
Recebendo a missão, a considerou muito fácil. Foi até a cidade e executou seu primeiro plano: destruir as lavouras pois assim acabaria com o sustento e fonte de renda exclusivo daquele povo.

Tendo feito assim, ficou frustrado quando observou que por causa da miséria, ele se uniram para ajudar uns aos outros a suprir as necessidades materiais, compartilhando alimentos e dinheiro.

Colocou em prática então seu plano dois: semeou doenças na população, visando então acabar de uma vez com todas com aquela cidade. Que decepção! Agora as pessoas daquela cidade estavam mais unidas ainda, pois um cuidava do outro, como se todos fossem de uma só família.

Neste momento o diabo mestre apareceu para sondar seu aprendiz. Notando que ele estava perdido, o repreendeu por tantos erros cometidos na sua missão, e propôs uma técnica infalível para acabar de vez com aquela cidade.

A idéia era semear intrigas e fofocas entre os moradores. Uma vez feito isso, começaram-se as brigas, um difamando o outro, passando por cima para obter lucros e em poucos dias a cidade estava abandonada, pois não conseguiram morar perto uns dos outros.

É por isso que Deus abomina este pecado, e o considera o pior de todos, pois ele não destrói uma só pessoa, mas uma cidade inteira. Muito cuidado para não ser um semeador de intrigar e nem um expectador delas, pois Deus deseja que nós sejamos pacificadores.


PR. YURI RAVEMMestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS. Casado com Andressa, mestre em educação e diretora do SENAC Pelotas - RS.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BRASIL: SUPERPOTÊNCIA ADVENTISTA

Depois do primeiro pacote com literatura aportar no Brasil em 1880, o adventismo por aqui cresceu e se desenvolveu. Após 134 anos, podemos ver com admiração o que Deus tem realizado através dos Adventistas no Brasil. De fato, o adventismo brasileiro alcançou a maturidade, chegando mesmo a tornar-se um dos mais robustos do mundo. Ao olhar os números e compará-los pode-se chegar ao conhecimento desta incrível realidade.

Nossa análise começa com a Divisão Sul-Americana, SAD (South American Division) na sigla em inglês. O gráfico abaixo é um comparativo do número de batismos, ano a ano, de 2010 a 2013. O nome das Divisões está em inglês:

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Neste gráfico pode-se ver que a DSA é a que mais batiza em todo o mundo, de cada 100 adventistas batizados no mundo, 20 são da DSA. Na verdade, em 2013, para cada 100 novos adventistas, 78 eram africanos (da África Subsaariana) ou latino americanos e apenas 4 europeus ou norte-americanos. Como acontece em todo o mundo cristão, a balança do cristianismo está pendendo para sul em relação ao norte.

Podemos agora comparar países. Estes são os 10 maiores países em número de adventistas no mundo.

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A Índia aparece como o país com mais adventistas no mundo. Apesar de ser surpreendente para alguns, se explica pelo fato de a Índia possuir a segunda maior população mundial, com mais de 1,2 bilhões de habitantes. Para cada brasileiro, por exemplo, existem 6 indianos. Assim, este número absoluto se dilui, havendo 1 adventista para cada 819 indianos. Brasil e Estados Unidos ocupam as próximas posições, estes três possuindo mais de 1 milhão de adventistas. Deste grupo, apenas 4 países tem populações superiores a 100 milhões de habitantes, os três primeiros e mais o México.

O Brasil possui o maior número de congregações, com 5 mil a mais do que o segundo colocado (Índia) e tendo 1 em cada 10 igrejas adventistas do mundo. Tem ainda o segundo maior número de pastores, só superado pelos Estados Unidos porém muito acima do terceiro (Filipinas) colocado em mais de 1000 pastores. Para fechar este quadro o Brasil é disparado o país com mais batismos no mundo, batizando mais de 100 mil acima do segundo colocado, a Zâmbia. Hoje, para cada 100 adventistas batizados no mundo, 17 são brasileiros. É um número impressionante.

Até este ponto analisamos o que seriam os números da secretaria, que se dedica a rastrear os membros, batismos e crescimento numérico. Pode-se imaginar como este crescimento se reflete na questão financeira. Neste aspecto, o crescimento brasileiro tem sido ainda mais espantoso. Vejamos primeiro uma análise por Divisões:

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Neste comparativo pode-se notar que a Divisão Sul Americana responde por 22,84% dos dízimos do mundo, a primeira colocada, a Norte Americana por 40,29% e a Inter Americana, a terceira por 9,95%. Embora devolva basicamente a metade dos Norte Americanos, a DSA entrega mais que o dobro da terceira colocada. Quando analisamos os países individualmente, a realidade brasileira se destaca.

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Os Estados Unidos devolvem 37,38% dos dízimos mundiais e o Brasil vem em segundo lugar, entregando 18,75% dos dízimos do mundo. A terceira colocada, a Austrália aparece muito distante com 3,05% dos dízimos globais. O Brasil devolve hoje pouco mais de 50% do total de dízimos Norte Americanos, o que pode parecer ainda pouco, entretanto, a comparação de crescimento mostra uma realidade surpreendente:

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Em 13 anos, o dízimo brasileiro cresceu 432,07% enquanto o Norte Americano 27,37%. Passamos de 7,46% do dízimo mundial para 18,75% enquanto no mesmo período, os Estados Unidos foram de 57,62% para 37,38% do total mundial. É uma realidade ainda mais relevante quando nos lembramos que PIB norte americano é 8 vezes superior ao brasileiro (17,528 trilhões contra 2,171 trilhões de dólares) e a renda per capita 5 vezes maior, 11.875 dólares no Brasil e 49.922 dólares nos Estados Unidos. Se mantiver este ritmo de crescimento, em alguns anos o dízimo brasileiro alcançará o americano e em seguida o suplantará.

A taxa de crescimento anual de 2000 a 2010 ficou em torno de 30% ao ano, enquanto a americana foi de 2,4% aproximadamente. Se estas taxas se mantiverem, nos próximos 10 anos o Brasil será o maior país em dízimos do mundo.
Nossa maior União em recursos, a União Central Brasileira, é hoje a quarta maior em dízimos, ficando atrás apenas das gigantes norte americanas Southern, Pacific e Columbia.


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Se a UCB, que é apenas o estado de São Paulo, fosse uma divisão, seria a sexta maior em recursos. O estado de São Paulo entrega mais dízimos do que países como a Alemanha, Inglaterra, Coréia, Canadá e Austrália. Se juntarmos os dois países europeus que estão entre os 10 com mais dízimos do mundo, Alemanha e Inglaterra, ainda assim a UCB aparece com mais dízimos (78 milhões contra 102 milhões).

Se nos voltamos para instituições, encontramos a CPB como a maior publicadora do mundo adventista. Em 2012 a nossa CPB vendeu US$ 61,633,053 enquanto a Review and Herald Publishing Association, a emblemática publicadora, mãe de todas as outras editoras, vendeu US$ 31,558,856. Somada a Pacific Press Publishing Association, a outra editora norte americana, foram feitas vendas no valor de US$ 50,080,534. Mesmo juntando as duas gigantes americanas elas não superam a nossa CASA, que ainda possui o maior número de funcionários do mundo, 539 contra 107 da Pacific Press e 139 da Review. Após o fechamento da Review neste ano, a segunda maior editora do mundo tornou-se a Pacific Press, com vendas em 2012 no valor de US$ 18,521,678, ainda muito distante da CPB.

Em número de Uniões, somos o primeiro país com oito em todo o território nacional, superando os EUA e a Índia (7 cada um). Em Associações ficamos em segundo (51) sendo superados apenas pela Índia (66), com a observação de que temos naquele país campos que possuem menos mil membros (2) e outros 16 com menos de 5 mil membros. A menor associação no Brasil possui em torno de 8.000 membros.

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Veja um resumo da classificação do Brasil em diversos itens:

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E AGORA?

Não se pode negar a força do adventismo brasileiro. Todo este crescimento é motivo de júbilo e gratidão a Deus, que tem abençoado o trabalho de Seu povo neste grande país. Toda esta força porém não deve ser motivo de orgulho, mas de senso de responsabilidade.

Durante o último século os Estados Unidos foram o motor do adventismo mundial. Seus recursos ampararam missões adventistas em todo o mundo, seus missionários espalharam a mensagem tornando a igreja Adventista do Sétimo Dia uma igreja realmente mundial. Eles ensinaram as Divisões filhas a se organizarem e a lidarem com seus recursos. A dívida da igreja mundial com a mãe North American Division só será paga no Reino dos Céus. Mas chegou o tempo em que esta filha, a Divisão Sul Americana, e de modo bastante especial o Brasil, deve assumir seu papel na pregação mundial do evangelho, ombreando e apoiando a antes quase solitária NAD.

Se Deus permitiu este crescimento do Brasil, sem precedentes na história da igreja adventista, é porque Ele tem um plano para os adventistas brasileiros. Devemos continuar nosso crescimento, pois quanto mais crescimento, mais recursos para a pregação mundial do evangelho. É tempo também de espalharmos os missionários brasileiros pelo mundo. Brasileiros sofrem hoje menor resistência e são mais bem aceitos na maioria dos países do mundo do que outros, como os próprios americanos ou europeus.

Hoje a DSA já possui um programa enviando 25 missionários inter-divisão. Mas podemos mais. Todas as nossas associações poderiam enviar primeiramente um missionário, teríamos então 39 missionários (aqui estão excluídas as associações-missão), posteriormente poderiam enviar mais um, perfazendo um total de 78 missionários. As Uniões enviariam 2 cada uma, 16 no total e a DSA, 6. Ao todo, teríamos 100 missionários brasileiros pregando o evangelho no mundo com recursos oriundos do Brasil. É uma grande oportunidade.

Devemos também continuar com o foco no em nosso crescimento interno, mantendo fortes instituições, mas usando a criatividade brasileira para criar novos métodos de evangelismo e mostrar o modelo de adventismo brasileiro como paradigma para o mundo. Deus tem nos posto como atalaias e nos chama a fazer nossa parte e assumir nossa responsabilidade. É tempo de trabalho como nunca dantes para os adventistas brasileiros. Após 134 anos de adventismo no Brasil, podemos verdadeiramente exclamar como o salmista: “Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”!

Fontes: 2014 Annual Statistical Report - 150th Report of the General Conference of Seventh-day Adventists
Disponível em http://docs.adventistarchives.org//documents.asp?CatID=11&SortBy=2&ShowDateOrder=True


Pr. Roberto Roefero (mestrando em teologia). 
Distrital em Vila São José na APS.
Casado com a Prof. Pauline e pai de 2 filhos, Paulo Roberto e Maria Carolina.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Salmo 30 - GRAÇAS PELA VITÓRIA



Aqui temos um salmo de Davi, que contém preciosas lições para a nossa vida hoje, porque a Bíblia continua sendo muito atual. As mensagens dadas há 1.000 AC são de grande valor também para os nossos dias, como foi nos dias de Davi, o suave cantor de Israel.

Vamos ler os primeiros versículos do Sal. 30:1-3: “1 ¶ Eu te exaltarei, ó SENHOR, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim. 2 SENHOR, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste. 3 SENHOR, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.”

I – A PROMESSA DE DAVI (VS 1-3)

Quando se dirige a Deus, ele promete: "Eu Te exaltarei, ó Senhor!" Este é um salmo de exaltação a Deus. Mas o que significa "exaltar"? Significa enaltecer, engrandecer, colocar num pedestal de glória. Este era o seu louvor: exaltar a Deus.

Algumas pessoas se exaltam a si mesmos; elas gostam de se colocar em evidência. Quando falamos mal dos outros, quando chamamos a atenção para as nossas virtudes, quando somos egoístas, ou quando somos orgulhosos e humilhamos os outros, quando gritamos para os filhos, ou para o marido, ou para a esposa, estamos nos exaltamos a nós mesmos. Mas naturalmente, isto só afasta as outras pessoas, e não estamos procedendo corretamente.

Mas como podemos exaltar a Deus?

1) Cantando hinos de louvor. Os cristãos gostam de cantar os louvores de Deus em hinos que exaltam o amor, o poder e os atributos de Deus. Quando cantamos que “Deus é amor”, exaltamos ao Senhor como a nenhum outro. Quando cantamos que Deus é Todo-poderoso, nós o exaltamos de uma forma singular. Quando cantamos que Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, imortal, invencível, eterno, imutável, onisciente, nós o exaltamos como de fato Ele é o Supremo Deus do Universo.

2) Pregando o evangelho, exaltamos a Deus. Desde os primórdios, quando Adão e Eva pecaram, o Evangelho está sendo pregado.  Quando Abraão foi chamado, o Evangelho foi pregado. Israel foi para o Egito, e lá foi também pregado o Evangelho da graça divina estendida aos pecadores. Salomão e todos os reis de Israel receberam a incumbência de exaltar a Deus através da pregação do Evangelho. Desse modo, as nações conheciam ao Deus Jeová. Davi exaltava a Deus pregando o Evangelho da graça a todos os povos. Disse ele: “Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor.” (Sl 2:10-11). Hoje também como cristãos pregamos o Evangelho a todo o mundo, e exaltamos a Deus através desse método. Somente pela exaltação de Deus ao mundo, este Evangelho chegará até os confins da terra.

3) Vivendo a verdade, também exaltamos a Deus. Não basta conhecer a verdade. Não basta pregar o Evangelho. Temos o dever sagrado de viver a verdade. Porque, não viver a verdade é ser incoerente; é ser hipócrita. Não viver a verdade evangélica é pregar uma coisa e praticar outra, o que seria contrário à própria verdade. Seria viver uma mentira. Mas quando nós vivemos os princípios revelados na verdade divina, nós exaltamos Aquele que disse ser Ele mesmo a Verdade em Pessoa: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14:6). O grande problema de nosso tempo é que muitos estão professando o cristianismo, mas vivendo independentemente de Cristo. Não vivem a verdade pregada por Seu Salvador. Aqueles que a vivem, O exaltam, e atraem os próprios anjos que se agradam de estar em sua presença e ao seu lado.

4) Reconhecendo as Obras de Deus. Também exaltamos a Deus desse modo. As Suas obras são dignas do Seu Autor. Em meio à natureza, contemplando as maravilhas do mar, as grandezas dos céus, os animais em sua variedade imensa, nós podemos exaltar ao Criador. Com efeito, o mar, a terra e os céus – todos em uníssono exaltam o Seu Criador. Muitos ateus já reconheceram que as obras vistas da Natureza proclamam silenciosamente, mas não menos convincentes, que há um poderoso Deus que deve ser reconhecido e exaltado.

5) Colocando a Deus em 1° Lugar, dando-Lhe a preferência. Se nós O ouvirmos quando nos fala, se nós obedecermos quando nos ordena, se nós O buscarmos na nossa infância e juventude e nas primeiras horas do dia, estaremos colocando a Deus em 1º lugar e exaltando Aquele que deve ter a primazia em nossa vida.

Por que razões Davi exalta a Deus? Davi promete exaltar a Deus por lhe dar 3 vitórias:

1. Vitória contra os Inimigos (v. 1:) “Eu te exaltarei, ó Senhor, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim.” Em campos de batalha, muitas vezes o  rei Davi alcançou inúmeras vitórias esmagadoras contra os seus adversários.  Mas ao invés de se exaltar a si mesmo, Davi se lembrou de que a força do seu braço era proveniente de Deus e, portanto, ele promete exaltar ao Senhor porque Deus lhe deu a vitória. Os seus inimigos não puderam se regozijar contra ele.

Nós também temos inimigos. Por todos os lugares se levantam inimigos contra a nossa vida. Mas os nossos maiores inimigos não são de carne e ossos; estes são apenas pessoas que são usadas como instrumentos nas mãos de nosso arquiinimigo, que é Satanás o diabo e seus anjos que são milhões; estes sim são os nossos inimigos que fazem de tudo para nos derrotar e dão gargalhadas e se regozijam com a nossa queda e nossos fracassos. Mas nós podemos alcançar a vitória contra esses adversários, que ao invés de se regozijarem contra nós, eles fugirão, atemorizados: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4:7).

2. Vitória contra a Enfermidade (v. 2:) “Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste.” Davi também adoecia. Ele se encontrava enfermo certa vez, e clamou por socorro, e Deus o sarou, curou o seu mal, restaurou a sua saúde.

Muitas vezes, nós também adoecemos. Alguma enfermidade começa a minar as nossas energias, e algumas vezes sucumbimos e caímos de cama. O que devemos fazer? Devemos fazer o que fez Davi: ele clamou por socorro, e Deus o atendeu e o curou. Isso também pode acontecer conosco. Mas temos que clamar por socorro, temos que suplicar com fervor, temos que colocar o nosso coração na súplica. Temos que implorar a saúde, dizendo-Lhe mesmo que doentes não podem servi-Lo com perfeição.
No entanto, não basta clamar a Deus por socorro. Muitas pessoas se mantém distantes de Deus e quando vem a doença, vão clamar ao Senhor exigindo que Ele os cure. Temos antes de tudo, que ter um relacionamento íntimo com esse Deus. Temos que ter a capacidade de nos dirigir a Ele como o “meu Deus”, que é o resultado de mantermos uma comunhão ininterrupta com Ele. Deus deve ser um Deus pessoal para mim; Ele é o “meu Deus”. Então, seremos sarados; mas não nos esqueçamos de Lhe dar graças, exaltando o nome de nosso Deus, porque “Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades” (Sl 103:3).

3. Vitória contra a Morte (v. 3:) “Senhor, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.” Davi esteve à beira da sepultura, quase à morte. Mas Davi prometeu exaltar a Deus porque Ele o livrou da morte. Muitas vezes, Deus nos livrou da morte, e devemos exaltar a Deus por isso. Deus já me livrou de muitos acidentes automobilísticos, Ele me livrou de me afogar no mar e num rio (depois disso eu fui para uma escola de natação!). Deus me livrou de assaltantes e bandidos. Muitas vezes, os anjos foram enviados, a fim de que nós escapássemos de ir para o reino dos mortos.

Mas parece que muitos não valorizam o livramento divino. Um dia, um homem foi se gloriar diante do Pr. Henry Feyerabend, dizendo: “ – Eu tive muita sorte hoje! Um caminhão passou por mim, bem perto e quase me atropelou; por pouco eu não morri.” “ – Eu tive mais sorte que você!” disse o Pr. Feyerabend. “ – Ah, é? O senhor também quase foi atropelado?” “ – Não, eu nem cheguei perto!”

Davi falou sobre o destino de sua alma na morte. E aqui eu abro um parêntesis para nos lembrarmos do pensamento bíblico sobre a alma. O que acontece com a alma de um homem justo quando ele morre? Para onde ela vai? "Bem", dirão muitos "o corpo morre e é sepultado e a alma vai diretamente para o Céu!" Mas isso não foi o que disse o salmista. O que ele disse? Pergunte a Davi: Para onde vai a sua alma na morte? Resposta surpreendente: "Na morte, a minha alma vai para a cova, para a sepultura, mas Deus me livrou disso", reconheceu ele.

Observe bem o v. 3: "Da cova fizeste subir" o corpo? Não, "a minha alma". Se Davi tivesse morrido, naquela circunstância, sua alma iria descer à sepultura, não subir para o Céu. Mesmo “porque Davi não subiu aos céus” (At 2: 34). A alma é mortal e o seu destino final é a sepultura. Disse outro salmo: “Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?” (Sl 89:48). Ainda antes de Davi, lemos no livro do patriarca Jó: “Deus redimiu a minha alma de ir para a cova” (Jó 33:28). Este era o mesmo reconhecimento de Davi.

Mas o que significa a alma? Alma é o ser completo do homem; é o próprio homem, com todas as suas faculdades, físicas, mentais e espirituais. Quando ele está vivo, é alma vivente; quando ele está morto, a Bíblia o chama de alma morta, ou cadáver. É por isso que a Bíblia diz que a alma vai para a sepultura quando o homem morre, justo ou ímpio. Mas um dia todos ressuscitarão do pó: “tendo esperança em Deus, ... de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos.” (At 24:15).

II - O APELO DE DAVI (VS. 4-5)

Depois de sua promessa de exaltar a Deus, Davi faz um apelo a todos os filhos de Deus (v. 4): “Salmodiai ao Senhor, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome.”

1- “Salmodiai ao Senhor!” Isto quer dizer: Cantai louvores ao Senhor. Entoai-Lhe salmos para exaltar a Deus.

2- “Dai graças ao Seu santo nome!” O nome de Deus é santo e devemos dar graças ao nome de Deus. Temos visto muitas pessoas que ao invés de dar graças ao nome de Deus estão tomando o Seu santo nome em vão! Isto é uma transgressão flagrante do terceiro mandamento que diz claramente: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão!" (Êx 20:7).

Por que Davi apela para exaltarmos o nome de Deus? Ele dá duas fortes razões para isso: v. 5: "Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira."

1- A ira de Deus é momentânea, passa logo.

Um dos assuntos mais terríveis que temos de tratar quando estudamos a Bíblia é sobre a ira de Deus. Por isso, ele é um assunto muito negligenciado pelos pregadores. Eu já ouvi muitas pregações sobre dar glória a Deus, mas nunca ouvi uma só referência à ira de Deus. Quando comparamos a ira divina com a ira humana, somos levados a pensar que Deus não tem esse tipo de sentimento. Mas a ira divina significa uma expressão de Sua justiça, e não um mero sentimento. Entretanto, a grande notícia sobre este aspecto do caráter de Deus é que a Sua ira é momentânea, passageira, fugidiça e logo se aplaca. Graças a Deus por esse fato.

2- A graça de Deus é duradoura, por toda a vida.
Ela dura a vida inteira, ou enquanto nós vivermos. A graça de Deus é o poder que nos salva. Aqui está um outro grande motivo para nós darmos graças e louvor a Deus. Vivemos em um mundo de pecado e temos de passar muitas vezes pelo choro e pela angústia, e às vezes passamos por situações desesperadoras. Mas a alegria virá pela manhã. A alegria também faz parte da vida crista. Se o choro vem pela noite, a alegria vem pela manhã. Se a ira de Deus se revela de noite, a Sua graça logo se manifesta pela manhã, quando podemos presenciar o sol brilhando para transmitir a sua alegria.

III - O TESTEMUNHO DE DAVI (vs. 6-10)

Davi fala de sua experiência dramática que ele teve sobre a ira de Deus.

1 - Ele revelou a sua autoconfiança: v. 6: "Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: jamais serei abalado." É perigosa esta atitude, quando a confiança não está baseada em Deus e sim na suas posses materiais. Ele falava confiado em sua prosperidade. Há tantas pessoas hoje em dia, mesmo entre os cristãos, que confiam na suas posses materiais, fazendo delas o seu deus, confiando nelas, e pensando que a sua segurança está na sua prosperidade. Cedo ou tarde serão amargamente decepcionados, porque hoje podemos ser ricos; amanhã podemos perder tudo o que temos.

O resultado de confiar em si mesmo por causa das riquezas é uma queda e diminuição do fervor espiritual. À semelhança de Nabucodonozor, olhamos para as belas coisas que fizemos, contemplamos as nossas casas, o nosso carro de luxo, vislumbramos as muitas terras que temos, e dizemos: “Mas como eu sou bom e poderoso! Quem é que fez tudo isso, quem conquistou todas essas maravilhas senão eu mesmo com toda a minha inteligência?” Uma pessoa que age assim pensa que jamais será abalada, mas isso é muito enganador; é uma falsa segurança. Ela se esquece de que é Deus quem nos dá forças e poder para adquirir riquezas (Dt 8:18). Portanto, “se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração.” (Sl 62:10).

2- Davi se apressou logo a confessar a Deus que a Fonte de sua prosperidade estava no Seu favor, ou em Sua graça (v.7:) “Tu, Senhor, por Teu favor fizeste permanecer forte a minha montanha.” Deus nos dá o Seu favor, que é graça imerecida, porque nós não a merecemos. Deus é a fonte de nossas montanhas de bênçãos recebidas de Suas dadivosas mãos. Deus é a Fonte de nossa prosperidade. Jamais deveríamos confiar em nós mesmos se Deus nos prospera o caminho. A todo o momento devemos exaltar a Deus por Suas bênçãos.

3- Mas Deus volta o Seu rosto por alguma razão (v. 7, 2ª parte:) “Apenas voltaste o rosto, fiquei logo conturbado.” Davi sentiu que Deus estava desgostoso por alguma coisa que ele tinha feito. Muitas vezes isto acontece conosco e nem estamos nos apercebendo. Muitas vezes Deus retém as Suas bênçãos e nós ficamos conturbados, como aconteceu com Davi. Mas isto Ele faz para nos provar e nos fazer mais espertos, quanto à nossa vida espiritual. Muitas vezes estamos olhando para os nossos talentos, ou para a nossa vida feliz, para a nossa aquisição de conhecimentos que parece superior a dos nossos semelhantes, ou estamos confiando em nossa conta bancária. E então acontece uma perda, e ficamos desapontados. Por que isso aconteceu comigo? Por que foi que Deus fez isso comigo? Pode ser que isso veio para nos dar uma lição por estarmos confiantes demais em nós mesmos.

4- No v. 8, Davi testifica que clamou a Deus. “Por ti, Senhor, clamei; ao Senhor implorei.” Isto significa que ele fez uma oração com muita energia, muita vida e muita confiança. Ele ainda acrescenta que implorou a Deus. Com efeito, a sua  oração foi muito angustiante, a sua prece foi deveras perseverante. Muitas vezes, a nossa oração deve ser muito mais do que mera repetição de frases decoradas, frias e sem sentimento. Necessitamos de mais fervor, mais entusiasmo, mais clamor. Precisamos clamar e implorar a Deus que nos atenda. Temos de orar com a mente e com o coração. Temos de revelar a sinceridade de nosso propósito em nos dirigir a Deus como um Pai amorável que está atento às nossas necessidades.

5- Davi argumenta com Deus: v. 9: "Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?" “Senhor, qual seria a vantagem de meu sangue derramado?” Ele continua a argumentar: “Qual seria o louvor que Te daria o pó?” Ou seja: se ele morresse, não poderia mais louvar a Deus, e nem declarar a Sua verdade.

É assim que devemos falar com Deus: Temos que apresentar as nossas razões e argumentar com Ele.

Foi Ele mesmo que nos disse para fazermos isso: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Is 1:18). “Vinde e arrazoemos”. Temos que apresentar a Deus as nossas razões. Podemos argumentar com Deus. Mas não esqueça de apresentar os mais poderosos argumentados, que você encontra na Palavra de Deus. Por exemplo: “Senhor, eu pequei, mas Cristo derramou o Seu sangue para me purificar! Portanto, lembra-Te de mim, e perdoa-me!”

Mas Davi, em sua argumentação, tem mais um aspecto polêmico. Há uma doutrina muito disseminada entre os cristãos, que não é defendida pela Bíblia: Eles dizem que na sua morte irão para o Céu a fim de louvar a Deus. Mas o que disse o salmista? “Se o meu sangue for derramado, se eu for para a sepultura, se eu voltar ao pó, não poderei louvar a Deus e nem pregar a Sua verdade.” O mesmo Davi já havia testificado disso em outro salmo: “Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?” (Sl 6:5).

Mas alguém disse que Davi se referia ao seu corpo: “Ele quer dizer que o seu corpo morto não pode louvar a Deus!” Mas esta é apenas uma defesa do preconceito, não a sinceridade do pesquisador atento e honesto. Entretanto, para que ninguém dissesse que ele se referia ao seu corpo, Davi esclarece mais tarde, dizendo: “Os mortos não louvam o Senhor.” (Sl 115:17). Ele não está falando dos corpos dos mortos, mas fala dos próprios mortos, e isso inclui a sua pessoa com todas as suas faculdades físicas, mentais e morais.

Ou seja, os mortos justos não sobem ao Céu para louvar a Deus, mas esperam na sepultura pelo dia quando o Filho do Homem, Jesus Cristo, dirá: “Despertai e exultai, os que habitais no pó!” (Is 26:19; Jo 5:28-29). Então sim, poderão os justos louvar e de fato dirão todos os justos ressurretos: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos.” (Is 25:9). Com efeito, disse Cristo: “a tua recompensa, ... tu a receberás na ressurreição dos justos”, não na morte (Lc 14:14). Este é um argumento incontestável contra a falsa doutrina da imortalidade da alma.

6- Davi pede a compaixão e o auxílio divinos (v.10): “Ouve, Senhor, e tem compaixão de mim; sê tu, Senhor, o meu auxílio.” Também nós precisamos destas duas coisas, a saber: precisamos da compaixão, porque somos pecadores e compaixão é para pecadores; e também precisamos de auxílio a fim de termos forças adicionais para enfrentarmos as nossas lutas da vida diária, e sairmos vitoriosos contra as legiões do mal que se arregimentam contra a nossa fraqueza. Mas pela compaixão de Deus e pelo Seu auxílio, certamente poderemos ser mais do que vencedores por Jesus Cristo, que nos amou e deu a Sua vida por nós.

IV – A RESPOSTA DE DEUS (V. 11-12)

Como Deus Atendeu ao Clamor de Davi? Como Deus respondeu à oração do Seu servo? É o próprio Davi quem fala de Deus para Deus (v. 11-12:) “Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria,  para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. Senhor, Deus meu, graças te darei para sempre.”

1- Deus lhe devolveu a alegria e extinguiu o seu pranto (v. 11). O choro pode vir pela noite de amargura, tristeza e angústia, mas a alegria vem pela manhã da paz, prosperidade e segurança (v. 5). Portanto, o cristão possui muitas razões para ser alegre, porque tem o fruto do Espírito Santo (Gl 5:22). Ele nos cinge de alegria. Ele nos enche a boca de risos. A nossa alma vive em festa, porque contempla as maravilhas da salvação operada na Cruz do Calvário, por nosso Senhor Jesus Cristo.

2-  Com que objetivo? "Para que o meu espírito Te cante louvores" O que significa "espírito"? Falamos sobre o corpo (v. 2), falamos sobre a alma (v. 3). Mas o que significa o espírito? (v. 12). Com o corpo, nos comunicamos com o mundo exterior; com a alma, nos comunicamos conosco mesmos, internamente; com o espírito, nos comunicamos com Deus.

O nosso espírito é a faculdade com a qual nos relacionamos com as coisas do Espírito Santo. Espírito no homem é a faculdade para nos comunicarmos com Deus. É somente através do nosso espírito que podemos ter acesso mental ao nosso Deus. Através do espírito humano nós louvamos e reconhecemos a Deus. E Lhe damos graças. Por isso, disse o apóstolo Paulo: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (2Ts 5:23).

CONCLUSÃO (v. 12b)

Qual é a última promessa de Davi nesta parte final? "SENHOR, Deus meu, graças Te darei para sempre!" Ele começou com uma promessa e termina com uma promessa. Esta simples oração tem uma riqueza de verdades:

1-  "SENHOR" significa "Eterno", porque no original é Yahweh, ou Jeová. Ele está orando ao Deus Eterno.

2-  "Deus meu" indica o estreito relacionamento de Davi com Deus. Cristo também usou esta expressão quando Ele estava morrendo numa Cruz infamante, pagando pelos pecados de uma raça ingrata, quando falou: "Deus meu, Deus Meu, por que Me abandonaste?!" Cristo foi o único a ser abandonado por Deus porque este era o Seu plano de salvação de todos nós, outrora perdidos pecadores. Mas Deus não abandona a ninguém que tem a Deus como o seu Deus particular e íntimo. Cristo foi abandonado para que nós nunca fôssemos abandonados. Davi nunca foi abandonado por Deus apesar de seus pecados. Você jamais será abandonado por Deus se tiver um estreito relacionamento com Ele, a ponto de poder clamar e dizer-Lhe frequentemente? “Deus meu, Deus meu...”

3-  "Graças Te darei para sempre" é a promessa mais confiante, porque Davi promete não somente que Lhe dará graças, mas que fará isso "para sempre". Bem, se Davi ora, clama e fala a um Deus eterno, que é o seu Deus, ele está confiante que Deus lhe dará a vida eterna, porque só assim ele poderia dar graças para sempre ou eternamente. Portanto, quando nós prometemos a Deus que lhe daremos graças, vamos acrescentar que isso será para sempre, confiados na vida eterna que Ele nos dará, e concederá a tantos quantos lhe prometerem que Lhe darão graças para sempre.

Quais são os seus motivos para dar graças a Deus? Certa vez perguntaram a um velhinho se estava passando bem. Ele respondeu: Eu dou graças a Deus por que, embora eu tenha algumas dores reumáticas, eu estou bem. Eu não tenho mais visão para ler, mas eu estou bem. Eu só tenho dois dentes, mas Deus me ajudou de tal modo que um dente está colocado bem em cima do outro de modo que me permite mastigar os alimentos. Eu dou graças a Deus, porque estou muito bem.

Você tem motivos para dar graças a Deus? Então faça isso, e prometa ao Senhor, que Lhe dará graças para sempre, e confie na  Sua promessa de vida eterna.

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
prbiagini@gmail.com


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Uso de jóias: princípio bíblico ou uma questão cultural?


Existe diferença entre princípios bíblicos e normas culturais. Os princípios são imutáveis, independente do tempo, da geografia e da cultura. As normas mudam e se moldam com o tempo, lugar e dentro de uma cultura. Vamos exemplificar usando um texto bíblico onde separaremos o que é princípio do que é norma cultural na questão do vestuário:

Deuteronômio 22:5: "A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao SENHOR, teu Deus."


Note que o texto não especifica qual tipo de vestuário não usar. Por exemplo, não diz que homem não pode usar saia, mas afirma que deve haver distinção para os sexos. Esse é o princípio bíblico, que homem deve usar roupa de homem e mulher roupa de mulher. Mas o que especifica que roupa será de homem e qual será de mulher? 


Na época de Moisés tanto homem quanto mulher usavam túnicas, mas alguns detalhes distinguiam o vestuário, como cintos, acessórios, tamanho, cores, etc. Em alguns países hoje homens usam saias, e em outros a saia é exclusivamente vestuário feminino. Em outras palavras, é a cultura que vai determinar que tipo de vestuário é masculino e qual é o feminino (norma cultural), mas o princípio fica inalterado, que deve haver distinção entre os sexos. Aplicando em nossa cultura brasileira atual, homem não deve usar saia ou vestido, nem calça feminina, assim como a mulher não deve usar calça, bermuda ou qualquer vestuário masculino. Mas em países onde homens usam saia, a norma seria diferente, homem podeira usar saia ou vestido, por exemplo. O princípio permanece, mas a norma se altera.  Observe outro texto:


I Timóteo 2:9 pp: "Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente..."


Esse texto declara que o traje deve ser decente, mas não define que tipo de vestuário é decente. O princípio é decência. Uma saia pode ser decente ou não! Um vestido pode ser decente ou não! Uma calça pode ser decente ou não! Decência é o princípio, a norma cultural é qual vestuário é decente ou não.

E o uso de jóias, é um princípio ou uma norma cultural? Se for princípio não muda e não pode ser usado em nenhuma cultura, se for uma norma, é adaptável nas culturas e lugares diferentes.Vou agora listar textos bíblicos e depois citações de Ellen White, que foi inspirada por Deus. Leia com atenção e oração, e certamente você será capaz de responder a essa questão:

Textos bíblicos sobre jóias:

Exôdo 33:4 a 6 (NVLH, grifos nossos): Quando Moisés deu essa mensagem aos israelitas, eles começaram a chorar, e ninguém usou as suas jóiasEntão o SENHOR mandou que Moisés dissesse a eles: - Vocês são um povo teimoso. Se eu fosse junto com vocês, mesmo que fosse por apenas um momento, eu os destruiria completamente. Agora tirem as suas jóias, e eu vou resolver o que fazer com vocês. Assim, depois que os israelitas saíram do monte Sinai, não usaram mais jóias 

I Pedro 3:3 e 4: Não procure ficar bonita usando enfeites, penteados exagerados, jóias ou vestidos caros. Pelo contrário, a beleza de você deve estar no coração, pois ela não se perde; ela é a beleza de um espírito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus. 

I Timóteo 2:9: Quero também que as mulheres sejam sensatas e usem roupas decentes e simples. Que elas se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com jóias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras!


Citações do Espírito de Profecia:


Beneficência Social, 267: O Senhor Deus do Céu convida os homens a lançarem fora os seus ídolos, a se separarem de cada desejo extravagante, a não condescenderem com nada que seja simplesmente para ostentação e exibicionismo, e a estudarem meios de economia na aquisição de roupas e mobiliário. Não gasteis um centavo do dinheiro de Deus na aquisição de artigos desnecessários. Vosso dinheiro significa salvação de alguém. Não seja ele pois gasto em jóias, ouro ou pedras preciosas.


Evangelismo, 269 e 270: A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. Trajar-se com simplicidade, e abster-se de ostentação de jóias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé ...os adventistas do sétimo dia não usam jóias, ouro, prata ou pedras preciosas, e não seguem, no vestuário, as modas mundanas. 


Mensagens Escolhidas, 249:  Vivamos e trabalhemos com simplicidade. Trajemo-nos de um modo tão modesto e decoroso que sejamos recebidos aonde quer que formos. Jóias e vestuário dispendioso não nos darão influência, mas o ornamento de um espírito manso e tranqüilo - o resultado de dedicação ao serviço de Cristo - nos dará poder com Deus. 

Pr. Yuri Ravem

Editor Associado do Blog Nisto Cremos
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