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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Que Deus Pensa Sobre o Namoro Com Incrédulo?


Depois da queda da raça humana, Deus colocou em ação o plano de restauração, para que novamente cada pessoa pudesse receber a vida eterna e a pureza de todas as faculdades (física, mental e espiritual).

Por outro lado, Satanás também desenvolve o “plano da perdição”, para afastar cada vez mais a criatura do criador.

A primeira grande empreitada do diabo contra a raça humana está descrita em Gênesis 6:2: “... vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhe agradaram”.

O namoro e casamento dos filhos de Deus (descendência de Sete e Enos) com as filhas dos homens (descendentes de Caim) trouxe como conseqüência a corrupção do gênero humano: “Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal...” (Gen. 6:3).

Este foi o grande pecado que desencadeou a maior desgraça humana, ao ponto de lermos na Bíblia: “se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou o coração” (v. 6).

Deus infelizmente teve que destruir a humanidade que se agarrou ao pecado.

Depois do dilúvio novamente há um povo separado, são os que aceitam fazer a vontade de Deus e testemunhar do Seu amor.

Este povo agora tem um nome: Israel. Depois de serem libertados do Egito, em direção a uma terra prometida por Deus, novamente Satanás procura destruí-los.

Depois de tentar amaldiçoar a igreja de Deus três vezes por meio de Balaão, o inimigo de Deus executa sua grande estratégia infalível: “jugo desigual”.

“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas” (Num. 25:1). Daí começa a idolatria do povo. Resultado: vinte e quatro mil mortos pelo castigo divino!

Agora na terra prometida novamente a história se repete: “Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus... tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (Juízes 3:6).

Sansão, o homem mais forte do mundo, se torna o mais débil, e de juiz do povo passa a um escravo, quando capturado por essa armadilha maligna: “jugo desigual”.

Este plano satânico é tão bom, que nem o homem mais sábio do mundo escapou:

“Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas... mulheres das nações de que o Senhor havia dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguires os seus deuses” (I Reis 11:1 e 2).

É quase inacreditável que o mesmo homem que se tornou rei de Israel e construiu o templo do Senhor “seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas” (v.5).

Sobre o casamento de Salomão com uma mulher egípcia, note qual o pensamento de Deus: “Do ponto de vista humano, este casamento, embora contrário aos ensinamentos da lei de Deus, parecia provar-se uma bênção; pois a esposa pagã de Salomão se converteu e uniu-se com ele na adoração ao verdadeiro Deus... Fazendo, porém, aliança com uma nação pagã, e selando o pacto pelo casamento com a princesa idólatra, Salomão temerariamente desconsiderou a sábia provisão que Deus fizera para manter a pureza de Seu povo.

A esperança de que sua esposa egípcia se convertesse era apenas uma débil escusa para o pecado” (E. G. White, Profetas e Reis, 53 – 55).

Em II Coríntios 6:14-15 lemos: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade?
Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?”

Deus é bem claro acerca do que pensa sobre este assunto. É expressamente proibido por Ele casamento dos Seus seguidores com incrédulos.

Como pastor gostaria de expressar algumas conclusões sobre este tema:

1- Não é válida a desculpa de que na igreja não há candidato(a) a namoro.

2- O interesse por alguém que não serve a Deus e transgride Seus mandamentos, revela falta de amor e relacionamento íntimo com o Senhor. Quando você ama alguém, terá dificuldades de amar o inimigo dela! Se eu amo a Deus de coração, como vou me apaixonar por alguém que não O serve, não O obedece e nem O adora? E como eu mesmo O desobedeceria sabendo que Ele não aprova esse
relacionamento?

3- Há sinceros que ainda estão fora da igreja e precisam ser descobertos. Todavia, namoro não é um bom método de evangelismo, pois mistura a afeição a Deus com a humana. Se você acha que seu pretendente é um candidato ao reino de Deus, ame-o primeiro como seu próximo e procure levar o evangelho antes de pensar no namoro.

O ideal seria orar por ele e conseguir uma outra pessoa (do mesmo sexo e faixa etária se possível) para se aproximar e dar a oportunidade de aceitar a Jesus, através de estudo Bíblico, envolvimento com pequenos grupos, etc. Namorar antes de fazer isso, ou consciente que a pessoa não está interessada em Jesus, é colocar a vida eterna em risco, e construir um casamento infeliz e desestruturado.

4- Se você já namora um incrédulo(a) darei uma sugestão: dê a ele(a) através de um estudo ministrado por outra pessoa a oportunidade de aceitar Jesus, e depois disso, você já sabe o que deve fazer.

Fui pastor de uma moça que teve a coragem de condicionar o namoro à Palavra de Deus. Antes de assumir um compromisso sério, apresentou Jesus a seu pretendente por meio de outra pessoa. Todavia, estava segura de que se o rapaz rejeitasse a Deus, ela também o rejeitaria como namorado. A fidelidade dela a Deus foi mais um testemunho a esse jovem, que aceitou a Jesus e já é uma bênção na igreja.

Não troque sua felicidade por desejos humanos! Seja Fiel a Jesus como Ele já foi a você!

PR. YURI RAVEM

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Riqueza ou Pobreza - Uma questão de Atitude

Uma pesquisa de opinião foi realizada com grupo de pessoas a fim de colher respostas para a seguinte pergunta: "O que significa ser rico?"

As resposta se resumiram nestas afirmações: “Rico é aquele que possui casa própria, um bom carro na garagem, uma quantia significativa na poupança, seguro de vida, roupas de marca, férias programadas para o exterior, saúde e conseguir tudo isto fazendo o que quer.”

Para estas pessoas, a felicidade está quase que sempre relacionada ao sucesso financeiro. Geralmente observam as proporções financeiras de outras pessoas para julgarem se suas posses são suficientes. Fazem justamente o que chamamos de “Comparações”. É por isso que uma pessoa rica pode se achar pobre quando comparada a outras mais rica ainda. Criaram uma nova versão do ditado popular: “Quem pode pode, quem não pode é pobre”.

Ilustração

Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.

Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:

- Como foi a viagem?

- Muito boa Papai!.

- Você viu como as pessoas pobres podem ser? O pai perguntou.

- Sim.

- E o que você aprendeu? O pai perguntou.

- Bem, pai, eu aprendi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim.

Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm as estrelas e a lua.

Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.

Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.

O filho acrescentou:

- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto "pobres" nós somos!

Ser rico, depende da maneira como você olha para as coisas. Se você é rico financeiramente e tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com nosso Deus, você tem tudo! Até mesmo a aprovação de Deus e não está pecando. Porém o que é menos desprovido e "pobre de espírito", não tem nada e é pecador.

É por isso que não é pecado ter posses quando o estado de espírito é voltado para foco principal.

Na bíblia encontramos a história de um homem que morava na terra de Uz a mais de cinco mil anos atrás. Homem integro e reto, temente a Deus e que desviava-se do mal. Era o homem mais rico de todo o oriente. Possuía tudo o que precisava - Uma enorme terra para cuidar de seus inúmeros animais, que por sinal seria uma soma invejável por muitos fazendeiros contemporâneos: “sete mil ovelhas”, “três mil camelos” , “quinhentas juntas de bois” e “quinhentas jumentas”.

Meios de transporte não era seu problema, muito menos mordomos em sua casa, que lhe serviam dia e noite. Tudo que um Bill Gates da nova geração possui: Dinheiro.

Certo dia, Satanás compareceu diante de Deus. E Deus lhe perguntou:

“...donde vens? Satanás respondeu ao senhor e disse: De rodear a terra e passar por ela.

Perguntou-lhe ainda o Senhor: Observaste o meu servo Jó? Por que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.” Jó 1:7 e 8

Esta declaração é muito importante para o nosso estudo. Jó era possuidor de riquezas, porém Deus o coloca numa posição importante. Um homem que possuía uma conduta aceitável e reconhecida por Deus. Tudo isto mesmo sendo rico.

Se Deus não aceitasse as pessoas que possuem elevadas posses, não seria Ele mesmo que teria outorgado tudo isto a Jó. Satanás confirma a riqueza de Jó como oriunda do próprio Deus:

“Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoastes, e seus bens se multiplicaram na terra. Jó 1:10

Não somente os seres humanos vêem a riqueza como um problema. Satanás tenta identificá-la como aquilo que nos afasta de Deus. Em grande parte é verdade por que ele, como inimigo das trevas usa esta artimanha. Mas não podemos generalizar tal situação. Satanás pensava que Jó ao perder todas as suas riquezas esqueceria de Deus. E propõe um desafio que foi aceito por Deus.

“Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do Senhor”. Jó 1:10 e 11

Logo mais, o servo de Deus estava enfrentando tribulações terríveis, que poucos seres humanos passaram aqui nesta terra. Perdeu tudo o que possuía; animais, servos e até mesmo o maior tesouro recebido de Deus, seus filhos. Quando Jó recebeu todas estas notícias trágicas pelos seus servos ele teve uma reação interessante.

“Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeças e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor! Em tudo isto, Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”. Jó 1:20-22

Qual seria a sua reação se estivesse em seu lugar? Teria você adorado a Deus mesmo em situação tão adversa? Reconheceria que tudo fora dado pelo Senhor? Blasfemaria contra Deus ou exaltaria seu nome?

Até aqui poderia ser o fim para muita gente, mas a história não para por aí. Jó teve tumores malignos, perdera a confiança da esposa e dos amigos e agora só lhe restava a morte. Mas em nenhum momento pecou contra o Senhor. Simplesmente expressava em palavras as dores terríveis que possuía. Fossem elas físicas ou emocionais. Mas confiança era o que movia o restolho de sua vida. Ele possuía a crença em um Deus vivo mesmo em momentos te tamanho sofrimento.

“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Jó 19:25

Agora entendemos por que Deus pôs a mão no fogo por este homem. Por que em momentos de riquezas ele adorava a Deus e quando na pobreza e desgraça humana o seu Deus era o mesmo Deus.

O problema não está com as posses e sim na maneira que lidamos com elas. A história de Jó mostra-nos que existe a possibilidade de uma pessoa possuir grandes somas materiais e ainda assim estar ligado a Deus.

“Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra. Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Também teve outros sete filhos e três filhas.

Em toda aquela terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. Depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então, morreu Jó, velho e farto de dias.” Jó 42:10, 13, 15 e 17.

Se Deus generalizasse todos os ricos como pecadores, Ele não teria dado em dobro a Jó tudo o que possuíra. Se ele era rico agora ficou mais rico ainda.

Respondemos de forma explicita a mesma pergunta: É pecado ser rico? Não.

Se for pecado Deus induzira Jó a pecar. Mas não fez. Não é este o perfil das obras de Deus. O único problema da riqueza está em esquecer-se de Deus. E Jó, mesmo sendo rico, ou mesmo sendo pobre, adorava a Deus na beleza de sua santidade.

Lógico, que na grande maioria das vezes, o dinheiro poderá ser a raiz de todos os males na vida de uma pessoa. São raros os indivíduos que ficam milionários e se mantenham firmes na fé. Por isso que o presente artigo não faz apologia da necessidade de ser rico ou pobre, simplesmente afirma que Deus é quem deve determinar a nossa condição.

Felizmente, algumas pessoas nunca poderão ter grandes posses materiais. Digo felizmente por que Deus conhece o futuro. Ele sabe que se um dia viessem a ficar milionárias, esqueceriam das riquezas do céu, infinitamente melhor que as riquezas deste mundo.

Não importando a nossa condição, precisamos aceitar os limites de Deus para a nossa vida e entender que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que o amam.

Nunca se esqueça que Deus nem sempre nos concede aquilo que queremos, mas sim o que precisamos.

Talvez, seja a hora de deixar as comparações de lado e olhar para o que Deus tem lhe concedido. Quem sabe, você seja mais rico do que imagina.

Pense nisso!


PR. FÁBIO DOS SANTOS
Mestrando em Teologia, Pastor Local da Igreja Adventista em Barretos-SP
Webmaster e Editor geral do Blog Nisto Cremos

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

As Sete Coisas que Deus não Gosta!

Neste mundo, por causa da maldade trazida pelo pecado, há muitas coisas que nós não gostamos.

Será que tem alguma coisa que Deus não goste? Será que Ele detesta alguma coisa?

Seria interessante se descobríssemos isso, pois poderíamos agradá-Lo não fazendo aquilo que O decepciona.

A Bíblia nos relata seis coisas que Deus não gosta e uma que Ele abomina.
Provérbios 6:16: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina...”

Já sabemos que têm várias coisas que Deus não gosta, e se O amamos, vamos procurar não fazer nada daquilo que o desagrada.

Quando amamos alguém nós procuramos fazer o que a pessoa gosta e não fazer o que ela não gosta.

Vamos descobrir agora as coisas que Deus não gosta, e se O amamos (deveríamos amá-Lo, pois Ele morreu por nós) vamos deixar de fazer tudo que o deixa triste.

I – v. 17: “Olhos altivos” (orgulhosos): o orgulho é um pecado muito sério, pois foi o primeiro pecado, o de Lúcifer lá no Céu.
Orgulho é considerar-se superior a outra pessoa por causa de:

- Dinheiro
- Estudo
- Religião
- Cor
- Carro ou casa melhor
- Aparência
- Qualquer outra coisa


O grande problema é que o orgulho não deixa o orgulhoso reconhecer o seu pecado.
Vou falar uma coisa séria: infelizmente, a maioria de nós somos orgulhosos, vou provar:

- Não aceitamos desaforo
- Não gostamos de perder
- Revidamos uma ofensa
- Não perdoamos o erro dos outros
- Justificamos nossos erros


Vamos parar de fazer de conta que está tudo bem, e nos humilharmos perante Deus e das pessoas, pois somos pecadores, e Deus não gosta do orgulho.

II- v. 17 “Língua mentirosa:” esse é um dos pecados mais comuns hoje e considerado por alguns como um “pecadinho leve”.
Deus não gosta da mentira, e por isso devemos falar somente a verdade, mesmo que soframos as conseqüências dela.
A mentira é dita para nos proteger e manter o nosso orgulho, pois não queremos mostrar fraqueza.

III- v. 17 “mãos que derramam sangue inocente:” quanto a esse pecado nós não precisamos de explicações, pois Deus não permite que o ser humano tire a vida de alguém.
Já conheci pessoas que se orgulhavam de ter matado muitas pessoas. Elas, se não se arrependerem, vão ser condenadas por Deus.

Ilustração: “uma vez ouvi uma história trágica contada por minha mãe. Ela tinha 15 anos e estava sentada na calçada de sua casa. Ouviram-se tiros e então passou pela rua um homem andando normalmente e quando estava na frente dela disse: vai lá embaixo ver o fulano, ele está todo furado de balas...”

IV- v. 18 “coração que trama projetos iníquos:” devemos cuidar com nossos pensamentos, pois Deus não gosta que maquinemos o mal contra as pessoas.

Quando planejamos o mal contra alguém é por que nutrimos ódio e não conseguimos perdoar.
O rancor só nos faz sofrer e prejudica nossa vida emocional, espiritual e física.
A melhor fórmula para conseguir perdoar e nos colocar no lugar da pessoa e buscar justificativas por suas ações que nos feriram.

V- v. 18 “pés que se apressam a correr para o mal:” já vi pessoas que nunca visitaram alguém que estava sofrendo ou doente, mas já fizeram muitas visitas para ofender uma pessoa; não falam de Jesus e Seu amor, mas não perdem oportunidade de contar a última fofoca.

VI- v.19 “testemunha falsa:” Não se refere só a um julgamento legal, mas no dia a dia também. Quando alguém apóia o erro de outra, está sendo uma falsa testemunha. Deus não gosta disto.

... e a coisa que Deus detesta?
Deve ser algo muito ruim, não é verdade?

VII- v. 19 “o que semeia contendas entre irmãos:” impressionante! Deus detesta mais as intrigas do que o assassinato! É algo a pensar! São as intrigas que causam guerras, divórcios, separam famílias, dividem povos e até igrejas.

“A Missão do Capetinha”. Essa parábola conta de uma escola de treinamento para diabinhos. Para se tornar um diabo, os pretendentes deveriam cumprir uma missão.

Um dos aspirantes ao “diabonato” deveria destruir uma cidadezinha para ser aprovado.
Recebendo a missão, a considerou muito fácil. Foi até a cidade e executou seu primeiro plano: destruir as lavouras pois assim acabaria com o sustento e fonte de renda exclusivo daquele povo.

Tendo feito assim, ficou frustrado quando observou que por causa da miséria, ele se uniram para ajudar uns aos outros a suprir as necessidades materiais, compartilhando alimentos e dinheiro.

Colocou em prática então seu plano dois: semeou doenças na população, visando então acabar de uma vez com todas com aquela cidade. Que decepção! Agora as pessoas daquela cidade estavam mais unidas ainda, pois um cuidava do outro, como se todos fossem de uma só família.

Neste momento o diabo mestre apareceu para sondar seu aprendiz. Notando que ele estava perdido, o repreendeu por tantos erros cometidos na sua missão, e propôs uma técnica infalível para acabar de vez com aquela cidade.

A idéia era semear intrigas e fofocas entre os moradores. Uma vez feito isso, começaram-se as brigas, um difamando o outro, passando por cima para obter lucros e em poucos dias a cidade estava abandonada, pois não conseguiram morar perto uns dos outros.

É por isso que Deus abomina este pecado, e o considera o pior de todos, pois ele não destrói uma só pessoa, mas uma cidade inteira. Muito cuidado para não ser um semeador de intrigar e nem um expectador delas, pois Deus deseja que nós sejamos pacificadores.


PR. YURI RAVEMMestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS. Casado com Andressa, mestre em educação e diretora do SENAC Pelotas - RS.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BRASIL: SUPERPOTÊNCIA ADVENTISTA

Depois do primeiro pacote com literatura aportar no Brasil em 1880, o adventismo por aqui cresceu e se desenvolveu. Após 134 anos, podemos ver com admiração o que Deus tem realizado através dos Adventistas no Brasil. De fato, o adventismo brasileiro alcançou a maturidade, chegando mesmo a tornar-se um dos mais robustos do mundo. Ao olhar os números e compará-los pode-se chegar ao conhecimento desta incrível realidade.

Nossa análise começa com a Divisão Sul-Americana, SAD (South American Division) na sigla em inglês. O gráfico abaixo é um comparativo do número de batismos, ano a ano, de 2010 a 2013. O nome das Divisões está em inglês:

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Neste gráfico pode-se ver que a DSA é a que mais batiza em todo o mundo, de cada 100 adventistas batizados no mundo, 20 são da DSA. Na verdade, em 2013, para cada 100 novos adventistas, 78 eram africanos (da África Subsaariana) ou latino americanos e apenas 4 europeus ou norte-americanos. Como acontece em todo o mundo cristão, a balança do cristianismo está pendendo para sul em relação ao norte.

Podemos agora comparar países. Estes são os 10 maiores países em número de adventistas no mundo.

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A Índia aparece como o país com mais adventistas no mundo. Apesar de ser surpreendente para alguns, se explica pelo fato de a Índia possuir a segunda maior população mundial, com mais de 1,2 bilhões de habitantes. Para cada brasileiro, por exemplo, existem 6 indianos. Assim, este número absoluto se dilui, havendo 1 adventista para cada 819 indianos. Brasil e Estados Unidos ocupam as próximas posições, estes três possuindo mais de 1 milhão de adventistas. Deste grupo, apenas 4 países tem populações superiores a 100 milhões de habitantes, os três primeiros e mais o México.

O Brasil possui o maior número de congregações, com 5 mil a mais do que o segundo colocado (Índia) e tendo 1 em cada 10 igrejas adventistas do mundo. Tem ainda o segundo maior número de pastores, só superado pelos Estados Unidos porém muito acima do terceiro (Filipinas) colocado em mais de 1000 pastores. Para fechar este quadro o Brasil é disparado o país com mais batismos no mundo, batizando mais de 100 mil acima do segundo colocado, a Zâmbia. Hoje, para cada 100 adventistas batizados no mundo, 17 são brasileiros. É um número impressionante.

Até este ponto analisamos o que seriam os números da secretaria, que se dedica a rastrear os membros, batismos e crescimento numérico. Pode-se imaginar como este crescimento se reflete na questão financeira. Neste aspecto, o crescimento brasileiro tem sido ainda mais espantoso. Vejamos primeiro uma análise por Divisões:

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Neste comparativo pode-se notar que a Divisão Sul Americana responde por 22,84% dos dízimos do mundo, a primeira colocada, a Norte Americana por 40,29% e a Inter Americana, a terceira por 9,95%. Embora devolva basicamente a metade dos Norte Americanos, a DSA entrega mais que o dobro da terceira colocada. Quando analisamos os países individualmente, a realidade brasileira se destaca.

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Os Estados Unidos devolvem 37,38% dos dízimos mundiais e o Brasil vem em segundo lugar, entregando 18,75% dos dízimos do mundo. A terceira colocada, a Austrália aparece muito distante com 3,05% dos dízimos globais. O Brasil devolve hoje pouco mais de 50% do total de dízimos Norte Americanos, o que pode parecer ainda pouco, entretanto, a comparação de crescimento mostra uma realidade surpreendente:

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Em 13 anos, o dízimo brasileiro cresceu 432,07% enquanto o Norte Americano 27,37%. Passamos de 7,46% do dízimo mundial para 18,75% enquanto no mesmo período, os Estados Unidos foram de 57,62% para 37,38% do total mundial. É uma realidade ainda mais relevante quando nos lembramos que PIB norte americano é 8 vezes superior ao brasileiro (17,528 trilhões contra 2,171 trilhões de dólares) e a renda per capita 5 vezes maior, 11.875 dólares no Brasil e 49.922 dólares nos Estados Unidos. Se mantiver este ritmo de crescimento, em alguns anos o dízimo brasileiro alcançará o americano e em seguida o suplantará.

A taxa de crescimento anual de 2000 a 2010 ficou em torno de 30% ao ano, enquanto a americana foi de 2,4% aproximadamente. Se estas taxas se mantiverem, nos próximos 10 anos o Brasil será o maior país em dízimos do mundo.
Nossa maior União em recursos, a União Central Brasileira, é hoje a quarta maior em dízimos, ficando atrás apenas das gigantes norte americanas Southern, Pacific e Columbia.


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Se a UCB, que é apenas o estado de São Paulo, fosse uma divisão, seria a sexta maior em recursos. O estado de São Paulo entrega mais dízimos do que países como a Alemanha, Inglaterra, Coréia, Canadá e Austrália. Se juntarmos os dois países europeus que estão entre os 10 com mais dízimos do mundo, Alemanha e Inglaterra, ainda assim a UCB aparece com mais dízimos (78 milhões contra 102 milhões).

Se nos voltamos para instituições, encontramos a CPB como a maior publicadora do mundo adventista. Em 2012 a nossa CPB vendeu US$ 61,633,053 enquanto a Review and Herald Publishing Association, a emblemática publicadora, mãe de todas as outras editoras, vendeu US$ 31,558,856. Somada a Pacific Press Publishing Association, a outra editora norte americana, foram feitas vendas no valor de US$ 50,080,534. Mesmo juntando as duas gigantes americanas elas não superam a nossa CASA, que ainda possui o maior número de funcionários do mundo, 539 contra 107 da Pacific Press e 139 da Review. Após o fechamento da Review neste ano, a segunda maior editora do mundo tornou-se a Pacific Press, com vendas em 2012 no valor de US$ 18,521,678, ainda muito distante da CPB.

Em número de Uniões, somos o primeiro país com oito em todo o território nacional, superando os EUA e a Índia (7 cada um). Em Associações ficamos em segundo (51) sendo superados apenas pela Índia (66), com a observação de que temos naquele país campos que possuem menos mil membros (2) e outros 16 com menos de 5 mil membros. A menor associação no Brasil possui em torno de 8.000 membros.

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Veja um resumo da classificação do Brasil em diversos itens:

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E AGORA?

Não se pode negar a força do adventismo brasileiro. Todo este crescimento é motivo de júbilo e gratidão a Deus, que tem abençoado o trabalho de Seu povo neste grande país. Toda esta força porém não deve ser motivo de orgulho, mas de senso de responsabilidade.

Durante o último século os Estados Unidos foram o motor do adventismo mundial. Seus recursos ampararam missões adventistas em todo o mundo, seus missionários espalharam a mensagem tornando a igreja Adventista do Sétimo Dia uma igreja realmente mundial. Eles ensinaram as Divisões filhas a se organizarem e a lidarem com seus recursos. A dívida da igreja mundial com a mãe North American Division só será paga no Reino dos Céus. Mas chegou o tempo em que esta filha, a Divisão Sul Americana, e de modo bastante especial o Brasil, deve assumir seu papel na pregação mundial do evangelho, ombreando e apoiando a antes quase solitária NAD.

Se Deus permitiu este crescimento do Brasil, sem precedentes na história da igreja adventista, é porque Ele tem um plano para os adventistas brasileiros. Devemos continuar nosso crescimento, pois quanto mais crescimento, mais recursos para a pregação mundial do evangelho. É tempo também de espalharmos os missionários brasileiros pelo mundo. Brasileiros sofrem hoje menor resistência e são mais bem aceitos na maioria dos países do mundo do que outros, como os próprios americanos ou europeus.

Hoje a DSA já possui um programa enviando 25 missionários inter-divisão. Mas podemos mais. Todas as nossas associações poderiam enviar primeiramente um missionário, teríamos então 39 missionários (aqui estão excluídas as associações-missão), posteriormente poderiam enviar mais um, perfazendo um total de 78 missionários. As Uniões enviariam 2 cada uma, 16 no total e a DSA, 6. Ao todo, teríamos 100 missionários brasileiros pregando o evangelho no mundo com recursos oriundos do Brasil. É uma grande oportunidade.

Devemos também continuar com o foco no em nosso crescimento interno, mantendo fortes instituições, mas usando a criatividade brasileira para criar novos métodos de evangelismo e mostrar o modelo de adventismo brasileiro como paradigma para o mundo. Deus tem nos posto como atalaias e nos chama a fazer nossa parte e assumir nossa responsabilidade. É tempo de trabalho como nunca dantes para os adventistas brasileiros. Após 134 anos de adventismo no Brasil, podemos verdadeiramente exclamar como o salmista: “Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”!

Fontes: 2014 Annual Statistical Report - 150th Report of the General Conference of Seventh-day Adventists
Disponível em http://docs.adventistarchives.org//documents.asp?CatID=11&SortBy=2&ShowDateOrder=True


Pr. Roberto Roefero (mestrando em teologia). 
Distrital em Vila São José na APS.
Casado com a Prof. Pauline e pai de 2 filhos, Paulo Roberto e Maria Carolina.
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