sexta-feira, 1 de junho de 2012

JUGO DESIGUAL NO CASO DE MEMBRO INATIVO

Artigo Enviado pelo Pr. Evelson Silva - Associação Paulista do Vale
 
Nesses últimos dias têm surgido entre nós, alguns irmãos contestando certas medidas RESTRITIVAS que a igreja aplica a alguns de seus membros, que pelo fato deles:

a) praticarem certos esportes,
b) se trajarem de forma, não comum aos demais membros da igreja,
c) namorarem e se casarem com incrédulos ou
d) por não devolverem o dízimo, etc.

Por este tipo de proceder, a igreja lhes tem negado a participação, seja na utilização do templo ou em nossas celebrações para: cantar, ir á plataforma ou exercer qualquer atividade na igreja.
Para os tais contestadores, isso é DISCIPLINA, e que tal proceder, não tem respaldo objetivo, nas razões disciplinares, inseridas na pág. 194-5, do Manual da Igreja. (Revisado em 2006)

AQUI, A GRANDE PERGUNTA É: A atitude dos administradores da Igreja Adventista do Sétimo Dia deve ser; o mero acompanhar, daquele que se filia como membro, de forma, inerme e na mais completa mudez, proporcionando assim, toda autonomia, ao pluralismo secularista, deixando que o mesmo se manifeste de forma livre, dentro de nossa querida e amada Igreja? Ou sua atitude deve e pode ser diferente?

Pastores, Anciãos e a Liderança da Igreja, sabem que não existe código de norma ou código de leis, com regras específicas, as quais venham a alcançar a vida e as atividades dos seres humanos, em todos os seus aspectos.

Por essa razão, toda instituição regularizada por lei, tem o seu REGIMENTO INTERNO, o qual tem por objetivo reparar as lacunas que a lei geral não alcança, principalmente, por que visa, com a lei, votada pela maioria, responder a uma necessidade puramente local.

Do proceder já mencionado, podemos entender que cabe a igreja local, eleger o seu “REGIMENTO INTERNO”, ou seja, seu conjunto de princípios éticos, proposto e votado, pela maioria dos membros da igreja local, para nortear e orientar o proceder comportamental de seus membros, suprindo assim desse modo, as lacunas, que por ventura, possam existir, e que não foram atingidas pelo Manual geral da Igreja, mas, que ao mesmo tempo, tenha respaldo nele.

Quem sabe você pergunte: Por que deve ser assim? Ora, a igreja além de ser moral, acima de tudo, tem o dever de ser ética também, pois, a ética embora esteja relacionada com a moral, não vai a reboque da lei, PELO CONTRÁRIO VAI ALÉM DELA.
Há um lindo pensamento que define bem o que é ética, a saber: “A ética distingue-se de todo saber meramente prático e normativo, porquanto constitui o conhecimento dos valores morais. Sendo o fundamento filosófico da conduta humana” (E.B.M. Vol. VIII, pág. 428).

Desse modo, a ética é, por assim dizer, a ponta de lança da lei, ou o fundamento sobre a qual a lei se assenta. Assim sendo, a ética parece ter mais solidez e penetração que a lei moral, pois, apresenta em profundidade, aquilo que é correto ou incorreto, e que pode estar escondido, JUSTAMENTE ali, onde a lei jamais chegaria. Jesus, nosso Salvador, era ético, e por isso, Ele ia além da lei, e trazia para a luz, aquilo que os mandamentos éticos humanos não estavam ou conseguiam revelar.

Para uma melhor compreensão do que intencionamos mencionar, apresentamos o seguinte exemplo:
“Ouvistes o que foi dito: não matarás... Eu, porém vos digo que todo aquele que se irar contra seu irmão estará sujeito ao julgamento... Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou” (S. Mateus. 5:21, 22, 27 e 28).

Vemos aqui, nas palavras de Jesus, a limitação do sexto e sétimo mandamento.
Porém, Sua ética revela lá no fundo, a raiz oculta desses pecados que os dois mandamentos não alcançam.

Assim também, nossa igreja, deve ser ética e não apenas moral, pois, com a aplicação da ética,           A IGREJA É FORTALECIDA EM SEUS PRINCÍPIOS, evitando o erro e o mal em seu meio.

O interessante, é que a Ética, é justamente para isso mesmo, porque como diz Alain de Botton:
“A ética é um ramo da filosofia, que tenta encontrar princípios, que determinam, se uma ação é certa ou errada, boa ou má”.

Portanto, podemos afirmar, sem sombras de dúvidas, que dentro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, “ESTA ÉTICA”, é estabelecida pelo voto da maioria dos membros da igreja local.

Quando um líder, ou a própria igreja, orienta que uma pessoa, ao definir publicamente, que está envolvida em um jugo desigual, e que esta pessoa, seja afastada de qualquer cargo ou atividade que ela exerça, durante o período de namoro e noivado, A IGREJA NÃO ESTÁ SENDO MORAL, MAS SIM, ÉTICA. Isto por que, a Igreja não tem respaldo para aplicar uma pena disciplinar, pois, o casamento não aconteceu, contudo, ela possui respaldo Bíblico, para aplicar sanções restritivas, pois, a ação de tal membro, vai de encontro ao que é estabelecido pela Bíblia, a saber: II Corintios 6: 14 Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?.

Façamos agora outra reflexão, dedutivamente e comparativa, que encontramos no manual da Igreja, a saber: Um irmão de nossa fé, que é enlaçado pela avareza, deve receber sanções restritivas, isto é, será tratado como um visitante em nossa igreja, mesmo sendo membro batizado desta. (Conforme orientação do Manual Da Igreja pág. 199 e 164)

Entretanto, hoje, na visão secularizada, de muitos membros de nossa igreja, aquele que NÃO participa nos dízimos e nas ofertas, para com a sua igreja, conforme é a orientação Bíblica e do Manual da Igreja, mas que, guarda o sábado, estuda a lição,  gosta de cantar hinos da igreja, etc, etc, é visto, COMO ALGUÉM QUE NÃO TEM NENHUM PROBLEMA, ou que seu proceder, é tido como normal e aceitável, isso é, dentro do senso comum da atualidade, que se auto estabelece que NINGUÉM DEVE SER OBRIGADO A NADA. Entretanto, dentro do proceder e da visão da igreja, onde impera o discernimento teológico, moral, doutrinário e ético, O PROCEDER DESSE IRMÃO, É VISTO COMO ANTI-ÉTICO.

Portanto, diante das ilustrações apresentadas, precisamos compreender ou concluir que, quando um membro da igreja, pratica os procederes mencionados, para ele, não cabe uma pena disciplinar, MAS SIM, UM PROCEDER, EM FUNÇÃO DA ÉTICA, estabelecida belo consenso da maioria da igreja, que não impede o membro de andar, mas que encurta seus passos ou desacelera sua carreira. Este ato disciplinar, objetiva falar, de forma clara e objetiva para o membro, que a maioria dos irmãos da igreja, não concordam com seu proceder, portanto, e ele está sendo tolhido de algumas atividades, no objetivo de indicar a ele, a necessidade urgente, dele voltar a praticar, o que todos praticam.

Esta ação disciplinar ocorreu pelo fato de ser o membro avarento, e por causa desta avareza pessoal, o membro da igreja, é impedido de participar, não por inveja, ou ciúmes de quem quer que seja, mas unicamente, pelo seu desvio de conduta.

O referido membro, não poderá exercer na igreja o cargo que gostaria, e ao se realizar a escolha de novos oficiais, mesmo que ele tenha qualificação superior, aos demais, que foram indicados, seu nome será preterido, por causa de seu proceder pessoal, apresentar um desvio de avareza. Desse modo, por manter os princípios éticos, a igreja tem apoio Bíblico: Êxodo 18:21 “Além disto procurarás dentre todo o povo homens de capacidade, tementes a Deus, HOMENS VERAZES, QUE ABORREÇAM A AVAREZA, e os porás sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez;” como determina o Manual da Igreja pg. 45-49, 89 e 91.

É isso aí irmãos, ética é princípio e os laboratórios de psicologia nos informam que “princípio é uma proposição de ideia, que é admitida pelo espírito, como ponto de partida, e regra de ação direcionada”. Portanto, exaltemos a ética, apegando-nos a todos os bons princípios, porque “PRINCÍPIOS CORRETOS E SENTIMENTOS PUROS, SE CULTIVADOS E PRATICADOS, FORMAM UM CARÁTER À SEMELHANÇA DIVINA” (Test. Para Ministros. pg. 120) e mais, “a igreja deve com firmeza e decisão manter seus princípios, perante todo o universo celestial e os reinos do mundo” (Idem, pg. 17).

Portanto, queridos irmãos em Cristo, não entremos num confronto de ideias com os que contestam, NÃO PRECISAMOS PROVAR NADA, façamos como o académico Lacordaire sugere: “Não procuro convencer de erro o meu adversário, mas unir-me a ele numa verdade mais alta”. Se em nosso proceder, dentro e fora da igreja, exaltarmos o manual da Igreja e os princípios éticos, amplamente ensinados por nossa igreja, estaremos oferecendo a verdade mais alta aos contestadores. Isto porque nossa meta, visão e missão, é esta: NOSSA IGREJA PRECISA, AVANÇAR, PROSSEGUIR E CHEGAR A CANAÃ CELESTIAL.

I - Orientações quanto a CASAMENTOS que podem ou não serem realizados na Igreja Adventista.
Segundo nos instrui, e nos orienta o Manual da Igreja, pág. 175: “O casamento cristão é uma união divinamente instituída entre um homem e uma mulher CRENTES, para efetivação de seu amor mútuo, para mútuo amparo, para partilharem a felicidade, e para a procriação e educação dos filhos, os quais, por sua vez, tornarão cristãos.”

Veja que podemos entender por esta orientação do Manual o seguinte:

1)   O casamento, que a Igreja Adventista do Sétimo Dia recomenda e aprova, está dentro da orientação Bíblica de II Coríntios 6:14, que diz: ‘Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas?.’

2)   Amós 3:3 Andarão dois Juntos, se não estiverem de acordo?.

3)   Portanto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia representada por seus pastores e líderes, só apoia casamentos, em que os dois contraentes, sejam da mesma fé. Isto se refere aos da igreja e os não da igreja. Como igreja, não podemos E NEM TEMOS O DIREITO de solicitar, que Deus abençoe aquilo que Ele mesmo disse que NÃO ABENÇOARIA.

a) Portanto, ser da mesma fé, é vermos os dois contraentes professando, vivendo, testemunhando, e frequentando a mesma igreja, sendo que, ambos devem ter se batizados na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ou ambos devem pertencer a mesma religião.
O Manual da Igreja assim determina: “As divergências no tocante a religião amiúde deitam a perder a felicidade do lar em que os cônjuges adotam crenças diferentes, e produzem confusão, perplexidade e fracasso na educação dos filhos.” Pelo texto mencionado entendemos, que só por isso, já é o suficiente para não apoiarmos, realizarmos ou participarmos, de celebrações que possam confundir os convidados, de que como igreja, apoiamos tal tipo de união. Quando assim agimos ou apoiando de qualquer outra forma, dificultamos decisões de interessados, a favor da verdade.

b) Por sermos os líderes que somos NÃO temos, pela função que exercemos, permissão para participar, e muito menos, fazer celebrações, que dificultem as decisões, de pessoas interessadas na verdade Adventista.

c) Esta visão deve ser observada, seguida e pronunciada, tanto em palavras como em atos, por TODOS os líderes e participantes de nossa igreja, a começar pelo pastor e ancião da igreja.

Exercermos funções de grande responsabilidade, portanto, um ancião NUNCA deveria fazer, nesta área do casamento, qualquer cerimônia, que não seja aprovada por um pastor, isto por que, as orientações do livro: Guia de Anciãos, a pág. 141, são bem claras, em orientar que estas celebrações, “só são levadas a efeito quando um pastor ordenado, ou licenciado ou comissionado, apóia tal realização, e não só de palavra, mas que ele esteja presente, e onde ele (o pastor), coordenará tal celebração, e poderá permitir então, que um ancião realize algumas partes da celebração.”

A Igreja Adventista do Sétimo Dia desaconselha (Manual da Igreja, pág. 176) enfaticamente o casamento entre um Adventista do Sétimo Dia, e uma pessoa que não é, e recomenda, com muita insistência, que os pastores Adventistas do Sétimo Dia NÃO realizem tais casamentos.

Obs: (Se a um pastor Adventista é desaconselhado fazer tal celebração, creio que seja óbvio e claro compreender, que para um ancião, ou qualquer membro da igreja, ele NÃO deveria, nem se quer participar.

O motivo é bem simples: Sua presença ou participação nesta celebração apresenta uma transgressão do primeiro e do segundo mandamento, que diz: Êxodo 20: 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.)

Segundo cremos: O CASAMENTO AFETA A VIDA FUTURA TANTO NESTE MUNDO COMO NO VINDOURO. O Manual da igreja, diz: pág. 175. “O CRISTÃO SINCERO NÃO FARÁ PLANOS QUE DEUS NÃO POSSA APROVAR.”

Cremos que seja claro, pela citação apresentada, de que as pessoas que estão dentro de nossa igreja, expressão, sinceridade, por seus atos. Hora, se há sinceridade nas intenções, consequentemente, há também nas ações. Portanto, TODO jovem adventista que tem planos de se casar, e deseja ter a celebração do culto, realizada em nossa igreja, fará, para sua vida, planos que Deus possa APROVAR.
(Só para pensar: Deus aprova a saída da igreja?, Ele aprova a fornicação? Ele aprova, a questão do sexo, isto é, testar o produto? Resposta: NÃO.)

Então, o que mais podemos entender ou saber: Que um jovem, quando:

A) Namora uma pessoa da mesma fé.
B) Procede neste relacionamento com honradez, respeito e pureza cristã.
C) Realiza um noivado que Deus aprove e
D) Consulta a um pastor, preferencialmente, para verificar se tudo está de acordo com os planos de Deus.
Sinceramente, acredito ser uma conclusão lógica, de que um pastor, ao ser consultado quanto a realizar a celebração desses noivos, ele tratará o casal com todo amor, e procurará fazer o melhor para ambos. O pastor certamente levará em conta o que encontramos no MANUAL PARA MINISTROS, pág. 136 “Não devem os pastores efetuar a cerimônia do casamento de crentes com descrentes, visto como isto é expressamente contrário aos ensinamentos da igreja”.

Portanto, um pastor, nunca deveria ser contrário, as orientações dadas pela igreja, e que com um pouco só de estudo da Bíblia, do Espírito de Profecia e de alguns manuais, votados pela Igreja, ele chega a um claro, ASSIM DIZ O SENHOR.

O grande passo na compreensão desta questão é não confundir, perdão com consequência.

AS FOLHAS CONSULTIVAS – No início da década de 70, os pastores que dirigiam a obra da igreja Adventista do Sétimo Dia, preocupados com o bom nome da Igreja, no meio da sociedade evangélica e secular, apresentaram uma apostila, que recebeu o nome de “FOLHAS CONSULTIVAS”.
Estas folhas continham a apresentação de Praxes, Conselhos, Instruções, Orientações e Resoluções da Mesa Administrativa da Época.

Este material tinha por objetivo uniformizar as ações administrativas, para que a igreja agisse de igual maneira em situações idênticas. Este foi um legado, de profunda importância que nossos antecessores nos deixaram, pois, eles lançaram as bases para princípios e ações, que são aplicadas ainda hoje.

O Material denominado FOLHAS CONSULTIVAS, reunia 125 páginas.

Na pág. 05, destas folhas, encontramos a cópia do voto número 4946 da USB, quanto a cerimônias de núpcias.

O ponto número 03 desta página diz: “Quando apenas um dos nubentes é da igreja, o que caracteriza jugo desigual, então, observa-se o seguinte: Não devem realizar a cerimônia, nem na igreja e nem em residência particular.” “Está clara a orientação de que nem se quer um culto, deve ser feito no lar, para que não se relacione isto com um casamento, e se tire daí conclusões errôneas.” Quanto á presença, a orientação assim definia: “É preferível que o pastor não compareça à festa nupcial para evitar situações constrangedoras; dias após, sim, pode fazer uma visita ao casal, de caráter pastoral.”

Por este material produzido pelos líderes da igreja, na década de 1970, fica claríssimo, que a atitude da igreja, e de seus líderes, é a de não se envolverem, quanto á questão religiosa de um casamento onde fica patente o jugo desigual.

Se agirmos favoravelmente, para que um casamento, que a igreja não aprova, aconteça, estamos desobedecendo aos princípios administrativos estabelecido, com estudo e oração, por aqueles que possuíam, na época e na atual, a responsabilidade de conduzirem a igreja.

Entendemos que novas regras e normas possam ser estabelecidas, no entanto, creio que se a igreja vier a possui novas regras ou conclusões, que estas estejam respaldadas, por um consenso, onde a maioria dos pastores, apresente as referência bíblicas, para uma nova direção, e assim, passemos a caminhar por ela.
Creio que nunca deveríamos desconsiderar, aquilo que foi discutido e trabalhado, para que um bom andamento possa acontecer.

Recentemente, a igreja passou a ter 28 doutrinas. Como é que a 28º doutrina foi estabelecida? Com a discussão, consenso e voto da maioria. Que ninguém, possa transgredir o item no. 09 do Manual da Igreja, pág. 187 que diz “Persistente negativa quanto a reconhecer as autoridades da Igreja devidamente constituídas, ou por não querer submeter-se à ordem e à disciplina da Igreja.” Ou também o que lemos em Hebreus 13: 17 que diz: “Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”

SEXO PRÉ-CONJUGAL

Creio que seja bem fácil de entender que a orientação da igreja Adventista do Sétimo Dia é que os seus jovens, homens ou mulheres, cheguem ao casamento de modo puro, pois, apresentamos como ponto de fé, para este objetivo, o texto de: I Corintios 6:19  “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” Também: I CORINTIOS 6:12 “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. 13 ...Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo. 15 Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? De modo nenhum. 16 Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque, como foi dito, os dois serão uma só carne. 17 Mas, o que se une ao Senhor é um só espírito com ele. 18 Fugi da prostituição. (isto indica a fuga dos jovens Adventistas da Fornicação e do Adultério) Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. 20 Porque fostes comprados por preço; glorificai, pois a Deus no vosso corpo.”

Cremos que não há o que se argumentar quando uma noiva esta grávida, pois, quem viola o 7º Mandamento é passivo de disciplina, e não se deve dar apoio para a celebração de seu casamento, seja na igreja ou em outro lugar. A mesma visão e parecer é adequada, ao jovem que engravida ou mantem relação sexual, antes do casamento.

E isto fica bem claro, segundo o Manual da Igreja, pág. 187 no item no. 03 que diz: Transgressões tais como fornicação, promiscuidade, incesto, etc, etc, etc. SÃO PASSIVAS DE DISCIPLINA.
Como também, nos é cristalina a compreensão de que, uma pessoa que tenha se permitido, uma única vez, a paixão carnal (sexual) antes da cerimônia religiosa, e que ficou público, ela não pode receber ou exigir O MESMO TRATAMENTO DE ALGUÉM QUE, mesmo sendo tentado, NUNCA CEDEU A NENHUMA PAIXÃO CARNAL. Aquele que sede a tentação perde o PRIVILÊGIO DE SE CASAR NA IGREJA.

Para todos os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, deve estar claro, que as pessoas aqui mencionadas, se encontram em situações: TOTALMENTE DIFERENTES E DIVERGENTES, UMA DA OUTRA, POIS TEMOS: a) Os que violam a lei de Deus e b) Os que, a todo custo, cumprem a lei de Deus. Não consigo entender/ver que pessoas que tiveram ações totalmente opostas, uma da outra, mereçam ou tenha, o mesmo tratamento, pois, uma das partes cometeu um erro que Deus, não pode apoiar. Seria como no caso de Caim e Abel.

Creio que a autorização ou o consentimento, para a realização de um casamento, na igreja ou fora dela, com pessoas que tenham experimentado, por livre e voluntária vontade, a uma ÚNICA relação sexual, antes do casamento, e que seja de domínio público, estamos claramente enfraquecendo a necessidade de nossa juventude, permanecer pura e casta.

Entendo, por nossa permissividade administrativa, estarmos dizemos aos membros de nossas igrejas, pelas nossas próprias ações, bem como, a nossos filhos ou filhas, que a pureza não é de fato tão importante assim, como nós pregamos em nossos púlpitos, pois, se eles um dia, não resistirem à tentação, e vierem a realizar o ato sexual, antes do casamento, eles podem ficar tranquilos, pois, a igreja não tomará nenhuma providência quanto ao fato, ou então, ela (a igreja) nem mesmo teria esse direito, de lhes indagar se permaneceram ou não puros, pois, pelo que ela (igreja) permite, a celebração de tais casamentos, onde se sabe que os contraentes, já não são mais puros, então, a questão de relacionamento sexual, antes do casamento, não é, por assim dizer, de capital importância moral ou espiritual, como alguns pastores e líderes dizem, e pregam em nossos púlpitos.

Sinceramente, creio que tal atitude permissiva de nossa parte, como pastores, líderes e pais, demonstra que estamos enfraquecendo nossas bases doutrinárias, bem como as bases conceituais já existentes, como também o nível de retidão moral, e da total abstenção da prática do mal, ou o completo afastamento da prostituição, como é clara, esta orientação e objetivo estabelecido na Bíblia.

Com nosso consentimento, velado ou não, do sexo antes do casamento, prejudicamos, o procedimento, já a muito adotado pelos pastores e líderes que nos precederam, para que nossos jovens chegassem puros diante do altar de Deus, para a realização da cerimônia religiosa de casamento, por um pastor ordenado pela igreja.

OUTRO PONTO IMPORTANTE NESTA QUESTÃO DE CASAMENTO É A GUARDA DO SANTO SÁBADO  Para todo Adventista do Sétimo Dia, a guarda do sábado, é ponto doutrinário, sabemos que qualquer transgressão, acarreta uma disciplina, conforme o manual da igreja pág. 187, item no. 02 que diz: Violação da Lei de Deus, tal como a adoração de ídolos, ... transgressão do sábado.”

Por este motivo a igreja estabeleceu como regra, que vem das Folhas Consultivas, que os casamentos, nunca devem acontecer na Sexta-Feira á noite, no sábado á tarde ou á noite, para que possamos guardar o santo sábado, sem as preocupações rotineiras de um casamento.

Em Isaías 58: 13 lemos: “Se desviares do sábado o teu pé, e deixares de prosseguir nas tuas empresas no meu santo dia; se ao sábado chamares deleitoso, ao santo dia do Senhor, digno de honra; se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando palavras vãs;”. A igreja acredita que seja muito difícil para qualquer pessoa deixar de pensar e agir em favor de um evento tão importante para a família, como é o casamento e TUDO o que isto envolve. E é por isso que para preservar o princípio de obediência sabática é que não realizamos casamentos nos períodos já mencionados. A Igreja entende que quando motivamos ou apoiamos tal acontecimento neste período estamos apoiando e estimulando a transgressão do santo sábado do Senhor.

CONCLUSÃO – Esperamos que todos os líderes e membros de nossas igrejas adventistas, possam compreender e atentar para as orientações contidas nesse estudo, e que são aqui apresentadas, pois, procuramos argumentar com instruções e regras claras, as quais estão na Bíblia, no Espírito de Profecia e em Manuais da Igreja.

Se ainda houver qualquer dúvida ou a necessidade de esclarecimentos a alguém, quanto ao proceder aqui explicitados, estou ao inteiro dispor para prestar maiores informações, basta me procurar.

Informo, no entanto, que para qualquer ponderação contrária, a estas orientações aqui apresentadas, se faz necessário apresentar, ou mostrar fontes Bíblicas, citações, claras e coerentes, do Manual da Igreja e do Espírito de Profecia, pois, creio fervorosamente, que boas argumentações só são boas DE FATO ou de grandiosa relevância e valor, se houver o argumento simples e claro do: ASSIM DIZ O SENHOR.
Em meu entender nunca, jamais o “Eu acho que é assim” ou “Eu faria assim” ou “Eu vi ser feito ou soube que tal pastor ou Igreja fez assim”, deva prevalecer sobre o assim dia o Senhor.

Deixo bem claro, que temos que responder por nossos atos, e não pelos atos de outras pessoas (mesmo que elas sejam líderes) ou igrejas.

Entendo também que Deus não leva em conta o tempo da ignorância, e quando Deus perdoa tudo foi perdoado.

Entretanto, contudo, todavia, entendo também, que AS CONSEQUÊNCIAS, permanecem, e quando, no pecador, acontece um verdadeiro arrependimento, os verdadeiramente arrependidos, NÃO FICAM COBRANDO O QUE ELES IMAGINAM TER POR DIREITO, POIS,  a crença e a prática da igreja, através dos tempos, determina conceder somente, aos que conquistaram TAL PRIVILEGIO, isto por que se mantiveram puros.

QUE TAMBÉM FIQUE BEM CLARO, QUANDO UM PASTOR ORIENTA A SUA IGREJA, NÃO HÁ MAIS DESCULPAS PARA SE CONTINUAR PRATICANDO O ERRO.

No livro de Ellen G. White Obreiros Evangélicos, págs. 196, 197, lemos: “Nada de perdurável (duradouro) pode ser realizado pelas igrejas em vários lugares, a menos que despertem para sentir que sobre elas pesa uma responsabilidade. Cada membro do corpo deve sentir que a salvação de sua própria alma depende de seu esforço individual. Não se podem salvar almas sem diligência. O pastor não pode salvar o povo. Ele pode ser um veículo pelo qual Deus comunique luz a Seu povo; mas depois de a luz haver sido transmitida, fica com o povo o apoderar-se da mesma e, por sua vez, fazê-la brilhar para outros”.

Abaixo, coloco algumas situações, que carecem de reflexão, por parte de pastores e de nossos queridos líderes, em nossas igrejas.

O que determina o manual da IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA, quando um membro da igreja, comete o ato da fornicação, ele ou ela, é passivo de disciplina?
Resposta: SIM!

Pois lemos no Manual da Igreja na Pág. 194, 195 em: “Razões Para a Disciplina dos Membros” Que são passivos de disciplina, conforme é explicitado no - Item 04, que diz: Transgressões tais como fornicação, promiscuidade, incesto, prática homossexual, abuso sexual de crianças e de adultos vulneráveis e outras perversões sexuais, e novo casamento de pessoa divorciada, exceto o cônjuge que permaneceu fiel ao voto matrimonial num divórcio causado por adultério ou perversões sexuais.” (São passiveis de disciplina) (grifo nosso)

AGORA PENSE:

Quando um membro adventista, por uma fraqueza, comete fornicação, e por estar na igreja, ele se arrepende, e conta tudo para seus pais e os membros da comissão da igreja (Ou eles ficam sabendo, do ocorrido, por se tornar público). O QUE É QUE ACONTECE COM ELE?
Segundo nos orienta o Manual da Igreja, o membro deve ser disciplinado.

Podendo a disciplina, ser aplicada de duas formas, a saber:
-A disciplina ou voto de censura, será por tempo determinado, caso o membro decida, e venha a se casar com a outra pessoa.
-A disciplina ou voto de censura, será de remoção, caso ele não possa ou não queira, se casar com a outra parte.

Ainda, segundo determina o Manual da Igreja, pág. 194 “Um VOTO DE CENSURA é para um período definido de tempo: no mínimo de um mês, e no máximo de doze meses;”
 Ilustrando: Um casal de jovens, que são membros da igreja e que estão frequentando a igreja, fornica. Eles reconhecem que erraram, portanto, recebem a disciplina, por um tempo determinado, pois, assumiram o erro.

A liderança, seguindo a orientação do Manual da Igreja, orienta o casal a que se casem, mas, apenas no civil. O que eles aceitam e fazem.
Passado o período de disciplina ou censura, eles podem voltar a serem indicados para assumir cargo de liderança na igreja.

Este é o proceder que normalmente fazemos nestes casos.

AGORA, vejam outro caso:

Um jovem de 8 anos se batiza na igreja, juntamente com outros jovens, no batismo da primavera, e permanece na igreja de forma ativa, até seus 20 anos, depois ele abandona a igreja, e durante 10 anos, ele faz como todos que estão no mundo.

Lá no mundo, ele conhece uma jovem, que ao ter contato com os membros de sua família, conhece os princípios da igreja adventistas, pois, eles permaneceram fiéis na igreja.

Depois de algum tempo, ela passa a receber estudos Bíblicos e manifesta o desejo de se batizar. O rapaz, vendo o desejo da jovem, também decide retornar a igreja.

Quando esta decisão é tomada, eles param de manter relações sexuais, e alguns meses depois ambos são batizados. Seus amigos, que se batizaram juntamente com ele no passado, sabendo de toda sua história, participam ativamente no batismo de seu retorno.

Após o batismo o casal chega pra você e lhe diz; -“queremos nos casar no fim do ano, aqui na igreja, o que temos que fazer?”

Não entendo ser coerente e justo, permitir, que estes jovens, do segundo caso, se casem na igreja, como alguns dizem ser possível.

Meu pensamento é simples, estaríamos sendo justos, com os jovens do primeiro caso? Nós não autorizamos seu casamento na igreja alegando o item 08 do Manual da Igreja que é: “Procedimento desordenado que traga opróbrio à igreja.”

PERGUNTA PARA REFLEÇÃO:

a)    Como ficaria este casal, na igreja, ou quais sentimentos eles teriam, quando eles fossem convidados a participarem do segundo casamento na Igreja?

b)    O que poderiam pensar os jovens, que tem lutado para se manterem puros até o casamento, quando participarem da segunda celebração?  Penso que os jovens concluiriam: a) Ser puro não é tão importante assim. Posso fazer a fornicação e depois, é só me batizar novamente e eu poderei celebrar meu casamento, na igreja e receber a benção de Deus aqui na igreja.

c)     Você percebe alguma consequência para o segundo caso?
Novamente menciono, não confunda perdão com consequência. Eu aqui estou falando de consequência e não de perdão. Para mim a Bíblia é clara quanto ao perdão e a consequência, a saber: 1) Perdão – Deus deu o perdão sim a: a) Adão e Eva, b) Moisés, c) Davi e outros. 2) Consequência – Deus não tirou as consequências dos erros perdoados, a saber: a) Adão e Eva, mesmo perdoados, tiveram que sair do Paraiso, b) Moises, mesmo perdoado por ter ferido a Pedra/Rocha, não pode entrar na terra prometida, c) Davi, mesmo tendo sido perdoado pelo assassinato e adultério que cometeu, não pôde construir o templo.

INTERESSANTE É QUE TEMOS ESCRITO EM MALAQUIAS 03: 6 Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.

QUE SIGAMOS O MODELO DADO POR NOSSO DEUS, POIS, O QUE ERA CORRETO, SEGUNDO A VONTADE DE DEUS NO PASSADO, CERTAMENTE SERÁ CORRETO NA ATUALIDADE.

OUTRA ABORDAGEM SOBRE JUGO DESIGUAL

Quando, no nosso dia a dia, nos propomos a fazer um bolo, nos estabelecemos uma regra, mesmo que ela não seja escrita, de que seguiremos ou praticaremos uma receita para que o resultado seja aquele planejado. Não dá para se idealizar um bolo de ameixas e esperar que o resultado seja um saboroso bolo de abacaxi.

Na questão doutrinária da Igreja Adventista do Sétimo Dia, podemos dizer que temos o mesmo princípio, pois, a orientação/receita dada por Deus, é clara e simples, a saber:

Isaías 28: 10 Pois é preceito sobre preceito, preceito sobre preceito; regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali. ... 13 Assim pois a palavra do Senhor lhes será preceito sobre preceito, preceito sobre preceito; regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e fiquem quebrantados, enlaçados, e presos.

Portanto, o que pretendemos com este estudo, é apresentar o assim diz o Senhor, sobre a questão do JUGO DESIGUAL.

Será como a confecção de um lindo e saboroso bolo, pois, coletaremos informações de grandioso valor, bem como citações de livros aceitos, pela igreja, portanto, as citações, as expressões, e os conceitos ensinados e estabelecidos para a igreja Adventista do Sétimo Dia mundial.

NO LIVRO NISTO CREMOS, PÁG. 390 LEMOS:

“Referindo-se ao relacionamento que mantém com Seu povo, Deus pergunta: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?.” Amós 3:3.

Essa questão também é apropriada em relação àqueles que deverão tornar-se uma só carne. Deus instruiu os israelitas a não estabelecerem vínculos de matrimônio com pessoas das nações vizinhas, “pois elas fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses” (Deuteronômio. 7:4; cf. Jos. 23:11-13).
Justamente quando o povo israelita passou a ignorar essas instruções, defrontaram-se com desastrosas consequências (Juízes. 14-16; I Reis 11:1-10; Esdras. 9 e 10). Será que Hoje, poderíamos aprender com as referencias citadas pela Bíblia, para não incorrermos nos mesmos erros?

(No Novo Testamento) Paulo reiterou esse princípio em termos bastante amplos: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente” (II Cor. 6:14-16; cf. versos 17 e 18).

“AS ESCRITURAS QUEREM DIZER CLARAMENTE QUE OS CRENTES DEVERIAM CASAR-SE APENAS COM PESSOAS IGUALMENTE CRENTES.” (GRIFO NOSSO)
PERGUNTA: QUANDO OU QUAL SERIA O MELHOR MOMENTO, PARA A IGREJA, MANIFESTAR, A SUA TOTAL DESAPROVAÇÃO, PARA UM RELACIONAMENTO, TIPICAMENTE CARACTERIZADO, PELA IDEIA BÍBLICA DE JUGO DESIGUAL?

Pensamentos existentes na igreja, na hodiernamente, quanto a esta questão:

a)    Alguns acham que nunca deveríamos dar qualquer disciplina, neste tipo de relacionamento, pois, cada pessoa é livre para fazer as suas próprias escolhas, e ninguém, nem mesmo a igreja, tem o direito de interferir, nesta escolha, que é muito pessoal quanto ou casamento. Pois, quando isto acontece, a parte não Adventista, acaba tendo motivo para se afastar de vez da igreja.

b)    Outros já pensam que a disciplina, já é aplicada, durante o namoro, pois, a Igreja, ao não permitir, que o membro adventista, exerça/execute qualquer cargo ou atividade pública de destaque na igreja, este ato, já é a disciplina, que a igreja está adotando.

c)    Que a disciplina deva ser aplicada imediatamente após a celebração matrimonial. Passado a disciplina, não se toca mais no assunto.
Diante de todas as ponderações mencionadas, sobre a questão do JUGO DESIGUAL, procuraremos responder ou aclarar esta questão, ponderando, de forma bem equilibrada, para que o resultado seja a apresentação do pensamento da igreja sobre esta questão.

Vejamos agora, qual é o conceito que está estabelecido no capítulo sobre: MATRIMÔNIO E FAMÍLIA, do livro NISTO CREMOS, a saber:

1)    A posição defendida no livro NISTO CREMOS, é uma posição adotada pela igreja Adventista do Sétimo Dia, em todo o mundo, por ser esta, uma posição biblica e claramente correta.

2)    E sabermos, que a mesma posição, é adotada, e também defendida, por muitas denominações religiosas cristãs, a saber:  a não celebração do casamento, quando existe jugo desigual.

O livro NISTO CREMOS, que procura dar a razão bíblica da fé Adventista, declara: nítida e claramente que:  “AS ESCRITURAS QUEREM DIZER CLARAMENTE QUE OS CRENTES DEVERIAM CASAR-SE APENAS COM PESSOAS IGUALMENTE CRENTES.” Idem.

Muito embora a igreja apresente outras possibilidades quanto a este conceito, a saber: A) idades muito diferentes, B) nível social muito diferente, C) escolaridade muito diferente, D) ideais de vida muito diferentes, e OUTROS. A declaração do livro NISTO CREMOS, estabelece uma posição clara de que, o membro Adventista, que ignorar as orientações exaladas na Bíblia, realiza com seu ato, grave transgressão dos princípios, e das orientações da Bíblia, e também dos princípios ensinados e seguidos, por todos os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, tornando-se assim, por este inamovível e obstinado proceder, passivo de disciplina.

Mas... em que momento, de um relacionamento denominado de JUGO DESIGUAL, seria o mais correto  ou adequado aplicar a disciplina?

Veja como o livro NISTO CREMOS, na pág. 388 se posiciona quanto a questão em tela:

“As Escrituras descrevem o casamento como um ato decisivo, tanto de separação quanto de união: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gên. 2:24).
Esta citação estabelece um princípio interessantíssimo, pois, estabelece que no momento da união definitiva ou do casamento no cartório, COMO UM ATO DECISIVO, para que se defina ou se revele de forma inquestionável e irreversível, a situação do relacionamento denominado JUGO DESIGUAL.

Isto porque, é no ato onde se celebra o casamento no Cartório civil, que o membro Adventista, define, para a igreja e sociedade, seu passo decisivo e definitivo, de se colocar na situação definitiva da qual a Bíblia não aprova, pois, seu relacionamento fica inquestinávelmente definido, como JUGO DESIGUAL, então, por inferência textual, é também neste momento, o do casamento, que a igreja deve manifestar sua desaprovação pública, pelo ato decisivo, realizado por um de seus membros.

EM OUTRAS PALAVRAS, O MOMENTO CERTO DE SE APLICAR UMA DISCIPLINA, É LOGO APÓS O CASAMENTO DO MEMBRO NO CIVIL.

Mas alguém pode perguntar: “Mas se durante o período de namoro, o membro não participou de nenhuma atividade pública na igreja, então, ele estava em disciplina. Então, porque dar outra disciplina ao membro?”
Esta é uma questão bastante interessante e muitos membros da igreja, muitas vezes, não consegue compreender, por isso, procurarei ser bastante objetivo, a saber:

Um membro, só está em disciplina, quando a disciplina é votada publicamente, pela igreja. O Manual da Igreja diz:

Quando se tratar de pecados graves, devem ser tomadas medidas disciplinares.
Isto pode ser feito de duas maneiras:

1. Por voto de censura.
2. Por um voto de remoção do rol de membros da igreja.

Poderá haver casos em que a igreja não considere a ofensa de gravidade suficiente para justificar a medida extrema de remoção do membro faltoso, mas suficientemente séria para merecer uma expressão de desaprovação.

Essa desaprovação pode ser manifestada por um voto de censura.
A censura tem dois propósitos:

1. Permitir à igreja o pronunciamento de sua desaprovação de uma ofensa grave que trouxe desonra para a causa de Deus.
2. Impressionar o ofensor com a necessidade de corrigir sua vida e reformar seu procedimento; bem como proporcionar-lhe um período de graça e prova durante o qual possa dar esses passos.

a)    Portanto, quando um membro, passa a manter um jugo desigual, o que existe na realidade, entre ele e a igreja, é um ACORDO DE CAVALHEIROS.

Segundo o dicionário ACORDO DE CAVALHEIROS é um “ENTENDIMENTO OU ACORDO EM QUE AS PARTES, CORDIALMENTE, DISPENSAM FORMALIDADES LEGAIS, GARANTINDO-SE PELA PALAVRA EMPENHADA.”  Em realidade, deve existir entre o membro e a igreja, neste momento, e nesta questão, um respeito que é compartilhado, por ambas as partes, a alguns princípios social e bíblico, a saber:

BÍBLICO – A Igreja respeita a liberdade de escolha de seus membros, ao fazerem uso de seu LIVRE ARBÍTRIO. Segundo o Livro Nisto Cremos, pág. 11, no capítulo: Crenças Fundamentas da IASD declara:
“7. A Natureza do Homem - O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus, com individualidade, poder e liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e espírito, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, eles negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus.”

Reforçando esta ideia encontramos: “A Escritura Reconhece o Livre-Arbítrio do Homem - Quando examinamos a Palavra de Deus, anjos estão ao nosso lado, fazendo incidir brilhantes raios de luz sobre suas páginas sagradas. As Escrituras falam ao homem como tendo ele poder de escolha entre o certo e o errado; falam-lhe em advertências, em repreensão, em súplica, em animação. A mente tem de exercitar-se nas solenes verdades da Palavra de Deus, ou do contrário se enfraquecerá. ... Temos de examinar por nós mesmos e saber as razões de nossa fé, comparando passagem com passagem. Tomai a Bíblia, e de joelhos suplicai a Deus que vos ilumine a mente.” Mente, Caráter e Personalidade, pág. 92

Mesmo que ele (o membro) escolha uma pessoa, fora da sua fé, a igreja vai respeitar esta liberdade dada pelo Criador, mas somente, até o momento em que o relacionamento, se tornar um ATO DECISIVO.  Ou quando o membro venha a se casar com esta pessoa.

SOCIAL - O membro respeita as doutrinas da igreja, não participando de forma pública em atividades realizada pela igreja. Com isso ele mantém um bom relacionamento social com a igreja, e pode, se desejar, convidando e participando, junto com o não da fé, dos cultos e reuniões regulares da igreja.
Neste momento, creio que uma boa abordagem, para esclarecimento, ao não da fé, de como são os princípios da igreja, o membro pode, quando achar mais conveniente, dizer: que por se interessar por ele ou ela, o membro Adventista, optou em não cantar, orar, etc. Com isso, o Adventista está demostrando a seriedade que ele está dando para aquele relacionamento.

Este tipo de abordagem, é bem melhor do que falar para o não da fé, que a igreja está proibindo ele de fazer um monte de coisa que ele era acostumado a fazer, e que agora, a igreja o está proibindo.
Quando um não da fé ouve tal afirmação, imediatamente, passa a ter raiva da igreja, pois, a igreja está atrapalhando ou prejudicando uma pessoa boa, e que não merece ou não haveria nenhum sentido, a igreja agir assim com ele.

Só que o não da fé não conhece os princípios Bíblicos seguidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, portanto, creio que seja responsabilidade, do membro Adventista, passar uma ideia pró ativa, e não reacionária, ao não da fé, em relação aos princípios e doutrinas, praticados pelos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

COMO NOS CONTA A BÍBLIA O SURGIMENTO DO JUGO DESIGUAL?

1.)    Que espécie de namoro e casamento foi, depois da entrada do pecado, estabelecido pela vontade humana, e que produziu GRANDE mal a humanidade?
“E aconteceu que, como os HOMENS se começaram a multiplicar sobre a terra, e lhes nasceram filhas; viram os FILHOS DE DEUS (os que seguiam a vontade de Deus) que as filhas dos homens (os que NÃO seguiam a vontade de Deus) eram formosas; e TOMARAM PARA SI MULHERES de todas as que escolheram”. Gêneses 6:1, 2.

Aqui vemos que não só houve poligamia, que em si só, já é um grande mal, mas vemos também, que OS FILHOS DE DEUS, ou os que cumpriam a vontade ordenada por Deus, que neste caso, eram os descendentes de Sete, casaram-se com as filhas dos homens, as quais eram descendentes de Caím, que é aquele que entregou seu coração as vontades de Satanás, praticando somente a IDOLATRIA. Com esta relação ou casamentos NÃO aprovados por Deus, corrompeu-se a semente pura e perfeita, plantada por Deus, no jardim do Éden, e é claro que tal relação não foi, e nem é aprovada por Deus”.

2.)    Como podemos saber que Deus não aprovou aquelas uniões matrimoniais?

O capítulo 6 de Gêneses conta a insatisfação de Deus, o que ELE fez quando os homens passaram a praticar um casamento que ELE NÃO APROVAVA.

GÊNESIS 6:1 Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, 2 viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. 3 Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos. 4 Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade. 5 Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. 6 Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração 7 E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito. 8 Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. 9 Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em suas gerações, e andava com Deus. 10 Gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé. 11 A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência. 12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. 13 Então disse Deus a Noé: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a terra. 14 Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: farás compartimentos na arca, e a revestirás de betume por dentro e por fora. 15 Desta maneira a farás: o comprimento da arca será de trezentos côvados, a sua largura de cinqüenta e a sua altura de trinta. 16 Farás na arca uma janela e lhe darás um côvado de altura; e a porta da arca porás no seu lado; fá-la-ás com andares, baixo, segundo e terceiro. 17 Porque eis que eu trago o dilúvio sobre a terra, para destruir, de debaixo do céu, toda a carne em que há espírito de vida; tudo o que há na terra expirará. 18 Mas contigo estabelecerei o meu pacto; entrarás na arca, tu e contigo teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos. 19 De tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão. 20 Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida. 21 Leva contigo de tudo o que se come, e ajunta-o para ti; e te será para alimento, a ti e a eles. 22 Assim fez Noé; segundo tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.

3.)    Que cuidados ou restrições, depois do dilúvio, pôs Deus, para restringir o casamento do homem com pessoas idolatras?

“Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, CONTANTO QUE SE CASEM NA FAMÍLIA DA TRIBO DE SEU PAI”. Números 36:6.
Aqui, Deus deixa bem claro que tem que pertencer á mesma família. Portanto, fica fácil de entender que hoje, Deus aconselha que, o casamento deve ocorrer na mesma família da fé, ou entre pessoas que tem o mesmo princípio Cristão, ou que pertençam a mesma denominação ou família Cristã.

4.)    Que ordem RESTRITIVA e clara, foi dada, por Deus, ao Seu povo escolhido, em especial aos pais, quanto ao casamento com pagãs que entre eles habitavam, e por quê?
“Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; pois FARIAM DESVIAR TEUS FILHOS DE MIM, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se ascenderia contra vós, e depressa vos consumiria”. Deuteronômio 7:3, 4. (Como lemos em Gêneses capítulo 6, casamento com pessoas pagãs, foi o erro cometido pelo professo povo de Deus, na época de Noé, e que desencadeou o envio do dilúvio por parte de Deus. Agora, Deus orientando Seu povo, para que nós não cometamos o mesmo erro).

5.)    Com que palavras Jesus Cristo RECONHECEU que o matrimônio era uma instituição Divina?
“Assim não mais dois, mas uma só carne. PORTANTO O QUE DEUS AJUNTOU NÃO SEPARE O HOMEM”. Mateus 19:6.
(Deus celebrou o primeiro casamento. Assim a instituição tem como seu originador o Criador do Universo).

6.)    Como acabamos de ler, Jesus reconheceu o matrimônio, como algo legítimo. Que instrução quanto ao casamento, encontramos no Novo Testamento, que só vem ratificar ou reforçar, a ideia de desaprovação, da parte de Deus, para um casamento de um crente com um descrente?

“NÃO VOS PRENDAIS A UM JUGO DESIGUAL COM OS INFIÉIS; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou QUE PARTE TEM O FIEL COM O INFIEL? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque sóis o templo do Deus vivente”. II Coríntios 6:14-16.

Por esta declaração fica proibido por Deus toda e qualquer relação comprometedora de seus filhos com infiéis.

7.)    Por quanto tempo o matrimônio UNE as partes contraentes?
“Porque a mulher (ou o homem) que está sujeita ao marido (a sua esposa), ENQUANTO ELE (ELA) VIVER, está-lhe ligada pela lei”. Romanos 7:2 e
 “A mulher está ligada enquanto o marido vive; mas se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, CONTANTO QUE SEJA NO SENHOR”. I Coríntios 7:39

8.)    Qual é a ÚNICA circunstância reconhecida por Cristo para a dissolução da relação matrimonial?
“Qualquer que repudiar sua mulher (ou seu esposo), NÃO SENDO POR PROSTITUIÇÃO (ADULTÉRIO), e casar com outra (o), comete adultério”. Mateus 19:09.

9.)    Algumas pessoas pensam que hoje, DEUS possui uma visão diferente da que Ele possuía no passado, seria isto verdade?
“Pois eu, O SENHOR, NÃO MUDO; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”. Malaquias 3:6.

10) Como é comparado aquele(a) que ouve os conselhos de Deus em Sua palavra?
“Todo aquele, pois, que OUVE estas minhas palavras e AS PÕE EM PRÁTICA, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha?”. Mateus 7:24.

11) Como é comparado aquele(a) que NÃO OUVE os conselhos de Deus em Sua palavra?
“Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e NÃO AS PÕE EM PRATICA, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia”. Mateus 7:26.

Ao ler este material, o que você decidirá fazer doravante?
Cumprir a vontade de Deus, ou seguir a vontade de seu coração?
Espero que você escolha definitivamente a vida eterna.
Espero que você faça a melhor de todas as escolhas.
ESPERO QUE CUMPRAS A VONTADE DE DEUS.




Artigo Enviado pelo Pr. Evelson Silva - Associação Paulista do Vale
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pensamentos do Espírito de Profecia (82) - Felicidade no Serviço Abnegado!


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Lembrai-vos, porém, de que não encontrareis a felicidade encerrando-vos em vós mesmos, satisfeitos com entornar toda a vossa afeição um sobre o outro. Aproveitai toda oportunidade de contribuir para a felicidade dos que vos rodeiam. Lembrai-vos de que a verdadeira alegria só se encontra no serviço desinteressado. A longanimidade e a abnegação assinalam as palavras e atos de todos quantos vivem vida nova em Cristo. Ao procurardes viver Sua vida, lutando por vencer o próprio eu e o egoísmo, e ajudar os outros em suas necessidades, alcançareis uma vitória após outra. Assim, vossa influência abençoará o mundo. Homens e mulheres podem atingir o ideal de Deus a seu respeito, se tomarem a Cristo como seu ajudador. O que a sabedoria humana não pode fazer, Sua graça realizará pelos que a Ele se entregarem em amorosa confiança. Sua providência pode unir corações com laços de origem celestial. O amor não será mera troca de suaves e lisonjeiras palavras. O tear do Céu tece com trama e urdidura mais fina, porém mais firme, do que se pode tecer nos teares da Terra. O resultado não é um tecido débil, mas sim capaz de resistir a fadigas e provas. Coração unir-se-á a coração nos áureos vínculos de um amor que é perdurável. A Ciência do Bom Viver, Pág. 382.




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do falecido pastor Silvio Silveira e casado com Areli Silveira.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dicas para o trabalho missionário através do exemplo de Cristo


OBJETIVOS

1.Aprender com o exemplo de Cristo
“Unicamente os Métodos de Cristo Trarão Verdadeiro Êxito no Aproximar-se do Povo.” C.B.V. p.143.
2. Por quê e como Aplicar os Métodos Cristo Hoje
“O Salvador misturava-se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: Segue-me.” C.B.V. p.120.

O EXEMPLO DE CRISTO
  • Misturou-se com os Homens Desejando-lhes o Bem.
  • Demonstrou Simpatia por eles.
  • Atendeu Suas Necessidades.
  • Ganhou Sua Confiança.
  • Convidou-os Para Segui-Lo.
  • Prometeu Fazê-los “Pescadores de Homens.”

COMO CRISTO CONQUISTAVA AS PESSOAS?

1. Cristo ia ao Encontro das Pessoas
  • Aproximava-se do coração do povo.
  • Procurava-os nas Ruas Públicas.
  • Nas Casas Particulares.
  • Nos Barcos.
  • Na Sinagoga.
  • Às Margens do Lago.
  • Nas Festas Nupciais.
  • Ia-lhes ao encontro em suas ocupações diárias.
  • Manifestava interesse em seus negócios seculares.
  • Levava suas instruções às famílias... Serviço Cristão. 119
2. Cristo Atendia as Necessidades das Pessoas
  • Tão Cheia de Simpatia e Amor era a sua atitude...
  • Era Bom para Com todos...
  • Ia de Casa em Casa:
  • Curando os Enfermos (Alimentando os Famintos;Confortando os que choravam;Aliviando os Aflitos; Falando de paz aos angustiados;Tomava as criancinhas nos braços e as abençoava; Falava palavras de Esperança e conforto... Medicina e Salvação, 19).
3. Revelava Amor e Compaixão
“Cristo Fazia Preceder a Sua Mensagem por Atos de Amor e Beneficência.” Serviço Cristão, 113.
“Não Considerava ninguém Indigno.” Serviço Cristão, 120.
“Seu Amor puro e santo, abençoava a todos os que estivessem dentro de sua esfera de Influência.” Medicina e Salvação, 20.
4. Convidava Para Seguí-lo
“Jesus Via em Cada alma alguém a quem devia ser feito o chamado para o Seu Reino.” SC, 119.

SEGUIR OS MÉTODOS DE CRISTO
“Deus tem retido suas bênçãos porque Seu povo não tem trabalhado em harmonia com Seus Métodos.” Testimonies, VII, 18.

"Se seguirmos o exemplo de Cristo em fazer o bem, os corações nos estarão abertos, como estiveram para Ele.” Serviço Cristão, 120.
Envolvimento Pessoal
"A obra de Cristo compôs-se em grande parte de conversas individuais". SC, 116.
"Jesus Punha-se em Contato com aqueles a quem desejava atrair". SC, 117.
"A Poderosa Simpatia Pessoal que dEle emanava, conquistava os corações". SC, 119.
Necessidade do Envolvimento pessoal
"Um dos meios mais eficazes de comunicar a luz é o trabalho particular, pessoal". SC, 118.
"Atraí os que se encontram ao redor de vós mediante o trabalho pessoal". SC, 118.
"De importância igual às conferências  públicas especiais é o trabalho de casa em casa nos lares do povo". SC, 113.“A influência pessoal é um poder.” SC, 119.
“Devemos aproximar-nos dos homens individualmente com simpatia semelhante à de Cristo.”    SC, 117.
“Muitos há a espera de que alguém se lhes dirija pessoalmente.” SC, 118 .
“Visitai vossos vizinhos numa maneira amigável, e relacionai-vos com eles.” SC, 115.
“...o trabalho pessoal feito por cada indivíduo, o interesse manifestado pelos amigos e vizinhos, pode realizar muito mais do que se possa avaliar.” SC, 121.
“É por falta dessa espécie de trabalho que estão perecendo muitas almas por quem Cristo Morreu.”SC, 121.
Trabalho em Duplas
“Chamado os doze para junto de si, Jesus ordenou-lhes que fossem de dois em dois pelas cidades e aldeias.”  SC, 128.
“Da Mesma Maneira Ele enviou posteriormente os setenta.” DTN, 332.
“Nenhum foi mandado sozinho, mas irmão em companhia de irmão, amigo ao lado de amigo.”  SC, 128.
Necessidade do Trabalho em Duplas
“... orando um com o outro.”
“... a força de um suprindo a fraqueza do outro.” SC, 128.
“Era Desígnio do Salvador que os mensageiros do Evangelho assim se associassem.” DTN, 332.
“Teria Muito mais êxito a obra evangélica em nossos dias, fosse esse exemplo mais estritamente seguido.” DTN, 332.
O Que as Duplas Devem Fazer
“Irmãos e irmãs, visitai aqueles que residem próximo de vós, e com simpatia e bondade procurai cativar-lhes o coração”. SC, 115.
“Ajudando onde for necessário o auxílio”. SC, 113.
“Simpatizai com eles, orai com eles, espreitai as oportunidades de os beneficiar, e segundo vos for possível, reuni alguns deles e abri a Palavra de Deus perante suas mentes em trevas”. SC. 116.
“Não precisam insistir em assuntos doutrinários; falem da obra e sacrifício de Cristo”. SC. 116.
“Falai, orai, cantai acerca de Cristo Crucificado, e isso comoverá e cativará corações.” SC. 130.
“Dizei-lhes como encontrastes Jesus, e como tendes sido abençoados desde que vos pusestes ao Seu serviço.” SC. 124.
“Falai-lhes da alegria, do gozo que existe na vida cristã”. SC 124.
“Podereis assim, conquistar-lhes o coração.”    SC. 128.
“Anjos de Deus vos acompanham às moradas daqueles a quem visitais”. SC. 118.
“Estou Convosco todos os Dias, é Sua Promessa.” SC. 114.  

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domingo, 13 de maio de 2012

O ninho vazio!


A casa está vazia; estou sentada, sozinha,
Meu ninho está frio, voaram minhas avezinhas...

Será que as mamães aves também sentaram-se e choraram,
Porque seus bebês avezinhas cresceram e voaram?

Será que se lembraram, em sonhos de vários matizes:
Dos passados dias em que, com o ninho repleto, eram felizes?

Será que sentem saudades dos filhotes que partiram?
Será que a saudade tornou vida delas um constante martírio?

Mas, reparem, as mamães pássaros continuam cantando!
Aceitam que Deus deu asas a seus filhotes e por isso estão voando.

Assim, eu também, posso cantar e ser feliz hoje,
Embora meus “filhinhos” estejam longe, muito longe.

O Senhor deu a todos o direito de crescer, voar e construir seu ninho,
Por isso mãe seja feliz ao ver seu filho, longe ou perto, caminhar sozinho.


FELIZ DIAS DAS MÃES!
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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Descatastrofizando a vida

Você já reparou que há pessoas que fazem da vida uma catástrofe? Quantas pessoas você conhece que só veem o lado negativo das coisas, das pessoas, dos fatos? Quantas pessoas você conhece que fazem tempestade num copo d’água? Você conhece pessoas para quem fazer qualquer coisa é sempre muito difícil, complicado, quase impossível? Já reparou que existem pessoas que veem catástrofe em tudo?

Conheço pessoas que nunca receberam amigos em suas casas porque aqueles que não foram convidados poderão se sentir magoados e isso causará um grande problema. Conheço pessoas que não programam nada ao ar livre porque com certeza choverá nesse dia e tudo ficará muito complicado. Conheço pessoas que veem defeitos em tudo e quando se lhes pede ajuda estão sempre ocupadas e se negam a participar. Conheço pessoas que ao programarem uma viagem só pensam nos problemas que poderão ocorrer e nunca nos prazeres que poderão ter. Garanto que você, leitor, também conhece pessoas assim.

É preciso fazer um grande esforço para “descatastrofizar” a vida! É preciso mudar o hábito de só pensar nos possíveis problemas, nas dificuldades, no que não iremos gostar naquela festa, nas pessoas chatas que iremos encontrar, nos “nãos” que irão nos dizer, nas oportunidades que iremos perder, enfim, nas catástrofes que poderão ocorrer.

Em relação ao Brasil, à nossa empresa, à nossa família, a nós mesmos é preciso descatastrofizar. O Brasil não dará certo! Nossa empresa irá enfrentar muitas dificuldades. Nossos filhos não serão sucesso. Eu não consigo acertar, etc, etc. parece ser o que mais ouvimos e o que é pior, o que mais falamos. É claro que não devemos ser ingênuos a ponto de não querer ver que as coisas poderão não dar certo, mas não devemos viver pensando só no lado negativo. Quando nossa mente está mais voltada para as possibilidades, para o que pode dar certo e o que poderá ser bom, teremos mais chances de usar nossa energia na direção de fazer as coisas acontecerem positivamente. Nossos modelos mentais afetam nossa forma de ver a realidade e de agir. Acredite! É preciso descatastrofizar a vida.

Pense nisso. Sucesso!

PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 
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Pensamentos do Espírito de Profecia (81) - O Salvador Sofre Quando Lhe Rejeitamos o Amor!

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpg "Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam." João 1:11. "Perante eles a multidão com Jesus em Sua entrada triunfal, descortinava-se a cidade de Jerusalém, com o templo de alvo mármore, banhado de glória pelos raios do sol poente. É um quadro de beleza insuperável, e a ele bem se poderiam aplicar as palavras do profeta: "Serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus." Isa. 62:3. Diante da arrebatadora cena, a multidão com renovado fervor se une em brados de aclamação jubilosa. Supõem que Cristo esteja agora para assumir o trono de Davi e reinar como príncipe temporal. Seus olhos se voltam para ver como Ele reage diante da impressiva cena. Mas eis que o Filho do homem está em lágrimas! Ao repousarem os olhos de Cristo sobre o templo, prestes a ser desolado, e seu véu rasgado quando o ato final dos judeus Lhe consumaria a morte, Ele chora sobre a desobediente cidade. Dentro de poucas horas o Redentor do mundo seria preso por mãos ímpias, e crucificado. Não a nação romana, não os gentios, mas o povo pelo qual tanto fizera e de quem esperara tanto, seria Seu homicida. Não mais se ouviria na cidade a graça que traz salvação. Essa era a causa da intensa tristeza do Salvador. As ternas lágrimas que Ele derramou sobre Jerusalém foram as últimas lágrimas do amor rejeitado. A vibrante multidão não podia compreender a causa da tristeza do Salvador. Não sabiam que as iniqüidades de Israel estavam trazendo sobre ela suas calamidades finais. Mas uma misteriosa reverência cai sobre a procissão e em certo sentido lhe acalma o entusiasmo. Muitos, naquele ajuntamento, trazem no próprio corpo a evidência de que o poder divino está entre eles, e cada um tem uma história para contar acerca das misericordiosas obras de Cristo. A narração daquelas maravilhosas obras aumenta o fervor de seus sentimentos até alcançar uma intensidade indescritível. Os discípulos e o povo se unem em cânticos de louvor. Então chegam a Ele os príncipes e sacerdotes, pedindo-Lhe que silencie essas aclamações. "Mestre, repreende os Teus discípulos!" dizem eles. Cristo lhes responde: "Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão." Luc. 19:39 e 40. Cristo viera à Terra para revelar os princípios do reino do Céu. Seu caráter como Salvador e doador da vida havia sido demonstrado bem pouco tempo antes, junto ao sepulcro de Lázaro, mas em seu orgulho os judeus rejeitaram Aquele que era poderoso e portador da salvação. Quão diferente seria a atitude de Cristo, tivessem os príncipes e sacerdotes sido fiéis ao depósito a eles confiado!" Cristo Triunfante, Pág. 254




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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terça-feira, 1 de maio de 2012

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: Decápolis

Como o nome já declara, é um grupo de dez cidades helenísticas, situando-se quase todas (com excepção de uma) na Transjordânia. A excepção é Citópolis (VT, Bete-Seã), que ficava na extremidade oriental da Planície de Esdraelom, num importante cruzamento a oeste do Jordão. Uma vez que estas cidades eram compostas principalmente por populações helenísticas, Pompeu, em 63 BC, tornou-as cidades livres, subordinadas ao emissário da Síria. Ele provavelmente quis promover o processo de helenização destas cidades e, por isso, impediu que elas fossem tomadas pelos judeus.

As cidades administravam os seus próprios negócios e cunhavam as suas próprias moedas, que datavam de acordo com tempo por elas estabelecido. Foram registadas por Plínio (História Natural, v. 18) como sendo: Damasco, Filadélfia (VT, Rabate-Amom), Rafana, Citópolis (VT, Bete-Seã), Gadara, Hipos, Diom, Pela, Gerasa e Quanata. Os Evangelhos mencionam Decápolis várias vezes. Muitas pessoas de Decápolis seguiram Jesus (Mt 4:25); o homem que foi libertado dos demônios contou a sua história em Decápolis (Mc 5:20) e Cristo passou uma vez por esta área.
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domingo, 22 de abril de 2012

Quem são os Anjos?

Certo "evangelista havia batizado uma mulher cujo marido estava muito irado porque sua esposa se tornara adventista. Ele jurara que mataria o evangelista na primeira reunião de oração – ele sabia o costume, como após o hino todos se ajoelhavam em oração, tendo a cabeça baixa e os olhos fechados. O pregador estaria bem à frente. Seria fácil avançar depressa e cortar-lhe a cabeça.

"Assim, na reunião de oração daquela noite o homem se postou do lado de fora do salão onde a reunião tinha lugar. Na mão ele tinha uma faca, bem afiada e pronta para entrar em ação. Quando os irmãos se ajoelharam, ele avançou silenciosamente. Todas as cabeças estavam baixadas. Ninguém o pressentia. Então subitamente ele deixou cair a faca e saiu correndo. Mais tarde contou por quê. Disse que ao aproximar-se do evangelista de joelhos, um anjo de asas estendidas o olhou fixamente. Aterrado, deixou cair a faca e fugiu." (Meditações Matinais, 1972, p. 167).

– Salmos 34:7 – Mas quem são os anjos?

I – OS ANJOS

A – A Origem dos Anjos
a) Foram criados por Deus: – Sal. 148:2 e 5
b) O fato de serem criaturas está implícito em I Tim. 6:16.
c) O tempo da criação dos anjos é deixado indefinido na Bíblia, apenas sabemos que quando foram lançados os fundamentos da Terra os anjos já existiam: – Jó 38:4.7 ("estrela da alva" = anjos, cf. Isa. 14:12)

B – A Natureza dos Anjos
a) São seres criados mas são seres humanos glorificados:
– Mat. 22:30 (nós seremos "como os anjos", e não anjos)
– Gên. 3:22-24 (os anjos já existiam antes da morte de algum homem)
b)São seres espirituais: – Heb. 1:14

C – As Características dos Anjos
a) Possuem grande poder: – Sal. 103:20; Mat. 28:2 (uma pedra de 2m, de diâmetro por 30 cm. de espessura, pesaria cerca de 4 ton.)
b) São mais sábios do que o homem, entretanto não são oniscientes: – Mat. 24:36
c) Locomovem-se rapidamente: – Ezeq. 1:14; 10:20 (Os anjos comparados à luz na locomoção. – 300.000 Km/seg. eqüivalem a 7 voltas ao redor da Terra num abrir e fechar de olhos)
– Dan. 9:21-23 (a oração durou de 3 a 4 minutos)

D – Número e Ordens
a) Número: – Apoc. 5:11
b) Ordens:
1º) Querubins: "mais do que qualquer criatura são destinados para revelar o poder e majestade, a glória de Deus. São especialmente os guardiões do trono de Deus, e embaixadores extraordinários. Servem na obra da reconciliação." – Gên. 3:24; II Reis 19:15; Ezeq. 10:1-20;28: 14-16
2º) Serafins: "parecem estar preocupados com a adoração e santidade. Eles conduzem o céu na adoração a Deus." – Isa. 6:2 e 6
3º) Arcanjos: Esta expressão ocorre duas vezes nas Escrituras:  – I Tess. 4:16; Judas 9
a) Miguel é o único a ser chamado de Arcanjo, e refere-se a Cristo. (Dan. 10:13 e 21; Judas 9; Apoc. 12:7). É usado no sentido de um guerreiro valente contra os inimigos de Israel e poderes do mal.
c)Gabriel, embora não chamado de Arcanjo, é considerado como um Anjo principal ou Mensageiro principal. (Dan. 8:16; 9:21; Luc. 1:19 e 26) Sua tarefa principal parece ser o de mediar e interpretar as revelações divinas. (Os conceitos anteriormente apresentados foram extraídos de: Wilson H. Endruveit. Doutrinas I, pp. 17-19).

II – OS  ANJOS  MAUS

A – A Origem e a Natureza dos Anjos Maus
a) É um grupo de anjos que foi criado por Deus, sendo eles originalmente perfeitos, como os anjos do céu, mas que não guardaram o seu estado original: - Judas 6; Ezeq. 28:14 e 15
b) Eles rebelaram-se contra a vontade de Deus, e, conseqüentemente, foram expulsos do céu: - Apoc. 12:7-9; Isa. 14:12-15

B – A Obra dos Anjos Maus
1º) Transformam-se e se disfarçam: - II Cor. 11:14 e 15
2º) Lutam contra nós : - I Ped. 5: 8; Efés. 6:11 e 12
3º) Enganam: - I Tim. 4:1 (ensinam erros)

III – AS  ATIVIDADES  DOS  ANJOS  BONS

1º) Os anjos ajudam na direção dos negócios das nações (Dan. 10:5 e 6; 10:14).
2º) Eles protegem e acompanham sempre o povo de Deus (Sal. 34: 7; 91:11).
– "Um anjo da guarda é designado a todo seguidor de Cristo. Estes vigias celestiais escudam aos justos do poder maligno." (O Grande Conflito, p. 512).
3º) Eles registram todas as ações humanas (Ecl. 5: 6; Mal. 3:16, etc.)
– "Assim como os traços da fisionomia são reproduzidos com precisão infalível sobre a polida chapa fotográfica, assim o caráter é fielmente delineado nos livros do Céu." (O Grande Conflito, p. 487).
4º) São testemunhas no juízo do Tribunal Celestial (Dan. 7:10). Os anjos acompanharão a Jesus em Sua volta e reunirão os Seus escolhidos (Mat. 24:31).

ILUSTRAÇÃO:

Ellen G. White foi para a Austrália em 1891, onde permaneceu por cerca de 10 anos, dirigindo vários projetos importantes.

De 29 de dezembro de 1893 a 15 de janeiro de 1894 foi realizada a primeira reunião campal na Austrália, em Brighton Beach, um subúrbio de Melbourne. Neste acampamento havia mais de 100 tendas, que abrigavam 511 pessoas. A própria Sra. White declarou não ter visto tão profunda dedicação religiosa e entusiasmo desde as reuniões mileritas de 1843 e 1844.
Porém nem todos apreciaram tanto a reunião campal. Para um grupo de delinqüentes juvenis, que moravam em uma cidade próxima, isto representava uma oportunidade para fazer alguma brincadeira de mau gosto. Eles assaltaram as tendas, jogando pedras nelas e derrubando uma delas. Foram designados alguns estudantes da Escola Bíblica da Austrália para atuarem como guardas, ajudando a controlar os delinqüentes juvenis. Impossibilitados de causar maiores danos, os delinqüentes juvenis decidiram derrubar a tenda da Sra. White sobre ela na próxima noite.

Um dos estudantes voltou à Escola Bíblica e informou os professores a respeito do plano daquela gangue de adolescentes. Os professores por sua vez dirigiram-se ao quartel-general da polícia de Melbourne, solicitando proteção para o acampamento. Foi enviado um alto e robusto policial católico romano irlandês, para guarnecer a tenda da senhora White.

A irmã White muitas vezes enfrentou grande perigo durante a sua vida. De tempos em tempos os anjos protegeram-na de sérias dificuldades. Na maioria das vezes a Sra. White não permitia que as pessoas lhe concedessem proteção policial. Nesta ocasião ela o aceitou apenas para contentá-los.

Após a reunião da noite, ela dirigiu-se para a sua tenda, preparou-se para deitar, orou, e adormeceu em perfeita paz. Ela teria adormecido de igual forma em paz sem a proteção do policial. Mas ali estava o policial guarnecendo a área ao redor da sua tenda. . . Mas a gangue de juvenis jamais apareceu.. . 

Não muito depois da meia-noite, enquanto soprava a brisa noturna, ali estava o policial vigiando ao redor da tenda da Senhora White. Com freqüência ele voltava o seu olhar para a tenda da irmã White, mas esta permanecia em perfeita paz em meio à escuridão. Ele pensou em voltar sua atenção para outra parte do acampamento, porém antes que ele o fizesse divisou um facho de luz subitamente pairar sobre a tenda da senhora White. Gradativamente a luz assumia forma e tornava-se mais distinta. Em meio às trevas daquela noite, ele divisou a figura de um anjo em meio àquela luz que pairava sobre a tenda, que guarnecia a Sra. White. O policial prostrou-se sobre os seus joelhos, e continuou a fitar o anjo por vários minutos, e então ele levantou-se vagarosamente, afastando-se do local. Ele estava decidido que a Senhora White não mais necessitava a sua proteção. Deus aguardava.

De volta ao posto policial de Melbourne, explicou ao seu sargento e aos demais agentes de polícia a razão de ele haver deixado o seu posto. Explicou que a Sra. White tinha maior proteção do que a que ele podia dar. Por estranho que possa parecer, os seus superiores não questionaram a sua história, mas creram nela, e não o enviaram de volta ao acampamento.

O policial irlandês regressou, entretanto, ao acampamento no outro dia. Ele desejava ver a mulher que o anjo guardara, e ouvir o que ela tinha a dizer. Ele acompanhou os serviços daquele dia e dos dias seguintes.
O que ele viu e ouviu sobre a Sra. White não o desapontou. Quanto mais ele ouvia mais interessado ficava, unindo-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Posteriormente ele deixou a carreira policial, e tornou-se um ativo membro leigo, responsável pela conversão de muitos outros. (D.A. Delafield and Gerald Wheeler. Angel Over Her Tent and Other Stories about Ellen G. White, pp. 97-101).

CONCLUSÃO

Na verdade, o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra." (Sal. 34:7).

"Não compreenderemos o que devemos aos cuidados e interposição dos anjos antes que se vejam as providências de Deus à luz da eternidade. Seres celestiais têm tomado parte ativa nos negócios dos homens. Eles têm aparecido em vestes que resplandeciam como o relâmpago; têm vindo como homens, no aspecto de viajantes. Têm aceito hospitalidade nos lares humanos, agido como guias de viajantes nas trevas da noite. Têm obstado aos intentos dos espoliador, e desviado os golpes do destruidor.
"Embora os governadores deste mundo não o saibam, em seus conselhos têm os anjos muitas vezes sido oradores. Olhos humanos os têm visto. Ouvidos humanos têm ouvido seus apelos...

"Todo remido compreenderá o serviço dos anjos em sua própria vida. Que maravilha será entreter conversa com o anjo que foi a sua guarda desde os seus primeiros momentos, que lhe vigiou os passos e cobriu a cabeça no dia de perigo, que com ele esteve no vale da sombra da morte, que assinalou o seu lugar de repouso, que foi o primeiro a saudá-lo na manhã da ressurreição, e dele aprender a história da interposição divina na vida individual, e da cooperação celeste em toda a obra em prol da humanidade." (Educação, pp. 304 e 3051.

Sejamos sempre leais a Deus para termos sempre a proteção e a campanha dos anjos celestiais conosco.

Pr. Albert Timm

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Como ter sucesso duradouro?

Os mais renomados autores sobre gestão empresarial concordam que só pode haver sucesso duradouro para pessoas e empresas quando esse sucesso é alicerçado em valores e princípios elevados.   Esses valores elevados têm como base virtudes que são a marca dos grandes líderes e pessoas de sucesso. Assim falou Peter Drucker e assim nos ensinam Jim Collins, Warren Bennis e tantos outros. Mas quais serão esses valores e essas virtudes que alicerçam o sucesso?

As quatro virtudes cardeais são: Prudência, Justiça, Fortaleza e a Temperança.

Prudência dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o que é certo e deve ser feito e a escolher os meios justos para atingir objetivos. A Justiça é a virtude que nos dá uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido. A Fortaleza ou Força, nos assegura a firmeza nas dificuldades e o domínio da vontade e a constância na procura do bem. A Temperança ou Moderação, nos proporciona o equilíbrio em nossas ações. Pode reparar que os grandes líderes e pessoas de sucesso duradouro pautam sua vida com base nessas virtudes e em outras que são consequências destas.

Há, portanto, além das chamadas cardeais, um conjunto de virtudes que moldam o caráter e nos indicam uma pessoa de sucesso: a paciência, a generosidade, a perseverança, a lealdade, a amizade, a sinceridade, o respeito, a ordem, a paciência, a sobriedade, a gratidão, a empatia, a simplicidade e a humildade. Preste atenção e verá que pessoas de sucesso, em qualquer profissão ou atividade, das mais simples às mais complexas, são aquelas cujos comportamentos são fundamentados em valores e princípios elevados e nas virtudes que descrevemos acima.

E virtude é um hábito. E um hábito se constrói pela repetição. Assim, para  ser paciente é preciso praticar a paciência. Para ser leal é preciso praticar a lealdade. Para ser simples é preciso praticar a simplicidade. Para ser humilde é preciso praticar a humildade e assim por diante.  E Peter Drucker, assim como Jim Collins afirmam que a maior virtude dos grandes líderes empresariais é a humildade, seguida pela gratidão. Pessoas de sucesso sabem que ninguém chega ao pódio sozinho e isso as faz humildes e agradecidas aos que as ajudaram a chegar onde estão.

Faça uma auto avaliação: como está a sua prática das virtudes que levarão você a um sucesso duradouro? Quais são os seus valores?




PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

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Candidatos ao Ministério




Adão: Bom homem, mas com problemas com a esposa. Também houve uma informação de que ele e a esposa se comprazem em caminhar nus pela mata.

Noé: Pastorado anterior de 120 anos, sem obter sequer um converso. Dado a projetos de edificação extravagantes.

Abraão: Embora tenha havido informações sobre prática de troca de esposas, os fatos parecem indicar que nunca dormiu com a esposa de outro homem, mas ele ofereceu compartilhar sua própria esposa com outro homem.

José: Um grande pensador, mas um tanto convencido que acredita em sonhos, pondo-se a interpretá-los. Tem registro de passagem pela prisão.

Moisés: Homem modesto e manso, mas um pobre comunicador, chegando às vezes a gaguejar. Houve ocasiões em que perdeu a paciência e agiu de modo rude. Há quem diga que deixou uma igreja anterior sob acusação de assassinato.

Davi: O líder mais promissor de todos, até que descobrimos um caso que teve com a esposa de um vizinho.

Salomão: Grande pregador, mas nossa casa pastoral não teria espaço para aquelas tantas esposas dele.

Elias: Dado à depressão. Entra em pânico sob pressão.

Eliseu: Há relatos de que morou com uma viúva sozinha, numa igreja anterior.

Oséias: Um pastor terno e amorável, mas nosso pessoal não terá como lidar com a ocupação da esposa.

Débora: Forte líder e parece ser ungida, mas é mulher. . .

Jeremias: Emocionalmente instável, alarmista, negativista, sempre lamentando coisas. Relata-se que fez uma longa viagem para sepultar roupas íntimas às margens de um rio.

Isaías: Reivindica ter visto anjos na igreja. Tem problemas com a linguagem.

Jonas: Recusou o chamado de Deus ao ministério até ser forçado a obedecer, sendo engolido por um grande peixe. Ele nos disse que o peixe mais tarde o vomitou numa praia perto daqui. Deixamos em suspenso.

Amós: Muito atrasado e sem polimento. Com alguma instrução no seminário poderia oferecer alguma promessa, mas se encrenca com pessoas ricas. Poderia adequar-se melhor a congregações mais humildes.

Melquisedeque: Grandes credenciais no atual local de trabalho, mas de onde procede esse sujeito? Não há informação em seu "Currículo" a respeito de ocupações anteriores. Todos os espaços a respeito de seus pais foram deixados em branco e ele se recusa a fornecer a data de nascimento.

João: Diz que é batista, mas definitivamente não se veste como alguém que o seja. Dormia por meses ao ar livre, e emprega um regime alimentar esquisito, além de provocar líderes denominacionais.

Pedro: Muito proletário. Tem um mau temperamento, e soube-se que chegou até a xingar. Teve um "entrevero" com Paulo em Antioquia. Agressivo, mas um grande coração.

Paulo: Líder poderoso, do tipo Alto Executivo, e pregador fascinante. Contudo, tem pouco tato, é implacável com jovens ministros, muito severo e soube-se que prega a noite toda. Também tem problemas nos olhos, o que lhe afeta a visão até para
escrever.

Tiago e João: Pacote vantajoso de pregador; associado que a princípio parecia bom, mas descobriu-se que tinham um problema de ego com respeito a colegas de trabalho e posições. Ameaçaram uma cidade inteira após um insulto. Também sabe-se que tentaram desanimar obreiros que não se dispunham a acompanhá-los.

Timóteo: Muito jovem!

Matusalém: Demasiadamente velho. . . BEM velho mesmo!

Jesus: Tem tido ocasiões de popularidade, mas uma vez sua igreja alcançou 5.000 e ele conseguiu ofender essa gente toda. Daí a igreja diminuiu para doze pessoas. Raramente permanece num só lugar por muito tempo. E, logicamente, há o problema de ser solteiro.

Judas Iscariotes: Suas referências são sólidas. Um grande planejador. Conservador. Tem boas ligações. Sabe como lidar com finanças. Estamos convidandoo para pregar neste sábado. Vemos possibilidades aqui.

CUIDADO COM OS JULGAMENTOS! QUEM QUER VER PAENAS O NEGATIVO SEMPRE VAI ENCONTRAR!

Experimente ver as coisas boas que essas pessoas fizeram pela igreja. Tenhocerteza que encontrarás.
Lembre-se que na medida com que julgardes, também serás julgado.
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