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terça-feira, 15 de março de 2016

''QUE FAREI DE JESUS, CHAMADO CRISTO?''

Quero iniciar com uma pergunta muito importante. É uma pergunta que foi levantada há 2000 anos atrás por um famoso governador. Ele fez a pergunta para a ocasião, e de acordo com as circunstâncias do momento. Entretanto, não sabia que estava fazendo a pergunta mais solene de toda a sua vida. Esta também é a pergunta mais solene que você terá de enfrentar enquanto você viver, em todos os dias de sua vida. Sabe qual é a pergunta?

Mateus 27:22: "Que farei então, de Jesus, chamado Cristo?"

Aqui temos a mais solene pergunta feita por Pilatos, governador romano. Pilatos tinha que fazer a decisão final quanto ao destino de Jesus. E ele não sabia o que fazer. Jesus tinha sido julgado pelo tribunal judaico que O condenara por blasfêmia; tinha sido levado perante Anás e Caifás, Herodes, e agora conduzido apressadamente a Pilatos, na madrugada daquela 6a feira do ano 31 de nossa era cristã.

E como Pilatos não sabia o que fazer, consultou a multidão, fazendo a mais solene pergunta: ''Que farei de Jesus, chamado Cristo?'' Ao pronunciar tais palavras (que se constituem na pergunta mais importante que já pode ser formulada), Pilatos fez uma interrogação universal que todo o indivíduo terá de enfrentar: – É uma pergunta pessoal, de cada indivíduo. – É uma pergunta inescapável: ninguém pode ser neutro, todos terão de enfrentá-la, todos terão de responder a esta importante e solene pergunta: ''Que farei de Jesus, chamado Cristo?''


I - COMO PILATOS RESPONDEU À SUA PRÓPRIA PERGUNTA


Pilatos cometeu 3 injustiças:

1- Pilatos libertou a um criminoso. Entre libertar um justo e um criminoso, ele escolheu libertar a um criminoso. Barrabás era o preferido da multidão, e Pilatos achou melhor seguir à multidão. O escolhido não foi o Salvador; foi um dos mais temidos criminosos.

2- Pilatos mandou açoitar a Jesus. Ele primeiro reconheceu a inculpabilidade de Jesus. V. 23: ''Que mal fez Ele?'' ''Eu não acho nEle crime algum!'' A seguir, mandou açoitar a Jesus Cristo. Como pode fazer isso? Se Jesus não é culpado, como pode Pilatos mandar açoitá-Lo? Os judeus perceberam sua vacilação e insistiram: ''Crucifica a Este, solta-nos Barrabás!''

3- Pilatos entregou a Jesus. Ao entregar Jesus aos líderes judaicos, Pilatos O condenou à morte, e morte de cruz, a pior morte, a morte mais horrenda e vergonhosa. Pilatos nunca mais teve paz de espírito. Não podia mais esquecer o que tinha feito de Jesus Cristo. Isso afetou toda a sua vida, e ele não podia mais mudar o que tinha feito. Bem que a mulher dele o advertira. No ano 39, 8 anos após à crucifixão de Jesus, não podendo mais suportar o remorso que carcomia a sua consciência culpada, ele pôs fim à sua miserável existência.


II – COMO OUTROS HOMENS RESPONDERAM À PERGUNTA


1- JUDAS também não sabia o que fazer de Jesus Cristo.

Judas era um homem de talentos especiais, admirado por muitas pessoas, inclusive pelos outros discípulos.

Ele viveu com Jesus por 3 anos. Ele pôde acompanhar o Salvador em Seus poderosos milagres, e em Suas obras de amor. Ficou convencido de que Ele era realmente o Messias enviado de Deus. Aprendeu muitas lições preciosas proferidas por Jesus. Mas Judas amava ao dinheiro mais do que a Cristo e Suas lições. Ele era avarento e ladrão e não quis se arrepender, não quis fazer de Jesus o seu Salvador.

Então, no final dos 3 anos, ele decidiu o que fazer de Jesus: - ele chamou os líderes judeus e propôs entregá-Lo. Então, traiu a Cristo por 30 míseras moedas de prata. Mas esse dinheiro que tanto desejara não lhe serviu de nada. Após a traição, tocado de remorso, Judas foi procurar os sacerdotes para devolver as moedas, dizendo: ''Pequei, traindo sangue inocente!'' E eles responderam, simplesmente: ''Que nos importa? Isso é contigo!'' Então, Judas jogou as 30 moedas para dentro do santuário, e foi procurar uma árvore para enforcar-se nela. (Mat. 27:3-5).


2- Você sabe o que SAULO fez de Jesus?

Ele perseguia a Jesus na pessoa dos Seus seguidores. Quando ele ia pela estrada de Damasco, a fim de aprisionar ainda outros cristãos daquela cidade, ele se encontrou com Jesus, que lhe apareceu numa radiante luz, e ouviu estas palavras: ''Saulo, Saulo, por que Me persegues?'' (Atos 9:4).

Nesse momento, compreendeu que estava fazendo tudo errado, e se defrontou com a grande questão: ''Que farei agora de Jesus? Pois até aqui, eu vinha perseguindo a esse Jesus, a Quem Deus ressuscitou dos mortos, como Filho de Deus! O que farei agora dEle?''

Mas ele não consultou aos seus companheiros de viagem. Ele consultou ao próprio Jesus, dizendo-Lhe: ''Senhor, o que queres que eu faça?'' (Atos 22:10). Então, o Senhor Jesus Cristo o dirigiu para os cristãos perseguidos, a fim de que eles o batizassem, e Saulo perseguidor se tornou em Paulo perseguido, um cristão autêntico, fazendo de Jesus o seu Salvador pessoal, e levando outros milhares à salvação.


3- NICODEMOS aceitou a Jesus como seu Salvador.

Ele teve um encontro com o amado Mestre, ouviu atentamente as Suas palavras e compreendeu o plano da salvação.

Então, passou a defender a Jesus até diante do tribunal judaico, o Sinédrio; quando todos os outros estavam firmados contra o Mestre, Nicodemos ficou sozinho para pleitear em Seu favor, correndo o risco de perder a sua elevada posição, ser expulso do tribunal, e da própria sinagoga.

Após a morte de Cristo, o rico Nicodemos entregou todos os seus bens para a pregação do Evangelho.


4- PEDRO negou a Jesus, vergonhosamente.

Após tanto tempo em que tinha estado com Jesus, não se conhecia nem mesmo a si próprio. Jurou fidelidade até à morte e foi advertido por Jesus de que ele O negaria naquela mesma noite. Ele respondeu que jamais faria aquilo, mesmo se outros fizessem.

Entretanto, com medo de uma simples criada, negou que conhecesse a Jesus. Sim, o mesmo Pedro que jurou que estava disposto a morrer por amor a Cristo!

Felizmente, ele se arrependeu de forma sincera, tornou-se um dos grandes apóstolos do Mestre, e no final de seu ministério, deu a vida por amor a Cristo, sendo crucificado de cabeça para baixo, deixando-nos um exemplo digno de desprendimento, renúncia e abnegação.


5- A MULTIDÃO rejeitou a Cristo.

Instigados pelos sacerdotes e fariseus, clamavam: ''Crucifica-O! Crucifica-O!''

E diziam mais: ''O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!''

Onde estavam os leprosos que foram purificados? Onde estavam os paralíticos, os coxos que se ergueram com saúde? Onde estavam os cegos que recuperaram a vista pelo poder de Cristo? Onde estavam todos os enfermos e endemoninhados? Muitos deles ali estavam avolumando o grito: ''Crucifica-O!''


III – O QUE FAREMOS NÓS DE JESUS, CHAMADO CRISTO?


Pilatos não sabia o que fazer de Jesus e consultou ao povo, que o pressionava, exigindo a crucifixão do Filho de Deus.

Você consulta a outras pessoas sobre suas decisões espirituais? Você deixa que os seus parentes, amigos e vizinhos interfiram em sua opinião, e permite que eles decidam o que você fará de Jesus? Esta é uma questão muito importante para você deixar que os outros decidam por você!

Este é um assunto de vida ou morte: sua salvação ou perdição eterna dependem da decisão sobre o que você vai fazer de Jesus Cristo!

Pilatos não aproveitou a sua última oportunidade. Ele não sabia que se ele não aceitasse a Cristo naquele momento, ele se perderia para sempre. Pode ser que alguns aqui estejam passando pela sua última oportunidade. Ninguém pode saber o que acontecerá amanhã!

Pilatos não fez de Jesus o Seu Salvador, e viveu mais alguns anos, cheios de remorsos. Então, não podendo mais suportar aquela existência miserável, suicidou-se, para a sua perdição eterna, porque não fez a escolha certa. Ele desprezou a última chance de toda sua vida; ele menosprezou a maior oportunidade de sua infrutífera existência.

Você também não pode saber o que acontecerá se não fizer de Jesus o seu Salvador nesta noite, porque amanhã poderá ser tarde demais.

Uma jovem certa vez, começou a assistir a uma série de conferências. Houve muitas oportunidades, muitos apelos. Mas ela não se decidia. Assistiu a mais uma conferência, mas não se decidiu naquela noite. Então, no outro dia, atravessando a rua, foi atropelada e morreu. Ela não sabia que aquela noite era a sua última oportunidade e rejeitou a Jesus na sua vida. Não podia saber que o seu tempo de graça estava se esgotando, e se perdeu.

O que faremos de Jesus, chamado Cristo? O que você vai fazer dEle? Decida-se por você mesmo: - O que você vai fazer de Jesus? Sugiro que você O torne o seu Salvador pessoal.

Jesus é o único e suficiente Salvador, porque não existe outro. Ninguém mais poderá salvá-lo. Os santos não podem salvá-lo; os profetas não podem salvá-lo; os ministros não podem salvá-lo; as igrejas não podem salvá-lo! É só Jesus Cristo que pode salvá-lo! Ele é o único; não existe mais ninguém!

Mas considere agora:


IV – O QUE JESUS FEZ POR VOCÊ


Para saber o que você deve fazer de Jesus, você deve meditar no que Ele já fez por você.

1- Jesus deixou o Seu trono lá no Céu. Ele é Rei e estava assentado no trono junto do Pai. Mas Ele deixou o conforto do Seu Paraíso, deixou toda a glória e honra que recebia dos santos anjos e dos mundos que não caíram no pecado, e veio a este mundo por você e por mim.

2- Jesus viveu uma vida perfeita por você. Ele viveu aqui neste mundo uma vida de perfeita obediência à Lei de Deus, para que pudesse creditar tudo isso na sua conta. Então, Ele assumiu todos os seus pecados, para dar a você a sua perfeita justiça com a qual você pudesse ser perdoado e reconciliado com Deus.

3- Jesus morreu por você. Na Cruz do Calvário, Ele derramou o Seu precioso sangue, morrendo por você numa infamante e vergonhosa morte de cruz, para que você pudesse viver, e não precisasse sofrer a pena e o castigo do pecado.

4- Jesus ressuscitou para lhe dar a vida eterna. Ele foi ao Céu e intercede por você. E finalmente prometeu voltar para buscá-lo. Agora está garantida a sua entrada no Céu, para você poder viver eternamente lá no Paraíso com Deus, que o amou de tal maneira que deu o Seu Filho único para fazer tudo isso por você, para que hoje você soubesse o que fazer de Jesus.


CONCLUSÃO


Então, sabendo agora de tudo isso, o que você fará de Jesus, chamado Cristo? Ao saber Quem é Jesus, o poderoso Salvador, que demonstrou tão maravilhoso amor de tal modo que viveu e morreu por você e por mim, eu já fiz de Jesus o meu glorioso Salvador.

E quanto a você? O que fará de Jesus? Gostaria de recebê-Lo em seu coração? Você gostaria de recebê-Lo como Salvador pessoal? Você gostaria de fazer de Jesus o Seu Deus e Senhor, por toda a sua vida?


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

sábado, 16 de janeiro de 2016

A pergunta que Deus não pode responder



Hoje o nosso tema é: ''A pergunta Que Deus não pode responder.''

Este é um título estranho, porque Deus é Todo-Poderoso; Ele pode responder a todas as perguntas; Deus é cheio de sabedoria; Ele conhece a resposta a todas as perguntas. Ninguém conseguirá deixá-Lo sem resposta.

Podemos nós formular uma pergunta que Ele não responda? Pode o ser finito fazer uma pergunta que o Ser infinito não encontre resposta? Mas há uma pergunta que Deus não pode responder. Mas o mais impressionante é que a pergunta que Deus não pode responder foi inspirada por Ele mesmo.

Vamos encontrar essa pergunta em Heb. 2:3: ''Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram." Esta é a pergunta que Deus não pode responder: ''Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande Salvação?" E por que Ele não pode responder? Simplesmente porque ela não tem resposta; Ele não pode achar um outro modo. Ou seja: Se nós negligenciarmos esta Salvação, esta tão grande Salvação, nós não escaparemos; não haverá outro meio de nos salvarmos; este Evangelho é o único meio.

Esta é uma solene advertência. Como o lavrador perderá sua colheita por simples negligência; como o comerciante irá à falência por simples negligência; como o operário perderá o seu emprego por simples negligência; assim virá a ruína da alma por simples negligência da Salvação. Se nós descuidarmos da Salvação, nem mesmo Deus poderá fazer qualquer coisa por nós. Estaremos irremediavelmente perdidos.

Não haverá escape, se negligenciarmos tão grande salvação:

Não há escape, porque não há outra Salvação;

Não há escape, porque não há outro Salvador;

Não há escape, porque não há outro Deus.

Mas notemos 3 PONTOS SALIENTES que se destacam do nosso texto, 3 questões importantes.


I – A SALVAÇÃO PROVIDA É UMA GRANDE SALVAÇÃO

1- Foi anunciada por Jesus Cristo, pessoalmente. Ele veio a este mundo, deixando a glória do Céu, a companhia dos anjos, a adoração dos mundos que não caíram em pecado, e veio para nos anunciar a Salvação. De que modo Ele veio? Ele precisou assumir a natureza humana, se tornar um Homem, a fim de cumprir este propósito tão importante. Ele precisou Se submeter às tentações de Satanás, ser maltratado entre os homens, e finalmente ser crucificado entre dois ladrões, assumindo os pecados de todos e receber a ira de Deus morrendo para que os pecadores pudessem ter a vida eterna.

2- Foi testemunhada por Deus, com sinais e milagres. Alguns nos perguntam: Por que Deus não realiza por nós aqueles milagres que Ele realizava nos tempos de Cristo? Aqui está a resposta: O objetivo daquela demonstração de poder em sinais e milagres e prodígios era para testificar desta tão grande Salvação.

Hoje a Salvação já tem o próprio testemunho do poder de Deus, que Se houve maravilhosamente, ratificando o poder salvador de Cristo através das maravilhas do Seu poder, dando vista aos cegos, levantando paralíticos, purificando leprosos, ressuscitando mortos, andando sobre o mar e deixando os homens admirados, dizendo: ''Hoje vimos prodígios extraordinários!'' e ''Deus visitou o Seu povo.''

3- Foi selada pelo Espírito Santo, com os dons espirituais. Quando a Salvação se manifestou em Cristo, o Espírito Santo estava lá, selando com os dons espirituais, a fim de que os homens pudessem não só sentir a convicção do pecado, mas adquirir poder para receber a Salvação.

No momento da pregação de Jesus, Ele estava lá despertando as consciências, dando dons aos homens. Quando Cristo morreu, Ele despertou a muitas pessoas. Quando Jesus ressuscitou e foi assunto ao Céu, Ele deu dons aos homens. No Pentecostes, novamente e de modo extraordinário, o Espírito Santo Se manifestou com Suas distribuições, de tal modo que os apóstolos em pouco tempo iluminaram o mundo todo com a glória do conhecimento de Deus e de Sua Salvação.

Esta, com efeito, é uma grande salvação. Você não estaria negligenciando uma Salvação provida por seus amigos, nem por seus parentes, o que já seria grande. Por exemplo: Noutro dia saiu a notícia na Televisão, dos pais de um menino que deram parte dos seus pulmões para o seu filho poder respirar direito e assim se salvar, evitando a morte certa. Foi um ação nobre daqueles pais que comoveu o País inteiro: três operações realizadas por médicos experientes numa tentativa de os pais salvarem o seu filho. Isso foi uma grande e comovente salvação.

Isso seria uma grande salvação se fosse provida por anjos que viessem lá do Céu a fim de nos dar um meio de escape.

Mas nada pode ser comparada à esta Salvação em grandeza, porque ela foi providenciada pela própria Trindade. E, portanto, negligenciar a Salvação provida pela Divindade, é certamente uma grande negligência, que por sua vez levará à uma grande perda, da qual não há escape.


II – POR QUE AS PESSOAS NEGLIGENCIAM A SALVAÇÃO

Se a Salvação é tão grande e tão especial, e se não há escape fora dela, por que as pessoas a negligenciam? Seria por que não amam a vida? mas eles gostam de viver. Seria por que lhes falta conhecimento? mas a maioria possui abundante conhecimento e ainda estão em negligência de sua própria Salvação. Então, por que eles tem sido culpados desta negligência?

1. Demasiada preocupação pelas coisas do mundo.

Vamos ler uma advertência de Jesus: Lucas 17:26-30: "Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar."

Qual foi o pecado especial dos antediluvianos? Disse Jesus Cristo que eles comiam e bebiam, plantavam e edificavam, compravam e vendiam, casavam e davam-se em casamento. Alguém, interpretando esta passagem, disse que o pecado não estava em casar-se, mas em dar-se em casamento. Mas se enganou; este não era o problema. O maior pecado dos homens que pereceram no Dilúvio foi o de fazer das coisas comuns da vida tudo o que faziam. O seu maior pecado foi o de negligenciar a Salvação, preocupados apenas com as coisas desta vida, e nada mais. Eles faziam tudo; menos a coisa mais importante que é buscar a própria Salvação.

Esse também foi o pecado de Sodoma e Gomorra. Eles estavam tão envolvidos com as suas coisas materiais que não tinham tempo para se preocupar com as coisas espirituais. E finalmente o pecado da negligência os apanhou numa esmagadora surpresa.

Hoje a História se repete: os homens negligenciam a salvação porque estão preocupados demais com as coisas do mundo. Mas o apóstolo João também adverte: 1Jo. 2:15-17: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.''

São as corridas de cavalos, os espetáculos de futebol, os ídolos da TV, os vídeos, os filmes e as novelas; são as diversões do mundo em geral que roubam o tempo de graça de milhões de pessoas.

Mesmo entre os cristãos encontramos pessoas tão apegadas às coisas do mundo, tão iludidas, tão impressionadas com os encantos das luzes vermelhas do pecado! Mas ''que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?'' (Mc. 8:36) Que nos aproveita partilhar das coisas do mundo e negligenciar a própria Salvação, se desse modo podemos nos perder?

A Bíblia fala de Demas, que abandonando o apóstolo Paulo, amou o presente século, apegou-se às coisas do mundo, deixando um péssimo exemplo na caminhada cristã.

Mas Cristo completa, dizendo: ''Assim também será na Vinda do Filho do Homem.'' Portanto ''acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que os vossos corações fiquem sobrecarregados com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço'' (Luc. 21:34), apanhando-nos numa esmagadora surpresa.

2- Falta de visão espiritual. É outra razão para a negligência.

Caim não tinha esta visão espiritual indispensável para mover as pessoas que desejam se salvar. Ele não enxergava os seus próprios pecados, não via o significado do sangue de um cordeiro que não tinha nada com o seu pecado, e portanto foi ao campo e trouxe algumas frutas, julgando que seria aceito assim tão cegamente. Não tinha a visão do Salvador que haveria de morrer em seu lugar.

A mulher de Ló também não tinha visão espiritual. Disse Jesus: ''Lembrai-vos da mulher de Ló.'' Por que? Onde estava a sua visão? Em Sodoma, nas jóias que deixara lá, no dinheiro que estava perdendo, nas suas propriedades e na sua bela casa. Não viu que poderia se perder na desobediência de uma ordem explícita de Deus. Tinha tudo para se salvar, mas em poucos segundos foi transformada em uma estátua de sal, porque olhou para trás, e deixou de olhar para a frente onde estava a Salvação. ''Escapa-te por tua vida!'' disseram os anjos. Mas ela negligenciou aquela grande salvação, e não pôde escapar. Perdeu-se, e confirmou-se a verdade da pergunta que nem Deus pode responder: ''Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande Salvação?''

Judas também tinha os olhos no dinheiro. Era ladrão, interesseiro, e se tornou traidor do próprio Cristo por amor ao dinheiro. Tudo por falta de visão espiritual; ele era cego para as coisas de Deus e negligenciou a sua salvação estando tão perto do Salvador. E hoje, semelhantemente, quantos traem a Cristo por amor ao dinheiro!
Note o que nos disse o apóstolo Pedro, em 2 Ped. 1:9: "Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora." As pessoas que negligenciam a salvação, elas são cegas espiritualmente:

Eles não vêem a sua necessidade. O fariseu orava: ''Graças Te dou, Senhor, porque não sou como os demais, homens pecadores, roubadores e adúlteros; nem como esse publicano ali.'' Cantava um hino de louvor a si mesmo, porque não sentia a sua própria necessidade de Salvação, julgando-se melhor que os outros, não reconhecendo a pecaminosidade que é tão própria a todos. Não sentiu a necessidade de um Deus Salvador, e voltou vazio para a casa sem a bênção.

Visitei uma senhora com quem estudei a Bíblia por algum tempo, indicando as mensagens de Deus. Ela ia às vezes à Igreja. Mas nunca se decidiu pela sua Salvação. Finalmente, fui fazer um último apelo de minha parte. Ela disse: ''Eu não sinto necessidade de me batizar.'' O esposo é Adventista, ela conhecia bem a Verdade, já passara por um ataque cardíaco, era idosa, a morte se aproximava, porém ela negligenciava a Salvação, porque não sentia necessidade disso.

Os cegos espirituais

  • não vêem a sua necessidade,
  • não vêem os sinais dos tempos, não podem perceber que o tempo está se esgotando para todo o mundo,
  • não vêem a glória de tão grande Salvação, provida pelo maravilhoso Salvador Jesus Cristo, junto ao Pai e o Seu Espírito,
  • Eles não percebem o perigo, falta visão espiritual para pressentir o perigo e a gravidade do que significa negligenciar tão grande e extraordinária Salvação, oferecida gratuitamente.

Mas outras pessoas sentem tudo isso, percebem toda essa maravilha e anseiam se salvar. O publicano dizia: ''Senhor, tem compaixão de mim, pecador'', e batia no peito, dizendo: ''Minha culpa, minha culpa! Sê propício para comigo, Senhor!'' E nem ainda levantava a cabeça para o alto. E disse Jesus que este saiu justificado, e não o outro.

Disse Jesus: ''Bem-aventurado os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos.'' Se você não sente fome e sede da Salvação, então não perca mais tempo: Vai a Jesus, entregue-Lhe o seu coração e a vida, e busca a Salvação, antes que seja tarde demais. Não deixe para depois, acerte logo o seu caso com Deus. Abandone aquele pecado, converte-se inteiramente a Jesus Cristo.

Não fique numa falsa segurança. Não há nenhuma segurança em procrastinar, em adiar a Salvação. Não é seguro deixar o preparo da alma negligentemente para depois. Não é seguro adiar, pensando que Deus terá misericórdia de você, enquanto outros estão se perdendo, mas você não vai se perder negligenciando tão grande Salvação. É presunção achar-se seguro, quando somos culpados de negligenciar a própria Salvação.

Outra razão por que as pessoas negligenciam a Salvação:

3-Desejo de agradar às pessoas erradas.

Muitos estão negligenciando a Salvação, porque querem agradar a certas pessoas que eles estimam, que pode lhes garantir uma boa reputação, e essas pessoas gostam de ser louvadas e glorificadas. Eles se esforçam por agradar os amigos: - não podem decepcioná-los, não podem desfazer-se aquele círculo social. ''O que dirão os meus amigos?'' Realmente, eles perderiam os seus melhores amigos, se estivessem envolvidos com as coisas desses crentes.

Saul apreciava tanto a popularidade, os aplausos humanos, que ele ficou arruinado quando o coral cantou: ''Saul feriu os seus milhares; porém Davi os seus dez milhares.'' O medo de perder a popularidade, o receio de perder a reputação entre conhecidos, parentes e amigos é realmente um grande obstáculo à Salvação.

Pilatos estava diante da própria Salvação em pessoa. Diante de Cristo, perguntou: " 'O que é a Verdade?' O que é a verdade de Deus, da Vida e da Salvação?'' Estava ali com sua oportunidade áurea para saber o que é a Verdade e se salvar, mas não esperou para ouvir a resposta de Jesus. A multidão lá fora exigia uma resposta pronta, e ele tinha receio de desagradar ao povo, e negligenciou à própria Salvação por querer agradar às pessoas erradas, e se perdeu.

Você está negligenciando a Salvação? A quem realmente você quer agradar? A Satanás? Aos amigos do mundo? Ou a si mesmo? Mas se você quiser agradar sinceramente às pessoas certas, então você jamais negligenciará a Salvação, porque você estará agradando a Deus, a Jesus Cristo e ao Espírito Santo, os Autores desta gloriosa Salvação, e também estará agradando a outras pessoas certas como os anjos que são ''espíritos ministradores enviados a favor dos que hão de herdar a Salvação'', e também estará agradando aos sinceros cristãos que já estão empenhados nesta tão grande Salvação. Realmente, você estará agradando às pessoas absolutamente certas. E finalmente, você agradará a si mesmo, com os resultados seguintes: - você terá prazer e alegria nesta Salvação maravilhosa.


III – COMO PROMOVER A SALVAÇÃO

O que disse o apóstolo Paulo na epístola aos Hebreus? (2:1): ''Importa que nos apeguemos...'' Enquanto que muitos negligenciam, nós devemos promover esta salvação. E como o faremos? ''Apegando-nos mais firmemente...'' A que estamos nós apegados? Muitos estão apegados às coisas deste mundo e desta vida, esquecendo-se do que é mais importante.

Ao que devemos nos apegar? ''Às verdades ouvidas.'' Alguns estão procurando novidades, ''como que sentindo coceira nos ouvidos'', insatisfeitos com as verdades que ouviram da Palavra de Deus.

Noutro dia fui visitar um pastor de outra denominação, que já estava guardando o Sábado e no entender dos irmãos ele seria um futuro Adventista. Aliás, não se pode dizer que era de outra denominação, porque disseram depois que eles estão fundando uma igreja sem denominação e sem placa. Então, eu disse que isso era difícil de dar certo, porque qualquer coisa diferente que fizessem haveria de caracterizá-los, e então isso exigiria uma placa. E ademais sabemos que a igreja deles já existe e se chama ''Igreja Interdenominacional'' ou a ''Igreja sem Nome.'' Mas isso já é uma placa. E logo o pastor começou a criticar a nossa igreja, dizendo que não é só a guarda do Sábado, e entrou noutros assuntos.

Mas o que mais me impressionou foi o fato de que um irmão recentemente batizado estava se unindo com eles pensando que estava descobrindo uma nova verdade não revelada. Ele havia feito um curso completo do Apocalipse, e ao invés de se apegar às verdades ouvidas, ele já estava se perdendo com um povo que não tem segurança, embalado por qualquer vento de doutrina.

De que jeito nós devemos nos apegar? Com mais firmeza, para não deixar isso escapar de nós. Disse Jesus Cristo à Igreja de Filadélfia: ''Venho sem demora; conserva o que tens para que ninguém tome a tua coroa.'' [Apo. 3:11]

Devemos estudar a Bíblia, para promover a Salvação (2 Tim. 3:15).

Devemos guardar os mandamentos de Deus (Sal. 119:166).

Devemos orar sem cessar, numa contínua comunhão com Deus.

Devemos assistir aos cultos da igreja, ''não deixando de congregar-nos, como é costume de alguns.'' (Heb. 10:25)

Devemos ler as mensagens do Espírito de Profecia (Apo. 19:10; 22:6-7), que nos foram dadas por Deus para que nós promovêssemos a Salvação, jamais negligenciando tão preciosa Dádiva.

Desse modo, estaremos promovendo e desenvolvendo a nossa Salvação, ''olhando firmemente para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé.'' (Heb. 12:1)


CONCLUSÃO

Vamos cuidar para não negligenciarmos a Salvação, que nos é oferecida gratuitamente, mas que custou um preço infinito a Jesus que morreu para nos garantir tão grande e preciosa Redenção.

Vamos promover a Salvação, vindo à igreja, estudando a Bíblia, fazendo o nosso culto familiar, e a nossa devoção, apegando-nos às verdades ouvidas da Palavra de Deus, olhando firmemente para Jesus, o Autor de nossa fé.

Vamos louvar a Deus por esta maravilhosa Salvação, engrandecendo a Jesus Cristo que não mediu esforços para que nós fôssemos salvos com abundante provisão por toda a eternidade.


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

UM PRESENTE DE NATAL A JESUS


Certa vez no ministério de Cristo aproximaram-se dEle dois de Seus discípulos – Tiago e João – acompanhados de sua mãe, e fizeram ao Salvador um pedido: "Senhor", disseram eles, "queremos que nos concedas o que Te vamos pedir."  E Jesus disse: "Que quereis que vos faça?"  Responderam-Lhe: "Permite-nos que na Tua glória nos assentemos um à Tua direita e outro à Tua esquerda."

Era um pedido estranho, egoísta; e o Mestre, Salvador nosso, respondeu: "Não sabeis o que pedis." E os outros discípulos se indignaram ao ouvir do pedido egoísta e interesseiro de Tiago e João.

Nós fazemos muitos pedidos a Deus. Nossas orações estão impregnadas de vários pedidos; quase que nós oramos só pedindo favores. Entretanto, nesta hora não queremos falar dos pedidos que fazemos a Deus, mas desejamos falar dos pedidos que Deus nos faz a nós. Ou mais exatamente, falaremos sobre o único pedido que Deus faz ao homem.

O Natal, como de costume, tem sido uma ocasião para se dar presentes uns aos outros. Entretanto, se o Natal é de Jesus, Ele é Quem deveria receber presentes.

O que daremos a Jesus neste Natal? Bem faríamos nós se neste Natal chegássemos aqui neste templo para, abrindo dos nossos tesouros, entregássemos as nossas ofertas ao nosso Salvador. Seria muito oportuno que no Natal a tesouraria da Igreja recebesse abundantes recursos para a obra de Jesus Cristo.

Difícil é dar presentes. Uma das coisas mais difíceis de se fazer é dar presentes. Por quê?

Os preços: São altos; nosso dinheiro é pouco. As variedades: não sabemos o que escolher. Os gostos diferentes: Será que ele/ela vai gostar? E os presenteados? Um grande número de pessoas esperando receber presentes: Para quem vamos dar? Temos nossas limitações; não podemos dar para todos!

Mas não há essa dificuldade toda se queremos presentear a Jesus, porque Ele já especificou o que Ele quer receber neste Natal, e o que Ele pede está ao alcance de todos. E hoje queremos falar sobre o mais precioso de todos os presentes que podemos entregar a Jesus. Nós o encontramos em Prov. 23:26: "Dá-me, filho meu, o teu coração."

Portanto, não precisamos ficar em dúvida a respeito do presente que o Salvador deseja de nós neste Natal, pois Ele mesmo especifica no texto lido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração."  Este é o mais sublime pedido que você encontra na Bíblia. Na realidade, é o único pedido que Deus faz ao homem; todos os outros pedidos estão dentro deste pacote.

I – A ORIGEM DO PEDIDO

1) Esse pedido procede de um PAI

Notem as palavras: "Dá-Me, filho Meu". Ora, se eu sou o Seu filho, Ele é o meu Pai, evidentemente. O nosso relacionamento para com Deus é de Pai para filhos. Cristo mesmo nos ensinou a orar a Deus, dirigindo-nos a Ele como um Pai: "Pai nosso, que estás nos céus" (Mt 6:9).

Graças a Deus, podemos nos aproximar dEle, chamando-O de Pai. E Ele compreende tudo quanto isso implica. O pai conhece o filho, e Deus conhece muito bem os Seus filhos. A Bíblia nos diz que Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. (Sal. 103:14). E uma vez que Ele conhece a nossa estrutura, sabe de nossas fragilidades, está ciente de nossas limitações. Ele conhece todos os nossos pecados ocultos, sabe de todas as nossas más inclinações. Conhece todas as nossas boas intenções também.

Mas é admirável que conhecendo-nos assim, Ele não nos trata como merecemos. Diz a Bíblia que Deus não nos trata segundo os nossos pecados, e nem nos retribui consoante as nossas iniquidades. Como é que Ele nos trata? "Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor Se compadece" de nós outros. Eu me alegro muito na Sua compaixão e misericórdia: Ele é o nosso Pai amorável e a Sua misericórdia é de eternidade a eternidade.

Aqueles que têm o privilégio de ser pais podem melhor compreender esse relacionamento de Deus conosco. Podem sentir o seu próprio amor para com os seus filhos, e o amor de Deus para consigo. Tudo quanto a palavra pai significa Deus cumpre em nós, por nós e para nós, e muito mais que isso.

Mas se Deus é um Pai de amor e misericórdia, e se Ele nos fizesse um pedido, como haveríamos nós de negar o Seu pedido? Não temos outra alternativa, em vista do Seu maravilhoso amor, senão de atender o Seu pedido.

2) Esse pedido procede dAquele que é o PROPRIETÁRIO

Sim, Ele é o Proprietário não só da pessoa a quem Ele Se dirige mas também do coração que Ele pede. "Dá-Me, filho Meu". Deus Se dirige a nós e diz: "filho meu". Ou seja: Você é Meu, você é Meu filho! O apóstolo Paulo disse certa vez: "Não sois de vós mesmos" (1Co 6:19). Somos propriedade de Deus, não nos pertencemos.

Nós pertencemos a Deus por duas razões:

a) Primeiro, pela CRIAÇÃO, porque Ele nos criou, Ele nos formou com Suas próprias mãos, e tudo quanto Ele criou pertence a Ele – somos dEle pela criação. "Ao Senhor pertence ... o mundo e os que nele habitam". "Sabei que o Senhor é Deus; foi Ele quem nos fez, e dEle somos; somos o Seu povo e rebanho do Seu pastoreio" (Sl 24:1; Sl 100:3).

b) Em 2º lugar, pertencemos a Deus pela REDENÇÃO. O apóstolo Paulo afirmou: "Porque fostes comprados por preço" (1Co 6:20), um preço infinito. E qual foi o preço? O sangue de Jesus Cristo. Ele mesmo é o nosso Criador e o nosso Redentor. Que grande Proprietário nós temos em Cristo! Ele nos criou, e quando nós nos perdemos pelo pecado, Ele nos comprou novamente.

Se Ele é o Criador, Ele sabe o que é melhor para nós; Se Ele é o Redentor, Ele deseja o melhor para nós; Ele agora apenas faz um pedido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração".

c) Pertencemos a Deus pela Criação, pela Redenção; e Ele agora deseja que sejamos dEle por ESCOLHA.

Temos a capacidade de escolher servir o nosso Salvador. Ele nos conferiu o livre arbítrio. Quando Ele nos faz o pedido: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração", devemos atender à Sua voz suplicante e amorosa, entregando-Lhe o coração, usando o livre arbítrio, escolhendo a Jesus como o nosso grande Proprietário.

E se nós já pertencemos a Ele, o que nos custaria entregar o coração? Então seríamos completamente dEle.

II – O PEDIDO DO PAI: O CORAÇÃO

Vamos pensar agora sobre o Pedido do Pai, o presente que daremos a Quem está de aniversário, de Natal. A Bíblia tem muito a dizer sobre o coração.

1) O que é o coração? Para a Ciência: é uma víscera, um órgão. Para a Fisiologia: é um músculo. A Medicina vê no coração uma bomba que distribui o sangue para todo o organismo.

Mas no sentido bíblico (e esse é agora o sentido universal), no sentido figurado: O coração é a fonte dos nossos pensamentos, dos sentimentos. É a sede da vontade, a origem de nossas afeições. Portanto, o coração no sentido bíblico é a mente. Deus pede a nossa mente, a fonte dos pensamentos, a origem de nossa vontade. Quando Deus pede o coração, Ele quer dizer a mente completa, a nossa vontade, o nosso eu individual.

Se nós dermos o nosso eu individual, se dermos a nossa vontade, se dermos a nossa mente sem reservas, teremos dado tudo  o que somos, tudo o que temos.

2) Descrição Bíblica.

A Bíblia não faz nenhum elogio ao coração do homem.  Disse o profeta Jeremias: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" Jer. 17:9. E Cristo completou: "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,  a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Mar. 7:21, 22).

A Bíblia fala muito sobre o coração; ela descreve o coração com muitos adjetivos. Numa Concordância Bíblica encontrei os seguintes atributos que descrevem os vários estados do coração humano:

Coração em guerra - (Sal. 55:21)
Coração ímpio - (Jó 36:13)
Coração insensato - (Sal. 14:1)
Alegre - (Prov. 17:22)
Triste - (Neem. 2:2)
Ferido - (Sal. 109:22)
Turbado - (Sal. 143:4)
Perverso - (Prov. 17:20)
Maligno - (Prov. 26:23)
Enganado - (Isa. 44:20)
Seduzido - (Jó 31:9)
Fraco - (Ezeq. 16:30)
Enfermo - (Isa. 1:5)
Ousado - (II Crôn. 17:6)
Soberbo - (II Crôn. 25:19)
Exaltado - (II Crôn. 32:25)

Mas a Bíblia fala de uma qualidade estranha que encontramos em Zac. 7:12: "Sim, fizeram o seu coração duro como diamante para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas que nos precederam." Zacarias fala de corações duros como diamante. Diamante é a coisa mais dura que existe. Nada pode riscar o diamante, porque ele é que risca tudo de tão duro que é.

O coração duro como diamante é um coração insensível, que não mais responde aos apelos do Espírito Santo. Como isso acontece? O coração fica endurecido pelo "engano do pecado". O orgulho endurece o coração, e o torna insensível ao toque do Espírito Santo.

Mas, amigos, embora tão tristemente qualificado, Deus assim mesmo pede o nosso coração. "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado." (Hb 3:12-13).

Se você sente o chamado, se você ainda ouve a voz de Deus falando à sua consciência, ainda há esperança. Ele continua dizendo: "Dá-M, filho Meu, o teu coração!"

3) O que Deus não pede: Deus não pede Dinheiro: Muitos são pobres e não poderiam se salvar, se esta fosse a condição e o pedido. Ele não pede Filhos: Deus não pede filhos, como o deus Moloque, a quem os amonitas sacrificavam seus próprios filhos. Muitos não podem ter filhos; seria um pedido impossível. Deus também não pede a nossa Cultura: Muitos não puderam estudar numa faculdade. Ele não pede Sacrifício: Jesus Cristo já morreu na cruz para nos salvar.

4) O que Deus pede? Deus pede apenas o coração. Um coração é alo que todos têm: Ricos e pobres, sábios ou iletrados, fracos ou fortes – todos têm um coração para dar. É um pedido que todos podem dar: Deus não pede o que nos é impossível. Ele conhece as nossas limitações, e só pede o que está ao nosso alcance. Entretanto, Deus pede, mas não exige. Ele não força a nossa vontade. Ele respeita o nosso livre arbítrio.

III – POR QUE DEUS PEDE O CORAÇÃO?

Por que Ele quer um coração enfermo, maligno, pecaminoso, triste? Por que Deus pede esse coração rebelde, em guerra, esse coração turbado, enganoso? Temos a Sua resposta em Ezeq. 36:26, 27: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne."   Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis."

Não poderia haver coisa mais sublime, mais elevada e nobre: Você já viu coisa igual? Alguém já lhe disse: "Dá-me a sua casa velha, porque eu quero lhe dar uma casa nova!" "Dá-me o seu carro velho, porque eu vou lhe dar um carro novinho em folha!" "Dá-me o seu terno velho, que eu darei a você um novo terno!" "Me dá esse seu sapato imprestável, eu lhe darei um sapato novo!"

Houve um encontro entre dois famosos doutores. O Dr. Christian Barnard entrou no quarto onde jazia o paciente de transplante cardíaco, o Dr. Blaiberg. O silêncio entre os dois homens foi a primeira coisa a ocorrer. O Dr. Christian Barnard, dirigindo-se para o Dr. Blaiberg, perguntou: "O senhor apreciaria ver o seu velho coração?" Blaiberg hesitou e respondeu: "Apreciaria, sim."

O Dr. Barnard deixou o quarto de seu paciente, desceu as escadarias de mármore que davam acesso ao laboratório e cuidadosamente tomou o vidro que guardava em solução o coração de Blaiberg. Segurou este vidro, subiu as escadarias e entrou ao quarto de Blaiberg. O silêncio voltou. Depois que os dois homens se entreolharam, Blaiberg estendeu as mãos para segurar o vidro onde estava o seu velho coração. As mãos trêmulas, e com voz entrecortada de soluços, disse para o Dr. Barnard: "Doutor, leve de volta este velho coração que tanto trabalho deu quando pulsava dentro do meu peito. Eu tenho agora um novo coração."

Você hoje pode dizer: "Eu tenho agora um novo coração!"? Deus pede seu velho coração para trocá-lo por um novo coração. Deus hoje nos diz: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração", para que Eu possa trocá-lo por um novo coração. Dá-Me o seu coração cansado; Dá-Me o seu coração triste, abatido, esse coração poluído pelo pecado, esse coração fraco e tremente, que Eu lhe darei um novo coração.

Deus faz isto porque Ele é Pai. O pai tem prazer em dar coisas novas para o filho. Deus é Amor: Só o amor infinito poderia conceber tal dom – o dom de um novo coração, que resulta em uma nova vida, um novo caráter transformado à imagem de nosso Criador.

IV – PARA QUEM DAREMOS O CORAÇÃO?

Há outro ser, que é Satanás – um poder antagônico a Deus, que também deseja o nosso coração. Ele é o inimigo de nossas almas e ele quer o nosso coração para levá-lo à ruína. Ele não manifesta amor, mas ódio. Ele não pede, ele exige. Ele usa a força – luta com insistência para ganhar o nosso coração.

Deus que poderia usar a força por ser o Pai, por ser o Proprietário legítimo, Ele não usa a compulsão, mas Ele pede, Ele solicita. "Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor" (Zac. 4:6). Qual será a nossa decisão? Para quem você dará o seu coração? A Bíblia diz: "Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hb 4:7).

Para quem daremos o coração? 1) Saul deu o seu coração a Satanás, e o seu fim foi o suicídio. 2) Judas permitiu ao Diabo entrar em seu coração e se suicidou. 3) Demas amou o presente século, pôs o seu coração nas coisas do mundo e se perdeu. 4) Davi entregou o seu coração a Deus. Sua oração foi: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (Sal. 51:10), e foi chamado depois de "o homem segundo o coração de Deus" (At 13:22). 5) Moisés entregou seu coração a Deus, de preferência a gozar os prazeres transitórios do pecado (Hb 11:25). Hoje ele está no Céu. 6) Enoque hoje ainda vive, e se encontra também no mesmo Céu porque escolheu a Deus por ser o proprietário de seu coração.

CONCLUSÃO

E quanto a você? Pode ser que você já pertença à Igreja de Cristo; então de fato você é um filho salvo, mas Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração". Pode ser que você já foi batizado, mas depois, esquecendo sua decisão, você entregou seu coração ao mal, ao pecado e às coisas deste mundo, e você hoje é um filho pródigo, e por isso com mais razão, Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração". Pode ser que você esteja vindo à Igreja, mas ainda não entregou o seu coração a Jesus Cristo, e neste caso você é um filho a ser adotado na família divina, e especialmente Deus pede: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração".

Você gostaria de entregar hoje o seu coração a Deus? Você gostaria que Jesus Cristo entrasse na sua vida, realizando uma transformação completa, trocando o seu velho coração por um novo? Como você responderá ao pedido de Deus: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração”?

Qual será a sua resposta? “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4:7).


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dia de Finados

De acordo com a Enciclopédia Online Wikipédia, o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao Dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

O Brasil por ser um país predominantemente católico, adotou essa data como feriado nacional segundo as leis n°10.607/02 e n° 662/49.

Os protestantes e evangélicos não recomendam a oração pelos mortos por que essa doutrina é desprovida de apoio Bíblico. Já os católicos afirmam haver respaldo no Livro de II Macabeus 12,43-46, mas a canonicidade desse livro não é reconhecida pela maioria das religiões cristãs.

É durante o estado de vida, que o ser humano é convidado a aceitar a salvação pela fé em Cristo Jesus (Gal 2:16; Atos 4:12; I João 5:11-12) e aguardar o dia da gloriosa ressurreição onde Deus chamará os que dormem para devolver-lhes a vida (I Tess 4:16-17, I Cor 15:51-54). Mas não há nada que se possa fazer para ajudar alguém a aceitar essa verdade, depois de descer à sepultura.

O motivo é que para alguém ser salvo, é necessário crer em Jesus, pois sem Jesus somos pecadores perdidos (Rom 3:23; 6:23); confessar sua condição pecaminosa (I João 1:9; Miq 7:18,19) e arrepender-se dos seus pecados (Atos 3:19; I João 1:9). Porém os mortos estão inconscientes, “não sabem coisa alguma”, não pensam, nem agem (Eclesiastes 9:5, 6 e 10; Salmo 146:4). Como pode então, um morto, crer, confessar e arrepender-se em seu estado mortal?

O apóstolo João declarou em Apocalipse 14:13 - Felizes (Bem Aventurados) são os mortos que descansaram no Senhor... ou seja; durante o estado "vivo" (Racional), tomaram a decisão por aceitar o plano da salvação. A felicidade é creditada pelo fato de que um dia Deus devolverá a vida a estas pessoas e por isso, a morte é comparada para estes, como um sono.

Embora muitos no dia 02 de novembro, tenham vertido lágrimas diante dos túmulos pela ausência afetiva e pessoal de um familiar ou um amigo falecido, a Bíblia não nos deixou sem esperança. A morte não será um fim em si mesma para aqueles que morreram em Cristo. Resta uma esperança a  todos que crêem.

“Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos,
mas transformados seremos todos, num momento,
num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é
necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e o que é mortal se revista da
imortalidade... Então se cumprirá a palavra que
está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
Onde está, ó morte, a tua vitória?
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
I Corintios 15:51-55

É preciso valorizar mais os vivos e não os mortos. Os vivos podem tomar a decisão por Jesus enquanto são vivos, mas os mortos já estão com o destino selados pelas escolhas que fizeram em vida. Isso não que dizer que as boas lembranças de um falecido devam ser esquecidas. Assim como contamos lindas histórias de personagens bíblicos já falecidos, creio que existam milhares de pessoas que deixaram um bom legado e cujo testemunho ainda soa como exemplo de vida.

Certa vez uma mulher me contou que o seu esposo nunca a presenteou com flores e rosas, mas que no dia de finados, os parentes já falecidos, recebiam homenagens que ela nunca recebera durante os longos anos de vida conjugal. Essa mulher clamava por socorro: "Eu estou viva e preciso de atenção".

Olhe ao seu redor e identifique pessoas carentes de bons relacionamentos, apoio, carinho, amor, atenção, mas principalmente, de encorajamento, para "Buscarem o Senhor enquanto se pode achar..." (Isa 55:6).

Concentre os seus esforços por aqueles que ainda estão debaixo do sol (os vivos) e que almejamos encontrá-los um dia no céu. Hoje mesmo, leve a estas pessoas um presente. Pode até ser uma flor, uma rosa, mas não se esqueça do principal, o melhor presente, Aquele que é a ressurreição e a vida - Cristo Jesus.

Pr. Fabio dos Santos
Editor
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