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quarta-feira, 22 de junho de 2016

SALMO 40 – O PREÇO DA REDENÇÃO


INTRODUÇÃO

Temos para hoje mais uma mensagem cristocêntrica. Encontramos a Jesus Cristo do Gênesis ao Apocalipse. Nós O encontramos nos Livros Históricos, no Velho e Novo Testamento. Nós O encontramos nos Profetas e nos Salmos. E nós hoje queremos encontrar a Jesus Cristo no Salmo 40. Escrito há quase 3.000 anos atrás, tem, contudo, uma mensagem atual. Esta é mais uma gloriosa mensagem de Davi, o vate de Israel.

Comecemos no verso 1. Aqui temos a essência da vida cristã: Davi faz algumas coisas que são próprias de um cristão: ''Esperei confiantemente!''
Davi esperou pelo Senhor. Que grande mensagem para os nossos dias. São palavras muito adequadas para nós que vivemos neste século agitado e cheio de tantas exigências modernas, que nos roubam o tempo para esperar.

Estamos acostumados à velocidade: tudo queremos em um momento. Apertamos alguns botões, algumas teclas nos aparelhos de um Banco, e temos resultados rápidos. Mas ai de nós se demoramos um pouquinho! Atrás de nós já estão impacientes alguns que não podem esperar. Corremos para o trabalho, para as compras, para a igreja, para os nossos compromissos, e não sabemos mais esperar.
"Esperei pelo Senhor", diz o salmista. De que modo ele esperou? "Confiantemente". É preciso esperar e confiar no Senhor nosso Deus. Esperar confiantemente pelo Senhor é a vida cristã, e o salmista fez isso.

Então, o que aconteceu? Deus Se "inclinou". A princípio parecia que Deus não queria atender, parecia indiferente à angústia de Davi, às suas súplicas.

Isso lembra daquela mulher siro-fenícia, que buscava, que implorava uma bênção de Jesus, mas Ele não atendia. Ele parecia não dar importância. Até que os discípulos chamaram a Sua atenção: "Senhor, atende a essa mulher." Ele respondeu: "Não é bom dar o pão dos filhos aos cachorrinhos." Mas aquela mulher esperava confiantemente pelo Senhor Jesus, enquanto clamava, e respondeu: "Mas Senhor, os cachorrinhos se alimentam das migalhas que caem da mesa." Jesus Se voltou para elogiá-la: " Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã." [Mt 15:28].

Às vezes parece que Deus não nos atende. Visitei certa vez uma jovem adventista, e entre algumas coisas que me falou, disse: "– Pastor, parece que as minhas orações não passam do teto. Eu oro, mas não encontro resposta às minhas preces." Ocorre isso com você? Você ora, mas parece que o Pai celestial Se encontra à distância? Não, Ele vai Se inclinar para recebê-lo, para ouvi-lo.

Mas é preciso clamar, enquanto você confiantemente espera. Temos que clamar, temos que orar intensamente. Não basta pedir mecanicamente. Não basta orar displicentemente, friamente, formalmente; não, nós necessitamos orar com fervor. Quando nos vem a tentação, você terá que clamar muitas vezes. Então, só então, Ele vai Se inclinar e atender.

Certa vez Pedro andava por sobre o mar, andava sobre as espumejantes vagas. Ele estava se saindo bem, mas reparando na força dos ventos se atemorizou, e quando se sentiu afundando, clamou por socorro; e ao ver-se perdido, proferiu a oração mais curta do evangelho: "Senhor, salva-me." E Jesus Cristo Se inclinou para salvá-lo. Temos que clamar. E então, teremos o socorro.

I – LIBERTAÇÃO DO PECADO

Deus socorreu a Davi? Que tipo de socorro? Versos 2, 3 – "Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR."

Deus tomou algumas providências.

(1) Primeiro, Deus tirou-o de UM POÇO.
Davi caíra num poço. Não é nada agradável você cair num poço. Ele teve muitas dificuldades. Mas aqui Davi descreve o poder salvador de Deus ao tirá-lo do poço.

Que tipo de poço? Poço de perdição: Quem caísse naquele poço estaria perdido, porque não poderia sair, e certamente haveria de morrer de fome, frio e comido de vermes naquele poço imundo, lamacento, cheio de sujeira e vermes nojentos. Um poço de lama. A lama não é sólida, firme, mas é insegura e pode ser movediça, algo terrível que puxa para baixo.

O pecado é um profundo poço, escuro, ávido, ameaçador e leva à morte. Davi cometera um pecado de adultério, e para cobrir esse pecado, ele cometeu outro pecado, o pecado de assassinato, e para encobrir esse pecado, ele tentou tomar algumas providências, mas quanto mais ele tentava escapar do poço, mais ele afundava na lama. Toda a tentativa do salmista de se salvar a si mesmo levava-o para mais fundo: quanto mais ele se mexia, mais fundo penetrava na lama do pecado. E o diabo lhe disse: ''Davi, lembra-se de Saul? Ele não pôde sair do poço e se suicidou. Você também está perdido. Você nunca mais poderá sair do poço.''

Certa vez um homem comum resolveu atalhar o caminho para casa. Ele fazia um trajeto longo da casa ao trabalho, e resolveu atalhar o caminho de volta. E havia um cemitério entre o lugar do seu trabalho e o seu lar. E ele resolveu ir pelo cemitério, encurtando distâncias.

Foi bem no 1º dia, no 2º dia, e passou-se uma semana. Numa tarde, ele teve que trabalhar mais, e saiu de noite de volta para casa. E entrou no cemitério como de costume. Mas era uma noite escura, quando ele entrou no cemitério. Andou por alguns minutos, quando de repente, sentiu um puxão para baixo, escorregou e caiu num poço.

Era uma vala muito profunda, e naquela tarde havia chovido, e havia muita lama. De modo que o homem começou a se esforçar, tentando sair; e se apegou nas paredes, sujou mais as mãos, o sapato, a roupa. Tentou colocar as pernas entre 2 paredes, mas escorregava e caía de novo naquele poço de lama. Ele se esforçava, mas quanto mais se mexia, mais afundava na lama.

E ele começou a pensar: "Muito bem, agora me aconteceu isso. Eu estava indo para casa, já tarde, e agora não posso sair daqui, não tem ninguém que pode me ajudar por aqui."

E naquele momento se aproximava outra pessoa por ali, e de repente caiu no mesmo poço cheio de lama. E quando ele caiu, o outro que já estava lá, disse: "– Você nunca mais sairá daqui!"  E o 2º visitante ficou tão apavorado que deu um salto até em cima, pensando que lhe falara a alma de algum morto, e saiu correndo, de modo a nunca mais voltar por aquele cemitério. E o outro continuou a pensar: "Muito bem, quando eu pensava que havia chegado uma ajuda, fui falar aquilo, e eis que se foi a minha única chance."

Satanás disse a Davi, e vai dizer a você também: "Você está perdido! Você não pode sair do poço! Você nunca mais sairá daqui!" Então, como fez Davi, você também fará: Ele clamou por socorro, e deixou o Diabo no poço, porque Deus o socorreu, e o tirou do poço do pecado.

(2) Em 2º lugar, Deus o colocou sobre uma ROCHA, e firmou bem os seus pés.

Ele antes andava com os pés na lama, sem segurança, numa areia movediça. Mas agora ele estava com os pés numa rocha. Este foi o contraste.

Em Cristo, nós temos segurança econômica, segurança física, segurança espiritual. A salvação em Cristo é completa: não só nos tira de um poço de lama do pecado, mas nos coloca numa rocha firme, num lugar seguro. A rocha é símbolo de Jesus Cristo. Ele é o nosso Único Refúgio.

Em um mundo cheio de todo tipo de insegurança, em um mundo agitado pela violência, ameaçado por guerras e revoltas e assassinatos, ergue-se majestosa a Figura incomparável de Cristo Jesus – a Rocha Eterna dos séculos.

(3) Em 3º lugar, Deus não apenas colocou a Davi sobre a Rocha, mas também lhe deu um NOVO CANTO. "E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus." Ele agora tinha alegria, contentamento, motivo para cantar:

Você pode cantar? Encontro muitos cristãos que são taciturnos, que vivem lamentando. Você tem um motivo para cantar, para ter um sorriso nos lábios. Deus o tirou da lama da perdição, Deus o tirou da lama do pecado.

Tenho comigo uma carta de um homem que tinha motivos para cantar. Era muito culto, mas era agnóstico.

Antes ele vivia com uma amante, uma vida irregular. Nervosíssimo, a esposa não sabia o que fazer para agradá-lo. Ele praticava aquele pecado oculto, e temia ser descoberto. Mas após assistir a uma série de conferências adventistas do Pr. Walter Schubert, enviou-lhe uma  carta, dizendo:
"Meu querido amigo: Ao andar agora pelas ruas de minha cidade, olho as árvores, os pássaros que cantam; quando passo junto a um rio, todas as coisas possuem para mim um novo encanto. Tudo é beleza, alegria e gozo. Antes de abraçar a doutrina da Santa Bíblia, não via nada inspirador, porque levava o coração oprimido pelas penas de minhas culpas. Agradeço-lhe muito por suas conferências, pois agora tenho paz e tranquilidade de espirito."

Este homem podia cantar porque encontrou o gozo e a alegria da salvação. Que lição podemos tirar? Onde você põe a sua confiança? Davi indica onde devemos colocar a nossa confiança: Verso 4 – “Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira."

Muitos põem a sua confiança em riquezas, nas posses materiais, nas aquisições econômicas. Outros dependem de seus amigos, do seu grupo social. Outros põem sua confiança  em suas próprias forças. Aqui temos Davi que põe sua confiança em Deus, na Pessoa do Todo-Poderoso, no seu Criador, não nas coisas deste mundo.

Após a descrição da maneira como Deus o salvou, Davi faz um veemente apelo para que nós sejamos como o homem que confia em Deus: porque ele é feliz; e nós também seremos felizes, se também confiarmos  em Deus e na Sua salvação. "Bem-aventurado o homem que confia no Senhor" – o homem que confia em Deus é feliz.

O homem que confia em Deus "não pende para os arrogantes" porque estes não têm fé e não se humilham diante de Deus. Os arrogantes pendem para as coisas do mundo, que são inimizade contra Deus. Ele também não se associa com "os afeiçoados à mentira" porque os mentirosos não podem ter segurança. O orgulho e a mentira andam juntos para perder os ímpios.

(4) Então Davi, exalta as MARAVILHAS de Deus: Verso 5 – “São muitas, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.” Davi deixa de falar no homem e agora ele exalta a Deus. Ele tem muitos motivos para louvar: Ele foi salvo maravilhosamente, ele foi criado de modo excelente. E agora canta um cântico das maravilhas divinas. "– O meu Deus é maravilhoso. Ele me libertou deste poço de perdição." Agora, ele era livre como uma pomba.

II – O PREÇO DA LIBERTAÇÃO

A esta altura Davi responde a uma pergunta não levantada, que se expressa nestes termos: Qual é o preço da libertação? O que poderia o salmista Davi dar em beneficio de tudo o que Deus me fez? O que é que eu poderia pagar por minha salvação?

O que Deus não aceita? Verso 6 – "Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres." Sacrifício de bodes e carneiros, sacrifício de animais são insuficientes, são impotentes para pagar o preço desta salvação. O livro de Hebreus deixa claro que o sangue de animais sacrificados foi uma experiência ilustrativa. Não há possibilidade de pagar o prego da salvação com sangue de animais.

O sangue de touros e bodes não pode libertar do pecado. As exigências da lei não podem ser satisfeitas simplesmente com um sangue tão barato, comum. O preço desta redenção é demasiado caro para que se aceite o sangue de animais. Deus não aceitou. Ele exige algo melhor do que sangue de cordeiros.

Mas então, o que Deus aceita? Versos 7, 8 – "Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei."

Temos aqui algo significativo. Davi não apresenta holocausto de animais, porque sabe que Deus não os aceita. Na Velha Dispensação eles serviram apenas para simbolizar o plano da Salvação: significavam apenas uma lição objetiva da redenção.

Sucede então algo inédito: "– Ora, se Deus não quer o sangue de animais, então estou aqui e me entrego a mim mesmo." Davi se entrega como um sacrifício, para pagar o preço da redenção. Ele não leva um sacrifício de animais; ele mesmo se oferece para morrer e pagar com o seu sangue essa grande salvação.

"No rolo do livro está escrito a meu respeito." E isso é uma profecia: estava escrito que Davi haveria de morrer pela salvação do homem. E antes de morrer ele teria de viver toda a vontade divina. Davi se entrega para uma vida de perfeita obediência, para morrer e pagar o preço da redenção.

Mas este não é o Davi que conhecemos. Davi sem pecado!!?  Como entender essa história de Davi? Como poderia Davi morrer para pagar pelo seu pecado, para se remir, ele deveria ser sem pecado a fim de pagar pelo seu próprio pecado? Impossível. Ele deve estar falando de outra pessoa.
De fato, Davi está escrevendo uma profecia que não se refere a si mesmo, mas ao Messias. Davi era um tipo do Messias (Ez 34:24). Em Hebreus 10:4-7 temos a explicação. A Bíblia não nos deixa desapontados. Ela sempre nos dá uma resposta: Paulo está citando a passagem do salmo que nós estamos estudando.

Ele interpreta o Salmo 40 como sendo uma profecia messiânica, em que se diz que Jesus Cristo foi morto pelos pecados do mundo, para fazer a vontade de Deus: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. ...Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.” [Hb 10:9-10]. Jesus, a Perfeição e Pureza do Céu, veio a este mundo pela Encarnação, viveu uma vida de justiça, morreu para pagar a nossa redenção, ascendeu ao Céu e está prestes a voltar, a fim de reinar como Príncipe eternamente [Ez 37:25].

Mas, voltemos agora ao Salmo 40. Versos 9, 10 – “Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor. Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua graça e a tua verdade.”

Isso também se cumpriu em Jesus Cristo. Ele pregou o Evangelho, as Boas Novas de justiça aos cativos do pecado. Ele falou na sinagoga e também a grandes multidões como também a auditórios de apenas uma alma. Falou do amor de Deus e de Sua fidelidade. Declarou a verdade e a graça de Deus abertamente. [Jo 17:4, 6, 8].

III – O PREÇO DO PECADO

Mas prossigamos ao Verso 12: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniquidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece.”

Parece muito grave. Mas, se antes Davi falava do Messias, como Aquele que haveria de pagar pela redenção dele e pela de todos nós, agora, ele volta a contar de sua própria experiência. Nos Versos 1-5, o salmista apresenta sua própria experiência: libertação, lições e resultados. Nos Versos 6-10, o salmista fala como tipo de Jesus Cristo. Ele representara o Messias. Isso a Bíblia é clara em afirmar.
No entanto, no Verso 12, ele retoma à sua experiência novamente. Ele não está mais representando a Jesus Cristo. Ele agora, que antes falava pelo Messias, fala por si mesmo. Reconhecendo os seus pecados que são mais numerosos do que ele podia contar, Davi anseia a salvação dAquele Jesus Cristo que ele representava.

Você esperava que ele dissesse: ''Eu sou um homem justo!''? Mas qual é a reação de um homem que foi salvo por Jesus Cristo? Esta é a reação: "Meus pecados são muitos, são tão numerosos como os cabelos de minha cabeça." Mas alguém poderia pensar: "Como ele pode dizer isso? Ele não foi salvo de um poço de perdição, de um tremedal de lama? Não foi liberto?"

Entretanto, o homem salvo e justificado, ele não se sente  santo e perfeito. Diante de Deus se você está em Jesus Cristo está sem pecado, purificado. No entanto, após ser liberto, Davi se humilha e diz que os seus pecados são mais do que os cabelos de sua cabeça. É certo falar desse modo? Ouvi um pregador dizer que isso é errado.

Mas o salmista não se sentia santo, porque esta é a atitude do cristão – ele não se sente sem pecado. Diz a escritora Ellen White: "Não há nada mais agradável à vista de Deus do que a contínua humilhação da alma diante dEle" [MM 1992, p. 151].

Em Jesus Cristo somos vistos como santos. Nossos pecados são colocados sobre Jesus Cristo na Cruz e Sua justiça é creditada a nosso favor. Deus não vê nossos pecados, e sim a perfeição de Cristo em nós.

O pecado é um poço profundo, de lama, sujeira e areia movediça. Quanto mais o homem se mexe tentando escapar, tanto mais se aprofunda no lodo e na poça.

Você quer um exemplo, a maior prova de que o pecado é um poço profundo de lama? Considere o pecado de Adão e Eva. Eles receberam uma ordem para não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Era apenas um fruto. Mas não era só o fruto; era a desobediência – o poço do pecado, em todas as profundezas de degradação. E hoje vemos os resultados: a degeneração, a escravidão, a inimizade contra Deus, contra o homem, as doenças, a morte, a extinção completa no lago de fogo.
Este é o poço do pecado do qual somos salvos. O perigo é pensarmos que só os bandidos, as meretrizes e assassinos que estão no poço, e nos julgarmos muito justos. Não é assim, porque ainda temos uma natureza pecaminosa.

Você também está num poço de lama e quer sair, mas não consegue? Davi conseguiu sair, quando ele clamou a Deus. Você também precisa clamar, você também precisa derramar sua alma perante Deus – e Ele Se inclinará para ouvi-lo.

Um jovem estava enfrentando problemas com o sexo. Então ele clamou a Deus, dizendo: "– Ah, se existe um Deus no Céu, eu vou vencer." E Deus o ouviu, e ele saiu do poço. Colocou os seus pés sobre a Rocha, e se tornou um pastor destacado na Obra de Deus.

Um outro jovem deu o seu testemunho. Ele caíra no poço das drogas. Ele me disse pessoalmente:  – “Eu fui influenciado por falsos amigos, que me deram a droga; depois eu me viciei; aí eu tinha que comprar. A princípio, eu pedia dinheiro do meu pai; mas os meus pais não me deram mais. Eu já tinha vendido tudo – vendi nove tênis, e outros pertences – já não tinha mais nada.”
“Então, eu comecei a roubar dinheiro do meu pai, e ele começou a desconfiar: ‘Alguém está tirando o meu dinheiro.’  Então eu fui roubar dinheiro de uma igreja. Até isso eu tive que fazer para sustentar o vício.”

Ele fumou maconha, LSD, e quando lhe deram o crack, aí ele ficou doido. Ele disse na mesma hora: "Me dá mais", – ele ficou como louco desvairado. Já não pensava em mais nada. Não queria mais estudar, só queria praticar o vício. Então, os seus pais começaram a desconfiar e ele precisava agora fumar escondido; mas eles não tinham a mínima noção do que significa isso.

Um dia ele foi ao banheiro usar a droga. E a sua mãe bateu à porta, e ele precisava esconder as cinzas do crack. Já fazia vários dias que não tomava banho. Quando ele tirou a roupa de baixo, estava grudada, saiu a pele, e ficou tudo cheio de pus, em carne viva.

Daí ele passou a detestar a droga. “A droga já não era mais legal para mim. Eu fui preso por causa da droga. Eu clamei à minha mãe: ‘ – Mãe, eu estou morrendo, estou na miséria. Me tira disso. Eu preciso de ajuda.’ "

Ele foi levado a uma casa de recuperação de drogados, e foi restaurado. Então ele lança esse apelo: “Meu jovem, eu vou lhe dar esse conselho: ‘Por amor à sua própria alma, não entra nesse caminho, não usa droga. Por favor, foge disso, porque a droga vai arruinar a sua vida.’" Hoje ele está liberto do poço, o profundo poço de lama das drogas.

CONCLUSÃO

Mas, notemos como o salmista Davi termina o Salmo 40. Verso 17: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; tu és o meu amparo e o meu libertador; não te detenhas, ó Deus meu!”
Aqui está o resumo do Salmo, a súmula, a essência da mensagem de Davi: "Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor, cuida de mim."

Davi havia dito no Verso 4 que os fiéis, os bem-aventurados não são orgulhosos. O homem que tem fé, não tem orgulho. A fé é exclusivista, não admite o orgulho. "Não há nada mais agradável à vista de Deus do que a contínua humilhação da alma diante dEle" [MM 1992, 151]. Agora aqui no Verso 17 Davi nos dá um exemplo de humildade: ''Eu sou pobre.''

Davi era pobre? Não; Davi era riquíssimo. O seu reino era o mais rico de toda a Terra. Davi não necessitava de coisa alguma. Ele poderia dizer: “Eu sou rico; tenho tudo e de nada tenho falta.” Mas ele não possuía o espírito de Laodicéia. Pelo contrário, ele reconhece sua pobreza: ele fala de bens espirituais. Ele deseja a salvação que estava no Messias sobre quem ele profetizara.

Gostaríamos de terminar dizendo que esta é a atitude que devemos ter: "Eu sou pobre e necessitado, mas o Senhor cuida de mim." Jesus Cristo nos livra desta lama da natureza pecaminosa: "Ele cuida de mim."

Você se sente pobre e necessitado, espiritualmente? Não se esqueça de que Jesus Cristo  cuida de você.

Nossa única esperança de salvação está em reconhecer nossa pobreza espiritual e lançar toda nossa confiança em Jesus Cristo, o nosso amorável Salvador. Ele é o “meu amparo e meu Libertador”. Jesus também é o seu Libertador?

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
prbiagini@gmail.com

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Corrida do Cristão



TEXTO PRINCIPAL: Hebreus 12:1                                                 


INTRODUÇÃO

A cada quatro anos, atletas de centenas de países se reúnem num país sede para disputarem um conjunto de modalidades esportivas. A própria bandeira olímpica representa essa união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores. A paz, a amizade e o bom relacionamento entre os povos e o espírito olímpico são os princípios dos jogos olímpicos.

Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C., os gregos já faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus, com realização de competições. Porém, foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos, de forma organizada e com participação de atletas de várias cidades-estado.

Quando os romanos invadiram e dominaram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. No ano de 392 d.C., os Jogos Olímpicos e quaisquer manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após converter-se para o cristianismo.

No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.[1]

Em 2016, os Jogos da XXXI Olimpíada, mais comumente Rio 2016, será um evento multiesportivo realizado no Rio de Janeiro.

Assim como existia a modalidade das corridas nos jogos olímpicos da antiguidade, o apóstolo Paulo apresenta em Hb 12:1 a corrida que todo cristão deve percorrer:  “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”.

A palavra portanto, “constitui a conclusão que o escritor faz do capítulo 11”[2] de Hebreus, quando Paulo discorreu as lutas e as vitórias dos heróis da fé do Antigo Testamento e como esses campeões venceram esta maratona. Após o relato, sugere a mesma corrida aos cristãos.

Nesta corrida espiritual, os participantes possuem uma meta e para que essa meta seja alcançada, Deus nos dá uma inspiração. Não existirão atalhos e muitos serão os obstáculos, mas Deus oferece um importante meio para avançar rumo a vitória.

O que podemos aprender dessa tão importante corrida?


1. PARA OS QUE CORREM É PRECISO TER UMA META

O dicionário da língua portuguesa Michaelis, sugere que meta, significa “fim a que se dirigem as ações ou os pensamentos de alguém”.[3]

O apóstolo Paulo ensina claramente qual era a meta prioritária de sua vida.

(1) A meta do apóstolo Paulo

A analogia da corrida não consta apenas em Hb 12. Paulo na primeira carta aos Coríntios fez menção da sua participação nesta mesma corrida: “Assim corro também eu, não sem meta...”. 1Cor 9:26

“Ao escrever as palavras do versículo 24, sem dúvida o apóstolo se recordou dos jogos Ístmicos realizados não muito longe de Corinto. Os cristãos coríntios estavam familiarizados com essas competições esportivas. Paulo os lembrou que apesar de muitos correrem no estádio, nem todos recebem o prêmio. A vida cristã é como uma corrida. Exige autodisciplina, esforço intenso e determinação quanto ao seu propósito”.[4]

Na posição de corredor, Paulo tinha um alvo bem definido, uma vitória a conquistar. Ele sabia para onde estava indo e correu com plena segurança, esforçando-se para alcançar o objetivo final, receber a coroa da justiça.

(2) A meta alcançada pelo apóstolo Paulo

Nas olimpíadas promovidas na antiga Grécia,  o corredor não tinha a certeza que alcançaria o seu objetivo. Diferentemente, Paulo não apresentou dúvidas quanto a sua vitória. Ele sabia que a fé em Jesus o faria mais que um vencedor. É por isso,  que prestes a completar a sua jornada, demonstrou essa certeza dizendo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”. 2Tm 4: 7-8.

A palavra carreira  de 2Tm 4:7,  vem do grego “dromos”[5], que significa “pista de corrida”, onde é efetuada a competição. Paulo completou a corrida da fé.

Assim como Paulo, está você correndo na direção certa rumo ao ponto de chegada? A meta para a vitória está bem definida em sua mente? Você tem a certeza da vitória?

Transição: Na corrida que nos foi proposta, Deus  oferece inspiração. Vejamos o que pode nos inspirar nessa corrida rumo ao céu.


2.  PARA OS QUE CORREM É PRECISO INSPIRAÇÃO


De acordo com William G. Johnsson, “Hebreus é mais um sermão cuidadosamente elaborado e bem argumentado que propriamente uma epístola. Uma “palavra de exortação” (13:22) é a descrição que o próprio autor apostólico dá a essa obra. O livro faz um apelo aos judeus do primeiro século, cujas energias espirituais estavam enfraquecidas e que questionavam o valor de sua fé, em vista da religião judaica outrora praticada, para a qual pareciam estar sendo atraídos a voltarem”.[6]

Por renunciarem ao judaísmo, enfrentavam oposição implacável. Diante disso, esse grupo de conversos poderiam desanimar, fracassar na fé e até mesmo retornar as suas antigas tradições. A fim de motivá-los, Deus mostrara que o seu sofrimento não era único e excepcional, mas que assim como outros no passado que sofreram e obtiveram a vitória, todos poderiam vencer.

(1) A inspiração das Testemunhas

A inspiração para que os corredores perseverem e não venham a desistir é mencionada por Paulo da seguinte maneira: “...visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas...” Hb 12:1

As testemunhas mencionadas são os heróis da fé de Hb 11.  

“Visto que a fé é um elemento tão importante para perseverança, como mostra a profecia de Habacuque”[7],  viver e se possível morrer para alcançar a meta proposta por Deus, é  claramente percebido nas ações destes homens e mulheres de valor.

“A grande nuvem de testemunhas não significa que são espectadores do que acontece na terra. Antes, nos dão testemunho pela vida de fé e perseverança que levaram, e estabeleceram um alto padrão para imitarmos”.[8]

"Provavelmente não no sentido de espectadores, observando seus sucessores enquanto correm a corrida na qual entraram; mas no sentido que por sua lealdade e perseverança deram testemunho das possibilidades da vida da fé".[9]

Convém ressaltar que o escritor sagrado não está dizendo que os espíritos dos heróis da fé estariam conosco para nos ajudar na corrida cristã. Mas que o legado deixado através do testemunho de sua fé, inspiraria-nos em nossa corrida.

(2) O legado das Testemunhas

As testemunhas são “pessoas que alcançaram êxito, por isso nós também poderemos ter êxito”.[10] Foram homens e mulheres pecadores, mas que dotados da verdadeira fé em Jesus, foram mais que vencedores pela justiça de Cristo, testemunhando que a todos é imperioso vencer.

O que podemos aprender com o testemunho de cada um deles?

a. Abel: Obteve testemunho de ser justo quando ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim. (Hb 11:4)
b. Enoque: Obteve o testemunho de agradar ao Senhor e foi transladado. (Hb 11:5)
c. Noé: Obteve o testemunho de ser temente a Deus ao construir a arca e salvar a sua família. (Hb 11:7)
d. Abraão: Obteve o testemunho da obediência, ao ir para um lugar que devia receber por herança. (Hb 11:8)
e. Sara: Obteve o testemunho de ter por fiel Aquele que lhe daria a virtude de conceber, mesmo fora de idade. (Hb 11:11)
f.   Isaque: Obteve o testemunho de abençoar Jacó e Esaú no tocante as coisas futuras. (Hb 11:20)
g.  Jacó: Obteve o testemunho de abençoar cada um dos filhos de José. (Hb 11:21)
h. José: Obteve o testemunho de dizer a maneira como Deus conduziu o Êxodo de Israel. (Hb 11:22)
i.  Moisés: Obteve o testemunho de recusar a se chamar filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto ao povo de Deus, abandonando o Egito e suas riquezas para libertar o povo de Deus da escravidão. (Hb 11:24)
j. Raabe: Obteve o testemunho de não perecer com os incrédulos, acolhendo em paz os espias. (Hb 11:31)

Transição: Possuir uma meta bem definida e identificar os passos que proporcionaram a vitória aos heróis da fé de Hb 11, é imprescindível para a obtenção da vitória em nossa corrida cristã. Porém, mais importante que iniciar a corrida é terminá-la. Para isso, é importante vencer os obstáculos que permearão o percurso.


3. PARA OS QUE CORREM É PRECISO TRANSPOR OS OBSTÁCULOS COM PERSEVERANÇA

Imagine um corredor em busca da vitória mas que em seu corpo foi amarrado vários apetrechos pesados. O cansaço seria inevitável, impedindo-o de cruzar a linha de chegada.

Na corrida cristã, todo o embaraço ou peso desnecessário precisa ser eliminado para que nada interfira na vitória.

“...desembaraçando-nos de todo peso...”. Hb 12:1

(1)  O obstáculo do peso desnecessário

A palavra “peso”, vem do grego ogkos,  e sugere aquilo que serve para impedir que alguém faça algo.[11]

Claramente neste caso, o termo usado por Paulo denota a ideia de um empecilho, obstáculo, ou seja: dificuldades desnecessárias que vão diminuir o nosso ânimo, independente de quão inocentes possa ser, devem ser “despidas” da mesma forma que o corredor elimina as roupas supérfluas para não interferir em sua performance, na conquista do seu objetivo final.

Ilustração: Há uma historia interessante de um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.

No caminho encontrou um passante que lhe perguntou: – Viajante, por que carrega essa pedra tão grande? – É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava. Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor. Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou: – Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada? – Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo. Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves. Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal. [12]

Aplicação Homilética: Qual era na verdade o problema dele? A pedra, a abóbora e os demais objetos? Não! Era a falta de consciência do peso desnecessário. Uma vez que ficou ciente das cargas desnecessárias, livrou-se bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Carregam cargas que não apresentam serventia. Não é de se estranhar que muitos cristãos estejam tão cansadas em sua jornada!

O texto ensina ao leitor a importante tarefa de descobrir o que pode impedir o seu progresso na corrida do cristão.  

O que seria esse peso desnecessário?

“Muitos “embaraços” ou pesos podem não ser  necessariamente atos pecaminosos, mas podem ser coisas que nos retém, como o uso do tempo, algumas formas de diversão, ou determinados relacionamentos”.[13] 

Vale ressaltar que “os interesses próprios servem de grande carga; e logo se transmutam em pecado, se permitirmos que o egoísmo nos domine. Um intenso treinamento espiritual nos leva a reconhecer os “pesos” e a nos desvencilharmos deles, tal qual o exercício diligente, na vida física, alivia o corpo do excesso do peso”. [14]

(2) O obstáculo do pecado que tenazmente nos assedia

“...e do pecado que tenazmente nos assedia...”. Hb 12:1

O termo grego para tenazmente é “euperistatos”, uma palavra rara. Com base em sua etimologia, sugere ser algo que se apega de perto.[15]

Num sentido mais amplo, pode ser algo que pode agarrar fortemente. Por mais doloroso que seja a separação do pecado da qual estamos agarrados, é preciso o desvencilhamento deste obstáculo para não impedir aquele que corre, de alcançar a meta final.

Porém, “o manuscrito grego mais antigo de Hebreus que possuímos traz uma palavra diferente, eurispastos, que significa “distrair-se facilmente”.[16] Se este for o termo correto (original), provavelmente Paulo se referia ao fato de que o corredor não poderia tirar os olhos do alvo. Segundo Hb 12:2, os corredores devem olhar para Jesus, o autor e consumador da fé.

 (3) A perseverança para vencer os obstáculos

“...corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta...”. Hb 12:1

A palavra perseverança tem um significado muito especial. Vem do grego “hipomone”,  que significa a capacidade de continuar a suportar sob circunstâncias difíceis.[17]

Outros sinônimos são derivados: paciência, resistência, fortaleza, firmeza, constância.

Ilustração: Abraão Lincoln ao longo de sua atribulada existência, enfrentou com frequência o ímpeto dos ventos contrários, porém jamais fundeou a âncora.
·  Em 1832, Lincoln perdeu o emprego; nesse mesmo ano foi derrotado em sua campanha por uma cadeira no legislativo estadual de Illinois;
·      Em 1833 fracassou em seus negócios;
·      Em 1835 faleceu sua noiva;
·      Em 1836 sofreu aguda crise nervosa;
·  Em 1838 foi derrotado em suas aspirações para alcançar a presidência da legislatura de Illinois;
·  Em 1843 sofreu outra derrota como candidato ao Congresso Nacional;
·      Em 1846 foi, afinal, eleito deputado federal;
·      Porém em 1848 perdeu a reeleição
·    Em 1854 foi derrotado quando disputou a representação de seu Estado no senado da República;
·  Em 1856 sofreu outra derrota, quando disputava a vice-presidência da República;
·      Em 1858 foi outra vez vencido em sua campanha para o senado;
·      Porém, afinal, em 1860 foi eleito presidente do país.

Aplicação Homilética: Lincoln nunca se deixou abater diante da derrota. Mas o seu nome jamais seria conhecido pelo mundo, se ele não houvesse perseverado em seu esforço por atingir objetivos.[18]

No âmbito espiritual, a carreira que nos está proposta engloba a vida toda. É uma experiência ao longo da vida. Por isso, a necessidade de perseverar com paciência para aguardar a tão sonhada recompensa ao término da corrida. Não perca de vista a carreira que nos está proposta.


CONCLUSÃO

“Como competidores numa corrida, devemos olhar para o exemplo deles (nuvem de testemunhas, grifo nosso) para encorajamento. Devemos nos desembaraçar de todo o peso – de toda associação ou ou atividade de que nos ponham em desvantagem – e do pecado que tenazmente nos assedia (o autor tem em mente aqui o pecado em si, e não algum pecado insistente em particular). Senão, corremos o risco de perder o prêmio, que é o presente generoso de Deus da vida eterna para todos os termina a corrida”. [19]

Apelo: “Quando a rainha Vitória era criança, ela não sabia que estava na linha de sucessão do trono da Inglaterra.  Seus professores, tentando preparar a criança para o seu futuro papel, não conseguiram motivá-la. Ela não levava os estudos a sério. Finalmente, os professores decidiram dizer que um dia ela se tornaria a rainha da Inglaterra. Quando ouviu isso, Vitória disse: “Então eu vou ser boazinha”. A noção de que havia herdado uma elevada função lhe deu um senso  de responsabilidade que afetou profundamente a sua conduta”.[20]

Aplicação Homilética: Na corrida do cristão, Cristo nos oferece a elevada a oportunidade de sermos vencedores. A promessa ao vencedor é nada mais nada menos do que o céu.  Se estas verdades maravilhosas não nos motivarem para viver uma vida digna desta alta vocação, o que mais o fará?

Pr. Fábio dos Santos
Distrital em Ribeirão Preto-SP / APO
13/06/2016





[1] Ver HIPERLINK: http://www.suapesquisa.com/olimpiadas
[2] Nichos, Francis D. et al. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia (Tatuí, Sp: Casa Publicadora Brasileira, 2014), p. 522
[3] Ver HIPERLINK: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=META
[4] MacDonald, Willian. Comentário Bíblico Popular - Antigo e Novo Testamento (São Paulo: Mundo Cristão, 2011), p. 504
[5] Chaplin, Russell Norman: O Novo Testamento Interpretato Versículo por Versículo (São Paulo: Hagnos, 2002), p. 402
[6] Holbrook, Frank B. et al.  A luz de Hebreus: Intercessão, Expiação e Juízo no Santuário Celestial. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2013), p. 24
[7] Bruce, F. F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamentos (São Paulo: Editora Vida, 2012), p. 1455
[8] MacDonald, Willian, op. Cit, p. 865
[9] Bruce, F. F. La epístola a los hebreus (Buenos Aires: Nueva Creación, 1987), p. 349
[10] Taylor, Richard S. et al. Comentário Bíblico Beacon Vol 10 (Rio de Janeiro: CPAD, 2006), P. 114
[11] Louw, Johannes P.; Nida, Eugene A. Léxico Grego-Português do Novo Testamento baseado em domínios semânticos (Barrei, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2015), p. 149
[12] Ver HIPERLINK: https://josiasmoura.wordpress.com/2011/12/19/sermo-olhando-para-jesus-o-autor-e-consumador-da-nossa-f/
[13] Comfort, Philip W.; Lins Dan. Comentário do Novo testamento - Aplicação Pessoal (Rio de Janeiro: CPAD, 2009), p. 636 
[14] Chaplin, Russell Norman, op. Cit, p. 640
[15] Ibid, 640
[16] Bruce, F. F, op Cit, p. 1455
[17] Louw, Johannes P.; Nida, Eugene A, op. Cit, p. 236
[18] Freitas, Paulo G. Ilustrações Selecionadas para Sermões (Tatuí, Sp: Casa Publicadora Brasileira, 2004), p. 129
[19] France, R. T. et al. Comentário Bíblico Vida Nova (São Paulo: Vida Nova, 2009), p. 2002
[20] Muelleler, Ekkehardt. Lição da Escola Sabatina: O livro de Hebreus (Tatuí, Sp: Casa Publicadora Brasileira, 3º Trimeste, 2003), p. 135

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