A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

BRASIL: SUPERPOTÊNCIA ADVENTISTA

Depois do primeiro pacote com literatura aportar no Brasil em 1880, o adventismo por aqui cresceu e se desenvolveu. Após 134 anos, podemos ver com admiração o que Deus tem realizado através dos Adventistas no Brasil. De fato, o adventismo brasileiro alcançou a maturidade, chegando mesmo a tornar-se um dos mais robustos do mundo. Ao olhar os números e compará-los pode-se chegar ao conhecimento desta incrível realidade.

Nossa análise começa com a Divisão Sul-Americana, SAD (South American Division) na sigla em inglês. O gráfico abaixo é um comparativo do número de batismos, ano a ano, de 2010 a 2013. O nome das Divisões está em inglês:

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Neste gráfico pode-se ver que a DSA é a que mais batiza em todo o mundo, de cada 100 adventistas batizados no mundo, 20 são da DSA. Na verdade, em 2013, para cada 100 novos adventistas, 78 eram africanos (da África Subsaariana) ou latino americanos e apenas 4 europeus ou norte-americanos. Como acontece em todo o mundo cristão, a balança do cristianismo está pendendo para sul em relação ao norte.

Podemos agora comparar países. Estes são os 10 maiores países em número de adventistas no mundo.

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A Índia aparece como o país com mais adventistas no mundo. Apesar de ser surpreendente para alguns, se explica pelo fato de a Índia possuir a segunda maior população mundial, com mais de 1,2 bilhões de habitantes. Para cada brasileiro, por exemplo, existem 6 indianos. Assim, este número absoluto se dilui, havendo 1 adventista para cada 819 indianos. Brasil e Estados Unidos ocupam as próximas posições, estes três possuindo mais de 1 milhão de adventistas. Deste grupo, apenas 4 países tem populações superiores a 100 milhões de habitantes, os três primeiros e mais o México.

O Brasil possui o maior número de congregações, com 5 mil a mais do que o segundo colocado (Índia) e tendo 1 em cada 10 igrejas adventistas do mundo. Tem ainda o segundo maior número de pastores, só superado pelos Estados Unidos porém muito acima do terceiro (Filipinas) colocado em mais de 1000 pastores. Para fechar este quadro o Brasil é disparado o país com mais batismos no mundo, batizando mais de 100 mil acima do segundo colocado, a Zâmbia. Hoje, para cada 100 adventistas batizados no mundo, 17 são brasileiros. É um número impressionante.

Até este ponto analisamos o que seriam os números da secretaria, que se dedica a rastrear os membros, batismos e crescimento numérico. Pode-se imaginar como este crescimento se reflete na questão financeira. Neste aspecto, o crescimento brasileiro tem sido ainda mais espantoso. Vejamos primeiro uma análise por Divisões:

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Neste comparativo pode-se notar que a Divisão Sul Americana responde por 22,84% dos dízimos do mundo, a primeira colocada, a Norte Americana por 40,29% e a Inter Americana, a terceira por 9,95%. Embora devolva basicamente a metade dos Norte Americanos, a DSA entrega mais que o dobro da terceira colocada. Quando analisamos os países individualmente, a realidade brasileira se destaca.

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Os Estados Unidos devolvem 37,38% dos dízimos mundiais e o Brasil vem em segundo lugar, entregando 18,75% dos dízimos do mundo. A terceira colocada, a Austrália aparece muito distante com 3,05% dos dízimos globais. O Brasil devolve hoje pouco mais de 50% do total de dízimos Norte Americanos, o que pode parecer ainda pouco, entretanto, a comparação de crescimento mostra uma realidade surpreendente:

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Em 13 anos, o dízimo brasileiro cresceu 432,07% enquanto o Norte Americano 27,37%. Passamos de 7,46% do dízimo mundial para 18,75% enquanto no mesmo período, os Estados Unidos foram de 57,62% para 37,38% do total mundial. É uma realidade ainda mais relevante quando nos lembramos que PIB norte americano é 8 vezes superior ao brasileiro (17,528 trilhões contra 2,171 trilhões de dólares) e a renda per capita 5 vezes maior, 11.875 dólares no Brasil e 49.922 dólares nos Estados Unidos. Se mantiver este ritmo de crescimento, em alguns anos o dízimo brasileiro alcançará o americano e em seguida o suplantará.

A taxa de crescimento anual de 2000 a 2010 ficou em torno de 30% ao ano, enquanto a americana foi de 2,4% aproximadamente. Se estas taxas se mantiverem, nos próximos 10 anos o Brasil será o maior país em dízimos do mundo.
Nossa maior União em recursos, a União Central Brasileira, é hoje a quarta maior em dízimos, ficando atrás apenas das gigantes norte americanas Southern, Pacific e Columbia.


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Se a UCB, que é apenas o estado de São Paulo, fosse uma divisão, seria a sexta maior em recursos. O estado de São Paulo entrega mais dízimos do que países como a Alemanha, Inglaterra, Coréia, Canadá e Austrália. Se juntarmos os dois países europeus que estão entre os 10 com mais dízimos do mundo, Alemanha e Inglaterra, ainda assim a UCB aparece com mais dízimos (78 milhões contra 102 milhões).

Se nos voltamos para instituições, encontramos a CPB como a maior publicadora do mundo adventista. Em 2012 a nossa CPB vendeu US$ 61,633,053 enquanto a Review and Herald Publishing Association, a emblemática publicadora, mãe de todas as outras editoras, vendeu US$ 31,558,856. Somada a Pacific Press Publishing Association, a outra editora norte americana, foram feitas vendas no valor de US$ 50,080,534. Mesmo juntando as duas gigantes americanas elas não superam a nossa CASA, que ainda possui o maior número de funcionários do mundo, 539 contra 107 da Pacific Press e 139 da Review. Após o fechamento da Review neste ano, a segunda maior editora do mundo tornou-se a Pacific Press, com vendas em 2012 no valor de US$ 18,521,678, ainda muito distante da CPB.

Em número de Uniões, somos o primeiro país com oito em todo o território nacional, superando os EUA e a Índia (7 cada um). Em Associações ficamos em segundo (51) sendo superados apenas pela Índia (66), com a observação de que temos naquele país campos que possuem menos mil membros (2) e outros 16 com menos de 5 mil membros. A menor associação no Brasil possui em torno de 8.000 membros.

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Veja um resumo da classificação do Brasil em diversos itens:

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E AGORA?

Não se pode negar a força do adventismo brasileiro. Todo este crescimento é motivo de júbilo e gratidão a Deus, que tem abençoado o trabalho de Seu povo neste grande país. Toda esta força porém não deve ser motivo de orgulho, mas de senso de responsabilidade.

Durante o último século os Estados Unidos foram o motor do adventismo mundial. Seus recursos ampararam missões adventistas em todo o mundo, seus missionários espalharam a mensagem tornando a igreja Adventista do Sétimo Dia uma igreja realmente mundial. Eles ensinaram as Divisões filhas a se organizarem e a lidarem com seus recursos. A dívida da igreja mundial com a mãe North American Division só será paga no Reino dos Céus. Mas chegou o tempo em que esta filha, a Divisão Sul Americana, e de modo bastante especial o Brasil, deve assumir seu papel na pregação mundial do evangelho, ombreando e apoiando a antes quase solitária NAD.

Se Deus permitiu este crescimento do Brasil, sem precedentes na história da igreja adventista, é porque Ele tem um plano para os adventistas brasileiros. Devemos continuar nosso crescimento, pois quanto mais crescimento, mais recursos para a pregação mundial do evangelho. É tempo também de espalharmos os missionários brasileiros pelo mundo. Brasileiros sofrem hoje menor resistência e são mais bem aceitos na maioria dos países do mundo do que outros, como os próprios americanos ou europeus.

Hoje a DSA já possui um programa enviando 25 missionários inter-divisão. Mas podemos mais. Todas as nossas associações poderiam enviar primeiramente um missionário, teríamos então 39 missionários (aqui estão excluídas as associações-missão), posteriormente poderiam enviar mais um, perfazendo um total de 78 missionários. As Uniões enviariam 2 cada uma, 16 no total e a DSA, 6. Ao todo, teríamos 100 missionários brasileiros pregando o evangelho no mundo com recursos oriundos do Brasil. É uma grande oportunidade.

Devemos também continuar com o foco no em nosso crescimento interno, mantendo fortes instituições, mas usando a criatividade brasileira para criar novos métodos de evangelismo e mostrar o modelo de adventismo brasileiro como paradigma para o mundo. Deus tem nos posto como atalaias e nos chama a fazer nossa parte e assumir nossa responsabilidade. É tempo de trabalho como nunca dantes para os adventistas brasileiros. Após 134 anos de adventismo no Brasil, podemos verdadeiramente exclamar como o salmista: “Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”!

Fontes: 2014 Annual Statistical Report - 150th Report of the General Conference of Seventh-day Adventists
Disponível em http://docs.adventistarchives.org//documents.asp?CatID=11&SortBy=2&ShowDateOrder=True


Pr. Roberto Roefero (mestrando em teologia). 
Distrital em Vila São José na APS.
Casado com a Prof. Pauline e pai de 2 filhos, Paulo Roberto e Maria Carolina.

Comentários

  1. Nossa muito legal! Nem imaginava que no Brasil tinhamos estes números :O

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  2. Que Deus continue abençoando e multiplicando seu rebanho, não apenas em números é claro, mas verdadeiros cristãos, no Brasil e no mundo também.

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  3. Grande Roefero! Estudo espetacular... Parabéns!!

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