A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

AS LIÇÕES DO PÓS-COPA


Nestes tempos pós-Copa, ainda chocados pelos 7X1 e pelos 3X0 vejo os brasileiros, atordoados, querendo tirar lições, discutir causas, buscar culpados. E as palavras que mais tenho ouvido são “disciplina” e “planejamento”. A vitória alemã parece nos ter acordado para a importância do planejamento a longo prazo, sério, contínuo, honesto e para a disciplina necessária para que as coisas aconteçam, de fato.

Parece que, de repente, o tal jeitinho brasileiro, o “primeiro pular do prédio para depois ver como vai cair” está sendo questionado de forma definitiva. Até mesmo esse “oba-oba” emocional com nossos ídolos sem deles exigir total competência está nos causando um dolorido “mea culpa”. Se temos tudo para ser ricos, para ser felizes como povo e como nação, por que não somos? Se temos tudo para vencer, por que não vencemos? Se somos um dos países mais abençoados da terra em riquezas naturais e abundância, por que há tanta pobreza? E essas perguntas não querem calar na alma tupiniquim.

A insatisfação generalizada que começou em junho de 2013, travestida de 20 centavos, agora se desmascara em nossa frente. Sabemos festejar, brincar, ser simpáticos e cordiais, mas será que sabemos ser sérios, competentes, honestos, leais, verdadeiros? Será que não somos um bando de alegres que vivem enganados com um pouco de pão e circo? Essas são discussões que tenho visto e ouvido e que, confesso, nunca havia presenciado nas últimas décadas no Brasil. Parece que o Brasil está definitivamente acordando após o choque alemão. Se não conseguimos ganhar nem no futebol...

Essa discussão pode e deve ser extremamente motivacional para o mundo empresarial. Será que realmente cumprimos o que prometemos a nossos clientes ou acreditamos que um bom discurso resolve tudo? Será que nos preocupamos seriamente com a qualidade do que fazemos? Será que a incoerência entre o discurso e prática, entre o que dizemos e o que fazemos não é um dos grandes fatores de nossos fracassos, de nossa baixa produtividade? Será que já não é hora de sermos mais sérios, cumprindo nossas tarefas, prazos, horários? Será que não é hora de fazermos planejamentos sérios que serão executados? Será que não é hora de cumprir o orçamento que fizemos? Ou até quando iremos nos auto enganar achando que sem planejamento e disciplina conseguiremos vencer neste mundo global e extremamente competitivo? Será que não é hora de mudar?

Temos tudo para acertar. Temos tudo para ser campeões não só no futebol. Você sabe disso. O mundo sabe disso. Os alemães nos mostraram isso.

Pense nisso. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

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