A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Qual o Tema da Parábola do Rico e Lázaro?

Para descobrirmos o tema desta parábola devemos voltar ao início da perícope e perceber o contexto em que a parábola do Rico e Lázaro foi proferida. Os publicanos e pecadores, como descreve a Bíblia em Lucas 15:1, se aproximavam de Jesus para ouví-lo. Isso desgostou os fariseus e os escribas, que começaram a murmurar, pois julgavam ser uma atitude errada de Cristo gastar seu tempo ou ficar na companhia destas pessoas que segundo eles não eram dignas de salvação.

Jesus percebeu o sentimento dos seus opositores e para respondê-los começou a propor parábolas. Em sequência Cristo conta a parábola da “ovelha predida” (Lc. 15:3-7), da “dracma perdida” (Lc. 158-10), do “filho pródigo” (Lc. 15:11-32), e por fim a parábola do “administrador infiel” (Lc. 16:1-13).

As três primeiras parábolas contadas por Jesus tinham o objetivo de ensinar aos seus opositores a importância de salvar o perdido, e mostrar como Deus valoriza este ato. Mas a última ou quarta parábola da sequência muda o tema, e Jesus conclui assim: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Lc. 16:13).

Após ouvir esta parábola a Bíblia afirma em Lucas 16:14 que os fariseus, por causa da avareza, ridicularizaram Jesus. A princípio podemos correr o risco de passarmos por cima deste detalhe e achar que o tema da parábola do Rico e Lázaro tem como objetivo responder à questão da salvação dos perdidos ou assim considerados pelos fariseus e simpatizantes, mas seguindo o contexto Jesus muda de direção e vai tratar da avareza dos fariseus. Também percebemos que Cristo trata da questão da salvação dos menos favorecidos, pois os fariseus atribuíam a pobreza à maldição de Deus.

A parábola do Rico e Lázaro não foi contada para responder o que acontece após a morte, ou para explicar como e quem vai para o paraíso (céu ou nova terra) ou para o inferno (morte eterna). Jesus conclui a parábola com essas palavras: “se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressucite alguém dentre os mortos” (Lc.16:31). Cristo enfatiza a necessidade de crermos e obececermos Sua palavra escrita, e como ela está acima dos sinais e milagres.

Pr. Yuri Ravem

Editor Associado do Blog Nisto Cremos

Twitter:@yuriravem

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