A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

O Porquê da Renúncia do Papa Bento XVI?



A especulação mundial em torno da renúncia do líder religioso alemão Joseph Ratzinger ao papado está direcionada quase que totalmente às razões pelas quais Bento XVI tomou a decisão inusitada. Há, também, uma enorme curiosidade sobre o tipo de vida que levará o futuro cidadão comum (ou nem tão comum devido ao provável assédio que receberá de parte dos formadores de opinião) a partir de sua renúncia oficial.

Mas talvez uma das perguntas mais importantes que possa ser feita é: “para que renunciou Ratzinger?”. A que ou a quem interessa sua saída repentina de uma das funções mais conhecidas do planeta e que tem relação com milhões de pessoas diretamente ou indiretamente influenciadas pelas ações do estado religioso? A resposta não é fácil, mas existem indícios importantes.

É preciso compreender primeiramente que o Vaticano não é uma religião. É um estado soberano politicamente com assento na Organização das Nações Unidas (ONU). É uma nação praticamente como qualquer outra, mas com uma crença religiosa oficial: católica romana. E como um país, com administração eminentemente pautada por diretrizes humanas e terrenas, está sujeito aos mesmos tipos de contratempos.

Convive com a corrupção, com as crises de imagem, com a disputa interna de poder, com a oposição política, com problemas econômicos, com dificuldades nas relações diplomáticas, enfim, com toda a sorte de percalços comuns a um país independente.

É nesse contexto, portanto, que Ratzinger renuncia. Como qualquer chefe de Estado, diante da impossibilidade de continuar governando e satisfazendo a todos os interesses que orbitam em torno de Roma, ele sai. O alemão deixa o papado para atender ao Vaticano em suas estratégias político-administrativas. Evidentemente isso não será dito em público agora. Fica, portanto, a informação oficial sobre a saúde do religioso como razão principal. O contexto ao redor, no entanto, permite outras interpretações. Lembre-se: é um estado político-religoso.

É bem provável que o Vaticano intensificará o diálogo com outras religiões no plano ecumênico, ou seja, todos em torno de uma proposta administrativo-financeira não doutrinária e muito menos bíblica. Certamente será pressionado a aceitar o aborto, o casamento homossexual, o evolucionismo ateísta, a legalização de drogas em vários países, enfim, continuará agindo como tem agido há centenas de anos da maneira como se comporta uma nação regida por leis e princípios humanos. É a expectativa normal para uma nação que busca harmonia não com a moral bíblica e, sim, com o que pensam os demais países com os quais têm negócios e troca de favores.
Saída bíblica – Vários estudiosos da Bíblia, desde os séculos passados, identificaram o Vaticano como agente que se encaixa perfeitamente no cumprimento profético de livros como Daniel e Apocalipse. Mesmo o célebre cientista Isaac Newton, na obra As profecias do Apocalipse e o livro de Daniel datado de 1733, concordava que o Vaticano era o poder político descrito como chifre pequeno ou a primeira besta e que foi responsável por perseguir os verdadeiros fieis a Deus e a Sua palavra. Poder que repetirá a perseguição, no entendimento de outros teólogos, antes da volta de Jesus, evento predito na Bíblia e confirmado pelos escritos dos evangelistas, biógrafos oficiais de Cristo.

Diante da renúncia de Ratzinger (Papa Bento XVI), os cristãos que acreditam na Bíblia como regra literal de fé e princípios válidos para os nossos dias têm pelo menos duas reações possíveis. A primeira delas é orar para que os ensinamentos genuinamente bíblicos (e não aqueles inventados ao longo dos séculos por gente inescrupulosa que criou tradições para gerar medo, ganhar dinheiro e propagar a ignorância acerca do livro sagrado do cristianismo) sejam ensinados a todos os que desejam conhecer. E a segundaé a de orar por si mesmos.

A renúncia do sucessor de João Paulo II é um convite para religiosos e não religiosos lerem, estudarem e amarem os ensinamentos contidos na Bíblia. Esse hábito não os ajudará apenas a entender o contexto  profético em que o Vaticano está inserido, mas a amar a Jesus Cristo e se preparar para o dia em que Ele voltará e colocará fim a esses reinados terrenos frágeis e contaminados pelo estilo de governo terreno.

Cristãos que creem no advento não estarão tão preocupados com as razões que levaram o papa a renunciar ao trono oferecido pelo mundo e nem com a incrível quantidade de ilações que poderão ser feitas a partir dessa notícia. Estarão preocupados em viver o que Cristo mostrou na prática e a abandonar aquilo que é contrário à vontade divina. Buscarão sinceramente um compromisso espiritual com Deus traduzido em uma prática real. Não estarão inseguros quanto ao futuro, mesmo se não souberem exatamente cada passo que o Vaticano ou qualquer outro país adotará nos próximos anos.

Fonte: http://www.felipelemos.com/2013/02/para-que-renuncia.html


FELIPE LEMOS

Jornalista, blogueiro, twiteiro, especialista em marketing, Assessor de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
Editor geral do Blog Realidade em Foco 
Email: felipex29@gmail.com 

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