A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Amar não é fazer

Talvez um dos maiores equívocos em que incorrem as pessoas é confundir amar com fazer.

Muitos pais oferecem como prova do amor por seus filhos uma coleção de coisas que por eles fizeram ou que por eles deixaram de fazer.

Assim, é muito comum vermos mães dizendo para um filho adolescente:

" - Viu como sua mãe ama você? Corri o dia inteiro por sua causa! Fiz seu lanche, comprei a roupa que você queria, lavei suas meias, passei suas camisas, fiz aquele bolo que você tanto gosta. E você nem reconhece, nem liga! Faço tudo isso porque amo você!"

Todo o serviço é louvável e é claro que prova o amor dos pais a seus filhos. Mas, o que o filho realmente deseja, é afeto expresso na atenção, no ouvir, no conversar com franqueza, no levar a sério as opiniões, enfim, no ser tratado como alguém que merece consideração e respeito. Os serviços cheios de amor devem ser complementos do afeto.

Pais que “fazem”, mas não "são", sentem-se frustrados ao saber que os filhos não têm consideração pelos seus esforços. Não é um pai-fazer, uma mãe-fazer que um filho quer. Ele quer um pai que converse com ele, que o ouça, que tenha um pouco de tempo, mas que esse tempo seja totalmente dedicado a ele, filho. Os filhos e filhas compreendem muito facilmente as dificuldades que os pais têm com relação a tempo, trabalho, condição financeira, desde que tenham afeto, sintam-se queridos, e não apenas chamados de “queridos” e ignorados o tempo todo.

Esta sociedade de consumo, do “fazer” ao invés do “ser”, “coisificou” o amor.

A mesma verdade ser aplica ao relacionamento marido-mulher e mulher-marido. Amar o marido é ser para ele uma pessoa que some, que agregue, que discuta, opine, decida junto. Da mesma maneira o marido. De nada adianta suprir a casa com dinheiro e bens materiais abundantes ou "cobrir a esposa de presentes" se ele não for para a mulher, um ser que some, que agregue, que com ela discuta, que a ouça, que valorize os seus problemas e que tenha por ela todo o respeito, no melhor sentido do termo. De nada adianta fingir que considera a mulher, se de fato a trata com um ser inferior. É comum ouvir maridos referirem-se às suas esposas dizendo: "- Coitada, ela não entende muito bem essas coisas...". Ora, quem se refere dessa forma à sua esposa, não pode considerá-la a ponto de amá-la e querer fazê-la feliz.

E o "amar não é fazer" vale também para os filhos em relação aos pais. Não basta cuidar da saúde dos pais velhos e inscrevê-los num plano de saúde. Não basta dar dinheiro aos pais idosos. É preciso “ser” para os pais, visitá-los, conversar com eles, respeitar e reconhecer pelo "ser" e não pelo "fazer", o valor, a sabedoria, a experiência e as próprias limitações dos pais. Amar dar afeto sincero. Amar é “ser” e não “fazer”.

Pense nisso. Sucesso!

PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.  

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