A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Eu vos dei o exemplo

Sermão para ocasião especial: Comunhão

Título: Eu vos dei o exemplo

Texto: S. João 13:1-17

Introdução:

A – Hoje nos reunimos para realizar a cerimônia da humildade, o lava-pés.

1 – Entre os discípulos, quem deveria começar?

I - QUAL O MAIOR?

A – Havia entre os discípulos contendas sobre qual deles seria o maior.

1- Esta rivalidade era manifestada na presença de Cristo. Isto muito O entristeceu e O magoou.
2 – Os discípulos apegavam-se à idéia favorita de que Cristo firmaria seu poder, e tomaria o seu posto no trono de Davi.
3 – O coração de todos anelava a posição mais alta.

a) Tiago e João queriam assentar-se à direita do trono.
b) Judas, por sua vez, pensava em ser o Ministro da Fazenda.

4 – Assim, entraram na sala da ceia com o coração cheio de ressentimento. Cada um querendo uma posição mais elevada.

B – A necessidade de um servo.

1 – O costume exigia que um servo lavasse os pés dos hóspedes.
2 – Foram feitos os preparativos para esse serviço...

a) Ali estavam a bacia, a toalha, a água...

(1) Quem faltava?... Um servo...

3 – Não havendo, cabia a um dos discípulos fazer esse humilhante trabalho.

a) Quem? Pedro olhava para João; João para André; André olhava para Judas; Judas olhava para Tiago...

II - O MESTRE COMO SERVO

A – O Mestre ergue-se da mesa.
B – Pôs de lado a veste exterior, tomou uma toalha e cingiu-se com ela.
C – Os discípulos observavam com profundo interesse.
D – Aí, Jesus começou o trabalho de servo.

1 – Lavou os pés de Judas, João, Tiago André...
2 – Chegou a vez de Pedro... Jesus se aproxima dele. “Senhor, queres tu lavar os meus pés? Nunca me lavarás os pés” – disse Pedro.

a) Pedro foi muito sincero, quando disse com tanta firmeza: “Nunca me lavarás os pés”.
b) Seu senso de propriedade não admitia a idéia de Jesus proceder como servo seu.
c) Na sua sinceridade, ele estaria inteiramente disposto a lavar os pés de Jesus, mas o pensamento de Jesus lavar os seus pés era-lhe repulsivo.

E – Jesus, porém, tinha um desígnio em assim se aproximar de Pedro:


1 – Queria que Pedro percebesse que sua salvação dependia, não do que ele fizesse por Jesus, mas do que Jesus fizesse por ele.

Aplicação Homilética: A nossa salvação nunca vai depender daquilo que eu e você podemos fazer por Jesus, mas daquilo que Ele já fez por nós.

2 – No momento em que Pedro compreendeu estas verdades das palavras de Jesus: “Se Eu não te lavar não tens parte Comigo”. Então Pedro exclama: “Senhor, não somente os pés, mas as mãos e a cabeça”.

Citação da Sra. Ellen G. White: “Como Pedro e seus irmãos, também nós fomos lavados no sangue de Cristo; todavia muitas vezes, pelo contato com o mal, a pureza do coração é conspurcada. Devemos chegar a Cristo em busca de Sua purificadora graça. Pedro recusou ante a idéia de pôr em contato com as mãos do Seu Senhor e Mestre, os pés menos limpos; quantas vezes pomos o nosso coração pecaminoso, poluído, em contato com o coração de Cristo! Quão ofensivo é para Ele o nosso mau gênio, nossa vaidade e orgulho! Não obstante, devemos levar-lhe todas as nossas fraquezas e contaminações. Unicamente Ele pode nos lavar e deixar-nos limpos. Não estamos preparados para a comunhão com Ele a menos que sejamos limpos por Sua eficácia”. DTN pág. 485

III – A APLICAÇÃO do MESTRE

A – Terminando de lavar os pés dos discípulos, Jesus aplicou a lição que acabara de dar. João 13:12-17.

Conclusão e Apelo:

A – Ao participarmos desta cerimônia - a cerimônia da humildade - estamos conscienciosamente imitando o Mestre?

Experiência: Aconteceu quando eu era pastor de uma igreja no interior do Maranhão. Duas irmãs brigaram por causa de fofocas. Uma delas reconhecia que havia errado. Chegou o dia do lava-pés e a ceia. A irmã “pecadora” foi até a outra que se achava com razão para lavar seus pés. Ela consentiu que seus pés fossem lavados. Agora era a vez de ela fazer a mesma coisa. Ela disse: “Tu lavaste os meus pés, mas os teus eu não lavo. Ninguém é capaz de me fazer lavar os teus pés.” Foi a primeira vez que eu presenciei uma pequena briga na comunhão. Foram-me chamar para que eu a obrigasse lavar os pés da outra. Apenas disse: “Deixa para lá. Quando ela diz ‘ninguém’ está incluindo o próprio Jesus que está aqui.” O importante é que a “pecadora” fizera a sua parte.

B – Estamos dispostos a ser completamente purificado do pecado?

C – Quantas vezes temos traído a Cristo por nossa conduta?

Ilustração: Um irmão muito doente. Estava com medo de morrer. Havia brigado com o vizinho por causa de uns metros de terra. Com medo de morrer, mandou chamar o vizinho para fazer as pazes. Disse: “Joaquim, eu mandei te chamar porque estou entre a vida e a morte, mas se eu ficar bom, tu vais me pagar todos aqueles desaforos”.

D – Estamos observando o Novo Mandamento? “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vós ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (S. João 13:34,35).

1 – Que haja entre nós o verdadeiro amor de Jesus!

E – Oração pedindo a Deus perdão de todos os nossos pecados.

Hinos sugeridos: H.A. 395, 299


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL. 

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