A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Um discípulo chamado Tomé


Textos: João 14:4-6; João 11:7,8 e 16; João 20:19,24-28.

Introdução:

A – Inúmeras vezes temos ouvido pessoas dizerem:

1 – “Fulano de tal é como Tomé”.
2 – “Eu também sou como Tomé: só creio se eu vir”.

B – Para o mundo em geral a palavra “Tomé” é sinônimo de incredulidade e de descrença.

1 – Tomé tornou-se o símbolo de desconfiança, receio, suspeita e dúvida.
2 – No Brasil, quase não encontramos pessoas com esse nome.

a) Existem muitos José, Lucas, Pedro, João, mas Tomé...
b) Quem aqui se chama Tomé?

(1) Seus pais, sendo inteligentes, evitaram as piadinhas e galhofas com o seu nome...

C- Mas quem foi Tomé?

1 – Foi um dos discípulos de Jesus.
2 – Mas será que Tomé foi tão ruim e incrédulo como geralmente admitimos?
3 – Façamos um júri. Coloquemos Tomé no banco de réu. Quero ser o seu advogado.

D – Estudemos a sua vida.

1 – Espero que os irmãos possam tirar um grande proveito da vida desse homem de Deus.
2 – Particularmente tenho aprendido uma grande lição para mim ao estudar o caráter desse seguidor de Jesus.

I – TOMÉ – O INVESTIGADOR SINCERO –“Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” (João 14:5).

A – Como saber o caminho? Era a preocupação de Tomé. Preocupava-se com a investigação científica.

B – Quão bom seria se a humanidade que vive sem rumo, parasse um pouco e interrogasse:

1 – Que caminho eu devo seguir?

C – A pergunta de Tomé não ficou sem resposta.

1 – Jesus lhe respondeu: – “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (14:6).

a) Todo judeu conhecia muito bem esta expressão: Caminho, Verdade e Vida.

(1) Era um termo que simbolizava todo o santuário. Ou seja: as três partes do santuário.
(2) O santuário estava dividido em: pátio, o lugar santo e o lugar santíssimo.

(a) O pátio era chamado de “Caminho”.
(b) O lugar santo era chamado de “Verdade”.
(c) O lugar santíssimo ou santo dos santos era chamado de “Vida”.
b) Por isso, quando Jesus respondeu a pergunta de Tomé, Ele estava dizendo que representava todo o santuário: o Caminho, a Verdade e a Vida.

D – Irmãos, neste ponto precisamos ser como Tomé.

1 – Precisamos conhecer bem o caminho.
2 – Precisamos examinar a Palavra de Deus para não sermos confundidos com os pseudo–caminhos.
3 – Cristo certa vez disse: “Examinai as Escrituras”.

a) Tomé levava a sério o exame das Escrituras.
b) Ele não confiava apenas no que os outros diziam e ensinavam.

(1) Gostava de examinar por si mesmo.

Aplicação: - Você tem seguido as pisadas de Tomé? Você examina a Palavra para saber de fato é assim?

E – Vale a pena examinar por nós mesmos.

1 – Precisamos acatar o que o pastor prega, o que é dito na igreja, o que a igreja ensina, mas isto só não é suficiente. Precisamos examinar por nós mesmos.
2 – Precisamos obedecer tudo o que é ensinado na igreja.

a) Mas precisamos também conhecer a fundo esses ensinamentos. Temos de examinar estas verdades.

F – A Palavra de Deus é como um tesouro.

1 – Não se encontra metais preciosos na superfície. É preciso cavar profundamente até encontrar.

a) Ninguém anda chutando ouro nas ruas...

(1) O ouro está nas profundidades.

G – A Igreja Adventista de Ontem e de Hoje.

1 – Ontem – O Povo da Bíblia. Ganhamos vários concursos bíblicos.

a) Religião individual.
2– Hoje – Religião coletiva.

a)Muitas reuniões na igreja. Muitas programações e atividades, mas pouca preocupação com o estudo individual e pessoal.

H – Se já nascemos e um lar adventista, que coisa boa!

1 – Mas precisamos conhecer profundamente a fé dos nossos pais.

II – TOMÉ – O VERDADEIRO SEGUIDOR DE JESUS. – “Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: vamos também nós para morrermos com Ele”. (João 11:16).

A – Por ensinar a verdade, indo em choque com as doutrinas dos escribas e fariseus, quiseram apedrejar o Mestre.

1 – Jesus havia curado um cego de nascença.
2 – Jesus havia dito ser igual ao Pai.
3 – Jesus havia dito ser Ele o próprio Deus.

B – Por esses e outros motivos, os doutores da lei quiseram tirar-lhe a vida antes do tempo.

1 – Jesus e seus discípulos, deixaram o templo, lugar onde já eram bem conhecidos, e vão para os lugares solitários, onde João Batista pregara muitas vezes.

a) Jesus estava agora ensinando além do Jordão, para se livrar da perseguição dos inimigos.

C- Aconteceu, porém, algo muito triste na cidade de Betânia. Lázaro adoeceu e logo veio a falecer.

D – Jesus chama os discípulos em particular com uma sugestão: – “Depois, disse aos discípulos: Vamos outra vez para a Judéia. Disseram-lhe os discípulos: Mestre, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá?” (João 11:7,8).

1 – Agora, vem a resolução de Tomé: – “Então, Tomé chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também para morrermos com Ele.”
2 – Que profunda convicção tinha Tomé.
3 – Que profunda fé tinha Tomé!

a) Ele estava disposto a ser apedrejado. Estava disposto a morrer ao lado de Jesus.

4 – Durante a história da igreja cristã, milhares morreram por sua fé, quem sabe inspirados no belo exemplo de Tomé: “Vamos também para morrermos ao lado dele”.

Aplicação: – Irmãos, temos nós essa convicção que tinha Tomé?

III – T O M É - O CORAJOSO. – “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!” (João 20:19).

A – Estavam trançados num quarto com medo de serem crucificados também.

1 - Estavam-se pelando de medo.

B – Tomé não estava presente. – “Ora, Tomé um dos doze, chamado Didimo, não estava com eles quando veio Jesus”. (João 20:24).

1 – Ele não estava trancado. Por quê? Porque não estava com medo.

IV - T O M É - O ADORADOR.

A – Uma única vez, Tomé disse algo que não deveria ter dito e ficou estigmatizado para sempre.

1 – Apenas uma vez ele errou e por isso ficou o seu nome na história.

a) Como dizemos na linguagem popular: “Tomé pisou na bola”.

(1) Que isto sirva de lição para nós...

B – Vamos ao texto que se tornou o estigma de Tomé: – “Disseram-lhe então os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos os sinais dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.” (João 20:25).

C - Tomé encontra-se com Jesus. – “E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos. Chega também a mão e põe-na no meu lado; não seja incrédulo, mas crente.” (João 20:27).

1 – Esta resposta de Jesus foi uma represália à incredulidade de Tomé.

D – Agora vem o seu ponto forte. – “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” (João 20:28).

1 – Para Tomé, o Senhor Jesus era mais do que um simples homem: era Deus.

Aplicação – Temos conhecido a Jesus Cristo como nosso Deus e Senhor de nossa vida?

CONCLUSÃO:

A – Aprendamos a lição da vida deste homem de Deus.

1 – Como um grande investigador e interrogador da verdade.
2 – Como um verdadeiro seguidor de Jesus.
3 – Como um corajoso soldado de Jesus.
4 – Como um adorador sincero.

B – Sua morte. Tomé foi um discípulo fiel a Jesus até à morte. Exceto Judas, todos os discípulos de Jesus foram fiéis até o fim da vida.

C – O martírio dos apóstolos, segundo a tradição:
1 – Mateus – Morto à espada numa cidade da Etiópia.
2 – Marcos – Foi arrastado pelas ruas de Alexandria, no Egito, até morrer.
3 – Lucas – Enforcado numa oliveira, na Grécia.
4 – Tiago, o maior, - Foi degolado em Jerusalém.
5 – Tiago, o menor,- Foi lançado do pináculo do templo a baixo.
6 – Felipe – Foi enforcado num pilar em Hierópolis, cidade da Frigia.
7 – Bartolomeu – Foi esfolado vivo por ordem de um rei bárbaro.
8 – André – Crucificado na Escítia.
9 – Pedro – Morreu crucificado de cabeça para baixo, em Roma.
10 – Paulo, que não foi um dos discípulos, - Degolado em Roma.
11 – Judas enforcou-se.
12 – João – O único que teve morte natural.

a) Dizem que, bem velhinho, andava de bengalas pelas ruas da cidade de Éfeso.

(1) Passou por muitas provações:

- Foi jogado dentro de um caldeirão de azeite fervendo, e nada lhe aconteceu. Ficou nadando...
- Foi um prisioneiro na ilha de Patmos.

13 – Ah! Está falando um: Tomé. Como morreu Tomé, segundo a tradição? Tomé pregou o evangelho aos partos, chegando até a Índia, sendo morto em Calamina.

D – Que a nossa vida seja semelhante à de Tomé!

ORAÇÃO: Senhor Deus, nosso Pai, nós que vivemos nos dias de tanta incredulidade, queremos Te pedir fé para vencermos o mundo descrente que nos cerca. Senhor, ajuda-nos confiar sincera e piamente em Ti todos os momentos de nossa vida, sem nunca vacilar. Em nome de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos: H.A. 258, 261, 292.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

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