A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Só isso?


Faz alguns anos, o famoso roqueiro irlandês Bob Geldof apresentou o “Live Aid” – maior concerto de todos os tempos – com músicos e cantores do mundo inteiro.

Quando o concerto acabou, alguns jovens fãs, ao pé da plataforma, gritaram para os organizadores: “Só isso?” E Bob Geldof escreveu, como sentença final em seu livro: “É uma coisa que vivo perguntando a mim mesmo”. As palavras se tornaram o título do seu livro: “Só isso?”

Até a pessoa mais inteligente, desde os primórdios da civilização humana, tem-se feito a mesma pergunta acerca do propósito da nossa existência: ‘Só isso?’ A última oração de Aristóteles chegou até nós desde o século IV a.C.:

“Entrei no mundo por meios escusos,
Tenho vivido nele com ansiedade,
Deixo-o sentindo-me perturbado”.

Na era moderna, depois do grande triunfo da circunavegação do mundo em seu barco, Gipsy Moth IV, sir Francis Chichester descreveu seus sentimentos quando todas as comemorações acabaram: “Vi a mim mesmo como uma gota de água pingando sobre a areia da praia, levando a um beco sem saída. A vida em si pareceu-me fútil”.

O escritor Richard Bewes, que trouxe à tona o relato impressionante de Bob Geldof, faz a seguinte afirmação num de seus livros: “Vários de vocês, olhando para o vazio de suas próprias vidas, estão se fazendo a mesma pergunta: ‘Só isso? A vida neste mundo é só isso?’ Estou aqui para lhes trazer o anúncio sensacional de que há muito mais!”

Domingo passado, 16/08/09, preguei numa das sete igrejas do meu distrito pastoral sobre um dos temas que mais gosto de pregar: as Parábolas. Aqui neste site (www.iasdemfoco.net), temos, inclusive, uma série de artigos da colunista Graciela E. Rodrigues sobre esta temática. São lindos artigos e mensagens inspiradoras que nos alimentam espiritualmente!


A que abordei no domingo, por sinal uma das não trabalhadas por Graciela, é a parábola da “Pérola de Grande Preço”. No livro “Parábolas de Jesus”, a autora mostra que esta “Pérola” tanto se refere à Pessoa de Jesus como à Sua justiça: “A justiça de Cristo, como uma pérola branca e pura, não tem defeito nem mácula alguma. Nenhuma obra humana pode aperfeiçoar a grande e preciosa dádiva de Deus”.

Na Pessoa maravilhosa de Jesus, temos tudo o que precisamos para esta vida e para a vida futura – a eternidade. É por isso que Davi inicia o mais famoso dos Salmos afirmando: “O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará” (Salmo 23:1). Isso significa, como encontramos nas palavras de Paulo, que “o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).

Quando cairmos na real e descobrirmos a pequenez das coisas deste mundo face à grandeza do que Deus oferece de graça na pessoa de Jesus, agiremos como o homem da parábola: o negociante de pérolas; então, abriremos mão de tudo o que somos, ou pensamos ser, em função de tudo aquilo que Deus pode fazer por nós e em nós.

Um mais alto valor “se alevanta”

Rebuscando o texto da menor de todas as parábolas contadas por Jesus [Mateus 13:45-46] as seguintes características presentes no personagem ali descrito: Era um comerciante de pérolas; diz o texto que se tratava de alguém que “negocia e procura boas pérolas”.

Em outras palavras, ele acordava, passava o dia, comia, bebia e respirava na busca incansável pelas melhores pérolas. Ele não se contentava com pouca coisa. Ele não se satisfazia com as coisas comuns que estavam à sua volta! Ele fugia do vulgar e do lugar comum – mediocridade não fazia parte do seu vocabulário! Ele queria o melhor! Ele anelava o melhor! E ele buscava incansavelmente o melhor!

O mesmo acontece com aqueles que almejam e buscam a salvação na Pessoa de Jesus. Eles não se satisfazem com as migalhas e bijuterias que este mundo oferece. Eles não se contentam ou satisfazem mesmo com aquilo de “melhor”, bonito, agradável, sensual e atraente que o mundo oferece.

Comidas, prazeres, fama, poder, dinheiro, sexo, títulos acadêmicos, amizades mundanas – e tantas outras coisas, em si mesmas boas e positivas – para eles perdem o brilho e atração; não significam NADA, porque eles estão em busca da Pérola de Grande Preço!

Eles são como Moisés, de quem a Bíblia afirma: “Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Hebreus 11:24-26).

O dicionário define galardão como “recompensa de serviços valiosos”, “prêmio”. Qual foi o galardão – recompensa ou prêmio – de Moisés? Você sabe? Abra sua Bíblia em Judas, verso 9 [só tem um capítulo e fica antes de Apocalipse, último livro da Bíblia] e, depois, em seguida, leia Mateus 17, versos 1 a 4.

Moisés está no Céu; para onde foi, trasladado, como lemos em Judas 9, logo após a sua ressurreição. E se ele tivesse escolhido as coisas deste mundo – as riquezas e glórias do Egito, ser o sucessor do Faraó (um “Faraózinho”) – qual teria sido o seu galardão, o seu prêmio? Com certeza, Moisés seria, hoje, mais uma daquelas múmias expostas nos museus mundo a fora.

Amigos, a própria pessoa que registrou estas palavras – falando de Moisés e dos outros grandes heróis da Fé – descreveu assim a sua experiência: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo [lixo], para ganhar a Cristo” (Filipenses 3:7-8).

Prestem bastante atenção nisto: Aqui está, na experiência de Paulo, o melhor exemplo do que significa comprar a Pérola de Grande Preço! Paulo abriu mão de tudo – exclusivamente tudo – em favor de Jesus: “por amor do qual perdi todas as coisas”, ele afirma.

Da mesma forma, nós, indignos pecadores, temos que abrir mão do estilo antigo de vida – roupas inadequadas a um cristão, alimentos imundos, leituras, filmes, novelas e programas de TV impróprios ao viver cristão e todas aquelas palavras, pensamentos e práticas contrários à sã doutrina – para que possamos tomar posse da salvação, adquirindo a Pérola de Grande Preço que é Jesus.

A Bíblia mesma nos diz isso nas seguintes palavras: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Coríntios 5:17).

Correndo atrás de vento

Para o escritor Érico Veríssimo, "Felicidade é a certeza de que nossa vida não está se passando inutilmente". Por isso, precisamos mudar os parâmetros ou referenciais de realização pessoal e de avaliação do sucesso; precisamos trocá-los pelos critérios de avaliação bíblicos.

E a Bíblia, com certeza, tem muito a nos dizer sobre o verdadeiro sucesso e a verdadeira realização pessoal que, por sua vez, constituem-se nos verdadeiros pilares da felicidade. Ela, a Bíblia, nos faz algumas perguntas sobre as quais vale a pensa refletir:

“Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-Me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares” (Isaías 55:2).

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma?” (Marcos 8:36-37).

Se existiu alguém neste mundo que experimentou de tudo o que o poder, dinheiro, fama e conhecimentos podem proporcionar é o rei Salomão. Salomão, buscou a satisfação e realização pessoal na sabedoria e no conhecimento (Eclesiastes 1:16-18) e viu que isso era “correr atrás do vento”, “na muita sabedoria há muito enfado” e “quem aumenta ciência aumenta tristeza”.

Procurou na bebida e nos prazeres da carne (Eclesiastes 2:3 e 8); buscou-a através da realização de grandes empreendimentos (Eclesiastes 2:4-6) que, hoje, sobrepujariam os projetos de uma Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Oldebrecht, OAS, Queiroz Galvão – fazendo a alegria de qualquer grande empreiteiro.

Teve mais dinheiro, propriedades e riquezas (Eclesiastes 2:7-9) que o mega-investidor americano Warren Buffet (o homem mais rico do mundo), o mexicano Carlos Slim (o segundo da lista), Bill Gates e todos os demais – somados – possuem hoje.

Fez tudo o que queria fazer – ou “dava na telha” – e procurou atender cada desejo ou capricho pessoal: “Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas” (Eclesiastes 2:10).

No entanto, nada disso trouxe verdadeira realização para Salomão! Nada disso lhe trouxe satisfação plena! “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do Sol” (Eclesiastes 2:11).

Após experimentar de tudo, a Salomão restava sempre a pergunta: “Só isso?”

Permanente e supera todas expectativas

Como aconteceu com todos os demais grandes personagens da Bíblia, Salomão descobriu que o único bem supremo nesta vida, o único prazer que não tem fim está em fazer a vontade de Deus e em viver uma vida em sintonia com o Céu:

“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Eclesiastes 12:1).

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam más” (Eclesiastes 12:13-14).

Como a Bíblia afirma taxativamente: “Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (I João 2:17).

No final da História deste mundo, aqueles que, hoje, buscam fazer a vontade de Deus de todo o coração, ao contrário dos ímpios, irão se surpreender positivamente com a recompensa dos santos: Afinal, Deus assegura: “Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio...” (Isaías 65:17-18).


PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.Editor Geral do Blog 7 com news e do site de Evangelismo IASDEMFOCO

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