A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Fé em Domicílio (Pequenos Grupos)


A revista IstoÉ (24/7/09) trouxe uma matéria interessante, de Maíra Magro, sobre os pequenos grupos. Curiosamente, a reportagem dedica mais espaço à prática na Igreja Católica do que entre os evangélicos, que já usam essa abordagem há mais tempo.


"A crescente adesão ao movimento conhecido por igreja em casa é a prova de que lugar de oração não é só no templo. O movimento abrange católicos e evangélicos, que veem nessas reuniões uma forma de incentivar as relações pessoais e, ao mesmo tempo, conquistar novos adeptos. 'Cada vez mais, o Vaticano tem produzido documentos estimulando a igreja a ir até as casas', afirma a socióloga especializada em religião Sílvia Regina Alves Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.


"Um dos mais tradicionais grupos de oração do Rio é organizado por uma representante da alta sociedade, a paulista Glória Severiano Ribeiro, 54 anos, da cadeia de cinemas Severiano Ribeiro. Ela reúne cerca de 50 amigas em sua casa, duas vezes por mês, com a presença do padre Marcos Antônio Duarte, da paróquia de São Conrado.

"Na paróquia São Benedito, no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo, o padre Juarez Murialdo Dalan lançou, há um ano e meio, os chamados 'encontros em células'. São reuniões semanais de 12 fiéis - como os apóstolos que se encontram nas residências para orar e conversar sobre suas ações. A experiência frutificou - hoje os grupos já são 13. 'A ideia da célula é a multiplicação', explica o padre Juarez. Para ele, uma das maiores vantagens da igreja nos lares é o ambiente.

"Entre os evangélicos, também se multiplicam os cultos nos lares. Em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o pastor pentecostal Diego Martinez faz cultos residenciais e supervisiona encontros semanais com grupos de dez a 40 pessoas, que celebram a Santa Ceia com pão e suco.

"No Rio, o pastor evangélico pentecostal Osias Rocha Matos promove cultos estritamente residenciais e adota o nome 'igreja sem templos'. Ao todo, já são 400 fiéis. 'Não cremos que a igreja tenha que ter uma sede', diz o pastor. 'O objetivo maior é fazer discípulos.'

"A ideia foi crescendo e algumas igrejas até inseriram a metodologia de células no nome, como a Igreja Celular Internacional. 'É uma proposta que produz crescimento muito rápido', explica o sociólogo.


"A igreja em células também é usada por novos movimentos leigos dentro do catolicismo - missionários que querem ter uma vivência intensa, mas sem adotar a vida religiosa. Um exemplo é a Comunidade Fanuel, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. O grupo adotou, há dois anos, o modelo de células e hoje já são 30 com cerca de 12 membros cada.

"Os encontros nas residências, de uma hora e meia, são informais e sem a presença de um padre - só de missionários. Também não há santo, vela ou crucifixo. Começam sempre com uma refeição, a partir da qual surgem debates e orações. 'Ao mesmo tempo que as reuniões respondem às necessidades dos participantes, também atraem quem está de fora', diz o missionário César Machado Lima. Uma vez por mês, é feita uma prestação de contas ao padre e ao bispo da localidade. Assim como o alto comando de Roma, os relatórios são aprovados e incentivados. Afinal, a pregação básica é: a Igreja deve ir onde o povo está."


PR. MARCELO DIAS

Professor no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. Pastor do distrito do Parque dos Trabalhadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Estudou teologia no Brasil e Administração nos EUA. Completou o MBA na Califórnia e cursa o Mestrado em Teologia em São Paulo. É casado com Ana Cláudia V. Mainer. 

Nota: Houve um tempo em que se questionavam o trabalho dos Pequenos Grupos entre os adventistas mesmo diante do respaldo teológico do livro Serviço Cristão, escrito por Ellen White. Sou de uma geração que tenho presenciado a quebra de alguns paradigmas sobre a maneira correta de fazer evangelismo e hoje tenho certeza que a forma "Relacional" encontrada nos Pequenos Grupos corresponde ao plano de Deus para a sua igreja nos últimos tempos. A certeza que compartilho é por que há respaldo Bíblico e também no Espírito de profecia quanto a prática dos PG.

Até mesmo outras denominações estão descobrindo o quanto é bom evangelizar por Pequenos Grupos. Se você tem dúvidas quanto aos PG, visite o Blog do Pr. Jaime Martins (Pioneiro em Pequenos Grupos) distrital de Santo Antônio da Patrulha. Para uma região tradicional e com inúmeras dificuldades geográficas ele provou que o trabalho em PG organizado, promove crescimento sustentável.

Acesse o seu Blog: http://www.oatalaia.net/

Pr. Fabio

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