A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Crise e motivação: como e por que motivar colaboradores?

Nesta época de grandes mudanças, de uma grande competitividade, uma das coisas mais importantes que um dirigente deve fazer é tomar todos os cuidados com o clima organizacional de sua empresa.

Muitas vezes a queda de vendas, o acirramento da concorrência e as dificuldades do mercado fazem com que os funcionários sintam-se desmotivados, achando-se incompetentes para os novos tempos. Isso é um grande perigo. Não deixe esse clima atingir a sua empresa.

Ao menor sinal de desânimo, reúna seu pessoal, fale com todos e com cada um, aceite a mudança e dê esperanças àqueles que realmente se dispuserem a enfrentar os novos tempos em que a qualidade, a produtividade e a competitividade são as novas palavras de ordem.

Faça com que seus funcionários façam novos cursos, discuta com eles artigos de revistas e jornais. Crie grupos para a discussão de novas idéias. Teste novas idéias e novas abordagens ao mercado. Dê tratos à bola e faça-os partir para o mercado com mais agressividade.

O problema é que hoje só se fala em crise, em desesperança e as pessoas, principalmente as ligadas a vendas ficam muito vulneráveis a esse clima negativo.

Uma revenda de caminhões tinha muitos produtos em estoque e não conseguia vender. A gerência exercia uma pressão forte sobre os vendedores para que eles saíssem à rua e vendessem 12 caminhões parados. O resultado não poderia ser mais frustrante. Com todos os caminhões para vender, os vendedores não sabiam o que fazer, quem procurar, como oferecer. Estavam derrotados por antecipação. Nossa sugestão foi a de tirarmos uma fotografia de cada caminhão e pedir que cada vendedor escolhesse apenas um caminhão para vender naquele dia. Com a fotografia na mão, os vendedores puderam imaginar claramente para quais clientes poderiam oferecer aquele veículo específico e assim puderam sair à rua com um “alvo” mais definido. Em uma semana todos os caminhões foram vendidos.

Idéias simples como essa e que funcionam, podem ser aplicadas a várias situações. O que é preciso, numa época de crise, é reunir, cada vez mais as pessoas que compõem a nossa empresa e não deixá-los dispersos, pensando na crise e na desesperança.

Nesta hora, o dirigente é pessoa fundamental e é o modelo em que os demais funcionários se espelham. Um dirigente nervoso, desesperado, irritado, só serve para complicar ainda mais o clima organizacional. É preciso ter calma e segurança e buscar junto a seu pessoal, as soluções para reativar o espírito de garra e de luta.

Nos momentos de crise, uma das atitudes mais condenáveis é afastar-se dos clientes. É preciso compreender que é justamente nesses períodos que o cliente mais valoriza a visita de seu fornecedor, de um vendedor. Mesmo sabendo que o cliente não vai comprar, a visita abre novas perspectivas, traz novas idéias, abre oportunidades. É preciso sair da empresa e visitar clientes. Ficar escondido dentro de casa é a pior política que um dirigente pode aplicar à sua empresa em momentos difíceis.

Nessa hora, a difícil tarefa do dirigente é MOTIVAR, dar motivos, oferecer razões para que seu pessoal continue lutando, sem deixar chegar o espírito derrotista.

Para motivar, ensine as pessoas a usar, positivamente a IMAGINAÇÃO, instrumento mental fundamental para o sucesso. Imaginar-se vencedor, imaginar-se sendo recebido pelo cliente, fazendo a venda. Criar QUADROS MENTAIS POSITIVOS é um dos mais poderosos instrumentos do homem.

Outro instrumento é a REPETIÇÃO. Repetir, constantemente frases positivas, vencedoras, faz com que a FORÇA DA PALAVRA atue em nosso favor. Não é á toa que os grandes homens sempre tiveram o hábito de repetir para seu subconsciente aquilo que desejavam alcançar.

Um terceiro e fundamental instrumento é a utilização das técnicas de RELAXAMENTO. O relaxamento libera as nossas forças mentais positivas e faz com que tenhamos a possibilidade de conquistar novas idéias.

Embora estas técnicas não sejam ortodoxas, é preciso lembrar que para vencer os desafios desta década, o homem terá que valer-se de toda a sua potencialidade. Os tempos também não são ortodoxos. É preciso vencer, convencendo os nossos colaboradores do que eles são capazes de vencer, de enfrentar as novas situações.

A época é de luta, de grandes combates no mercado. Não se deixe esmorecer, para não desmerecer estar vivo nestes tempos de grandes desafios. Use toda a sua inteligência e toda a sua vontade para vencer e levar para a vitória todo o seu pessoal e a sua empresa. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.

Site: Anthropos

Comentários

  1. Achei Muito interessante e tenho, exemplos de vivência sob esse tema, sou vendedor, sou servo de Cristo e por mais que saibamos que "todas as coisas coperam para o bem dos que amam a Deus" temos que ir a luta e confiar tambem na capacidade que o Senhor nos deu!

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  2. Se, sempre tivessemos dicas como esta, não haveria equipes de profissionais fracassadas. Obrigado por colaborar.

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