A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Três cruzes no Calvário

SERMÃO

Texto: Lucas 23:32,33

Introdução:

A – Três cruzes foram levantadas no Calvário naquele dia chamado pela cristandade de Sexta-Feira Santa. Essas três cruzes nos devem ensinar lições preciosas para a nossa vida diária. São três cruzes com três histórias e decisões diferentes.

1 – A cruz feita para Jesus estava bem no centro. Jesus estava ladeado por dois criminosos: um a sua esquerda e o outro a sua direita.
2 – Jesus permaneceu em agonia seis horas, expirando às três horas da tarde. (hora nona).
3 – Assim, nos relata Lucas em seu evangelho: “E também eram levados outros dois que eram malfeitores, para serem executados com Ele. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali O crucificaram, bem como aos malfeitores um à direita, outro à esquerda”.( Lucas 23:32,33)

a) Senhores, que lições podemos tirar destas três cruzes? Vejamos:

I – A CRUZ DA INCREDULIDADE.

A – Consideraremos em primeiro lugar as lições que nos dá o malfeitor que blasfemava de Jesus.

1 – Diz o evangelista que, enquanto o povo zombava de Jesus, esse malfeitor começou também a blasfemar. Dizia: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós. (v. 39).

B – Desse delinquente não sabemos nada, a não ser que era um revolucionário.

1 – Como no caso do seu companheiro, estava ele pagando pelos seus crimes.

a) Talvez tivesse assaltado alguma aldeia ou desfiladeiros da Galileia.

2 – Mesmo sem saber muita coisa a seu respeito, conhecemos os rastos do seu caráter, através dos incidentes da crucifixão:

a) Era um ladrão duro, insensível e sem fé.
b) Nem a hora da morte o comoveu.
c) Teve, junto de si, a salvação; no entanto, morreu como malfeitor que era.

C – Não podemos ir procrastinando indefinidamente a salvação.

1 – Chega o momento em que o homem se endurece tanto, que é quase impossível pensar racionalmente para obter o que necessita.

a) Em primeiro lugar, porque à medida que se avança na vida, a mente se torna mais rígida; as opiniões afirmam-se; o hábitos, as paixões, os vícios arraigam-se .

(1) O ladrão incrédulo talvez cresse por muito tempo que Jesus era um impostor, e nem a cruz o fez mudar de opinião.

(2) Era um ladrão impenitente. Como viveu assim morreu.

b) Em segundo lugar, porque os efeitos gravam-se na alma. Toda a sua vida amou as coisas materiais: “Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós”.

(1) Isto é, ainda que suponhamos que fosse sincero, desejou tanto que Jesus vivesse como ele viveu.
(2) Nada de arrependimento... Viver e gozar a vida era tudo que buscava.

c) Em terceiro lugar há uma impossibilidade de despertar a consciência.

(1) Em vão o seu colega lhe diz: “Nem tu ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?”.
(2) A sua alma está endurecida. Não distingue o bem do mal; o certo do errado.

D – O ladrão incrédulo conta a história de alguém que MORREU NOS SEUS PECADOS.

II – A CRUZ DA SALVAÇÃO.

A – Ainda que a salvação seja improvável no último momento da vida, não é impossível.

1 – É o que nos ensina a atitude do segundo malfeitor, a quem a tradição deu o nome de Dimas.

B – Esse ladrão fez quatro coisas notáveis, com as quais refletiu ao mesmo tempo o seu caráter.

1 – Primeiro: Tinha temor a Deus. Repreendeu o outro malfeitor, quando este blasfemava de Jesus.

a) Veja a sua repreensão: “Respondeu-lhe, porém o outro, repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença?” (v.40).

2 – Segundo: Reconhece-se como malfeitor e que merece a pena que padece. Seu reconhecimento: – “Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez.” (v. 41).

3 – Terceiro: Mostra que devia ter ouvido algo a respeito de Jesus, e O defende: “Este nenhum mal fez”.
4 – Quarto: Solicita a Jesus que o admita em seu reino, implicando o seu arrependimento. Sua solicitação: – “E acrescentou: Jesus lembra-Te de mim quando vieres no teu reino.” (v. 42)

C – A salvação do ladrão arrependido foi garantida por Jesus, através de suas palavras: “E Jesus lhe responde: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (v. 43).

1 – Jesus não podia deixar de ouvir um pedido tão sincero, de um pecador arrependido, em um momento tão solene.
2 – O ladrão arrependido já tem um lugar certo no reino vindouro, quando os remidos terão o privilégio de viver no lar dos salvos com Jesus. Este fato terá o seu início por ocasião da Sua volta em glória e majestade para buscar os salvos pelo Seu sangue derramado na cruz.

D – A experiência desse ladrão nos conta a história do HOMEM QUE MORREU PARA O SEU PECADO.

1 – Se ele tivesse a oportunidade de continuar vivendo, nunca mais seria o mesmo homem.
2 – Esse ladrão estava pendurado na cruz ao lado direito de Jesus.

E – Deus é de direita. Você alguma vez já parou para pensar que as coisas de Deus acontecem pela direita e nunca pela esquerda? Eis alguns exemplos:

1 – O Urim e Tumim – Êxodo 28:29,30; Levíticos 8:8; Números 27:21.

a) Quando se traziam perante o Senhor questões para serem decididas, uma auréola de luz que rodeava a pedra preciosa à direita (Urim) era sinal de consentimento e aprovação de Deus, ao passo que a nuvem que ensombrava a pedra à esquerda (Tumim) era prova de negação ou reprovação.

2 – Os anjos dando boas-novas – Lucas 1:11
a) O anjo trazendo as boas-novas do nascimento de João Batista estava no templo à direita do altar.

3 – Os Bodes e as Ovelhas. Mateus 25:31-34

a) No dia do juízo de Deus só haverá duas classes de pessoas: os da direita e os da esquerda. Os bodes e as ovelhas. Os bodes representam os que estão perdidos, que ficarão à esquerda. As ovelhas na parábola representam os salvos, e estarão à direita de Cristo.

4 – A Pesca Maravilhosa. João 21:4-6.

a) Com a morte de Jesus Cristo, os discípulos, desalentados e com fome, saíram para pescar. Passaram a noite jogando a rede pelo lado esquerdo e não pegaram nada. Jesus apareceu e pediu que lançassem a rede pelo lado direito do barco. Pegaram 153 grandes peixes.

5 – Jesus está assentado ao lado direito de Deus. Romanos 8:34; I Pedro 3:22

6 – Jesus aplicou o poder direitista a si mesmo. Mateus 22:44.

7 – O texto diz que o ladrão do lado direito se salvou; o do lado esquerdo se perdeu.

III – A CRUZ DO SALVADOR.

A – Ao lado de Jesus morre um malfeitor que nos deixa a mensagem da incredulidade e suas conseqüências terríveis.

B – Do outro lado, morreu um outro transgressor que nos deixa a mensagem do arrependimento e suas possibilidades benditas.

1 – No centro morre como se fosse um malfeitor também, o mesmo Jesus, o Filho de Deus, deixando-nos a mensagem de amor, com suas fecundidades redentoras.
2 – Justamente Jesus é deixado no centro porque Ele nos dá a mensagem mais importante e sublime: A MENSAGEM DO AMOR.

C – A morte de Jesus foi por amor aos homens.

1 – Mas a Sua grandeza estava em que não só amou, mas morreu amando.
2 – De nada valeria o Seu amor na vida, se tivesse odiado na morte.
3 – Esse amor inefável começou ali mesmo na cruz a dar seus frutos.

a) Um ladrão é salvo. Um centurião é comovido.

4 – O justo padeceu pelos injustos. “Mas Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. (Romanos 5:8).

D – A morte de Jesus é a expressão suprema do amor divino.

1 – Na cruz, e antes dela, Deus esquece o pecado do homem.
2 – Cristo por amor deixou Sua glória; por amor viveu servindo e por amor morreu salvando.
3 – Não há nada como o amor para converter o coração.

a) O que não pode as normas morais;
(1) O que não pode os bons conselhos;
(2) O que não pode os castigos;
(3) O que não pode as leis...
(4) O pode o amor.

b) O Senhor Deus nos amou e por Seu amor fomos salvos.

1 – Na cruz do centro estava o próprio Jesus.

CONCLUSÃO:

A – Três são as lições das três cruzes levantadas no Calvário:

1 – A cruz do lado esquerdo: A Lição da Incredulidade. Nem a morte fez com que aquele ladrão mudasse de opinião.

a) Eu espero que não haja aqui ninguém tão incrédulo como aquele ladrão. Ele decidiu morrer no pecado.

2 – A cruz do lado direito: A Lição de Salvação. Deus salvou um ladrão de vida suja. Ele estava morrendo para o pecado

a) Esse mesmo Deus pode salvar você que tem uma vida mais limpa que a dele.
b) Aquele ladrão aproveitou a última oportunidade.

(1) Pode ser que hoje seja a sua última oportunidade.
(2) Não conhecemos o dia de nossa morte. O dia da morte é uma incógnita. Hoje é o dia da salvação. “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração”. (Hebreus 3:8).

3 – A cruz do centro: A Lição de Amor do Salvador.

a) É o que ensina a cruz que estava no centro, por ser a principal. Jesus estava morrendo pelo pecado.

B - Apelo. Você já aceitou Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal? Se ainda não o fez, não quer fazer agora?

ORAÇÃO: Senhor Deus, queremos te agradeceu por ter enviado a este mundo o Teu Filho Jesus Cristo para morrer numa cruz pelos nossos pecados. Queiras abençoar a todos os que nesta hora ouviram a tua mensagem, a fim de que possam tomar uma decisão ao lado de Jesus. Que aprendamos a lição que as três cruzes do Calvário nos ensinam. Que possamos sempre decidir as tuas coisa pelo lado direito como tu nos ensinas. Pedimos-te estas bênçãos em nome e por amor de Teu Filho Jesus Cristo. Amém!


Hinos sugeridos: H.A., 172, 66, 189, 211


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

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