A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Ainda à espera do Messias...

Moshe Feiglin, líder do Manhigut Yehudit (Movimento Judaico de Liderança) disse que caso fosse eleito Primeiro-ministro de Israel, tentaria reconstruir o destruído Templo de Jerusalém.

'Não sei se terei o mérito de fazer algo que é a aspiração de todos os judeus. Mas se me tornar Primeiro-ministro, retirarei o controlo do Monte do Templo (n. d. r.: também conhecido como Esplanada das Mesquitas) do Waqf (n. d.r.: nome dado ao empreendedorismo islâmico, normalmente associado a lugares e motivos religiosos), e reinstalarei a soberania judaica em todo o espaço e, esperançosamente, reconstruirei o templo', afirmou Feiglin, que assume ainda ser este um desejo judaico desde 1967, ano da fundação do moderno estado de Israel.

Feiglin, sustentando que este propósito simboliza a essência de um estado judaico, fez esta declaração durante a Conferência de Ramle, patrocinada pela organização sionista Komemiyut e por um pequeno grupo de rabis. O tema deste encontro foi 'Entre Israel e as Nações do Mundo'.

Moshe Feiglin é membro do partido Likud (união, em hebraico; congrega a direita liberal, sionista, nacionalista e conservadora), liderado por Benjamin Netanyahu. Nas últimas eleições, ele era o 20º cabeça de lista e, por isso, tinha quase assegurado um lugar no Knesset, o parlamento israelita. No entanto, Netanyahu alterou a lista colocando-o no 36º lugar. Assim, Feiglin ficou fora do parlamento na presente legislatura.

Que relação podemos aqui encontrar com os ensinamentos da Bíblia?

O rabi Zalman Melamed, líder espiritual do Komemiyut, prevê para breve um despertamento religioso entre os judeus, dizendo que 'existe um firme processo de desenvolvimento no qual o estado está gradualmente se tornando mais religioso'.

Eventualmente mais significativa é a sua convicção de que 'há um número crescente de famílas religiosas e um forte sentimento de que as pessoas desejam que a redenção chegue já. E parte desse processo será a reconstrução do templo'.

A escatologia hebraica visiona a construção do terceiro templo em Jerusalém (após a destruição dos dois anteriores) juntamente com a vinda do Messias.

No entanto, este não será um processo simples (mesmo sob o ponto de vista político e social, já para não falar do biblico-profético que apresentarei de seguida...). Desde o século VII que o lugar do Templo é ocupado pela Cúpula da Rocha, um dos mais importantes monumentos islâmicos em todo o mundo, e pela Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar sagrado para os muçulmanos, depois de Meca e Medina.

A Bíblia é muito clara quanto ao Messias, ao futuro Rei de Israel e de como se estabelecerá o Seu reino.

De entre as dezenas de profecias do Antigo testamento que anunciam a Sua chegada, recupero a de Isaías 7:14 que diz 'portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel'. Isaías 53 faz uma perfeita descrição do Messias e Seu ministério.

O Novo Testamento conta a bela história desse Rei.

Lucas 2:28-34 relata o momento em que Simeão, um líder judeu se encontrou com Jesus (ainda este era um bebé de oito dias), nestes termos: 'ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: 'agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a Tua palavra; pois já os meus olhos viram a Tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações, e para glória de Teu povo Israel. E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam. E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: eis que Este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado'.

Pelo Espírito do Senhor (v. 26), Simeão anunciou que Aquele bebé seria para salvação, glória de Israel (ou povo escolhido) mas também para queda e elevação de muitos em Israel'.

João 1:40-41 relata quando Ele foi descoberto pelos judeus: (não era por não serem líderes que eles não eram judeus...) 'era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: achamos o Messias (que traduzido é o Cristo).

Quando Jesus se encontra com a muher samaritana, dá-se o seguinte diálogo (João 4:25-26): 'a mulher disse-lhe: eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, Eu que falo contigo'.

Por terem os judeus, o seu próprio povo, rejeitado o Messias, Jesus entregou as bênçãos da salvação a outra nação que O honrasse devidamente.

Mateus 21:42-43 conta: 'disse-lhes Jesus: nunca lestes nas Escrituras: a pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo. (...) Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos'.

Finalmente, sim, a redenção irá chegar em breve. Mas não será com a reconstrução de qualquer edifício terreno, mas sim como disseram os anjos àqueles que viram Jesus ascender aos céus (Atos 1:11): 'os quais lhes disseram: homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu O vistes ir'.


FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.

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