A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Bispos franceses e o "Dia do Senhor"

"O domingo em risco na vida atual" é o título do documento que os bispos franceses divulgaram na segunda-feira passada, 15 de dezembro, por ocasião do projeto de lei francês sobre o trabalho no domingo. O documento foi elaborado pelo Conselho para as questões familiares e sociais da Conferência dos bispos da França. Os bispos aduzem razões tanto sociais como antropológicas para argumentar sobre a importância do dia de descanso semanal na cultura ocidental e para o bem-estar das famílias.

Por um lado, afirmam, é necessário "um tempo para descansar, viver em família, ter uma vida social e desfrutar de diversas atividades culturais e esportivas, etc.", escapando das constrições impostas pelo trabalho durante o resto da semana. Com relação às razões sociais que aconselham não eliminar o dia de descanso semanal, os prelados advertem que a economia e o trabalho "não podem ter a última palavra na vida social", e recordam que quando se regulou pela última vez esta questão, em 1906, afirmava-se que o domingo supõe "uma experiência social que é importante respeitar".

Os defensores da consideração do domingo como dia de trabalho, precisam os bispos, são sobretudo as grandes superfícies comerciais, que pretendem assim "dinamizar a economia", mas, advertem, esta medida está "distante de ser eficaz", porque o problema "tem mais a ver com o poder aquisitivo real dos consumidores", acrescentam.

Também, para os trabalhadores, as vantagens salariais do trabalho extraordinário desapareceram, "a menos que se recorra a empregos em tempo parcial que continuem reforçando as situações de estado precário de muitas famílias".

Finalmente, advertem, apagar o caráter particular do domingo "é um caminho fácil que, com o pretexto do liberalismo, retira do homem uma indicação objetiva, inscrita no tempo, de sua dimensão espiritual".

"A abertura das lojas no domingo voltaria a banalizar esse dia e a fazer as leis do comércio passarem por cima da dimensão amistosa, familiar e espiritual da existência. Isso acentuaria a atomização da sociedade francesa", sublinha o Conselho para as questões familiares e sociais da Conferência dos bispos da França.

Para os cristãos, o domingo é o dia do descanso [sic] e também da libertação do mal mediante a ressurreição de Cristo. "A assembléia dominical celebra com antecipação o 'banquete celeste' e a esperança da volta do Senhor. A missa do domingo expressa ao mesmo tempo o sentido e a finalidade da vida dos cristãos", explica o documento.

Desde os primeiros séculos, o significado do domingo como dia da Eucaristia "precedeu a instauração do domingo como dia de descanso semanal", a qual "permitiu enriquecer a celebração do dia do Senhor" como "dia dedicado à família e à contemplação espiritual".

Atualmente, diante do desespero do desaparecimento do descanso dominical, advertem os bispos, "os cristãos, guardando o domingo, fazem um chamado profético: o homem não vive só de pão".

A Igreja, ao defender o domingo, não só "manifesta sua vontade de que os cristãos vivam esse dia em condições favoráveis", mas também "deseja prestar um serviço a toda a sociedade, para que possa encontrar um caminho que permita tornar a vida humana cada vez mais humana".

(Do site católico Zenit)

Nota: Biblicamente falando, o domingo é apenas o primeiro dia da semana (Êx 20). O único dia separado por Deus para "contemplação religiosa" especial foi o sétimo dia, o sábado do quarto mandamento. O sábado, além de um selo de santificação (Ez 20:20), é o memorial da criação, que aponta para Aquele que fez os "céus, a terra e as fontes das águas". Os primeiros cristãos guardaram o sábado, seguindo o exemplo do Mestre (Lc 4:16) e de Seus discípulos. Séculos depois é que o poder previsto em Daniel 7:25 acabou por substituir a observância sabática pela dominical. Agora o Vaticano luta por recuperar o domingo secularizado do Ocidente. E usa todo tipo de argumento para isso, desde a necessidade de salvar o planeta, concedendo-lhe um dia de "repouso", até a libertação do espírito capitalista e a salvação da família. Anote: esse assunto ainda vai ganhar muito destaque. Aguarde (e se prepare) para ver.


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo

Comentários

  1. Prezado Pastor Michelson Borges,

    Sou adventista a mais de 10 anos e creio que o sábado é o dia do Senhor e que devemos respeitar, honrar ao Senhor por toda sua obra criadora guardando este dia.

    Contudo, tenho uma pequena dúvida. Se os líderes da igreja Católica Romana impuserem aos seus seguidores a observância do domingo como dia de adoração, sem que isto afetasse os adventistas quanto a guarda do sábado, Deus não aceitaria esta adoração válida. Pergunto assim por causa da do significado da palavra sábado que é descanso.

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  2. Sou Adventista também, e fiquei curioza a respeito do comentário do irmão. Espero ter resposta.

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