A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Vergonha!

Segundo uma antiga lenda grega, ao criar as cidades, Zeus presenteou suas criaturas com duas virtudes: o senso de justiça e o senso de vergonha. Com isso, acreditava ser possível a convivência harmoniosa entre as pessoas. A justiça apontaria direitos e deveres do cidadão. A vergonha serviria para equilibrar as ambições, vaidade e fúria desmedidas dos indivíduos. Caso Zeus tivesse vivido além da mitologia grega, e o relato fosse verdadeiro, hoje, não saberia onde enfiar a cabeça, diante dos valores que balizam a vida de muitas pessoas na moderna sociedade.

Anos atrás, um estudo sobre a vergonha, realizado pela psicoterapeuta Maria Amália Faller Vitalle, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, revelou que uma das razões pelas quais a mulher atualmente enrubesce é não trabalhar fora (embora a menção disso não signifique, da nossa parte, oposição à participação feminina no mercado de trabalho). Ainda conforme a pesquisa, a virgindade constrange quem ainda a conserva. Indivíduos entre 20 e 40 anos de idade sentem mais vergonha por fracassos profissionais que por falhas morais. É o retrato da inversão de valores e do clima de “vale tudo” que impera em nossos dias.

“Isto é uma vergonha!” era o bordão com que Boris Casoy expressava indignação ao noticiar fatos que considerava vergonhosos nos telejornais que ancorava até pouco tempo. O protesto que ecoava não foi suficiente para mudar coisa alguma no país. De seu quase anonimato, ele certamente observa, assim como nós, um jornalista assassino confesso da namorada, um promotor que tirou a vida de um jovem em um luau numa praia paulista, um policial que executou outro rapaz no Rio de Janeiro, entre outros criminosos, andando livres, leves e soltos, protegidos pelas leis da (in)justiça nacional. No mundo habitado pelos semideuses de colarinho branco, denuncia-se um roubo, mostra-se o que foi roubado, aponta-se quem roubou, faz-se uma investigação para a imprensa e a opinião pública verem, e tudo continua como se nada houvesse acontecido.

Tudo isso se refere, obviamente, apenas ao plano “doméstico”. Globalize-se a situação, e nos perguntaremos perplexos: Onde foram parar o senso de justiça e o de vergonha? E, mais importante ainda: Para onde caminha o mundo? A Bíblia responde: “Quando estas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e levantem a cabeça, pois logo vocês serão salvos” (Lucas 21:28); “Por isso, irmãos tenham paciência até que o Senhor venha... Vocês também precisam ter paciência. Não desanimem, pois o Senhor voltará logo” (Tiago 5:7, 8).

Os escritores bíblicos apontam a volta de Cristo como a solução para as mazelas terrestres. Isso não é utopia. Utopia é acreditar que o homem possa fazer alguma mudança, através de protestos, gritaria, luta armada, guerras, exercício da obrigação de votar, ou quaisquer outros meios. Nossa única esperança está na volta de Jesus. Agarremo-nos a ela.



PR ZINALDO A. SANTOS

Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e com mestrado em Teologia pelo UNASP, atua na Casa Publicadora Brasileira como Editor da revista Ministério e editor associado da Vida e Saúde.

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