A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Os Desejos dos Brasileiros

Tatiane confessa que está precisando muito de dinheiro. “Mas daria tudo que tivesse para ter meu irmão de volta”, revela a jovem de 23 anos, moradora de Iguatu (CE). Ela e o irmão eram muito apegados, desde crianças, mas se distanciaram quando Tatiane se casou. Só se reaproximaram três anos depois, após a separação dela.

“Eu criava minha filha, hoje com 6 anos, sozinha. E ele era o meu apoio. Gostaria de ter dito a ele o quanto o amava.” O irmão de Tatiane, Fernando, morreu num acidente de moto há dois anos, deixando uma filha recém- nascida. “Só depois do acidente percebi o quanto ele era importante para mim.” [1]

Assim como Tatiane, 45% dos brasileiros gostariam de ter dito “eu te amo” mais vezes a alguém. Esta descoberta foi feita pela revista Seleções ao receber as respostas de 5.587 pessoas de todo o país numa pesquisa em que foi perguntado o que elas gostariam de mudar se houvesse essa possibilidade.

“Os dados revelam um panorama dos anseios dos brasileiros e do que nós acreditamos que pode nos trazer mais felicidade. E uma constatação: se você deseja uma mudança, não está nem de longe sozinho 96%* de nós também querem mudar algo, seja a aparência física, o emprego, ou mesmo a freqüência com que faz sexo”, afirma Dirley Fernandes. [2]


Coisas surpreendentes


Há vários resultados surpreendentes nesta pesquisa; por exemplo, o percentual das pessoas que gostariam de ter mais amigos (32%) supera e muito aquelas que gostariam de ser mais bonitas (19%) ou ter mais relações sexuais (18%). O que demonstra a carência das pessoas em ter relacionamentos sólidos que lhes assegurem companheirismo e partilha.

Outra informação surpreendente: “Em tempos de Big Brother e outros reality shows, um dado da pesquisa causa surpresa. Apenas uma em cada dez pessoas declarou que gostaria de ser famosa – percentual menor do que aqueles que gostariam de ter uma religião ou uma fé maior (17%)”.

Isso demonstra, como dizia Santo Agostinho, que há um vazio dentro de cada ser humano que só pode ser preenchido com Deus. É a fome de Deus que todos sentimos e que muitos, no entanto, tentam sufocar com dinheiro, fama, poder e prazeres deste mundo de pecado.

Todas as tentativas humanas para saciar esta necessidade, aplacar essa sede, demonstram-se vãs e infrutíferas. Como disse Jesus à samaritana: “Aquele que beber desta água [o que o mundo oferece e a única coisa que ele tem para dar] tornará a ter sede” (João 4:13). Sem chance!

Antes que a mulher, e nós por extensão, perdesse a esperança de mudança e de um futuro promissor, entra em campo a adversativa divina (“mas’, “porém”, etc.) nas palavras dAquele que é a Água da Vida: “... aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4:14).

E aí, que tal saciar a sua sede – de alegria, mudança, prazer, conhecimento, amizade, dignidade, respeito, satisfação, auto-estima, realização pessoal e salvação – na pessoa de Jesus?

A samaritana fez isso e, confirmando o final feliz de uma longa e extenuante procura, abandonou o cântaro junto ao poço – não precisava mais dele. E você? O que está lhe prendendo ainda à velha vida de fracasso, tristeza e desilusão?


Referências


1. Seleções, 4 de agosto de 2008, pág. 121.
2. Idem, pág. 123.



PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.

É o diretor geral do site IASD em Foco

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