A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Dom de Línguas

A manifestação do dom em Atos 2.

A chave para se saber que tipo de línguas foi falado nessa ocasião está em 2:8: “E como os ouvimos falar cada um em nossa própria língua materna?”

O que é “língua materna”? E aquela que aprendemos com nossa mãe, é a língua de nossa nação, e não os sons sem sentido que se ouvem em diversas igrejas cristãs da atualidade.

E para que não haja dúvidas sobre quais línguas foram faladas, Lucas as menciona em Atos 2:9-11. Veja que em 1 Coríntios 12:7 é dito que um dom é dado “visando a um fim proveitoso’ Ora, se todos numa reunião falam a língua do país, qual seria o “fim proveitoso” de se falarem outras línguas (maternas ou não maternas)?

Não seria mais “proveitoso” se o pregador falasse no próprio idioma ou na língua dos ouvintes? Vê-se que o dom de línguas, dado aos apóstolos no dia de Pentecostes, foi a possibilidade de eles pregarem o evangelho em línguas estrangeiras (“maternas”) para os estrangeiros que estavam naquela ocasião em Jerusalém.

E “língua materna” deve ser o padrão para toda manifestação genuína do dom de línguas.

A manifestação do dom em Atos 10.

Línguas foram faladas pelos da casa do centurião Cornélio (10:44, 46). Em 10:46 é dito que, ao falarem em línguas, eles estavam “engrandecendo a Deus’ Ora, se Pedro disse isso, é porque ele e aqueles que o acompanhavam entenderam o que foi falado.

Se fossem línguas não maternas, como saberiam que eles estavam “engrandecendo a Deus”? Aqui também vemos como o dom de línguas tem que ver com a pregação do evangelho, pois sendo Cornélio um militar e sempre transferido de um lugar a outro, o falar em outras línguas (maternas — veja o padrão e modelo em Atos 2:8) seria de muita utilidade na pregação do evangelho aonde ele e os de sua casa fossem.

A manifestação do dom em Atos 19:1-7

Ocorreu com 12 irmãos da cidade de Éfeso. Novamente vemos a relação de línguas (maternas) com a pregação do evangelho. Ë sabido que Éfeso era uma grande cidade, visitada por gente de todos os lugares. Assim, o falar em outras línguas (maternas) seria de muita utilidade na pregação àqueles que passassem pela cidade e entrassem em contato com os cristãos dessa localidade.

A manifestação do dom em 1 Coríntios 14

Não sabemos ao certo como foi a manifestação de línguas na cidade de Corinto. A Bíblia nos oferece elementos para pensarmos em pelo menos dois tipos de línguas: 1) línguas maternas — só para ostentação, sem nenhuma interpretação, e isso não edificava a igreja (ver 14:5, 11, 13), e 2) línguas não maternas (ou extáticas), como acontece entre os pentecostais de hoje. Isso trazia confusão aos ouvintes (ver 14:7-10).

O conselho de Paulo quanto ao dom de línguas é falar só o que possa ser traduzido ou interpretado e compreendido (ver 14:5, 13, 19).

E o “falar em mistério” de 14:2? Mistério é para quem não conhece a língua (materna) falada, não para Deus que conhece todas as línguas do mundo. Se alguém estiver numa congregação onde ninguém conheça a língua e não haja nenhum intérprete, a pessoa pode falar “em espírito’: ou seja, apenas em pensamento (14:28) a Deus, e não à congregação, que não será edificada.

Em 1 Coríntios 14:27, estão as três regras paulinas para se falar em línguas: 1) falar dois ou quando muito três; 2) falar de forma sucessiva (um de cada vez); e, 3) haja quem interprete.A pergunta é: São essas três regras seguidas pelos modernos faladores de línguas?

A resposta é “não!’: pois falam mais de dois ou três (às vezes fala toda a congregação), não falam de forma sucessiva, isto é, um de cada vez, mas todos juntos, e não há pessoas interpretando no momento em que as línguas estão sendo faladas. E isso gera confusão — algo que desagrada a Deus, pois Ele não é Deus “de confusão e sim de paz.

Como em todas as igrejas dos santos” (I Coríntios 14:33), tudo deve ser feito “com decência e ordem” (14:40).

Autor: Ozeas Caldas Moura, Editor na CPB

Fonte: Revista Adventista, setembro de 2007.

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