A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

Como Está Seu Título de Cidadania?

A “Folha de S. Paulo” deste sábado passado, 20 de setembro de 2008, trouxe mais uma vasta reportagem sobre mais uma daquelas modernas “corrida do ouro”: A busca desesperada de milhares de brasileiros por um título de cidadania italiana. A fila está parada há 1 ano e meio e já contabiliza 380 mil pessoas à espera do reconhecimento da cidadania – passaporte para a entrada e circulação livre em toda União Européia – que, em muitos casos, demora quatro, cinco anos. “Mas há quem aguarde pelo direito há mais de dez anos”, informa o jornal.

As leis italianas facultam que “Todo brasileiro descendente de homem italiano (pai, avô, etc.) ou que tenha nascido depois de 1948, se o ascendente é mulher italiana, pode requerer a cidadania. O direito permite à pessoa, por exemplo, morar legalmente na Europa”.

As dificuldades são muitas para se conseguir o ambicionado título de cidadania: “Para quem quer obter a cidadania italiana, a saga na volta às origens começa em descobrir exatamente onde o parente nasceu. Muitas das histórias contadas pelos avós não batem com a origem verdadeira ou o nome foi trocado. Outra falha é que, em 90% das fichas abertas, falta algum documento. ‘Se chegar com os documentos corretos, não vejo porque em algumas semanas [não] finalizar o processo”, disse a adida consular Marina Rusca’.”

Uma cidadania superior

Ao ler a referida reportagem, imediatamente me veio à mente um outro título de cidadania infinitamente superior: a Celestial. É interessante destacar: Nunca ouvi sequer falar – muito menos li a este respeito e tenho certeza de que os leitores também – de que houvesse fila de espera para se obter a cidadania do Butão, Serra Leoa, Colômbia, Mianmar, etc.

Nunca li, também, de que as pessoas pegassem senhas e tenham que brigar umas com as outras em frente da Embaixada do Chade (salve-me Santo Google da Wikipédia!!! deve ser assim que se escreve...), do Azerbaijão, Haiti e outros “primos” pobres. Por que isso? Por que filas quilométricas e espera de anos para se obter a cidadania italiana e nada disso para esses e outros países menos exóticos? Simplesmente porque as pessoas vêem vantagens – financeiras, culturais, sociais, lingüísticas, etc. – no caso da Itália, e de quebra em toda a União Européia, e pouquíssimos, se é que existem, vêem alguma vantagem em obter a cidadania desses outros países.

Pois é exatamente aí que entram as maiores contradições, paradoxos (perdoem-me os puristas do Jornalismo que acham que é “pecado” usar adjetivos...) e/ou incoerências do ser humano: Quantas dessas pessoas, outras e nós mesmos estamos buscando com tanta ânsia e empenho a Cidadania Celestial? Outra perguntinha: Por acaso este título de cidadania italiana e todos os outros terrenos são superiores, em algum aspecto sequer, ao título de cidadania celestial? Dá sequer para comparar?

Olha, eu conheço um cidadão, que é por sinal o meu grande herói (depois de Jesus, é claro!!!) e meu escritor favorito, que teve apenas vislumbres do que será o Céu e deixou-nos registrado o seu fiel testemunho a esse respeito: “... mas, como está escrito:

Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (I Coríntios 2:9).
Sei que, primariamente, o texto se refere à salvação – a obra maravilhosa de Deus, por nós e para nós, na Pessoa de Cristo – mas, sei, também, que com certeza ele está diretamente relacionado com tudo aquilo de belo e indescritível, pelos referenciais humanos, que Deus tem preparado para todos aqueles que aceitam a Cidadania Celestial.

Visões do Céu

Aqui e acolá, espalhadas pela Bíblia, nós encontramos algumas pistas ou pequenos indicativos da grandiosidade desta Pátria além:

Fim das trevas e escuridão, símbolo do pecado:

“Nunca mais te servirá o Sol para luz do dia, nem com o seu resplendor a Lua te alumiará; mas o Senhor será a tua luz perpétua, e o teu Deus, a tua glória. Nunca mais se porá o teu Sol, nem a tua Lua minguará, porque o Senhor será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão” (Isaías 60:19-20).
Fim da injustiça, pecado, e das lutas e conflitos agrários:

“Todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por Mim plantados, obras das Minhas mãos, para que Eu seja glorificado” (Isaías 60:21).

Fim das injustiças sociais e da exploração do homem pelo homem:

“Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; [...] os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos” (Isaías 65:21-22).

Fim das hostilidades entre homem e Natureza, volta do perfeito equilíbrio ecológico que havia no Éden:
“O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor” (Isaías 65:25).
Fim de toda tristeza e clamor:

“E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no Meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor” (Isaías 65:19).
Eliminação da morte e qualquer forma de sofrimento:

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:4).
Alegria perene, sem fim:

“Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuíreis o dobro e tereis perpétua alegria” (Isaías 61:7).
Cura completa das memórias e traumas do pecado:

“Pois eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Isaías 65:17).
Eu quero o Céu!

O músico e compositor Jader Santos devia estar vivendo um momento muito especial em sua vida, sublime inspiração, quando compôs a música e escreveu a letra deste hino tão sublime:

“Tenho ouvido de uma terra linda, encantada. /De um lugar onde a felicidade é total. / Os meus olhos já divisam não tão distante. / Meus ouvidos já escutam sons divinais” (Hino 570, Hinário Adventista do Sétimo Dia).

Olha, as maravilhas desta “terra linda, encantada” são infinitamente superiores às belezas naturais e arquitetônicas da Itália e de qualquer país ou cidade deste mundo – aquelas que nós ansiamos tanto por conhecer.

Se você tem alguma dúvida sobre a superioridade deste título de Cidadania Celestial – de que ele é infinitamente superior a qualquer um aqui da Terra – pergunte a Abraão. A Bíblia afirma:

“Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11:8-10).
Pergunte para Paulo, que ele, em meio às dificuldades e sacrifícios indescritíveis pela pregação do Evangelho, dirá:

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (II Coríntios 4:17-18).
Pergunte para Moisés, acerca de quem a Bíblia diz:

“Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó [não foi pouca coisa, como as “bugigangas” e empregos ou funções que temos que, às vezes, abrir mão para ser fiéis a Deus], preferindo se maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Hebreus 11:24-26).

Pergunte para ele se valeu a pena; ou melhor: Pergunte para si mesmo onde estão todos aqueles imponentes faraós que antecederam e que sucederam o tempo que Moisés passou no Egito? Onde, em especial, está aquele faraó que tentou impedir os planos de Deus no tempo do Êxodo?

Concluindo: Onde está Moisés? Você sabe? Vou lhe dar uma pista: Na última vez em que ele foi visto por olhos humanos, ele estava numa missão muito importante, junto com Elias, num certo monte da Palestina (leia Mateus 17:1-4).

Pedro, afoito como sempre, quis até fazer uma tenda para Moisés e outra para Elias (verso 4). Com certeza, no lugar onde está Moisés jamais sentiu falta das coisas e agruras deste mundo – das pessoas, sim – e, portanto, ele nos dirá, em uníssono com Elias, Enoque e aqueles que subiram ao Céu com Jesus, como primícias da ressurreição: “Vale a pena ser fiel! Adquira já o seu Título de Cidadania Celestial e jamais o perca de vista! Mantenha o foco em Jesus e no Céu!”


PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.

É o diretor geral do site IASD em Foco

Comentários

  1. Pastor eu tenho 17 anos sou adventista mais tenho dentro de mim talvez um pecado eu gosto de escutar músicas romanticas e como na nossa igreja são poucas as musicas eu escuto algumas do mundo. Pastor foi passado na igreja que vc pode escutar algumas clássicas como a de Roberto Carlos mais mesmo depois de escutar isso gostaria de saber se é pecado ou não?
    meu email é jeje-18@hotmail.com me ajude.

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