A Corrida do Cristão

A cada quatro anos, atletas de diversas nacionalidades se reúnem num país previamente escolhido para disputar um conjunto de modalidades esportivas nos famosos Jogos Olímpicos. A bandeira olímpica representa a união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados que indicam os cinco continentes e suas cores. Os gregos foram os precursores dos Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. já faziam homenagens aos deuses. Mas foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos de forma organizada. Quando os romanos invadiram a Grécia no século II, muitas tradições gregas, entre elas as Olimpíadas, foram deixadas de lado. Em 392 d.C., os Jogos Olímpicos e todas as manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após sua conversão ao cristianismo. Contudo, em 1896, os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin (veja mais 

VEGETAIS SÃO VERDADEIROS ESCUDOS PARA A SAÚDE DO ORGANISMO

Quando estão famintas, as pessoas comem de tudo, dos tradicionais pratos feitos aos lanches rápidos. Ao saciar a fome, a grande maioria dos seres humanos se sente satisfeita, porém não tem noção de que comer muito não é sinal de comer bem. Segundo nutricionistas, médicos e pesquisadores, as refeições com salgadinhos, pastéis, entre outras opções de um cardápio rápido, geralmente não contêm os nutrientes necessários para satisfazer e manter as células do organismo protegidas de reações oxidantes e, conseqüentemente, de certas doenças. Este processo é chamado por alguns pesquisadores de fome oculta, já que as células precisam se alimentar para cumprir funções específicas dentro do corpo. Para corrigir este mau hábito, os vegetais e seus nutrientes são verdadeiros escudos do organismo.

“Todas as células têm de se proteger, por isso, é importante variar bastante a alimentação vegetal no cardápio diário”, enfatiza a professora associada do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), Rebeca Carlota de Angelis, autora do livro Importância de Alimentos Vegetais na Proteção da Saúde(editora Atheneu). Segundo a professora, quando uma pessoa não apresenta defesa suficiente e ainda tem risco genético para diabetes, doenças cardiovasculares, doenças degenerativas e certos tipos degenerativas e certos tipos de câncer, a membrana celular corre risco de sofrer duras agressões oxidativas. “Se as células estiverem mau alimentadas, esta situação pode se agravar ainda mais com as agressões ambientais, como a radiação”, informa. Rebeca acrescenta que, com o passar do tempo, a oxidação poderá entrar em um processo degenerativo em cascata e caminhar para a superoxidação.

Segundo a professora, o LDL-colesterol é um dos primeiros elementos a oxidar. Por causa do excesso de gordura, o LDL alterado pode provocar lesões nos vasos e aumentar as chances de obstruções com efeitos adversos, entre eles as doenças cardiovasculares. “Cerca de 30% dos casos de doenças cardiovasculares no mundo se devem ao LDL oxidado”, ressalta. Além disso, estudos epidemiológicos comprovam a incidência de algumas patologias com certo elo a este prejuízo. “O câncer de mama, por exemplo, está muito ligado ao consumo de gordura: já o câncer de cólon está relacionado à falta de alimentos vegetais na dieta. A boa defesa vai impedir que as reações celulares oxidativas ocorram”, explica Rebeca.

A professora alerta que alimento não é remédio, mas um componente preventivo de doenças. “As pessoas comem de maneira errada. Por isso, não adianta esperar ter um problema para tomar cuidado”, destaca. A pesquisadora diz que, se uma pessoa tiver o hábito, desde criança, de consumir pouca quantidade de açúcar, doces e gorduras, poderá não chegar a desenvolver um quadro de diabetes tipo 2. “Mas, se fizer o contrário, mesmo que não tenha antecedentes familiares, o indivíduo pode estimular este tipo de diabetes. Neste caso o pâncreas se cansa de fabricar insulina, que se torna pouco eficaz, levando a pessoa à patologia de modo assustador e a tratamento para o resto da vida”, alerta.

A osteoporose, doença caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos e que ocorre com mais freqüência nas mulheres após a menopausa, devido à perda do hormônio estrogênio, também pode ser evitada com a alimentação, de acordo com Rebeca. “Com as alterações hormonais, as mulheres recorrem a reposição hormonal, porém, o estrogênio tomado por muito tempo se torna cancerígeno. Por isso vem sendo muito utilizados neste tratamento os fitoestrógenos presentes na soja, mas encontrados também no feijão, na lentilha, no grão-de-bico e na ervilha”, comenta. Estas substâncias contêm isoflavona, de composição estrutural quase parecida com o estrogênio, que vão entrar nos receptores locais e diminuir os efeitos da menopausa.

O feijão, segundo a professora, também é um grande protetor de câncer de cólon, pois dispõe de muita fibra, que aumenta o trânsito intestinal e ajuda a expelir as substâncias cancerígenas do organismo. Além disso a leguminosa contribui para a produção de gases, devido a ausência de oligossacarídeos, que são reabsorvidos pelo sangue e se dirigem ao fígado de onde se transformam em precursores de substâncias que reduzem a síntese do novo colesterol hepático. Outro alimento importante que não deve faltar na alimentação é o tomate, que contém vitaminas caratenóides, precusores de vitamina A, que evitam o processo cancerígeno. Entre estes caratenóides está o licopeno, poderoso antioxidante que protege as células das agressões dos radicais livres e ajuda a evitar o câncer de próstata.

Os azeites de oliva e de canola também tem ação oxidante, pois contêm ácidos graxos monoinsaturados, grandes protetores de doenças cardiovasculares, que diminuem a oxidação do LDL e aumentam a liberação do HDL. “Na presença do azeite, o licopeno do tomate aumenta sua biodisponibilidade”, enfatiza Rebeca. De acordo com a professora, também é possível manter o nível saudável de HDL tomando um cálice de vinho tinto ou consumindo uvas vermelhas, graças à ação dos polifenóis existentes, principalmente na casca da fruta. Assim como a uva, o brócolis também é uma fonte de polifenol, inclusive da isoflavona. “Embora ainda não tenha sido comprovado o benefício, o consumo de berinjela batida com suco de laranja, rica em vitamina C, ajuda a proteger o organismo da elevação do LDL-colesterol”, diz.

Além disso o caroteno presente na cenoura é um grande precursor de vitamina A e o potássio existente na banana é ótimo para refazer o equilíbrio hidroeletrolítico do organismo, principalmente dos atletas. Por ser rica em amido, que não é absorvido tão rapidamente, a batata pode aumentar o nível glicêmico do organismo. “O ideal é optar pela mandioquinha, um carboidrato complexo e que contêm mais fibras. Quanto menor o índice glicêmico, menor será a velocidade de abasorção de tecido adiposo”, explica a professora. Rebeca afirma que é fundamental variar a alimentação, com folhas, frutas, vegetais e carnes de preferência sem gordura.

“Não consigo excluir algum alimento da dieta. Não adianta os pais esperarem o filho ficar adulto para criar hábito saudável. Quando a criança desmamar, a mãe pode introduzir um alimento vegetal diferente de cada vez, a cada 2 dias”, orienta.

Já os adultos devem conseguir consumir grande e variada quantidade de vegetais durante as refeições, e os idosos devem seguir a mesma recomendação, porém, com quantidade menor de calorias, devido às mudanças de metabolismo.

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