O QUE JESUS DISSE SOBRE UM JUÍZO PRÉ-ADVENTO


Quando Deus examina os que vieram às bodas do Cordeiro (Mateus 22), não é para o Seu próprio benefício, mas para revelar ao Universo quem usou a veste nupcial.

O que você acha se a primeira coisa que você descobrisse quando você for ao Céu fosse que Billy Graham estivesse perdido? E então no outro extremo, suponha que você encontrasse a Adolfo Hitler como seu vizinho da casa ao lado? Provavelmente sua primeira pergunta seria: "Será que eu vim de alguma forma ao lugar errado?" Mas se você estiver convencido de que atualmente está no Céu, você teria algumas grandes perguntas a fazer, não é verdade?

Pode você imaginar dirigindo-se a um dos seres celestiais que por ali passassem naquele momento e dizer: "Desculpe, mas podemos fazer perguntas aqui?" "O que você quer perguntar?"

Então você faz suas perguntas, mas ele responde: " "Não pergunte isso. O Senhor conhece os que são Seus."

Você cede naquele ponto, porque você ama ao Senhor. Mas você vai pela eternidade perguntando sobre Graham e Hitler.

Agora vamos continuar imaginando um pouco mais. Suponha que você vá ao Céu e descubra que o seu próprio filho se perdeu! Ao mesmo tempo você descobre que a pessoa que levou seu filho ao caminho do pecado está morando ao lado de sua casa! Você vai à rua, pára um anjo, e diz: "Desculpe, tudo bem se que fizer umas perguntas?" "Sobre o quê?"

Então você lhe relata seu problema. E ele responde: "Não, não pergunte isso. O Senhor conhece aquele que são Seus."
Naquele momento você diz: "Você pode me mostrar a porta de saída?"


Eu gostaria de propor que quando formos ao Céu e nós tivermos grandes perguntas, lá os seres darão as boas-vindas às nossas perguntas. Eles dirão: "Estamos felizes por sua pergunta. Queremos que você compreenda..." Porque Deus sempre tem tratado Suas criaturas como seres inteligentes.

Uma das razões porque precisamos de um juízo pré-advento é para você e eu compreendermos as decisões que Deus faz, com relação aos nossos queridos. Outra razão é para silenciar as acusações de Satanás, o acusador dos irmãos. E uma terceira razão é para vindicar a Deus aos olhos do Universo inteiro.

Deixe-me tentar demonstrar a necessidade de um juízo pré-advento, ou juízo investigativo com uma parábola. Ela tem duas partes. A primeira parte: "Como Aconteceu".

Havia grande comoção na pequena cidade de Mill Creek, Illinois, aquela tarde de 1845. O juiz da 18ª Zona de Illinois David Davis, de Bloomington, havia recém-chegado, acompanhado de vários advogados da zona, inclusive um chamado Abraão Lincoln. A presença de Lincoln deu uma pitada de entusiasmo, ademais de ser um bom advogado, ele contou as histórias mais engraçadas que alguém jamais ouviu.

Fazia quase seis meses desde a última sessão da corte em Mill Creek, e havia um grande acúmulo de casos para serem julgados. O velho Thomas Jacobs estava sob suspeita de pôr fogo na oficina do ferreiro. Ele e o ferreiro discutiram; o velho Thomas fez negócios escusos, e naquela noite mesma noite a oficina do ferreiro foi queimada completamente. Testemunhas disseram que tinham visto o velho Thomas lá na hora do fogo, rindo e caçoando.

Então houve uma briga na taberna entre Henry Whitney e Ebenezer Bates. Whitney tinha finalmente sacado sua arma e disparado em Ebenezer a sangue frio. Alguns disseram que Ebenezer tinha buscado isso e que Ebenezer tinha somente se defendido, mas outros tomaram o lado de Ebenezer e disseram que foi assassinato evidente e simples.

Finalmente, havia o caso de Jesse Adams. Um dia ele tinha dirigido pela cidade, indo diretamente ao Banco de Mill Creek, puxou sua arma para o contador, e exigiu todo o dinheiro vivo do Banco. Ele conseguiu afastar-se umas 15 milhas da cidade antes que o delegado e seus auxiliares o prendessem. Ele foi levado à prisão da cidade desde então.

Além desses casos mais espetaculares, havia as disputas habituais sobre limites de propriedade, débitos e pleitos, e processos por difamação, e o caso de um homem chamado Silas Foster, que fora acusado de roubo de porcos.

A notificação foi feita que a corte se reuniria na semana seguinte, e o povo traria seus interesses legais. Os advogados começaram a trabalhar imediatamente nos casos a eles assignados, e quando chegou o tempo da reunião, a corte da zona foi convocada. A cidade toda se apinhou na corte, e em cada recesso um número podia ser ouvido discutindo os prós e os contra de cada caso. Os advogados examinaram e cruzaram informações e apresentaram objeções em cada oportunidade. Abraão Lincoln tinha uma habilidade para trazer a verdade à luz, e nos casos que ele defendia, até o promotor acabava admitindo que ele tinha razão. Quando o povo escutava e ouvia a evidência por si mesmos, eles ficavam convencidos de que a justiça tinha sido feita.

Um por um os casos foram levados diante da corte. Os jurados se retiravam para deliberarem, e um veredito era dado – culpado ou inocente. Quando o Juiz Davis sentenciava os que foram achados culpados, e absolvia os que foram achados inocentes, a cidade ficava satisfeita. Na última manhã o juiz e seus advogados foram à cidade, havia uma forca. Henry Whitney foi achado culpado de assassinato. E o juiz da zona e sua delegação mudaram-se para a cidade seguinte.

Esta é a parábola "Como Aconteceu". Agora voltemos e vamos através da mesma história novamente, agora: "Como Não Aconteceu".

Havia grande comoção na pequena cidade de Mill Creek, Illinois, aquela tarde de 1845. O juiz da 18ª Zona de Illinois David Davis, de Bloomington, havia recém-chegado, acompanhado por Abraão Lincoln e por vários outros advogados da zona. Fazia quase seis meses desde a última sessão da corte em Mill Creek, e havia um grande acúmulo de casos para serem julgados.

O velho Thomas Jacobs era suspeito de pôr fogo na oficina do ferreiro. Houve uma briga na taberna entre Henry Whitney e Ebenezer Bates. Bates foi morto. Jesse Adams estava preso aguardando julgamento por roubo ao Banco. E havia um sortimento de menores disputas.

O Juiz Davis comunicou que a corte se reuniria imediatamente. A cidade inteira lotou a corte; o juiz bateu o martelo na mesa e declarou: "Thomas Jacobs, inocente. Silas Foster, inocente. Henry Whitney culpado conforme acusação, seria enforcado ao pôr-do-sol. Jesse Adams, inocente. A corte está encerrada."

O promotor público deu um pulo. "O senhor não pode fazer isso!" gritou. "Quem o senhor pensa que é? O senhor não pode absolver essas pessoas sem um julgamento nem sentenciá-las antes que se provem culpadas."

O povo da cidade se posicionou ao lado do promotor público. "Ele tem razão", gritaram. "Como sabe o juiz quem é culpado e quem não é?"

Abraão Lincoln ergueu sua voz para ser ouvido acima do tumulto. "Vocês do povo, não confiam no juiz?" O juiz sabe os que deve absolver. Ele tem estado guardando etiquetas nas coisas enquanto ele tem estado fora em Bloomington. Ele tem guardado registros cuidadosos. Ele tem evidências e ele não comete erros."

Mas o povo se torna mais descontrolado. "O juiz pode ter evidência, e ele pode não ter", disseram eles. "Mas nós não temos evidência. Não basta apelar que tem evidência. É necessário ser examinada abertamente antes de dar a sentença. A corte inteira, não só o juiz, precisa ver a evidência."

Os advogados da zona continuam tentando aleatoriamente convencer o povo de Mill Creek que o juiz era digno de confiança. Mas
o povo insistia que a confiança tinha que estar baseada numa compreensão inteligente das razões pra as decisões do juiz.

Na última manhã o juiz e seus advogados estavam na cidade, houve um enforcamento. O juiz é que foi enforcado.

Será que isso fala por si mesmo? Deus tenciona lidar com este grande conflito tão transparentemente, Ele quer colocar a evidência tão claramente, que até Satanás e seus anjos, e os ímpios de todos os tempos, dobrarão os joelhos com os remidos e dirão que Deus foi imparcial e justo (cf. Fp 2:10,11). Os que em Seu reino, mesmo se algum de seus queridos se perder, não terão desconfianças ou perguntas para sempre, mas dirão de coração: "Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações!" (Ap 15:3).

Alguns têm tido a idéia de que o propósito de um juízo de investigação pré-advento é dar tempo a Deus para examinar os livros para decidir quem vai participar dele no Céu. Deus poderia acertar esta questão numa fração de segundo. O verdadeiro propósito do juízo investigativo é não simplesmente decidir quem participará dele, é para revelar algo acerca de Deus e do Seu povo que precisa ser revelado ao Universo inteiro.

Eu não tenho espaço neste artigo para dar uma exegese detalhada de Daniel 7, 8 e 9, e do livro de Apocalipse, para traçar a doutrina do juízo investigativo. Mas Deus nunca faz algo desta magnitude sem o revelar aos Seus servos e aos profetas (ver Am 3:7). Assim nós esperamos que um juízo investigativo será ensinado na profecia. Se Daniel 7, 8 e 9 são estudados como uma unidade, compreendendo que eles são profecias paralelas cobrindo o mesmo período de tempo, não haverá problema em ver a esboço profético de um juízo pré-advento de investigação. O primeiro anjo de Apocalipse 14 anuncia, antes do advento, que a hora do juízo de Deus é chegado. Não que está vindo, ou que virá, mas que é chegado.

Um dos propósitos de tal juízo é revelar aqueles que aceitaram o convite de Cristo, e aqueles que, como descrito em Mateus 24:13, perseveraram até o fim. E durante este juízo pré-advento, não somente é vindicado o povo de Deus mas é também preparação para a vindicação do caráter de Deus perante o Universo inteiro.

Quando Jesus morreu na cruz, Ele comprou o direito de perdoar todos no mundo inteiro. Mas nem todos são perdoados. Assim durante o juízo pré-advento, o processo de Deus em perdoar os que são perdoados é vindicado. E durante os mil anos seguintes ao retorno de Cristo (cf, Ap. 20), Deus é justificado por não perdoar os que não são perdoados.

O que Jesus tinha a dizer acerca do juízo pré-advento? Tanto Sua parábola da rede e Sua parábola do trigo e do joio indicam um tempo de determinação e de tomada de decisão antes de serem dadas as recompensas finais. Mas o Seu maior comentário sobre um juízo pré-advento está em Mateus 22. Você pode ler o capítulo inteiro para conhecer os antecedentes. Os versos 2-7 dão a história do povo judeu até a destruição de Jerusalém em 70 A.D. Os versos 8-10 indicam o evangelho sendo levado aos gentios. "A sala do banquete ficou repleta de convidados."

O que são as bodas? Apocalipse 19 conta de um tempo exatamente antes de Jesus voltar quando Ele está unido com Sua noiva, a igreja, e o casamento e festa de bodas têm lugar. Assim a parábola de Jesus está se referindo aos últimos eventos antes de Ele vir outra vez.

Nos dias de Cristo uma pessoa rica, um rei em particular, não apenas enviava um convite de bodas mas uma veste nupcial para os convidados vestirem. Isso resolvia muitos problemas. Imagine receber um convite para as bodas do filho do rei hoje! Qual seria a primeira coisa que a esposa diria? "O que eu vou vestir?"

De volta à história, o problema foi resolvido. Não fazia diferença se você fosse rico ou pobre, se você viesse do palácio ou da favela. Todos os que receberam o convite para as bodas do filho do rei, também receberam uma veste nupcial. Mesmo o mais pobre parecia um milionário.


Obviamente, o rei teve grandes gastos para prover a veste nupcial. Se alguém entrasse nas bodas sem a veste provida, isto seria um insulto ao filho do rei, e em um sentido, o reino todo sentiria o ultraje. Assim duas coisas vieram com as vestes nupciais nos dias de Jesus – um convite e um belo traje para a ocasião.

Com isto em mente, olhe para Mateus 22:11: "Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial." Evidentemente, o rei veio investigar, examinar os convidados antes das festividades começarem. E ele viu este homem sem a veste nupcial. Em Apocalipse 3 nós encontramos que os que carecem da veste da justiça de Cristo são infelizes e miseráveis e pobres e cegos e nus. Assim este homem não estava vestido com vestimenta comum; ele estava nu! Se você pensa que isto é ir longe demais, o máximo que nós poderemos permitir, biblicamente, seria uns poucos trapos imundos, porque toda nossa justiça são trapos imundos.

Veja o que o rei disse aos convidados no verso 12: "E perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu." O rei o chamou de "amigo"! Não são estas boas-novas? Deus não está interessado em ver quantas pessoas que Ele pode deixar fora do Céu. Ele está tentando ver quantas pessoas Ele pode introduzir no Céu. Ele disse: "Amigo, houve algum mal-entendido? Você deve ter recebido o convite, você está aqui. Mas havia algo errado acerca da roupa? Você tem uma explicação?"

O rei lhe deu uma chance, não é verdade? Ele o tratou com dignidade. Mas a Escritura diz que o homem ficou mudo. Ele nada tinha a dizer. Somente então o rei disse aos seus servos: "Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos." (vv. 13,14).
O que Jesus está tentando dizer-nos com esta parábola? Em primeiro lugar, todos nós somos convidados à ceia de bodas do Cordeiro. Todos nós devemos aceitar o convite. Jesus proveu tudo. Quando Ele inclinou Sua cabeça e morreu Ele ganhou o direito de perdoar a cada pessoa nascida neste mundo. Nós temos somente que aceitar Seu perdão. Todos nós somos convidados para as bodas.

Que diremos a respeito da veste nupcial? Apocalipse 19 descreve a ceia de casamento do Cordeiro. "Porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos." (vv. 7,8). Algumas traduções modernas dizem que o linho fino são os "atos justos" dos santos.

O que são os atos justos dos santos? O que é a justiça dos santos? Jeremias 23:6 nos lembra que o Senhor é nossa justiça. Assim qualquer tipo de justiça vista nos santos é ainda a obra do Senhor, não é? Esta história nos recorda o duplo aspecto da justiça: primeiro, a justiça de Cristo por nós na cruz, ao prover o convite; e segundo, a justiça de Cristo em nós, operada na vida mediante o poder do Espírito Santo, que é representado pela veste nupcial. Ambos vêm pela fé, ambos vêm dEle.

De modo que o rei veio examinar os convidados. Ele viu ali um homem que não tinha a veste nupcial. Evidentemente ele desejava aceitar o convite, mas ele não queria vestir o traje de bodas. Este homem estava interessado em alcançar o Céu, mas ele não tinha desejo de aceitar a justiça de Cristo vivida na vida, porque o propósito é dar glória a Ele. "Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome." (Sal. 23:3). Há algo mais importante do que irmos ao Céu, e isso é dar honra e glória ao Rei e ao Seu Filho.

Assim quando o Rei vem para ver os convidados nos dias do juízo pré-advento, Ele encontra um homem sem a veste nupcial. Aparentemente o Rei examina no mínimo duas coisas antes do advento neste juízo investigativo. Primeiro, Ele examina se o convite foi ou não aceito; e segundo, Ele investiga se a veste nupcial foi aceita e usada.

Apocalipse 3:5 usa a mesma imagem: "O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos." Deus deseja que não apenas respondamos ao convite para o país celeste mas também sermos vencedores, por Sua graça. E com isso é que a veste nupcial tem tudo a ver.

Assim quando Ele vem para examinar ou investigar os convidados, isto revela perante o Universo os que não somente aceitaram o convite mas também se tornaram vencedores por meio do Seu poder.

Bem, você pode dizer: "Eu não tenho feito o melhor a respeito. Eu falho e falho cada dia." Eu gostaria de lembrar a você que a vitória é primariamente a área de responsabilidade de Deus, não sua. O convite para as bodas é gratuito, e a veste nupcial também é gratuita! A obediência vem pela fé somente em Jesus Cristo. Não é algo que nós alcançamos. É algo que recebemos mediante um contínuo relacionamento com Cristo. Colocar o traje de bodas é tão-somente aceitar o que Deus ofereceu.

Santificação é exatamente um dom como é a justificação, e muitos no mundo cristão estão ainda esperando hoje ouvir e entender essas boas-novas. Alguns de nós temos trabalhado arduamente para tentar obedecer, tentar vencer, tentar alcançar a vitória. Esquecemos que ninguém trabalha por um presente. A veste nupcial é gratuita – um presente do próprio Rei.
Está você interessado não apenas no convite para a festa do evangelho mas também em usar o traje? Ambos são oferecidos a você gratuitamente hoje.

Morris Venden
MINISTRY

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