Curiosidades Bíblicas

Curiosidades dos aspectos culturais, sociais, geográficos e religioso!

Sermões

Sermões fáceis de pregar

Pensamentos de Ellen White

Coleção de Pensamentos de Ellen White - Diversos Temas!

Sermões para Ocasiões Especiais

Batismo, Santa-Ceia, Formatura e muito mais!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SALMO 31 - O QUE FAZER DIANTE DE INIMIGOS

Quem não possui inimigos? Parece que todos os têm. Mas se há alguém que tem mais inimigos do qualquer pessoa, se há alguém que possui muito mais adversários, esse é o cristão. O cristão tem inimigos na escola, no trabalho, na vizinhança, dentro de casa, dentro da família, e muitas vezes até dentro da sua própria igreja. O cristão tem inimigos até dentro de si mesmo. Ele tem os próprios demônios que o perseguem tentando controlar a sua mente. O cristão tem a sua própria natureza lutando contra ele mesmo!

Por isso, os Salmos são sempre muito atuais, cheios de conforto e ânimo para os cristãos que vivem em nosso tempo, em que há perigo por todos os lados. Neste salmo, podemos ver como agiram os inimigos de Davi em seu tempo, e como ele reagiu diante dos seus adversários, e como é correto agirmos nós diante de situações semelhantes.

O tom do salmo oscila entre lamento e ações de graças. Mas o salmista está procurando a proteção divina (1-8) porque chegou até a ficar doente (9-12) por causa das acusações que o pressionavam e de sua consciência de pecado (13-18). Mas finalmente, ele louva a Deus por Sua bondade pela qual ele é salvo e liberto (19-24). Portanto, o esboço natural é este: Oração (lamento) e Ações de graças, e ambos mostram um extensivo uso de repetições como um recurso literário:

        I. Oração (vs. 1-18)
            A. Oração pela Justiça de Jeová (vs. 1-5)
                B. Expressão de Confiança (vs. 6-8)
            A'. Oração pelo Favor de Jeová (vs. 9-13)
                B'. Expressão de Confiança (vs. 14-18)
        II. Ações de Graças (vs. 19-24)
  A. Grandeza da Bondade de Deus (v. 19)
                B. Razão: proteção dos fiéis (v. 19-20)
            A'. Grandeza da Misericórdia de Deus (vs. 21)
                B'. Razão: proteção do rei Davi (v. 21-22)
III. Apelo (v. 23-24)
 A. Amai a Jeová (v. 23)
 B. Sede Fortes (v. 24)

Mas, se você quiser um esboço mais didático, mais fácil de seguir para compreender e/ou pregar, então, me acompanhe nessas próximas divisões, seguidas do comentário correspondente, nos textos indicados.

I – OS ATOS DOS INIMIGOS 

1. Os Inimigos Praticavam a Traição: Os ímpios armaram ciladas às ocultas contra Davi (v. 4), de tal modo que ele horrorizado pôde dizer: “Tenho ouvido a murmuração de muitos, terror por todos os lados; conspirando contra mim, tramam tirar-me a vida.” (v. 13). Pelo contexto, parece que esta era a traição de Absalão, o próprio filho de Davi que às ocultas conspirava contra o seu pai, a fim de lhe usurpar o trono. “10 Enviou Absalão emissários secretos por todas as tribos de Israel, dizendo: ‘Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão é rei em Hebrom!’ 11 De Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio. 12 Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, da sua cidade de Gilo; enquanto ele oferecia os seus sacrifícios, tornou-se poderosa a conspirata, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão.” (2Sm 15:10-12).

Geralmente, a vítima é a última a saber do que se passa. Os homens maus estavam conspirando e tramando contra o servo de Deus, buscando tirar-lhe a vida, mas ninguém lhe dizia nada diretamente, apontando os nomes principais da conspiração. Nesse momento, ninguém queria se envolver; ninguém sabia de nada; havia apenas boatos. Mas havia muita murmuração, e atrás de todo boato há um fundo de verdade. Isso tirou a paz, o sossego e a tranquilidade de Davi.

Hoje acontece o mesmo contra os filhos de Deus. Muitas vezes estamos sendo traídos, sem mesmo desconfiar do perigo que nos cerca, por causa de certas pessoas em quem confiamos. Há muita traição da parte de inimigos desconhecidos, ou de pretensos amigos. Mas nós podemos repetir confiantes as palavras do salmista, dirigindo-nos ao Protetor dos perseguidos: “Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram, pois Tu és a minha Fortaleza” (v. 4).

2. Os Inimigos Praticavam a Idolatria. Eles eram idólatras: “adoram ídolos vãos”, disse o salmista (v. 6); eles não adoravam a Deus como Davi e todos os justos. Eles adoravam aos ídolos de pedra, madeira e ouro. Em nosso tempo, eles são mais sutis e adoram ao sexo, à tecnologia, aos artistas da televisão e do cinema, à filosofia e ao dinheiro. Eles adoram a si mesmos e a Satanás.

Mas, embora ainda exista muita sutileza na adoração de falsos ídolos, há muitos que ainda orientados pelo romanismo, adoram diretamente a ídolos em suas procissões, e exaltam à virgem Maria como sendo a “mãe de Deus”, conduzindo os seus ídolos que nada podem fazer. Multidões estão sendo enganados por falsos líderes que estimulam essa idolatria de imagens de escultura que têm boca, mas não falam; têm braços, mas estão inertes; têm ouvidos, mas nãos os ouvem, e é o nosso dever adverti-los, a fim de que sejam salvos os que temem a Deus, e O servem na ignorância.

Outros adoram os ídolos do paganismo, do budismo e do xintoísmo, talhados em pau e pedra. Eles se esquecem do Deus que os criou, e ignoram as evidências que demonstram que há um Deus de majestade e excelência, que não pode ser adorado por imagens de escultura. Eles desatendem os apelos do Espírito Santo convidando-os para a salvação.

3. Os Inimigos Praticavam a Ameaça. De acordo com o verso 21, no contexto do Salmo 31, eles sitiaram a cidade de Jerusalém, a cidade de Davi, e ele se encontrava em um grande perigo. Quando uma cidade antiga era sitiada, faltava água e alimento, que se encontravam fora da cidade. E como consequência, havia fome, crimes internos, como a morte de filhos para satisfazer aos pais que os matavam para se alimentar. Havia revoltas, e muito sofrimento, enquanto os inimigos sitiando a cidade zombavam deles e destruíam as suas cearas e tapavam os seus poços, e ameaçavam entrar, destruir a cidade e matar a todos. Mas Deus libertou a Davi e o seu reino desta situação aflitiva.

Ainda teremos de enfrentar a ameaça dos nossos inimigos antes da volta de Cristo e após o milênio. Nesse tempo, os justos estarão dentro da cidade querida, a nova Jerusalém, enquanto todos os ímpios do lado de fora estarão nos ameaçando juntamente com Satanás, sitiando “a cidade querida” com todos os preparativos de guerra para invadir a cidade de ouro e cristal. Mas então, desce fogo do céu e consome a todos. Será a mais esmagadora derrota e destruição de todos os ímpios de todos os tempos, para nunca mais se levantar a angústia por duas vezes (Ap 20:7-10).

4. Os Inimigos Praticavam a Mentira. No v. 18,  o salmista revela o caráter desses homens: “Emudeçam os lábios mentirosos”; eles são mentirosos, e devem ser calados: “que se cale toda boca, e todo o mundo [de ímpios] seja culpável perante Deus.” (Rm 3:19).

Há muitos mentirosos em nosso tempo, mas você pode ter certeza de que nenhum deles é cristão. Alguém pode se dizer cristão e ainda praticar a mentira; mas isto é outra história. Pode haver um cristão professo e ser mentiroso, mas não pode haver um cristão verdadeiro e ser mentiroso, porque os mentirosos são filhos de Satanás. Disse Jesus Cristo, a uma classe  de mentirosos e hipócritas: “Vós sois do Diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (Jo 8:44). Mas a parte que cabe aos mentirosos é “o lago que arde com fogo e enxofre, a saber a segunda morte.” (Ap 21:8).

5. Os Inimigos Praticavam o Orgulho. No v. 18, o salmista continua ainda pintando o quadro do caráter dos inimigos: “Falam insolentemente contra o justo, com arrogância e desdém.”  Como  se não bastasse a mentira para serem punidos os ímpios, eles ainda adicionam à mentira o pecado do orgulho, da arrogância e o desprezo dos filhos de Deus. Mas, o salmista lembra que “o Senhor preserva os fiéis, mas retribui com largueza ao soberbo” (v. 23).

Não ficarão sem castigo aqueles que menosprezam os fiéis, falando insolentemente contra eles e se levantando em tribunais para condená-los, desprezando aqueles que são preciosos à vista de Deus. Esta é a promessa divina para o cristão: “Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de Mim procede, diz o Senhor.” (Is 54:17).

II – OS ATOS DE DAVI

O que deveria fazer Davi diante de tantos atos detestáveis dos seus inimigos?

1. Davi confiava em Deus. “Em Ti, Senhor, me refugio”. “Confio no Senhor.” “Quanto a mim, confio em Ti, Senhor. Eu disse: Tu és o meu Deus.” (v. 1, 6, 14)

Para Davi, Deus é SENHOR, Jeová (Yahweh, v. 1), que significa “o Eterno”. Para Davi, Deus é o seu Refúgio (v. 1). Ele é o seu Castelo forte (v. 2), uma Cidadela fortíssima (v. 2), uma Rocha inquebrantável (v. 3), a “minha Fortaleza” (v. 3, 4). Deus é o Pastor que conduz o justo pelo caminho da justiça (v. 3). Ele é o Redentor (v. 5) que me redimiu. Ele é o “Deus da verdade” (v. 5), em quem habita a plenitude do conhecimento. Ele é Onisciente, e sabe de tudo o que se passa comigo, conhece a aflição de minha alma, as angústias que me são tão próprias (v. 7). Sua presença é o esconderijo dos justos (v. 20). Ele é a nossa única Esperança (v. 24)

Se nosso Deus possui tantas e infinitas qualidades, não é de se admirar que Davi confie tanto nEle. O que é mais de admirar é que sendo Deus como Ele é de fato e de verdade, haja tantos milhões que não podem confiar nEle, porque confiam mais em si mesmos, fracos pecadores sem noção das realidades da vida espiritual. Entretanto, Deus é plenamente confiável; é Alguém que não pode falhar, fiel em todas as Suas múltiplas promessas da esperança, poderoso para cumprir tudo o que disse para o nosso bem eterno. Assim como o salmista, sempre podemos confiar em Deus.

2. Davi clamou por libertação. Ele disse: “Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram”. “Pois tenho ouvido a murmuração de muitos, terror por todos os lados; conspirando contra mim, tramam tirar-me a vida.” (v. 4, 13). Ele era vítima de traição de seus próprios súditos e oficiais, além de ter sido traído por seu próprio filho Absalão, que procurou matá-lo para lhe usurpar o trono. Então, ele clama desse modo: “Livra-me por tua justiça. Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa!” “Livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores.” (vs. 1-2, 15úp).

“Livra-me depressa!” Davi se sentiu acossado, pressionado de todos os lados, e pediu que fosse liberto “depressa”. A pressa do pedido indica o aperto e a intensidade da aflição. Quanto maior é a dor, maior é a pressa por alívio, mais pressa por socorro. Davi pediu um “pronto socorro” numa libertação imediata e eficaz.

Entretanto, “a pressa é inimiga da perfeição”. Deus estava testando o seu servo a fim de que ele percebesse que a sua confiança ainda era fraca, e devia esperar e suportar um pouco mais a aflição, a fim de que pudesse se fortalecer. Disse Davi, reconhecendo isso mesmo: “Eu disse na minha pressa: estou excluído da Tua presença!” (v. 22). Mas mesmo quando nossos amigos, vizinhos e conhecidos nos esquecem e nos desprezam e nos alienam de sua presença (11-12), Deus nunca nos abandona. Davi vacilou em sua angústia. “Não obstante,” reconheceu ele, imediatamente: “ouviste a minha súplice voz!” (v. 22).

Quão precipitados somos muitas vezes, para julgar a Deus que é tão compassivo para conosco. Agar tinha sido despedida do seu lar, onde habitava como serva de Sara e de Abraão, com quem tivera um filho que atendia pelo nome de Ismael. Mas foram ambos, mãe e filho mandados embora pelo deserto de Berseba, porque a convivência deles não era mais suportável, visto que Ismael zombava de Isaque, o filho da promessa.

Lá estavam agora num deserto, sem água e sem alimento. Então, chegou o momento crítico, em que Agar colocou o menino Ismael, seu filho, a uma distância razoável, para que não visse morrer o menino. E chorou. “Mas Deus ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Agar e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino, daí onde está. Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo.” (Gn 21:17-18).
Agar chegara a um ponto em que não podia fazer nada mais, senão chorar. Não havia recursos naquele deserto, não havia possibilidade de sobrevivência. Somente um milagre poderia salvar o seu filho. E ela, em profunda angústia, desesperando até da vida, chorou, sem se lembrar de que no Céu há um Deus de amor que cuida dos Seus filhos. Quão apressados somos muitas vezes para nos considerar alienados dos planos de Deus.

3. Davi orou a Deus. Davi era um homem de oração. Ele orava muitas vezes, clamando, invocando, suplicando, adorando, externando suas aflições, derramando a sua alma diante de Deus, em Quem ele tanto confiava e esperava respostas para as sua preces, dizendo: “Inclina para mim os Teus ouvidos (v. 2). Ele tinha a certeza de que Deus ouvia as sua preces: “Ouviste a minha súplice voz, quando clamei por teu socorro” (v. 22).”

(1) Davi orou pela vitória. Esta parecia ser a situação mais embaraçosa que poderia ter vindo a Davi. Ele estava sendo humilhado por seu próprio filho Absalão (2Sm 15:10-12). Quando dois exércitos se enfrentam, a vergonha virá certamente ou para um ou para outro. Mas Davi se apega a Deus e Lhe diz, iniciando o salmo com estas palavras: “Não seja eu jamais envergonhado” “Não seja eu envergonhado, Senhor, pois te invoquei” (v. 1,17).

É uma situação muito embaraçosa ser envergonhado ou confundido, mas ele argumenta com Deus e Lhe diz por que Ele devia atender à sua prece: “pois Te invoquei!” Esta é a maior razão, este é o maior argumento que temos a nosso favor para dizer a Deus que nos atenda – porque O invocamos, a Ele o Soberano dos reis da terra, o Salvador dos aflitos, Aquele que morreu por nós na Cruz do Calvário, e está disposto a socorrer a todos os que O invocam. Disse  Ele: “Invoca-me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu me glorificarás.” (Sl 50:15).  “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.” (Jr 33:3). “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Rm 10:13).

Davi coloca a vergonha nos ombros merecidos dos ímpios: “Envergonhados sejam os perversos, emudecidos na morte. Emudeçam os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com arrogância e desdém” (v. 17-18). Vergonha era o vexame dos derrotados. Davi ora contra aqueles que eram não só os seus inimigos, mas eram também adversários de Deus, porque eram idólatras (v. 6) e perseguidores dos Seus filhos (v. 15). E Davi faz uma prece clamando pela vitória esmagadora contra os inimigos de Deus, a fim de que a vergonha seja o seu manto e o opróbrio o seu vestido.

(2) Davi orou por compaixão, e dá as razões: “Compadece-te de mim, Senhor, porque me sinto atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo. Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita-se a minha força, por causa da minha iniquidade, e os meus ossos se consomem.   Tornei-me opróbrio para todos os meus adversários, espanto para os meus vizinhos e horror para os meus conhecidos; os que me veem na rua fogem de mim. Estou esquecido no coração deles, como morto; sou como vaso quebrado.” (v. 9-12).

Davi se sentia atribulado e triste; passava por um momento de profunda melancolia, sentida no mais íntimo de sua alma, perdendo suas forças físicas. Sua vida se consumia em gemidos e na fraqueza de seus ossos, sofria as dores mais lancinantes. Ele estava doente. Era um momento de intensa depressão. E para aumentar os seus sofrimentos, os seus conhecidos, amigos e vizinhos o alienaram, o abandonaram, além de ser ridicularizado e considerado como opróbrio perante os seus adversários.

E ele dá a razão para todo esse estado de coisas: “por causa da minha iniquidade” (v. 10). Compaixão é para quem peca. Porque o pecado nos leva à miséria, e precisamos de compaixão para sermos restaurados e perdoados. Se Deus nos dá a compaixão, nos perdoa e nos restaura, então teremos muita força contra os inimigos. Então, Davi pediu a compaixão amorosa de Deus, o perdão completo dos seus pecados e foi atendido (v. 22), porque Deus nunca desampara os Seus filhos que Lhe pedem a compaixão e o perdão. Se nos aproximarmos dEle com nosso humilde pedido de compaixão, Ele Se aproximará de nós com o Seu grande e exorbitado amor.

(3) Davi orou por salvação. Deus era para Davi “cidadela fortíssima que me salve” (v. 2). “Salva-me por Tua misericórdia.” (v. 16). Há os que pregam hoje que a salvação no Antigo Testamento era pelas obras, e que a salvação no Novo Testamento é pela graça. Mas o salmista diz: “Salva-me por Tua misericórdia.” Misericórdia é compaixão despertada pela miséria alheia. Misericórdia é a graça de Deus se manifestando pela miséria do homem. Mas o mesmo salmista já dizia no Salmo 6:4: “Salva-me por Tua graça.” Davi conhecia o plano de Deus e não confiava em suas obras para obter a salvação. De fato, “porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9).

A doutrina da salvação pelas obras é uma doutrina estranha que não é ensinada pela Bíblia. Desde que o pecado entrou no mundo, a salvação foi oferecida pela graça de Deus que desdobrou o plano da salvação logo aos nossos primeiros pais. Falando no Jardim do Éden, onde aconteceu para primeiro e principal pecado, porque decisivo, disse Deus: “Porei inimizade entre ti [Satanás] e a mulher [a igreja], entre a tua descendência [os filhos do Diabo (Jo 8:44)] e o seu descendente [Jesus Cristo, Filho da igreja (Gl 3:16)]. Este [Jesus] te ferirá a cabeça [após o milênio], e tu lhe ferirás o calcanhar [na Cruz].” (Gn 3:15). Estas palavras, dirigidas à serpente, contém o princípio do concerto da graça, pela qual todos os homens poderiam obter a salvação.

4. Davi se entregou a Deus. “Nas tuas mãos, entrego o meu espírito.” “Não me entregaste nas mãos do inimigo.” “Nas tuas mãos, estão os meus dias.” (v. 5, 8, 15pp). Davi se entregou nas mãos de Deus, inteiramente. Ele temia as mãos assassinas dos ímpios e perversos. Ele reconhece a libertação das mãos dos inimigos do passado, e confia presentemente que Deus o livrará das mãos dos inimigos no futuro.

Cristo mesmo usou as palavras proféticas de Davi. Quando o Salvador do mundo pendia na Cruz do Calvário, quando havia trevas espessas, relâmpagos e trovões, quando Jesus Cristo sentiu a angústia suportada pelos nossos pecados, quando fora abandonado por todos, sentindo a ira divina sobre Si mesmo, e sentindo que a morte estava chegando, Ele ainda pôde Se entregar a Deus: “Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” (Lc 23:46).

Tal exemplo de renúncia, desprendimento e abnegação deve ser seguido por todos. Davi, quando foi ameaçado por seus inimigos, ele entregou o seu espírito a Deus, entregou todos os seus dias, e estava pronto a morrer se isso fosse a vontade de Deus. Mesmo Cristo, o Filho amado de Deus Se entregava diariamente a Deus para que se cumprisse a Sua vontade nEle.  Mas ao chegar a hora da morte, mesmo sofrendo a ira divina sobre Si mesmo, Ele foi pronto a Se entregar a Deus, e confiar em Sua eterna justiça. E quanto a nós? Estamos dispostos a nos entregar inteiramente ao nosso amorável Criador e Redentor? Já fizemos uma entrega sem reservas ao nosso Deus?

5. Davi se regozijava. “Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha aflição, conheceste as angústias de minha alma e não me entregaste nas mãos do inimigo; firmaste os meus pés em lugar espaçoso.” (v. 7-8). Davi se alegra na bondade de Deus porque tinha visto a sua aflição frente aos seus inimigos e o livrou deles. A vida dos cristãos é cheia de alegria, não por algum divertimento banal, não por causa das ilusões do mundo, mas porque Deus está sempre nos livrando de nossos inimigos espirituais. Ele firma os nossos pés em terreno seguro, de tal modo que podemos andar confiantes.

6. Davi louvava a Deus. “Bendito seja o Senhor, que engrandeceu a Sua misericórdia para comigo” (v. 21). Ele não só se alegrou na bondade, mas louvou a misericórdia de Deus, porque esta se engrandecera sobremaneira. Mas em que circunstâncias Davi pôde contemplar a misericórdia de Deus engrandecida? “Numa cidade sitiada!” Quando Jerusalém foi sitiada e cercada, quando Davi estava sendo ameaçado por seus inimigos, ele viu a misericórdia divina, salvando a si mesmo e a todo o povo da aliança divina.

Quando Jerusalém mais tarde foi sitiada pelo exército romano, no ano 70 DC, os cristãos puderam ver a misericórdia de  engrandecida sobremaneira, porque todos eles foram preservados e salvos. E quando a cidade da nova Jerusalém for novamente sitiada pelo mais numeroso exército de todos os tempos, sitiada por um número de inimigos tão numerosos como a areia do mar, então, os justos novamente poderão louvar a misericórdia de Deus que será infinitamente engrandecida numa vitória esmagadora contra Satanás, seus demônios e todos os ímpios.

7. Davi apelou aos justos. No verso 23, Davi faz um apelo veemente a todos os que temem a Deus: “Amai o Senhor, vós todos os seus santos.” Este é o maior apelo encontrado na Bíblia: Temos que amar Aquele que nos amou antes da fundação do mundo, porque nos amou primeiro. E amor desperta amor. Se Deus nos amou, Ele espera que nós O amemos também, embora não exija isso. Mas para o nosso bem eterno, Ele nos aconselha que O amemos também.

Como devemos amar a Deus? João nos deixou claro esse ponto, quando disse: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos.” (1Jo 5:3). Cristo repetiu as palavras que Ele mesmo havia dito no passado a Moisés: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” (Mt 22:37). Mas, para não nos deixar nenhuma dúvida, Deus relacionou o amor à adoração em forma de mandamentos. Os Dez Mandamentos foram dados para que soubéssemos como amar e adorar a Deus.

Mas apesar de termos muitas razões para amar a Deus, o salmista enfatiza também a nossa esperança: “Amai o Senhor...”, e logo dá a razão: O Senhor preserva os fiéis, mas retribui com largueza ao soberbo.” (v. 23). Estas palavras podem ser entendidas num contexto imediato para quem está sofrendo a perseguição de algum inimigo. Mas também podem ser entendidas de modo mais amplo, ou seja: Deus nos preserva para o seu Reino eterno, e fará isso de modo especial na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, quando virá para levar os fiéis ao Céu, e para retribuir aos injustos toda a injustiça feita por eles contra os justos, e então, serão destruídos todos os ímpios.

8. Davi encorajou aos cristãos, no v. 24: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.” Estamos vivendo nos últimos dias da história deste mundo agitado. Nunca a igreja se viu tão ansiosa pelo retorno de Cristo; jamais esteve tão empenhada em trabalho missionário para proclamar a volta do Senhor Jesus Cristo. Jamais se falou tanto de esperança como agora, quando até os tímidos estão pregando que a nossa esperança está por se concretizar, em breve. Mas também enfrentamos muita oposição da parte de muitos falsos cristãos que dizem estudar a Bíblia, mas negam os seus ensinos. Sabemos que a ira de Satanás contra a igreja remanescente há de se intensificar.

Portanto, as palavras de encorajamento escritas 1.000 anos AC nos chegam como um bálsamo: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.” (v. 24). Você espera no Senhor? Então, deve ser forte, confiando na força do Seu poder. Você espera mesmo no Senhor? Então, deve revigorar o seu coração num grande reavivamento da alma. Como? Basta confiar e buscar a Jesus Cristo que derramou o Seu precioso sangue em seu lugar, e enviou o Seu Espírito para produzir esse reavivamento.

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em teologia
prbiagini@gmail.com

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A História da Redenção Contada Pelas 7 Festas de Israel

O livro bíblico de Levítico (Capítulo 23) esboça de maneira sucinta e cronológica as sete festas solenes instituídas por Deus. Cada festa com seu significado soma a outra para contar de forma universal e profética o plano de Deus para salvar o ser humano.

Dessa forma, além de um significado contextual para o povo que a celebrava no Antigo Testamento, elas passam a assumir um significado mais abrangente na história tipificando alguns aspectos da obra salvífica de Jesus.

Sem detalhar as festas no seu plano histórico, vamos planificar seus cumprimentos proféticos no amplo contexto da história da salvação.

As primeiras quatro festas estão relacionadas com a primeira vinda de Cristo, e as três últimas com a segunda vinda do nosso Senhor.
São elas: Páscoa – Pães Asmos – Primícias – Pentecostes – Trombetas – Dia da
Expiação - Tabernáculos
(Para fácil memorização, note que as quatro primeiras começam com a letra “P”, e duas das três últimas começam com a letra “T”)

1 – Páscoa (Lev. 23:4 e 5): Festa instituída quando o povo de Israel foi libertado da escravidão do Egito (Ex. 12). Um cordeiro era morto no dia quatorze do primeiro mês (Abib) do calendário hebraico.

Cumpriu-se de forma precisa numa sexta-feira ao pôr-do-sol quando Cristo foi morto como um cordeiro (I Cor. 5:7; I Ped. 1:18 e 19).

2 – Pães Asmos (Lev. 23:6 a 8): No dia seguinte à Páscoa (15 de Abib) começava um período de sete dias onde o povo deveria comer pão sem fermento e oferecer oferta queimada ao Senhor. No verso sete o texto diz que no primeiro dia, ou seja, o dia seguinte a Páscoa, o povo não poderia trabalhar.

Essa festa se cumpriu a partir do dia seguinte à morte de Cristo, quando em Lucas 23:54 a 56 diz que as mulheres na sexta-feira de Páscoa embalsamaram o corpo de Jesus e então no Sábado (dia seguinte) descansaram. Começa então o período de consagração daqueles que eram povo de Deus, na esperança da ressurreição de Cristo, que morreu sem pecado, tipificado pelo pão sem fermento (Fermento representa o pecado, leia Mat. 16:6).

3- Primícias (Lev. 23:9 a 14): Acontecia no dia imediato à festa dos pães asmos (16 de Abib) e festejava o início da colheita. Sem entrarmos em detalhes sobre sua contagem, que divergia entre os Fariseus e Saduceus, vamos esboçar seu significado profético no plano de redenção.

Jesus morreu literalmente no dia 15 do primeiro mês (Páscoa) e ressuscitou no dia 16, “como primícias dos que dormem” (I Cor. 15:20). Assim como o povo dedicava ao Senhor os primeiros frutos da colheita, Jesus dedica ao Pai os primeiros frutos da salvação, quando na Sua morte muitos ressuscitaram (Mat. 27:51 a53) e depois foram levados ao Céu com Ele.

4- Pentecostes ou Festa das Semanas (Lev. 23:15 a 22): Parece haver uma ligação desta festa com as anteriores, como sendo uma continuação (v. 15 e 16). Essa festa comemorava o fim da colheita, uma espécie de segunda festa das primícias.

O Pentecostes cumpriu-se cronologicamente em tempo exato (Atos 2:1) e com a descida do Espírito Santo, os seguidores de Deus entregaram “quase três mil pessoas” (Atos 2:41) como frutos da grande colheita desde a morte e ressurreição de Jesus.

Depois da Festa do Pentecostes havia um intervalo até a próxima festa. Assim acontece na história, temos um grande intervalo desde o Pentecostes até a retomado dos cumprimentos proféticos prefigurados pela festa.

5 – Trombetas (Lev. 23:24 e 25): No primeiro dia do sétimo mês era tocada a trombeta para anunciar o primeiro dia do ano civil, ou ano novo. A trombeta também alertava ao povo da proximidade do Dia da Expiação, que era dia de juízo onde se exigia preparação e solenidade. A Festa das Trombetas era um dia de descanso e consagração, representado pelas ofertas queimadas oferecidas a Deus neste dia.

Seu cumprimento profético se deu, no anúncio da proximidade do grande Dia da Expiação, claramente estampado na Primeira Mensagem Angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Apoc. 14:7).

6- Dia da Expiação (Lev. 23:26 a 32): Acontecia no décimo dia do sétimo mês. O Santuário era purificado das transgressões daqueles que um dia sacrificaram um cordeiro e tiveram seus pecados transferidos simbolicamente através do sangue do animal que era aspergido no tabernáculo.

Segundo a profecia de Daniel 8:14, no dia 22 de outubro de 1844 teve início esse grande dia, quando Jesus passou literalmente para o Lugar Santíssimo do Santuário celestial para julgar aqueles que aceitaram um dia o sacrifício de Cristo na cruz como cordeiro de Deus (Heb. 9:23 a 28).

7- Tabernáculos (Lev. 23:33 a 44): No décimo quinto dia acontecia a última festa do ano religioso, a Festa dos Tabernáculos. Os israelitas, em memória ao tempo em que eram errantes no deserto e viviam em tendas, deviam voltar a morar em barracas durante sete dias. Ao contrário da contrição da festa anterior, havia muito júbilo e alegria nesta ocasião. O juízo havia passado e o perdão dos pecados estava garantido.

Era uma festa de colheita também (uvas e azeitonas, ver William L. Coleman, Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, 268 e 269), e havia um espírito de gratidão por tudo que o Senhor havia feito durante o ano.

Seu cumprimento está no futuro, depois do término do Dia da Expiação, na ocasião da volta de Cristo.

Ele virá para fazer a colheita final (Apoc. 14:14 a 16) e seremos levados ao Céu com Ele. Note a descrição deste dia por Ellen G. White: “Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro”. Primeiros Escritos, pág. 16.

Será um dia de muito louvor e gratidão pelo perdão dos pecados (concluído na festa anterior – O Grande Dia da Expiação) e seguirá por sete dias até recebermos de Jesus as coroas da vitória (ver Primeiros Escritos, 16 e 17).

A Bíblia também relaciona essa festa com a restauração final do povo de Deus: “Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos” (Zac. 14:16).

Conclusão: As sete festas de Israel contam de forma universal e cronológica, a história da salvação desde a morte de Cristo na cruz, como cordeiro pascoal, até Sua segunda vinda de forma gloriosa.

Apesar de não celebrarmos hoje essas comemorações como Israel no Antigo Testamento fazia, podemos estudá-las e aprender muitas lições de vida cristã. Sobretudo, não devemos nos esquecer que estamos vivendo no contexto do Dia da Expiação e Cristo está hoje no Santo dos Santos fazendo o juízo investigativo antes de retornar a essa Terra.

É hora de reflexão, contrição e expectativa do glorioso dia que nos aguarda.

PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação e diretora do SENAC Pelotas - RS.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas

Quem tem medo de 2015?


Acabou  2014. E que  ano louco! Foi um ano para  corações fortes. Copa do Mundo e eleições,  competições e surpresas, escândalos por todos os lados.   Um ano para ser esquecido por muitos  e lembrado por alguns.
E como  será 2015?

Não  quero ser  um  cavaleiro   do  Apocalipse,   mas  ele  será  mais  difícil ainda.  Teremos   que   ter  ainda   mais  energia,  muita   garra   e  entusiasmo  para vencer  os  desafios e as emoções que  virão. Assim, terá  medo de  2015  aquela empresa, aquele empresário e aquele profissional que  ficar esperando a “crise” passar e não  agir, dentro de  suas  possibilidades e condições para  enfrentá-la, pois, com  certeza a crise, mais cedo  ou  mais  tarde,  passará e precisamos estar preparados para acelerar  quando a neblina  passar.

Agora  é  hora   de  sentar  em  cima  do  caixa.  É  hora   de  planejar   bem investimentos  e  gastos.   É   hora   de   diferenciar  ainda   mais   nossa   empresa buscando encantar e surpreender nossos clientes,  pois eles, igualmente, estarão mais  seletivos  e  exigentes.  Sei que  isso  é  mais  fácil dizer  do  que  fazer.  Mas temos que acreditar que não nos resta  outro caminho para vencer em 2015.

Assim, terão  medo de  2015  aquela empresa que  ainda  estiver  inchada, gorda,  lenta,  burocratizada e aquele profissional  acomodado,  que  não  investe em   si  próprio,   que   fica  reclamando  em   vez   de   agir   em   direção  a   seu aperfeiçoamento pessoal e profissional.

Este novo  ano  nos mostrará com ainda  mais clareza  a verdade de que  os competentes sobreviverão e vencerão – e terão mais uma vez o gosto da vitória.

Conta  uma  velha história  que  um americano e um japonês (hoje seria um chinês) estavam caçando na África e ficaram sem munição. De repente viram um enorme leão  que  se aproximava. O japonês tirou os sapatos e começou a calçar o seu  tênis  de  corrida.  Ao ver o japonês colocando seu  tênis,  o americano lhe disse  espantado:  Você  acha  que  de  tênis  correrá mais  que  o  leão?  Ao que  o japonês lhe respondeu: Não preciso correr mais que o leão. Preciso apenas  correr mais do que você!

Eis aqui uma boa  lição para o ano que se inicia. No mundo de hoje, extremamente competitivo, na “selva” em  que  vivemos,  temos que  correr,  pois para  que  sobrevivamos num  mundo em  que  não  é  o  maior  que  vencerá   o menor,   mas   sim  o  mais  ágil  que   vencerá   o  mais  lento,   temos  que   ter  a velocidade necessária para  correr  mais que  nossos concorrentes deixando-os, e não  a nós, como  presas do  mercado. Para isso temos que  decidir  com  rapidez, empreender novas ideias, enfim, agir.

Seja   você   patrão,   empregado,   profissional  liberal   ou   autônomo, o momento não  é o de ficar esperando para  ver as coisas  acontecerem. É hora  se ser  proativo e não  apenas reativo.  É hora  de  acreditar em  sua  capacidade de vencer  obstáculos,  de  correr  mais  que  o leão  e de  atingir  o sucesso e não  só sobreviver.

E para correr mais que o leão você tem que estar  preparado e com o equipamento certo.  Por isso, antes  de  sair correndo,  lembre-se de  se preparar bem,  investir  em  você, estudar, ler e participar de  todas as oportunidades que possam fazer de você um vencedor.

Pense nisso. Sucesso!

PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Para Viver Mais

“Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?”– Jesus Cristo

O livro Para Todo o Sempre é a biografia de Peter Marshall, que se tornou capelão do Senado norte-americano no fim dos anos 40. Depois de narrar a emocionante trajetória desse grande pregador escocês, a autora, que também era sua esposa, Catherine Marshall, presenteia os leitores com alguns sermões do marido. Num deles, Peter conta a seguinte história:

Certo homem costumava ir à cidade mais próxima, algumas vezes durante o ano, vender os produtos que, junto com a família, cultivava em suas terras. Um filho sempre o acompanhava. Certa manhã, bem cedo ainda, os dois carregaram o carro de boi e partiram. O moço calculou que, se andassem todo o dia e a noite, chegariam com tempo suficiente para aproveitarem as melhores oportunidades de venda. E, com o rapaz exigindo pressa enquanto fustigava o boi com um aguilhão, iniciaram a jornada. Pedindo calma, o velho esticou-se na carroça, protegeu o rosto com um chapéu e começou a cochilar.

Alguns quilômetros depois, chegaram a uma casinha e o pai, sob protestos do filho, disse: “Vamos parar um pouco e dizer ‘bom-dia’ ao seu tio. Moramos perto e raramente nos encontramos.” Depois de uma longa conversa, retomaram a caminhada. Agora, o pai dirigia a carroça, enquanto o filho descansava. Adiante, numa encruzilhada, tomou o rumo da esquerda. “Pai, você sabe que o caminho da direita é mais curto; já perdemos muito tempo”, disse o filho, ao que o pai respondeu: “Mas o da direita é mais bonito. Tenha calma, e você viverá mais, filho.”

A noite os alcançou num lugar que parecia um jardim, com uma paisagem belíssima. “Vamos dormir aqui”, sugeriu o pai. “Dormir?! Pai, estamos perdendo tempo, você parece mais interessado em olhar flores do que em ganhar dinheiro”, protestou o rapaz. “Obrigado, filho. Esta é a coisa mais bela que você me disse hoje. Tenha calma, você viverá mais”, o pai respondeu. No dia seguinte, mal reiniciaram a caminhada, encontraram um fazendeiro tentando tirar seu carro de um buraco. Sob mais protestos do filho, o homem disse: “Vamos ajudá-lo. Quem sabe, um dia poderemos estar na mesma situação.” Terminado o trabalho, recomeçaram a viagem e, não muito longe da cidade, ouviram um estrondo que pareceu ser um forte trovão, seguido de um intenso clarão e uma imensa nuvem negra. “Chegaremos à cidade debaixo de chuva”, disse o pai, enquanto o filho retrucava: “Eu avisei. Perdemos tempo demais. Os concorrentes levarão vantagem sobre nós.” Novamente o pai respondeu: “Filho, tenha calma; você viverá mais.”

Finalmente, chegaram ao topo de um morro, à entrada da cidade. Ali, perplexos, ficaram olhando-a demoradamente. Viraram a carroça, retomaram o caminho de casa, deixando para trás a cidade que fora Hiroxima, devastada por uma bomba atômica. Então, o filho disse: “É verdade, pai. Viveremos mais.”

Não é sem razão que Jesus Cristo aconselhou: “Não andeis ansiosos pela vossa vida... não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6:25, 34). A ansiedade não resolve nenhum problema. Ao contrário, traz prejuízos mentais, emocionais e físicos. Pergunte sobre as razões da longevidade de uma pessoa e, entre muitas, ela dirá: tranqüilidade e confiança. Para viver mais e melhor, deixe suas preocupações no lugar certo: “Lançando sobre Ele [Deus] toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5:7).


PR ZINALDO A. SANTOS

Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e com mestrado em Teologia pelo UNASP, atua na Casa Publicadora Brasileira como Editor da revista Ministério e editor associado da Vida e Saúde.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A grande missão de Jesus

Texto: Lucas 4:16-21

Introdução:

A – Na história das grandes nações, encontramos homens que tiveram uma missão importante:

1 – Na Babilônia – Nabucodonosor
2 – Grécia – Alexandre
3 – Pérsia – Dario
4 – Roma – Júlio César
5 – França – Napoleão Bonaparte
6 – Itália – Garibaldi
7 – Venezuela – Bolívar
8 – Peru – Pizarro
9 – Argentina – San Martin
10 – Índia – Mahatma Gandhi
11 – USA – Washington – Abraão Lincoln (Morreu assassinado, mas libertou os escravos de seu país).
12- Brasil – Oh! Quantos Homens com uma missão nobre!

a) Dom João VI, Dom Pedro I, Princesa Isabel, Tiradentes. (Morreu enforcado para ver o seu país livre), Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e muitos outros...
b) Todos estes grandes nomes estavam restritos a certas circunstâncias.

(1) Tinham as suas limitações políticas e territoriais.
(2) Muitos deles morreram precocemente...

B – Agora, queremos lhe apresentar um outro grande homem, que fez uma obra superior a qualquer um destes nomes citados.

1 – Um que não tinha e nem tem limitações.

a) Ele foi o Criador deste mundo. É dono de tudo...

2 – Para resolver o problema do homem deixou o céu:

a) Deixou Sua posição honrosa, sua pompa, seu trono...
b) Despiu-se de suas vestes reais.
c) Deixou o seu cetro.
d) Desprezou a grandeza celestial.
e) Abandonou os palácios de marfim...

3 – Tomou as vestes de servo para fazer um trabalho importante...

C – Senhores, refiro-me à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

D – Eis a sua grande Missão: Lucas 4:18 e 19 (Edição Corrigida) – “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para curar os quebrantados de coração, apregoar liberdade aos cativos e dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”.

1 – Encontramos aí as seis grandes missões de Nosso Senhor Jesus Cristo:

I – “POIS ME UNGIU PARA EVANGELIZAR OS POBRES”.

A – O que queria Jesus dizer com isto? Jesus se referia, em primeiro lugar, à pobreza espiritual.

1 – Jesus veio para dar as boas novas aos pobres de espírito.

a) Aos que sentem sua fragilidade, sua pobreza espiritual.
(1) Aos que reconhecem que de si mesmos nada têm, e querem receber de Cristo a riqueza – A Salvação.

2 – Mas Jesus referia também aos pobres de recursos financeiros.

a) Não que os ricos não tenham direito de serem evangelizados e terem acesso à salvação, mas porque quase todos eles estão satisfeitos com sua posição e status social, sua riqueza, esquecendo-se muitas vezes de Jesus.

(1) Quem ouve com muita atenção as palavras do Grande Mestre?
(2) Quem aceita o seu chamado facilmente?
- Os Pobres...
(3) Basta fazer uma experiência na igreja...

(a) Onde estão os milionários neste hora?

(b) Satisfeitos com o status quo em que vivem, a maioria deles não têm prazer em ouvir falar de Jesus.

II – “ENVIOU-ME PARA CURAR OS QUEBRANTADOS DE CORAÇÃO”

A – Que é o coração?

1- Embora saibamos que tudo parte de nossa mente - o cérebro - o coração é considerado por todos como o centro de nossos motivos. Tudo parte do nosso coração.

a) Nosso amor, nosso ódio, nossas tristezas, nossa alegria...

B – Os corações quebrantados.

1 – Satanás tomou conta do coração da raça humana.
2 – Jesus Cristo veio a este mundo para curar os corações quebrantados.

a) Mas esta é uma obra que não pode ser feita, se nós não consentirmos.

(1) Cristo diz a você: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo ” Apocalipse 3:20
(2) Ilustração: Pintor – A Porta sem maçaneta. Levaram o quadro para o pintor que fez o desenho, alegando que algo estava faltando, por não haver a maçaneta na porta. Ele concluiu: “Esta porta não se abre por fora. Esta porta (o coração) só se abre por dentro”.
(3) Lei da Física – Impenetrabilidade: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo”.

(a) Se Cristo habita em nosso coração, o diabo não pode nele habitar.

III- ENVIOU-ME PARA APREGOAR LIBERDADE AOS CATIVOS

A – O homem antes do pecado era livre. Adão, nosso pai, era o dono deste mundo. Tudo foi feito para ele. Tudo lhe pertencia.

B – Um dia, porém, por sua livre e espontânea escolha, Adão se tornou escravo.
1 – Escravo de Satanás.

a) Satanás hoje é o dono deste mundo.

(1) Ele escraviza os homens, porque este é o seu principal trabalho.
(2) Satanás escraviza os homens na dissipação da saúde, nos vícios, nos prazeres baixos.

2 – Satanás escraviza os homens de duas maneiras:

a) Uns ele escraviza a mente...
b) Outros ele escraviza mente e corpo: O ser todo. (O psicossomático do homem).
(1) São pessoas dominadas por ele totalmente.
(2) Pessoas endemoninhadas.
(a) Jesus Cristo libertou pessoas que eram escravas de Satanás desta maneira.
(b) Aplicação homilética: Os viciados de hoje (Fumo, Álcool, Drogas). Jesus continua libertando hoje.

3 – Assim como através de um só homem, Adão, passamos a ser escravos, através de um só homem, Cristo, nos tornamos livres.

C – Cristo, na cruz, comprou o preço da nossa salvação.

D – Ilustração: O orador alagoano, falando sobre liberdade no dia da nossa independência, no interior de Alagoas. A solenidade de 7 de setembro foi realizada na praça principal da cidade, num dia quente, sol a pino. Para ilustrar o seu discurso ele tirou o passarinho da gaiola e segurou em suas mão por muito tempo, enquanto discursava eloquentemente. No final do discurso disse: “Voa passarinho. Agora tu serás livre!” Quando abriu a mão e soltou o passarinho, já estava morto.

1 – Sem querer, em vez soltar o passarinho, ele o matou.
2 – Foi exatamente isto que Satanás fez com o homem, Adão. Quis explicar o que era liberdade. Quis mostrar que Deus era injusto... E depois o matou...
3 – Cristo na cruz abriu a prisão e soltou o prisioneiro.

a) Mas o prisioneiro não deve voltar à prisão...

IV – VAMOS PARA A QUARTA MISSÃO DE JESUS: “E DAR VISTA AOS CEGOS”.

A – A que tipo de cegueira estava Jesus se referindo aqui? Creio que a dois tipos:

1 – A cegueira física. Cristo veio para curar os cegos. Ele curou muitos cegos, dentre os quais dois:

a) Um cego de nascença. João 9:1-12
b) Em Jericó – O cego Bartimeu – Marcos 10:46-52.

(1) Na porta da cidade, o filho de Timeu clamava: “Jesus, filho de Davi. Tem compaixão de mim”. E Jesus o curou de sua cegueira física.

2 – Mas nesta mesma cidade, Jericó, Jesus curou um outro tipo de cegueira – a cegueira espiritual de um homem.

a) Que tipo de cegueira é esta?

(1) Têm dois olhos perfeitos, mas não vêem.
(2) Não entendem as coisas espirituais.
(3) Não vêem a cruz do Calvário como remédio para seus pecados.
- Eu espero que não haja aqui nenhum cego desta natureza. E se por ventura existir, que possa ver agora.

b) Refiro-me ao caso do “cego” Zaqueu.

(1) Zaqueu era cego, embora tivesse dois olhos perfeitos.
(2) Querendo ver Jesus, ele subiu numa árvore, de uma avenida de Jericó, por onde Jesus iria passar.
(3) Jesus parou. Olhou para cima e disse: “Zaqueu, desse depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa”.

(a) Jesus sabia tudo sobre a vida errada de Zaqueu: Chamou-o pelo seu nome. Sabia onde ele morava. Conhecia os seus problemas profundamente, inclusive o seu vazio existencial.

(4) No dia em que Jesus passou na casa de Zaqueu, ele enxergou. Zaqueu prometeu devolver quadruplicado, se por ventura tivesse roubado alguém.

(a) Cristo lhe disse: “Hoje entrou a salvação nesta casa”.

3 – Aplicação homilética: Jesus também sabe tudo de sua vida: seus problemas, suas angústias, suas dificuldades financeiras, seus problemas existenciais...

a) Jesus sabe o seu nome, onde mora, onde trabalha, ou não trabalha...

(1) Tenha a certeza disto: Jesus sabe tudo de sua vida, e até o número de seu celular.

b) Faça como Zaqueu. Entregue-se a Ele de todo o coração e a sua vida vai mudar.

V – VAMOS PARA A QUINTA MISSÃO DE JESUS: “PÔR EM LIBERDADE OS OPRIMIDOS”

A – Cristo veio com a missão de promover a paz ao homem.

1 – Ele nos diz: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”. Mateus 11:28

B – Ilustração: Um inglês no México.

1 – O México foi um país colonizado pela Espanha, assim como fomos pelos portugueses. Os mexicanos lutaram pela sua liberdade. Eram vigiados...

A história conta que numa cidade mexicana, morava um certo inglês, homem bom e honesto, que era respeitado por todos os mexicanos.

Um dia, porém, ele foi acusado de tramar a independência em favor dos mexicanos. Foi preso. Apanhou.

Finalmente foi julgado e condenado à morte pela justiça espanhola. Chegou finalmente o dia da execução. Vendaram-lhe olhos. Coloram-no em um paredão. O oficial espanhol levantou a mão e, quando a baixasse era o sinal de os tiros saírem pelas bocas dos rifles. Os soldados estavam ajoelhados, fazendo a mira.

De repente, rompendo a multidão, soa uns gritos: “Não atirem, não atirem”. Era o embaixador da Inglaterra. Ele correu aonde estava o inglês. Envolveu o seu corpo com a bandeira da Inglaterra, dizendo: “Se atirar neste homem, significa atirar na Inglaterra, e agora mesmo vai começar uma guerra entre a Espanha e a Inglaterra”.

O oficial baixou o braço. O tiro não saiu. A guerra não começou. O inglês estava salvo... Por quê? Ele estava envolvido com a bandeira do seu país.

VI – SEXTA E ÚLTIMA MISSÃO DE JESUS: “APREGOAR O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR”.

A – Para quem não conhece Jesus Cristo o ano aceitável começa hoje.

1 – Começa aqui e agora.
2 – Hoje é o dia aceitável, Hoje é o dia da salvação. Cristo está lhe dizendo: “Hoje, se ouvirdes a minha voz, não endureçais o vosso coração... Hebreus 4:15.

Conclusão:

1- Cristo veio a este mundo com a missão sublime de salvar o homem.
2- Se estivermos envolvidos com a bandeira do príncipe Emanuel, estaremos protegidos...
3- Esta foi a Sua Missão:

a) Evangelizar os pobres.
b) Curar os quebrantados de coração.
c) Apregoar liberdade aos cativos.
d) Dar vista aos cegos.
e) Pôr em liberdade os oprimidos.
f) Apregoar o ano aceitável do Senhor.

4 – Apelo: Jesus cumpriu a sua missão. Cada ser humano precisa aceitar esta missão em sua vida.

a) Aceite hoje Jesus Cristo como seu salvador pessoal e sua vida pode ser transformada completamente.
b) Não quer você receber essa bênção agora?

Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís – Ma.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Como Transformar seu Filho

É possível seu filho ser um Guga no talento, no comportamento e na atitude? É provável que ele seja um Bill Gates na inovação e na liderança das oportunidades? Ele poderá vir a ser um Silvio Santos no espírito empreendedor e na visão de negócios? Você quer que seu filho seja um bobo da corte? Ou um executivo disputado no mercado?

O que você pode fazer para transformá-lo num vencedor? Como agir num mundo onde o que se prega é o determinismo do destino, - pois a figura para ilustrar um filho é a de um arco: você pode apontar para o alvo mas nunca saberá a direção da flecha? Prefiro acreditar que a única predestinação que existe é aquela onde seu filho está predestinado a ser feliz, produtivo e vencedor. Para isso acontecer, comece questionando o sistema. Pergunte: por que coisas de importância relativa ( como, por exemplo, saber o teorema de Pitágoras ou equação de segundo grau ou se o verbo é transitivo indireto ) são ensinadas na escola e coisas fatais, urgentes e importantíssimas ( como, por exemplo, ensinar a tomar decisões, liderança, comunicação, falar em público, vender uma idéia etc ) não tem valor nenhum no ensino acadêmico? Quando crescer, seu baixinho vai mesmo precisar saber em que continente fica a Tanzânia? Ou vai se sentir um perdedor ou um solitário bola-murcha por não saber se relacionar com pessoas, nem ser um líder em seu cargo, ou fazer uma apresentação eficaz? Em outras palavras: não é a escola que vai transformar seu filho num vencedor: é você.

Não quero tratar neste artigo sobre regras para educar filhos, pois não sou tão ousado para isso. Conheço pessoas que tinham 3 regras e nenhum filho. O dia que tiveram 3 filhos ficaram sem nenhuma regra. A razão é simples: você está tratando com seres humanos com livre-arbítrio e não com miniaturas de adultos. Nada esgota esse assunto mas, - para transformar seu filho num profissional de futuro, - algumas coisas realmente funcionam e você tem que agir rápido, antes que ele cresça: Vejamos:

1. MUDE O RETRATO MENTAL DE SEU ALUNO

O retrato mental é formado pela auto-estima e a auto-imagem que seu filho tem de si mesmo. O sucesso profissional de uma criança dependerá de como ela se imagina. Auto-estima é o que ela sente e auto-imagem é o que ela pensa de si mesma. O que ela sente, vira pensamento. E os pensamentos determinam o destino. Uma pesquisa mostrou que crianças que tem um respeito próprio desenvolvido tem mais chances de se tornarem profissionais vencedores. Portanto, construa em seu filho uma auto-estima e auto-imagem fortes. Evite frases e auto-afirmações negativas, do tipo: Você pra burro só está faltando as penas! Ah! burro não tem pena! Então, não está faltando nada!...Você só erra!...Se lhe derem duas tartarugas para vigiar, você deixa escapar três...Você só usa a cabeça para usar chapéu...Já lhe disse isso mais de um milhão de vezes...Ei, há mesmo vida inteligente aí dentro de seu cérebro?...Você prepara uma criança para ser uma triunfadora quando reforça um retrato mental de vencedora nela, quando elogia com frases verbais ou escritas que disparam o respeito próprio. Diga coisas simples, do tipo: Você tem mãos firmes para desenhar, parabéns...Tudo bem que você não tirou 10, mas sua prova foi ótima numa coisa: você sabe pensar...Você tem facilidade em aprender geografia, fiquei impressionado ao ouvir me dizer de cor todas as capitais do Brasil...

Ao reforçar o auto-conceito, você está preparando um futuro melhor para seu filho. Quando for um Diretor de uma empresa, seu filho estará reforçando nos outros o que aprendeu com você. Ele reunirá uma equipe de desmotivados e disparará neles o impulso para as águias e a superação pessoal. Seu filho dirá que eles são os melhores do mundo, que a empresa onde trabalham é a melhor do mercado, que os produtos que vendem são os melhores e que com argumentos melhores eles produzirão resultados melhores. O reforço é o pai do esforço. E o esforço na direção certa é a base da Mudança, da Qualidade e da Eficácia.

2. CUIDADO COM AS CONTRADIÇÕES DO ELOGIO:

O tiro sai pela culatra quando um pai diz a seu filho: - Eu acredito na sua inteligência, mas não vai arrotar quando estiver na casa do 'seo' jurandir, hem? OU: Meu filho, você é o máximo, seu cérebro é privilegiado, mas por favor, quando o professor perguntar qual é a capital da Malásia não vai responder que é Londres, viu? OU: Você é bom em conhecimentos gerais mas também não vai dizer que patrimônio é o casamento do pai só porque matrimônio é o casamento da mãe, ok?

3. REFORCE O RESULTADO, NÃO A TENTATIVA:

Tudo que você precisa fazer para tornar seu filho um perdedor é mostrar a ele que o esforço é melhor que o resultado. Jamais elogie a intenção, - elogie o resultado. Um pai, por exemplo, deve elogiar seu filho, se ele fez o serviço todo do jardim que era cortar a grama e rastelar. Se ele condiciona o filho a receber elogios pelas intenções e não pelos resultados, -quando disser que o trabalho do jardim não foi feito, - terá como resposta: - E a grama do lado direito que eu tirei? E o rastelo que eu guardei na garagem não conta? Quando crescer e for um executivo e seu superior lhe cobrar uma tarefa, ele vai argumentar, quando criticado: - Ora, tudo bem que eu não vendi, mas a visita que eu fiz ao cliente, não conta? Tudo bem que o projeto que eu criei não deu certo, mas a apresentação que eu fiz para os superiores não vale nada?

4. INTERROMPA O ASSASSINATO DE JOHN LENNON.

Por que John Lennon foi assassinado? Ou por que dois pré-adolescentes entram na escola armados, matam 12 colegas e, depois, se suicidam? Muitas gente diz que foi porque assistiram a um filme violento e pela facilidade de comprarem armas e...ERRADO. Assistir a um filme violento é causa disparadora, mas não originadora. O que a imprensa não comentou no episódio dos 2 garotos americanos essa foi a causa real, ulterior, subjacente e oculta. Em quase todos os EUA os alunos são aceitos e admirados, se forem muito inteligentes. Se forem burros, tudo bem, - desde que sejam atletas. Se são burros e não atléticos, tudo bem, - desde que sejam bonitos como o magrinho do Leonard di Caprio. Se forem burros, franzinos e feios, - tudo bem, - desde que sejam ricos. Os 2 pré-adolescentes não se destacavam como inteligentes, não eram atletas, nem bonitos ou ricos. Eles foram rejeitados, discriminados e a discriminação se segura por um tempo e, depois, mostra a sua cara. Por que uma pessoa comum e desconhecida mata um estadista honrado e famoso e o motivo não é político? Quase todos confessaram que não agüentavam ver um homem receber tantas homenagens e honras. Quem não teve reconhecimento e amor na infância tem um vazio existencial que, se não souber administrar, o levará ao aniquilamento da personalidade. A lei é antiga e clara: quem não for reconhecido pelas coisas positivas que fizer, o será pelas coisas negativas. Um filho pode ser discriminado ou rejeitado pelos colegas, - mas nunca por seus pais. Mas você poderia questionar: - Eu não sou o tipo de pessoa que rejeita meu filho! Será? Quando você censura a pessoa dele e não o comportamento dele, - isso é rejeição. Quando você faz seu baixinho perceber que o ama pelo que ele faz, não pelo que ele é, - isso é rejeição. Quando você diz: - Não vê que estou ocupado para falar com você!, - isso é rejeição. Quando você aceita, como verdades, paradigmas, do tipo: - O que vale é a qualidade do tempo que se passa com um filho, não a quantidade, - isso pode ser uma forma racionalizada de rejeição. Quem sabe John Lennon estaria ainda hoje lançando ao mundo canções belíssimas se alguém dissesse com voz e atos àquele complicado jovem que um dia rondaria o edificio Dakota para matar: - Você foi um filho esperado. Você foi nosso melhor projeto de vida. Antes de nascer, você já existia em nós. Você é especial porque você é você. Há mais de 144 bilhões de neurônios em seu cérebro cruzando informações porque você é extraordinário. Você tem valor. Reforços fazem milagres. Transformam perdedores em vencedores e mudam destinos profissionais.

5. DESCUBRA O TIPO DE INTELIGÊNCIA PREDOMINANTE DE SEU FILHO:

O forte em seu filho é a inteligência verbal-lingüística? Espacial? Corporal? Lógico-matemática? Abstrata? Musical? Interpessoal ou intrapessoal? Qual? Qual é a inteligência predominante de um Ronaldinho? Se você disse corporal, acertou. Mas compare o Ronaldinho com um outro também excelente jogador. Sei lá, pense em qualquer um que se destaca hoje num grande clube! Será que esse jogador que você pensou perderia do Ronaldinho em velocidade? Perderia em arranque? Perderia em resistência física ou em tática? Provavelmente não perderia em nada disso. Mas, então, por que, Ronaldinho é melhor que os outros? A razão é simples: de nada adianta ter velocidade e arranque, forma física e visão tática, se não tiver inteligência corporal. Tudo bem que Ronaldinho descobriu isso sozinho, - mas quantos Ronaldinhos existem por esses Brasis a fora que nunca saberão que tem uma sobrenatural inteligência corporal porque nenhum pai dedicou tempo para observar? Outra coisa: diga a seu filho que ninguém é bom em tudo. Mostre a ele que Ronaldinho é um perna-de-pau em química e que Lavoisier não jogava nada. Faça com que ele se sinta melhor numa determinada coisa. Assim, quando ele se sentir rejeitado pelo grupo, tenderá a pensar: - Tudo bem, mas eu sei tocar violão melhor que ninguém aqui...sei fazer pinturas a óleo melhor que todos na escola...Quando crescer, ele pensará: - Tudo bem que aqui na empresa eu sou ruim em matemática financeira, mas sou um estrategista em marketing direto e meu projeto de telemarketing aumentou o faturamento da empresa em 17%...

6. TRASFORME SEU FILHO NUM PROFISSIONAL DE FUTURO

DESTRUINDO SCRIPTS DE PERDEDORES:

Em outras palavras: transforme scripts negativos de vida em positivos. Ao invés de dizer: - Você não presta atenção em nada, diga: - Mais um pouco e você conseguirá. Ao invés de dizer: - Suas unhas estão sujas, você não toma jeito mesmo, hem moleque!, diga: - Filho, você é bonito em qualquer situação, mas já notou que quando suas unhas estão limpas, você fica com um aspecto de vencedor? Ao invés de dizer: - Não bata a porta, diga: - Feche a porta devagarinho. Ao invés de dizer: - Você é distraído que dói, diga: - Você tem seus pensamentos, agora quero que pense nisso... Ao invés de dizer: - Quantas vezes preciso lhe dizer que não é assim que se faz!?, diga-lhe: - Você é inteligente, mas sinto que você tem dificuldades em assimilar isso, será por que não se identifica com o assunto? Como você vê isso? Veja um erro que todos cometemos. Uma mãe pede a seu filhinho de 9 anos para lavar o carro do papai. Fornece-lhe o balde, o sabão etc. Uma hora depois, ela chega perto do carro, olha feio para o filho e desabafa: - É, o capot você lavou igual o seu nariz! Nenhum reconhecimento foi dado e o script de perdedor começa a mostrar sua face na alma do baixinho. Agora, imagine que ela tivesse dito: - Filho, os pneus foram muito bem lavados, você ótimo ao tirar a sujeira difícil da roda mas, querido, por que o capot não foi tão bem lavado? Ao dar bronca misturada com reconhecimento, você formata destinos, muda scripts e prepara vencedores. No futuro, seu filho será um diretor de empresa. Ele jamais chegará para um subordinado, dizendo: - Você empilhou muito mal o material Beta. Ao contrário, dirá: - Você empilhou muito bem o material Alfa. Por que o Beta foi mal empilhado?

Quando for um líder de sucesso, seu filho saberá que liderar é influenciar e inspirar pessoas para a ação produtiva. E, para isso, é preciso trabalhar o emocional inteligente. E que, para produzir com qualidade, é necessário transformar scripts improdutivos em scripts vencedores. Ele sabe como fazer isso nos outros. Porque você soube como fazer isso nele.

7. ENSINE SEU BAIXINHO A TOMAR DECISÕES:

Viver é tomar decisões. Quem não decide, decide não decidir que é a pior decisão. Se você quer que seu filho seja um profissional vencedor no futuro é preciso ensinar, desde já, os caminhos da tomada de decisão. Um pai educador diz a seu filho indeciso: - Filho, você tem duas decisões: zoológico ou parque infantil, qual deles você escolhe para ir? Filho, para sobremesa de amanhã nós teremos pudim de abacaxi ou bolo de morango, qual deles você quer que a mamãe prepare? Mas por favor: permita que ele tome decisões, que erre, que se equivoque, que ele coma o morango pensando no abacaxi e que sofra com isso. O futuro profissional dele também será assim. É preciso desde cedo aprender a conviver com conflitos e consensos.

8. DESENVOLVA O ESPÍRITO DE ORGANIZAÇÃO:

Um profissional de excelência tem espírito empreendedor, criatividade, gosto pelo risco, iniciativa e organização entre outros atributos. Mas organização não é uma coisa que você ensina falando e, sim, agindo. Como se cria numa criança o espírito organizacional? Bem, compre 6 caixas grandes e diga: - Aqui nesta caixa você vai colocar os brinquedos que você brinca; nesta caixa 2, os brinquedos que você brinca pouco; na 3, os brinquedos que você brinca apenas quando está sozinho; na caixa 4, os brinquedos que você só brinca com seus amiguinhos; nesta caixa 5, os brinquedos que você não sabe em que caixa colocar e nesta caixa 6 coloque aqueles brinquedos que você deseja doar à crianças pobres. Aprender a fazer escolhas, discernir, definir, planejar, organizar e ser generoso é a base da estrutura profissional vencedora. Seu filho vai precisar desses atributos no futuro quando estiver á frente de uma organização.

9. TORNE-SE O TREINADOR EMOCIONAL DE SEU FILHO:

Você não vai estar ao lado de seu filho quando ele estiver sentado numa cadeira de diretor ou presidente. O que você pode fazer hoje é equipá-lo com instrumentos e ferramentas de sabedoria de vida para que ele seja um profissional de inteligência emocional alfabetizada e competência técnica. Você precisa ser, hoje, o treinador emocional de seu filho. Vejamos como se faz isso, num exemplo. Sua filha chega para você e diz: - Mamãe, estou triste com o Renatinho, ele me jurou amor eterno e agora eu o vi de braços dados com outra lá no recreio da escola. Eu o odeio, mamãe! Você jamais diz: - Minha filha, todos os homens são iguais ( isso é uma mentira, é um script de perdedor, você está ensinando a igualar por baixo e incutindo sentimentos de desqualificação ), quem mandou você ser inocente (agora você jogou pesado: minimizou os sentimentos dela e quando for uma executiva ela fará o mesmo com os 'subordinados' ), é bom você aprender a não acreditar em conversa fiada ( ô louco, você desviou do assunto, está formatando no cérebro da filha a idéia de que existem bobagens. Toda bobagem é a verdade do referencial de alguém. Quando for uma executiva, ela rejeitará coisas como brainstorming ( que é o toró de palpite ), brainswriting ( tempestade cerebral escrita ) e tudo que tiver cheiro de consultivo, participativo etc ), você é bonita, não há razão para ficar triste ( negou o sentimento dela e, no futuro ela será uma profissional negadora de sentimento e isso é a gênese do caos ), só adolescente boba acredita em amor á primeira vista ( você, agora, humilhou os sentimentos e estraçalhou pra valer, hem? ). O que fazer? Treine-a emocionalmente. Primeiro a escute empaticamente. Ouça para compreender, não para responder. A seguir, toque nela como o Jô Soares faz em seus convidados mais especiais e diga com todo afeto: - Querida, você depositou toda sua expectativa no Renatinho e essa expectativa não se cumpriu ( você repetiu a angústia dela usando paráfrase ), quando isso acontece as pessoas ficam tristes; você é uma pessoa normal e ficou abatida também; na idade que você está é comum acontecerem cenas assim e ser rejeitado é um sentimento sufocante ( você reconheceu o sentimento e agregou valor às emoções dela ). Mas até aí sua filha ainda não será uma vencedora. É agora que você vai transformá-la numa pessoa bem-sucedida. Veja como no ítem 10.

10. FAÇA PERGUNTAS DIRECIONADORAS DO TRIUNFO PESSOAL

Use o método heurístico, isto é, a mãe começa agora a fazer perguntas de amadurecimento: - Querida, como você interpreta esta situação? Por que você acredita que o rapaz agiu assim? O que você acha de trocar expectativa ( só o Renatinho pode me fazer feliz ) por alternativa ( no plano metafísico só Deus pode me fazer feliz e no plano físico ninguém pode me fazer infeliz sem o meu consentimento )? Você está despertando em sua filha as respostas da vitória na vida. Isso é ser treinador emocional. No futuro, quando ela for uma diretora de empresa e um subordinado lhe disser: - Chefe, eu não sei como resolver esse problema, - ela o ouvirá empaticamente e despertará as respostas do sucesso que estão dentro desse subordinado. Ela despertará nele a chama acesa da excelência, perguntando: Como você imagina que o problema apareceu? Ele é um problema antigo ou novo? Que portas de soluções você colocaria nesse problema? Já experimentou dividir o problema, dar soluções para cada parte para ver se o resolve no todo? Já experimentou escrever o problema, olhar para ele e lê-lo em voz alta para receber estímulos visuais, auditivos e cinestésicos e, assim, aumentar a chance de resolvê-lo? Seu filho, quando crescer, será um profissional despertador de respostas de excelência nos outros porque você fez isso com ele, quando era um baixinho. Ele pode ser um campeão no futuro, se você o treinar para isso, plantando inteligência nas emoções dele.

Alguém já disse que filhos nascem filhos, mas não nascem profissionais vencedores. Eu tenho escutado executivos de empresas dizerem, coisas do tipo: - O bom vendedor já nasce vendedor. Mas eu nunca vi uma enfermeira dizer: - Sai um vendedor pracista...Tá chegando uma executiva eficiente...Quando se nasce ou é menino ou menina. O destino dessas criaturas está nas mãos de pais, censores e educadores em geral. Quando Edson era apenas um garotinho pobre, sem futuro definido, sua mãe lhe disse: - Filho, eu tive um sonho que você seria um rei. E Edson respondeu: - Ora, mãe, só se for rei de engraxar sapatos aqui em Bauru. A mãe sorriu e respondeu: - Não, querido, eu tive um sonho que milhares de pessoas se reuniam num lugar para ver você fazer algo muito especial. Anos depois, Edson se transformava no rei Pelé. As expectativas da mãe desencadearam nele o efeito pigmalião e ele virou o Profissional do Século em sua área. O futuro profissional de seu filho está em suas mãos hoje.

Ele será um vencedor ou um mico de circo?

Você pode começar agora a responder a essa pergunta.

MAURÍCIO GÓIS
É consultor filiado ao IBCO – Instituto Brasileiro de Consultores de Organização desde 1983. É colunista e articulista nas mais importantes revistas formadoras de opinião nacional como PEGN, Venda Mais, Vencer, Empreendedor, Banas Qualidade, Passarela, Lojas & Lojistas, Opinião, Personalité etc. Graduado pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro. Pós-graduado em Marketing, fez cursos de especialização na American Management Association de New York, EUA e no Canadian Management Center de Toronto, Canadá.

Maurício Góis é palestrante em desempenho de alta performance.
contato@mauriciogois.com.br
www.mauriciogois.com.br
19 – 97008723 e 33853436

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Dicas para Desenvolver e Manter um Bom Relacionamento Familiar

O Relacionamento é bom quando as necessidades básicas dos envolvidos no relacionamento são satisfeitas.

Na verdade, Felicidade é sinônimo de Necessidades básicas satisfeitas.

Todos os membros da família têm suas necessidades específicas mas há uma necessidade que é comum a todos os componentes da família.

Comum a todos os seres humanos, desde o nascimento até o túmulo. Essa necessidade é de “Comunicação”.

5 Níveis da Comnicação

Nível 5. Conversa curta e vazia. TRIVIAL
Nível 4. Fatos e informações.
Nível 3. Idéias e Opiniões.

Começa aqui a intimidade pois a pessoa se arrisca a expor pensamentos e passar para o nível 2.

Nível 2. Sentimentos e Emoções = uma partilha honesta e vívida do que está ocorrendo com você.

Não é com qualquer pessoa, necessita confiança, pois começa a haver intimidade.

Nível 1. Profundo vislumbre = Raros momentos em que vocês estão perfeitamente sintonizados um com o outro na: 1. Compreensão / 2. Profundidade / 3. Satisfação Emocional.


Ideal: entre nível 3 e 2 diariamente no lar.

BARREIRAS = Causas de desequilíbrio, desalinhamento das 4 rodas e da direção = doentio.


1. Comandante:
Dizer aos outros o que fazer, o que falar, e o que pensar = imposição de idéias.

Exemplo: Buscáglia p. 35: "Encontrei um poema que me atraiu e o li! Dizia o seguinte:

Minha felicidade sou eu, não você.
Não só porque você pode ser temporário,
Mas também porque você quer que eu seja o que não sou.

Pense nisso nos termos de um cônjuge.
Não posso ser feliz quando mudo
Só para satisfazer o seu egoísmo.
Nem me posso sentir contente quando você me critica por
Não ter os seus pensamentos.
Ou por ver como você vê.
Você me chama de rebelde.
No entanto, cada vez que rejeitei as suas crenças
Você se rebelou contra as minhas.
Não procuro moldar a sua mente.
Sei que você está se esforçando muito para ser só você.

E não posso permitir que me diga o que ser...
Pois estou me concentrando em ser eu.

Escutem essa frase:
Você disse que eu era transparente
E fácil de esquecer.
Mas então por que tentou usar a minha vida,
Para provar a si mesmo o que você é?


Pensem nisso como marido e esposa. Pensem nisso como amantes. Pensem nisso como cidadãos. Pensem nisso como pais e mães. Aplicável a todos. "Você disse que eu era transparente e fácil de esquecer. Mas porque tentou usar a minha vida para provar a si mesmo o que você é?

2. Pregador: Críticas que rebaixam os outros.
3. Conselheiro: Corretores que querem sempre manter a conversa dos outros corretos.
4. Sr. Sabe Tudo:
5. Juízos Adivinhos: Julgam e adivinham o que você vai dizer a seguir.
6. Bajulador:
7. Palhaço:
8. Psicanalítico:
9. Adeptos do monólogo: Conversa numa só direção.

Sugestões para derrubar as barreiras e não mais construí-las:

1. Aprenda a Ouvir: Há muitas pessoas que escutam mas não ouvem. Isso imediatamente diz à pessoa: "Você não é importante para que eu ouça você."

Ouvir não é só com os ouvidos, mas com o 3º ouvido = Ouvido Reflectivo = Ouvir respondendo aos sentimentos. Expressar em palavras os sentimentos da pessoa, conferindo para ver se você = ouvinte entendeu e captou a mensagem.

É muito fácil e comum confundir "sentimentos" com "fatos." O ideal é expressar os sentimentos em palavras, como tal, e não como fatos.

Ex: "Você me agrediu."

"Eu me sinto agredido"

Lembre-se também que: "A resposta delicada acalma o furor, mas a palavra dura aumenta a raiva.

Minha sugestão é, que a partir de hoje: "Abandonem toda amargura, ódio e raiva. Nada de gritaria, insultos e maldade. Ao contrário, sejam bons e delicados, uns com os outros. E perdoem uns aos outros sempre e eternamente."

" Se você for paciente e delicado,
Vou expor-lhe, pouco a pouco,
Alguns aspectos de minha vida.

Abrirei gavetas que estavam fechadas,
E delas farei sair lugares,
Pessoas e coisas, sons e aromas,
Amores e frustrações, esperanças e
Tristezas, que tentava ocultar
Nos recessos da memória.

"Mas se você os menosprezar,
E negar que são importantes,
Ou pior ainda, tentar julgá-los,
Começarei, silenciosamente,
Devagar e pouco a pouco,
A envolvê-los em pedaços de veludo,
Como objetos de prata e ouro,
E os guardarei num cofre
Para fechá-los a sete chaves."

Termino dizendo: Seja uma pessoa sadia também na comunicação em seu relacionamento familiar que será conseqüentemente sadio.


PR. JOSÉ CARLOS EBLING

Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Diretora da faculdade de Educação no Unasp - campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Que Deus Pensa Sobre o Namoro Com Incrédulo?


Depois da queda da raça humana, Deus colocou em ação o plano de restauração, para que novamente cada pessoa pudesse receber a vida eterna e a pureza de todas as faculdades (física, mental e espiritual).

Por outro lado, Satanás também desenvolve o “plano da perdição”, para afastar cada vez mais a criatura do criador.

A primeira grande empreitada do diabo contra a raça humana está descrita em Gênesis 6:2: “... vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhe agradaram”.

O namoro e casamento dos filhos de Deus (descendência de Sete e Enos) com as filhas dos homens (descendentes de Caim) trouxe como conseqüência a corrupção do gênero humano: “Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal...” (Gen. 6:3).

Este foi o grande pecado que desencadeou a maior desgraça humana, ao ponto de lermos na Bíblia: “se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou o coração” (v. 6).

Deus infelizmente teve que destruir a humanidade que se agarrou ao pecado.

Depois do dilúvio novamente há um povo separado, são os que aceitam fazer a vontade de Deus e testemunhar do Seu amor.

Este povo agora tem um nome: Israel. Depois de serem libertados do Egito, em direção a uma terra prometida por Deus, novamente Satanás procura destruí-los.

Depois de tentar amaldiçoar a igreja de Deus três vezes por meio de Balaão, o inimigo de Deus executa sua grande estratégia infalível: “jugo desigual”.

“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas” (Num. 25:1). Daí começa a idolatria do povo. Resultado: vinte e quatro mil mortos pelo castigo divino!

Agora na terra prometida novamente a história se repete: “Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus... tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (Juízes 3:6).

Sansão, o homem mais forte do mundo, se torna o mais débil, e de juiz do povo passa a um escravo, quando capturado por essa armadilha maligna: “jugo desigual”.

Este plano satânico é tão bom, que nem o homem mais sábio do mundo escapou:

“Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas... mulheres das nações de que o Senhor havia dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguires os seus deuses” (I Reis 11:1 e 2).

É quase inacreditável que o mesmo homem que se tornou rei de Israel e construiu o templo do Senhor “seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas” (v.5).

Sobre o casamento de Salomão com uma mulher egípcia, note qual o pensamento de Deus: “Do ponto de vista humano, este casamento, embora contrário aos ensinamentos da lei de Deus, parecia provar-se uma bênção; pois a esposa pagã de Salomão se converteu e uniu-se com ele na adoração ao verdadeiro Deus... Fazendo, porém, aliança com uma nação pagã, e selando o pacto pelo casamento com a princesa idólatra, Salomão temerariamente desconsiderou a sábia provisão que Deus fizera para manter a pureza de Seu povo.

A esperança de que sua esposa egípcia se convertesse era apenas uma débil escusa para o pecado” (E. G. White, Profetas e Reis, 53 – 55).

Em II Coríntios 6:14-15 lemos: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade?
Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?”

Deus é bem claro acerca do que pensa sobre este assunto. É expressamente proibido por Ele casamento dos Seus seguidores com incrédulos.

Como pastor gostaria de expressar algumas conclusões sobre este tema:

1- Não é válida a desculpa de que na igreja não há candidato(a) a namoro.

2- O interesse por alguém que não serve a Deus e transgride Seus mandamentos, revela falta de amor e relacionamento íntimo com o Senhor. Quando você ama alguém, terá dificuldades de amar o inimigo dela! Se eu amo a Deus de coração, como vou me apaixonar por alguém que não O serve, não O obedece e nem O adora? E como eu mesmo O desobedeceria sabendo que Ele não aprova esse
relacionamento?

3- Há sinceros que ainda estão fora da igreja e precisam ser descobertos. Todavia, namoro não é um bom método de evangelismo, pois mistura a afeição a Deus com a humana. Se você acha que seu pretendente é um candidato ao reino de Deus, ame-o primeiro como seu próximo e procure levar o evangelho antes de pensar no namoro.

O ideal seria orar por ele e conseguir uma outra pessoa (do mesmo sexo e faixa etária se possível) para se aproximar e dar a oportunidade de aceitar a Jesus, através de estudo Bíblico, envolvimento com pequenos grupos, etc. Namorar antes de fazer isso, ou consciente que a pessoa não está interessada em Jesus, é colocar a vida eterna em risco, e construir um casamento infeliz e desestruturado.

4- Se você já namora um incrédulo(a) darei uma sugestão: dê a ele(a) através de um estudo ministrado por outra pessoa a oportunidade de aceitar Jesus, e depois disso, você já sabe o que deve fazer.

Fui pastor de uma moça que teve a coragem de condicionar o namoro à Palavra de Deus. Antes de assumir um compromisso sério, apresentou Jesus a seu pretendente por meio de outra pessoa. Todavia, estava segura de que se o rapaz rejeitasse a Deus, ela também o rejeitaria como namorado. A fidelidade dela a Deus foi mais um testemunho a esse jovem, que aceitou a Jesus e já é uma bênção na igreja.

Não troque sua felicidade por desejos humanos! Seja Fiel a Jesus como Ele já foi a você!

PR. YURI RAVEM

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Riqueza ou Pobreza - Uma questão de Atitude

Uma pesquisa de opinião foi realizada com grupo de pessoas a fim de colher respostas para a seguinte pergunta: "O que significa ser rico?"

As resposta se resumiram nestas afirmações: “Rico é aquele que possui casa própria, um bom carro na garagem, uma quantia significativa na poupança, seguro de vida, roupas de marca, férias programadas para o exterior, saúde e conseguir tudo isto fazendo o que quer.”

Para estas pessoas, a felicidade está quase que sempre relacionada ao sucesso financeiro. Geralmente observam as proporções financeiras de outras pessoas para julgarem se suas posses são suficientes. Fazem justamente o que chamamos de “Comparações”. É por isso que uma pessoa rica pode se achar pobre quando comparada a outras mais rica ainda. Criaram uma nova versão do ditado popular: “Quem pode pode, quem não pode é pobre”.

Ilustração

Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.

Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:

- Como foi a viagem?

- Muito boa Papai!.

- Você viu como as pessoas pobres podem ser? O pai perguntou.

- Sim.

- E o que você aprendeu? O pai perguntou.

- Bem, pai, eu aprendi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim.

Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm as estrelas e a lua.

Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.

Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.

O filho acrescentou:

- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto "pobres" nós somos!

Ser rico, depende da maneira como você olha para as coisas. Se você é rico financeiramente e tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com nosso Deus, você tem tudo! Até mesmo a aprovação de Deus e não está pecando. Porém o que é menos desprovido e "pobre de espírito", não tem nada e é pecador.

É por isso que não é pecado ter posses quando o estado de espírito é voltado para foco principal.

Na bíblia encontramos a história de um homem que morava na terra de Uz a mais de cinco mil anos atrás. Homem integro e reto, temente a Deus e que desviava-se do mal. Era o homem mais rico de todo o oriente. Possuía tudo o que precisava - Uma enorme terra para cuidar de seus inúmeros animais, que por sinal seria uma soma invejável por muitos fazendeiros contemporâneos: “sete mil ovelhas”, “três mil camelos” , “quinhentas juntas de bois” e “quinhentas jumentas”.

Meios de transporte não era seu problema, muito menos mordomos em sua casa, que lhe serviam dia e noite. Tudo que um Bill Gates da nova geração possui: Dinheiro.

Certo dia, Satanás compareceu diante de Deus. E Deus lhe perguntou:

“...donde vens? Satanás respondeu ao senhor e disse: De rodear a terra e passar por ela.

Perguntou-lhe ainda o Senhor: Observaste o meu servo Jó? Por que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.” Jó 1:7 e 8

Esta declaração é muito importante para o nosso estudo. Jó era possuidor de riquezas, porém Deus o coloca numa posição importante. Um homem que possuía uma conduta aceitável e reconhecida por Deus. Tudo isto mesmo sendo rico.

Se Deus não aceitasse as pessoas que possuem elevadas posses, não seria Ele mesmo que teria outorgado tudo isto a Jó. Satanás confirma a riqueza de Jó como oriunda do próprio Deus:

“Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoastes, e seus bens se multiplicaram na terra. Jó 1:10

Não somente os seres humanos vêem a riqueza como um problema. Satanás tenta identificá-la como aquilo que nos afasta de Deus. Em grande parte é verdade por que ele, como inimigo das trevas usa esta artimanha. Mas não podemos generalizar tal situação. Satanás pensava que Jó ao perder todas as suas riquezas esqueceria de Deus. E propõe um desafio que foi aceito por Deus.

“Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do Senhor”. Jó 1:10 e 11

Logo mais, o servo de Deus estava enfrentando tribulações terríveis, que poucos seres humanos passaram aqui nesta terra. Perdeu tudo o que possuía; animais, servos e até mesmo o maior tesouro recebido de Deus, seus filhos. Quando Jó recebeu todas estas notícias trágicas pelos seus servos ele teve uma reação interessante.

“Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeças e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor! Em tudo isto, Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”. Jó 1:20-22

Qual seria a sua reação se estivesse em seu lugar? Teria você adorado a Deus mesmo em situação tão adversa? Reconheceria que tudo fora dado pelo Senhor? Blasfemaria contra Deus ou exaltaria seu nome?

Até aqui poderia ser o fim para muita gente, mas a história não para por aí. Jó teve tumores malignos, perdera a confiança da esposa e dos amigos e agora só lhe restava a morte. Mas em nenhum momento pecou contra o Senhor. Simplesmente expressava em palavras as dores terríveis que possuía. Fossem elas físicas ou emocionais. Mas confiança era o que movia o restolho de sua vida. Ele possuía a crença em um Deus vivo mesmo em momentos te tamanho sofrimento.

“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Jó 19:25

Agora entendemos por que Deus pôs a mão no fogo por este homem. Por que em momentos de riquezas ele adorava a Deus e quando na pobreza e desgraça humana o seu Deus era o mesmo Deus.

O problema não está com as posses e sim na maneira que lidamos com elas. A história de Jó mostra-nos que existe a possibilidade de uma pessoa possuir grandes somas materiais e ainda assim estar ligado a Deus.

“Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra. Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Também teve outros sete filhos e três filhas.

Em toda aquela terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. Depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então, morreu Jó, velho e farto de dias.” Jó 42:10, 13, 15 e 17.

Se Deus generalizasse todos os ricos como pecadores, Ele não teria dado em dobro a Jó tudo o que possuíra. Se ele era rico agora ficou mais rico ainda.

Respondemos de forma explicita a mesma pergunta: É pecado ser rico? Não.

Se for pecado Deus induzira Jó a pecar. Mas não fez. Não é este o perfil das obras de Deus. O único problema da riqueza está em esquecer-se de Deus. E Jó, mesmo sendo rico, ou mesmo sendo pobre, adorava a Deus na beleza de sua santidade.

Lógico, que na grande maioria das vezes, o dinheiro poderá ser a raiz de todos os males na vida de uma pessoa. São raros os indivíduos que ficam milionários e se mantenham firmes na fé. Por isso que o presente artigo não faz apologia da necessidade de ser rico ou pobre, simplesmente afirma que Deus é quem deve determinar a nossa condição.

Felizmente, algumas pessoas nunca poderão ter grandes posses materiais. Digo felizmente por que Deus conhece o futuro. Ele sabe que se um dia viessem a ficar milionárias, esqueceriam das riquezas do céu, infinitamente melhor que as riquezas deste mundo.

Não importando a nossa condição, precisamos aceitar os limites de Deus para a nossa vida e entender que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que o amam.

Nunca se esqueça que Deus nem sempre nos concede aquilo que queremos, mas sim o que precisamos.

Talvez, seja a hora de deixar as comparações de lado e olhar para o que Deus tem lhe concedido. Quem sabe, você seja mais rico do que imagina.

Pense nisso!


PR. FÁBIO DOS SANTOS
Mestrando em Teologia, Pastor Local da Igreja Adventista em Barretos-SP
Webmaster e Editor geral do Blog Nisto Cremos
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...