terça-feira, 12 de março de 2013

SALMO 1: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO PARA TODOS



1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2  Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3  Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.
5  Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.
6  Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.
 
Este poema é uma introdução de encaixe ao livro de 150 salmos. Revela o padrão básico da sabedoria e adoração de Israel. A vida é vista não nos momentos isolados do presente, mas na perspectiva da eternidade, na visão de Deus. O autor conecta vida humana intimamente com a vontade e o coração de Deus. O salmo lança um apelo desafiador a Israel – e a todos os que buscam a bênção de Deus – a voltar à Sua Palavra revelada para receber o verdadeiro conhecimento de Deus e andar à luz de Sua sabedoria.

O caminho da bênção está aberto diante do homem mediante uma vida de companheirismo incessante com o Deus de Israel. Não é de maneira nenhuma um atalho em que a razão humana pode descobrir por si só, mas é um dom do Redentor de Israel. Como a fonte de vida, o Senhor mostra o modo de vida. Todos os outros caminhos conduzem à ruína. Tais cursos de vida escolhidos pelo eu são por definição o oposto do modo do Senhor, modos que divergem de Sua lei. Os que rejeitam o Senhor, o Deus de Israel, e a Sua lei são descritos em condições negativas como os irreligiosos (Sal. 119:51, 78) porque não há nenhum outro Deus além do Senhor.

Pois quem é Deus além do SENHOR [Yahweh]?

E quem é rocha senão o nosso Deus? Sal. 18:31, NVI)

Os salmos de Israel tencionam atrair a todas as nações para adorar o Deus de Israel como o único Deus vivo (Sal. 2:10-12; 115; 117). Mais que isso, eles definitivamente prevê-em muitos adoradores do SENHOR entre as nações gentílicas (Sal. 87:4). Várias razões são determinadas para a efetividade deste apelo universal do Deus de Israel.

O Senhor é o Criador do mundo e de todos os homens (veja Sal. 24:1; 96:4-5).
O Senhor é o Salvador de todos os que escolhem adorá-Lo (veja Sal.105-106; 2:12; 34:8).
O Senhor é o soberano Monarca do mundo que restaurará justiça, paz, e prosperidade na Terra (veja Sal. 2; 46; 72).
O Senhor é o Juiz de todos os homens, que retribuirá ao homem de acordo com as suas obras (veja Sal. 62:12; 96:10-13). 

Pelo fato de que nenhum outro deus salvou Israel de sua escravização do Egito, o Senhor fez uma reivindicação exclusiva no amor e lealdade de Israel. Se uma voz surgisse entre Israel, insistindo com eles para servirem a outros deuses que podem executar milagres, tal profeta ou vidente seria posto à morte, "pois pregou rebeldia contra o SENHOR, vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR" (Deut 13:5).

Isto mostra como a Torah de Israel fez da adoração do Senhor um assunto de suprema importância, uma questão de vida ou morte. A última crença era: "Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR [ou: o SENHOR só]" (Deut 6:4). A posição de Israel diante do Senhor era de uma nação redimida e santa, de "filhos do SENHOR", de "seu tesouro pessoal" (Deut 14:1, 2, NVI).
Antes do povo escolhido entrar na terra prometida, Moisés bendisse Israel desta maneira:

O Deus eterno é o seu refúgio, e para segurá-lo estão os braços eternos. Como você é feliz, Israel Quem é como você, povo salvo pelo Senhor? Ele é o seu abrigo, o seu ajudador e a sua espada gloriosa.  (Deut 33:27, 29, NVI) 

Este privilégio único da eleição divina não excluiu mas antes inclui uma solene responsabilidade:
Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, e para que vocês amem o Senhor, o seu Deus, ouçam a sua voz e se apeguem firmemente a ele. Pois o Senhor é a sua vida, e ele lhes dará muitos anos na terra que jurou dar aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó (Deut 30:19, 20).

Como fundamento do Livro de Salmos, o primeiro salmo pressupõe a Torah e a história da salvação de Israel – a redenção do êxodo e a aliança da graça em particular. Este poema de sabedoria coloca diante de Israel e das nações o desafio constante para escolher o Senhor e o Seu modo de vida para homem.

Israel como um povo, depois de herdar a terra prometida, escolheu de fato andar na aliança do Senhor? O Livro de Juízes descreve como, depois da morte de Josué – que conduziu Israel a Canaã – surgiu uma geração "que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel. Então os israelitas fizeram o que o Senhor reprova e prestaram culto aos baalins. Abandonaram o ¬Senhor" (Juí. 2:10-12). Esta era a triste realidade. Revela tanto o poder destrutivo do coração natural do homem – que tende a confiar em seus próprios critérios – quanto a importância vital de conhecer o Senhor e de andar em Seus caminhos. A história de Israel ensina dramaticamente a indispensabilidade da Torah. O povo que conhece a Deus mediante o conhecimento da Torah será abençoado.

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para a sua herança. Sal. 33:12, RC) 

Bênçãos e Maldições São Favores da Aliança

O Salmo 1 convida Israel a comparar a bênção divina do justo com a maldição divina sobre o ímpio. Os cânticos sagrados de Israel começam com uma beatitude, uma invocação de bênção: "Bem-aventurado o homem . . . ." No Sermão no Monte, Jesus começou também com beatitudes: "Bem-aventurados os . . ." (Mat. 5). Isto implica felicidade para a pessoa que aceita o Senhor como o seu Mestre. A pessoa é descrita primeiro no que ela não está fazendo (vs. 1), então em o que ela faz verdadeiramente ou desfruta (vs. 2). A intenção é, não um quadro de alguma ação incidental do homem, mas uma caracterização do seu caminho ou padrão de vida:
. . . que não anda no conselho dos ímpios [ou planos, pensamentos], não se detém no caminho dos pecadores [ou padrão de vida], nem se assenta na roda dos escarnecedores. (Sal. 1:1, RA).

O caminho do ímpio é descrito aqui como uma vida de escravidão completa em pecado. Seus pensamentos – quer dizer, o seu coração – corrompe os seus atos e palavras da mesma maneira que uma fonte suja polui suas próprias correntes.
Feliz é o que evita tal modo de vida, porque o ímpio não tem paz, felicidade, bênção na vida. Por outro lado, onde o homem abençoado acha as suas alegrias?

Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.(v. 2, RA)

Esta caracterização que menciona duas vezes a lei de Deus – a Torah – não descreve um piedoso fariseu legalista como o vemos no Novo Testamento. A lei de Deus não é um jugo ou fardo ao cantor do salmo. Pelo contrário, "o seu prazer está na lei do SENHOR". O seu coração está nela, porque a lei de Deus está no seu coração, como declarado em outros salmos:

Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. (Sal. 40:8, RA)
Ele traz no coração a lei do seu Deus; nunca pisará em falso. Sal. 37:31, NVI) 

Estes testemunhos de comunhão com o Senhor indicam que também os antigos santos experimentaram a aliança da graça de Deus! Eles caminharam com Deus e receberam o que o Senhor tinha prometido a todos os crentes: "Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo." (Jer. 31:33; cf. Ezeq. 36:26, 27). Para tal, a vontade e a lei santa de Deus não são mais um comando externo que não encontra nenhuma resposta interna no coração. Pelo contrário, o coração que prova a bondade perdoadora do Senhor está sendo recriado ou é transformado em seus desejos íntimos pelo Espírito de Deus. Os salmos que tratam da Torah (Sal. 1; 19; 119) todos testemunham de uma alegria religiosa que o apóstolo  Paulo expressou nas palavras: "No íntimo do meu ser tenho prazer na Lei de Deus" (Rom 7:22, NVI). Isto não nega que Paulo tivesse um conhecimento mais profundo do pecado e da graça por meio de Cristo. Só afirma que a religião cristã de fé em Cristo Jesus não é basicamente diferente daquela dos salmistas de Israel. Cristo restabeleceu o que tinha estado perdido em judaísmo rabínico dos Seus dias, de forma que os salmos podem funcionar mais efetivamente nos que crêem no Messias o Jesus.

Cristo não somente professou, "eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai [aqueles do Deus de Israel] e no seu amor permaneço." (João 15:10), Ele entrou na raiz espiritual e motivação ao Ele dizer, "Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra" (João 4:34). Tal uma paixão predominante em servir ao Senhor é expressa no Salmo 1 como a delícia do justo. Ele medita na lei de Deus "de dia e de noite" (v. 2). Ele conhece o Senhor como o seu Redentor "desde a terra de Egito" (Osé. 12:9, NVI), e a lei (literalmente: Torah) do Senhor como o dom de Sua graça.

É importante entender o termo "Torah" em seu âmbito pleno. Torah quer dizer ensino divino ou instrução (cf. Sal. 78:1) que é muito mais que os Dez Mandamentos em si. Torah também inclui as instruções de Deus para crer, confiar, arrepender-se, confessar, e buscar reconciliação com Ele em Seu santuário. Portanto, Torah compreende a lei e a graça reconciliadora. Os estudiosos do Antigo Testamentos concordam que a tradução de Torah por "lei" como o código moral é inadequada, muito estreita.

O costume de tomar a lei moral por si só, isolada da aliança da graça reconciliadora, era estranho aos salmistas. Eles nunca falam de "a lei", mas constantemente de "a lei do SENHOR" ou de "Tua lei" (veja Sal. 1; 19; 119). Quando os poetas dos salmos usam tais termos como "testemunhos", "estatutos", "ordens", "ordenanças", "preceitos", "palavra", "promessa", e até mesmo "o temor do SENHOR" (Sal. 19:9) como sinônimos da palavra "Torah", eles sempre têm em mente a Torah como um todo não dividido, centralizado nos serviços do santuário. Isto não nega o fato que a Torah tenha aspectos diferentes, legal e expiatório, mas estes nunca estavam isolados um do outro, como se se pudesse separar os dois. O Senhor uniu a lei moral e sua graça expiatória pelo ministério sacerdotal em um indissolúvel inter-relacionamento dinâmico. A santa lei de Deus permaneceu sempre lei da aliança; seu lugar e função estavam exclusivamente dentro do santuário de Deus.

Alegria na Torah 

A característica dominante do judaísmo farisaico no tempo de Jesus parece ter sido que o conceito e a experiência da promessa da nova aliança de Jeremias tinham sido perdidos de vista. As ordens morais geralmente foram consideradas como o meio de salvação – como o meio de ganhar méritos – de forma que o perigo da justiça-própria não pôde mais ser evitado. Estas tinham sido a própria experiência e auto-estima de Paulo como um rabino fervoroso. Ele confessou que tendo sido um fariseu zeloso, "quanto à justiça que há na lei, irrepreensível" (Filip. 3:6).

O salmistas do antigo Israel, pelo contrário, todos viveram em uma consciência despertada do pecado e foram motivados por um senso profundo de gratidão pela graça recebida do Senhor. Na Torah do Senhor eles experimentaram o Santo em Sua pureza impecável e irresistível misericórdia. Por esta razão eles cantaram:

A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração. Sal. 19:7, 8, RA) 

Tenho visto que toda perfeição tem seu limite; mas o teu mandamento é ilimitado. Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! (Sal. 119:96, 97, RA) 

Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei. (Sal. 119:18) 

Os poetas meditaram na lei maravilhosa (Torah) do Senhor somente com a finalidade de delícia? Certamente não! Eles se regozijaram na Torah por um propósito mais elevado que alegria mística. Eles buscavam saber a vontade de Deus para agradar e glorificar o seu Redentor.

De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra. De todo o coração te busquei;     não me deixes fugir aos teus mandamentos. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos. Sal. 119:9-11, 105, RA) 

Os poetas hebreus inspirados conheciam poder salvador e santificador da palavra de Deus. Para eles com Deus, a vida ficava rica, significativa, e frutífera:

Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. (Sal. 1:3, 4, RA) 

Comunhão com Deus é Vida ao Máximo

O poema revela a produção da bênção divina na vida do justo. Ele prosperará em tudo aquilo que ele faz. Por que? É por causa da lei de causa e efeito? Não. Ele é frutífero, efetivo em todos os seus empenhos porque ele continuamente utiliza o poder escondido do Senhor. Uma árvore plantada junto a ribeiros de água frutifica em sua estação porque constantemente pode utilizar água sustentadora da vida. Assim é com a pessoa que tem sede diante de Deus.

O que procura a Deus achará o Senhor dia e noite disposto a ouvir sua oração e súplica. Davi nos assegura: Sempre tenho o Senhor diante de mim. Com ele à minha direita, não serei abalado. (Sal. 16:8, NVI)

Por meio da meditação é assimilado o conhecimento da Torah no coração e está motivando a alma a amar.
O estudo da Bíblia e a oração juntos são os meios para continuar no caminho da bênção. A Escritura é como uma semente; através da
oração ela recebe a água do Espírito. Deste modo Deus dá o crescimento espiritual.

O crente cristão fica na constante necessidade destes dois meios da graça divina. Cristo e os apóstolos fizeram uso efetivo tanto da Escritura quanto da oração.

As bênçãos de Deus sempre não são imediatamente visíveis em prosperidade material. O Salmo 73 mostra como Asafe lutou com esta aparente contradição, porque ele viu "a prosperidade dos ímpios" (73:3). Seu coração só veio descansar quando ele levou em conta o destino final do ímpio como revelado no santuário de Deus (73:17-20).

Porque a realização plena das promessas da aliança de Deus não pode freqüentemente ser vista nesta vida, é crucial pegar a perspectiva apocalíptica da aliança de Deus. O justo conhece o destino do ímpio.

O insensato não entende, o tolo não vê que, embora os ímpios brotem como a erva e floresçam todos os malfeitores, eles serão destruídos para sempre. (Sal. 92:6, 7) 

O apóstolo Paulo acentua esta instrução da Torah: "Nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: ‘Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor." (Rom 12:19). Contudo ele também confirma a mensagem do Salmo 1 que aqueles que amam a Deus serão abençoados, mesmo se eles não podem ver isto imediatamente:

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. (Rom 8:28). 

O salmista usa a figura de contraste para sustentar sua mensagem mais vigorosamente. O ímpio, ele diz, é o próprio oposto do justo. Eles são como a palha que o vento dispersa. Em outras palavras, o ímpio não possui nenhuma substância, nenhum caroço frutífero, nenhum peso moral, enquanto o justo é comparado a uma árvore frutífera bem carregada.

O que faz o ímpio tão estéril e espiritualmente oco, até mesmo dentro de Israel? É sua falta, a sua negligência pecadora do conhecimento do Senhor. Davi diz: "Não há temor de Deus diante dos seus olhos" (Sal. 36:1). Ele pode pertencer exteriormente ao povo da aliança e ostentar-se nas promessas da aliança, mas a sua confiança está extraviada em sua descendência natural de Abraham. Quando João Batista veio preparar Israel para encontrar o seu Messias, ele chocou os fariseus e saduceus com sua mensagem: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão" (Mat. 3:8, 9, RA). Sem o fruto do Espírito, isto é, sem uma vida santificada de acordo com a Torah do Senhor, todas as reivindicações religiosas do povo de Deus são inúteis e só conduzirão a completa vergonha. Isto acontecerá no juízo final, do qual ninguém pode escapar:

Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.(Sal. 1:5) 

O Salmo 1 declara que o ímpio perecerá "no juízo". Desde que a expressão paralela é "a assembléia dos justos", poder-se-ia pensar principalmente nos juízos regulares de Israel no santuário (Deut 17:8, 9). Os Salmos 7 e 26 representam a liturgia sagrada para tais julgamentos (veja Sal. 7 abaixo). O mais pleno sentido aqui é indubitavelmente a perspectiva apocalíptica do juízo final de Deus. Lá o ímpio será completamente desmascarado e exposto em sua nudez moral e não terá nenhum abrigo para esconder-se, enquanto o justo se levantará para receber a sua herança (Dan 12:13, RA).

Cristo anunciou a separação final do bem e do mal repetidamente em Suas parábolas.

"Assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.”  (Mat. 13:49, 50).

O primeiro salmo finalmente aponta diretamente ao Senhor como o que sustenta um universo moral:

Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá. (Sal. 1:6, RA) 

A antítese que está por baixo do poema inteiro chega à revelação climática de que o Deus de Israel separará em última instância o justo e o ímpio. A tradução mais precisa de verso 6 seria, "Pois o SENHOR conhece o caminho do justo" (assim na RA e outras traduções).

O "conhecimento" do Senhor no verso 6 não é nosso tipo moderno e intelectual de conhecimento, mas a idéia hebraica de conhecimento experimental, um conhecimento apaixonado (Sal. 37:18). Portanto indica que o Senhor acompanha amorosamente o justo no seu modo de vida e lhes dá a bênção do Seu companheirismo que nunca falha. O ímpio, que não tem nenhuma ligação com o Senhor, terminará o seu caminho em morte, pelo juízo de Deus.

Cristo confirmou esta perspectiva apocalíptica dos dois caminhos para todas as pessoas:

"Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram."  (Mat. 7:13, 14). 

Cristo veio oferecer vida eterno para todos (veja João 12:32). Ele Se oferece à nossa alma de forma que todos os que O recebem participarão mesmo agora na alegria messiânica:

"Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.”(João 10:10, NVI).
"Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa." (João 15:11). 

Pr. Hans K. Larondelle

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