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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vice Campeão


Texto base: I Samuel 23:16 e 17

Ficar em segundo lugar em nossa cultura é o mesmo o que ser um perdedor. Ser medalha de prata chega a ser desonra para muitos nas olimpíadas. Alguns até tiram e desprezam essa medalha em prantos, como se tivessem ficado em último lugar! 

No futebol o vice campeão quase nem é homenageado. Se a seleção brasileira ficar em segundo lugar numa competição é como se tivesse perdido. Na fórmula um o segundo perdeu a corrida! A vice miss brasil não foi a mais bonita! Você sabe o nome de alguma vice miss brasil?

Falando em nome, quem é o vice prefeito da sua cidade? E o vice governador do seu estado? E o vice presidente do Brasil? Quem é o vice presidente dos Estados Unidos? (se respondeu a essas perguntas você está entre os um por cento que sabem, se não sabe nenhuma é normal, essa é a nossa cultura). No Oscar, num show de talentos, numa gincana, em qualquer situação, estar em segundo lugar não é o máximo, não é o melhor! 

Agora observe como ser o primeiro é algo marcante, a ponto de tornar uma marca em um conceito nomeando ações, observe os seguintes exemplos: Quando você vai tirar uma cópia, você diz: vou tirar uma Cannon ou um Xerox? Quando vai comprar um aparelho de barba, pede uma lâmina de barbear ou uma Gillete? São as marcas que chegaram em primeiro lugar! 

Quem foi o primeiro homem a pisar na lua? Ótimo, você lembrou! Agora me diga o nome do segundo? Evidentemente você acertou o primeiro, deve ter dito a si mesmo: o primeiro homem a pisar na lua foi Neil Armstrong, mas e o segundo? Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ir ao espaço sideral, mas, e o segundo?

Ser o segundo significa que tem alguém melhor! Mas não é assim no reino de Deus! Jônatas não se sentia menos em ser o segundo, e numa situação em que ele tinha tudo para querer ser o primeiro, pois era o primeiro na linha de sucessão do reino de Israel, numa cultura onde o filho mais velho recebia o trono do pai depois que ele morresse, é inacreditável o que ele disse para Davi:

Jônatas foi encontrar-se com ele ali e lhe deu coragem para confiar na proteção de Deus. Jônatas disse: Não tenha medo. Saul, o meu pai, não conseguirá causar-lhe nenhum mal. Você será o rei de Israel, e eu ocuparei o segundo lugar no seu governo. E o meu pai sabe muito bem disso (I Samuel 23:16 e 17).

Que fantástico era Jônatas! Que caráter cristão! Que nobreza e aceitação da vontade de Deus! Ele não via problemas em ser o segundo, em não estar na "poliposition." Jônatas não teve vergonha de dizer isso para Davi, e estava feliz de ser o segundo lugar ou o vice no reino de Israel.

Para Saul, ou Jônatas seria o primeiro, ou nada! Sua obsessão para ser o número um custou sua vida eterna e a vida terrena do seu filho. Em Mateus 18:2-4 Jesus fala sobre quem é o maior, mas quebra os paradigmas da nossa cultura dizendo que quem quiser ser o maior, seja o menor! No reino de Deus o segundo lugar tem muito valor, aliás, para Deus "os últimos serão os primeiros". Na corrida cristã não receberá a medalha de ouro somente quem chegar em primeiro lugar, mas todos que chegarem!

E você, tem dificuldade de ser o segundo lugar? De não estar em evidência?  Aprenda a ser um segundo lugar feliz, pois nunca seremos o primeiro em tudo! Quem não aprende a perder nunca será um vencedor. Na faculdade, na escola, no trabalho, em casa, para Deus você pode ser o primeiro, mesmo estando em segundo lugar. Davi estava em último lugar em sua casa quando o profeta Samuel foi ungir o rei de Israel, mas foi o primeiro para Deus. Mas tem uma coisa que não pode ser o segundo, é Deus! Ele sim sempre deve estar em primeiro lugar na sua vida!

Pr. Yuri Ravem
@yuriravem

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Amar não é fazer

Talvez um dos maiores equívocos em que incorrem as pessoas é confundir amar com fazer.

Muitos pais oferecem como prova do amor por seus filhos uma coleção de coisas que por eles fizeram ou que por eles deixaram de fazer.

Assim, é muito comum vermos mães dizendo para um filho adolescente:

" - Viu como sua mãe ama você? Corri o dia inteiro por sua causa! Fiz seu lanche, comprei a roupa que você queria, lavei suas meias, passei suas camisas, fiz aquele bolo que você tanto gosta. E você nem reconhece, nem liga! Faço tudo isso porque amo você!"

Todo o serviço é louvável e é claro que prova o amor dos pais a seus filhos. Mas, o que o filho realmente deseja, é afeto expresso na atenção, no ouvir, no conversar com franqueza, no levar a sério as opiniões, enfim, no ser tratado como alguém que merece consideração e respeito. Os serviços cheios de amor devem ser complementos do afeto.

Pais que “fazem”, mas não "são", sentem-se frustrados ao saber que os filhos não têm consideração pelos seus esforços. Não é um pai-fazer, uma mãe-fazer que um filho quer. Ele quer um pai que converse com ele, que o ouça, que tenha um pouco de tempo, mas que esse tempo seja totalmente dedicado a ele, filho. Os filhos e filhas compreendem muito facilmente as dificuldades que os pais têm com relação a tempo, trabalho, condição financeira, desde que tenham afeto, sintam-se queridos, e não apenas chamados de “queridos” e ignorados o tempo todo.

Esta sociedade de consumo, do “fazer” ao invés do “ser”, “coisificou” o amor.

A mesma verdade ser aplica ao relacionamento marido-mulher e mulher-marido. Amar o marido é ser para ele uma pessoa que some, que agregue, que discuta, opine, decida junto. Da mesma maneira o marido. De nada adianta suprir a casa com dinheiro e bens materiais abundantes ou "cobrir a esposa de presentes" se ele não for para a mulher, um ser que some, que agregue, que com ela discuta, que a ouça, que valorize os seus problemas e que tenha por ela todo o respeito, no melhor sentido do termo. De nada adianta fingir que considera a mulher, se de fato a trata com um ser inferior. É comum ouvir maridos referirem-se às suas esposas dizendo: "- Coitada, ela não entende muito bem essas coisas...". Ora, quem se refere dessa forma à sua esposa, não pode considerá-la a ponto de amá-la e querer fazê-la feliz.

E o "amar não é fazer" vale também para os filhos em relação aos pais. Não basta cuidar da saúde dos pais velhos e inscrevê-los num plano de saúde. Não basta dar dinheiro aos pais idosos. É preciso “ser” para os pais, visitá-los, conversar com eles, respeitar e reconhecer pelo "ser" e não pelo "fazer", o valor, a sabedoria, a experiência e as próprias limitações dos pais. Amar dar afeto sincero. Amar é “ser” e não “fazer”.

Pense nisso. Sucesso!

PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.  

domingo, 6 de janeiro de 2013

Quem morreu na Cruz: O lado Divino, Humano ou Divino-Humano de Jesus?

Este é um assunto complexo e de fácil distorção, no qual muitos são tentados a substituir a revelação divina por suas próprias teorias especulativas. Mas existem algumas declarações inspiradas que nos ajudam a compreender melhor o assunto. Por exemplo, em Isaías 9:6, Cristo é chamado de “Pai da Eternidade”. Em João 11:25, Ele mesmo afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Em João 10:17, 18, Ele acrescenta: “porque Eu dou a Minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de Mim; pelo contrário, Eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” E no livro O Desejado de Todas as Nações, p. 530, Ellen G. White diz: “Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada.”

Em harmonia com essas declarações, Ellen White argumenta no livro Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 301: “Aquele que disse: ‘Dou a Minha vida para tornar a tomá-la’ (João 10:17), ressurgiu do túmulo para a vida que estava nEle mesmo. A humanidade morreu; a divindade não morreu. Em Sua divindade, possuía Cristo o poder de romper os laços da morte. Declara Ele que tem vida nEle mesmo, para dar vida a quem quer. [...] É Ele a fonte, o manancial da vida. Unicamente Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz e vida, podia dizer: ‘Tenho poder para a dar [a vida], e poder para tornar a tomá-la.’ João 10:18.”

Nos comentários de Ellen White em The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 1.113, o mesmo conceito é corroborado: “Foi a natureza humana do Filho de Maria transformada na natureza divina do Filho de Deus? Não. As duas naturezas foram misteriosamente fundidas em uma pessoa – o homem Cristo Jesus. Nele habitou corporalmente toda a plenitude da Divindade [Cl 2:9]. Ao ser Cristo crucificado, foi Sua natureza humana que morreu. A Divindade não sucumbiu nem morreu. Isso teria sido impossível. [...] Quando a voz do anjo foi ouvida dizendo: ‘O Teu Pai Te chama’, Aquele que havia dito: ‘Eu dou a Minha vida para a reassumir’ [Jo 10:17] e ‘Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei’ [Jo 2:19], ressurgiu da sepultura para a vida que havia em Si mesmo. A Divindade não morreu. A humanidade morreu; mas Cristo agora proclama sobre o sepulcro de José: ‘Eu sou a ressurreição e a vida’ [Jo 11:25]. Em Sua divindade Cristo possuía o poder de romper os laços da morte. Ele declara ter vida em Si mesmo para conceder a quem Ele quiser.”

Nas Meditações Matinais de Ellen G. White publicadas sob o título Exaltai-O! (1992), p.346, ela acrescenta: “Jesus Cristo depôs o manto real, Sua régia coroa e revestiu Sua divindade com a humanidade, a fim de tornar-Se um substituto e penhor pelo gênero humano, para que, morrendo em forma humana, por Sua morte pudesse destruir aquele que tinha o poder da morte. Ele não poderia ter feito isso como Deus; mas, tornando-Se como o homem, Cristo podia morrer. Pela morte venceu a morte.”

Mas, se mesmo “a vida de um anjo não poderia pagar a dívida” pela queda da raça humana (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 64, 65), seria suficiente que apenas a natureza humana de Cristo morresse na cruz? Este é, sem dúvida, um mistério para o qual não temos todas as respostas. No entanto, não devemos nos esquecer de que Cristo veio como o “último Adão” (1Co 15:45) para pagar o preço pelo resgate da raça humana (ver Rm 5:12-21; 1Co 15:20-22). Ele morreu como homem por todos os seres humanos. Além disso, Cristo morreu a “segunda morte” (Ap 2:11; 20:6, 14; 21:8) da qual não existe ressurreição de criaturas. Como essa morte representa a eterna alienação da criatura do seu Criador, somente Aquele que tem vida em Si mesmo poderia ressuscitar dessa morte.

Portanto, mesmo que não tenhamos respostas a todas as indagações que possam surgir com respeito ao “mistério da piedade” (1Tm 3:16), pela fé aceitamos as declarações inspiradas que nos dizem que na cruz morreu apenas a natureza humana de Cristo, e não a Sua natureza divina, que ficou misteriosamente velada durante a encarnação.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (abril – junho de 2009).
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