sexta-feira, 8 de junho de 2012

XVIII - O REFLETOR PROFÉTICO SOBRE O POVO DE DEUS DO TEMPO DO FIM - Apocalipse 10

Apocalipse 10 e 11:1-13 apresentam visões vinculadas à sexta trombeta por meio de um interlúdio. Dirigem a luz da profecia à igreja cristã do tempo do fim antes que soe a sétima trombeta. Este enfoque de Apocalipse 10 está recalcado pelo juramento solene do anjo poderoso que proclama: "Já não haverá demora! [kronos, "tempo"] mas sim nos dias [em que se ouça] a voz do sétimo anjo, quando for dar o toque de trombeta, cumpriu-se o mistério de Deus, como o anunciou a seus servos os profetas" (Apoc. 10:6, 7, Cl; cf. BJ). Esta proclamação trata com o som da sétima trombeta. Declara que agora não haverá mais demora ou, mais exatamente, "não haverá mais tempo!"

Surge então a pergunta: O tempo que o anjo menciona aqui [kronos], refere-se ao tempo em geral ou a um período de tempo específico mencionado no livro apocalíptico de Daniel (Dan. 7:25; 8:14; 12:7)? Não pode ser tempo em geral, porque o tempo se estende com uma nova ordem para pregar em uma medida universal (ver Apoc. 10:11). A descrição do anjo em Apocalipse 10, que levanta sua mão ao céu para jurar (Apoc. 10:5, 6), tem um paralelo surpreendente em Daniel 12:7.

Daniel profetizou que seria permitido ao anticristo perseguir os santos por três tempos e meio (Dan. 7:25; 12:7). O juramento do mensageiro divino em Daniel 12 foi a resposta do céu à pergunta: "Quando será o fim destas maravilhas?" (V. 6). No Apocalipse de João ouvimos o clamor constante dos santos martirizados: "Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" (Apoc. 6:10). Enquanto que em Daniel 12 a resposta a esta pergunta foi esperar até que os "três tempos e meio" de perseguição tivessem expirado, e em Apocalipse 6 a resposta foi esperar "por pouco tempo" (V. 11), em Apocalipse 10 a resposta é ao fim as boas novas: "Já não haverá demora!" (v. 6).
Portanto, devemos entender o "tempo" deste anjo como referindo-se aos períodos de tempo proféticos de Daniel. Estes expirarão antes que toque a sétima trombeta. Nesse tempo pode dizer-se que não ficaram já mais períodos de tempo proféticos. Agora fica em marcha de maneira irrevogável o tempo do fim. Neste sentido, não haverá mais demora! André Feuillet expressou esta idéia básica:

"Por esta passagem [Apoc. 10:6, 7] do Apocalipse, sentimo-nos constrangidos a concluir que a história da salvação está em sua última etapa, a que precede imediatamente ao toque da [sétima] trombeta".1

O anjo forte é descrito com características messiânicas: "Envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo (Apoc. 10:1). Como declarou uma comentadora: "Pode ver-se como o Príncipe da luz em contraste com o príncipe das trevas [no Apoc. 9:1, 2]".2 Refletindo o caráter de Deus, aparece como o antigo Anjo do Pacto. Portando, alguns o denominam "o anjo do pacto". Desce como Deus desceu ao Sinai: em uma nuvem, com trovões e raios (Êxo. 19:16), indo diante de seu povo em uma coluna de nuvem e de fogo (13:21, 22). O arco-íris sobre a cabeça deste anjo do pacto nos recorda o arco-íris que rodeia o trono de Deus (Apoc. 4:3).

A voz do anjo ressonou como se fossem "sete trovões" (Apoc. 10:3). As vozes destes trovões em Apocalipse 10 inclusive não ia ser revelada, e sim selada (v. 4). A ordem para "selar" o conteúdo dos 7 trovões pode indicar que já não haverá juízos de advertência, em vista da presciência de que tais juízos não levarão as pessoas ao arrependimento (ver Apoc. 9:20, 21). Os juízos finais vêm somente depois que tenha terminado o tempo de graça, na forma das 7 últimas pragas.3

O "anjo forte" de Apocalipse 10:1 corresponde ao "anjo forte" de Apocalipse 5:2. Ambos os anjos poderosos assinalam os rolos celestiais que contêm os decretos de Deus para a humanidade: o primeiro para o mundo (Apoc. 5), o último para a igreja (Apoc. 10). Enquanto que o anjo do capítulo 5 anuncia dessa forma o começo dos juízos messiânicos, tal como estão revelados nos selos e nas trombetas, o anjo do capítulo 10 revela o plano de Cristo para a missão final de sua igreja (Apoc. 10:6) em preparação para o segundo advento (v. 7). O significado especial de Apocalipse 10 é que vai introduzir as visões do tempo do fim dos capítulos 11 a 22. Anuncia ao mundo que se alcançou uma nova época de tempo, o período que Daniel chamou "o tempo do fim" (Dan. 8:14, 17, 19).

O anjo de Apocalipse 10 abre o selo das profecias de Daniel para o tempo do fim (Dan. 8-12). Estando sobre o mar e sobre a terra, "tinha em sua mão um livrinho aberto" (Apoc. 10:2). Dentro do marco da sexta trombeta, toda esta descrição simboliza a comissão de Cristo à igreja do tempo do fim para receber uma missão final para levar a todas as nações. Sua ordem a João como representante da igreja é: "Toma [o livrinho] e come-o; e te amargará o ventre, mas em tua boca será doce como o mel" (Apoc. 10:9). Esta mesma linguagem figurada foi usada os profetas de Israel para simbolizar sua chamada celestial à missão profética (Jer. 15:16, 17; Ezeq. 3:1-3). Por conseguinte, os seguidores de Cristo devem fazer da mensagem deste livrinho aberto sua própria missão. A nova época de tempo traz consigo uma urgência, motivada por um aumento do conhecimento das profecias do Daniel do tempo do fim.

O que quer dizer pelo "livrinho" [biblarídion], também chamado "livro" [biblíon](!), que tinha aberto em sua mão (Apoc. 10:2, 8)? Este livrinho, é o mesmo livro [biblíon] que antes estava selado em Apocalipse 5? Alguns estudos novos argumentam em forma persuasiva que os livros celestiais em Apocalipse 5 e 10 devem considerar-se idênticos.4 Um "anjo forte" apresenta ambos os livros (Apoc. 5:2; 10:1). Isto sugere um paralelo estreito entre ambas as visões nas que aparece um livro celestial. Além disso, ambas as visões (caps. 5 e 10) estão desenhadas sobre a mesma visão do trono de Ezequiel, que o comissionou para entregar uma mensagem profética ao Israel (Ezeq. 2:9-3:3). Diz Bauckham:

"É muito importante notar que, quando João faz eco fielmente de Ezequiel 3:1-3 em Apocalipse 10:8-10, tem em mente de uma maneira clara a descrição do rolo de Ezequiel 2:10, do que se faz eco em Apocalipse 5:1. Isto sugere enfaticamente que quer referir--se ao mesmo rolo em ambos os lugares: ele o vê na mão de Deus em 5:1, mas não o recebe para assimilá-lo como o conteúdo de sua profecia até 10:8-10... O ponto decisivo aqui é que o modelo de alusão à comissão profética de Ezequiel em Ezequiel 2:8-3:3 mostra que João tem o propósito de que Apocalipse 5 e 10 apresentem um relato único de sua própria recepção de uma revelação profética que está simbolizada pelo rolo".5

Este ponto de vista faz ainda mais importante a identificação do livro celestial. Sem dúvida contém o plano divino de como Deus estabelecerá seu reino sobre a terra. Se o rolo pode ser desdobrado só depois que forem abertos todos os selos, os juízos dos selos e das trombetas (Apoc. 6:1-9:21) devem considerar-se como acontecimentos preliminares que acompanham a abertura gradual do livro mas que não são seu conteúdo. O conteúdo real segue depois de Apocalipse 10.

O livro selado de Apocalipse 5 e 10 também deve conectar-se com o livro selado de Daniel, que revela algo que foi escrito no "livro da verdade" (Dan. 10:21). O livro de Daniel foi o único livro das Escrituras que ficou selado para a compreensão do homem até "o tempo do fim" (Dan. 8:26; 12:4, 9). Também o juramento do anjo forte em Apocalipse 10:5-7 aponta diretamente ao juramento do anjo em Daniel 12:7. O livro "aberto" de Apocalipse 10 comunica à igreja do tempo do fim uma compreensão mais completa do que estava predito em Daniel. Apocalipse 10 revela o que Daniel mesmo não pôde entender (Dan. 12:8). Isto significa que o livro de Apocalipse 5 e 10 se refere à porção do livro do Daniel que ficou selada para o tempo do fim, e pertence ao estabelecimento do reino de Deus na terra. Outra vez explica Bauckham:

"A combinação do Ezequiel e Daniel capacita a João para caracterizar o livro tanto como uma revelação profética do propósito divino que lhe deu para que o comunicasse em profecia, como também, de maneira mais específica, como uma revelação do propósito de Deus para o período final da história mundial, na qual Deus estabelecerá seu reino sobre a terra, uma revelação que complementa e esclarece o que permaneceu escuro nas profecias dos últimos dias que fizeram os profetas anteriores, especialmente Daniel".6

Apocalipse 10 destaca que o livrinho será aberto durante a sexta trombeta e permanecerá aberto (vs. 2, 8) para que seja eficaz para toda a humanidade que já esteja sobre o mar ou sobre a terra (vs. 2, 8-11). É de importância essencial para a igreja entender o conteúdo deste livro aberto. Responde a pergunta decisiva: "Qual é a tarefa da igreja nesses tempos turbulentos?"7 A resposta está desdobrada nas duas visões ampliadas em Apocalipse 10 e 11, "pelas quais se instrui a igreja com respeito a seu papel durante o período final da história do mundo".8

Como tanto Apocalipse 10 e 11:1-13 pertencem ao mesmo interlúdio ou parêntese (vinculados à sexta trombeta), devemos considerar ambas as visões como complementares. Ambas as visões do tempo do fim comissionam a igreja para que "profetize" tendo em conta toda a população mundial (Apoc. 10:11; 11:6) e atestem do testemunho de Cristo com um poder adicional, até que o mundo hostil sossegue seu testemunho por meio da pena capital (11:1-10).

Isto deveria motivar a igreja a procurar sua missão específica do tempo do fim nas visões de Daniel e nas do Apocalipse de João. G. B. Caird chamou corretamente a atenção a esta conexão fundamental ao declarar: "João acreditou que a profecia de Daniel, junto com outras profecias do Antigo Testamento, teriam um cumprimento novo e mais magnífico".9

O Significado do Juramento

O ato central do anjo forte de Apocalipse 10 é seu juramento, enquanto levantava sua mão direita ao céu, presumivelmente sustentando o livro aberto em sua mão esquerda. Pelo visto, o juramento está relacionado com o conteúdo do livro. Este cerimonial de afirmar sob juramento mostra uma ênfase distinta e diferente do ato de jurar em Daniel 12. Enquanto que Daniel declarou: "E o ouvi jurar pelo que vive eternamente..." (v. 7, NBE), a visão de João informa o juramento por Deus como Criador dos céus, a terra e o mar:

"E jurou pelo que vive pelos séculos dos séculos, que criou o céu e as coisas que estão nele, e a terra e as coisas que estão nela, e o mar e as coisas que estão nele..." (Apoc. 10:6).

Esta ênfase elaborada sobre Deus como Criador do céu, da terra, do mar e de todas as coisas que neles há, é uma indicação destacada para as testemunhas da igreja do tempo do fim. Esta ênfase se repete na mensagem do tempo do fim, ampliado em Apocalipse 14, mensagem que chama a todo mundo a adorar a Deus como o Criador: "E adorai aquele que fez o céu e a terra, o mar e as fontes das águas" (Apoc. 14:7).

Dessa maneira se define o problema religioso final na história humana como uma questão de adorar ao Criador em Espírito e em verdade. Tal adoração foi o assunto crítico para o povo do velho pacto em relação com a adoração pagã. Israel se caracterizou por louvar a Jeová como Redentor e Criador dos céus e a terra (Gên. 1, 2; Sal. 8, 19, 136, 146; Nee. 9:6, 7; Isa. 40:28; Jer. 10:10-12). Também Paulo enfatizou a diferença fundamental entre o Criador e toda a realidade criada (Rom. 1:20-25; At. 14:15; 1 Tes. 1:9). O Criador decidiu que toda rebelião, idolatria e violência humana chegará a seu fim nos dias quando o sétimo anjo faça soar seu trombeta.

Ainda é dado tempo para responder com a adoração ao Criador. A adoração a Deus como Criador e Redentor por parte de Israel, ainda é o caminho indicado para dar honra e glória a Deus. J. M. Ford notou claramente que o juramento sagrado em Apocalipse 10:6 contém "um eco dos mandamentos; Êxo. 20:11".10 Uma comparação conscienciosa da fórmula do juramento com o quarto mandamento mostra que ambos mencionam os 3 elementos: o céu, a terra e o mar. Entretanto, o juramento de Apocalipse coloca uma ênfase insólita sobre a natureza de grande alcance da obra criada por Deus, repetindo 3 vezes a frase: "as coisas que estão neles". Isto nos obriga a reconhecer um indicador intencional no juramento do Anjo do pacto em torno do quarto mandamento. Isso indica onde estão as preocupações do céu para a igreja universal de Cristo e para sua adoração de Deus no tempo do fim. Contém a motivação para um verdadeiro reavivamento e uma reforma.

O Mistério de Deus a Ponto de Consumar-se

"Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas" (Apoc. 10:7).

Agora o anjo dirige nossa atenção à certeza do cumprimento de todas as profecias do tempo do fim, como foram declaradas pelos profetas do Antigo Testamento, em particular por Daniel. J. M. Ford faz este comentário sobre Apocalipse 10:7: "A palavra hebraica raz, 'mistério', é freqüente em Daniel e nos rolos de Qumran e se refere principalmente ao secreto dos tempos, à seqüência dos acontecimentos e a consumação".11 O exemplo principal é a resposta de Daniel ao rei de Babilônia: "Mas há um Deus nos céus, o qual revela os mistérios [mustéria, LXX], e ele tem feito saber ao rei Nabucodonosor o que deve acontecer nos últimos dias ['nos últimos dias', Teodósio]" (Dan. 2:28). Como o esboço das profecias de Daniel se enfoca cada vez mais no tempo do fim (ver 2:44, 45; 7:27; 8:14, 17, 19; 11:40-12:2), devemos conectar "o mistério de Deus" especificamente com os acontecimentos históricos do tempo do fim e a terminação do plano de redenção como está esboçado em Daniel e no Apocalipse. Raymond E. Brown explica o "mistério" em Apocalipse 10:7 como "a vontade misteriosa de Deus para o fim do tempo... o estabelecimento definitivo do reino de Deus".12

As palavras do anjo em Apocalipse o apontam adiante, à sétima trombeta, como o tempo definitivo para a realização ou consumação do "mistério de Deus". Os acontecimentos da sétima trombeta em Apocalipse 11:15-19 são: (1) o triunfo do governo e reino visível de Deus (v. 15); (2) a abertura do templo de Deus no céu e o derramamento da ira de Deus nas 7 últimas pragas (vs. 18, 19; 15:1, 5); (3) a ressurreição dos santos mortos e a recompensa de todos os fiéis (11:18).

Os segredos do plano de redenção serão revelados finalmente em uma realidade histórica quando soar a sétima trombeta. Paulo já tinha revelado antes o "mistério" que "a final trombeta" Deus mudará a condição de todos os santos em um abrir e fechar de olhos, ressuscitando aos fiéis e imortalizando os santos vivos (ver 1 Cor. 15:51, 52; também 1 Tes. 4:16, 17). Entretanto, Apocalipse apresenta um ponto de vista mais completo do reino divino. W. H. Shea declara a respeito: "Três coisas específicas sobre o reino de Deus serão reveladas nesse tempo: o grande governante divino do reino, os cidadãos que viverão nele e os que serão excluídos dele".13

O Triunfo Garantido do Evangelho Eterno

"O mistério de Deus se consumará, como ele o anunciou a seus servos os profetas" (Apoc. 10:7; "conforme o tinha anunciado como boa nova" [BJ]; "segundo a boa nova que ele anunciou" [JS] ).*

Aqui é notável o uso do verbo euanguelízo para descrever o cumprimento do tempo do fim "do mistério de Deus". Este verbo denota mais que uma declaração abstrata ou formal. Aparentemente dá a entender as "boas novas" dos juízos de Deus dentro do mistério de Deus, como está testemunhado pelos profetas do Antigo Testamento (ver Amós 3:7). Paulo explicou que "o mistério de Cristo" no evangelho apostólico revela que "os gentios são co-herdeiros e membros do mesmo corpo, e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho" (Ef. 3:6). Este é o "mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé" (Rom. 16:25, 26). O mistério de Deus é pois decididamente cristocêntrico, e significa o evangelho inalterável de Deus quanto a seu Filho (Rom. 1:1, 3) em favor de todos os povos da terra. O fato de que durante a sétima este trombeta "mistério de Deus" será "consumado" ou "realizado" expressa a consumação mundial desta proclamação.

O marco do tempo do fim de Apocalipse 10 está reforçado pelas conexões literárias e temáticas com o anjo de Apocalipse 14, que tem "o evangelho eterno para pregá-lo [euanguelízai] aos moradores da terra" (v. 6). A expressão "outro anjo" sugere uma conexão com um anjo anterior, que é o anjo do pacto de Apocalipse 10. Esta relação aparece também no uso comum do verbo euanguelízo (Apoc. 10:7; 14:6). Portanto, apreciamos a declaração do André Feuillet:

"Estamos completamente seguros de que essas duas cenas se correspondem entre si. É difícil entender o começo de XIV:6: 'E vi outro anjo', porque este anjo é o primeiro de uma série. Isto pode explicar-se melhor se este "outro anjo, tendo um evangelho eterno", fora considerado ser idêntico com o "outro anjo" que tem o livrinho aberto em X:1, 2".14

Esta conexão substancial de Apocalipse 10 e 14 confirma a natureza proléptica da visão do livro de Apocalipse 10, que está mais amplamente desenvolvida na tríplice mensagem de Apocalipse 14. Por sua colocação na sexta trombeta, Apocalipse 10 estabelece também o marco do tempo do fim de Apocalipse 14. Nessa época do tempo, começará o período final da igreja.
A consumação final do evangelho está garantida pelo Filho de Deus, a quem o Pai entregou todas as coisas em suas mãos (João 3:35; 5:27-29). Cristo declarou em sua última oração:

"Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo" (João 17:24).

Nada pode frustrar este propósito divino do Cristo ressuscitado. Este plano para o povo de Deus é o propósito do juramento do anjo do pacto. A carta aos Hebreus esclarece o propósito do juramento sagrado de Deus: "Pelo qual, querendo Deus mostrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade de seu conselho, interpôs juramento" (Heb. 6:17). A igreja sempre precisa lembrar-se desta garantia divina, especialmente quando as profecias apocalípticas de tempo terminaram e está para começar a sacudidura da crise do tempo do fim.

A Comissão Final à Igreja (Apoc. 10:8-11)

Fundamental à experiência de João em Apocalipse 10 é o livro novamente aberto, que uma voz do céu lhe ordenou tomá-lo e comê-lo. Com respeito a isto, F. D. Mazzaferri declara o seguinte:

"Não pode haver dúvida de que este é o ponto culminante de toda a seqüência do livro que começou em 5:1. O livro profético primitivo de Deus foi passado progressivamente a Cristo, depois ao anjo resplandecente, e finalmente ao profeta que é o agente decisivo de Deus sobre a terra para levar a cabo sua vontade".15

Depois lhe disse com respeito a todo mundo: "Tem que voltar a profetizar" (Apoc. 10:8-11, CI). Tudo isto acontece antes que o sétimo anjo faça soar sua trombeta. Portanto, um tempo bastante longo está reservado para o cumprimento desta visão. João é chamado para atuar simbolicamente em nome da igreja do tempo do fim, que vive antes do fim do tempo de graça. Já se cumpriram 6 trombetas. Dessa maneira, a visão de Apocalipse 10 avança adiante ao "tempo do fim" indicado, predito em Daniel 8-12.

Surge uma questão importante: Qual é o significado da iniciativa celestial em levar o livro aberto à igreja do tempo do fim? Dois exemplos do Antigo Testamento – a chamada de Jeremias e o de Ezequiel – mostram que seu ato simbólico de "comer" o rolo do livro da palavra de Deus lhes comunicou a comissão celestial de assimilar a mensagem contida no livro e de proclamar sua mensagem publicamente. Para eles a experiência foi primeiro doce e logo amarga. Saborearam a palavra de Deus com gozo e delícia, mas depois sentiram uma dor aguda quando sua mensagem foi rechaçada e quando fizeram frente aos falsos profetas.
Jeremias foi separado desde antes de seu nascimento como "um profeta às nações" (Jer. 1:5). Diz que quando as palavras de Deus lhe chegaram, "logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração" (15:16). Mas quando Jeremias foi açoitado pelo rei Joaquim (ver o cap. 36), e quando Judá sofreu o juízo, sua aflição saiu a cântaros em grandes lamentações: "Os meus olhos derramem lágrimas, de noite e de dia, e não cessem; porque a virgem, filha do meu povo, está profundamente golpeada, de ferida mui dolorosa" (Jer. 14:17). O profeta descreve a triste situação de Judá depois da queda de Jerusalém. Culpou especialmente aos profetas falsos e aos sacerdotes corruptos, e portanto, todos iriam ao desterro (v. 18). Não obstante, Deus prometeu ao Jeremias a vindicação contra seus inimigos e um poder sobrenatural para seu ministério profético (15:11).
De maneira similar, Ezequiel foi chamado ao ministério profético dentre um povo rebelde no cativeiro babilônico (Ezeq. 2:1-8). Fazendo frente à sua difícil tarefa, Ezequiel é instruído a assimilar completamente a mensagem de Deus antes que fale claro como o porta-voz de Deus. "Abre a boca e come o que eu te dou. Então, vi, e eis que certa mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo de um livro. Estendeu-o diante de mim, e estava escrito por dentro e por fora; nele, estavam escritas lamentações, suspiros e ais" (2:8-10).

Entretanto, quando Ezequiel comeu esse rolo (Ezeq. 3:1-3), "na boca me era doce como o mel" (v. 3). Assim o profeta experimentou primeiro a doçura das palavras de Deus, mas mais tarde uma decepção amarga quando um Israel obstinado recusou aceitar a mensagem de advertência (vs. 3-11). Usualmente se passa por cima o fato de que Ezequiel experimento um sabor amargo: "Eu fui amargurado na excitação do meu espírito; mas a mão do Senhor se fez muito forte sobre mim" (v. 14). Levou 7 dias para voltar em si enquanto refletia no horror do que tinha experimentado em sua visão (v. 15). Além disso foi-lhe dito que sua missão lhe traria uma violenta oposição. Espinhos iriam rasgar suas carnes e se sentaria com escorpiões (2:6). Mas apesar disso, Ezequiel foi chamado a continuar sua missão com visões renovadas de esperança (caps. 11; 16:59-63; 37).

Não pode haver dúvida que a experiência visionária de João de comer o livrinho aberto em Apocalipse 10 está modelada sobre o mesmo ato simbólico do profeta Ezequiel e deve ser interpretada à luz deste protótipo bíblico. Este princípio interpretativo deve nos guiar em nosso esforço por entender a experiência agridoce do povo de Deus do tempo do fim em Apocalipse 10. Assim como Ezequiel, João recebe do céu um livro aberto para comê-lo. E de novo, como Ezequiel, escuta a comissão para proclamar sua mensagem a todas as nações. Desta vez a mensagem é a última advertência de Deus, a consumação de todas as promessas e maldições do pacto, "como ele o anunciou a seus servos os profetas" (Apoc. 10:7). Isto aponta ao livro aberto de Daniel (Dan. 12:4).

As seções do tempo do fim do livro de Daniel (caps. 7-12) contêm não só as doces promessas do reino de Deus restaurado, o resgate e a vindicação das testemunhas fiéis, a ressurreição dos santos martirizados, mas também o juízo final dos falsos profetas e dos perseguidores do povo de Deus. Desta maneira Daniel prediz tanto as experiências doces como as amargas na crise do tempo do fim. Mas junto com este conteúdo consolador do livro, também haverá um rechaço da mensagem de advertência de Deus, de maneira que a aflição, a perseguição e a desilusão serão parte da proclamação renovada do evangelho (ver Apoc. 11:7; 12:17; 13:15-17; 17:6, 14; 20:4).

A visão paralela em Apocalipse 11:1-13 mostra quão amarga será a oposição às testemunhas de Deus do tempo do fim. Podemos esperar uma elucidação mais ampla sobre esta experiência "agridoce" da igreja do tempo do fim que se descreve em Apocalipse 11. O ato simbólico de João em nome da igreja do tempo do fim está explicado pela comissão que recebe do céu: "É necessário que profetizes outra vez sobre muitos povos, nações, línguas e reis" (Apoc. 10:11).

O alcance desta comissão conecta Apocalipse 10 com as outras visões do tempo do fim no Apocalipse. A quádruplo fórmula que expressa a extensão universal ocorre de novo em Apocalipse 11:9, 13:7, 14:6 e 17:15. A única variação em Apocalipse 10:11 é a substituição de "tribos" ou "multidões" por "reis". A quádrupla fórmula é uma expansão da tríplice frase que Daniel apresenta como um estereótipo (Dan. 3:4, 7, 29; 5:19; 6:25; 7:14). João recebe a ordem de profetizar não só "a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis", e sim o que é mais importante, "a todos esses grupos e classes étnicas" (epí é ambíguo: "com respeito a", Apoc. 12:17 e 18:20; "a", Apoc. 14:6 e 22:16).

O conteúdo de sua profecia não está revelado em Apocalipse 10, e se expõe gradualmente, primeiro em forma resumida em Apocalipse 11 e depois com mais detalhe em Apocalipse 12-19. O termo "reis" em Apocalipse 10:11 apresenta novamente em Apocalipse 16:13-16 e 17:12-15, onde se desdobra seu significado no marco da crise do tempo do fim conhecida como "Armagedom".

A conexão entre o ato simbólico de João de comer o livrinho e a ordem para voltar a profetizar referente às nações do mundo, é significativa. A ordem explica o ato de João de comer o livrinho. Esta relação entre o ato profético de João e a explicação continua a de seus tipos do Antigo Testamento.

O ato de Jeremias de comer as palavras de Deus foi explicado em termos inequívocos: para derrubar e para edificar nações (Jer. 15:16; 1:10). O ato do Ezequiel de comer o rolo (Ezeq. 2:9; 3:1-3), também foi explicado em seu significado e propósito, de maneira que não ficou lugar para conjeturas (3:4). O paralelo chega a ser evidente quando ficam lado a lado a situação de Ezequiel e João:



O CHAMADO DE EZEQUIEL
(Ezeq. 3:3, 4)
O CHAMADO DE JOÃO
(Apoc. 10:9-11)
"E me disse: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Eu o comi, e na boca me era doce como o mel. Disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel e dize-lhe as minhas palavras"
"E ele disse-me: Toma-o e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. E tomei o livrinho da mão do anjo e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo. E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis".

Da situação de Ezequiel aprendemos que o ato de comer o livro aberto (Ezeq. 2:9, 10) não foi algo que se explicava por si mesmo. O "comer" necessitava uma elucidação verbal e uma direção especial para seu público indicado. As palavras do Senhor a Ezequiel: "E me disse..." (3:4), têm o propósito de explicar o ato simbólico do profeta. O conteúdo da mensagem para Israel se desdobra gradualmente nos capítulos seguintes de Ezequiel como um ministério duplo: de predizer juízos e novas promessas. Ezequiel também experimentou tanto a doçura como a amargura. Disse: "Eu fui amargurado na excitação do meu espírito; mas a mão do Senhor se fez muito forte sobre mim" (3:14). Se a situação de Ezequiel é clara com respeito a seu ato simbólico e a seu esclarecimento divino, então não há razão para especular sobre o ato profético de João e seu esclarecimento divino em Apocalipse 10. Não se supõe que João entendeu mal ou aplicou mal a mensagem de Deus do tempo do fim.

A ordem do céu a João de profetizar "outra vez" sobre muitos povos e nações (Apoc. 10:11) significa, com toda probabilidade, que depois da chamada inicial de João para transmitir as mensagens de Cristo às igrejas (ver 1:11), agora recebe a comissão para proclamar o evangelho eterno no marco das profecias do tempo do fim. João deve profetizar outra vez, mas com uma direção nova, a respeito dos acontecimentos do tempo do fim do plano divino da redenção.

A expressão "outra vez" na comissão de João a profetizar significa que a igreja do tempo do fim receberá um aumento do conhecimento das profecias do Daniel (Dan. 12:4), de maneira que agora possa proclamar o evangelho em sua estrutura assinalada do tempo do fim. Isto se amplifica posteriormente na tríplice mensagem de Apocalipse 14.

Quando João comeu e digeriu o livrinho aberto, foi-lhe dito que "devia" voltar a profetizar (Apoc. 10:11). O conhecimento novo das profecias de Daniel, confirmado pelos cumprimentos em marcha na história da cristandade e do mundo, obrigam a igreja a anunciar novas percepções e advertir ao mundo sobre o perigo dos juízos finais que logo virão, e em particular das 7 últimas pragas de Apocalipse 15 e 16. Esta proclamação é uma "obrigação!" divina. Mounce explicou o profundo significado de Apocalipse 10 nestas palavras:

"A missão de João é pôr a descoberto as forças do mundo sobrenatural que estão trabalhando por trás das atividades de homens e nações. Sua profecia é a culminação de todas as profecias prévias porque conduz à destruição final do mal e na inauguração do estado eterno".16

Agora a pergunta pertinente é a seguinte: Esta ordem de restaurar o evangelho de Deus, foi cumprida em nosso tempo?

Realização Histórica

A história da igreja registra uma expectativa fervente da segunda vinda de Cristo, desenvolvida durante a primeira metade do século XIX tanto na Europa como na América. Uma época de um reavivamento dos estudos proféticos e da pregação começou por volta do ano 1780 e durou até a primeira metade do século XIX, e foi chamado o "segundo grande despertar". O teólogo histórico LeRoy E. Froom declara:

"Tanto no Velho Mundo como no Novo houve uma onda marcada de interpretação profética simultânea mas independente, e apesar de tudo de significado similar e com conclusões correspondentes surpreendentes, que culminaram no grande movimento e mensagem do segundo advento".17

Nada é mais poderoso que uma verdade cujo tempo chegou. As convulsões políticas e sociais da Revolução Francesa em 1789 levaram a muitos a estudar as profecias do tempo do fim de Daniel e Apocalipse. A maioria dos evangelistas eram pós-milenistas, acreditavam que logo ia começar o milênio de paz perfeita. Em essência eram reformadores sociais. Quando a papa Pio VI foi destronado pelo governo revolucionário francês em 1798, muitos expositores bíblicos aplicaram este acontecimento à profecia dos 1.260 dias de Daniel 7 e Apocalipse 12 e 13.

Depois do ano 1798 o foco de atenção mudou de Daniel 7 a Daniel 8 e de Apocalipse 13 a Apocalipse 14, e se concentrou sobre a profecia dos 2.300 dias de Daniel. Assim surgiu o movimento milerita, começado por um pregador leigo batista, Guilherme Miller (1782-1849). Miller desafiou a visão e a esperança de um milênio de paz da maior parte dos habitantes da América do Norte, destacando que só o segundo advento de Cristo traria o fim do mal e estabeleceria o reino de Deus.

O pico do Grande Despertar aconteceu no movimento de Miller. Estava convencido de que o segundo advento seria "ao redor do ano 1843" para resgatar a seu povo e para purificar a terra com fogo. Esta convicção, escreveu ele em 1832, encheu seu coração com "gozo" mas também pôs sobre sua consciência o dever de advertir o mundo do juízo vindouro. Quando a data fixada de 22 de outubro de 1844 passou em amarga desilusão, uns poucos mileritas receberam novo ânimo ao aplicar a chamada a "profetizar outra vez" em Apocalipse 10:11 a uma melhor compreensão das profecias bíblicas. Seu mal-entendido da natureza da purificação do santuário predito por Daniel (8:14) não tinha sido em vão. Serve para o propósito de restaurar o evangelho em sua plenitude e para preparar a um povo para encontrar-se com seu Deus.

O mandato profético do anjo forte de Apocalipse 10 é dado a conhecer na tríplice mensagem de Apocalipse 14, o que indica que estes dois capítulos estão intimamente relacionados. Antes que se revele a mensagem do tempo do fim em Apocalipse 12 a 22, devemos prestar atenção à visão de João em Apocalipse 11:1-13.

Hans K. LaRondelle

Referências

1 Feuillet, Johannine Studies, p. 220.
2 J. M. Ford, Josephine Massyngberde. Revelation, p. 16.
3 Ver Shea, "The Mighty Angel and his Message". Simpósio sobre o Apocalipse, T. 1, pp. 294-298, 325.
4 Ver os estudos nas obras de Bauckham e Mazzaferri.
5 Bauckham, The Climax of Prophecy. Studies on the Book of Revelation, p. 247.
6 Ibid., pp. 252, 253.
7 Beasley-Murray, Revelation, p. 168.
8 Mounce, The Book of Revelation, p 205.
9 Caird, The Revelation of St. John the Divine, p. 127.
10 J. M. Ford, Revelation, p. 160.
11 Ibid., p. 163.
12 Brown, The Semitic Background of the Term "Mystery" in the New Testament, p. 38.
13 Shea, "The Mighty Angel and his Message". Simpósio sobre o Apocalipse, T. 1, p. 315.
14 Feuillet, Johannine Studies, p. 227.
15 Mazzaferri, The Genre of the Book of Revelation from a Source Critical Perspective, p. 339.
16 Mounce, The Book of Revelation, p. 217.
17 Froom, Movement of Destiny, p. 47.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS PARA APOCALIPSE 10

Livros

Bauckham, Richard J. The Climax of Prophecy. Studies on the Book of Revelation [O Clímax da Profecia. Estudos no Livro do Apocalipse]. Edimburgo: T&T Clark 1993. Ver as pp. 243-273.
Beasley-Murray, George R. Revelation [O Apocalipse]. New Century Bible Commentary [Comentário da Bíblia do Novo Século]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1983.
Brown, Raymond E. The Semitic Background of the Term "Mystery" in the New Testament [O Fundo Semítico do Termo "Mistério" no Novo Testamento]. Facet Books, Bib. Ser. 21. Filadélfia: Fortress Press, 1968.
Caird, George B. The Revelation of St. John the Divine [O Apocalipse de São João o Teólogo]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1977.
Charles, R. H. The Revelation of St. John [O Apocalipse de São João], 2 ts. ICC. Edimburgo: T & T Clark. T. 1 (1920, 1975), pp. 188-218.
Feuillet, André. Johannine Studies [Estudos Joaninos]. Staten Island, Nova York: Alvorada House, 1966. Parte 2, cap. 2.
Ford, Josephine Massyngberde. Revelation [O Apocalipse]. Anchor Bible, T. 38. Garden City, Nova York: Doubleday, 1978.
Froom, LeRoy E. The Prophetic Faith of Our Fathers.
_____________. Movement of Destiny [O Movimento do Destino]. Washington, D.C.: Review and Herald, 1971.
Gaustad, E. S., ed. The Rise of Adventism [O Surgimento do Adventismo]. Nova York: Harper & Row, 1974.
Knight, George R. Millennial Fever and the End of the World [A Febre do Milênio e o Fim do Mundo]. Boise, ID: Pacific Press, 1993.
Land, G., ed. Adventism in America [O Adventismo na América]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1986.
Mazzaferri, Frederick D. The Genre of the Book of Revelation from a Source Critical Perspective [O Gênero do Livro do Apocalipse de uma Perspectiva da Crítica das Fontes]. BZNT 54. Nova York: de Gruyter, 1989. Pp. 265-279.
Mounce Robert H. The Book of Revelation [O Livro do Apocalipse]. The New International Commentary on the New Testament [O novo comentário internacional sobre o Novo Testamento]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1977.

Artigo

Shea, William H. "The Mighty Angel and his Message" [O anjo forte e sua mensagem]. Simpósio sobre o Apocalipse. T. 1.

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...