quarta-feira, 13 de junho de 2012

A TENTAÇÃO NA TENTAÇÃO DE JESUS


Ao começar o seu ministério público, Jesus se debateu diante de três propostas deveras tentadoras, denominadas na Bíblia e conhecidas por todos como “A tentação de Jesus”. O relato aparece nos Evangelhos de Mateus e Lucas, em ambos, no capítulo 4. A diferença é que Lucas adota uma seqüência diferente de Mateus e termina o relato dizendo que o diabo deixou Jesus até momento oportuno. Segundo entendemos do relato de Lucas, o inimigo se manteve sempre a espreita para ver se em algum momento poderia apanhar Cristo em uma de suas ciladas. O relato de nossa escolha é o encontrado em Mateus, que a propósito o transcreveremos a seguir.

“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e  lhe disse: tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.” (Mateus 4:1-11)

DEFININDO TENTAÇÃO

Na oração modelo encontrada no capítulo 6 desse mesmo Evangelho, entre outras coisas, Jesus ensinou-nos a pedir: “...e não nos deixes cair em tentação...”, o que nos permite dizer que a tentação em si não é pecado. Se o fosse, certamente a oração seria diferente.

No novo dicionário Aurélio, entre as definições apresentadas para “tentação” há uma que diz ser “desejo veemente”. Logo, resistir uma tentação é resistir a um desejo muito forte.

No caso de Jesus as coisas parecem ser um pouco diferentes. Ao contrário de todos nós, Jesus não sentia desejo de fazer o que não devia. Sua vontade jamais destoava da vontade do Pai. Por isso temos muito o que aprender no estudo desta tentação.

A TENTAÇÃO DO MONTE

Uma vez que a ordem dos fatos não nos parece relevante, se o fosse os evangelistas não teriam usado seqüências diferentes, vamos começar nossa análise da ultima para a primeira.

Na terceira tentação, que em nossa análise será a primeira, satanás levou Jesus a um monte muito alto e após mostrar-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, disse: “tudo isso te darei se, prostrado, me adorares.” Se tentação é desejo veemente, perguntamos: estaria Jesus com algum tipo de desejo de adorar a satanás? Embora houvesse a proibição, “não terás outros... nem a eles servirás”, estou certo de que esse tipo de coisa jamais exerceu qualquer fascínio à pessoa de Jesus.

No entanto, precisamos estar atentos, pois poderemos ser surpreendidos se pensarmos que a tentação só acontece em relação ao proibido ou em relação as coisas pecaminosas.

O que jazia por trás da proposta

Que tipo de reinos Jesus teria contemplado do cimo daquele monte? Não é preciso investigar muito para se chegar a conclusão de que os reinos estavam completamente desorientados do ponto de vista político, religioso e econômico. Dentro daquela completa desordem, o reino de Israel, que era composto pelo povo escolhido de Deus, era o mais injustiçado. Haja vista, nos quinhentos anos de história antes de Cristo, os judeus viveram como se fossem uma bola de ping pong nas mãos das grandes potências do Oriente Médio: Babilônia, Pérsia, Grécia, Egito, Síria e finalmente, Roma.

Desde o ano 63 A.C., após as incursões militares lideradas por Pompeu, o povo escolhido de Deus passou a experimentar o rigor das leis que Roma lhe impusera. Em Mateus, 5:41 encontramos o conselho de Jesus de que se alguém obrigasse um Judeu a andar uma mília deveria ir com ele duas. É que dentre as leis vexatória introduzidas pelos romanos, estava aquela que dava a um legionário de césar em viagem, o direito de recrutar um judeu qualquer para transportar sua bagagem até o limite de uma mília. Isso para dar apenas um exemplo de como vivia o povo de Deus nos dias de Jesus. Lá do topo da montanha Jesus contemplou todas essas injustiças e barbaridades cometidas não somente contra o povo de Israel, mas com todos os menos favorecidos.

Foi diante desse quadro que o tentador disse a Jesus: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”.

Quer dizer, o diabo estava colocando diante de Jesus a possibilidade de Ele assumir o comando político a fim de fazer justiça aos injustiçados. Era como se estivesse dizendo: Você é o único homem capaz de governar o mundo com sabedoria, e é isso que estou propondo a você. Tem mais. Creio que naquele instante o inimigo lembrou a Jesus que nos tempos do velho testamento Ele havia feito a promessa de que os descendentes de Abraão seriam os herdeiros da terra de Canaã, promessa essa que não estava sendo cumprida, uma vez que os descendentes de Abraão viviam sob uma humilhante escravidão. Agora havia chegado a hora dEle cumprir com a promessa, pois se assumisse o comando político, poderia transferir a sede do pode de Roma para Jerusalém.

De fato, o que o tentador estava propondo não era uma coisa ruim ou mesmo errada, pois mais cedo ou mais tarde Jesus assumirá o comando de tudo, inaugurando um novo céu e uma nova terra, nos quais habita a justiça.

Em outras palavras, o inimigo estava dizendo: não é preciso ir para a cruz; há um caminho mais fácil para libertar essa gente. Por que sofrer? Afinal, esse povo espera por  um libertador que os liberte desta escravidão, da qual já estão cansados, e para fazê-lo você precisa assumir o comando político, e para isso, basta ajoelhar-se diante de mim. Como se pode ver, o problema não era fazer o certo ou o errado, mas sim, fazer o certo na hora e da maneira erradas.

A TENTAÇÃO DO PINÁCULO

A Segunda proposta apresentada a Jesus foi no sentido de que Ele provasse sua divindade pulando do pináculo do templo. Olhando superficialmente, a proposta de satanás não passava de uma tremenda infantilidade. Sugerir aquele que veio do céu que pule do pináculo do templo não fazia nenhum sentido. Mesmo porque além de não ser algo pecaminoso, não haveria nenhuma dificuldade para Jesus fazê-lo.

O que jazia por trás desta  proposta? Analisemos por um instante, resumidamente,  e veremos que o diabo não é tão infantil como se poderia imaginar, se ficássemos tão somente na superficialidade do texto.

Quando mencionamos a palavra templo, nos lembramos de um lugar mais ou menos parecido com uma igreja. O templo propriamente dito, o lugar da adoração, os dois compartimentos chamados o santo e o santíssimo, media em torno de 30 metros por 18. Como sabemos, no lugar santíssimo estava o shekinah, o lugar da habitação de Deus, o que tornava o templo um lugar muitíssimo especial..

Esse templo, aparentemente pequeno, era sustentado por uma estrutura complexa e ao mesmo tempo gigantesca. Donald B. Kroybil, historiador e sociólogo, diz que o templo estava centralizado numa área de cento e vinte mil metros quadrados. Segundo esse mesmo autor, “cerca de dezoito mil sacerdotes e levitas, divididos em vinte e quatro grupos, chamados turnos, estiveram envolvidos na operação regular do templo... Duzentos levitas eram usados, todas as noites, somente para fechar as portas do templo.” (Danald B. Kraybill, O Reino de Ponta Cabeça, pág.60).

O templo era de fato o próprio coração da cidade de Jerusalém e da vida religiosa, política e econômica do povo judeu. Pois em virtude das atividades que ali eram desenvolvidas, o templo era a maior fonte de renda da cidade. Sobre esse assunto, lemos: “Era o templo, portanto, o responsável pela importância do comércio de Jerusalém. Pela concentração do tesouro do templo ao qual cada judeu devia pagar anualmente a sua cota, os judeus do mundo inteiro contribuíam para o comércio da Cidade Santa.” (J. Jeremias. Jerusalém no Tempo de Jesus, Pág. 84)

Nos tempos de Jesus, a população de Jerusalém era de cerca de vinte e cinco mil habitantes. Porém, nos dias de festas (Páscoa, pentecostes e outras), essa população saltava para cento e oitenta mil, pois os fiéis vinham de todos os lugares e distâncias, trazendo seus dízimos e ofertas para serem entregues, além de seus animais para serem oferecidos em sacrifício ao Senhor.

Dentro daquela estrutura tamanha, havia bancos, casa de comércio (compra e vendas de ovelhas para os sacrifícios), e outros tipos de atividades. Tudo era rigorosamente supervisionado por uma comissão de sete pessoas presidida por um sacerdote. O sinédrio, composto por setenta membros funcionava ali e era presidido por um sumo sacerdote. Tudo isso fazia com que a vida dos judeus girassem em torno do templo.


A religião nos dias de Jesus

Nos dias  de Jesus, a religião era uma instituição mais política do que propriamente religiosa. Os  sumo sacerdotes, que antes procediam de uma linhagem, agora eram nomeados de acordo com interesses políticos. O contingente de pessoas que viviam as expensas do templo era muito grande, o que fazia com que todos os meios lícitos e ilícitos fossem usados para gerar os recursos necessários.

Nos dias de festas, quando os adoradores vinham de todos os lugares e distâncias, alguns em lombos de camelos e outros até mesmo a pé, cada um trazendo seus dízimos, ofertas e os animais para serem oferecidos em sacrifício, a exploração e a corrupção não conheciam limites.

Quando o adorador comparecia com o seu animal para o sacrifício, era logo abordado por alguns funcionários do templo, os quais encaminhavam o animal para ser supervisionado a fim de se verificar se estava em condições de ser oferecido. Como era de se esperar, o animal, por mais perfeito que fosse, era reprovado. O adorador ficava numa situação difícil, pois não dispunha de tempo suficiente para ir até a sua propriedade para pegar outro animal; muitos nem mesmo teriam outro para oferecer, pois aquele era o único que, em muitos casos, tinha sido guardado em detrimento da própria alimentação da família.

Pois bem, esse adorador, cujo animal fora reprovado, era orientado a ir em uma das casas de comércio que funcionavam na área do templo, afim de fazer a troca de sua ovelha supostamente defeituosa por uma perfeita. É claro que na troca do defeituoso pelo perfeito, uma diferença em dinheiro era exigida. Quando o pobre, porem sincero adorador pegava, em alguns casos, os últimos centavos que tinha, ouvia a seguinte declaração: lamentamos muito, mas não trabalhamos com a moeda comum, só podemos receber se for a moeda do templo. Isso obrigava o adorador a se dirigir à um casa de cambio, que também funcionava dentro da estrutura do templo, para fazer a conversão da sua moeda, o que acontecia sempre com cobrança de ágio. Como se isso não bastasse, a ovelha supostamente defeituosa era passada para frente quando aparecesse o próximo comprador. Desta feita, o templo era uma verdadeira ‘fábrica” de dinheiro.

La do pináculo do templo, o diabo como que mostra a Jesus todas estas barbaridades praticadas  em nome da religião, ou melhor, em nome de Deus. A sugestão portanto era a de que Jesus saltasse do pináculo, demonstrando que era o Messias vindo do Céu. Se aparecesse caindo de pára-quedas direto no templo, possivelmente o sumo sacerdote seria o primeiro a aceitá-lo como Messias, e se o fizesse ninguém ousaria contestá-lo, já que sua palavra era lei. Sendo aceito como Messias, Jesus assumiria o comando da religião e colocaria ordem na desordem. Mais uma vez, é colocado diante de Jesus uma proposta maravilhosa. De novo é sugerido: não é preciso ir para cruz. Para que sofrer, se há outra alternativa?

A TENTAÇÃO DO DESERTO

A tentação do deserto é a conhecida tentação de transformar pedras em pães. Após jejuar quarenta dias e quarenta noites, diz a  Bíblia que Jesus teve fome. Então o tentador se aproximando dele disse: “Se tu és o filho de Deus mande que estas pedras se transformem em pães.” Será que Jesus foi tentado a transformar pedras em pães só porque estava com fome? Ainda que isto possa ser verdade, estou certo de que não representa toda verdade. Uma outra explicação que normalmente damos é que Jesus foi tentado a usar Seu poder em seu próprio benefício. Embora isto também seja verdade, parece-me de que há algo mais a ser compreendido.

Para matar a fome ou sufocar o jejum de quarenta dias, Jesus não precisaria fazer com que pedras virassem pães, até porque para se matar a fome não é necessário que se coma pão feito de pedras, pode se comer outros tipos de alimentos. E mais, se era para fazer um milagre, então Jesus teria ene outras maneiras de saciar sua necessidade física, sem contudo fazer com que pedras virassem pães.

Se Jesus, durante quarenta anos, havia feito maná cair do céu, não daria para fazer com que ele agora caísse diretamente ao seu estômago? Ou ordenar que seu estômago não sentisse nenhuma necessidade? Milagre por milagre, teria Ele mil maneiras de resolver o problema sem que aceitasse a proposta de satanás.

O que jazia por trás da proposta?

A população dos dias de Jesus não era tão diferente da dos nossos, especialmente no que diz respeito ao aspecto social. Assim como hoje existem milhares de pessoas que vivem passando fome, nos dias de Jesus não era diferente. 

A comunidade estava dividida em duas classes bem distintas: os ricos e os pobres. Talvez essa seja uma pequena diferença entre aqueles e os nossos dias, pois hoje existe a famosa “classe média” que insiste em não querer ser pobre, mas pelo que vemos, essa classe não existirá por muito tempo, pois ainda que a contra gosto, será empurrada para baixo.
Jesus ao sentir fome, ao sentir Seu estômago correndo, sente o que milhares de pessoas em seus dias sentiam. Com uma grande diferença: Jesus estava com fome porque estava jejuando, ou seja, era de livre e espontânea vontade, ao passo que as milhares de pessoas que viviam em condições sub humanas, assim viviam não como uma opção, mas porque não tinham outra alternativa. Se estavam passando fome não era por estar jejuando, mas porque não tinham o que comer.

Se pararmos um pouquinho para pensar, vamos perceber que quando a Bíblia fala de pão, não está se referindo apenas ao que comemos, uma vez que na oração modelo ensinada por Jesus, encontramos o seguinte pedido: “o pão nosso de cada dia nos daí hoje...”. Ora, para viver a pessoa não precisa apenas de comer, ela precisa de saúde, moradia, vestimenta e outras coisas mais. Logo, quando a Bíblia se refere ao pão de cada dia quer dizer as necessidades básicas de cada dia.

O diabo, pois, não estava propondo que Jesus usasse o seu poder em benefício próprio, não! Muito pelo contrário, gostaria que Ele usasse o poder em benefício dos outros. Ele como que sussurrava aos ouvidos de Jesus: olha quanta gente vive na miséria! Você se está com fome é porque quer, está jejuando; mas esses pobres coitados, não. Estão com fome porque não tem o que comer.

Dizia mais: você é o único homem capaz de resolver o problema dessa gente; você é o único cuja palavra não tem poder, ela é o próprio poder; o que você fala acontece; você falou e o mundo existiu; vamos, Jesus, é só uma palavra! E ninguém mais vai estar com fome.

Se considerarmos que nos desertos da palestina, onde Jesus se encontrava juntamente com o tentador, praticamente não há vegetação, mas  somente pedras de todas as formas e tamanhos, e o inimigo sugeria que Jesus transformasse as pedras em pães, então me parece que o diabo queria que Jesus demonstrasse amor para com as pessoas, dando a elas o que comer. De novo o problema não é escolher entre o certo e o errado ou ainda, entre o bom e o ruim, mas sim, entre fazer o certo na hora e da maneira erradas ou entre duas coisas boas, a melhor. A final de contas, o diabo queria que Jesus demonstrasse amor para com as pessoas. Há alguma coisa de errado nisso?

O grande problema não é quando o diabo nos tenta com coisas ruins, e sim, quando nos tenta com coisas boas, como foi no caso de Jesus. O grande dilema do cristão não é escolher entre o  bom e o ruim, mas entre o bom e o melhor, isto é, escolher entre duas coisas boas a melhor.

De fato, Jesus estava diante de uma alternativa muito mais fácil para se chegar ao coração das pessoas. No entanto, chegar ao coração das pessoas, sem antes passar pela razão, não me parece a melhor coisa. Em outras palavras, ganhar as pessoas emocionalmente ou sentimentalmente, embora seja uma boa conquista, creio não ser a melhor, pois uma vez que Deus nos fez seres racionais, a nossa compreensão e aceitação deve estar firmadas na razão e nunca na emoção.

O inimigo estava certo em seu  intento

Para comprovar que o inimigo estava certo ao sugerir que se Jesus desse pão aos famintos seria aceito como Messias, vejamos o seguinte: “Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo”. (S. João, 6:14). Que sinal Jesus havia feito? Ele havia multiplicado cinco pães e dois peixes e alimentado quase cinco mil pessoas. Diante dessa demonstração de poder e da capacidade de Jesus para resolver os problemas das pessoas, não tiveram dúvidas, e exclamaram: Este é o homem!. A seguir, lemos: “Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte.” (verso 15). Por que quiseram fazer Jesus rei? Ele havia conquistado o coração das pessoas.

No entanto, Jesus estava certo de que esse não era o caminho. “Vós me procurais não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.” (verso 26). Em outras palavras Jesus estava dizendo que pão de graça não faz discípulos sinceros e duradouros, pois os verdadeiros e fiéis discípulos seguem a Jesus  não pelo o que Ele dá ou faz, mas pelo que Ele é.  Ao invés de dar pão, Jesus diz: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo, é a minha carne.” (S. João, 6:51).

Em Lucas 24:30,31, lemos: “E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o, tendo-o partido, lhes deu; então se lhes abriu os olhos, e o reconheceram...”. Ele foi reconhecido não por haver dado pão de graça, mas porque deu-se a Si mesmo pelo pecador.

Conclusão

Na verdade, ao Jesus rejeitar as três propostas de satanás, estava rejeitando assumir o comando dos três poderes que governavam, governam e governarão o mundo até o dia de Sua volta. Pois de fato, o inimigo lhe ofereceu o domínio político (representado pelo monte), o domínio religioso (representado pelo pináculo do templo) e o domínio econômico (representado  pela tentação do deserto). Jesus rejeitou cada uma delas, pois embora fossem boas não eram as melhores. Poderiam até resolver algum tipo de problema mas não resolveriam o problema do pecado. É bom lembrar que estes três poderes estarão unidos por ocasião da imposição do sinal da besta sobre os seus adoradores. Se ao nos aproximarmos da virada do milênio temos algumas expectativas negativas, é bom estarmos atentos para não sermos surpreendidos por alguma surpresa “agradável” que por ventura o inimigo não esteja preparando. Sirvamos a Deus não pelo o que Ele faz, mas pelo que Ele é. Que a nossa religião não esteja firmada em emoções, mas sim numa compreensão racional de Deus e do Seu plano para nos salvar, pois nesta guerra entre o bem e o mal, se vê claramente uma luta entre o Deus que é versus os deuses que fazem. Jesus recusou fazer para ser. Jamais se demonstra amor dando alguma coisa, mas dando-se a si mesmo. Será que eu e você amamos a Deus? Meditemos nesta pergunta!!!

Pr. José Pereira dos Santos

1 comentários:

  1. Gostaria de ter algum conato do pastor José Pereira dos Santos, pois ele foi meu pastor na minha adolecência na IASD em Jd. Guarani Zona Norte de São Paulo, caso tenha informações favor enviar no e-mail absonian@bol.com.br ou no meu blog quasenadapolemico@blogspot.com

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