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terça-feira, 28 de junho de 2011

Ide e Ensinai

Sermão para ocasião especial: Culto de Ação de Graças. (Formação de Professores).

Título: Ide e Ensinai

Texto: São João 13:13
Disse Jesus: “Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque Eu o sou”.

Introdução:

A – Estamos reunidos neste lugar para celebrar este culto de ação de graças desta turma de formandos do curso de Pedagogia.

1-Durante o curso, vocês estudaram sobre muitas disciplinas diferentes: Metodologia do Estudo Científico, Português, Filosofia, Sociologia, Psicologia, Estudos Sociais, História da Educação, Ética e Educação, Pedagogia, Metodologia do Ensino-Aprendizagem, Didática, Holismo, Conscienciologia, Estatística Aplicada à Educação, Fundamentos Psicopedagógicos, Avaliação e Rendimento Escolar, Administração Escolar, Estágio Supervisionado e muitas outras disciplinas.

a) Quero neste culto de ação de graças dar a vocês a última aula.

B – Vocês escolheram um tema significativo: “Ide e Ensinai”. Bonito lema!

C - Vocês vieram a este lugar para ouvir a Palavra de Deus, para ouvir os conselhos do Livro Sagrado.

I – UMA VOCAÇÃO EXCELENTE.

A – Nos séculos passados cabia apenas ao homem o dever de ensinar as crianças. Só um homem poderia ser professor.

1 – Mas depois chegaram à conclusão de que as mulheres poderiam fazer este trabalho também com perfeição. O mundo mudou: hoje, existem mais professoras que professores.

B – Vivemos na era da corrida pela profissão mais rendosa.

1 – Hoje, os pais muitas vezes inculcam na mente dos filhos a escolher uma profissão mais rendosa. Que enriqueçam mais depressa.

a) Muitos pensam que a melhor profissão para seus filhos é aquela que lhe proporcionará mais dinheiro fácil. Hoje, muitos pais, vendo as coisas apenas em termo pecuniário, inculcam na mente de seus filhos a escolher uma profissão que lhe dê um retorno financeiro bem rápido. Muitos pais, desprezando a escolha que compete aos filhos, dizem:

(1) Seja médico, seja engenheiro, etc.

C – Escolher ser professor é escolher uma profissão pouco rendosa pecuniariamente.

D – No mundo hodierno em que vivemos, muitos correm em busca de uma profissão. Vocês, porém escolheram uma vocação.

1 - Não vá na onda daqueles que dizem zombeteiramente: “Hei de vencer, mesmo que seja como professor! Quem pensa assim, coloca o magistério na lista de última profissão.
2 – Alguém disse: “O educador é como uma ponte. Todo mundo passa e vai embora e ela fica inabalável no mesmo lugar”.

a) Quem sabe daqui a 20 anos vocês vão ter ex-alunos médicos, advogados, engenheiros, professores, diretores de escolas, políticos e, quem sabe, o Presidente da República.

(1) É nisto que consiste a glória e recompensa do educador.

Ilustração: Um velho professor falecera. No discurso fúnebre, um orador disse: “Este professor trabalhou tanto que não teve tempo para ganhar dinheiro. Morreu pobre”.

2 – Prezados formandos, vocês quem sabe, irão enfrentar esta tarefa. Trabalhar, trabalhar, não sobrando tempo para ganhar dinheiro e ficarem milionários.

a) Não obstante, uma coisa é certa: o trabalho de vocês não ficará sem recompensa.

E – Por que vocês escolheram tal profissão?

1 – Quem sabe, com o objetivo de imitar o Grande Mestre.

a) O mundo conheceu grandes mestres, tais como: Sócrates, Aristóteles, Immanuel Kant, Freud, Bloom, Roger, Piaget e outros, mas nenhum exerceu tanta influência na vida das pessoas como Jesus Cristo.

2 – Jesus é um exemplo de um magistério perfeito e profícuo.

a) Ele tinha amor pelas almas. Amava as crianças como ninguém.
b) “Deixai vir a mim os pequeninos”. – Sempre dizia.

II – JESUS, O GRANDE MESTRE.

A – Jesus ensinava porque gostava de ensinar.
- S. Mat. 9:35 (E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas e pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades).
- S. João 13:13 (Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem porque Eu o sou).

1 – Importante: Jesus ensina com autoridade.
- S. Marcos 1:22 (Maravilhavam-se da sua doutrina, porque ensina como quem tem autoridade e não como os escribas).

a) Hoje, infelizmente, os professores estão perdendo a autoridade diante de uma classe e de seus alunos.

(1) Jesus, porém, tinha autoridade diante de todos, inclusive diante seus algozes.
(2) O contexto: Os soldados foram enviados para prender Jesus. Quiseram antes ouvi-lo para depois prendê-lo. Os soldados diziam entre si: “Quando ele cometer o primeiro erro, aí sim, é a hora de prender”.
(3) Ficaram ouvindo e aguardando o momento. Não conseguiram prendê-Lo... Ele tinha autoridade.

2 – Prezados formando, se você quiser ter poder em seu trabalho, imite o Mestre dos mestres – Jesus.
3 – Se deseja autoridade para vencer as agruras de sua profissão, você deve seguir os passos de Jesus, o Grande Mestre...
4 – Quer ter perfeição no seu mister, imite o modelo perfeito.

B – S. Marcos 10:1 (Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judeia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniam junto a Ele, e, de novo, Ele as ensinava, segundo o seu costume).

1 – O texto está dizendo que Jesus ensinava porque tinha o costume de ensinar.
a) Era o Seu hábito: lecionar.

III – A RESPONSABILIDADE DO PROFESSOR.

A – Pensamento: “Ensinar não é preparar apenas uma mente, mas uma vida”.

1- Dizem que existem três tipos de educação:
a) A que prepara apenas a mente.
b) A que prepara apenas o corpo.
c) A que prepara também o espírito, e o ser todo.

B – “Ensinar é imprimir caracteres”.

1 – Muitas vezes o aluno molda a sua vida pela vida do seu educador.

a) Imita a letra, como o professor escreve, o andar, o falar, o vestir do professor...
b) Por esse e outros motivos, o educador precisa ser um modelo.
c) Já dizia o Prof. Orlando Ritter: “Num professor tudo ensina”.

C – Prezado formando, dedique todas as suas forças a este mister, e assim estará formando caracteres.

1 – E, sem nenhuma dúvida, você não ficará sem recompensa.

a) A recompensa do professor no fim da vida talvez não seja uma aposentadoria com muito dinheiro nos bancos e uma vida financeira tranquila.

(1) Mas a recompensa virá através de seus ex-alunos.

IV – A RECOMPENSA DO PROFESSOR.

Ilustração: O professor do aluno Grover Cleveland.

O professor emprestara um livro a um estudante muito pobre que não tinha condições de comprar. O tempo passou. Aquele estudante se tornou o presidente da sua nação. Chamava-se Grover Cleveland (1837 - 1908). Certa ocasião, ele foi a sua terra natal. Centenas de pessoas se acotovelavam para cumprimentar o presidente dos Estados Unidos da América. Na fila, estava o seu velho professor primário. Chegou finalmente a sua vez. Com o velho livro na mão, disse: “Presidente, o senhor conhece este livro? Eu o emprestei, quando o senhor foi meu aluno!
O presidente Cleveland abraçou o seu velho professor. Tomou o velho livro e autografou. Tempo depois aquele professor relatou: “Aquele foi o dia mais feliz de minha vida”.
Aplicação: Esta história pode acontecer com você. Ela se repetiu comigo. Eu também fui professor... Quantos alunos eu tive que hoje são formados e me realizo com eles.

Ilustração: Anos atrás, eu assistia a um grande evento evangelístico no Ginásio
Castelinho, em São Luís, lotado com cerca de dez mil pessoas. A atração era uma cantora de nome Viviane, vinda do Rio de Janeiro, que acompanhava o Pastor Bullon. Cantando, ela me reconheceu no meio da multidão, enquanto eu imaginava nunca ter visto aquela cantora com sua voz potente e melodiosa.
No final da reunião, ela se aproximou de mim, em meio à multidão, pois queria falar comigo, dizendo:
- O senhor se lembra de mim?
Usando de toda sinceridade, e imaginando que ela estivesse equivocada, disse-lhe:
- Não me lembro, sinceramente. Acredito ser a primeira vez que nos vemos.
Ela sorrindo disse:
- Qual nada; conhece, sim, eu sou Viviane. O senhor foi meu professor, quando era diretor do Instituto Adventista de Manaus. Eu era uma menina muito irrequieta e lhe dei muito trabalho na sala de aula...
Eu olhei firmemente em sua face, e me lembrei de sua família e dos detalhes de sua vida, quando era bem mocinha. Ela tinha razão: em meio a uma grande multidão, cantando, ela me reconheceu - eu fui o seu professor.


Ilustração: À procura do profissional mais importante do reinado.

Certo rei de outros tempos pensou em recompensar o cidadão mais importante do seu reino. Enviou seus Ministros de Estado que saíram pelo reinado à procura do cidadão mais digno. Marcou o dia da apresentação. Chegou o dia final. O rei estava em seu trono. Chegaram os seus ministros:
O primeiro Ministro – Trouxe um famoso advogado. (Palmas).
O segundo Ministro – Trouxe um grande financista. (Aplausos)
O terceiro Ministro – Trouxe um famoso médico. (Palmas).
O quarto Ministro – Aproximou-se do trono, segurando nos seus braços uma velhinha.
O rei perguntou: “Quem é esta mulher? O que fez de importante?
Disse o Ministro: “Ó rei, quando estes homens ilustres eram criança, ela foi a sua professora!”
Houve profundo silêncio. O rei, com lágrimas nos olhos, desceu do trono, e coroou aquela professora.

Aplicação: Prezados educadores, pode ser que estas histórias se apliquem em sua vida um dia.

Ilustração: Veja o caso do presidente Lula.
Na posse, ele homenageou a sua professora primária lá do interior de Pernambuco. Foi um dia feliz para ela.

Conclusão:

A – Dedique-se de coração a este trabalho.

1 – Porque fazendo assim você está imitando o Grande Mestre – Jesus Cristo.

B – Antes de subir ao céu, Jesus disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações ... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” S. Mat. 28:19 e 20.

1 – Esta é a grande ordem do Mestre.

C – Que possam ter um magistério profícuo e cheio de recompensas.

1 – Que Deus abençoe a todos vocês!



Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de quatro livros: "Memórias da África", "História do Adventismo no Maranhão". "História e Culura Africanas" e "A Influência Africana na Cultura Brasileira". Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL. 

Pensamentos do Espírito de Profecia (64) - A Postura que devemos ter diante da mensagem

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A POSTURA QUE DEVEMOS TER DIANTE DA MENSAGEM!
Sois convidados a vir, pedir, buscar, bater; e é-vos dada a certeza de que não o fareis em vão. Jesus diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre." Mat. 7:7 e 8.
Existe uma posição intermediária nestas coisas. Oh! possamos todos encontrar sabiamente essa posição e conservá-la! Que todos examinemos nosso coração e neste tempo solene, arrependamo-nos dos nossos pecados e nos humilhemos diante de Deus. A obra está entre Deus e vossa própria alma. É uma obra individual, e todos têm muito o que fazer sem ser criticar o vestuário, os atos e os motivos de seus irmãos e irmãs. "Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da Terra, que pondes por obra o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor." Sof. 2:3. Eis nossa obra. Não é aos pecadores que se dirige esta mensagem, mas a todos os mansos da Terra, que põem por obra o Seu juízo, ou que guardam os Seus mandamentos. Há trabalho para todos, e se todos obedecerem veremos ter na união nas fileiras dos guardadores do sábado. Testimonies, vol. 1, págs. 424-426.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cuida deste homem

Sermão para ocasião especial: Culto de Ação de Graças. (Para formandos da área médica).

Título: Cuida deste homem

Texto: Lucas 10:25-37



Introdução:

A – Prezados formandos, durante os anos que vocês passaram na faculdade aprenderam muitas coisas importantes através de muitas disciplinas. Foram algumas dezenas de disciplinas, entre as obrigatórias e facultativas, que muitas delas vocês nem se lembram mais. Será que vocês se lembram de todas? As disciplinas podem variar, dependendo do currículo de cada Universidade. Seria enfadonho mencionar tudo o que vocês estudaram e foram aprovados. Vamos recordar algumas delas: Introdução ao Método Científico, Medicina Legal e Ética, Medicina Geral, Biologia Celular, Clínica Médica, Genética, Endocrinologia, Anatomia Médica, Fisiologia, Farmacologia, Citologia, Embriologia, Bioquímica, Biofísica, Patologia, Histologia, Psicologia, Semiologia, Cirurgia, Anestesiologia, Psiquiatria, Pediatria, Cardiologia, Imunologia, Saúde Sexual, Epidemiologia, Esplancnologia, Infectologia, Ginecologia, Urologia, Oncologia, Oftalmootorrinolaringologia, além dos Gastro, Neuro, Nefro, Pneumo, Micro, Dermo e por aí a fora... Vocês foram aprovados em todas elas.

1 – Que curso bonito vocês fizeram! Tiveram muitas lutas e eu sei que muitos estudaram e trabalharam diuturnamente, mas vocês conquistaram os louros da vitória. Estão aqui para agradecer a Deus, em primeiro lugar, porque vocês venceram. Estão cansados, mas felizes! Parabéns pelas vitórias!
2 – Neste culto de gratidão, quero dar a vocês a última aula. Aula de uma disciplina que não aprenderam na Faculdade, porque não existe no currículo do curso. Esta aula eu extraí da Bíblia, da Palavra de Deus, dos ensinamentos de Jesus. Aliás, quem vai falar a vocês é Jesus, o Grande Médico – o maior Médico que o mundo conheceu.
3 – O texto de nossa aula está no evangelho do médico Lucas 10:25-37. É a conhecida parábola do Bom Samaritano.

B – Há quase dois mil anos, um homem solitário decidiu fazer uma viagem entre as cidades de Jerusalém e Jericó.
1 – O significado das palavras:
a) Jerusalém – Cidade da paz.
b) Jericó – Cidade da perdição.

2 – É perigoso quando o ser humano deixa o caminho da paz e entra no caminho da perdição.
3 – A estrada que tomou foi um desfiladeiro rochoso e traiçoeiro.

a) Ele teve que descer 970 metros.
b) Teve que viajar 35 km, ou 25 milhas, através de alguns dos piores trechos do deserto inabitável e montanhoso da Judéia.

C – Não era esse o único caminho, entre Jerusalém e Jericó, mas era o mais curto e mais direto.

1 – Aplicação homilética: Quantos hoje também fazem assim. Querem chegar ao céu pelo caminho mais curto e mais fácil.
2 – Era um caminho perigoso. O caminho natural apresentava muitos esconderijos para os ladrões e criminosos.

D – De fato a estrada era tão notória que foi chamada por séculos “O Caminho de Sangue”. Neste dia, porém, o homem estava com muita pressa.

1 – Para chegar logo a Jericó, esqueceu-se do perigo, ou quem sabe ariscar sua sorte, e começou logo a viagem, pois queria chegar cedo a sua casa.

E – Coitado! Ele foi roubado, atacado e deixado semimorto à beira do caminho. Amigos, esta história foi narrada por Jesus e tem sido uma das mais conhecidas das suas parábolas.

1 – Disse um famoso teólogo: “Esta parábola tem sido o consolo para o viajante, para o sofredor, para o proscrito e o herege em cada época do país”.
2 – O livro Desejado de Todas as Nações diz que não se trata de uma simples parábola, não uma cena imaginária, mas uma ocorrência verdadeira que era bem conhecida em Jericó e em Jerusalém.

a) Utilizando uma linguagem moderna, o assunto estava na mídia diária das notícias policiais daqueles dias.
b) E Jesus que viajou algumas vezes de Jerusalém para Jericó, e vice-versa, ficou conhecendo esses fatos corriqueiros do “Caminho de Sangue”. Até hoje é uma estrada perigosa. Embora asfaltada, onde as pessoas andam de carro, as 25 milhas, correspondentes a 35 km são feitos com muito cuidado.

Experiência: Eu viajei por essa estrada de ônibus, que vai sempre serpenteando e fazendo ziguezague. Quando se chega lá em baixo, está-se tonto.

I – JESUS COMEÇA A NARRAR A PARÁBOLA.

A – “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mão de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiram-se deixando-o semimorto”. (Lucas 10:30).

1 – Os fatos aí narrados até parecem com a violência dos nossos dias, que conhecemos muito bem, pois assim acontece em qualquer cidade brasileira atualmente.

a) A violência está em todo lugar e arrepia os cabelos das pessoas sensíveis.
b) Mas de tanto vermos a violência e o crime, acabamos nos acostumando com eles.
c) Se trabalhamos cada dia vendo o sangue, as nossas atitudes mudam e muitas vezes ficamos insensíveis ao sofrimento humano. No passado, quando se assistia a cenas com sangue, muitas pessoas desmaiavam. Hoje, porém, quase ninguém desmaia mais. Foi exatamente assim o que aconteceu com as pessoas que passavam pelo caminho. Viram muito sangue, mas não se emocionaram tanto.

II – A ATITUDE DOS ENVOLVIDOS.

A – Quem são os envolvidos? Não conhecemos os nomes, mas sabemos que foram, no mínimo, sete pessoas.

1 – Um homem que foi roubado.
2 – Os ladrões. No mínimo dois.
3 – Um sacerdote (Pastor).
4 – Um levita (Oficial da igreja)
5 – Um samaritano caridoso.
6 – O dono da hospedaria.
7 – Ou seja, sete pessoas, no mínimo.

B – Vale a pena analisar a atitude de alguns deles.

1– O Sacerdote – Luc. 10:31 – “Casualmente, descia um sacerdote por aquele caminho e, vendo-o, passou de largo”.

a) Ele tinha muita pressa, porque tinha uma grande e urgente atividade na igreja.

b) Todo homem tem seus defeitos, mas também tem suas boas qualidades ou virtudes:

(1) Ele era muito pontual. Nunca chegava atrasado às reuniões. Por isso tinha pressa. Não podia perder tempo no caminho.
(2) Ele viu o homem ferido. Ele tinha uma boa visão. Não precisava usar óculos. Não sofria de miopia, nem de hipermetropia, nem astigmatismo.
(3) Mas era só isso que possuía. Apenas viu! Viu o homem maltratado, viu-o engolfado em seu próprio sangue... Viu e foi embora!

2 – O Levita – Luc. 10: 32 – “Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo”.

a) Tanto quanto o sacerdote, ele tinha pressa. Talvez estivesse atrasado para a reunião da Comissão da Igreja.
b) Tanto o sacerdote quanto o levita viram o homem. Ambos tinham boa visão. Ambos sentiram emoção, mas o tempo urgia, e não podiam se atrasar.
c) Os dois também tinham uma grande aproximação.

(1) Ambos eram levitas, porque todo sacerdote era levita, mas nem todo levita era sacerdote. Ambos adotavam os mesmos princípios religiosos e adoravam o mesmo Deus.

d) Imagine comigo a atitude daquele segundo levita.

(1) Ele teve Visão e Emoção, diante de todo o céu que contemplava aquela cena.
(2) O levita deteve-se por alguns minutos e contemplou a vítima.
(3) A sua consciência lhe dizia: “Cuida deste homem”.

(a) Sentiu a convicção de que devia fazer algo.
(b) Entretanto, não lhe era um dever agradável fazer isto.
(©) Imagino que ele desejou não ter passado por aquele lugar para não ver um homem ferido, ensanguentado, nu e a perecer, necessitando do seu auxílio.
(d) Por fim, persuadiu-se a si mesmo e a sua consciência de que o problema não era dele e que nada tinha a ver com o caso.

Aplicação homilética: Às vezes dizemos:
- Esse é um problema social.
- O crime é um problema que tem de ser resolvido pelo governo.
- A polícia tem de ser mais atuante...
- Esse não é um problema meu...

(e) O levita, com a sua consciência cauterizada, foi embora como fez o primeiro.

Experiência: “Os seus documentos devem ficar aqui retidos como garantia”.

Eu era pastor da Igreja Central de São Luís. Descia por uma avenida no meu carro. Muita gente na rua. Uma mulher se lançou em frente do carro, dizendo-me: “Pare e socorra minha filha. Ela foi atropelada e o motorista fugiu. Os carros passam e não querem levar para Pronto Socorro”. Eu levei aquela moça com a perna quebrada para o “Hospital Socorrão”.
Sabendo que tinha sido um atropelamento, o policial na entrada do Pronto Socorro pediu os meus documentos para ficar como garantia. Garantia de quê? Eu estava apenas prestando um socorro. Não entreguei. Estava disposto a ser preso por desacato à autoridade, mas não entreguei os meus documentos. Tudo ficou esclarecido, quando chegou alguém da família da moça e me defendeu.
Anos depois eu estava em Manaus. Um rapaz caiu da sua motocicleta. Estava semimorto. Corri para socorrê-lo. Minha esposa, lembrando da experiência passada, disse-me: “Vamos embora. Deixa-o aí. Tu já vais te meter em encrenca de novo?”. Ele acordou e o problema foi solucionado.

(f) Hoje é difícil ser “bom samaritano”, mas Deus exige de nós que sejamos como Ele.

C – O Samaritano – Luc. 10:33-35 – “Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicou-lhes óleo e vinho; e, colocando sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou a hospedeiro, dizendo: CUIDA DESTE HOMEM, e se alguma coisa gastares a mais eu te indenizarei quando voltar”.

1- Se admiro o Sacerdote por ter uma boa visão; e o Levita por ter visão e emoção, aprecio o Samaritano que teve VISÃO, EMOÇÃO e AÇÃO.
2 – Não indagou se o estranho era judeu ou gentio.

a) Se o samaritano, caso contrário, isto é, se ele o samaritano estivesse na beira do caminho e o judeu passasse por ali, lhe cuspiria em seu rosto, sem dó nem piedade.
b) Mas nem por isso hesitou. Não se lembrou que ele mesmo, naquele lugar, estava em perigo como o assaltado.

(1) Bastou estar ali uma criatura...
(2) Sua consciência falou mais alto.

III – “CUIDA DESTE HOMEM”.

A – Prezados formando, pensem bem nestas palavras: “Cuida Deste Homem”.
1 – O homem estava à beira da morte.
2 – Estava ensanguentado.
3 – Precisava de ajuda urgente.

a) O samaritano, cheio de amor, decidiu: “Vou Cuidar Desse Homem”.

Ilustração: Contaram-me alguns anos atrás, de um terrível acidente de trânsito. Um automóvel bateu em um caminhão. O motorista do automóvel ficou irreconhecível. Embebido em seu próprio sangue foi levado urgentemente para um hospital. Ele estava só. No hospital, não tinha ele documentos que comprovasse a sua identidade e seu plano de saúde. Necessitava, porém, de socorro urgente. Já que ninguém sabia quem ele era, foi deixado abandonado na maca do hospital por muito tempo. Todos no hospital se perguntavam: “Quem é esse homem?” “Pode pagar as despesas”. “Tem ele plano de saúde?”. “Quem vai pagar o hospital e os honorários médicos?” Diante do impasse, o homem acidentado ficou na maca sem ser atendido.
Depois de algumas horas, chegaram seus familiares que o identificaram: era um médico conhecido de todos. Estava tão desfigurado e ensanguentado que ninguém o reconheceu. Depois de reconhecido, aí a coisa mudou. Tentaram fazer tudo para reanimá-lo, mas já era tarde demais! Ele morreu. Os colegas e amigos de profissão diziam: “Nós não sabíamos quem era, e nem quem iria pagar, por isso não tivemos pressa”. Que tristeza!

4 – “Cuida deste homem”.
a) Seja ele quem for.
b) O samaritano não sabia quem ele era e não se preocupou com isso.
c) O samaritano só sabia de uma coisa: ali, à beira do caminho, estava uma alma aflita e moribunda que necessitava de ajuda.

(1) O samaritano “perdeu” seu tempo com ele.
(2) Colocou-o sobre seu animal e passou a andar a pé.
(3) Levou-o ao Pronto Socorro.
(4) Pagou as despesas hospitalares.
(5) Prontificou-se a pagar as diárias e medicamentos que ele ainda iria necessitar.

B – Jovens formandos, a humanidade está na situação deste homem.

1 – Há doenças por toda parte.

2 – Quantos no leito de dor precisam de uma palavra de conforto, de alento...

a) No hospital, como médico, você precisa cuidar bem deste homem.

C – Se cuidar deste homem doente, estará imitando o maior médico que o mundo já conheceu – Jesus Cristo.

1- Jesus nunca passou por uma faculdade.
2 – Jesus nunca colou grau como vocês estão colando.
3 – Jesus nunca recebeu um diploma.

D – Não obstante, Jesus entendia a necessidade do ser humano.

1 – A seu respeito, lemos:
“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.” ( Mateus 9:35 e 36).

a) Jesus não se cansava.
b) Não trabalhava por interesse pecuniário.
c) Jesus saía por toda parte fazendo o bem:
- Curando os cegos.
- Dando saúde aos leprosos.
- Concedendo vigor aos paralíticos.
- Distribuindo palavras de conforto aos desalentados...

E – Prezados formandos: Se vocês quiserem viver para a eternidade, é mister imitar o Grande Mestre, o Grande Médico – Jesus Cristo.

1 – Quantas pessoas estão nos hospitais no leito da dor, sem paz, sem esperança, esperando apenas o seu último momento...

a) Quantos que, além de medicamento, necessitam de uma palavra de conforto...

- “CUIDA DESTE HOMEM”.


Conclusão:

A - Jesus concluiu a parábola, falando ao doutor da Lei: “Vai e faze o mesmo”.

1 - Esta é a ordem imperativa do Mestre.
2 - Muitos dizem: “Mas eu sou pobre e nada posso fazer para saciar a fome e a dor do mundo.
3 – É verdade. Não podemos resolver o problema e miséria de todos os que nos rodeiam, sozinhos.
4 – Alguém poderá dizer: “Esse samaritano era muito rico. Ele pagou todas as despesas do homem ferido”. “Eu não posso fazer nada”.
5 – A maior misericórdia que podemos fazer não é tanto aliviar o sofrimento físico apenas, como também o espiritual. E aí você e eu somos ricos espirituais. Ricos em Jesus.

B – Quantos, viajando de Jerusalém para Jericó, estão caídos à beira do caminho, porque o Diabo o roubou a paz, a esperança e a comunhão com Deus.

C – Quantos feridos a nossa espera.

1 – Por isso Jesus nos diz: “Vai e faze o mesmo”.

Ilustração: “Moço, o senhor é Jesus?”.
Um menino aleijado vendia na estação de trem de passageiro as suas guloseimas. Entrou no vão para vender os seus produtos. O trem começou a sair de vagarzinho. Ele não percebeu.
Estando já o trem em velocidade, ele se jogou. Caiu. Todos zombavam dele. Os bombons e dinheiro voaram longe. Ninguém queria ajudá-lo. Chegou um homem que o levantou. Levou ao pronto socorro e depois a sua casa.
Admirado com a atenção do homem, agradeceu e perguntou-lhe: “Moço, o senhor é Jesus?” O homem admirado com a pergunta, respondeu: “Não, eu não sou Jesus. Sou apenas um seguidor dos seus ensinos”.


Oração:
Senhor Deus e Pai, nós Te rendemos muitas graças pelo privilégio que tiveram estes formandos neste dia de participar neste culto de gratidão por terem completado o curso de Medicina. A partir de agora eles serão médicos. Queiras abençoá-los. Que eles possam sempre, no uso de sua profissão, ser profissionais competentes, eficientes e eficazes ao tratar os pacientes nos consultórios, nos hospitais e em qualquer lugar onde forem chamados.
Senhor Deus, nós Te pedimos que a expressão da parábola “Cuida deste homem” seja sempre uma constante no labutar de cada dia ao tratar com seus pacientes.
Nós Te pedimos em nome de Jesus. Amém.


Hinos sugeridos: H.A. 304, 221, 315.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de quatro livros: "Memórias da África", "História do Adventismo no Maranhão". "História e Culura Africanas" e "A Influência Africana na Cultura Brasileira". Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

Pensamentos do Espírito de Profecia (63) - Adão e Eva são os únicos que sabiam o valor do Éden!

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Adão e Eva podiam divisar a habilidade e a glória de Deus em cada haste de grama, arbusto e flor. A beleza natural que os envolvia refletia-se como um espelho de sabedoria, excelência e amor do seu Pai celestial. Seus cânticos de afeição e louvor subiam ao Céu suave e reverentemente, em harmonia com os suaves cânticos dos elevados anjos, e com a passarada feliz que gorjeava despreocupadamente suas músicas. Não havia doença, decrepitude, nem morte. A vida estava em tudo em que se pudessem repousar os olhos. A atmosfera estava cheia de vida. Havia vida em cada folha, em cada flor e em cada árvore. NO DESERTO DA TENTAÇÃO, PÁG. 13





DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pensamentos do Espírito de Profecia (62) - Só o poder do Onipotente pode salvar!


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Da luz de Sua exaltada pureza, o Redentor do mundo podia ver que as enfermidades de que a família humana sofria lhe eram trazidas pela transgressão da lei de Deus. Todo caso de sofrimento podia Ele acompanhar à sua origem. Em todo caso, lia o triste e terrível fim de pecadores impenitentes. Sabia que unicamente Ele os podia salvar do abismo em que haviam caído. Ele só podia pôr-lhes os pés no caminho da justiça; Sua perfeição apenas podia valer à sua imperfeição. Só Ele lhes podia cobrir a nudez com Sua imaculada veste de justiça. ... Ele é forte para livrar. O socorro fora posto em Um que é poderoso. Ele circunda o homem com o longo braço humano, ao passo que com o divino lança mão da Onipotência. The Youth's Instructor, 29 de dezembro de 1898.




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

Muito obrigado, Senhor!

Sermão para ocasião especial: Culto de Ação de Graças

Título: Muito obrigado, Senhor!

Texto: Lucas 17:11-19

Introdução:

A – Estimados amigos presentes, aqui nos reunimos para celebrar este culto de gratidão.

1 – Há na Bíblia um milagre realizado por Jesus que é o maior exemplo de gratidão registrado nas Escrituras. Está no texto que lemos inicialmente.

B – Atraído pela fama de Jesus, e tendo no coração um desejo imenso de cura e saúde, um leproso samaritano cruza a fronteira da Palestina.

1 – Por certo andava com cautela, pois conhecia a realidade dos desprezos dos judeus aos samaritanos, e ainda mais aos leprosos.

a) Assim caminhando, meio às ocultas pelos contornos da Galileia, depara-se com um acampamento de leprosos judeus.

(1) Aproxima-se e pede-lhe pão em troca de trabalho. O impacto dos judeus era enxotá-lo, mas entra em jogo o negócio.
(2) Confabularam-se os leprosos judeus e trazem-lhe a resposta: “Tu serás o nosso servo, limparás e cuidarás do nosso acampamento em troca de comida”.
- Oh! Que luxo agora para aqueles leprosos. Tinham um servo para fazer os humilhantes trabalhos!
(3) Limpeza em troca da sobra da comida.

2– O samaritano é arguido por eles: “Por que peregrinas em Israel, assim enfermo?”
A sua pronta resposta foi: “Eu quero encontrar-me com Jesus e sei que Ele pode curar-me”.
3 – Oh louco! O nosso mal é incurável. E mais, esse Jesus não te daria nenhuma importância. Não sabes que Ele é judeu e tu samaritano e que te voltaria desprezo? Tampouco teria ele poder contra o nosso grande mal, a nossa lepra.
4 – Eram incrédulos e blasfemadores. Zombavam e criticavam do pobre samaritano.

C – Um dia, porém, saíram para esmolar o pão de cada dia, e com eles foi também o samaritano.

1 – O texto das Escrituras diz que Jesus se dirigia a Jerusalém e pensava passar por Samaria.
2 – Podemos imaginar a alegria naquela pequena vila, quando chegou a notícia de que o Grande Mestre vinha para visitá-los. Os homens deixaram os seus trabalhos nos campos. As mulheres deixaram os seus afazeres domésticos. As crianças não foram para a escola e também desprezaram seus brinquedos.
- Todos queriam ver Jesus!
3 – Eu bem posso imaginar aquele vozerio na estrada. Grande procissão de gente.

a) E aqueles leprosos recuam a canto do caminho. O coração do leproso samaritano pulsa com ansiedade. Seria Jesus Cristo? Sim, é Ele mesmo!

4 – Agora, ele fala aos companheiros: “Colegas, chegou agora a nossa grande oportunidade e não podemos perdê-la. Vamos até Jesus e seremos curados de nossa lepra”.

a)Mas os companheiros, incrédulos, resistem o convite daquela fé genuína. E ele mais uma vez insiste: “Vamos colegas, se Ele não nos curar, piores do que estamos não ficaremos. Por que não tentar?”

5 – E assim foram os 10 leprosos, tendo como guia o samaritano.
6 – De repente, uns gritos enchem o ar e o povo retrocede horrorizado porque 10 leprosos se aproximam, clamando: “Senhor Jesus, tem misericórdia de nós!”

a) Coitados! Eram 10 homens separados da sociedade, obrigados a deixar seus lares, suas famílias, seus negócios e fazendas, obrigados a morar em cavernas, vestidos com farrapos, desprezados e considerados imundos.
b) A lepra no mundo de hoje não é tão perigosa como os homens sempre imaginaram. Hoje, não se usa mais a palavra “lepra”; usa-se um eufemismo: Mal de Hansen ou hanseníase. O hanseniano pode ser curado em casa, com o convício de seus familiares. Que bom! Hoje não existem mais leprosários! Tratando-se, o hanseniano pode viver bem a vida. “Com os medicamentos de hoje, a lepra pode ser curada em apenas seis meses”, disse-me um médico.

7 – E Jesus detém a marcha. Os discípulos abrem alas receosos daqueles leprosos. Jesus lhes pergunta: “O que é que vocês querem?” “Queremos ser limpos”- Foi a resposta do leproso samaritano.

a) Jesus olhou em direção deles. Vi-os em seu estado andrajoso, miserável e de desventura. Jesus vagarosamente se dirige em direção daqueles leprosos.
(1) A multidão permanecia silenciosa.
(2) Quem sabe alguns incrédulos ali presentes pensaram:“Não sabe Ele que esses homens são leprosos?!”
(3) Outros cochichavam entre si: “Que vai Ele fazer?”

b) E todos procuravam se afastar, enquanto os leprosos se aproximavam do Mestre.

8 – Agora é a hora de se dar o milagre. Não houve, entretanto, nada de espetacular. Certa vez Cristo curou um cego de nascença. Para curá-lo cuspiu no chão, fez o lodo e passou no olho do cego. Agora, porém, nada disso fez. Jesus nem levantou a mão. Apenas suavemente disse: “Ide e mostrai-vos aos sacerdotes, e ficareis curados”.
a) Talvez você pergunte: “Por que Jesus agiu assim?” Por que não tocou nos leprosos para ficarem logo curados de uma vez?
- Primeiro: Jesus queria testar a fé dos leprosos.
(b) - Segundo: Só os sacerdotes podiam dar alta.
9 – Surge entre eles nova onda de incredulidade: “Já sabíamos que Ele não nos iria curar”...
a) Mas o samaritano insiste: “Vamos, se Ele pedisse de nós coisa difícil não faríamos? Vamos até os sacerdotes e seremos curados”.
b) Foram-se a caminho. Ainda estavam com manchas, com feridas em seus corpos, mas, de repente, tudo começou a mudar:
(1) Olharam para as suas carnes e que surpresa se operou diante de seus olhos! Estavam curados!
(2) Contentes, diziam: Estamos curados! Estamos curados!...
(3) Cada um completamente embebido na sua própria felicidade!
10 – Todos correm para onde estavam os sacerdotes.
a) Que felicidade! São declarados limpos. Receberam altas para se unirem aos seus familiares.
D - Um logo correu para o seu lar, queria ver os seus queridos, Queria abraçar sua esposa, seus filhos... Outro pensou em sua fazenda e nos seus negócios...

1 - Mas um, enquanto caminhava apressadamente, deteve-se, e começou a retroceder. Um sentimento de gratidão começou agora a encher o seu coração até se tornar num irresistível amor.

a) Dirigiu-se apressadamente ao Mestre.
b) Lágrimas marejavam a sua face, quando se atirou aos pés daquele que lhe dera uma vida completamente nova, e cheio de gratidão adorou o seu Mestre, e lhe disse: “MUITO OBRIGADO, SENHOR!”

2 - Jesus olhou com um sorriso triste dizendo: “Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?
3 – Somente o samaritano voltou para agradecer. Os nove receberam a mesma bênção que este desprezado samaritano recebera. Mas nove imediatamente se olvidaram nos seus interesses pessoais. Tornaram-se tão absorvido em si que se esqueceram de dizer: “Muito Obrigado, Senhor!”

E – Dez foram curados. Um foi curado e salvo. Luc. 17:19 – “E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”.

F – Infelizmente, o homem é assim: ingrato.

Ilustração: Um advogado dos Estados Unidos disse: “Já salvei centenas de presos da prisão e até da cadeira elétrica. Mas até agora nenhum voltou para agradecer”.

I – SEJAMOS AGRADECIDOS

A – “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, a qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos”. (Colossenses 3:15).
B – “Em tudo, dai graças porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. (I Tes. 5:18).
C – Existem muitas razões para sermos agradecidos:

1 – Éramos leprosos espirituais. A Bíblia compara o pecado como a lepra. Cristo nos curou da lepra do pecado.
2 - Estávamos perdidos, sem Deus e sem salvação. Você já agradeceu a Deus por isto?...
3 – Somos rodeados de bênção diárias.
- “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”.
-“Vede como o Senhor é bom”.

D - Reconhecimento e gratidão são índices de equilíbrio emocional, sentimental e de madureza espiritual.
1-O coração feliz louva, agradece e canta.
2 - O salmista Davi se exultava ao contemplar as prodigiosas bênçãos de Deus. Ele diz:
Sal. 92:1 e 2: “Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo. Anunciar de manhã a Tua misericórdia e, durante as noites, a Tua fidelidade”.
Ilustração: Uma anciã cristã despertou-se numa manhã disposta a enumerar as bênçãos de Deus em sua vida naquele dia. Começou animada e já ao meio dia estava cansada. Às três da tarde, exclamou: “Que maravilha! Elas seguem tão rápido que eu não posso contá-las”.
Aplicação homilética: Prezado irmão: Você já teve oportunidade de contar as bênçãos de Deus em sua vida?
O Hino do Hinário Adventista 244 diz:
“Conta as bênçãos, conta quantas são,
Recebidas da divina mão.
Uma a uma, dize-as de uma vez;
Hás de ver surpreso,
Quanto Deus já fez”.
E - As bênçãos de Deus são como um céu estrelado. Quanto mais contemplamos estrelas, mais estrelas descobrimos. Por isso dizia o salmista: “Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao Seu nome, ó altíssimo”.
1-Quando isto brota por espontaneidade é saúde, paz, alegria, felicidade.
Ilustração: Você já agradeceu a Deus por não ser louco?
Na minha cidade natal, existe um hospital dos loucos no bairro onde nasci. Até anos atrás, tinha um muro muito baixo. Os loucos ficavam ali pedindo esmolas e falando com a população que passava na porta do hospital. Um irmão me contou que certo sábado de manhã, enquanto caminhava para a igreja, um louco em momento de lucidez lhe procurou:“Moço, você já agradeceu a Deus por não ser um louco?”
Ele fez que não entendeu e procurou: “O que foi que você disse”. O doido respondeu lucidamente:
“É isso mesmo. Você já agradeceu a Deus pela mente sadia que tem?”
Quando chegou à igreja, ele orou pela primeira vez assim: “Senhor, eu Te agradeço por não ser um louco...
Aplicação Homilética: Você já agradeceu a Deus por não ser um louco?
- Que nunca seja necessário um louco nos advertir desta bênção!
2 – Dizem que há nos Estados Unidos uma pequena cidade habitada só por cegos. Durante o dia, pode-se ouvir os ruídos dos bastões que golpeiam o chão tateando o caminho.
a) A visão – Que extraordinária câmera fotográfica! Você já agradeceu a Deus pelo privilégio de ter uma vista perfeita.
3 - Vivemos na era dos transplantes. Você já agradeceu a Deus por não precisar de um transplante?
4– Dormir Bem. “Doce é o sono do trabalhador”. “O Senhor dá o sono aos seus amados”.
a)Quantos neste mundo sofrem de insônia, nervosos, neuróticos, angustiados, preocupados. Quantos que só dormem sob o efeito de uma pílula.
5 – O bom apetite. A boa digestão.
6 – O pão de cada dia.
a) A metade da população do mundo não tem o que comer. Quantos adultos e crianças na África morrendo de fome...
7 – Pelo abrigo.
a) Se você tem onde dormir, então é um felizardo.
(1) Quantos neste mundo não têm um quarto, uma cama.
(2) Quantos dormindo no chão, tendo como lençol um jornal.
(3) Quantos dormindo nas praças, debaixo das pontes, dos viadutos...
B – Sede agradecidos...
1 – Sede agradecidos pela disposição e alegria para o trabalho.
2 – Sede agradecidos pelo lar cristão.
a) Pela esposa, pelos filhos...
3 – Sede agradecidos pela Igreja.
a) Pelos cultos, pelo santo Sábado, pelas atividades missionárias...
4 – Se agradecidos pelos dons do Espírito.
5 – Sede agradecidos pelo privilégio de devolver a Deus o dízimo.

Conclusão:

1- Como no caso dos nove leprosos curados, somos amiúde ingratos.
2– Na maioria das vezes, só avaliamos as bênçãos da saúde, quando ficamos doentes.
a)Só avaliamos o privilégio dos órgãos dos sentidos quando os perdemos.
Ilustração: Que vais dar a Deus?
Uma família fazia planos de gratidão.
Que vais dar a Deus, querido? - Perguntava a esposa ao marido fumante.
- Eu vou dar a Deus o cigarro que está me matando aos poucos...
E você? - Perguntou o marido à esposa.
- Vou dar as minhas jóias e pinturas que tanto idolatro – respondeu a esposa.
E Joãozinho que não gostava de descascar cebolas, porque ardiam os seus olhos, disse:
- Eu vou dar a Deus as cebolas...
3 – Construamos aqui o nosso altar e ofereçamos a Deus tudo o que Ele merece.
4 – Apresentemos o nosso testemunho agora. Este é um momento de gratidão.
5 – Digamos a Deus: MUITO OBRIGADO, SENHOR!


Hinos sugeridos: H.A. 244, 245, 247, 249.

Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de quatro livros: "Memórias da África", "História do Adventismo no Maranhão". "História e Culura Africanas" e "A Influência Africana na Cultura Brasileira". Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.  

sexta-feira, 10 de junho de 2011

ASN TV - Notícias Adventistas Sul-Americanas no Youtube

Você já conhece o canal de notícias em português e espanhol de reportagens e vídeos da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul?

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Faça o melhor que puder

Sermão para ocasião especial: Culto de Ações de Graças
Título: Faça o melhor que puder

Texto: Eclesiastes 9:10

“Tudo o que você tiver de fazer faça o melhor que puder, pois no mundo dos mortos não se faz nada, e ali não existe pensamento, nem conhecimento, nem sabedoria. E é para lá que você vai”.
(A Bíblia na Linguagem de Hoje).

Introdução:

A – Prezadas autoridades presentes. Citar nomes das autoridades:
1 –
2 –

B – Estimados formandos de mais uma turma desta faculdade.

C – Em nome da Igreja Adventista queremos penhoradamente agradecer o privilégio a nós conferidos de celebrar em nosso templo esse Culto de Ação de Graças.

D – Prezados formandos: Citar os nomes dos formandos:

E – Durantes os anos que passaram por esta Faculdade vocês aprenderam muito sobre muitas coisas de muitas matérias. Citar as principais disciplinas do curso:
1 – Português, Filosofia, Psicologia, Sociologia, Metodologia do Estudo Científico, ...
2 – Mencionar as matérias específicas do curso.
3 –


Enfim, vocês tiveram dezenas de disciplinas no decorrer dos longos anos do curso. Estudaram diuturnamente. Agora estão aqui para agradecer a Deus porque vocês venceram. Parabéns!...

F – Sinto-me honrado neste momento pelo privilégio de dar a vocês última aula. A partir de amanhã, vocês vão iniciar uma nova vida, agora como um profissional formado.

1 – Pensando nesse assunto, que poderia falar a vocês, nesta hora, como palavras de estímulo, nesse momento tão propício e tão solene.
2 – Nesta hora, Deus tem um conselho a cada formando aqui presente. O assunto desta última aula talvez vocês não conheceram na faculdade numa disciplina específica.

a) Vamos consultar o Livro Sagrado em apenas dois textos:

Livro de Jó 5:7 – “Mas o homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar”. (Edição Revista e Corrigida).

Eclesiastes 9:10 – “Tudo quanto te vier a mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

G – Nas palavras aqui citadas, Deus estabelece de maneira implícita alguns princípios diretivos de nosso trabalho, de nossa atividade individual e profissional.

1 – Há, aqui, um conselho a cada médico, a cada enfermeiro, a cada dentista, a cada terapeuta, a cada engenheiro, a cada professor, a cada pastor, a cada administrador, a cada economista, a cada contabilista e a todos os profissionais, quaisquer que sejam as profissões.

a) “O homem nasce para o trabalho... e tudo quanto te vier à mão para fazer faze-o com todas as tuas forças”.

(1) Em outras palavras: “Faze-o com perfeição”...

I – A PERFEIÇÃO NO TRABALHO.

A – Primeiramente, há um trabalho especial para cada um de nós que contribui para o desenvolvimento de nossa personalidade.

1 – Tudo o que vier a mão para fazer é um trabalho específico e individual que não podemos deixar de fazer, pois tem um caráter pessoal e intransferível que não podemos empurrar para outrem.

B – Alunos formandos, nunca se esqueçam disso: é o trabalho que dignifica o homem.

1 – Vivemos numa era de inversão de valores. Antigamente era o homem que valorizava as coisas. Hoje, porém, são as coisas que muitas vezes valorizam o homem.
- Hoje o homem é valorizado pela sua indumentária,
- Pela sua casa.
- Pelo seu carro novo

a) O homem é valorizado pelo que ele tem muitas vezes, e não pelo que ele é.

(1) Como profissional, seja valorizado pelo que você é e pelo que faz dentro da sua especialização.

C – Vocês escolheram uma linda profissão. Mencionar a profissão...

Ilustração – Quando eu era criança, com meus 5 anos, entrei num consultório odontológico. Fiquei encantado com o que vi. Dizia aos meus pais: “Eu vou ser um dentista”. Mas nem sempre aquilo que se escolhe na infância vai dar certo na idade adulta. A vida me levou para o outro lado e fiz Teologia, Pedagogia e Letras.

Aí eu cresci e fiquei com medo de dentista. A broca fazendo aquele barulho característico me dava gastura. A anestesia me tirava do sério...

Até que encontrei um dentista que me curou dessa psicose. Chama-se Dra. Helena Gonsioroski.

Cada vez que eu me sento na cadeira, ela começa a trabalhar. Outro dia ela disse: “Pastor Saraiva, eu vou cantar uma canção que você vai gostar”. Enquanto tratava o meu dente, começou a cantar bem baixinho nos meus ouvidos. Foi cantando, cantando, cantando... No final ela me acordou e disse: “Já acabou...” Imaginei: “Será que ela me hipnotizou?” Não, eu apenas dormi.

Se você é dentista, então escolheu uma profissão excelente, porque:
Você no seu consultório tem o direito de falar à vontade.

No consultório odontológico quem fala é o dentista. A Dra Helena me faz perguntas, mas quando vou responder, ela diz: “Não fala para não entrar saliva”. O dentista pode falar de Jesus à vontade.

D – Um Fato: Os dentistas brasileiros em Portugal.
Quando passei por Portugal, já faz alguns anos, havia problemas com os dentistas brasileiros. Passaram a ser discriminados pelo curso que têm. Ou melhor, pelo curso que não têm. Em Portugal, todo dentista é médico. Faz o curso de Medicina e se especializa em Odontologia.
O Conselho Regional de Odontologia resolveu discriminar os dentistas brasileiros por não serem médicos formados.
O problema era que os consultórios dos dentistas brasileiros estavam cheios e dos portugueses, nem sempre.
Foi feito uma pesquisa. Muitos clientes diziam: “Eu prefiro ser atendido pelos dentistas brasileiros. Eles nos tratam muito bem, atendem na hora e gostam de conversar”.

E – Não faça de seu cliente um PACIENTE. Esse é o grande problema da Medicina, da Odontologia, da Fisioterapia e de outras profissões hoje.

1 – A palavra “paciente” tem dois sentidos.
a) Vem do latim “patientia”, ou seja, aquele tem uma atitude passiva.
b) Mas paciente também significa “ter paciência” para esperar a boa vontade do profissional que vai lhe atender.

2 – Se existe uma hora marcada, respeite o seu cliente. Não deixe que ele fique a sua espera uma manhã inteira só por que depende de você. Isso é desrespeito ao cliente, ou melhor, ao paciente.

a) É por isso que os portugueses dão preferência aos dentistas brasileiros... Eles atendem bem.

F - Perfeição no trabalho é agir como o famoso violinista Antônio Giácomo Stradivaros (1648-1737). Num leilão em Nova York, um violino seu foi vendido por 3.5 milhões de dólares. Ele trabalhou com tanta perfeição que os raros violinos que existem no mundo são ainda procurados, porque ele trabalhou com esmero extremo.

G - Perfeição no trabalho é trabalhar como o renascentista Michelangelo (1475-1564). Quando terminou de esculpir a sua mais preciosa obra, pegou o martelo, bateu na estátua e disse em italiano: “Parla Moisés, parla”. Para ele, a estátua tinha vida, e se tinha vida podia falar. Alguns dizem que ele estava em êxtase.

H – Perfeição no trabalho é fazer o que fez Joel Prince. Dele foi dito:
“Pelos cidadãos desta grande cidade e por seus colegas de trabalho, um tributo a Joel Prince, o arquiteto”.

1 - Entenderam? Não foi o anel no dedo simplesmente que fez de Joel Prince um arquiteto conhecido e famoso no mundo. Foi a perfeição no trabalho.
2 – Formandos, nunca se esqueçam disso: “Na competição severa do mundo hodierno, para frente e sempre para frente irão os competentes; fora sempre para fora irão os ineficientes e relaxados”.
3 – “O que deve ser feito merece ser bem feito”.
4 - “Ninguém nunca traçou uma linha reta perfeita, mas seria um péssimo arquiteto quem se contentasse com menos que isto”. H. Strong.
5– Dentro da sua profissão, não seja apenas eficiente. Seja também eficaz. Eficiência e eficácia não são a mesma coisa.

a)A eficiência se preocupa apenas em fazer.
b)A eficácia se ocupa em fazer com perfeição.

6 – Dê o máximo de si, como fizeram:
- Florence Nightingale – Pioneira no tratamento de feridos de guerra, na Europa
- Ana Nery – A Matriarca da Enfermagem no Brasil.
- Oscar Niemayer – O Grande Arquiteto, que todo brasileiro se orgulha.

I – Por isso diz a palavra de Deus: “Tudo quanto vier a mão para fazer faze-o com perfeição”.

1-O slogan: “Sê perfeito em tudo o que fizeres” é um corolário lógico da regra áurea:
“Tudo que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós”.
2 – A nossa negligência pode custar a vida de alguém.

a) Isso é verdade:
(1) Na fabricação de um para-queda.
(2) Na fabricação de uma peça de um avião.
(3) Na fabricação de um carro.
(4) No campo da Medicina.
(5) No campo da Odontologia.
(6) Na construção de uma ponte.
(7) Na construção de um edifício.

3 – Quando um profissional comete erros, alguém vai pagar por isso.
4 – A Bíblia diz: “O Homem nasce para o trabalho. Tudo quanto te vier a mão para fazer faze-o com todas as tuas forças”. Faze-o com perfeição.
5 – “Ninguém nunca traçou uma linha reta ou curva perfeita, mas seria um péssimo arquiteto quem se contentasse com menos que isto”.

Ilustração: A lenda de um Califa. (Califa - chefe religioso dos mulçumanos)

A propósito vem a lenda de um Califa que ampliou o seu palácio. Para adorná-lo queria os melhores tapetes e cortinas. Havia dois tecelões famosos no país, mas os conselheiros não puderam decidir qual deles era o melhor. Disse o Califa:
- Mandem-nos chegar e decidirei por mim mesmo.
Os dois tapeteiros se apresentaram. Ambos receberam a encomenda de um tapete de certo tamanho e forma para um determinado quarto. Tempo depois, apareceu o primeiro tecelão:
- Aqui está o melhor tapete.
O Califa lhe perguntou:
- Esse tapete é o melhor já feito no mundo?
- Sim, ninguém na terra é capaz de fazer outro melhor. Nem eu mesmo seria capaz de fazer outro superior a esse.
Veio o segundo tecelão. O Califa lhe perguntou:
- Esse tapete é o melhor que podes fazer?
O tecelão suspirou e disse:
- Foi muito bem feito. Faz 50 anos que trabalho com tapetes. Sempre tenho melhorado a minha arte. Mas, se for fazer outro, talvez saia mais perfeito do que este.
Conclusão: O Califa pagou o primeiro, mas contratou o segundo. O primeiro foi eficiente; o segundo, eficaz.

J – Prezados formandos, satisfação com as consecuções do passado representa estagnação. E estagnação prenuncia retrocesso.

1 – Vida significa crescimento. Na vida ou crescemos eu regredimos.

a) É mister que você cresça profissionalmente. O estudo não acaba ao receber o diploma. Apenas começou. É mister continuar estudando para ser um profissional competente. Um profissional eficiente e eficaz.

CONCLUSÃO:

1 – O Senhor Jesus Cristo é o nosso exemplo de esforço e perfeição.

2 – Quando Jesus disse: “Está consumado”, deu impressão ao mundo de uma obra perfeita e acabada.

3 – “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o com todas as tuas forças”... Na tradução da Bíblia na Linguagem de Hoje assim diz: “Tudo o que você tiver de fazer faça o melhor que puder, pois no mundo dos mortos não se faz nada, e ali não existe pensamento, nem conhecimento, nem sabedoria. E é para lá que você vai”.

4 – Quando fazemos o nosso trabalho com perfeição estamos sendo um discípulo fiel daquele que em todo o Seu trabalho manual, intelectual e espiritual, só soube fazer o bem – Jesus Cristo.

5 – Que Deus abençoe a todos vocês!


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de quatro livros: "Memórias da África", "História do Adventismo no Maranhão". "História e Culura Africanas" e "A Influência Africana na Cultura Brasileira". Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Os jovens também morrem

Texto: Lucas 7:11-17

Introdução:

A – O texto de nossa meditação é um grande milagre realizado pelo Mestre da Galileia.

1 – Observando o contexto, no dia anterior a este acontecimento que acabamos de ler, Jesus havia curado o servo do centurião romano, na cidade de Cafarnaum.

B – Agora, Jesus, seus discípulos e uma grande multidão estão viajando de Cafarnaum à pequena vila de Naim, ao norte do país.

1 – A região era uma grande planície. Naim está localizada ao sul do monte Tabor, construída sobre as ruínas de uma vila romana, não muito longe de Nazaré.
2 – De Cafarnaum a Naim distava 30 km.

a) Sim, 30 km hoje não é mais nada. Fazemos uma viagem de 30 km em poucos minutos em um carro.Viagem rápida. Nos dias de Jesus, porém, não era tão depressa assim.
b) Tinha-se que fazer estes 30 km a pé ou de animal. O único carro existente na época era o carro de boi.

3 – E Jesus decidiu fazer esta viagem a pé.

a) Havia um grande trabalho a ser realizado em Naim, e Ele resolveu fazer esta viagem.
b) Ah, meus irmãos, quantos vezes somos indiferentes e não queremos andar 1 km para:

(1) Para dar um estudo bíblico,
(2) Para confortar alguém que está com problemas.
(3) Para animar uma pessoa com uma doença terminal...

4– Os 30 km a percorrer naquela planície era uma região bem povoada. Muita gente morava à margem daquela estrada. E Jesus por onde passava ia fazendo o bem, curando os enfermos, os cegos, os surdos, os mudos, os aleijados, os coxos, os feridos...

5 – E assim, a multidão cada vez mais aumentava. Os curados, agora felizes, seguiam a Jesus no caminho. E multidão cada vez mais aumentando. Quanta gente clamando pelo seu nome:
- Salve o nosso Rei! Hosanas ao Filho de Davi!..

6 – Agora, depois de tantas aclamações, estavam chegando à pequena cidade de Naim.

7 – Naquela época, para se andar 30 km a pé gastava-se mais ou menos de 5 a 6 horas de viagem.


a) Certamente saíram pela manhã e chegaram à tarde. A viagem estava feita...

I – DUAS MULTIDÕES.

A – É aqui que tudo começa.

1 – Quando vão chegando à porta da cidade, para surpresa de todos, outra multidão vinha saindo.
2 – As duas multidões se encontram na entrada da vila de Naim.

B – Havia um grande contraste entre o povo da multidão que estava entrando e a outra multidão que estava saindo. Querem saber por quê?

1 - O povo que acompanhava Jesus estava contente, cantando, alegre, feliz pelo que vira no caminho. Eles viram Jesus realizar muitos milagres!
2 – Paradoxalmente, a outra multidão que saía da cidade estava triste.

a) Estavam tão tristes como muitos dos que aqui estão.
b) Havia um motivo para estarem tristes.
c) Eles estavam levando um defunto para o cemitério.

C – Um jovem havia morrido.

1 – Pela multidão que acompanhava o enterro, era um rapaz querido.

a) Ali estavam os seus colegas de colégio.
b) Ali por certo estavam as suas ex-namoradas.
c) Ali estavam todos os seus parentes.

(1) Só não estava ali uma pessoa: seu pai. A Bíblia que ele era filho de uma viúva.

2– O caixão estava aberto e os lamentadores choravam pelo triste acontecimento. Os lamentadores profissionais. Naqueles tempos era comum se contratar pessoas que choravam pelo defunto. Choro encomendado e pago.

3 - A vida é assim. Cada um na sua profissão: eles trabalhavam e ganhavam dinheiro para chorar. As mulheres eram conhecidas pelo nome de carpideiras: choronas profissionais.

D – Eu imagino que era uma cena muito triste. Era um espetáculo de cortar qualquer coração.

1 – Todos chorando e levando para o cemitério o filho único de uma viúva.

a) Ilustração: Eu já tive a oportunidade de levar também para o cemitério um filho de uma viúva. Confortei aquela irmã: “A senhora ainda tem 5 filhos. Eles vão cuidar de você”.

(1) O caso aqui, porém, é diferente: era o filho único de uma viúva.

E – A Bíblia diz que as duas multidões se encontraram na porta da cidade.

1 – Jesus se aproxima do esquife. Esquife era um ataúde funerário aberto, feito de vime.

a) Jesus vê o jovem morto.
b) Jesus vê e ouve as lamentações dos chorões.

2 – Porém, o que mais chamou a atenção de Jesus foi a situação da viúva. S. Luc. 7: 12 e 13. “Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. Vendo-a o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores”.


II - “NÃO CHORES”

Ilustração: Quando eu era pastor em Imperatriz-MA, faleceu um jovem da minha igreja. Tinha 18 anos. Era um jovem feliz, cheio de vida. Morreu atropelado. Eu fiz o funeral. Muitos diziam para a sua mãe: “Não chores!”

A – Geralmente, a nossa tendência é dizer “Não chores”, não é verdade?

1 – Você sabia que isto é errado? Os psicólogos ensinam que o indivíduo que está sofrendo uma dor assim, deve chorar, chorar... Porque chorar faz bem.

a) Meu querido que me ouve neste momento, você que perdeu um ente querido, se você ainda tem vontade de chorar, chore. Isso só vai lhe fazer bem. Dizem os africanos em seus provérbios: “As lágrimas que descem pelo nosso rosto não tiram a nossa visão”. Dizem mais: “Lagrimas são melhor enxutas com nossas próprias mãos”.

(1) Chorando, o sofrimento passa mais depressa.
(2) Geralmente, as pessoas que não choram sofrem muito mais.

B – Neste mundo, nascemos chorando, vivemos chorando e morremos chorando.

1 – Ninguém se livra do choro!
2 – Não vá nessa conversa de que “o homem que é homem não chora”. Homem que é homem chora, sim.
3- O profeta Jeremias é chamado “O profeta chorão”. Ele chorava pelo seu povo.
4 – E Pedro? A Bíblia diz que Pedro chorou amargamente pelos seus pecados.
5 – Nem mesmo Jesus se livrou do choro.

a) A Bíblia diz que Jesus chorou duas vezes:

(1) Jesus chorou sobre Jerusalém.
(2) Jesus chorou no túmulo de Lázaro.

C – Jesus quis confortar aquela desventurada viúva.

1 – Mas o que foi que Ele disse para ela? V. 13: “Não chores”.

a) Eu lhe garanto que Jesus, o grande mestre, não errou. Ele não fugiu das regras dos psicólogos.

(1) Jesus foi o maior psicólogo que o mundo já conheceu.
(2) Ele conhecia a fundo a psicologia humana, porque Ele foi o criador do homem.
- Ele nos conhece a fundo.
- Ele sabe dos nossos problemas.
- Ele conhece a nossa dor.
- Ele sofre ao nosso lado.
- Ele está ao seu lado, sentindo o que você está sentindo.
- Ele sente por você empatia...

2– O fato de Jesus dizer à viúva “não chores” é diferente do nosso caso.

a) Nós dizemos: “não chores”, passamos a mão na cabeça, se é uma criança; colocamos a mão no ombro, se é um amigo íntimo, e vamos embora, sem poder resolver a dor da pessoa, porque não temos o poder de dar a vida. Diante da morte, a única coisa que podemos dizer é: “Não chores”, e nada mais.

3 – Mas com Jesus, o caso foi bem diferente. Quando Jesus disse não chores, Ele tinha certeza de que, dali para frente aquela mulher iria sorrir e pular de alegria!
4 – Na verdade, o que Jesus disse para aquela viúva foi: “Não chores mais!”

a) Jesus estava certo em dizer não chores mais, pois a tristeza daquela viúva estava chegando ao fim.

III – O IMPRESSIONANTE MIILAGRE

A – E Jesus se dirige à frente. Deteve o esquife, paralisando a marcha do grande cortejo lutuoso.

B – Os pranteadores cessam com suas incômodas lamentações.

C- As duas multidões se reúnem. Agora é uma só multidão em torno do ataúde.

D – Jesus fixa os seus olhos naquele jovem inerte e pálido.

1 – Com a voz clara e cheia de autoridade diz: Versículo 14 (última parte):
“Jovem, eu te mando: levanta-te.”

a) O sangue frio do morto se aquece e começa a circular pelas suas veias.
b) O coração do jovem começa a pulsar e pular...
c) Os pulmões começaram a se encher de ar.
d) Os seus olhos se abriram...

2 - A voz potente e poderosa de Jesus penetra nos ouvidos do morto, e ele obedece, levantando-se. Ele estava novamente vivo!
3- As palavras do Grande Mestre puderam penetrar nos ouvidos daquele morto. Infelizmente não puderam penetrar nos ouvidos de muitos vivos mortos: os sacerdotes, os doutores da lei, os escribas e fariseus.

D – Agora, um fato curioso. Versículo 15: “E começou a falar.”

1 – O que foi que ele falou? Eu não sei. A Bíblia não registra o que ele disse. Na minha curiosidade, eu gostaria de saber o que ele falou. Quando chegar lá no céu eu vou perguntar para Lucas. Ou melhor, para ele mesmo.

2 - Quando se levantou, para onde ele correu?

3 – Eu imagino que ele correu para junto de sua mãe, exclamando: “Mamãe, estou vivo novamente!”

a) Existe uma outra alternativa: Se ele não correu para perto de sua mãe, então ele correu para junto da namorada, que certamente estava ali, dizendo: “Querida, eu voltei par te amar”. Não, não foi para junto dela que ele correu. O verso seguinte esclarece.

E – Agora o verso 15 (última parte): “Jesus o restituiu a sua mãe”.

1– Imagine você agora a alegria daquela viúva. O seu filho voltara a viver... Que alegria inaudita!

IV - UMA SÓ MULTIDÃO

A – Depois de contemplar aquela cena, a multidão exclamou: Verso 16: “Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o Seu povo”.

B – Agora era uma só multidão. Agora era só alegria. A procissão fúnebre não existia mais. Todos entraram alegremente na cidade de Naim, cantando hosanas, dando glórias a Deus!

C – O fim da história: Verso 17: “Esta notícia a respeito dEle divulgou-se por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança”.

1- A notícia se espalhou. Eram as boas-novas do milagre realizado por Jesus, ressuscitando um rapaz morto, o filho da viúva de Naim.


Conclusão e Aplicações Homiléticas:

1 – Jesus andou a pé 30 Km: De Cafarnaum a Naim. E você, quantos quilômetros está disposto a andar, a pé ou de carro, para salvar uma vida?
2 – O defunto era um jovem. Quantas vezes pensamos que só os velhos morrem.
3 - Não se esqueça: Os jovens também morrem.
4 – A morte é inexorável. Quando ela chega não escolhe:
- Idade
- Cor
- Raça
- Nacionalidade
- Status Social
- Capacidade intelectual
- Ninguém escapa...

a) Pode uma criança dizer: “Eu ainda não iniciei a vida.”
b) Pode um jovem dizer: “Eu ainda não me preparei para a vida”.
c) Pode um velho dizer: “Eu ainda não me enfadei da vida”.

5 - A morte nunca volta de mãos vazias.
6 - Se você ainda é jovem, muito bem, mas não pense que a vida nunca acaba. Os jovens também morrem!
7 – A juventude hodierna está morrendo. Está se destruindo nas drogas e nos vícios. Quantos jovens estão morrendo contaminados pela AIDS.
8 – Jesus continua tendo poder para ressuscitar aqueles que se achegam a Ele.
– Aqueles que O buscam, pedindo socorro.
9 - Se esse é o seu caso, apegue-se em Jesus, e você será curado e salvo. Ele pode ressuscitar e lhe dar uma nova vida!
10 – Jesus disse: “Jovem, eu te mando: levanta-te!”

a) Se você está caído no pecado e morrendo espiritualmente, Jesus está dizendo-lhe: “Jovem, eu lhe mando: levante-se”.
b) Se a voz de Jesus penetrar em seus ouvidos, você não ficará como está!

11 – Cristo teve poder para levantar um morto. Será que Ele não tem poder para levantar um vivo? Claro que tem... É mais fácil... Pode ser esse o seu caso.
12 – Esse Jesus que ressuscitou mortos, quando esteve neste mundo, vai ressuscitar os seus filhos no último dia, por ocasião de Sua volta em glória e majestade.
Disse Jesus: São João 11:25 “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em ainda que morra viverá, e todo aquele que crê em mim não morrerá eternamente. Crês tu nisto?
13 Para o crente, a morte não é o fim.

a) Voltemos para os nossos lares com esta certeza.
b) Deus vai nos dar a vitória!
e) Que Deus nos abençoe. Amém!

Oração: Senhor nosso Deus e nosso Pai. Nós te agradecemos por tudo o que Teu Filho fez em favor do homem. Nós te agradecemos porque ainda hoje o Salvador continua levantando aqueles que se encontram mortos no pecado, mortos espiritualmente. Senhor, queiras abençoar os jovens que pensam e agem como se nunca fossem morrer. Porém, quantos dos jovens estão morrendo cedo, antes do tempo, porque estão se entregando ao pecado. Que Jesus possa ressuscitá-los para viver eternamente. É em nome de Jesus que te pedimos. Amém!

Hinos: H.A. 491, 570, 272, 390.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de quatro livros: "Memórias da África", "História do Adventismo no Maranhão". "História e Culura Africanas" e "A Influência Africana na Cultura Brasileira". Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.   

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: Samaritanos

Nome dado às pessoas que o rei da Assíria (677 AC) trouxe da Babilônia e outros lugares e instalou nas cidades de Samaria, substituindo, assim, os nativos daquela região, que Sargão (721 AC) levara cativos (2Rs 17:24; comp. Ed 4:2, 9, 10). Estes estrangeiros (comp. Lc 17:18), amalgamaram-se com os judeus que ainda permaneciam ali e abandonaram, gradualmente, a sua idolatria, adotando, em parte, a religião judaica.

Após o regresso do cativeiro, os judeus em Jerusalém recusaram-se a deixá-los tomar parte na reconstrução do templo e, desse modo, surgiu uma inimizade aberta entre eles. Os samaritanos erigiram outro templo no Monte Gerizim que foi, contudo, destruído por um rei judeu (130 AC). Eles, então, construiram outro em Siquém. A amarga inimizade entre os judeus e os samaritanos continuou até ao tempo de Jesus: “Os judeus não se comunicam com os samaritanos” (Jo 4:9; comp. Lc 9:52, 53). Jesus foi chamado, com desprezo, “um samaritano” (Jo 8:48). Muitos dos samaritanos aceitaram o Evangelho (Jo 4:5-42; At 8:25; At 9:31; At 15:3). Destes samaritanos, ainda existe um pequeno grupo com cerca de 160 pessoas que habitam em Siquém, onde observam cuidadosamente os hábitos religiosos dos seus pais. São a “seita mais antiga e mais pequena do mundo”.

Fonte: Mundo Bíblico

Três filosofias de vida

Texto: Lucas 10 : 25-37


Introdução:


A – Existem três grandes lições que precisamos aprender deste incidente, da parábola contada por Jesus ao doutor da Lei, na qual encontramos várias pessoas envolvidas.

B – Quem são os envolvidos? Não conhecemos os nomes, mas sabemos que foram, no mínimo, sete pessoas.

1 – Um homem que foi roubado.
2 – Os ladrões. (No mínimo dois).
3 – Um sacerdote. (Pastor e líder religioso).
4 – Um levita. (Ancião, ou oficial da igreja em Jerusalém).
5 – Um samaritano caridoso.
6 – O dono da hospedaria.
– Ou seja, no mínimo, sete pessoas envolvidas.

C – Cada um tinha a sua filosofia de vida. Quero analisar o comportamento de alguns deles.

I – A FILOSOFIA DO LADRÃO: “Jesus prosseguiu dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto”.
(Lucas 10:30).

A – Desde que entrou o pecado neste mundo, passou a existir ladrões.

1- Qual é a filosofia de todo ladrão? O que todo ladrão pensa e quer?

a) O ladrão sempre diz: “O que é teu é meu”.
b) O ladrão da parábola levou tudo. Levou o último centavo e a última peça de roupa.

(1) Esta é a filosofia de todo ladrão: o que é teu é meu. Todo ladrão pensa assim. Não adianta resistir. Se resistir, ele mata.

Ilustração: Um homem assaltado. O ladrão lhe diz: “Ou o dinheiro ou a vida”, apontando-lhe um revólver. O assaltado diz ao ladrão: “Leva a vida porque o dinheiro eu preciso”. Isso não é coisa que se diga a um ladrão nem por brincadeira. Recentemente, no Rio de Janeiro, uma moça foi assaltada. Solicitou ao ladrão que lhe devolvesse o seu crachá. Ele a matou com um tiro na cabeça.
Entregue tudo, porque todo ladrão sempre quer tudo. Ele sempre pensa: “O que é teu é meu”, e pronto.

II – A FILOSOFIA DO SACERDOTE E DO LEVITA. - “Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o também passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o também passou de largo”. (Lucas 10:31 e 32).

A – A filosofia do sacerdote e do levita era a filosofia do amor ao ego. É uma filosofia centralizada em si mesmo, sem compromisso com ninguém.

1 – Esta filosofia sempre diz: “O que é teu é teu; o que é meu é meu”.
2 – Que cada um cuide de sua vida.
3 – Dizem: “Eu não peço nada para ninguém e também não dou nada para ninguém”.

a) “Que cada um cuide de si”.
b) Dizem também: “Isso é problema dele e não meu”.
c) “Eu não tenho nada com isso”.

Ilustração: Eu tive um colega num internato, onde estudei. Ele não pegava em nada de ninguém, mas não aceitava que ninguém pegasse em nada que lhe pertencesse. Colocava um fio de cabelo no sabonete. Se alguém o usasse, ele sabia e brigava.

Ilustração: Há os que dizem: “Minha caneta e meu carro são como minha mulher: eu não empresto para ninguém. Nem para meu melhor amigo”. Vem um acidente e ele perde o carro...

III – A FILOSOFIA DO SAMARITANO. – “Certo samaritano, que seguia seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o compadeceu-se dele. E, chegando pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levando-o para uma hospedaria e tratou dele”. (Lucas 10:33).

A – A filosofia do Samaritano era: “O que é meu pode ser teu”.

1 – Esta é uma filosofia difícil de aceitar.
2 – O samaritano socorreu o aflito. “Perdeu” seu tempo e dinheiro com ele.
3 – Colocou-o no seu animal e andou a pé até o hospital pronto socorro mais próximo.
4 - Pagou a despesa.
5 – Prontificou-se a pagar o que ele ainda necessitasse, dizendo: “Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu te indenizarei quando voltar”. (10:35).

a) Que filantropo era esse homem!
b) Sempre dizendo: “Você está necessitado, então, o que é meu pode ser teu”.

Conclusão:

A – Aprendamos a lidar com três filosofias de vida:

1 – A filosofia do ladrão: o que é teu é meu.
2 – A filosofia do indiferente: o que é teu é teu; o que é meu é meu.
3 – A filosofia do amoroso e envolvido: o que é meu pode ser teu.

B – Qual é a sua filosofia de vida?

1 – A filosofia do ladrão? Não acredito.
2 – A filosofia do sacerdote e do levita?
3 – A filosofia do samaritano?

C – O que Jesus disse ao doutor da lei, diz também hoje a nós: “Vai e faze o mesmo”. É a ordem imperativa do Mestre.

1 – Muitos dizem: “Eu sou pobre e nada posso fazer para saciar a fome do mundo e dos que nos rodeiam”. Isso é verdade. Não podemos resolver, sozinhos, o problema da miséria de todos os que nos rodeiam. Mas podemos ajudar naquilo que está ao nosso alcance.
2 – Alguém poderá dizer: “O Samaritano era um homem muito rico. Ele pagou do seu bolso todas as despesas do homem roubado e ferido, mas eu não posso fazer nada”.

a) A maior misericórdia que podemos fazer não é tanto aliviar o sofrimento físico como também o sofrimento espiritual. E aí você e eu somos ricos. Ricos em Jesus.

3 – Quantos estão descendo de Jerusalém para Jericó no sentido espiritual.

a) A palavra Jerusalém etimologicamente significa – Cidade da Paz.
b) Jericó significa – Cidade da perdição.
c) Na vida espiritual, é perigoso descer de Jerusalém para Jericó.

(1) Quantos estão caídos à beira do caminho, porque o Diabo o roubou a paz, a esperança e a comunhão com Deus.
(2) Quantos feridos a nossa espera à beira do caminho!
(3) Por isso Jesus nos diz: “Vai e faze o mesmo”.


Ilustração: “Moço, o senhor é Jesus?”
Um menino aleijado vendia bombons numa estação de trens de passageiros. Certo dia, ele entrou num vagão para vender as suas balas. O trem começou a sair devagarzinho, sem que ele percebesse. Ele se jogou. Caiu. Todos zombavam dele. Os bombons e o dinheiro da venda voaram longe. Ninguém queria ajudá-lo. Chegou perto dele um homem que o levantou, dizendo-lhe: “Levanta, meu filho”. Segurando a sua mão, levou-o ao Pronto Socorro e depois a sua casa. Quando o homem se despediu, ele se lembrou de agradecer e depois lhe perguntou: “Moço, o senhor é Jesus?”. O homem lhe respondeu: “Não, eu não sou Jesus. Eu sou apenas um filho de Deus e irmão de Jesus”.

E você? Qual é a sua filosofia de vida?


Oração: Senhor Deus e nosso Pai amado, ajuda-nos a distribuir com os outros aquilo que às vezes temos em excesso. Vivemos num mundo onde muitos têm abundância, enquanto outros não têm nada. Que possamos aprender a lição que Jesus ensinou ao doutor da lei e quer nos ensinar através da parábola do Bom Samaritano e tenhamos sempre disposição para ajudar o nosso próximo. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos: H.A., 315, 304


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.     

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Alvo de Batismo X TCA

Tesouros Escondidos em Potes de Barro

Texto: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte”. (II Cor. 4:7).

Introdução: 

1 - Quem guardaria um tesouro em um pote de barro?
2 - Mas a que tipo de tesouro refere-se o apóstolo Paulo?
3 - Seus escritos nos dão algumas dicas do que seria para ele o grande tesouro escondido em potes de barro.

  • Filipenses 1:21; 3:7 “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo”.
  • Gálatas 2:20 “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.
4 - A mensagem de que Cristo morreu pelos seus pecados e lhe deu a promessa da vida eterna conquistou seu coração. Paulo era grato a Deus pela transformação operada em sua vida. O evangelho da salvação era seu rico tesouro.
5 - Paulo entendeu que a grande Comissão dada por Cristo a seus filhos se divide em dois tempos:

I - 1° TEMPO: Entregar-se plenamente a Jesus e ter intimidade com Ele. (Mateus 11:28):

“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
  • Jesus quer ser nosso amigo;
  • Quer retirar de nós os fardos e nos dar descanso;
  • NEle somos mais que vencedores (Rom 8:37);
  • Ele é a verdade (João 14:6)

II - 2° TEMPO: Ser um discípulo obediente e trabalhar incondicionalmente para Jesus. (Mateus 28:19,20): “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
  • O segundo tempo é mais fácil porque já passamos pelo primeiro
  • Sem o primeiro, o segundo torna-se impossível porque não desfrutamos de um relacionamento com Cristo. Não nos alimentamos espiritualmente e não temos forças para resistir ao mal.
  • Somos tomados por dúvidas e o inimigo de Deus se aproveita das nossas fragilidades.
  • Dizia o filósofo inglês Francis Bacon que “a dúvida é a escola da verdade”. De fato, no campo científico a dúvida movimentou grandes descobertas que hoje são verdades incontestes. No entanto, na vida religiosa, a dúvida não existe para ser louvada.
  • A dúvida tem arrastado milhões de pessoas para o abismo do ceticismo;
  • É uma arma de grosso calibre nas mãos de Satanás. Quando acerta o alvo, causa uma implosão espiritual.
Em contrapartida, Cristo afirma: “Eu sou o caminho a verdade e a vida...”

Em grego, verdade se diz alethéia, palavra composta do prefixo a (negação) e de léthe (esquecimento). Alethéia significa “o não-esquecimento”. Também pode significar o não-escondido, não-dissimulado.

Logo, verdade é a manifestação daquilo que é realmente ou do que existe realmente tal como se manifesta ou se mostra. Ou seja, verdadeiro é o ser ; e falso o parecer.

A verdade é a palavra de Deus que liberta do labirinto da incredulidade.

Não adianta orar pelo derramamento do Espírito Santo, quando falta o 1° tempo. O “Vinde a mim“ só acontece entre você e Cristo, na intimidade de um relacionamento. É o primeiro tempo que o transforma e prepara para o segundo.

Podemos agora entender por que Paulo nos comparou a potes de barro?
  • Barro não é valioso como o ouro;
  • Barro não tem brilho como o granito;
  • Barro não é forte como o ferro.

Mas tem uma característica especial, a porosidade. Quando o pote está cheio de água, simplesmente muda a cor e a temperatura. Seus poros são preenchidos e deixa de ser somente um pote de barro. Sua essência passa a ser barro + água. O pote de barro vale não por sua beleza ou valor material, mas pelo seu conteúdo.

Sem intimidade com Deus seremos apenas potes de ouro ou granito, valorizados, mas incapazes de absorver seu conteúdo.

Quando nos tornamos amigos de Deus, o Espírito Santo nos move e então atendemos ao “Ide”.

Diz um adágio popular que “um bom começo é meio caminho andado”. Mas um bom começo não é tudo. O importante é perseverar até o fim na direção certa. Em Mateus 24:13 Jesus afirma: “Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo”.

  • Judas começou bem e terminou mal;
  • O “bom ladrão” começou mal, mas terminou bem;
  • O “mau ladrão” começou mal e terminou mal;
  • Jesus começou bem e terminou bem. Cristo é nosso maior exemplo.

Conclusão:

A ideia primária da expressão “excelência do poder”, utilizada por Paulo em II Cor. 4:7, significa superioridade, supremacia, excesso. Ou seja, o milagre da transformação em Cristo não é algo do que podemos nos vangloriar, não é algo que vem de nós mesmos. Como cristãos devemos refletir a realidade do Reino de Deus diante dos outros. Mas não pela nossa força, mas sim pelo poder de Deus que age em nós.

Consideramos o evangelho de Cristo um tesouro?
Sentimo-nos privilegiados e agradecidos a Deus por sua mensagem de salvação?
Deus quer que eu e você sejamos potes de barro comum afastando o calor do orgulho, da presunção e refrescando a vida de outros;
Precisamos nos manter nas mãos do oleiro;
Seja qual for a sua experiência, não desanime, persevere até o fim;
Vá em frente. Se cair, levante-se retorne ao bom caminho;
Deus está de braços abertos esperando por você. Que a sua e a minha oração seja igual à poesia do hino abaixo:

VASO NOVO

Eu quero ser, Senhor amado,
Como um vaso nas mãos do oleiro.
Quebra a minha vida
E faze-a de novo;
Eu quero ser, eu quero ser
Um vaso novo.

Faz Teu querer, Senhor amado;
És o oleiro e eu esse vaso.
Quebra a minha vida
E faze-a de novo;
Eu quero ser, eu quero ser
Um vaso novo.


Profa. Ms. Ana Caroline N. Castro Licar
Formada em História, Licenciatura pela Universidade Estadual do Maranhão, Mestre em Educação pela Universidade Federal do Maranhão. Membro da Igreja Adventista do CALT – São Luís / MA.
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