terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quem tem medo de 2012?

O País do futuro parece estar chegando para muitos brasileiros que investiram em qualidade e produtividade profissional, empresarial e pessoal nos últimos anos. O gigante adormecido parece estar despertando. Os dados internacionais nos mostram que em 2012 já seremos a sétima maior economia do mundo. Em 2014 seremos a sexta. Em 2016 a quinta e em 2040 a quarta maior economia, na frente da Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha e muitos outros.

Já em 2012 estaremos abaixo apenas dos (1) Estados Unidos, (2) China, (3) Japão, (4) Alemanha, (5) França e (6) Reino Unido, segundo o Banco Mundial. Como sétima economia mundial, os investimentos diretos internacionais crescerão. Segundo pesquisa da UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento – o Brasil será o terceiro país do mundo a receber mais investimentos internacionais, à frente dos Estados Unidos (4º.) e apenas atrás de China e Índia.

Outro estudo, agora da FAO – Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – mostra que o Brasil tem tudo para ser o principal fornecedor de alimentos do mundo. O maior problema do mundo no futuro será alimentar os nove bilhões de seres humanos que seremos no mundo daqui a 50 anos. O mundo precisará produzir 50% a mais de grãos e dobrar a produção de carne para atender essa demanda. O problema do mundo é que onde há terra agriculturável, não há água suficiente. Onde há água, não há terra suficiente. Segundo esses estudos, o Brasil tem 400 milhões de hectares de terras agriculturáveis (sem contar áreas protegidas pela legislação como a Amazônia) e só utiliza 50 milhões. O governo brasileiro diz que são 300 milhões e não 400 milhões, mas confirma a utilização de apenas 50 milhões. O Brasil tem mais terra agriculturável que os Estados Unidos e a Rússia juntos. E o Relatório Mundial da Água da ONU de 2009 afirma que o Brasil tem oito trilhões de quilômetros cúbicos de água renovável a cada ano. O Brasil, com 190 milhões de habitantes tem mais água renovável que toda a Ásia com quatro bilhões de pessoas. Assim, afirma a ONU que o Brasil, sem dúvida, será um dos mais importantes fornecedores de alimentos para o mundo nos próximos 50 anos. Prova disso é a procura de terra por estrangeiros o que tem feito o nosso Congresso estudar legislações que limitem a compra de terra por estrangeiros.

Assim, em 2012 e nos anos seguintes teremos uma visibilidade mundial nunca antes alcançada e isso nos trará benefícios e exigências. Os benefícios são óbvios mas seremos também cobrados por mais qualidade, produtividade, excelência, transparência e postura de país desenvolvido.

Dessa forma terá medo de 2012 aquele que não acreditar nesses números e nessa verdade de que estamos construindo um Brasil diferente, cuja previsão é a de que teremos apenas 8% de pessoas consideradas tecnicamente pobres, uma queda de quase 70% desde 1993, quando 35% da nossa população era considerada pobre. A previsão é que em 2015 se somarmos as classes A+B+C teremos 72% o que fará do Brasil um país de classe média, que hoje já ultrapassa dos 50%.

Agora é, pois, hora de agir com seriedade e cautela, mas muito vigor para aproveitar esse momento histórico que estamos vivendo. Terá medo de 2012 quem continuar pensando como sempre, negativamente, olhando para o retrovisor, não acreditando em nossa capacidade de fazer a diferença num mundo cheio de dificuldades. A Europa está na mais profunda crise econômica em décadas. Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, Bélgica e mesmo Itália, França e Alemanha estão com dificuldades inimagináveis há pouco tempo. Assim, além de tudo, teremos uma nova onda migratória de europeus e até de americanos do norte para o Brasil. Os europeus e mesmo americanos que buscam trabalho hoje no Brasil já são contados às centenas e esse número não tende a decrescer.

Terá medo de 2012 quem ficar esperando e não agir, não construir as condições básicas de acesso a esse novo Brasil.

Pense nisso. Sucesso! Feliz 2012.


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

1 comentários:

  1. Bom artigo, com um conteúdo bem factual! Mas com uma grande lacuna, no meu entender! Essa lacuna não seria certamente notória num website ou blogue de natureza secular, mas num blogue que tem como título "Nisto Cremos", seria no mínimo desejável apresentar algo mais, baseado nas nossas crenças bíblicas, que pudesse dar uma (tentativa de) explicação daquilo que está na origem do sucesso económico atual do Brasil.

    Deixem-me dizer, em primeiro lugar, que compartilho totalmente do sentimento de satisfação que estará certamente no coração de muitos brasileiros atualmente. É, sem dúvida nenhuma, um sentimento normal, correto e, por isso mesmo, perfeitamente legítimo! Sobre este ponto não há discussão possível!

    Mas permitam-me deixar aqui a minha opinião sobre aquilo que considero ser a razão principal para o sucesso atual do Brasil. O autor deste artigo começa o mesmo afirmando que "o País do futuro parece estar chegando para muitos brasileiros que investiram em qualidade e produtividade profissional, empresarial e pessoal nos últimos anos". Também não tenho quaisquer dúvidas que isto seja verdade, a saber, que muitos brasileiros "investiram [efetivamente] em qualidade e produtividade profissional, empresarial e pessoal nos últimos anos". Mas também sei que muitos brasileiros - homens e mulheres de Deus, com um profundo espírito de missão pela Obra de Deus na terra - investiram muitos recursos e sobretudo investiram eles próprios nessa grande cruzada que fez com que o Brasil, por exemplo, seja atualmente o país com o maior número de adventistas no mundo, já para não falar nas muitas e variadas vertentes em que a Obra de Deus no Brasil apresenta índices de desenvolvimento "invejáveis". Será que este grande investimento, para além dos dividendos espirituais que certamente proporciona, não contribui para o próprio desenvolvimento da sociedade, uma vez que ocntribui para a mudança efetiva de mentalidades? Pergunto: não será que as palavras do Salmo 144:15 se aplicam, pelo menos parcialmente, ao Brasil de hoje: "Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!"? Eu creio que sim! Todas as nações, regiões ou cidades europeias que, no século XVI (16) e seguintes, aceitaram as ideias bíblicas propagadas pelo grande Movimento da Reforma Protestante, conheceram algum tipo bem visível de desenvolvimento económico e social que chegou até aos nossos dias! Não será que o Brasil esteja a conhecer, nos dias de hoje, um fenómeno idêntico? Não estará o Brasil a receber um benefício (certamente parcial ou muito parcial) das promessas divinas contidas em Deuteronómio 28:1-14? Mais uma vez a minha resposta a estas últimas perguntas é: creio que sim!

    Mas, agora que a nação brasileira se encaminha para os caminhos do (ou de algum) sucesso, não seria pertinente lembrar, sobretudo aos nossos irmãos brasileiros, as palavras de admoestação proferidas pelo próprio Deus, através do Seu servo Moisés, e que estão contidas em Deuteronómio 8 (sobretudo nos versículos 7-18)?

    E, por último, uma pergunta muito séria: não será que o atual sucesso poderá facilmente tornar-se numa terrível tentação satânica destinada a afastar o povo de Deus brasileiro da missão que esteve certamente na origem do seu atual sucesso?

    Queridos irmãos brasileiros: o sucesso que está diante do vosso país poderá tornar-se - contudo, não é uma fatalidade que tal aconteça! - algo mais terrível do que o período crítico no qual o Brasil viveu até há relativamente pouco tempo atrás! Oro para que esse não possa ser o caso, mas que o Brasil possa tornar-se, pela Graça de Deus, uma nação que seja cada vez mais conhecida a nível mundial, não apenas pelo seu sucesso económico, mas sobretudo pelo seu grande sucesso evangelístico, tornando-se assim num autêntico "farol do mundo" anunciando o breve regresso do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo.

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