terça-feira, 25 de outubro de 2011

Palavras com sabor de mel

Texto: Provérbios 16:24

Introdução:


A – O texto de nossa meditação assim diz: “Palavras agradáveis são como favo de mel: doce para a alma e medicina para o corpo”.

B – Você, alguma vez, já recebeu um elogio dito com palavras sinceras que encheram o seu coração de contentamento?

C – Para o sábio, as palavras agradáveis são como favo de mel: doce para a alma e medicina para o corpo.

1-Quem não gosta de ouvir palavras que incentivam e animam?
2-Diz a serva do Senhor: “As palavras bondosas, de alegria e encorajamento, produzirão melhor efeito do que os mais eficazes medicamentos”. 1 T, 306.

D - Deus grava todas as nossas ações. Está gravando as nossas palavras hoje. Elas estão sendo escritas no livro do céu!

1 – Vivemos na era dos gravadores. Podemos gravar tudo o que quisermos. Não mais apenas a voz como no passado, mas também a imagem.

Ilustração: Outro dia um rapaz universitário adventista foi a minha casa fazer uma entrevista comigo. Eu dei as informações de que ele necessitava. Depois, continuamos a conversar... Fiquei espantado quando eu ouvi a gravação. Disse-lhe: “Eu falei tudo isso?!”...
  
2 – Os cientistas estão, há anos, tentando inventar um aparelho capaz de gravar o que foi dito no passado pelos grandes homens. Eles dizem que as palavras proferidas pelo pelos seres humanos ficam  aí no ar, vagando.
O principal objetivo deste suposto aparelho é gravar as palavras de Jesus.
Imagine agora comigo se este aparelho fosse inventado realmente.
É só para pensar: você gostaria de ouvir de novo tudo o que você já falou?
Permitiria que todas as pessoas ouvissem tudo o que você já pronunciou, em algum momento de sua vida?
3 - Uma coisa é certa: Ninguém pode colocar as palavras  pronunciadas de volta dentro de boca. Ah se as palavras pudessem voltar!...
Isto acontece nos aparelhos de som, nos computadores, nos gravadores. Você pode voltar e apagar, se quiser. Na vida real, as nossas palavras não podem ser deletadas.
             
Ilustração: Raquel e a pasta de dente.
Tenho uma filha que é portadora da síndrome de Down.
Certa vez, por economia eu comprei uma pasta de dentes das grandes, para toda a família. Raquel entrou no banheiro para escovar os dentes. Apertou com duas mãos na pasta nova, e saiu uns 10 centímetros de creme dental. Ela ficou apavorada com tanta pasta. Se a mãe olhasse, ela iria levar uma “bronca” muito grande. Ela me chamou, dizendo: Papai, mete essa pasta que saiu pra dentro!
Não havia mais jeito. Depois que a pasta sai, é impossível colocar para dentro.

Aplicação homilética: Assim são as nossas palavras. Depois que as palavras saem, não entram mais na nossa boca.

I – FALANDO  SEM  PENSAR
 
A – Disse alguém: “Mas eu falei sem pensar”.
    
1 – Que tristeza! Seria melhor pensar primeiro para depois falar.

B – Muitas vezes pensamos que falar é sinal de inteligência.

 Nem sempre a pessoa que fala muito é a mais inteligente. Às vezes, o maior sinal de inteligência é ficar calado.

Experiência: Dizem que o Rei Faiçal I quase não falava. Interrogado, respondia: “Tenho dois ouvidos e uma só boca. Devo falar a metade do que ouço e ouvir o dobro do que falo”.

C – É fácil aprender a falar. Uma criança aprende a falar em 3 ou 4 anos. Com 5 anos já conhece todas as palavras para se expressar em seu vernáculo sem problema.

1 –Depois, tem de ficar 70 ou 80 anos e alguns mais tempo para aprender a calar e ficar quieta.
     
a)  Muitos nunca aprendem a calar. Morrem falando.

2 – Lucas 6:45 – “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala o que está cheio o coração”.

a) Se somos bons falamos do que é bom. Se somos maus falamos do que não presta.
b) A nossa vida é uma caixa de ressonância: Se estamos cheios de Cristo, falamos de Cristo. Agora, se a nossa vida não está cheia de Cristo, a nossa língua começará a falar de tudo, menos dele.

Ilustração: O médico e a língua.
Um médico pode diagnosticar um doente examinando a sua língua. Hoje existem muitos exames, mas no passado, os médicos começam uma consulta examinando a língua.
Foi o caso de um adventista que estava muito doente. A Igreja apagou a consulta para ele ser examinado por um médico competente. Ele relutava por não confiar. O médico começou examinando a sua língua. Disse: “Eu sabia que esse médico não ia encontrar a minha doença. Eu sinto um problema no estômago, mas ele perdeu tempo examinando a minha língua”.

Aplicação homilética – Jesus Cristo, o médico divino olhando a nossa língua pode ver o nosso coração

II – CUIDEMOS DE NOSSAS PALAVRAS: ELAS PRECISAM TER O SABOR DE MEL

A - Benjamim Franklin disse: “O homem pode equilibrar-se do desvio do pé, mas do deslize da língua, talvez nunca”.

1 – Geralmente a nossa língua mostra quem somos.

a) Foi exatamente isto que aconteceu com Pedro. Ele quis negar ser um discípulo de Jesus. Mas a criada retrucou: “A tua fala te denuncia”.

B – Que diferença encontramos na pessoa de Jesus!

1 – Quando Jesus falou certa vez, falou com tanto poder que o comentário de seus ouvintes foi: “Nunca homem algum falou como este homem”.

C – O  livro de Tiago fala da língua. Tiago 3:5-10:
 “Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros do nosso corpo e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chama a toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de serem marinhos se doma  e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal  incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim”.

1 – Pensamento de Blaise Pascal, físico e matemático francês do século 17, escreveu em seus pensées:
“Ninguém fala de nós em nossa presença como fala em nossa ausência A sociedade humana baseia-se em mútuo engano; poucas amizades subsistiriam se um soubesse o que seu amigo disse a seu respeito em sua ausência... Estabeleço como fato que se todos os homens soubessem o que cada um disse do outro, não existiriam quatro amigos no mundo”.

Ilustração: O patrão, o empregado e as penas.
Certo senhor tinha um empregado que fala demais. Sempre estava trazendo problemas no serviço.
 Certo dia, o patrão mudou o seu trabalho. De propósito, havia colecionado muitas penas de vários pássaros. Convidou o seu empregado para jogar aquelas penas fora, pagando-lhe o dobro do que costumeiramente pagava. No dia seguinte, pediu que ele saísse juntando as penas e oferecendo uma grande quantia se conseguisse juntar todas elas. O vento já havia espalhado as penas em uma área de alguns quilômetros. Trabalhando o dia inteiro, juntou algumas, mas não todas. Desistiu do trabalho, dizendo: Patrão, é impossível!
O Patrão concluiu: Assim são as palavras que você fala em vão!...

Aplicação homilética: Assim são as nossas palavras. Não voltam.

Conclusão:
     
1 – O que falei, falei. O que falei está falado
2 – Nossa oração cada dia deve ser:
Salmo 141:3- “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios”.
3 - Salmos 119:103 – “Como são doces as tuas palavras! São mais doces do que o mel.” 

- Assim como existem palavras que têm o sabor de mel, existem também as que tem o sabor de fel: Que ferem, que machucam, que matam...
- Que as nossas palavras sempre tenham sabor de mel!



Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.  

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