quinta-feira, 2 de junho de 2011

Três filosofias de vida

Texto: Lucas 10 : 25-37


Introdução:


A – Existem três grandes lições que precisamos aprender deste incidente, da parábola contada por Jesus ao doutor da Lei, na qual encontramos várias pessoas envolvidas.

B – Quem são os envolvidos? Não conhecemos os nomes, mas sabemos que foram, no mínimo, sete pessoas.

1 – Um homem que foi roubado.
2 – Os ladrões. (No mínimo dois).
3 – Um sacerdote. (Pastor e líder religioso).
4 – Um levita. (Ancião, ou oficial da igreja em Jerusalém).
5 – Um samaritano caridoso.
6 – O dono da hospedaria.
– Ou seja, no mínimo, sete pessoas envolvidas.

C – Cada um tinha a sua filosofia de vida. Quero analisar o comportamento de alguns deles.

I – A FILOSOFIA DO LADRÃO: “Jesus prosseguiu dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto”.
(Lucas 10:30).

A – Desde que entrou o pecado neste mundo, passou a existir ladrões.

1- Qual é a filosofia de todo ladrão? O que todo ladrão pensa e quer?

a) O ladrão sempre diz: “O que é teu é meu”.
b) O ladrão da parábola levou tudo. Levou o último centavo e a última peça de roupa.

(1) Esta é a filosofia de todo ladrão: o que é teu é meu. Todo ladrão pensa assim. Não adianta resistir. Se resistir, ele mata.

Ilustração: Um homem assaltado. O ladrão lhe diz: “Ou o dinheiro ou a vida”, apontando-lhe um revólver. O assaltado diz ao ladrão: “Leva a vida porque o dinheiro eu preciso”. Isso não é coisa que se diga a um ladrão nem por brincadeira. Recentemente, no Rio de Janeiro, uma moça foi assaltada. Solicitou ao ladrão que lhe devolvesse o seu crachá. Ele a matou com um tiro na cabeça.
Entregue tudo, porque todo ladrão sempre quer tudo. Ele sempre pensa: “O que é teu é meu”, e pronto.

II – A FILOSOFIA DO SACERDOTE E DO LEVITA. - “Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o também passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o também passou de largo”. (Lucas 10:31 e 32).

A – A filosofia do sacerdote e do levita era a filosofia do amor ao ego. É uma filosofia centralizada em si mesmo, sem compromisso com ninguém.

1 – Esta filosofia sempre diz: “O que é teu é teu; o que é meu é meu”.
2 – Que cada um cuide de sua vida.
3 – Dizem: “Eu não peço nada para ninguém e também não dou nada para ninguém”.

a) “Que cada um cuide de si”.
b) Dizem também: “Isso é problema dele e não meu”.
c) “Eu não tenho nada com isso”.

Ilustração: Eu tive um colega num internato, onde estudei. Ele não pegava em nada de ninguém, mas não aceitava que ninguém pegasse em nada que lhe pertencesse. Colocava um fio de cabelo no sabonete. Se alguém o usasse, ele sabia e brigava.

Ilustração: Há os que dizem: “Minha caneta e meu carro são como minha mulher: eu não empresto para ninguém. Nem para meu melhor amigo”. Vem um acidente e ele perde o carro...

III – A FILOSOFIA DO SAMARITANO. – “Certo samaritano, que seguia seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o compadeceu-se dele. E, chegando pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levando-o para uma hospedaria e tratou dele”. (Lucas 10:33).

A – A filosofia do Samaritano era: “O que é meu pode ser teu”.

1 – Esta é uma filosofia difícil de aceitar.
2 – O samaritano socorreu o aflito. “Perdeu” seu tempo e dinheiro com ele.
3 – Colocou-o no seu animal e andou a pé até o hospital pronto socorro mais próximo.
4 - Pagou a despesa.
5 – Prontificou-se a pagar o que ele ainda necessitasse, dizendo: “Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu te indenizarei quando voltar”. (10:35).

a) Que filantropo era esse homem!
b) Sempre dizendo: “Você está necessitado, então, o que é meu pode ser teu”.

Conclusão:

A – Aprendamos a lidar com três filosofias de vida:

1 – A filosofia do ladrão: o que é teu é meu.
2 – A filosofia do indiferente: o que é teu é teu; o que é meu é meu.
3 – A filosofia do amoroso e envolvido: o que é meu pode ser teu.

B – Qual é a sua filosofia de vida?

1 – A filosofia do ladrão? Não acredito.
2 – A filosofia do sacerdote e do levita?
3 – A filosofia do samaritano?

C – O que Jesus disse ao doutor da lei, diz também hoje a nós: “Vai e faze o mesmo”. É a ordem imperativa do Mestre.

1 – Muitos dizem: “Eu sou pobre e nada posso fazer para saciar a fome do mundo e dos que nos rodeiam”. Isso é verdade. Não podemos resolver, sozinhos, o problema da miséria de todos os que nos rodeiam. Mas podemos ajudar naquilo que está ao nosso alcance.
2 – Alguém poderá dizer: “O Samaritano era um homem muito rico. Ele pagou do seu bolso todas as despesas do homem roubado e ferido, mas eu não posso fazer nada”.

a) A maior misericórdia que podemos fazer não é tanto aliviar o sofrimento físico como também o sofrimento espiritual. E aí você e eu somos ricos. Ricos em Jesus.

3 – Quantos estão descendo de Jerusalém para Jericó no sentido espiritual.

a) A palavra Jerusalém etimologicamente significa – Cidade da Paz.
b) Jericó significa – Cidade da perdição.
c) Na vida espiritual, é perigoso descer de Jerusalém para Jericó.

(1) Quantos estão caídos à beira do caminho, porque o Diabo o roubou a paz, a esperança e a comunhão com Deus.
(2) Quantos feridos a nossa espera à beira do caminho!
(3) Por isso Jesus nos diz: “Vai e faze o mesmo”.


Ilustração: “Moço, o senhor é Jesus?”
Um menino aleijado vendia bombons numa estação de trens de passageiros. Certo dia, ele entrou num vagão para vender as suas balas. O trem começou a sair devagarzinho, sem que ele percebesse. Ele se jogou. Caiu. Todos zombavam dele. Os bombons e o dinheiro da venda voaram longe. Ninguém queria ajudá-lo. Chegou perto dele um homem que o levantou, dizendo-lhe: “Levanta, meu filho”. Segurando a sua mão, levou-o ao Pronto Socorro e depois a sua casa. Quando o homem se despediu, ele se lembrou de agradecer e depois lhe perguntou: “Moço, o senhor é Jesus?”. O homem lhe respondeu: “Não, eu não sou Jesus. Eu sou apenas um filho de Deus e irmão de Jesus”.

E você? Qual é a sua filosofia de vida?


Oração: Senhor Deus e nosso Pai amado, ajuda-nos a distribuir com os outros aquilo que às vezes temos em excesso. Vivemos num mundo onde muitos têm abundância, enquanto outros não têm nada. Que possamos aprender a lição que Jesus ensinou ao doutor da lei e quer nos ensinar através da parábola do Bom Samaritano e tenhamos sempre disposição para ajudar o nosso próximo. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos: H.A., 315, 304


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.     

3 comentários:

  1. ceus, que sermão lindo... fiquei emocionada ao lê-lo... deviamos ter mais deles na nossa igreja.

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  2. Agora sao 03 horas da manhã e já estou alimentada por hoje.Deus seja louvado!!!!!!!

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