sábado, 26 de março de 2011

Árvore e frutos

Texto: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas que, no devido tempo, dá seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. (Salmos 1:3).

Introdução:

A – O texto compara a vida do homem que anda com Deus a uma árvore que produz frutos: “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido”.

1 – Assim como o ser humano, a árvore também tem o seu ciclo vital: Nascer, Crescer, Reproduzir e Morrer.

a) A árvore para crescer precisa se alimentar da seiva.
(1) O crente para crescer espiritualmente precisa cotidianamente se alimentar da Água e do Pão da Vida – Jesus Cristo.

2 – Uma árvore continua crescendo, enquanto vive. No dia em que ela deixa de crescer, começa a morrer.

a) O crente, que não cresce espiritualmente, morre.

3 – A idade de uma árvore se pode conhecer pelos anéis formados por seu crescimento. A lei da árvore é: crescer ou morrer.

a) Assim se dá com o homem cristão: ou cresce ou morre espiritualmente.

Ilustração: As sequóias colossais da Califórnia. Há, nos Estados Unidos, as árvores gigantescas. Quem ver aquelas árvores jamais poderá esquecer. É a coisa mais antiga que vive sobre a terra. A mais alta delas chega a ter 115 metros de altura e 8 metros de diâmetro. Calcula-se que tenha 4.650 anos. No tempo em que Davi escreveu os seus Salmos elas já existiam. Quando Jesus andava pela Judeia e Galileia elas já eram árvores frondosas. Ergueram e caíram impérios, mas aquelas árvores vivem e crescem ainda hoje.

Aplicação homilética: O filho de Deus é comparado a uma árvore, sempre em crescimento.

I – CRESCENDO NA DIREÇÃO CERTA.

A – Existe o perigo de uma árvore crescer na direção torta. Muitas crescem para a direita e outras crescem para a esquerda e, como resultado, ficam árvores defeituosas.

1 – Há um pensamento popular que diz: “Pau que nasce torto não tem jeito, morre torto, e depois de queimado até a sua cinza é torta”.
2 – Existe também o perigo do cristão crescer como uma árvore dessas, crescer de maneira torta.

a) É perigoso quando o crente cresce para a esquerda.
(1) Crescer para a esquerda pode significar o relaxamento das coisas espirituais, tornando-se um crente liberal.


b) Há também o perigo de ele crescer para a direita.
(1) Crescer para a direita pode significar que pense ser mais certo que todos os demais homens.
(2) Pedro antes da conversão pensava assim: “Ainda que todos te abandonem, eu jamais”.

B – A árvores precisa crescer na direção certa: para cima e para baixo.

1 – Crescer para cima é seguir o curso natural da vida. Se não cresce para cima, fica nanica e será sempre uma árvore sem expressão e significado.
2 – Crescer para baixo significa criar raízes profundas para enfrentar os vendavais.
a) As arvores que tem raízes profundas enfrentam as tormentas.
(1) Os coqueiros não caem facilmente porque têm raízes profundas, que sempre se ramificam por todos os lados.
(2) Outras árvores, porém, que não tiveram a capacidade de criar raízes profundas, sempre caem quando vem a tempestade.
(a) Cristo falou da semente lançado no pedregulho que não tinha raiz em si mesmo. Nasce, cresce, mas depois morre...
3 – Da mesma forma, se não criarmos raízes profundas nesta árvore que somos nós, poderemos correr o risco de cair espiritualmente nos momentos das tempestades da vida.


II – CONHECENDO A ÁRVORE.

A – Jesus Cristo disse certa vez que a árvore é conhecida pelos seus frutos.

1 – Pelos seus frutos os conhecereis, Colhem-se, porventura uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém árvore má produz maus frutos. Não pode a árvore boa produzir maus frutos, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. (Mateus 7:16–20).

a) À semelhança da árvore, o crente é também conhecido pelos seus frutos.

Ilustração: A história cita o caso do historiador inglês Wilkinson, que encontrou no sepulcro de uma múmia no Egito, um vaso fechado hermeticamente há 3.000 anos, nos dias dos faraós. A bibliotecária do museu teve a infelicidade de quebrar o vaso e então no interior dele havia ervilhas secas, velhas e petrificadas. As ervilhas foram cuidadosamente plantadas no dia 4 de abril de 1844. No fim de 30 dias, brotou e daí começou a dar frutos.

B – Em Mateus 21:18-20 encontramos o incidente na vida de Jesus, quando com fome, parou em baixo de uma figueira à procura de frutos para se alimentar. Não havendo frutos a amaldiçoou. No outro dia estava morta e seca.

1 – Os ecologistas criticam e condenam este ato do Mestre. Jesus, o criador e mantenedor de todas as árvores, quis apenas ensinar que o principal objetivo de uma árvore deve ser produzir frutos.

Ilustração: Eu tenho em meu sítio um grande cajueiro, que, quando comprei o sítio ela já estava lá plantado. Todas as outras árvores plantadas depois já produziram muitos frutos e ele, nada. Quando produz uns poucos cajus são tão ruins que ninguém querer provar. Que me perdoem os ecologistas, mas em breve ele será eliminado e colocado em seu lugar outra árvore que proporcione tudo o que ele possa produzir e mais os bons frutos.

C – Cristo contou a parábola do joio e do trigo. Mateus 13:24-30.

1 – O semeador semeou o trigo.
2 – O inimigo veio e semeou o joio no meio do trigo.
a) Era costume no Oriente inimigo agir assim...

3 – Por que o dono da fazenda não arrancava o joio logo no começo?
a) Joio e trigo são parecidos. Para não incorrer no perigo de, arrancando o joio, arrancar também o trigo precioso.
4 Aplicação da parábola:
a) Deus colocou na igreja o trigo, que representa o justo pelo sangue de Jesus.
b) O Diabo veio e lançou entre eles o joio que representa os pecadores não salvos pelo sangue precioso de Jesus.
(1) Mas por que não arrancar logo?

Ilustração: Alguém, anos atrás, chegou para mim e dizendo: Pastor vamos reuinir a comissão da igreja para eliminar fulano de tal. Disse-lhe: “Não, vamos ter paciência. Vamos deixar que ele produza os seus frutos. O tempo passou e todos viram que ele não era um verdadeiro crente.

5 – Este era o caso do joio no meio do trigo.
a) Cristo disse: “Deixai-os até a ceifa”. ( Mateus 13:30)
(1) O trigo produzia cachos. Produzia espigas cheias e maduras,
(2) O joio, por sua vez, não dava frutos.

6 – Na igreja cristã primitiva houve muitos casos destes:
a) Ananias e Safira uniram-se aos discípulos e um dia deram os seus frutos amargos.
b) Demas, companheiro do apóstolo Paulo, um dia também produziu os seus frutos pecaminosos.
c) Judas Iscariotes. Cristo não o chamou. Ele se ofereceu.
(1) Alguém poderia dizer: “Por que Cristo não cortou o mal pela raiz”.
(2) Cristo deixou que Judas desenvolvesse o seu caráter.
(3) Aquela árvore cresceu e com três anos começou a produzir os seus frutos.

CONCLUSÃO:

A – Hoje, a igreja de Deus enfrenta os mesmos problemas.

1 – Para onde estamos crescendo?
2 - Que tipo de frutos estamos produzindo?

B – Para darmos bons frutos, precisamos estar ligados à árvore verdadeira. – “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (João 15:5).

1 – A videira só é videira porque produz frutos. Se ele não produzir frutos será apenas uma árvore.
2 – Os ramos só produzem frutos se estiverem ligados à videira.

C – “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido”.




Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.    

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