sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Quando custa um milagre?

Discretamente, Tess despejou todo o dinheiro que ela tinha em seu cofrinho e contou cuidadosamente. Após conferir o valor exato, saiu de casa silenciosamente com destino à farmácia mais próxima. No caminho, as palavras da conversa que havia escutado entre e o seu pai e a sua mãe não saíam da sua cabeça: “Só um milagre poderá salvá-lo”.

Na porta do estabelecimento, disse ao farmacêutico que queria comprar um milagre. Sem se importar com a inocência da menina, o homem respondeu que não vendia esse tipo de produto. O irmão do farmacêutico, um renomado médico, perguntou à Tess que tipo de milagre ela precisava. Sem titubear, disse que não sabia ao certo, mas que seu irmão precisava ser operado. No entanto, o seu pai não podia pagar e ela queria usar o dinheiro que tinha para ajudá-lo.

Impressionado com a iniciativa da criança, o homem perguntou quanto ela tinha no cofrinho. E a resposta, quase um sussurro, foi 1 dólar e 11 centavos. Com um sorriso na face, o médico informou à Tess que aquele valor era exatamente o preço de um milagre. Dr. Carlton Armstrong, especializado em neurocirurgia, salvou a vida de Andrew, que em poucos meses estava em casa. Ainda sem acreditar no milagre, a mãe de Tess se questionava quanto teria sido aquela operação. Feliz, Tess sabia que só havia custado 1 dólar e 11 centavos… e a sua enorme fé.

Num tempo em que vemos falsas tentativas de milagres, a fé pura e simples de uma criança foi o instrumento usado por Deus para tocar o coração de um médico. Foi por meio da fé de uma criança que uma família pôde ver a grandeza de Deus. É essa fé, pura e inocente, tal qual daquela criança, que Deus deseja que você tenha a cada dia.

Fonte: Ação JA


VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Coordenador J.A da ACP, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog
Tinguiteen, Blog Esperança, Jovem Adventista, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A pergunta mais Importante da Vida


1 – Há uma pergunta que paira na mente de milhares de pessoas: uma pergunta feita por pessoas de todas as classes sociais e intelectuais; uma pergunta simples, mas ao mesmo tempo profunda; uma pergunta importante e indispensável em nossa vida; uma pergunta que cada ser humano terá de formular, e buscar a resposta certa, se quiser ser feliz neste mundo e no mundo porvir.

2 – Sabe qual é a pergunta mais importante nesta vida? Vamos conhecê-la em Atos 16:25-34:

“25 Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.
26 De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos.
27 O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido.
28 Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!
29 Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas.
30 Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?
31 Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.
32 E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.
33 Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.
34 Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.”

Paulo e Silas se encontravam presos num cárcere de Filipos, cidade grega. Eles cantavam hinos de louvor, enquanto os outros presos os escutavam atentos. Mas enquanto oravam e cantavam, à meia-noite, sobreveio um grande terremoto que sacudiu os alicerces da prisão. Os presos foram libertos das correntes e as portas da prisão se abriram.

Então, o carcereiro que era o responsável pelos presos, que se fugissem ele pagaria com a vida, imaginando que tivessem todos escapado, puxou a sua espada e ia suicidar-se, quando ouviu a voz socorredora de Paulo: “Não te faças nenhum mal, porque todos estamos aqui!” Então, o carcereiro trêmulo, nervoso e angustiado, perguntou a Paulo e Silas: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”

3 – Você já fez esta pergunta? Já obteve a resposta certa? Ou ainda está em confusão? “QUE DEVO FAZER PARA QUE SEJA SALVO?” Esta pergunta sugere 5 DEVERES que temos de colocar em prática, se queremos um dia nos salvar. Esses deveres se cumpriram na experiência do carcereiro de Filipos, e são as coisas que cada pessoa deve fazer para se salvar. Quais são esses deveres?

Hoje queremos estudar nesse texto: A PERGUNTA e O RESULTADO. Uma pergunta sobre a salvação e o seu resultado correspondente.

A) A PERGUNTA: Esta é a pergunta mais importante que um mortal jamais fez: “O que devo fazer para que seja salvo?” É uma pergunta inspirada pelo Espírito Santo e pela necessidade inerente a todos os habitantes desse planeta de pecadores. E esta pergunta nos indica 5 deveres:

I - DEVEMOS RECONHECER QUE ESTAMOS PERDIDOS

Se nós perguntamos: ''O que devo fazer para me salvar?'', isso requer que já nos consideramos fora dos termos da salvação.

1 – O carcereiro reconheceu-se perdido. Ao ver as portas abertas da prisão, temeu por sua vida física e espiritual, porque ele era responsável pelos presos e responderia com a sua vida, e então se sentiu despreparado para enfrentar o juízo divino. Como estava perdido mesmo, tentou o suicídio, dando um fim rápido em sua vida, porque desse modo poderia evitar os tormentos que haveria de sofrer na mão dos verdugos. E então, fez a pergunta mais importante de sua vida: ''Que devo fazer para me salvar?''

2 – Jamais será salvo aquele que não se reconhecer perdido. Deus enviou a Jesus para buscar os perdidos. E então, Ele disse: ''Não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.'' Ou seja: - não vim chamar os que se consideram justos, e não reconhecem que são pecadores. Assim como nunca será curado o enfermo que não reconhece a sua doença, assim também jamais será salvo o pecador que não reconhece o seu pecado.

3 – Como pode um homem se sentir pecador? Como pode um homem se sentir perdido? De, fato a pergunta é justa porque os homens e mulheres não gostam de reconhecer esse fato. O próprio salmista Davi já dizia: ''Quem há que possa discernir as próprias faltas?'' (Sl 19:12). É impossível que o homem reconheça os próprios defeitos e pecados por si mesmo. Entretanto, através da obra do Espírito Santo, o homem tem uma visão da santidade de Deus e então sim, pode ver a sua própria situação de pecador perdido.

O profeta Isaías ao ver o trono do Céu, ao ouvir os anjos cantando: ''Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos!'' exclamou: ''Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!''

O apóstolo Paulo contemplou o 3o Céu, ouviu palavras indizíveis, viu a santidade de Deus, e então sim pôde dizer: ''Fiel é a palavra e digna de inteira aceitação que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.'' (1 Tim 1:15).

Pedro também teve a sua oportunidade de ver a santidade de Jesus e o Seu poder divino; e então falou: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador!'' (Lc 5:8).

4 – A Bíblia nos revela que todos são pecadores perdidos. "Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus'', disse Paulo (Rom 3:23). Mas notem o que disse o profeta Isaías: ''Todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia.'' (Isa 64:6). E o profeta Jeremias explica as razões para isso: ''Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?'' (Jer 17:9).

5 –Conta-se que Lady Hamilton muitas vezes visitava as prisões a fim de animar e ajudar os reclusos. Um dia ela encontrou um homem que estava completamente arrasado, cheio de pessimismo e sinistros pensamentos. Ela procurou consolá-lo, mas ele respondeu:
– Sou um grande pecador.
– Louvado seja Deus – a Lady respondeu.
Então o prisioneiro acrescentou:
– Sou o mais ímpio de todos os pecadores.
– Louvado seja o Senhor – disse outra vez Lady Hamilton.
Não compreendendo o que ela queria dizer, o prisioneiro disse:
– Por que diz a senhora assim, visto que professa ser cristã?
Então ela tomou a Bíblia e calmamente leu para ele: 1Tim.1:15: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” Então, o prisioneiro entendeu e aceitou a mensagem, e foi salvo. Devemos saber e reconhecer que estamos perdidos.

II – DEVEMOS TER SINCERIDADE DE PROPÓSITO

1 – O carcereiro era sincero no seu propósito. Ele queria realmente se salvar. Sua pergunta não podia ser fingida: ''Que devo fazer para me salvar?'' Era um momento extremo em sua vida e ele ansiava um meio de escape para aquela situação aflitiva e desesperada.

2 – Necessitamos de sinceridade para nos salvar. Muitos se perderão porque não querem realmente se salvar. Eles amam muito o seu pecado; eles acariciam muito o seu pecado. Ao invés de amar o pecado, eles deveriam odiá-lo. A única maneira para largar o pecado é odiar sinceramente o pecado.

Certa vez, um ministro foi visitar um membro de sua igreja, e o encontrou no campo em seu trabalho na lavoura. Quando o homem viu o pastor, já era tarde para esconder o cachimbo que ele fumava às escondidas da igreja. Então, tentando se justificar, ele disse: ''- Pois é, pastor, eu odeio esse maldito cachimbo e ainda continuo fumando!''

O pastor respondeu: ''- Você odeia a ponto de deixá-lo?'' O irmão disse prontamente: ''Agora, o senhor me pegou; eu não sei por que isso acontece: odiar o fumo e ao mesmo tempo continuar fumando! Pois de agora em diante, eu não fumarei mais! Ora por mim, pastor!'' Ambos se ajoelharam e ali mesmo o pastor orou por aquele homem e ele nunca mais fumou. É preciso ser sincero. É preciso odiar sinceramente o pecado para poder abandoná-lo. Odiar o pecado para não pecar mais. Sinceramente.

3 – Entretanto, temos que ter mais do que sinceridade em saber as respostas, mais do que mera curiosidade.
O jovem rico tinha sinceridade quando perguntou o que era necessário para alcançar a vida eterna. Mas não tinha real sinceridade de propósito para se salvar e alcançar a vida eterna. Então, saiu triste porque era muito rico. Tinha satisfeito a sua curiosidade, mas amava mais as riquezas do que a Deus, e se perdeu, nesta vida e na vida por vir, porque na destruição de Jerusalém ele perdeu todas as propriedades e morreu pobre.

Pilatos era sincero na sua pergunta: ''Que é a verdade?'', mas não teve sinceridade de propósito para ouvir a resposta de Jesus, e se perdeu. Já conheci muitas pessoas que estudaram a Bíblia só para satisfazer a curiosidade. Mas quando a verdade penetrou em sua consciência para abandonar o pecado, eles se afastaram e desistiram de tudo. Não tinham real sinceridade para serem salvos. Amavam mais o pecado do que a Deus.

III – DEVEMOS CRER EM JESUS COMO NOSSO SALVADOR

Paulo e Silas disseram: ''Crê no Senhor Jesus e serás salvo'' (v. 31). O que significa crer em Jesus? Crer em Jesus significa confiar nEle como nosso Salvador pessoal. Isso implica em 4 coisas nas quais devemos confiar:

1- Devemos confiar em Seu amor: Satanás diz que Ele não nos ama. Mas Ele nos amou de tal maneira que deu a Sua vida para morrer em nosso lugar. Ele derramou o Seu precioso sangue a fim de nos redimir de nossos pecados. Ele nunca nos rejeita. Seu amor é infinito, precioso, abrangente, e nunca deixa a nossa alma aflita buscando sem achar o Seu perdão. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro com Seu amor exorbitado e imenso.

2- Devemos confiar em Sua graça: ''Pela graça sois salvos'' (Ef 2:8), disse o apóstolo Paulo. A salvação é gratuita; você não tem que pagar nada para se salvar. Mas você deve confiar que esta é a grande verdade e confiar nela: a graça de Deus é a única virtude salvadora. Ela se “manifestou salvadora para todos os homens” (Tt 2:11); ela se revelou eficaz para nós, os que cremos; ela se manifestará na sua grande riqueza, em bondade para conosco através dos séculos infindos da eternidade por vir (Ef 2:7).

3- Devemos confiar em Seu poder: Ele teve poder para criar e mostra o Seu poder de preservar diariamente a nossa vida, e, portanto, tem poder para salvar. O mesmo poder que Ele usou para criar-nos e preservar-nos, vai usar para nos salvar. É preciso confiar mais plenamente nesse poder que Ele tem de salvar do pecado, ontem, hoje e amanhã. É preciso confiar no seu poder de salvar da pena, do poder, do prazer e da presença do pecado em nossa vida.

4- Devemos confiar na Sua Palavra: Foi pela Sua palavra que Jesus Cristo mandou e tudo se fez; ordenou e tudo veio a existir do nada (Sl 33:6,9). Pela Sua palavra, Ele governa o universo. Mas também nos deu a Sua Palavra escrita, a fim de que nós soubéssemos o que Ele nos ordena hoje. Ele disse ao paralítico: - ''Vai e não peques mais!'' Ele disse à mulher adúltera: ''Vai e não peques mais!'' Ele diz a você hoje em Sua Palavra: ''Vai e não peques mais!'' Se você confiar nessa palavra, você será salvo e deixará o pecado, estimulado pela ordem divina.

Por isso devemos crer em Jesus como nosso Salvador pessoal. Ele tem todos os recursos para salvar ao maior pecador. É nosso dever e privilégio confiar em Seu amor, em Sua graça, em Seu poder e na Sua palavra. É isso o que significa confiar na pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. É disso o que tanto necessitamos para sermos salvos a cada momento do pecado.

IV – DEVEMOS SER OUVINTES ATENTOS

1 – O carcereiro era um ouvinte atento (v. 32). Era necessário receber a instrução do Evangelho. Ele não possuía aquele conhecimento que salva. Estava em uma profunda angústia, a ponto de tentar o suicídio, e, portanto, precisava aproveitar aqueles momentos preciosos. Eis que a esperança nasce em seu coração, e se lança em profundo interesse, como se não houvesse outra oportunidade. Então, vai para casa levando os pregadores, reúne a sua família e coloca-os para ouvir atentamente a mensagem salvadora. E todos ouvem atentamente o que tinham a dizer aqueles homens de Deus, extasiados e profundamente interessados.

2 – Deus procura ouvintes atentos. O Salvador Jesus Cristo disse: ''Ide e pregai o evangelho!'' Quando o evangelho está sendo pregado, nós devemos ser ouvintes atentos, interessados na Palavra de Deus que se dirige a nós. Todo o Céu está interessado em ouvintes atentos. Muitas pessoas em nosso mundo e mesmo dentro das igrejas estão carentes de salvação e necessitam demonstrar mais interesse na pregação que está sendo exposta. Deus quer ouvintes atentos na Sua igreja, tão atentos como se não houvesse mais oportunidade para ouvir outra vez a mensagem. Tão atentos a ponto de serem capazes de aprender e transmitir as coisas que ouviram para os outros que estão nas trevas do pecado, buscando a salvação, sem uma luz sequer a brilhar em sua alma entenebrecida.

3 – Você deve ser um ouvinte atento. Alguns não são ouvintes atentos à exposição da Palavra de Deus; vem à igreja para conversar, mascar chicletes, chupar balas, namorar, ou ver os amigos. Muitos já perderam a capacidade de se impressionar com a mensagem poderosa da Palavra de Deus. Muitos estão passeando pelos corredores, conversando sobre futilidades, lendo o seu hinário ou fazendo o ano bíblico em hora e lugar errados, observando as roupas dos outros, ou dormindo, enquanto um grande pregador está apresentando as maiores novidades da luz do Céu! Você deve vir à igreja com sua Bíblia na mão e ser um ouvinte atento, como foi o carcereiro, diante dos pregadores da Palavra de Deus. Eles têm uma mensagem de esperança para a sua alma, faminta de Deus e de Sua salvação.

V - DEVEMOS SER BATIZADOS

1 – O carcereiro foi batizado (v. 33); e Jesus Cristo disse: ''Quem crer e for batizado, será salvo; quem porém não crer, será condenado!'' (Mar. 16:16). Paulo explicou essa verdade, e ele prontamente aceitou o ensino, sendo batizado imediatamente, junto aos seus queridos. Não apresentou nenhuma objeção, não argumentou negativamente, não respondeu com desculpas, mas confiou na palavra que lhe foi pregada, respondendo de imediato.

2 – Algumas pessoas já deram os passos anteriores: Eles se reconhecem perdidos, revelaram sinceridade de propósito, receberam a Jesus crendo nEle como Salvador pessoal, são ouvintes atentos na Palavra de Deus. Mas ainda não deram o passo final do batismo. Alguns têm receio do que vão dizer os seus parentes; outros têm receio de cair, não podendo observar fielmente a todos os preceitos que essa decisão envolve; outros ainda se apegam a algum pecado. Mas a todos estes Cristo diz: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei!” (Mt 11:28).

3 – O batismo é necessário para entrar no Reino de Deus. Disse Jesus: ''Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino do Céu!'' (Jo 3:5). O que é o batismo? Vemos a definição pela sua necessidade: o batismo é a evidência de que fomos nascidos do Espírito Santo. - É a porta de entrada à igreja, o Corpo de Cristo. - É a manifestação pública de que você aceita e pertence à família de Deus. - É a lavagem dos pecados. Ananias disse para Saulo, antes de seu batismo: ''E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle.'' (At 22:16). O batismo é a maneira pela qual somos unidos a Jesus Cristo e revestidos de Sua justiça. ''Porque'', disse o apóstolo Paulo: ''todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes.'' (Gl 3:27).

B) O RESULTADO DA SALVAÇÃO

Versos 33-34: “Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.”

1 – Amor para com os irmãos. O carcereiro lavou as feridas dos apóstolos. Foi uma transformação extraordinária. E depois de cuidar assim deles, ainda hospedou-os em sua própria casa e serviu a sua comida para eles. Amor é o resultado da salvação. “A fé opera por amor” (Gl 5:6). O cristão é um homem que foi transformado pela graça divina que revelará um amor que se amplia cada vez mais em benefício do próximo. Não é possível ser um cristão seguidor de Cristo e não possuir um amor genuíno em favor do semelhante vendo as necessidades dos outros. As igrejas são a prova desse fato: estão cheias de pessoas que sabem amar aos outros, como também estão ainda mais cheias de pessoas que pretendem ser cristãs, mas as suas obras negam a sua pretensão.

2 – Alegria na alma. Disse o texto que o carcereiro manifestou com todos os queridos grande alegria por tudo aquilo: por terem conhecido o evangelho, por terem crido em Jesus, por terem sido batizados, por terem visto a salvação. De fato, alegria é um fruto do Espírito Santo que é revelado na vida de uma pessoa que foi salva. Não podemos senão esperar alegria na vida de pessoas que estão como seu coração cheio da certeza de salvação. Já estamos fartos de legalismo e dureza para com os outros que pensam diferente de nós. Alegria é um característico dos que se preparam para o Céu, e jubilosos cantos de gratidão ecoam de sua alma.

Seguramente estes são os resultados que seguirão aqueles que crerem em Jesus e forem batizados para a salvação.

CONCLUSÃO

Portanto, aqui temos a pergunta mais importante da vida: “Que devo fazer para que seja salvo?” Como é com você? Já fez a pergunta mais importante da sua vida? Tem real interesse pela sua salvação? Como você encara esse assunto tão essencial? Ou está deixando para depois, quando tiver acabado aquele negócio, ou quando chegar a aposentadoria?

Certa vez, um obreiro bíblico jovem estava trabalhando em Manaus, no Amazonas, e visitava algumas casas próximas do salão em que o pastor Joel Sarli realizava conferências evangélicas da igreja adventista. E ele se dirigiu a um jovem daquela vizinhança, e o convidou para assistir à conferência da noite. O jovem respondeu: “Ah, isso é coisa para velhos; eu tenho a vida toda pela frente! Eu quero agora é gozar a vida!” O obreiro tentou convencer o jovem dizendo: “Mas jovem, você não pode saber quanto tempo ainda tem de vida, e amanhã pode ser tarde demais!” O jovem desconversou e disse que era muito cedo e que isso era “coisa de velho!”

Mas, o obreiro saiu pensativo, continuou as suas visitas e chegou à casa onde um senhor idoso o atendeu. O obreiro o convidou para as conferências, e a resposta do velho foi: “Olha, moço, isso é coisa assim para você que é jovem. Eu já passei da idade para me preocupar agora com religião! Isso é coisa para jovem!” O obreiro decepcionado com essa resposta desabafou e lhe respondeu: “Amigo, o que se pode fazer? Acabo de visitar um jovem que me disse que isso é coisa para velhos, e agora eu falo com um velho que me diz que religião é coisa para jovens!”

Muitas pessoas estão brincando com a sua alma, e adiando o dia de sua salvação! Mas amanhã pode realmente ser tarde demais. O amanhã pode nunca chegar. O amanhã é desconhecido. Disse Paulo: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração!” (Hb 4:7).

Você já encontrou a resposta para a pergunta mais importante da sua vida? “Que devo fazer para que seja salvo?” A resposta é única: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo!” Se você fizer isso, será salvo e como um resultado certo e infalível, será feliz e terá grande alegria e paz neste mundo, e por fim a garantia da vida eterna. Não deixe a sua decisão para depois! Aceite a Jesus Cristo agora mesmo!


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele"

Autor: Pastor Paulo Cordeiro

O que é um cristão? Perante esta pergunta, muito naturalmente alguém responderá que um cristão é um discípulo (ou seguidor) de Jesus Cristo. De facto o termo “cristão” foi utilizado pela primeira vez em Antioquia (da Síria), muito provavelmente pelos pagãos, para definir ou caracterizar os discípulos de Jesus: “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26).

Mas será que um cristão define-se apenas pelo facto de ser um seguidor de Jesus Cristo? Não, um cristão não é só um seguidor (ou discípulo) de Jesus Cristo! É isso, sim, mas é igualmente muito mais do que isso! O apóstolo Paulo não podia ser mais claro, convincente e perentório, quando, em breves palavras, proferiu esta solene afirmação: “E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele” (Romanos 8:9)

Será então possível, alguém ser um seguidor de Jesus Cristo e, mesmo assim, não ser um cristão, na plena aceção do termo? Sim, claro que é possível! Basta essa pessoa não ter o Espírito de Cristo, ou o Espírito Santo, nela! Foi isto que o apóstolo Paulo afirmou!

Tomemos um exemplo bíblico que confirma essa afirmação do apóstolo Paulo: foi Judas Iscariotes um discípulo de Jesus Cristo? Sim, Judas Iscariotes foi considerado não apenas um discípulo, mas também um apóstolo de Jesus(1). Mas, foi ele um verdadeiro cristão? Jesus, em determinado momento do Seu ministério terrestre, mais precisamente “um ano antes da traição”(2), disse que ele era um “diabo”(3) . Pode alguém ser simultaneamente um cristão e um diabo?

Mais: pode alguém ter sido batizado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19) e, mesmo assim, não ser um cristão? Não disse Jesus a Nicodemos que ninguém “pode entrar no reino de Deus” a não ser que nasça “da água e do Espírito” (João 3:5; negrito acrescentado)? Por outras palavras: pode alguém “entrar no reino de Deus” nascendo só da água, isto é, passando pelo batismo da água? A resposta de Jesus é clara: não, não pode! Para alguém “entrar no reino de Deus” tem necessariamente que ser um “nascido do Espírito” (v. 6 e 8)!

Após o martírio de Estêvão(4) – diz-nos o livro de Atos dos Apóstolos – “levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria" (Atos 8:1), e “os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (v. 4). O mesmo livro bíblico também nos relata que “Filipe(5), descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo” e que “as multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava" (Atos 8:5-6).

Tal foi o impacto que a pregação de Filipe teve sobre as “multidões” que habitavam em Samaria, que nos é dito que “quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres” (Atos 8:12). Mas, depois disto, um facto “curioso” ocorreu, segundo a narrativa bíblica: “ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados no nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo” (Atos 8:14-17; negritos acrescentados).

Quando, mais tarde, Paulo “chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos” (Atos 19:1) lhes perguntou: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?”, e ouviu da parte deles esta resposta: “Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo” (v. 2), apesar de terem sido “batizados… no batismo de João” (v. 3), imediatamente foram tomadas providências para que não só fossem aqueles “discípulos” rebatizados (ou batizados de novo) (v. 5), mas também para que recebessem o Espírito Santo: “impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo” (v. 6; negritos acrescentados).

Fará hoje algum sentido lançar a mesma pergunta que Paulo fez outrora aos “discípulos” que encontrou em Éfeso (“Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?”) aos membros das várias igrejas adventistas do sétimo dia espalhadas pelo nosso país e pelo mundo? Dar-se-á o caso de, entre nós, termos muitos que, apesar de serem discípulos de Jesus Cristo por terem crido n’Ele, ainda não receberam o Espírito Santo?

Como é evidente, não posso responder a esta pergunta porque simplesmente não posso conhecer e/ou julgar o tipo de experiência espiritual de cada um(6), mas posso responder por mim próprio: eu fui batizado pela água quando tinha 19 anos de idade, mas só fui um “nascido do Espírito” oito anos depois, quando já tinha 27 anos!

E que diferença radical o nascimento “do Espírito” provocou na minha vida! Tudo – literalmente TUDO – mudou! Comecei a ver-me a mim próprio sob uma perspetiva sob a qual nunca me tinha visto antes – antes considerava-me uma “boa” pessoa, agora sentia uma profunda agonia interior por me ver como um horrível pecador necessitando desesperadamente de um Salvador!

O conteúdo da Bíblia, de repente, começou a fazer sentido para mim, como nunca dantes, e parecia que tudo o que lá estava escrito aplicava-se diretamente a mim mesmo – quer as suas repreensões diretas que, quais espadas cortantes de dois gumes me penetravam até ao âmago da minha alma(7), fazendo-me chorar amargamente pelos meus pecados (como Pedro chorou pelos seus(8)), quer igualmente as suas reconfortantes promessas que, muitas e muitas vezes, me faziam igualmente chorar de gratidão pela alegria incomensurável que me traziam! Eu sentia-me numa “nova onda”, num “outro mundo”, numa nova realidade – era a realidade à qual o Espírito Santo do Deus eterno me estava a conduzir. Que gozo indescritível eu senti quando li que “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8:14)! Sim, eu era agora um filho de Deus(9), e porque “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8:16), eu tinha a certeza de que essa convicção de que eu era agora um filho de Deus não provinha de mim próprio, mas do Espírito Santo!

Não encontro palavras suficientemente claras que possam traduzir toda a intensidade de sentimentos e certezas que vivi durante esse período da minha conversão, do novo nascimento que o Espírito Santo operou em mim! Apenas posso manifestar agora, como muitas vezes o fiz no passado, uma enorme gratidão ao meu Deus, por ter operado em mim uma tão grande salvação, que não se limitou a ser apenas um mero sentimento e/ou uma certeza intelectual, mas que foi e é, acima de tudo e antes de mais nada, uma experiência REAL de vida!

Será que podemos ter a certeza de que o Espírito Santo está connosco? E, se sim, como podemos ter essa certeza?

Em primeiro lugar importa referir que essa certeza pode ser nossa se pedirmos a Deus que nos outorgue o Seu Espírito Santo! Jesus garantiu-nos que, se nós “que [somos] maus, [sabemos] dar boas dádivas aos [nossos] filhos”, então “quanto mais o Pai celestial [não] dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” (Lucas 11:13). Podemos ter a total garantia e certeza que, quando pedimos ao “Pai celestial” o Espírito Santo, esse pedido enquadra-se perfeitamente na categoria de pedidos de que Jesus disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Lucas 11:9-10), porque estas palavras de Jesus antecedem imediatamente a Sua sugestão de pedirmos ao Pai celestial o Espírito Santo.

Em segundo lugar é importante saber ao certo aquilo que o Espírito Santo opera em nós, para em seguida sabermos se isso corresponde ou não à nossa experiência de vida!

Jesus disse que o Espírito Santo traria sobre nós a convicção “do pecado” (João 16:8), “porque não creem em Mim” (v. 9). Pergunto: será possível alguém crer em Jesus como seu salvador se, em primeiro lugar, não se sentir convencido que é um pecador? E nenhum de nós chega à convicção de que é um pecador se o Espírito Santo não agir sobre nós: “Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Romanos 2:4).

Considera-se uma pessoa “justa” (como o fariseu da parábola que Jesus contou(10)) ou, antes pelo contrário, considera-se um “pecador” como se considerou a si próprio o publicano? Se ainda não chegou a sentir-se como o publicano se sentiu, então está na hora de ceder à convicção que o Espírito Santo tem seguramente procurado trazer sobre si, mas que você tem persistido em rejeitar!

Em terceiro lugar é igualmente importante saber que o Espírito Santo, segundo Jesus, nos “guiará a toda a verdade” (João 16:13; negrito acrescentado). O apóstolo Paulo disse que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I Timóteo 2:4; negrito acrescentado). Se a convicção que o Espírito Santo trouxer sobre si, não o/a levar, prezado/a amigo/a, através do arrependimento, mais longe do que à certeza da salvação em Cristo, isto é, se não o/a levar a desejar ardentemente conhecer “toda a Verdade” ou a ter um “pleno conhecimento da Verdade”, então isso será um indicador mais do que certo de que necessitará de pedir o (ou mais do) Espírito Santo!

A convicção que o Espírito Santo opera em nós e que nos leva a um arrependimento genuíno, levar-nos-á igualmente a sentir a necessidade de conhecer toda a Verdade revelada! Uma coisa é indissociável da outra, como nos diz igualmente o apóstolo Paulo: “na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade” (II Timóteo 2:25; negritos acrescentados).

Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o SENHOR entendem tudo” (Provérbios 28:5; negritos acrescentados). Eis aqui uma declaração claramente ousada, que eu nunca teria a coragem de apresentar, se ela não estivesse escrita na Palavra de Deus! E o apóstolo João escreveu algo muito semelhante: “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a Sua unção [ou Espírito Santo(11)] vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou” (I João 2:27; negritos acrescentados).

Em quarto lugar importa salientar que a certeza da presença do Espírito Santo em alguém manifestar-se-á através de uma vida de obediência: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ezequiel 36:26-27; negritos acrescentados).

Em quinto lugar e por último, refira-se que a presença do Espírito Santo em nós manifestar-se-á num desejo intenso de partilhar Cristo e a Sua Verdade com outros: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas…” (Atos 1:8). “Todo o verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva faz-se fonte de vida. O que recebe torna-se doador. A graça de Cristo na alma é como uma nascente no deserto, fluindo para refrigério de todos, e tornando os que estão prestes a perecer ansiosos por beber da água da vida.”(12)

Concluindo: ninguém é um cristão se não tiver o Espírito Santo sobre ele, e a prova de que o Espírito Santo está sobre alguém manifesta-se quando o poder convincente desse mesmo Espírito levar essa pessoa a reconhecer que é um pecador e a buscar, arrependida, a salvação em Jesus Cristo, levando doravante uma vida de pesquisa intensa de toda a Sua Verdade revelada, de obediência ao Senhor que a resgatou do pecado e de testemunho perante outros do Seu poder salvador e da força poderosa e coerente da Sua Verdade!

À luz do que acabámos de ver, será então de estranhar que Ellen G. White tenha escrito isto: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. O nosso Pai celeste está mais disposto a dar o Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas aos seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa para conceder-nos a Sua bênção. Só podemos esperar um reavivamento em resposta à oração. Enquanto o povo se acha tão destituído do Espírito Santo de Deus, não pode apreciar a pregação da palavra; mas quando o poder do Espírito lhes toca o coração, então os sermões não ficarão sem efeito. Guiados pelos ensinos da Palavra de Deus, com a manifestação do Seu Espírito, no exercício de sã descrição, os que assistem às nossas reuniões adquirirão uma preciosa experiência e, voltando ao lar, acham-se preparados para exercer saudável influência. (…) Temos esperança de ver toda a igreja reavivada? Tal tempo nunca há de vir. (…) Precisamos entrar na obra individualmente. (…) Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos à força e ao êxito são muito maiores da parte da própria igreja do que do mundo. (…) Mas quantas vezes se têm os professos defensores da verdade demonstrado o maior entrave ao seu progresso! A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença de anjos maus, e abrem o caminho para a execução dos ardis de satanás”?(13)

(1) Ver: Lucas 6:12-16, onde é igualmente feita a distinção entre “discípulo” e “apóstolo”.
(2) Ver: Ellen G. White, A Paixão de Cristo, Publicadora Servir, pág. 41
(3) Ver: João 6:70-71
(4) Ver: Atos 7:54-60
(5) Provavelmente este "Filipe" mencionado não era o apóstolo de Jesus mencionado em Lucas 6:13-14, pois não lhe é dada a designação de "apóstolo", mas seria um dos sete diáconos mencionados em Atos 6:3-6.
(6) Ver: Mateus 7:1 e 1 Coríntios 4:5
(7) Ver: Hebreus 4:12
(8) Ver: Lucas 22:62
(9) Ver: I João 3:1-2
(10) Ver: Lucas 18:9-14
(11) Ver: I Samuel 16:13
(12) Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, nova edição da Publicadora Servir, pág. 152
(13) Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, Casa Publicadora Brasileira, 1985, pág. 121-122

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.

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Pensamentos do Espírito de Profecia (60) - PREPARANDO O CORAÇÃO PARA O NOVO ANO!

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgPREPARANDO O CORAÇÃO PARA O NOVO ANO!
Nenhum de nós pode, em sua própria força, representar o caráter de Cristo; mas, se Jesus vive no coração, o espírito que nEle habita revelar-se-á em nós; será suprida toda a nossa deficiência. Quem procurará, no começo deste novo ano, obter nova e genuína experiência nas coisas de Deus? Corrigi os vossos desacertos na medida em que for possível. Confessai os vossos erros e pecados uns aos outros. Seja removida toda amargura, ira e malícia; que a paciência, a longanimidade, a bondade e o amor tornem-se uma parte de vosso ser; então tudo o que é puro, amável e de boa fama se desenvolverá em vossa experiência. ...
Não procuraremos, neste novo ano, corrigir os erros do passado? Compete-nos, individualmente, cultivar a graça de Cristo, ser mansos e humildes de coração, e firmes, resolutos e constantes na verdade; pois só assim poderemos crescer em santidade, e ser habilitados para a herança dos santos na luz. Comecemos o ano com a total renúncia do próprio eu; oremos por claro discernimento, para que compreendamos os direitos que o nosso Salvador tem sobre nós e para que em todas as ocasiões e em todos os lugares sejamos testemunhas de Cristo. Signs of the Times, 4 de janeiro de 1883.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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