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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: Mesopotâmea

Um termo (grego: entre rios) tirado da LXX por algumas versões e que será a tradução do Heb. ’Aram-Naharayim. Todo o vale do Tigre e do Eufrates, incluindo os seus tributários, onde Alexandre obteve grandes vitórias.

Contudo, o termo hebraico ’Aram-Naharayim traduzido por “Mesopotâmea” em Gn 24:10; Dt 23:4; Jz 3:8; 1Cr 19:6 designa apenas a Mesopotâmea Superior, uma região que se situava entre o Eufrates, o rio Khabur e o Tigre Superior. Assim, o termo “Mesopotâmea”, no VT, poderá conduzir-nos em erro.

No NT, o nome Mesopotâmea é utilizado tal como o usavam os escritores gregos e romanos e incluía todo o país. Por exemplo, Estevão coloca Ur dos Caldeus na Mesopotâmea (At 7:2). Alguns habitantes da Mesopotâmea, quer Judeus, quer prosélitos, encontravam-se presentes no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado sobre os apóstolos (cap. At 2:9).

Fonte: Mundo Bíblico

sábado, 25 de setembro de 2010

Podem os homens aferir Deus?

A publicação do mais recente livro de Stephen Hawking provocou que se levantassem, mais uma vez, os argumentos de ambos os lados da questão das origens: os que acreditam no relato bíblico e na veracidade total e literal da Palavra de Deus no que ao registo da criação diz respeito; e, aqueles que não atribuem qualquer crédito à Bíblia e defendem que tudo quanto tem vida e o que demais existe surgiu através de um processo evolutivo, no qual Deus é uma figura descartada.

Escuso de dizer-lhe que me posiciono, clara e inequivocamente, ao lado do primeiro grupo. No entanto, como não sou um físico, muito menos um cientista, tenho de confessar alguma dificuldade em elaborar por mim próprio muitas das razões que sustentam essa minha postura. Não sou capaz de explicar as evidências que existem no mundo animal que comprometem as teorias evolucionistas, nem tampouco debater a questão em termos técnicos. Por isso, leio o que alguns irmãos e autores bem mais capacitados escrevem a propósito.

Aquilo que tenho facilidade em perceber, é quando surge alguma nova descoberta, arqueológica ou de investigação, que comprova algum dado ou história apresentado pela Bíblia e que era tido, até então, como pouco provável ou impossível. E todos ficamos felizes, ao jeito da conclusão de Werner Keller, "e a Bíblia tinha razão".

Creio, ainda assim, que não podemos nem devemos arriscar o seguinte erro: colocar a veracidade dos relatos bíblicos em stand-by até que, na melhor oportunidade, eles sejam confirmados e sustentados por evidências externas ao texto bíblico, para, então sim, determiná-los como fatuais e verdadeiros.

Dou um exemplo para me fazer entender melhor.

Durante esta semana, foi divulgado um estudo científico demonstrando que, afinal, uma certa e determinada combinação eólica poderá ter mesmo criado as condições físicas para que o mar se abrisse ao meio e os milhares liderados por Moisés pudessem atravessar em terra firme.

Como disse antes, eu fiquei feliz por esta conclusão; feliz, mas não convencido - convencido já eu estava ao ler o texto bíblico que me informa que assim foi!

Além do fato deste tipo de notícias ser sempre apresentado como retirando valor à intervenção divina, o problema aqui é quando começamos a aferir a ação de Deus por parâmetros e medidas humanas - como se, apenas assumíssemos como certo e exato o que Deus disse na Bíblia, apenas e só depois de o comprovarmos pela sabedoria e razão que os homens são capazes de atingir.

Até porque, se hoje se comprova algum dado, em muitos outros casos continua-se a negá-los. Temos também o citado Stephen Hawking que quanto mais estuda mais parece inclinado para uma teoria que dispensa a figura divina de um Criador inteligente. E creio que não devemos recorrer demasiado à ciência quando ela capitula perante a Bíblia, para condená-la quando ainda não o faz (o que acontece na maioria das vezes...).

Naquele caso referido, a travessia do Mar Vermelho, os homens foram capazes de elaborar um cálculo matemático que, resolvido, explica de forma comprovável o fenómeno assombroso que é o gigantesco mar se separar em dois.

Mas será que precisamos disso para estarmos seguros da fidelidade da Bíblia? Se assim for, então deveremos também estar à espera que os génios matemáticos deste mundo nos escrevam um algoritmo ou uma equação que explique como é que física e cientificamente se definem:
a) um arbusto que arde e não se consome;
b) a transformação de varas de madeira em cobras;
c) a sobrevivência humana dentro de uma fornalha escaldante;
d) a multiplicação de pães e peixes;
e) em última instância, a ressurreição de mortos! (e etc.)

Veja bem: eu sei quando nasci e sei qual é o dia de hoje: logo, facilmente determino com um cálculo rigoroso o tempo que tenho de vida - mas poderá alguém fazer este tipo de cálculo em relação a Deus?

Outro caso: os engenheiros e artífices deste mundo, conseguem calcular magistralmente como erguer uma ponte de quilómetros entre as duas margem de um largo rio, e expõem os seus cálculos nas páginas dos projetos; e isso é algo verificável, comprovável e que funciona - mas poderá Alguém definir num projeto escrito como os elementos surgem do nada, simplesmente através da força da Palavra Eterna?

Se ficarmos apenas à espera da sabedoria humana para estas respostas, então a eternidade será pouco tempo...

Os homens definem matematicamente as suas ações porque elas são mensuráveis, definidas por um tempo e um espaço. Mas isso não acontece com o Ser Infinito, Aquele que não tem princípio nem fim! E quando tratamos das Suas ações, das Suas palavras, devemos ter a noção que estamos a tratar de Alguém que não pode ser explicado (nem as Suas ações) através de um cálculo matemático ou das leis da ciência conforme as conhecemos.

Tudo aquilo que vamos sabendo e comprovando pelo engenho humano, não é mais do que ir descobrindo como é que a Mão infalível e todo-poderosa levou a efeito os seus desígnios.

E para acreditar que Ele está no comando de tudo, eu não preciso de esperar a evidencia científica; quando chega, ela só vem explicar aquilo que eu já sabia ser verdade.

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.

domingo, 19 de setembro de 2010

De que povo és tu?

Texto: Jonas 1:6-8


Introdução:

A – O texto lido é uma série de perguntas que os marinheiros fizeram ao profeta fugitivo, Jonas:

1 – Por que nos veio este mal?
2 – Que ocupação é a tua?
3 – De onde vens?
4 – Qual é a tua terra?
5 – De que povo és tu?

B – É uma série de perguntas importantes e decisivas. Para considerar cada uma delas seria necessário fazer cinco sermões. Queremos considerar apenas a última das perguntas: “De que povo és tu?”.

1- Não querendo se identificar, Jonas, usando sub-reptício, respondeu: “Eu sou hebreu”.

a)Por que Jonas não disse: “Eu sou judeu” ou “Eu sou israelita”? Os hebreus eram os habitantes que abrangia toda a região. Dizendo assim, ele estava dizendo uma verdade, mas uma meia-verdade. Ninguém iria saber o lugar exato do seu nascimento. É a mesma coisa de um brasileiro dizer: “Eu sou americano”. Ora, todo brasileiro é do Continente americano, mas nem todo americano é brasileiro. Aliás, aconteceu comigo muitas vezes, quando morei em Moçambique – África. Muitas pessoas, em confusão, me chamavam de americano. Eu explicava-lhes o que é ser brasileiro e americano.

(1) Jonas estava certo. Dizia uma verdade, mas não estava traduzindo a sua nacionalidade. Saindo pela tangente, foi uma boa desculpa de Jonas, embora que ele não tenha negado que “temia ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra”.

C – Esta pergunta que há muitos séculos fora feita a Jonas é feita também a nós em pleno século XXI: De que povo és tu?

1 – Talvez você se sinta orgulhoso por ser brasileiro. Atualmente, com a crise econômica mundial que assolou o mundo, o Brasil está falando grosso e de nariz empinado. O otimismo está em todo lugar. Há, hoje, um slogan popular que diz: “O melhor do Brasil é o brasileiro”.

a) Quantos dos presentes se sentem felizes por serem brasileiros? Levantem a mão.
b) Vendo as coisas pelo lado positivo, é um privilégio ter nascido no Brasil, um país tão bom, onde reina a paz, democracia e plena liberdade religiosa...
c) Se você não fosse brasileiro, que nacionalidade gostaria de ter?
d) Poema de Olavo Bilac: “Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste, porque não verás nenhum país como este”. Você acha que Bilac exagerou?

I – DE QUE POVO ÉS TU?

A – Segundo os historiadores, que especifica um povo?

1 – O lugar onde mora – Topografia.
2 – A língua que esse povo fala - Vernáculo.

a) Existem países que falam mais de uma língua. Por exemplo, na Suíça falam-se várias línguas e no Canadá falam-se duas línguas diferentes: inglês e francês. Na África, todos os países falam mais de uma língua: as nativas e a língua dos colonizadores. Na Nigéria, por exemplo, falam-se a língua do colonizador e mais de 256 línguas e dialetos diferentes. Que Babel!

3 – Um povo é também especificado pela sua cultura: suas tradições, costumes, festas, modo de viver, religião, etc.

II – OUTRA ESPÉCIE DE POVO: ESPIRITUAL

A – Do ponto de vista espiritual, a pergunta feita a Jonas persiste: “De que povo és tu?”

1 – Deuteronômio 26:18 – Um povo peculiar: “E o Senhor hoje te fez dizer que lhe serás por povo seu próprio, como te disse, e que guardarás todos os seus mandamentos”.
2 – Levíticos 26: 12 – Meu Povo – “Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo”.

B – A herança do povo de Israel.

II – ISRAEL, POVO DE DEUS – “Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei e ela se tornará nações; rei de povos procederá dela.” (Gênesis 17:16).

A – A promessa foi feita diretamente a Abraão, e passada ao povo de Israel, povo peculiar de Deus, nação santa, povo escolhido e herança do Senhor.

1 – De Abraão a benção passou para Isaque, e depois a Jacó, e depois a seus 12 filhos.
2 – Deus acompanhou seus filhos ao Egito e na peregrinação no deserto da terra de Canaã.
3 – Os privilégios:
a) Em Deuteronômio 7:6 – Israel é chamado Povo Santo.
b) Em Deut. 7:14 – Diz de Israel: “Bendito serás mais que todos os povos”.
c) Deut. 7: 16 – Deus diz: “Consumirás a todos os povos”.
d) Deut. 9: 24 – Moisés afirma: “Todavia, são eles teu povo e tua herança”.
e) Em todo o Antigo Testamento, Israel é chamado de “Povo do Senhor”.

(1)De modo particular em II Crônicas 7:14 o povo israelita é chamado de “O Meu Povo que se chama pelo Meu Nome”.

4 – A responsabilidade:

a) Ser Israel o povo de Deus era, na verdade, grande privilégio, mas também tremenda responsabilidade.

(1) Todos os povos iriam olhar para Israel, observando-lhe o procedimento e os feitos.
(2) Do seu testemunho e da sua fidelidade ao Senhor dependeria em grande parte a glória de Deus.

b) E Israel apostatou... Que tristeza!

III – A APOSTASIA DE ISRAEL

A – Após a morte do grande rei, o povo andou por caminhos tortuosos e sombrios.

1 – Os reinados de Saul, Davi e Salomão juntos duraram 120 anos.
2 – Aqueles que estudam a Teologia Histórica sabem que qualquer movimento religioso começa a declinar a partir da terceira geração.

a) Após os 100 anos os problemas começam a aparecer.

a) Após a morte do rei Salomão, o reino se dividiu.
b) Houve brigas, intigras, competições e rivalidades sacudiram a grande nação, levando o povo de Deus à infidelidade.
c) O reinado se pariu em dois:

(1) Reino do norte chamado reino de Israel, com a capital em Samaria, na Galiléia, sob s liderança de Jeroboão.
(2) O reino do sul, chamado reino de Judá, com a capital em Jerusalém, na Judéia, sob o reinado de Roboão.
(3) A Sra. White comentando sobre este triste fato, diz que quando o reino se dividiu, Satanás bateu palmas.
4 – A apostasia destruiu o povo de Deus.

a) O povo se entregou aos ídolos e à imoralidade. O povo judeu passou a adorar a todos os deuses – de pau e de pedra – Tudo se tornou um deus, exceto o verdadeiro Deus.
b) Trocaram a Deus por Baal, por Dagon, Astarote ...
c) O povo de Deus afastou-se dEle, tornando-se um povo de dura cerviz.

5 – Deus mandou-lhes os profetas, tais como:
- Elias – Destruíu os altares de Baal, construídos por Jezabel.
- Isaías – Foi assassinado. Foi morto serrado ao meio, por ordem do rei Manassés.
- Jeremias – Perseguido, clamava chorava, em favor do povo.
- E dezenas de outros profetas, que exprobaram os pecados do povo e apontaram o caminho do Senhor.
a) Por Isaías Deus disse: “O meu povo não entende”.
b) Por Oséias afirmou: “LO-AMI” que significa: “Não é mais meu Povo”.

6 – E o castigo veio.
a) O reino do norte encheu o cálice da ira de Deus.
(1) O Senhor trouxe sobre o reino de Israel a espada da Assíria, espalhando o reino por entre as nações pagãs.
b) Um pouco mais de um século foi a vez do reino do sul – O reino de Judá.
(1) A espada dos caldeus levou Judá para o cativeiro da Babilônia.
(2) Na linguagem de Isaías, apenas um pouco voltaria, após 70 anos de cativeiro, para continuar a ser o povo de Deus, e assim aconteceu.

IV – O Libertador de Israel – “E dará a luz a um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” ( Mateus 1:21).

A – Vindo a plenitude dos tempos Deus enviou o seu próprio filho para libertar o seu povo.

B- “Veio para o que era seu, mas os seus não O receberam”.

1 – Ele foi rejeitado pelos judeus.
2 – Crucificaram-no.
3 – Não aceitaram a salvação.

C – Foi a partir daí que a salvação passou aos gentios.

1 - Atos 28:27 : “Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. Eles a ouvirão.”
2 - Atos 15:14: - “Expôs Simão como Deus, primeiramente, visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para seu nome”.

D – Agora, qualquer um que aceitar Jesus Cristo como salvador e Senhor de sua vida, pode fazer parte do povo de Deus.

1 – Qualquer um, repito, independente de:

a) Sua nacionalidade
b) Sua raça
c) Sua cor da pele
d) Seu status social: rico ou pobre; douto ou ignorante.

2 – Deus escolheu os gentios para fazer deles um grande povo. Você e eu fazemos parte desse povo.

a) Somos povo do Senhor.
b) Fomos comprados pelo Seu precioso sangue.

V – A IGREJA CRISTÃ, ISRAEL ESPIRITUAL

A – I Pedro 2:9 e 10 : “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Vós, sim, que antes não éreis povo, mas agora sois povo de Deus, que não tínheis alcançado a misericórdia, mas agora alcançastes a misericórdia.”

1 – Que grande privilégio temos! Somos o povo do Senhor!

a) Todo privilégio é acompanhado de uma grande responsabilidade.

2 – Você agora é filho de Deus e irmão de Jesus.
3 – Você pertence agora ao grande rei.

a) Irmãos, se somos filho de rei, temos que nos portar como um filhos de rei.

(1) Como se portam e se comportam um filho de um rei? Eles sabem que estão sempre sendo observados...

B – Um povo com uma linguagem universal.

1 – Seja ele japonês, alemão, italiano, americano, brasileiro,... falam uma linguagem universal.

a) Falam a linguagem de Cristo – “Qual a razão por que não entendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra” (São João 8:43).

1) Como brasileiros, falamos o português e como cristãos devemos falar a linguagem de Cristo.

2 – Os apóstolos usavam a palavra MARANATA (O Senhor vem!)

C – A nossa língua identifica a que povo pertencemos.

1 – Ilustração: O Meu caso quando morei em Moçambique – África. Era conhecido quando falava. Quando abria a boca, todos já diziam: “Você é brasileiro”. Eu não podia esconder a minha nacionalidade.
2 – Este foi também um exemplo vivo na vida de Pedro.

a) Pedro negou a Cristo – “Logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia” (Mateus 26:69-73).

Ilustração: O rei que mandou o criado comprar e fazer o melhor prato. Ele preparou uma língua. No dia seguinte, pediu que ele preparasse o pior prato. O criado preparou uma língua novamente. O rei quis saber se ele havia ficado louco. Concluiu: A língua é tão boa quanto ruim...

Aplicação homilética – Assim é a língua. Com ela pode-se fazer as duas coisas: o bem ou o mal.

“Como maças de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Prov. 25:11).
“Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasa tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros do nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno” (Tiago 3: 5 e 6).

b) Compete-nos dar sempre um bom exemplo de um cristão.

Ilustração: Dizem que Mahatma Gandhi (1869-1948) aceitou a Jesus Cristo, mas nunca aceitou o cristianismo. Certa vez ele disse: “Se os cristãos vivessem a vida de Cristo, em pouco tempo a Índia seguiria o Salvador”. Em outra ocasião ele disse: “Eu não sou cristão por causa dos cristãos”.

Ilustração: O famoso pintor Gustave Doré , fazendo uma viagem fora de seu país, esqueceu-se de seu passaporte. Foi detido pelos guardas na Alfândega. Disse: “Eu sou Doré”. “Como o senhor pode provar que é Doré?”- Perguntou o guarda. Ele abriu a sua mala, tirou uma tela, tinta e pincel. Pintou um belo quadro. Foi absolvido.

Aplicação homilética: Os nossos atos provam quem somos. Se somos cristãos genuínos ou não.

CONCLUSÃO:

A – Como tem sido o nosso exemplo?

B – Será que os outros têm visto Jesus em você, pela sua maneira de ser, de proceder, de falar?

C – “De que povo és tu? Foi a pergunta que os marinheiros fizeram a Jonas.

1 – Jonas, com vergonha e com medo, disse: “Eu sou hebreu”.
2 – Depois aconteceu ao acidente e o milagre em sua vida. Ele foi a Nínive e proclamou a mensagem de Deus.

D – Que todos possam olhar para nós e dizer: “Este pertence ao povo de Deus - é um cristão!”

Oração: Nosso Pai amado, damos-te graças pelo Teu amor e pelo privilégio de hoje de pertencermos ao Teu povo, porque fomos comprado pelo precioso sangue de Jesus. Estamos conscientes de que ser chamado pelo Teu nome é grande privilégio, mas que nunca nos esqueçamos da tremenda responsabilidade de não manchar o Teu sagrado nome. Nós Te rogamos em nome de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos: H.A.- 12, 304.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.    

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pessoas Espaçosas

Pessoas espaçosas são aquelas que invadem o espaço alheio. São aquelas para quem o seu próprio espaço não basta. São pessoas invasivas e invasoras da privacidade alheia. O mundo está cheio de pessoas assim.

Pessoas espaçosas são aquelas que fazem enorme propaganda de tudo o que fazem, sempre aumentando e valorizando as dificuldades, o trabalho, a própria eficiência. Pessoas espaçosas são aquelas que com seu mau humor invadem o bom humor alheio com seu olhar crítico, seu modo falsamente sisudo, condenando o comportamento dos outros.

Pessoas espaçosas são as que emprestam e não devolvem; as que falam alto demais atrapalhando o trabalho e a concentração alheios; são as que se trajam de forma inapropriada ao ambiente de trabalho com decotes abusados, saias curtas demais, excesso de adereços, etc.; são os piadistas de plantão que sempre têm uma anedota para contar durante o trabalho, desconcentrando as pessoas.

São espaçosos também os que vivem a contar vantagens sobre si próprios e que tudo o que possuem dizem ser melhor que o dos outros; os puxa-sacos; os que se metem na conversa alheia; os que vivem a dar conselhos a quem não os pediu e os que se acham bonitões, galãs, conquistadores. Você leitor poderá aumentar esta lista dos espaçosos o quanto quiser. A verdade é que não há mais quem suporte esses espaçosos que invadem nossa vida com sua xeretice, desrespeito, falta de educação. E os espaçosos estão em todos os lugares - supermercados, cinemas, empresas e até em nossas próprias casas.

A verdade é que temos que fazer um grande movimento de restauração da educação, da polidez, das boas maneiras, do respeito ao outro em nossa sociedade e em nossas empresas. Estamos perdendo qualidade de vida e muito dessa perda se dá por esses comportamentos antissociais que precisamos combater pela volta à educação, polidez e resgate da gentileza entre as pessoas.

Pense nisso. Sucesso!

PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior. 

Pensamentos do Espírito de Profecia (57) - SENTIMENTOS - UM CRITÉRIO INSEGURO!

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SENTIMENTOS - UM CRITÉRIO INSEGURO!
Muitos cometem em sua vida religiosa um erro sério, por manterem a atenção fixa nos sentimentos próprios, julgando assim seu progresso ou declínio. Os sentimentos não são critério seguro. Não devemos olhar para nosso interior em busca de prova de nossa aceitação para com Deus. Aí nada encontraremos senão para nos desanimar. Nossa única esperança está em olhar a "Jesus, Autor e Consumador da fé". Heb. 12:2. NEle há tudo quanto possa inspirar esperança, fé e ânimo. Ele é nossa justiça, nossa consolação e regozijo. ... O senso de nossa fraqueza e indignidade deve levar-nos, em humildade de coração, a aceitar o sacrifício expiatório de Cristo. Ao nos apoiarmos em Seus méritos, encontraremos descanso, paz e alegria. Ele salva perfeitamente a todos quantos, por meio dele, vão ter com Deus. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 59.


DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

Pensamentos do Espírito de Profecia (56) - A FRATERNIDADE HUMANA NO ABRAÇO DE DEUS!

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A FRATERNIDADE HUMANA NO ABRAÇO DE DEUS!
O egoísmo e o orgulho impedem o puro amor que nos une em espírito com Jesus Cristo. Caso esse amor seja verdadeiramente cultivado, o finito se unirá com o finito, e todos se concentrarão no Infinito. A humanidade se unirá à humanidade, e todos se ligarão ao coração do Infinito amor. O amor santificado de uns para com os outros, é sagrado. Nesta grande obra, o amor cristão de uns pelos outros - incomparavelmente mais elevado, mais constante, mais cortês, mais abnegado do que se tem visto - conserva a ternura cristã, a cristã beneficência, e a polidez, e envolve a fraternidade humana no abraço de Deus, reconhecendo a dignidade de que Deus revestiu os direitos do homem. Esta dignidade devem os cristãos cultivar sempre para honra e glória de Deus. Carta 10, 1897.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Segue-Me tu!

Talvez uma das mais famosas passagens da Escritura seja aquela encontrada em Mateus 28:18-19: “e, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Este texto tem sido o mote para diversas religiões cristãs nos seus esforços de pregação do evangelho, incluindo os Adventistas do Sétimo Dia.

Cabe, no entanto, refletir no seguinte: o que é a pregação do evangelho? Será um hobby, uma atividade de tempos livres, uma prática sabática, o exercício de um simples dever? Ou teremos de ir mais fundo ainda para encontrar uma fundamentação que responda concreta e satisfatoriamente àquelas perguntas?

Não será novidade para ninguém se dissermos que a pregação do evangelho (nas suas mais variadas formas) é um elemento que subjaz à nossa condição de Adventistas do Sétimo Dia que aguardam a breve volta de Jesus; assim não sendo, tudo quanto somos cai irremediavelmente por terra. Daí que convirá saber se, de fato, estamos empenhados – não segundo o nosso critério, mas conforme Deus analisa a questão – nesta missão que nos foi entregue e a cada instante é renovada.

Vejamos a seguinte citação de Ellen White: ‘quão poucos de nós consideram a salvação de pecadores segundo ela é vista pelo universo celeste - como um plano idealizado desde a eternidade na mente de Deus! Quão poucos dentre nós têm o coração ligado com o Redentor nesta obra, solene e final! Mal existe uma décima parte da compaixão que deve haver pelas almas por salvar. Tantos há a serem advertidos, e todavia quão poucos há que se compadeçam juntamente com Deus o suficiente para ser alguma coisa ou não ser nada, contanto que vejam almas salvas para Cristo!’ (Obreiros Evangélicos, p. 116)

Ou seja, o céu olha para nós e aponta-nos algumas falhas de percepção e entendimento – e repare que nem estamos a falar da execução da tarefa; pois que, logo à partida, não estamos a compreendê-la devidamente!

Tristemente, estamos a perder a noção da solenidade que é ser colaborador do Eterno Deus na salvação das almas. Na correria do dia-a-dia, na influência a que os afazeres terrenos nos obrigam, começamos a incluir a obra evangelizadora no mesmo saco de todas as outras atividades da nossa vida, quando ela se deveria destacar de entre todas as outras como prioridade, responsabilidade maior e centro das nossas principais atenções.

A este propósito, veja o grave alerta que Deus nos faz: ‘lidar com coisas sagradas da mesma maneira que fazemos com os assuntos comuns é uma ofensa a Deus; pois aquilo que Ele separou para fazer Seu serviço no levar a luz ao mundo, é santo. Os que mantêm qualquer ligação com a obra de Deus não devem andar na vaidade de sua própria sabedoria, mas na sabedoria divina, do contrário estarão em risco de pôr as coisas sagradas e as comuns no mesmo nível, separando-se assim de Deus’ (Review and Herald, 8 de setembro de 1896).

Começamos a agir na nossa igreja, tal e qual agimos no emprego para com a comissão de trabalhadores ou na escola para com a associação de estudantes: frequentamos, participamos, cumprimos o dever ritual, pagamos a quota e envolvemo-nos numa ou outra questão sem um interesse muito profundo; mas nem um único passo a mais damos que possa colocar em risco os confortos pessoais entretanto adquiridos, que aos nossos olhos parecem mais importantes do que a maior obra do universo… Resultado: afastamento de Deus!

O Pr. Bertil Wiklander, presidente da região Trans-Europeia, afrimou: ‘há algo muito errado com uma igreja onde os membros somente assistem a reuniões, escutam sermões e dão dízimos e ofertas’. Se este é o caso da sua casa ou da sua igreja, algo de tremendamente importante deve ser repensado!

Existem na Escritura várias convocações evangélicas além da mencionada no início. Uma delas encontramos em Mateus 9:37-38, onde lemos: ‘então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara’.

Por incrível que possa parecer, transformamos este apelo ao trabalho em favor da salvação das almas, numa demissão tácita das nossas responsabilidades! Pois que, quando deveríamos renovar a decisão de nos empenharmos ainda mais na obra, visto que a empreitada tem poucos trabalhadores, descansamos negligentemente à sombra da promessa que Deus enviará outros para o campo e a nossa ausência não será sequer notada…

Em resposta a essa falsa assunção, o próprio Jesus declara, em conversa com um dos primeiros obreiros: ‘vendo Pedro a este (n.d.r.: outro discípulo), disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se Eu quero que ele fique até que Eu venha, que te importa a ti? Segue-Me tu’ (João 21:21-22).

Caro irmão, que lhe importa que haja poucos trabalhadores e a tarefa pareça difícil? Que lhe importa que os outros se demitam? Que lhe importa que mais ninguém surja para se colocar na linha da frente do santo combate? Tivesse Jesus à sua frente, Ele lhe diria: ‘segue-Me tu!'

Leia atentamente este texto de Ellen White (Manuscrito 71/2, 1900): ‘todo bom soldado obedece implícita e prontamente as ordens de seu capitão. A vontade do comandante tem de ser a vontade do soldado. Por vezes ele se surpreenderá com a ordem dada, mas não deve se deter para indagar o porquê. Quando a ordem do capitão contraria os desejos do soldado, não lhe cabe hesitar nem queixar-se, dizendo: Não vejo coerência nesses planos. Não deve formular desculpas e deixar seu trabalho por fazer. Soldados dessa espécie não seriam aceitos como aptos para se empenharem em batalhas terrenas, e muito menos serão eles aceitos no exército de Cristo. Quando Cristo ordena, Seus soldados devem obedecer sem hesitação. Precisam ser soldados fiéis, do contrário Ele os não pode aceitar. A toda alma é concedida liberdade de escolha, mas depois que o homem se alistou, requer-se que seja tão verdadeiro como o aço, quer para a vida, quer para a morte’.

Poderemos pensar que a tarefa é demasiado pesada, muito para além das nossas capacidades. Se alguém pensa assim, quero dizer-lhe que isso é rigorosamente verdade! Não está na nossa mão o saber como, onde e quando poderemos ser Seus soldados; muito menos temos a sabedoria para vencer pela nossa força. E ainda bem que assim é; isto dá oportunidade Àquele que não comete erros de entrar em ação! E veja as promessas que Ele deixa:

'Ora, aí está justamente o que precisamos compreender, que [ela] não é a nossa obra, mas a de Deus, e que somos simples instrumentos em Suas mãos, para realizá-la. Precisamos buscar ao Senhor de todo o coração, e o Senhor trabalhará em nosso favor’ (Review and Herald, 10 de maio de 1887).

‘Empreendei esta obra como sendo a obra do Senhor, fazendo-a com reflexão e paciência. Isto é um serviço real, que o Mestre aprovará. Trabalhai com clara percepção da obrigação que sobre vós pesa, sabendo que anjos de Deus se acham presentes, para pôr o selo celeste sobre a fidelidade, e condenar a infidelidade de qualquer espécie. O empreender corajosamente a obra que necessita ser feita e nela pôr o coração, torna o trabalho um prazer, e traz êxito. Assim Deus é glorificado’ (Evangelismo, p. 646).

Deus entregou aos Seus servos na terra um solene e sagrado dever, descrito pelo profeta Isaías: ‘o Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos’ (Isaías 61:1).

Pregar as boas novas, restaurar os corações, libertar os cativos e soltá-los da prisão do pecado: eis os resultados a atingir em favor do próximo, por todo aquele que faz da pregação do evangelho o seu estilo de vida, e não apenas um momento, um evento que tão depressa surge como logo passa.

E se a obra é do Senhor, não esqueça que a recompensa também será entregue por Ele. E não poderá haver melhor prémio do que esse!

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.

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