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sábado, 30 de outubro de 2010

Deus está sempre pronto

David é um daqueles personagens bíblicos sobre quem sabemos pormenores da infância, juventude, vida adulta e velhice. Temos, portanto, muita informação para poder analisar a história deste grande homem da Bíblia, cuja relevância maior talvez esteja no fato dele ter sido um escritor do texto sagrado, contribuindo com a maioria dos Salmos que estão incluídos nas Escrituras.

Além disso, teve variadíssimas ocupações ao longo da vida: foi pastor, poeta, músico, soldado e monarca. Não menos significativo é ele ter sido um ascendente de Jesus - o próprio salvador foi referido como Filho de David!

Ele é também um personagem que nos deixou grandes exemplos a seguir e, infelizmente, tristes relatos de atos seus que, simplesmente, não deveriam ter acontecido. Exemplo maior disso foi quando tomou para si uma mulher que era esposa de outro homem, tendo provocado propositadamente a morte deste. Sendo a sua história relatada nos livros de Samuel e Crónicas, David é o personagem mais vezes mencionado na Bíblia.

Diríamos, portanto, que é um dos registos mais completos que podemos apreciar na Bíblia. Será por isso de esperar que Deus o tenha usado para nos transmitir fortes e poderosas lições.

Vamos debruçar-nos sobre um desses ensinamentos: Deus está sempre pronto para conceder-nos as Suas bênçãos. Para o descobrir, temos de pesquisar o relato da sua vida atentamente.

I Samuel 16 conta um episódio designado por Deus que constituiu uma enorme surpresa para todos os intervenientes. Ele enviou o Seu servo Samuel à casa de Jessé para entre os filhos deste homem escolher um futuro rei para Israel. Contra todas as expetativas, Deus ordenou que Samuel indicasse David, que por ser o mais novo dos irmãos e ainda muito jovem, certamente seria a última escolha, tivesse sido um homem a fazer essa nomeação.

Nas palavras do texto sagrado, diz assim o verso 1, relatando a ordem de Deus: "vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei".

Ou seja, a ida de Samuel não foi proposta de homem algum; Deus enviou o Seu profeta para ele indicar a David qual era o plano divino para a sua vida: reinar sobre o Seu povo. Tome nota que isto aconteceu muito antes de David se tornar, efetivamente, rei; o que demonstra que Deus já estava a intervir na sua vida, bem ANTES dele se tornar famoso, enquanto era um humilde e desconhecido pastor adolescente.

Alguns anos mais tarde, já David se tinha tornado um poderoso e famoso guerreiro, aconteceu que depois dele ter cuidado e zelado pela propriedade de um homem chamado Nabal, este não foi capaz de reconhecer minimamente o esforço de David, chegando ao ponto de o menosprezar. David, manifestando uma sede de vingança que se poderia ter demonstrado imparável (eles iriam destruir até mesmo as crianças), partiu a caminho de encontrar Nabal, para tirar desforço da injustiça da qual tinha sido vítima. Provavelmente, tivesse ele ido até ao fim, teria arrasado por completo a casa de Nabal.

Justamente da casa deste homem malvado, surge Abigail, sua esposa que, partindo à procura de David e encontrando-o, lhe suplicou que revisse a sua posição e não insistisse em levar a cabo a destruição que tinha planeado. Após o emotivo pleito de Abigail, David reconsidera e desiste da empreitada fatal.

Mas o mais interessante é verificar as primeiras palavras de David para com Abigail: "Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro" (I Samuel 25:32).

Ou seja, não foi Abigail na sua razão e sabedoria quem decidiu e entendeu por si só, ser pelo melhor tomar aquela atitude; foi Deus quem suscitou no seu coração este desejo e este ato de coragem - e não o fez motivado apenas para preservar a vida de muitos inocentes (classificação esta na qual Nabal não estava incluído!), mas para evitar que David tomasse nas suas mãos algo que pertencia a Deus (tal qual vemos no v. 38: "feriu o Senhor a Nabal, e este morreu"). Neste caso, Deus interveio DURANTE a questão que David enfrentava.

Novamente anos mais tarde, encontramos David já exercendo as funções reais para as quais Deus o havia designado há muito. É neste cenário que testemunhamos a grave e grosseira falha da vida deste homem: deixando-se levar pela emoção e pela atração que a beleza física de uma mulher despida lhe provocou, deitou-se com ela, que era esposa de outro marido. Como se isso não bastasse, para tentar encobrir e desculpar o seu erro, levou demasiado longe o poderio que dispunha como rei, ordenando cirurgicamente que Urias, o esposo traído sem saber, fosse colocado numa posição de combate onde facilmente perderia a vida. E assim foi.

Muitos homens que erram conseguem escapar ao justo escrutínio de seus pares; mas nunca conseguem fugir da vista de um Deus que tudo sabe, tudo vê. Por isso Natan, o profeta, foi à presença do rei David, e numa bem preparada e irrefutável argumentação, fez com que este reconhecesse a enormidade do seu erro, merecedor, nas suas próprias palavras, da pena de morte.

Eis que mais uma vez surge a pergunta: foi Natan, por sua livre iniciativa, que decidiu ir até junto do monarca faltoso e repreendê-lo pelo que tinha feito? Não, não foi! O relato bíblico esclarece que "o Senhor enviou Natan a Davi" (II Samuel 12:1). Pela terceira vez, alguém é enviado por Deus até David, desta vez DEPOIS dele ter praticado aquela falha.

Nestes três episódios, percebemos a intervenção nítida da parte de Deus: foi Ele quem enviou Samuel, foi Ele quem enviou Abigail e foi Ele quem enviou Natan. E já reparou bem os tempos distintos das intervenções divinas? ANTES, DURANTE e DEPOIS!

O que nos demonstra isto? Muito claramente, que Deus está SEMPRE pronto para agir em favor de Seus filhos, quer seja para honrá-los à posição de rei, evitar que cometam graves erros, ou repreendê-los e perdoá-los, caso eles cheguem a errar!

Talvez o leitor se encontre em qualquer destes casos; se assim for, porque não ouvir a voz de Deus apelando-o a seguir o Seu perfeito propósito? Com Ele encontre um plano ideal, um rumo certo e constante e o perdão que procurar.

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vivendo a fé em um mundo incerto

O título desta postagem corresponde ao título do capítulo 11 do livro Take the Risk, do neurocirurgião de fama mundial Dr. Ben Carson. Nesse capítulo, Carson conta como integrou sua fé em Deus ao exercício da medicina e partilha algumas experiências pelas quais passou diante de auditórios e cientistas céticos e como foi possível testemunhar consistentemente para essas pessoas. Uma dessas experiências foi o debate em que estava presente o ultradarwinista Richard Dawkins. Carson descreve a cena, mas antes afirma que “algumas pessoas de fé pagam um preço terrivelmente alto por expressá-la. Por estar sempre diante do público, fazendo várias palestras e discursos, ouço alguns cientistas confessarem que partilham de minha fé cristã, mas não se sentem capazes de expressá-la abertamente. É arriscado demais ir contra as conveniências politicamente corretas da comunidade científica. Não posso deixar de desejar que mais pessoas criem coragem e se lembrem das palavras do apóstolo Paulo, registradas no oitavo capítulo do livro de Romanos: ‘Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?’ (verso 31).” Segue a descrição do debate:
“Esse é exatamente o tipo de coragem da qual precisei na ocasião em que a Academy of Achievement convidou-me para participar de outro painel de discussão sobre o mesmo tema [Fé e Ciência], em 2006. Baseado na reação positiva que obtive no ano anterior, não precisei pensar duas vezes. Não há dúvida de que o segundo painel foi ainda mais formidável do que o primeiro. Dividi o palco com mais três cientistas famosos: o companheiro de fé Dr. Francis Collins, diretor do Projeto Genoma Humano, um dos maiores empreendimentos de pesquisa da história da Ciência; o Dr. Daniel Dennett, que sintetizou pesquisas modernas no campo da Neurologia, da Linguística, da Ciência da Computação e da Inteligência Artificial a fim de construir um protótipo para explicar a sua teoria quanto à base neurológica evolucionária da consciência e da religião como um ‘fenômeno natural’; e o Dr. Richard Dawkins, que recebeu, por seu empenho em defender a teoria da evolução ao longo de sua carreira, o apelido de ‘Rottweiler de Darwin’. Dawkins expressou publicamente sua censura à fé religiosa e ao papel da religião na História no documentário televisivo ‘A raiz de todo mal’ e lançou recentemente um livro intitulado Deus, um Delírio. Sabia muito bem o que enfrentaria.

“A discussão provou ser divertida em todos os aspectos, assim como no ano anterior. Sempre que um dos cientistas presentes se referia à evolução como um fato e apontava algumas semelhanças entre espécies diferentes como uma evidência, parecia um pouco chocado ao me ouvir dizer que não acreditava na evolução e que cria ser possível que dois indivíduos imparciais olhassem para a mesma ‘evidência’ e chegassem a conclusões diferentes. Por exemplo, pedi para que imaginassem que a vida neste planeta tivesse chegado ao fim e que já se tivessem passado milhões de anos antes que exploradores de outra galáxia visitassem a Terra. Em meio à exploração, escavaram e encontram um Fusca e um Rolls-Royce. Os alienígenas, a princípio, notaram as diferenças, mas depois perceberam que os dois automóveis possuíam um motor e uma transmissão que serviam praticamente para a mesma função. Assim, será que chegariam à conclusão lógica de que o espécime mais complexo surgiu a partir do modelo mais simples? Ou seria mais lógico deduzir que o mesmo criador pensante do primeiro automóvel viu que o projeto básico para um sistema de locomoção – um motor e uma transmissão – poderia ser aperfeiçoado até chegar a uma versão mais sofisticada como o segundo automóvel? Às vezes, as conclusões que tiramos dependem completamente das hipóteses que tínhamos no início.

“Lembrei aos participantes do painel e aos ouvintes que passo muito tempo e gasto muita energia, estudando e lidando com o cérebro humano e o sistema nervoso. Quanto mais aprendo, mais impressionado fico com sua complexidade. Lido também com crianças e tenho motivos para levar em consideração o mistério do potencial humano. Cheguei à conclusão de que há um desenvolvimento adicional, uma dimensão extra, uma percepção mais profunda que distingue os seres humanos de todas as outras criaturas. Chamo isso de espiritualidade.

“Durante a discussão, admiti ser impossível provar cientificamente a existência de Deus. Mas concordei com Francis Collins, que lembrou os outros dois participantes de que é impossível provar o contrário. ‘Como’, Collins perguntou, ‘podem afirmar com tanta certeza que não existe Deus? Isso soa como a falácia do mais baixo nível. O agnosticismo é uma abordagem intelectual mais honesta. Já o ateísmo extremo, que afirma que ‘Deus não existe, e ponto final’, contradiz o debate lógico… e realmente deveria ser considerado por si só como uma forma de fé cega.’

“Daniel Dennett retrucou dizendo: ‘Não conheço ninguém que declare seguir o que você chamou de ateísmo extremo.’ Fiquei tão surpreso ao ouvir a resposta de Dennett quanto Francis Collins, que perguntou com incredulidade: ‘Não conhece Deus, um Delírio?’, observou, referindo-se ao título do livro escrito por Richard Dawkins.

“Muitas pessoas na plateia riram. Então eu disse, olhando para Collins: ‘Acho que acabamos de converter uma pessoa!’ A gargalhada da plateia foi tão alta que creio que ninguém ouviu Dawkins gritar: ‘Isso é ridículo!’

“Dawkins começou a argumentar que pelo nosso raciocínio supunha que até mesmo o ‘pastafarianismo fosse possível’. A essa altura, o Dr. Collins e eu respondemos, rindo ainda, que nesse caso nos considerávamos agnósticos. Fiz questão de enfatizar: ‘Por mais sofisticados que sejamos, munidos com nossos aparelhos de tomografia por ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitrons, ainda não fomos capazes de descobrir a origem do pensamento. Não sabemos a origem dos sentimentos. Podemos falar sobre reações eletrofisiológicas, mas não podemos levar esse assunto ao próximo nível; não podemos analisar isso nem mesmo através de um aparelho ultramoderno. Penso que isso é uma das coisas que nos torna diferentes.

“Embora eu acredite que a complexidade de nossos pensamentos e sentimentos são evidências de um Deus Criador, admiti que não era capaz de provar minha crença. Mas, de igual modo, os outros membros do painel não podiam provar sua teoria também. Tudo se resume na questão do tamanho de nossa fé e onde escolhemos depositá-la. Afirmei: ‘Simplesmente não tenho fé suficiente para crer que algo tão complexo como a habilidade humana de raciocinar, pensar, planejar e ter um senso moral do que é certo ou errado tenha surgido por força do acaso. [...]

“Foram concedidos 15 segundos a todos os membros do painel para ‘resumir’ a discussão sobre fé e ciência. Acho que todos riram diante do absurdo da exigência.

Usei meus 15 segundos para desafiar a plateia: ‘Façam as seguintes perguntas a si mesmos: Se há um Deus, qual é o risco de não crer versus o risco de crer nEle? Se não há um Deus, qual é o risco de não crer versus o risco de crer nEle? Façam essas perguntas hoje à noite antes de dormir.’ [...]

“Faça a análise. Se há um Deus e você acredita nEle, você sabe que o melhor ainda está por vir. Se há um Deus e você rejeita completamente a ideia e segue a sua vida de maneira contrária, o risco eterno é incalculável. Se não há um Deus e você crê nEle, o pior que pode acontecer é passar a sua vida com alguns níveis elevados de endorfina ao pensar que acredita numa coisa boa. Se não há um Deus e você não acredita nEle, da mesma forma não haverá nenhuma consequência séria.

“Creio – assim como Pascal – que quando paramos para pensar nisso dessa maneira, faz muito mais sentido colocar a fé em Deus do que rejeitá-Lo, simplesmente porque há muito mais a perder se você estiver errado e Ele realmente existir do que se você estiver errado e Ele não existir.”

A propósito, quer uma boa notícia? O livro Take the Risk será lançado em breve pela Casa Publicadora Brasileira, com o título Risco Calculado – Aprenda a decidir com ousadia. Aguarde!


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo

Pensamentos do Espírito de Profecia (58) - VIVA ESTE DIA COM DEUS!

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgVIVA ESTE DIA COM DEUS!
Esta é uma questão de todos os dias. Cada manhã consagrai-vos, e a vossa família, a Deus para esse dia. Não façais cálculos para meses ou anos, pois não vos pertencem. Um breve dia vos é dado, e esse dia trabalhai para vós e vossa família como se fosse o último. Submetei a Deus todos os vossos planos, a fim de serem executados ou não, segundo Sua providência o indique. Deste modo podereis, dia a dia, estar entregando nas mãos de Deus vossa vida com os seus planos e propósitos, aceitando Seus planos em vez de vossos próprios, não importa o quanto interfiram com vossas intenções, nem quantos projetos aprazíveis tenham de ser abandonados. Assim a vida será moldada mais e mais segundo o Modelo divino; "e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus". Filip. 4:7. Signs of the Times, 7 de agosto de 1884.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Senhor do Futuro: a quem pertence o seu destino?

Quando vai se aproximando o ano novo nós ouvimos muitas frases, dentre elas: “o futuro a Deus pertence” ou “o que tiver que ser será”. Estas frases são mentiras que Satanás quer que você acredite.

A Bíblia afirma que o futuro ou o que chamamos destino está nas nossas mãos:

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gál. 6:7

O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto. Prov. 22:8

Deus nos deu um presente, que é a oportunidade de escrevermos a nossa história. Não estamos presos a um futuro determinado, ou ao destino do acaso. Podemos ser senhores do futuro!

É claro que Deus sabe todas as coisas e também conhece nosso futuro, mas isso não predestina o que irá acontecer conosco.

A ideia determinista acerca do futuro é antiga. Os gregos antigos, por exemplo, acreditavam que a história do mundo era cíclica, ou seja, tudo que acontecia no presente já havia acontecido no passado e se repetiria no futuro, inclusive a vida humana, valendo-se da ideia da reencarnação.

Para os humanistas e deístas a história está deixada ao acaso, sem a intervenção divina. Nosso futuro é fruto de coincidências determinadas pelo senhor destino.

Mas para os cristãos a história é linear e é dirigida por Deus, e está no poder do ser humano tomar decisões e escrever sua história. Leia com atenção o que Deus nos revelou sobre este assunto:

“A conduta do homem neste mundo decide seu eterno destino. Segundo houver semeado, assim ceifará. A causa será seguida do efeito.” Ellen G. White, Ciência do Bom Viver 180.

“Pudessem todos compreender isso, despertando para o fato de que estamos individualmente decidindo nosso próprio destino”. Ellen G. White, Conselhos aos Professores pais e estudantes, 61.

Como ser o senhor do próprio futuro? O que fazer para escrever uma linda história da nossa vida? Antes de responder quero citar uma ilustração que li:

Certa vez, um discípulo chegou ao templo e pediu para falar com o sábio sacerdote porque, segundo sua opinião, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido. O sábio sacerdote atendeu-o de imediato, curioso por saber qual era a falha na criação.

Senhor, a natureza é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser, mas, no meu ponto de vista, há uma coisa que não serve para nada – disse o discípulo.

E que coisa é essa que não serve para nada? – perguntou o sábio.

- É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminhar dez passos, ele se afasta outros dez passos. Se caminhar quilômetros em direção ao horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim... Viu só, não faz sentido, o horizonte não serve para nada!

O monge olhou para o discípulo, sorriu e disse:

- Mas é justamente para isso que serve o horizonte: para fazê-lo caminhar.

O ano novo é o horizonte, que se você pensar nunca chega ao fim, pois ao entrar em um novo ano já esperamos o outro. Mas ele nos ajuda a sonhar, e devemos sonhar.

Gosto de pregar sobre o sonho de Deus para nossa vida, e que às vezes não deixamos Deus realizá-lo. O primeiro princípio que temos que entender é que o sonho de Deus é sempre melhor que o nosso, e que aguardamos a Nova Terra. Quando prego este assunto eu dou um cartãozinho para cada pessoa que chamo de “cartão dos sonhos”.

Quero sugerir que você faça um para ser seu referencial para o futuro próximo e a médio prazo também. É muito simples. Pegue um papel de boa qualidade, se for mais rígido melhor, e recorte no tamanho de um cartão de crédito, pois a ideia é você guardar na sua carteira.

Escreva em cima e primeiro assim: Três sonhos para Jesus durante a minha vida. Faça três linhas abaixo para você escrever três metas para realizar para Cristo durante sua vida. Deve ser algo grande, que seja impossível hoje. Eu tenho o meu, e um dos sonhos que escrevi foi abrir 15 novas igrejas. Você pode sonhar com almas para Deus, realizar evangelismo, construir igrejas, missão global, discipular pessoas, etc.

Depois escreva assim: Sete sonhos para minha vida. Faça sete linhas abaixo para escrever. Aqui será onde você vai expressar metas para sua vida espiritual, emocional, profissional, física e material. Não é pecado sonhar em estudar mais, crescer profissionalmente ou comprar alguma coisa, mas por favor, lembre-se da história de Salomão para que suas metas não sejam só materiais e focalizadas neste mundo passageiro.

I Cron. 1:11 e 12: “Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens, ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te constituí rei, sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, e nem depois de ti haverá”.

Depois de escrever seu cartão dos sonhos, ore por ele sempre que puder, e faça adaptações durante o percurso da sua vida, e a cada ano você poderá acrescentar ou retirar metas.

Hoje Deus está te dando a oportunidade de escrever seu futuro. Não fique remoendo os fracassos do passado e nem fique vivendo um futuro que não chegou. Viva o hoje e o agora! Um homem chegou para o sábio e perguntou: qual é o momento mais importante da vida, a pessoa mais importante da minha vida e a coisa mais importante da vida. O sábio pensou e respondeu: O momento mais importante da sua vida é o agora, a pessoa mais importante da sua vida é quem está ao seu lado e a coisa mais importante da vida é fazer essa pessoa feliz!

Quero só acrescentar uma coisa: escreva seu futuro de forma que você também faça Jesus feliz.


PR. YURI RAVEM

Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Parobé - RS Casado com Andressa, mestre em educação.

Editor Associado do Blog Nisto Cremos
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