terça-feira, 25 de maio de 2010

Quanto tempo devo ficar num mesmo emprego?

Uma das perguntas que mais recebo é “Quanto tempo devo ficar num mesmo emprego?” Essa dúvida existe na cabeça das pessoas porque não são poucos os que advogam que uma pessoa não deve ficar muito tempo no mesmo emprego e que deve sempre estar mudando para buscar novos desafios e motivações.

Não concordo com essas pessoas. Uma pessoa que muda muito de emprego é vista como instável e nem sempre digna de confiança de parte de seus empregadores. Além disso é falsa a idéia de que uma pessoa precisa mudar de emprego para encontrar novas motivações e desafios. Ela pode e deve buscar esses desafios no próprio trabalho, com critividade e inovação e aí sim terá chances de promoção e encontrar a motivação no próprio trabalho.

Vejo pessoas que estão num trabalho pensando em outro ou contabilizando os pontos negativos de seu emprego, sem olhar para os positivos. Mudam de emprego para constatar que apenas trocaram seis por meia-dúzia. Muitos, de fato, encontram maior motivação num novo emprego justamente porque a ele se dedicam muito mais do que ao antigo trabalho e essa dedicação traz a motivação. Vejo pessoas com consciência ingênua e confudem trabalho com prazer e ficam o tempo todo buscando prazer no trabalho como se estivesse um parque de diversões. Trabalhar exige esforço, dedicação, comprometimento e não é necessariamente fácil e agradável. É trabalho!

Quando uma pessoa busca desafios no próprio trabalho, encontra a motivação. O ser humano precisa sentir-se em constante desenvolvimento e não pode ficar esperando que alguém lhe ofereça essa oportunidade. Ele mesmo deve buscar esse desenvolvimento através da atenção aos detalhes em tudo o que fizer. A ilusão de viver em busca de um trabalho motivador é, muitas vezes, fruto da falta de dedicação ao trabalho atual. Ninguém ama aquilo que desconhece e quanto mais conhecemos sobre nosso trabalho, maior será a nossa chance de gostar do que fazemos.

Vejo pessoas que se dizem desmotivadas no trabalho e vivem constantemente olhando o seu saldo no FGTS para ser dispensado, levantar o Fundo e partir para outra, como dizem. Pura ilusão. Essas pessoas nunca crescerão em conhecimento e em emprego algum. Vivem como malabaristas de emprego, desmotivados, inseguros.

É claro que haverá sempre empregos insuportáveis, chefes com os quais seja impossível conviver. Nesses casos você já sabe o que deve fazer e deve fazer assim que perceba, com certeza, que não suportará ficar naquela empresa. Digo “com certeza” porque você pode se iludir pensando encontrar um emprego em que não haja pressão, cobranças, prazos exíguos a serem cumpridos, etc. Cuidado para que a emoção não tome o lugar da razão e faça você tomar uma decisão da qual se arrependerá.

Assim, na minha opinião você deve permancer em seu emprego o máximo que puder. Mas lembre-se de duas coisas: procure nele os desafios e a motivação pela criatividade e inovação e faça mais do que esperam de você.

Pense nisso. Sucesso!



PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.   

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