SALMO 1 - A PRIMAZIA DA PALAVRA

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2  Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. 3  Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. 4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. 5  Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. 6  Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá. Este poema é uma introdução de encaixe ao livro de 150 salmos. Revela o padrão básico da sabedoria e adoração de Israel. A vida é vista não nos momentos isolados do presente, mas na perspectiva da eternidade, na visão de Deus. O autor conecta vida humana intimamente com a vontade e o coração de Deus. O salmo lança um apelo desafiador a Israel – e a to

O chinelo perdido

Estávamos de férias, na Praia do Rincão, em Santa Catarina, onde meus pais têm uma casa de verão. Minha filha mais velha, a Giovanna, precisava de um par de chinelos novos e encontramos um bem bonitinho, de silicone, amarelo. Ela saiu da loja toda faceira com os chinelos novos. Depois fomos tomar banho de mar. Enquanto fui dar um mergulho, minhas filhas ficaram na beirada, brincando com as ondas que iam e vinham. Quando me preparava para voltar para o local em que elas estavam, vi que a Gi estava chorando. Havia perdido um dos chinelos por ter desobedecido a mãe e entrado na água com eles. Fiquei com pena da minha menina e orei a Deus: “Senhor, sei que vai ser bem difícil no meio de toda esta água agitada e turva, mas me ajuda a encontrar o chinelo da minha filhinha.”

Fui caminhando lentamente para a beirada, em direção à minha filha que ainda chorava. Dei alguns passos para a esquerda e para a direita. Como a areia daquela praia é bem fina e o mar, agitado, quase sempre as águas têm coloração cinzenta, dificultando a visão além de um palmo de profundidade. Apalpei o fundo com os pés por alguns segundos e, de repente, tropecei em algo flexível. Prendi aquilo debaixo do pé e me abaixei para verificar o que era. Ali estava o chinelo! Rapidamente o ergui e mostrei para minha filha: “Achei! Achei!”

Ela sorria enquanto eu saía da água e me aproximava dela. Entreguei o chinelo, me abaixei e disse para ela: “Filha, viu como Deus é bom? Sabe o que fiz lá dentro da água? Orei pedindo que Ele me ajudasse a encontrar seu chinelo. E aqui está ele.”

Os céticos de plantão podem pensar que isso se trata de mais uma coincidência, como tantas outras. Mas eu conheço o Deus a quem sirvo e sei que aquilo foi, na verdade, um abraço que Ele me deu e uma confirmação da fé infantil da minha filha. Certa vez, li que as coincidências são os pequenos milagres de Deus, nos quais Ele prefere Se manter anônimo. Só que, como eu pedi, Deus saiu do anonimato e me mostrou, uma vez mais, que Ele Se importa com os pequenos detalhes de nossa vida – inclusive com um chinelo perdido dentro do mar.


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo

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