quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu sou o bom pastor

Texto: João 10: 11-14

Introdução:

A – Entre as muitas figuras de linguagens usadas por Jesus a Si mesmo, está a metáfora do bom pastor.

1 – Ele disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá vida pelas suas ovelhas. [...] Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim”. João 10:11-14.

I - A OVELHA PERDIDA - Lucas 15: 4 – 7

A – É a parábola de 100 ovelhas. Só uma se perdeu, porque deixou de seguir o seu pastor.

1 - Uma ovelha, quando perdida, não sabe, por si só, encontrar o caminho de volta ao redil.
2 – As ovelhas não têm senso de direção. São diferentes dos cães, dos gatos e dos pombos que nunca se perdem e voltam facilmente para casa. As ovelhas nunca voltam sozinhas. Sabem que estão perdidas, mas não sabem voltar ao redil. Repito: elas não têm senso de direção.

Ilustração: Um gato ladrão. Quero lhe contar a história de um gato que criou muitos problemas em nosso lar. Eu era criança, mas nunca pude esquecer o trabalho que meus pais tiveram com aquele gato. Não era nosso, mas entrava pelo quintal e penetrava na cozinha para roubar comida. Era um gato ladrão. Nós morávamos perto da estrada de ferro, onde o trem passava todos os dias. Certo dia, o trem parou na porta de nossa casa. Meu pai conseguiu pegar o gato, colocou-o dentro de um saco de estopa, amarrou a boca do saco e jogou o gato dentro de um vagão. O trem partiu e foi embora. Meu pai dizia: Desse gato estamos livres. Nunca mais! Uma semana depois, porém, o gato apareceu e miava: Miau! Não sabemos dos detalhes. Certamente o trem parou alguns quilômetros adiante e alguém soltou o gato, que voltou novamente para o bairro onde morávamos e continuou a roubar comida.

3 – Se fosse uma ovelha, e não um gato, jamais teria voltado, porque as ovelhas não têm senso de direção. Se a ovelha perdida não é trazida ao aprisco pelo pastor, vagueia até perecer.

Aplicação homilética: O homem não é como o gato. O homem é, espiritualmente, ovelha. Por isso a Bíblia compara o homem como “a ovelha perdida”. E Cristo como “Pastor”.

4 – Se Deus fosse esperar que a iniciativa de regenerar-se partisse do próprio homem, seria impossível a realidade de nossa salvação.

B – Não importa para o Divino Pastor quão longe fomos, ou quão profundamente caímos, ou quão mau nos tornamos. Ele tem o remédio para todos os males. Para grandes males Ele apresenta maior poder de regeneração e recuperação do pecado.

1 – A Bíblia diz que onde abundou o pecado, superabundou a graça.
2 – Ele nos acha perdidos e nos convida: “Vinde a mim, Eu vos aliviarei dos vossos fardos e angústias”.

C – Você é essa ovelha perdida. Se você fosse o único a se desviar do caminho, Jesus Cristo teria vindo a este mundo para morrer por você somente.

1- O amor do pastor pela ovelha perdida é imenso. Quanto mais escura e tempestuosa a noite, e quanto mais perigoso o caminho, tanto maior a apreensão do pastor e tanto mais diligentemente a procura. Faz todos os esforços possíveis para encontrar a ovelha transviada.

a) Se fosse um mercenário diria: “Ela que sofra. Estou cansado. O jantar está me esperando...”
b) Mas o pastor a amava: esqueceu o cansaço, o jantar, o sono e vai por caminhos difíceis e pedregosos em busca da ovelha perdida.

(1) Ao encontrar, não a espanca, não a tange com chicotes, mas em sua alegria toma sobre os ombros. Jubiloso porque sua diligência não foi em vão, carrega-a de volta ao redil. Chegando ao lar, fez festa porque a achou.

2 – O Seu cuidado por ela – “Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo”. (15:5)
3 – Sua alegria ao voltar para casa. – “E indo para casa reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida”. (V.6)

D – A aplicação da parábola. – “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. (15:7)

1 – Cristo nos ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura.
2 – Cristo representava pela ovelha perdida, não somente o pecador individual, mas o mundo que se desviou e se arruinou pelo pecado.
3 – “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16)


E – Assim é o caso do homem com Deus.

1 – Deus sempre amou o homem. Foi o homem que escolheu esse caminho. Deus nunca abandonou o homem.
2 – Deus está ansioso para nos curar.
3 – Deus está sempre procurando o homem. Quer ter a oportunidade de ajudá-lo.
4 – Sem Deus morreremos. – “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”. (Lamentações de Jeremias 3:22)

F – Ilustração: John Rakman, filho ingrato que abandonou o lar paterno e caiu na vida de pecado, nos vícios e nas drogas. Um dia encontrou Jesus Cristo. Sua vida foi mudada. Queria voltar para o lar. Tinha medo de não ser aceito. Fez uma carta para sua mãe, onde dizia mais ou menos assim:
“Mamãe, minha vida mudou. Eu agora sou de Jesus. Quero voltar para casa. Vocês ainda me aceitam? Pretendo voltar no trem... (Deu o dia e a hora em que o trem iria passar em velocidade na frente da fazenda). Se vocês me aceitam realmente, então ponham um lenço branco na janela”.
A mãe recebeu a carta. Que emoção! No dia combinado, ele pegou o trem em direção ao lar paterno. Tinha uma dúvida: será que me perdoaram mesmo e vão colocar o lenço branco na janela da casa? O trem correndo em velocidade está se aproximando da frente de sua casa. Ele tinha medo. Dizia para si mesmo: “E se o lenço não estiver na janela? Ah, descerei na próxima estação. Volto no trem seguinte, e nunca mais!...”.
Sem ter coragem para ver, ele falou para um companheiro de viagem que estava ao seu lado. Pediu que olhasse bem para ver um lenço branco na janela da próxima casa. Fechou os olhos. O trem passou. Então, ele falou com o companheiro de viagem: “Você viu o lenço branco na janela?” O companheiro respondeu: “Lenço? Não vi!”. John Rakman começou a chorar. “Por que você está chorando?”, perguntou o companheiro. Ele explicou tudo.
O colega disse: “Ah, entendi agora! Não havia nenhum lenço branco. Havia, sim, um grande lençol branco”.
A mãe, com medo que o filho não visse o lenço, em face da velocidade do trem, colocou um grande lençol, cobrindo a casa para que ele não tivesse dúvidas.

Aplicação homilética: Assim é Deus. Ele está colocando não um lenço, mas um grande lençol na sua frente, a fim de que você veja e não tenha dúvidas de que Ele o ama e quer salvá-lo.

Conclusão:

A – ONDE VOCÊ ESTÁ?

1 – Você se encontra perdido, andando como uma ovelha, sem direção e sem rumo?

2 – Deus está bem perto de você.

3 – Arrependa-se e confesse a Ele os seus pecados.

4 – Você vai experimentá-Lo ao seu lado.

5 – Jesus quer salvá-lo e ficar bem perto de você.

6 – Quer avistar-se com você agora.

B – “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne-se para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”. (Isaías 55:6 e 7).

C – Ele diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo”. (Apocalipse 3:20).


ORAÇÃO: Senhor Deus e nosso Pai, quantas vezes caímos no pecado e nos afastamos de Ti. Quão bom que Tu nos amas, a despeito de nossa ingratidão! Senhor, se há alguém que ouviu esta mensagem, e está longe de Ti, queiras abençoá-lo neste momento, a fim de que possa ter convicção de sua situação pecaminosa; que possa ter a contrição que todo pecador necessita; que possa ter coragem de praticar a confissão a Ti de sua vida em pecado; e, sobretudo, tenha a coragem de tomar a decisão de voltar para o lar, enquanto a porta da graça está aberta. Eu te peço tudo isto em nome de Jesus. Amém!


Hinos sugeridos: H.A., 99, 113, 517.



Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

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