sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Da 'Obamania' à realidade

No dia em que Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, muitas pessoas perguntaram com normal expetativa se ele seria 'a nova esperança do mundo'.

Isto porque, em quase todos os setores, mesmo a nível mundial, se notava um enorme otimismo em torno da sua figura e do que ele poderia fazer, à escala global, para resolver os gritantes e crescentes problemas que pareciam mais fortes que as tentativas de os estancar.

Um ano depois, no passado mês de novembro, publiquei uma reflexão que dava conta de algumas realidades que, então, já eram mais do que evidentes, e que confrontavam claramente os mais positivos anseios de quem tanto esperou da sua eleição como presidente da mais poderosa nação do mundo.

Nesta última ocasião, entre outras coisas, defendi que 'após o inicial período de encantamento, que talvez tenha durado mais do que o normal num político que chega a um novo poder, a dura realidade dos fatos (leia-se, dificuldades e/ou impossibilidades) começou a abater-se sobre a figura de Obama. Não que ele seja culpado por isso; tão somente, como sugeri então, o depositar de esperança numa vida melhor sobre os ombros de um homem (seja ele Obama ou outro qualquer) só pode conduzir, mais tarde ou mais cedo, a um desapontamento por não concretização das expetativas criadas e alimentadas.'

Agora, quando nos aproximamos do primeiro aniversário da tomada de posse de Obama, lemos um artigo da agência Lusa que faz um balanço dos EUA em 2009, marcado, inevitavelmente, pela presidência de Obama.

Leia, de seguida, este artigo, e atente bem para as partes que coloquei a negrito.

'As expectativas de mudança com a eleição de Barack Obama, que em Janeiro tomou posse como o primeiro Presidente negro dos EUA, deram lugar ao longo do ano à confrontação com uma realidade adversa e a alguns desânimos.

Na avaliação do primeiro ano do seu mandato, o Presidente norte-americano disse ter afastado a ameaça de uma "ruína económica", o que passou pela injecção de 787 mil milhões de dólares a três anos para combater a crise. Mas a mudança está a ser lenta e com o lastro de uma taxa de desemprego de dez por cento.

"Essa jornada eleitoral era de esperança porque tudo era possível", lembrou Obama no aniversário da sua eleição. "O trabalho continua" e os EUA vão na "boa direcção."

A bandeira eleitoral da reforma do sistema de saúde, abrangendo milhões de americanos sem protecção, foi aprovada pela Câmara dos Representantes, embora ainda falte a votação no Senado (nota minha: nesta data, já foi aprovada no Senado), com grande resistência dos Republicanos e até dentro do Partido Democrata.

Dois dias depois de chegar à Casa Branca, prometeu encerrar Guantanamo, mas o centro de detenção em Cuba continua aberto e nas mesmas circunstâncias jurídicas criticadas durante a administração Bush, havendo agora planos de aquisição de uma prisão em Illinois para acolher os suspeitos de terrorismo.

A guerra do Iraque, que marcou os mandatos do seu antecessor, deu lugar ao foco no Afeganistão, com os Taliban e a rede da Al-Qaida a minar a estabilidade no país e no Paquistão, levando Obama a anunciar um reforço de 30 mil efectivos, apesar de também ter anunciado uma retirada até Julho de 2011.

O Presidente que declara guerra aos extremistas islâmicos é também Nobel da Paz em início de mandato, com o comité a considerar que Obama desenvolveu "extraordinários esforços para reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", onde se incluirá um discurso na Universidade do Cairo, onde disse que os EUA e os muçulmanos devem procurar um novo começo, "fundado no interesse mútuo e no respeito mútuo".

O Presidente norte-americano lida com as ameaças do Irão no desenvolvimento de tecnologia nuclear, dando um ano para Teerão mostrar seriedade nas negociações, ao mesmo tempo que o conflito israelo-palestiniano permanece num impasse.

Obama é também o chefe de Estado que dá seguimento à redução dos "stocks" de armamento nuclear dos EUA e Rússia, país agora mais tranquilizado com o abandono do projecto norte-americano de um escudo antimíssil na Europa de Leste, que será substituído por um outro mais eficaz em relação à ameaça iraniana.

Nos altos e baixos do primeiro ano da mais esperada das administrações, Obama saiu de Copenhaga sem o acordo vinculativo que procurava para a cimeira sobre o clima, outra bandeira de ruptura em relação ao anterior Presidente.

No mesmo dia em que se tornou Nobel, e com a popularidade em perda, Obama foi reproduzido numa estátua na Indonésia, onde passou parte da sua infância.

Destina-se a "inspirar e a encorajar as crianças indonésias a realizarem os seus sonhos", explicou o presidente da organização que reuniu o dinheiro para o monumento.'

Que mudanças no sentimento geral desde há cerca de um ano!

Recuperando um outro excerto da minha reflexão em novembro último, termino reforçando: 'talvez alguns cidadãos mundiais ainda fiquem com reservas em admitir o erro de confiança mal depositada. Mas, deixe-me ajudá-los nesse objetivo com as palavras da Escritura: 'maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço' (Jeremias 17:5)!'

E você, caro leitor? Já se convenceu definitivamente que não há esperança em homem algum?

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo!


Textos: Gênesis 19:26: Filipenses 3:12-14; Hebreus 12:2

Introdução:

A – Estamos diante de mais um ano. Como o tempo passa veloz e rapidamente!...

1 – O ano passa como se fosse um mês. Os meses passam como se fosse uma semana. As semanas passam como se fosse um dia. Os dias passam como se fosse uma hora. As horas passam como se fosse um minuto. E o minuto passa como se fosse um segundo. Os que entendem desse assunto dizem que, à medida que as pessoas vão envelhecendo, o tempo passa mais célere. Para as crianças, porém, o tempo custa passar.
2 - Até parece que foi ontem que nos reunimos para receber um novo ano, e dizíamos: “Feliz Ano Novo!”... E o Ano Novo ficou velho! O ano que está passando vai ficar na história de nossas vidas.

Ilustração: Marcelo Rubem Paiva escreveu um livro com um título sui generis: “Adeus Ano Novo, Feliz Ano Velho”. Marcelo era um jovem feliz. Tinha tudo: juventude, beleza, dinheiro, saúde, filho de um deputado federal, universitário, excelente cantor e músico (naqueles dias iria gravar o seu primeiro disco), quando aconteceu a tragédia. Na última semana do ano fatídico, embriagado com outros colegas, resolveu mergulhar num rio. Subiu numa árvore e pulou de cabeça. O rio era raso. Quebrou a quinta cervical. Ficou paraplégico, para sempre. Agora, no hospital no último dia do ano, ele ouvia a canção: “Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo”. Mas Marcelo, consciente de sua situação, cantava: “Feliz Ano Velho, Adeus Ano Novo”. Esse é o título de seu livro. É um livro comprometedor. Ele conta no livro sobre todos os pecados do ano...

B – Queiramos ou não, o ano que está terminando vai ficar na história de nossas vidas.

C – Comparando o ano com um livro.

1 – O ano que passou foi um livro com 365 páginas. Estas páginas foram os dias
2 – Esse livro teve 12 capítulos. Esses capítulos foram os meses
3 - Cada página desse livro teve 24 linhas. Essas linhas foram as horas.
4 - Cada linha teve 60 letras. Essas letras foram os segundos.

E – Agora, é hora de pensar: O que escrevemos neste livro?

1 Coisas boas ou coisas más?
2 Coisas que agradaram a Deus ou a Satanás?
a) Neste livro, não podemos mais apagar o que escrevemos. Indelevelmente ficará na nossa história.

F – Pilatos também escreveu o livro de sua vida. – “Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi”. (São João 19:22).

1-Pilatos mandou escrever a frase: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”, em hebraico, latim e grego, e colocou na cruz de Jesus Cristo.

a) Todos os que passavam podiam ler.
b) As autoridades religiosas dos judeus não gostaram nem um pouco e exigiram que Pilatos mudasse a frase.
c) Pilatos não mudou, mas disse: “O que escrevi, escrevi”. Ou seja: a frase não podia ser mudada.

G – O Ano Velho é um livro escrito, o qual não pode ser mudado, e o Ano Novo um livro a escrever o que quisermos nele.

1– Se não podemos apagar o que praticamos, também não devemos nos preocupar com o que passou. Se você não pode dizer: “Feliz Ano Velho!”, então cante: “O que passou, passou”.
a) O ano já passou, e não volta mais. O cristão não deve olhar para trás.

I – NÃO OLHES PARA TRÁS.

A – Os que olharam para trás.

1 – “A mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal”. (Gênesis. 19:26).

a) Os anjos conseguiram tirar a mulher de Ló de Sodoma, mas não conseguiram tirar Sodoma de dentro dela. Ela deveria ter feito isto, mas não fez. Olhou para trás e ficou transformada em uma estátua de sal.
b) Neste novo ano Cristo nos diz: “Lembrai-vos da mulher de Ló”. (Lucas 17:32).

II – OLHANDO PARA FRENTE.

A – Os que não olharam para trás.

1 – Miquéias – Não olhou para as coisas materiais.

a) Nos dias de Miquéias, havia grande apostasia em Israel. Ninguém confiava mais em ninguém. “Não creiais no amigo, nem confieis no companheiro. Guarda a porta de tua boca àquela que reclina sobre o teu peito. Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora contra a sogra; os inimigos do homem são os da própria casa”. (Miquéias 7:5 e 6).
b) Não obstante, Miquéias olhava no Senhor. – “Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus de minha salvação; o Senhor meu Deus me ouvirá.” (Miquéias 7:7).

(1) Quantos hoje olham para as coisas materiais!
(2) Olham para os pecados dos outros.
(3) Para os erros dos membros da igreja.
(4) Olham para trás, e morrem espiritualmente...

2 – O Apóstolo Paulo. “Não que eu o tenha já recebido ou tenha obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3:12,13 e 14)
3 – O texto é o balanço na vida de Paulo.
Ilustração: Toda Empresa que se preza e todo grande comerciante fecha pelo menos uma vez por ano para o balanço.

b) Por que balanço? Porque o empresário quer saber se obteve lucro ou prejuízo.
b) Cada fim de ano – eu imagino - Paulo fazia um balanço de sua vida espiritual. E concluía que muita coisa havia deixado de fazer. Vamos ao balanço paulino:

(1)Verso 13 – “Irmãos, quanto a mim, não jugo havê-lo alcançado”.

Aplicação: E você já alcançou tudo? Se não alcançou tudo, lembre-se de Paulo.

c) Paulo tinha a consciência de que muita coisa havia deixado por fazer...

(2) Verso 13 (parte central) – “Uma coisa faço”. Por que uma coisa? Na verdade, Paulo estava fazendo muitas coisas. Pelo menos, três coisas ele fazia. Observe:

d) Primeira coisa – “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam”.

Aplicação: Se o ano findo foi ruim na sua vida, esqueça. Ele já passou. Aprenda com o apóstolo Paulo a esquecer das coisas ruins e difíceis que para trás ficaram.

e) Segunda coisa – “Avançando para as que diante de mim estão”.

f) Terceira coisa – Verso 14 – “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

(1) Qual era o alvo de Paulo?
- Se analisarmos todo o contexto, vamos encontrar: o alvo de Paulo era a perfeição em Jesus Cristo.

(2) Na vida cristã não existe “marcha-à-ré”.O cristão tem de andar sempre para frente.

Ilustração: O crente é como a motocicleta. Não tem marcha-à-ré. Só anda para frente e nunca para trás.

III – OLHANDO EM JESUS.

A – Precisamos deixar de olhar para os erros dos outros e contemplar aquele que nunca cometeu erro. “Olhando firmemente para o autor e consumador de nossa fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” (Hebreus 12:2)

1 – Quantos há que não tem prosperado na vida cristã porque ficam olhando para:

a) Atrás de si.
b) As falhas dos outros e da igreja.

2 – Deus quer que olhemos para frente e para cima, olhando firmemente em Jesus.

Conclusão:

A – Que neste ano novo não olhemos para trás.

B – Que olhemos para frente, para o alto e para o alvo – Jesus Cristo.

C – O tempo não passa. O tempo é eterno. Nós é que passamos pelo tempo.

2 – Não foi o ano que ficou velho. Fomos nós que envelhecemos 365 dias em relação ao tempo.


D – Em face disto, necessitamos usar bem o ano, os meses, as semanas, os dias, as horas, os minutos e os segundos de maneira agradável diante de Deus.

E – Que neste ano novo façamos um pacto com Deus diariamente:
1 – Lendo a Bíblia – Ano Bíblico.
2 – Estudando a Lição da Escola Sabatina.
3 – Fazendo o culto doméstico.
4 – Evangelizando e ganhando pelo menos uma alma para Deus.
5 – Sendo fiéis em tudo.
6 – Lutando para ser um bom cristão em 2010.
Feliz Ano Novo!

Oração: Senhor nosso Deus e nosso Pai bondoso. Estamos no limiar de mais um ano. Queremos neste momento Te agradecer as bênçãos do ano que está passando. Se no ano que finda, fizemos alguma coisa que não Te agradou, queiras nos perdoar, Senhor. Pedimos-Te agora que continues abençoando-nos neste novo ano que estamos recebendo, a fim de que sejamos melhores pais, melhores filhos, melhores maridos, melhores esposas, melhores irmãos, melhores cristãos. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos: H.A. 272, 274, 261, 262.

Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva



Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dissonância cognitiva: uma barreira à verdade

Os judeus Gershon Robinson e Mordechai Steinman escreveram um livro bastante interessante, intitulado A Prova Evidente (São Paulo: Editora Colel, 1996). Recebi-o de presente do amigo e leitor Jackson Leal, de Salvador, BA. Li-o de uma assentada e gostei do conteúdo. Os autores trabalham com aquilo que os psicólogos chamam de dissonância cognitiva – típico bloqueio que acomete pessoas que investiram muito em suas convicções e que muitas vezes as impede de aceitar facilmente ideias novas.

Eles começam explicando: “Estar certo provoca uma sensação de superioridade, ao passo que estar errado ocasiona uma sensação de inferioridade. Portanto, qualquer coisa que sugira que estamos errados é irritante e ocasiona mal-estar; é uma ameaça à nossa autoestima. Quando reconhecemos que estávamos errados e aceitamos a nova informação, é inevitável que nosso ego saia machucado. ... A dissonância cognitiva e algum tipo de reação física sempre ocorrem toda vez que alguém é criticado por algo a que se sente ligado ou é desafiado sobre o que considera verdadeiro. ... Sempre que surge algo que não se enquadra, logo surge a dissonância cognitiva no subconsciente humano. ... A dissonância consegue anular completamente o desejo humano de verdade. Se alguém ‘investiu tudo numa compra’, se fez um grande investimento em certo produto, crença ou ideia, então qualquer sugestão de que o investimento foi ruim tem grande probabilidade de ser ignorada, mesmo se for verdadeira” (p. 15, 16, 17).

Os autores citam alguns exemplos, entre os quais o de Einstein. Tudo indicava, para o físico, que o Universo estava em expansão, embora essa ideia fosse considerada por ele como “irritante” e “insensata”. Por quê? Porque “o homem [até o mais inteligente] parece ter uma necessidade subconsciente de ‘proteger’ seus investimentos, até mesmo da verdade. ... Justificada ou não, a irritação pode impedir que uma pessoa tenha qualquer percepção da verdade” (p. 30, 37). Para Einstein, o Universo era estático, e pronto.

A partir da página 39, Robinson e Steinman apresentam cinco motivos pelos quais algumas pessoas rejeitam a Deus, devido à dissociação cognitiva:

1. As pessoas suspeitam que, se Deus de fato existe, então enquanto seres humanos não poderíamos ser tão livres quanto gostaríamos. Como as pessoas são muito apegadas à ideia de liberdade, em um nível subconsciente os indícios de Deus incomodam, pois a ideia de Deus é percebida como ameaça à liberdade. Uma pessoa poderia, subconscientemente, tender a preferir que Deus não existisse por causa da ameaça à sua própria “soberania pessoal” [aqui foi inevitável não pensar em Richard Dawkins que, apesar do título de seu livro Deus, Um Delírio, afirma que vive na “predisposição de que Deus não exista”]. Em resumo, os indícios de Deus são emocionalmente irritantes, pois fazem o homem parecer pequeno; implicam que o homem talvez seja limitado em sua liberdade pessoal (p. 38).

2. As pessoas também abrigam o temor de descobrir que não passam do fruto da imaginação de um criador. O homem é uma força expressiva e criativa no Universo, e orgulha-se disso. Nada abala mais um ser humano que a ideia de que todo o seu ser é, na realidade, produto de outra força criativa e expressiva do Universo, de um Ser muito mais elevado e poderoso (p. 39).

3. Se Deus existe e é, de fato, um Pai espiritual para nós, por que Ele permanece tão distante e obscuro? Os indícios de Deus também podem ocasionar um sentimento de impotência e desimportância porque tal ideia provoca um sentimento de abandono e rejeição. Assim como temem a ideia de perder a liberdade pessoal, as pessoas temem a ideia de serem rejeitadas e abandonadas (p. 40).

4. Se uma pessoa aceita a existência de Deus, deve também admitir uma falta de compreensão. Em vez de aceitar uma ideia nova abstrata que parece conflitar com o óbvio, e assim admitir nossa falta de compreensão, nossa propensão é a ideia subconscientemente e nos livrarmos do incômodo (p. 41).

5. Quanto mais uma pessoa vive de acordo com a ideia de que Deus não existe, mais dissonância haverá como resultado da prova em contrário; pois esta faz com que a pessoa se sinta muito “menor”. Por causa da dissonância, tais indícios [de Deus] são automaticamente rejeitados no subconsciente antes mesmo que o intelecto consciente os examine (p. 41).

O capítulo 3, que dá nome ao livro – A Prova Evidente – procura demonstrar que existem evidências bastante sólidas de um projeto inteligente que aponta para o Criador, e que, portanto, a rejeição desses fatos e de Deus se deve mais à dissonância cognitiva do que a qualquer outra coisa.

Fazendo alusão aos monólitos alienígenas presentes no livro/filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, os autores perguntam: “Que nível de complexidade é necessário para que se considere intuitivamente que algo foi criado de maneira proposital? É necessário achar um computador na Lua? Não. Um carro? Não. Um relógio? Não! Basta uma simples rocha negra” (p. 58).

E então arrematam o pensamento: “Se o projeto do Universo é superior ao encontrado na rocha [monólito], se é maior do que o mínimo, seremos forçados a concluir que há indícios suficientes de um Mestre Autor. E, se não fosse por preconceito pessoal, social e outros, ou em uma palavra, pela dissonância, as pessoas reconheceriam isso intuitivamente... a dúvida seria baseada no irracional e no ‘não consigo suportar isso’ subconsciente” (p. 59).

A argumentação avança pelo fino ajuste das constantes universais, pela complexidade da vida em nível genético, embriológico e neurológico, cita cientistas de peso que admitem o design inteligente, e tenta justificar por que, a despeito de tanta complexidade específica observada no Universo, a negação de Deus e a sobrevivência da ideia do acaso cego ainda persistem:

“A impressionante longevidade do darwinismo, apesar de suas muitas falhas, é uma extraordinária confirmação da tese deste livro. Sem a evolução, o homem está ‘condenado’ a Deus. De maneira subconsciente e consciente, cientistas, jornalistas e outros se agarram à evolução com todas as suas forças. Como a ideia da evolução permite que as pessoas imaginem um universo sem Deus, a teoria evolucionária sobrevive e floresce em muitas versões, e todas as objeções a ela são descartadas com desprezo” (p. 93).

De fato, em Evolution From Space, o mais eminente astrônomo britânico, sir Fred Hoyle, aponta problemas gritantes na teoria da evolução e conclui que a sobrevivência desse paradigma se deve apenas ao fato de ele ser considerado “socialmente desejável e mesmo essencial para a paz mental das pessoas” (Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe. Evolution From Space. Londres: Hutchinson and Co., 1969, p. 66 – citado por Robinson e Steinman, p. 94).

Aliás, é de Hoyle que vem outra análise interessante sobre a probabilidade de surgimento da vida na “sopa química”. Ele lembra que há cerca de duas mil enzimas [um tipo de proteína essencial à vida] diferentes, e cada uma tem estrutura própria. Segundo ele, a probabilidade de se obter todas as duas mil enzimas ao acaso é de uma em dez elevado a 40 mil, “quase a mesma probabilidade de se obter uma sequência ininterrupta de 50 mil números 6 com um dado não viciado”, compara. Esses cálculos não chegam nem perto da probabilidade de se produzir ao acaso os “programas” pelos quais as células se dividem e se organizam. Hoyle conclui: “Para a vida ter surgido na Terra seria necessário que instruções bem explícitas tivessem sido fornecidas para sua formação” (Ibidem, p. 109).

Então, por que essa ideia persiste? Em seu livro Origins, Robert Shapiro afirma que o motivo pelo qual os cientistas alimentam o público com a ideia da “sopa química” por tanto tempo é que ela serve para preencher aquele “vácuo” horrível. Os cientistas e a mídia querem, de qualquer maneira, que a hipótese da sopa seja verdadeira. Em vez de aceitar a ideia “religiosa” sobre a origem da vida, empenham-se em vestir um mito e fazê-lo parecer científico (Robert Shapiro. Origins: A Skeptic’s Guide to the Creation of Life on Earth. Nova York: Bantam Books, 1986 – citado por Robinson e Steinman, p. 107).

No capítulo “O Judaísmo e a crença em Deus”, os autores escreveram: “De acordo com o rei Salomão [Ec 8:17; 3:11], muitos dos enigmas que hoje confrontam a ciência permanecerão enigmas até o fim dos tempos, porque a Sabedoria Suprema por trás deles está muito além da sabedoria e do alcance da humanidade. ... A abordagem mais saudável, e mais conectada com a realidade, é a proposta pelos cientistas da Escola de Pensamento Antrópica. Estes cientistas reconhecem Deus, admitem que certos enigmas nunca serão resolvidos, e ainda assim continuam a aplicar o método científico à natureza, tentando decifrar o que for possível” (p. 134, 135).

O antigo filósofo grego Alexandre Afrodísio relaciona três diferentes fatores que funcionam como “obstáculos” para que alguém enxergue a verdade: a arrogância, a presunção e o amor à liberdade; a sutileza, profundidade e dificuldade do assunto; a ignorância humana, a insuficiência da capacidade intelectual. Crentes ou não, todos estamos sujeitos a esbarrar num ou mais desses obstáculos, mas não nos esqueçamos de que “o maior obstáculo entre uma pessoa e a verdade pode ser ela mesma” (p. 141), e sua dissonância cognitiva.


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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Sinead O'Connor exige renúncia de papa Bento 16

A cantora Sinead O'Connor pediu na sexta-feira que o papa Bento 16 renuncie por causa de um relatório do governo irlandês acusando os líderes da Igreja de acobertarem o abuso sexual de crianças por 30 anos. O Vaticano divulgou um comunicado na sexta-feira dizendo que o papa se sentiu "traído, envergonhado e ultrajado" por causa do escândalo e iria escrever ao povo irlandês sobre o abuso sexual. Mas Sinead, que certa vez irritou católicos ao rasgar uma foto de João Paulo 2º ao vivo na televisão, disse em uma carta publicada em um jornal britânico que o papa se manteve em silêncio por tempo demais sobre o abuso sexual infantil.

"Eu exijo que o papa renuncie por seu silêncio desprezível sobre a questão e seus atos de não cooperação com o inquérito", escreveu O'Connor em uma carta ao jornal The Independent, publicada antes de uma reunião entre líderes da igreja irlandesa e o papa no Vaticano.

"Os papas não tiveram problemas em dar suas opiniões quando quisemos pílulas anticoncepcionais ou o divórcio", disse Sinead.

"Não tiveram problema em criticar o Código Da Vinci. Nenhum problema em criticar Naomi Campbell por usar uma cruz adornada com joias. Mas quando se trata dos males feitos por pedófilos vestidos de padres, eles ficam em silêncio. É grotesco, inacreditável, bizarro e inédito. Eles não defendem nada além do mau."

A Igreja da Irlanda, país de maioria católica, foi abalada por dois relatórios este ano sobre abusos sexuais. O Relatório da Comissão Murphy, divulgado em 26 de novembro, revelou que a Igreja havia escondido o abuso sexual "obsessivamente" de 1975 a 2004.

Sinead, cuja canção de 1990 "Nothing Compares 2 U" foi sucesso no mundo todo, provocou polêmica na Irlanda quando um grupo católico dissidente ordenou-a sacerdotisa em uma cerimônia em Lourdes há 10 anos.

(Yahoo Notícias)
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

WWW.SABADO.ORG


Está no o ar site que apresenta o projeto Um Dia de Esperança aos internautas em geral, desenvolvido pela área de web da Novo Tempo. A homepage www.sabado.org (com versão em português finalizada e em espanhol em fase final de conclusão) vai mostrar do que se trata o projeto que movimentará a Igreja Adventista do Sétimo Dia no próximo ano, em toda a América do Sul, especialmente no dia 15 de maio quando pelo menos 30 milhões de exemplares da revista com o mesmo nome serão entregues em oito países do continente. A ideia é ampliar o que foi realizado em 2008, através da primeira edição do Impacto Esperança, quando milhares de publicações a respeito da volta de Jesus Cristo foram espalhadas entre a população em geral. Desta vez, no entanto, o tema abordado será o sábado como elemento fundamental na adoração divina conforme a Bíblia Sagrada.


No www.sabado.org é possível acessar conteúdo de artigos esclarecedores sobre a história do sábado ao longo dos anos, a fundamentação bíblica, vídeos com orientações e até espaço para interatividade com possibilidade de se fazer questionamentos. Inclusive, no Twitter (http://twitter.com/sabado7), o internauta poderá conferir constantemente atualizações e os comentários dos demais usuários. (ASN)



FELIPE LEMOS

Jornalista, blogueiro, twiteiro, especialista em marketing, Assessor de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
Editor geral do Blog Realidade em Foco
Email: felipex29@gmail.com
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Pensamentos do Espírito de Profecia (41)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgCOMO FOI A ANO QUE ESTÁ FINDANDO?
Consideremos individualmente qual é o registro feito nos livros do Céu a respeito de nossa vida e caráter, e de nossa atitude para com Deus. Nosso amor a Deus aumentou durante o ano passado? Se Cristo realmente está habitando em nosso coração, amaremos a Deus, deleitar-nos-emos em obedecer a todos os Seus mandamentos, e esse amor estará continuamente se aprofundando e fortalecendo. Se representamos a Cristo para o mundo, seremos puros no coração, na vida e no caráter; seremos santos na conversação; não haverá falsidade em nosso coração e em nossos lábios. Examinemos nossa vida passada e vejamos se temos evidenciado nosso amor a Jesus procurando ser semelhantes a Ele, e labutando como Ele labutou para salvar aqueles por quem morreu. EXALTAI-O, Pág. 326.




DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quem tem medo de 2010?


Todos os indicadores econômicos são favoráveis neste final de 2009. E os dados da economia apontam para um 2010 com crescimento. Crescem os investimentos externos e o crédito disponível em níveis recordes. O nível de emprego parou de cair. A produção industrial tem crescido. Até a poupança interna mostra sinais de melhora. A classe média assume um papel preponderante no mercado. Um novo consumidor surge com grande avidez e exigências nunca vistas.

O mundo todo está falando, estudando e procurando conhecer melhor os chamados BRIC countries – Brasil, Rússia, Índia e China. Em qualquer universidade estrangeira que se estude ou lecione, só se ouve falar nos BRIC. Muitas universidades e pensadores querem trocar a Rússia pela Indonésia, falando em BIIC’s, mas nenhum pensador sério fala em tirar o Brasil dessa lista.

E, quem tiver uma visão desapaixonada e crítica, e não for na onda só dos especuladores financeiros, vai chegar à mesma conclusão que vários estudiosos estão chegando e que nós vimos dizendo já há alguns anos(*). A China tem tido um crescimento espetacular. Mas é preciso considerar que a base sobre a qual esse crescimento é medido era muito baixa e pobre. Além disso, é preciso considerar os aspectos jurídicos, políticos, de idioma, de ausência de democracia, antes de pensar na China a longo prazo. Como será a China quando a sua população exigir um governo democrático? Como ficarão os custos de produção quando os trabalhadores chineses exigirem seguridade social, saúde, participação nos resultados? O que fazer com os 800 milhões de campesinos no mais atrasado estado de desenvolvimento agrícola? Estas e outras questões invadem as salas das universidades do mundo inteiro.

Será a Índia mais fácil? Vamos nos lembrar que há mais de 1.652 dialetos na Índia, 325 idiomas sendo 22 idiomas oficiais. 22% dos miseráveis do mundo estão na Índia e um complexo sistema de castas difícil de ser compreendido pelos ocidentais. Assim, montar uma indústria na Índia é uma tarefa hercúlea. Há áreas (clusters) de grande desenvolvimento como Bangalore no ramo da tecnologia. Mas a Índia como um todo é um dos mais complexos países do mundo.

Dos BRIC’s, o Brasil é o único país ocidental, com sistema jurídico conhecido com base no direito romano. Os costumes, o idioma, o modo de viver é bastante semelhante ao dos grandes países investidores, os chamados G6 – Estados Unidos, alguns países europeus e Japão. A mão-de-obra brasileira, quando treinada, tem mostrado ser capaz de altos índices de produtividade, comparáveis aos do primeiro mundo. O mercado interno é muito atrativo. Somos um dos maiores mercados do mundo e a oitava maior economia dentre os 192 países que compõem a ONU. Até geograficamente somos privilegiados.

Com tudo isso, sem dúvida, o Brasil irá se consolidar como um dos mais atraentes destinos para o capital internacional e se tornar uma das mais importantes plataformas exportadoras do século XXI. Montar uma fábrica no Brasil é, em relação aos demais países e com perspectiva de longo prazo, mais fácil e seguro, mesmo com o chamado “custo Brasil” e com os problemas que temos em nosso sistema portuário e de infraestrutura. É bom lembrar que somos uma democracia e que nossas conquistas econômicas e sociais foram feitas democraticamente.

Assim, terá medo de 2010, o empresário que não acreditar em nossas possibilidades e ficar esperando para ver o que irá acontecer. Terá medo de 2010 o profissional que não se especializar para se tornar a cada dia mais excelente no que faz. Terá medo de 2010 o estudante que não estudar e ainda acreditar que poderá “empurrar com a barriga” o seu curso e que seu diploma resolverá todos os problemas de emprego. Terá medo de 2010 aquele empresário que não compreender que qualidade, produtividade, extrema preocupação com custos, política de caixa, simplicidade, tecnologia e gente excelente são hoje os fundamentos do sucesso.
Terão medo de 2010 os acomodados, os que vivem procurando culpados para o seu fracasso. Terão medo de 2010 os que vêem todas as vantagens e aspectos positivos de outros países e só enxergam as mazelas e as negatividades do Brasil. Enfim, terão medo de 2010 os mesmos que sempre buscaram uma explicação externa para seu fracasso. Os mesmos, os de sempre....

Pense nisso. Sucesso! Feliz 2010!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.

Site: Anthropos
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Pensamentos do Espírito de Profecia (40)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpgCALEBES NA HISTÓRIA, OBREIROS MODELOS!
Os Calebes já foram muito necessários em diferentes períodos da história de nossa obra. Precisamos hoje de obreiros de perfeita fidelidade, obreiros que sigam inteiramente ao Senhor, obreiros que não estejam dispostos a silenciar quando devem falar, que sejam fiéis ao princípio como o aço, que não procurem fazer uma exibição pretensiosa, mas que andem humildemente com Deus - obreiros pacientes, bondosos, prestativos, corteses, que entendam que a ciência da oração é exercer fé e mostrar obras que manifestem a glória de Deus e o bem de Seu povo. ...
Demos graças ao Senhor por haver alguns obreiros que estão fazendo tudo quanto é possível para erguer memoriais para Deus, em nossas cidades negligenciadas. Lembremo-nos de que é nosso dever animar estes obreiros. Deus não Se agrada da falta de apreço e de cooperação para com os fiéis obreiros que trabalham em nossas grandes cidades. Manuscrito 154, 1902.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Ela estava em busca de Deus

A família da atriz Leila Lopes, encontrada morta no dia 2, tornou pública a carta encontrada com o corpo. Leia aqui alguns trechos da carta reproduzida no site da Veja: "Não chorem, não sofram, eu estou ABSOLUTAMENTE FELIZ!!! Era tudo o que eu queria: ter paz eterna com meu Deus e, se possível, com minha mãe. Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui iludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida.

"Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz!

"Estou cansada, cansada de cabeça! Não aguento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui."

Nota: É o tipo de despedida que faz pensar. É difícil imaginar o que Deus leva em conta em situações como essa, como lida com suicidas (se foi esse mesmo o caso de Leila). Mas o que podemos saber com certeza é que nosso Deus é justo e misericordioso, e julga as pessoas pelo resultado de uma vida - olhando para os méritos de Cristo atribuídos ao pecador arrependido -, e não julga pontualmente, por atos cometidos em momentos de insanidade mental. Ao que parece, o vazio de Leila se devia ao fato de ela estar em busca de Deus. Pena que ela pode ter pensado que somente O encontraria na morte, quando a verdade é que o Criador deseja ser buscado e encontrado agora: "Buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor” (Jeremias 29:13, 14). Não teria ela fugido de Deus enquanto viva? Não teria tentado preencher o vazio da alma com outras coisas? Essas respostas, agora, pertencem a Deus. A carta de Leila também (re)coloca diante dos cristãos a responsabilidade de levar a mensagem de esperança às pessoas que andam pela vida sem rumo, carentes de algo que talvez nem saibam o que é. Trabalhemos e oremos para que outras Leilas não venham a morrer sem saber que o Senhor "não é Deus de mortos, mas de vivos" (Marcos 12:27), e que Ele está perto daqueles que O buscam (Salmo 145:18).[MB]


MICHELSON BORGES
É jornalista, mestrando em Teologia pelo Unasp e membro da Sociedade Criacionista Brasileira . É editor na Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros /A História da Vida / e /Por Que Creio / (sobre criacionismo), /Nos Bastidores da Mídia / e da Série Grandes Impérios e Civilizações, composta de seis volumes. Casado com Débora Tatiane, tem duas filhas.
Editor do Blog Criacionismo
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pensamentos do Espírito de Profecia (39)

http://4.bp.blogspot.com/_NdQOK97Yzk4/SdPQLzcL6OI/AAAAAAAACcU/DFPKC51N1-4/s200/0614114.jpg
NOSSA VIDA NA ETERNIDADE SERÁ DINÂMICA!
Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo. O GRANDE CONFLITO, Pág. 677.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A (não) união da Europa

Será realizada ao princípio da noite de hoje na capital portuguesa, a cerimónia de entrada em vigor do Tratado de Lisboa.

Depois do fracasso na tentativa de implementação de uma Constituição Europeia, o objetivo dos líderes europeus manteve-se intato: criar condições para que os estados da Europa se unam o mais possível, criando aquilo que poderemos chamar de governo supra-nacional. Após algum tempo, surgiu um novo acordo, sob a forma deste tratado, que não passa de uma redefinição dos termos previstos na falhada Constituição europeia.

Sinceramente, não estou muito interessado no articulado deste novo documento. Li algumas breves referências que indicam as mudanças mais significativas em termos de governação. Talvez o que eu tenha extraído de mais significativo seja o fato dos estados perderem alguma autonomia, salvo os casos salvaguardados de cedências pontuais que permitiram a sua ratificação em todos os países subscritores.

Entretanto, guardo para mim o essencial: esta é mais uma tentativa de unir as nações da Europa.

A História universal regista com rigor outros momentos em que, com métodos diferentes, o mesmo objetivo foi tentado alcançar. Alguns exemplos são os casamentos entre as realezas europeias, o expansionismo de Napoleão Bonaparte ou o ímpeto conquistador de Adolf Hitler.

E, algo de comum existe entre todos estes casos: eles falharam. Redondamente.

A realeza europeia, hoje, pouco mais é do que uma tradição. Napoleão ficou como um dos grandes estrategas militares da História. Hitler é o principal personagem dos compêndios de maus exemplos de tratamento humano (pelo menos, sob o ponto de vista ocidental). E, para todos eles, resta em memória pouco mais do que isso.

Para respondermos à pergunta 'porque falharam?', teremos de analisar caso a caso e perceber circunstâncias e condições particulares? Não, não precisamos. Pelo menos, para entender a razão de fundo.

Há cerca de 24 séculos que Deus respondeu àquela questão, bem antes dela ser formulada.

Os Adventistas do Sétimo Dia, defendem na sua interpretação de Daniel 2 que a Europa é representada por uma mistura de barro e ferro, materiais constituintes da estátua que Nabucodonosor, rei de Babilónia, contemplou em sonho - estes dois materiais formam os pés da imagem.

Tal qual barro e ferro não fazem uma mistura homogénea, assim as nações da Europa não se unirão, segundo a profecia entregue por Deus.

Creio que, como Adventistas do Sétimo Dia, devemos assumir firmemente as nossas convicções. Por isso, num momento em que, supostamente, as nações da Europa dão um passo gigantesco em direção a uma união, não devemos temer por aquilo em que desde sempre acreditamos, antes proclamá-lo com bem maior vigor e determinação.

Repare: enquanto hoje os homens promovem união, Deus há muito deixou bem claro que essa união não existiria. Assim, em quem vai acreditar? Nas aparências humanas ou no desígnio de Deus?

Quando, através do mesmo sonho, Deus informou Nabucodonosor que o seu reino passaria, o monarca desafiou o aviso divino, construindo, para adoração, uma estátua à sua imagem, como que perpetuando na história a posição de Babilónia.

Alguns anos mais tarde, esta nação foi invadida e derrubada pelos medo-persas e, hoje, apenas as ruínas testemunham da sua anterior grandeza...

Prefiro, respeitosamente, desafiar os homens e aquilo que eles intentam, do que o Deus que tem nas Suas mãos o destino dos séculos!

Por isso, fundamentado nos ensinamentos da Bíblia, sei que, por muitos passos que sejam dados nesse sentido, ninguém conseguirá concretizar a união total das nações europeias. Porque Deus assim o disse.

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Atualmente, é Colportor Evangelista da União Portuguesa. Em breve iniciará a formação em Teologia, para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, têm um bebé, Caleb Filipe, nascido em Junho de 2009.
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