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sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Maior Segredo de Satanás

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida.” Provérbios 4:23.

Permita-me uma sugestão pouco confortável, mas imagine você no lugar de Satanás. Sua missão é controlar os seres humanos e mantê-los em rebelião a Deus. Seu ódio por Jesus te motiva a estabelecer uma forma de manipular a mente, onde está a sede das decisões de cada ser.

Em primeiro lugar você precisa de um plano. Como bom estrategista, não pode revelá-lo a ninguém. Com o plano ultra-secreto em mãos, marca uma reunião com seus aliados – os anjos caídos.

Os anjos ao ouvirem sua proposta infalível o aplaudem em pé. Fantástico! Imbatível! Os humanos serão como robôs controlados pelo mal! Enfim, as hostes malignas terão pleno controle da mente humana.

Pouco tempo depois você fica atônito – seu plano secreto fora revelado aos cristãos! Por essa você não contava, mas como esquecer que Deus sabe de todas as coisas!? Tudo o que foi tramado saiu nos noticiários adventistas, isso mesmo, foi tudo publicado! Ao abrir o texto da “repórter” Ellen G. White você não acredita no que lê:

“Satanás reuniu os anjos caídos a fim de inventar algum meio de fazer o máximo de mal possível à família humana. Foi apresentada proposta sobre proposta, até que finalmente Satanás mesmo imaginou um plano. Ele tomaria o fruto da vide, também o trigo e outras coisas dadas por Deus como alimento, e convertê-los-ia em veneno que arruinariam as faculdades físicas, mentais e morais do homem, dominariam de tal maneira os sentidos que Satanás teria sobre eles inteiro controle... Mediante o apetite pervertido, o mundo seria corrompido”. (E.G.White. Conselhos Para a Igreja, 103 e 104)

A mente humana tem sido comparada a um computador, em que a memória está a ser continuamente programada por uma destas duas fontes: Cristo ou Satanás. Como um computador, o seu funcionamento depende da informação
recebida. Entenda como Deus se comunica conosco e como o que ingerimos tem haver diretamente com nossa espiritualidade e moralidade.

“Os nervos cerebrais que se comunicam com todo o organismo são os únicos meios pelos quais o Céu se pode comunicar com o homem, em influenciar sua vida mais íntima. Seja o que for que perturbe a circulação das correntes elétricas no sistema nervoso, diminui a resistência das forças vitais, e o resultado é um amortecimento das sensibilidades da mente.” (E.G.White, Conselhos Para a Igreja,103) .
“A intemperança de qualquer espécie insensibiliza os órgãos da percepção e enfraquece de tal maneira o poder dos nervos cerebrais que as coisas eternas não mais são apreciadas, mas são colocadas no mesmo nível das comuns. As mais elevadas faculdades da mente, que visavam os mais alevantados propósitos, são trazidas em servidão às paixões mais baixas. Se nossos hábitos físicos não forem corretos, nossas faculdades mentais e morais não podem ser fortes; pois existe grande afinidade entre o físico e o moral” (E.G.White, Conselhos Para a Igreja,103).

Agora de forma mais detalhada e citando nomes, Deus revela quais são os principais vícios usados por Satanás para controlar a mente humana: “Satanás está levando o mundo em cativeiro mediante o uso das bebidas alcoólicas e do fumo, café e chá preto. A mente dada por Deus, que deve ser conservada clara, é pervertida pelo uso de narcóticos. O cérebro não mais é capaz de discernir corretamente. O inimigo tem o controle. O homem vendeu sua razão por aquilo que o enlouquece. Não tem senso algum do que é direito. Todavia a maldição da bebida alcoólica é legalizada, e opera ruína indizível nas mãos dos que gostam de condescender com aquilo que, não somente arruína a pobre vítima, mas a família inteira”. (E.G.White, Evangelismo. 529).

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida” Provérbios 4:23.

Para haver uma mudança em nossos hábitos de alimentação e estilo de vida, precisamos em primeiro lugar mudar nosso interior e nossa compreensão acerca deste assunto. Infelizmente temos a tendência de colocar nosso gosto ou prazer acima da razão e da espiritualidade.

“Como o fermento, misturado à farinha, opera do interior para o exterior, assim é pela renovação do coração, que a graça de Deus atua para transformar a vida. Não basta a mudança exterior para nos pôr em harmonia com Deus. Muitos há que procuram mudar, corrigindo este ou aquele mau hábito, e esperam desse modo tornar-se cristãos, mas estão a começar no lugar
errado. O nosso primeiro trabalho é no coração.” (E.G.White, Parábolas de Jesus, 97).


Agora você já sabe sobre o plano ultra-secreto de Satanás. Mas espere um pouquinho, o que você faria no lugar dele agora que seu plano foi descoberto pelos adventistas? Pense um pouco! Não sei o que você pensou, mas posso dizer que Satanás está satisfeito, pois mesmo tendo seu plano descoberto parece que muitos não estão nem aí, a maioria ignora os “Conselhos Sobre Saúde” e os “Conselhos Sobre o Regime Alimentar”.

Muitos zombam dos que estão tentando praticar um regime saudável com piadinhas, ou se desculpam dizendo ser extremistas os que o praticam, e que o “equilíbrio” é o ideal. Terrível engano, chamar de equilíbrio usar alimentos ou bebidas que interrompem a comunicação com o Céu!

“Você é o que você come”, diz um ditado, que poderia muito bem estar na Bíblia devido à sua veracidade. Jesus morreu por você e deseja ser o Senhor da sua vida. Ele deseja colocar Suas vestes de justiça para encobrir nossos pecados e nos perdoar. É por isso que Ele tem tanto interesse em nossa saúde mental e física, pois disso depende uma eficaz comunicação entre Deus e o homem.


PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação. Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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domingo, 26 de julho de 2009

Pensamentos do Espírito de Profecia (27)

PLANEJAMENTO FAMILIAR É CRISTÃO?

Pais e mães, quando sabeis que sois deficientes no conhecimento de como educar vossos filhos para o Mestre, por que não aprendeis vossa lição? Por que continuais a trazer filhos ao mundo para engrossar as fileiras de Satanás? Está Deus contente com esta demonstração? Quando vedes que uma grande família sobrecarregará duramente vossos recursos; quando vedes que a mãe está cheia de filhos, e que ela não tem o tempo entre os nascimentos para fazer a obra que cada mãe necessita fazer, por que não considerais os resultados? Cada filho suga a vitalidade da mãe, e quando pais e mães não usam a razão neste assunto, que oportunidade têm os pais ou os filhos de ser devidamente disciplinados? O Senhor convida os pais a que considerem devidamente este assunto à luz de realidades eternas. Carta 107, 1890.


DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Vale-Cultura ou Vale-Lixo?

O Governo Federal tratou de mandar recentemente à Câmara dos Deputados projeto para instituir o vale-cultura. A intenção é garantir aos trabalhadores um incentivo financeiro para que consumam cultura. Na teoria, por meio de um cartão magnético os trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. As empresas que declaram imposto de renda com base no lucro real poderão aderir ao Vale-Cultura e disponibilizar até R$ 50,00 por funcionário, ao mês, com direito a deduzir até 1% do imposto de renda devido. Segundo o Ministério da Cultura, os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos arcarão com, no máximo, 10% do valor (R$ 5,00).

É a primeira vez que alguma iniciativa ocorre, que eu saiba, para alcançar diretamente a população em relação à cultura. É boa na sua concepção, mas resta saber se vai ocorrer de maneira prática. No Brasil, geralmente leis que oferecem algo que estimule a população a pensar de maneira um pouco mais crítica e consciente não costumam avançar com força. Vamos ver se será uma lei para vigorar mesmo ou mais um item fictício a ser divulgado, depois, no próximo ano, nas campanhas eleitorais. É esperar e acreditar, mais uma vez, que alguma intenção favorável esteja por trás disso.

Outro aspecto importante a ser verificado, com a promulgação dessa lei do vale-cultura, é a necessidade de a população entender o que é cultura e o que é lixo. Hoje, não é somente a televisão convencional que oferta porcaria para adultos, crianças e jovens. No cinema, no teatro, nos livros, nos CDs e DVDs há muitíssima mensagem que deteriora os valores familiares, religiosos e de uma vida simples. Mais importante do que possuir condições de usar um vale-cultura é saber utilizar o benefício com inteligência e prudência. Bom é poder ir a um museu, por exemplo, e ver a história de um estado, de uma etnia, de uma parte do que foi o Brasil do passado, outra coisa é ver filmes e peças teatrais que desmoralizam o ser humano em sua essência e não transmitem princípios dignificantes para as futuras gerações.

Gosto muito de pensar no sábio apóstolo Paulo que trabalhou na evangelização de povos pagãos, muitos deles adoradores de ídolos e altamente influenciados pelas teorias e pensamentos da cultura helênica. É interessante que, certa vez, conforme registra a Bíblia, Paulo teve permissão de discorrer sobre os ensinamentos cristãos no Areópago, local das grandes decisões e debates no mundo grego antigo. Apesar de respirar a cultura grega, de contar com o “vale-cultura” da época, Paulo mantinha seus princípios e, com prudência e perspicácia que somente um homem ligado a Deus pode ter, conseguiu enxergar a adesão de alguns à causa cristã. Ou seja, somos constantemente colocados diante da decisão de escolher entre o vale-cultura e o vale-lixo, aquilo que definitivamente não serve para nosso crescimento como indivíduos.

Provavelmente esse vale-cultura, do governo brasileiro, tenha sido pensado, entre outros motivos, para ajudar a dar vazão ao intenso material cinematográfico produzido aqui no Brasil e que não é consumido nem pela população local. Mesmo assim, é uma iniciativa que tem seu lado interessante, porém é fundamental que os futuros usuários do benefício consigam entender que nem tudo o que poderão consumir é bom para sua saúde mental. É aquela máxima bíblica: “tudo é lícito, mas nem tudo convém”.


FELIPE LEMOS

Jornalista, blogueiro, twiteiro, especialista em marketing, Assessor de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
Editor geral do Blog Realidade em Foco
Email: felipex29@gmail.com
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sábado, 25 de julho de 2009

Romanos 12:2

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus’ (Romanos 12:2).

Esquematização e Desenvolvimento

1. ‘Rogo-vos, pois, irmãos’

Paulo faz um apelo emotivo, profundo. Não apenas um pedido, muito menos um simples conselho. Um rogo, como que se a vida do leitor dependesse da resposta ao que vem a seguir (o que, na realidade acontece).

Na mesma carta, o apóstolo repete a expressão ‘rogo-vos’ (15:30, 16:17) reforçando a importância de atender à sua mensagem.

Paulo não fala para um grupo qualquer de desconhecidos, mas para os crentes que partilham a sua fé em Jesus. Crentes esses, cuja distância física não era impeditiva de unirem esforços e propósitos aos do apóstolo.

A imagem de unidade dos crentes como irmãos é repetida nas cartas aos Coríntios (I 1:1), Gálatas (1:2), Efésios (1:5), Colossenses (1:2) e Tessalonicenses (II 1:2), tendo já essa mesma ideia sido expressa na carta aos Romanos (1:13; 7:1, 4; 8:12, 9:3; 11:25), e sido repetida posteriormente (15;14, 30; 16:14, 17).

2. ‘Pela compaixão de Deus’

Paulo sugere que o leitor aceite o rogo, não por qualquer mérito que haja nele, mas pela compaixão, pela misericórdia, pela graça de Deus, no mais terno do seu sentido. Somente uma ação que vem da parte de Deus pode produzir bom fruto; nunca algo que venha do homem.

Este é o motivo para a obediência ao Senhor. Diz Romanos 11:31 ‘Assim, também, estes, agora, foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia, pela misericórdia a vós demonstrada’.

E a suprema revelação desse favor imerecido tinha sido algum tempo antes a oferta de Jesus para que morresse pelos pecados de todos, e o homem pudesse ser restabelecido à presença de Deus.

3. ‘Que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional’

Deus deseja que Seu povo se coloque à parte, de lado, fora do mundo, para ser apresentado irrepreensível perante Ele. Paulo exorta os cristãos a consagrarem todo o seu ser a Deus; aqui o corpo, no verso seguinte as faculdades mentais.

Deus não pode aceitar junto de Si uma alma condicionada, cujo coração não está totalmente convertido e entregue ao Salvador. Deus exige uma santidade própria do Éden antes do pecado, quando Ele mesmo formou o homem semelhante a Ele. Diz Efésios 5:27 ‘Para a apresentar a Si mesmo, igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível’.

A verdadeira santificação é a consagração de todo o ser do indivíduo. Diz I Tessalonicenses 5:23 ‘E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo’.

Os sacrifícios do sistema cerimonial do Antigo Testamento terminavam com um animal morto; o sacrifício cristão consiste de uma pessoa viva, que testemunhe da transformação em Jesus. Ao mesmo tempo, há um contraste com todos os esforços humanos de auto-salvação, que terminam, infalivelmente, em fracasso e morte.

Somente em Jesus encontramos o Cordeiro que foi sacrificado pelo pecado, mas que vive após ter conquistado a morte.

O culto que Paulo sugere ser apresentado perante Deus, é motivado pela razão, isto é, por uma decisão consciente e propositada de se dedicar ao Senhor. Não por força ou coação, mas por vontade própria, o que torna a adoração agradável aos santos olhos de Deus.

Diz I Pedro 2:5 ‘Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo’.

Como consequência, a vida do crente passará a glorificar o Senhor, conforme diz em I Coríntios 6:20 ‘Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus, no vosso corpo e no vosso espírito os quais pertencem a Deus.’

4. ‘E não vos conformeis com este mundo’

Paulo exorta a que o povo não se deixe moldar pela contemplação das coisas que são da terra.

Diz I Pedro 1:14 ‘Como filhos obedientes, não vos conformeis com as concupiscências que antes havia na vossa ignorância’. Isto reforça a ideia que após conhecer a mensagem do evangelho e entregar a vida a Cristo, o crente deve seguir o caminho oposto àquele oferecido pelos prazeres do mundo.

Paulo tem a mesmo ideia em mente quando diz aos Colossenses (3:2) ‘Pensai nas cosias que são de cima, e não nas que são da terra’.

De uma outra forma, talvez mais incisiva, Deus faz também o mesmo apelo àqueles que ainda devem tomar uma decisão final. Diz Apocalipse 18:4 ‘Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas’.

5. ‘Mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento’

Paulo refere que o crente não deve copiar os costumes e práticas do mundo, que ficam pelas aparências, mas ser mudado interiormente pelo poder de Deus.

Ao estilo do novo nascimento sugerido a Nicodemos (João 3:3), este processo exige que o crente altere os seus conceitos, prioridades e estilo de vida, renovado num novo entendimento que é trazido pelo Espírito do Senhor. Anteriormente, Paulo tinha apontado isso quando disse ‘sepultados com Ele (…) andemos em novidade de vida’ (Romanos 6:4) e ‘apresentai-vos a Deus como vivos de entre os mortos’ (6:13).

A capacidade de discernimento ficou sob domínio do pecado após a queda. Quando ocorre a transformação, todas as faculdades mentais ficam de novo sob a influência de Deus. A santificação da mente irá progressivamente sendo revelada na maneira de viver, à medida que o caráter de Deus mais se revela no crente.

6. ‘Para que experimenteis qual seja a boa agradável e perfeita vontade de Deus’

A total revelação de Jesus só está acessível àquele servo que se deixa transformar por Ele. Após permitir que Deus actue, a experiência de vida passa a ser regulada pela norma divina.

O crente obtém a capacidade para optar, escolher o que vem de Deus. Como obteve uma mente influenciada por Cristo, está disposto, decidido voluntariamente, a fazer a Sua vontade, e assim reconhecer a mudança na sua vida. Diz Filipenses 1:10 ‘Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum, até ao dia de Cristo.’

Falando de novo aos seus irmãos, desta vez de Filipos, Paulo explica a última parte dessa mudança de rumo. Diz Filipenses 4:8 ‘Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai’. Por outras palavras, o crente estará, na sua vida, ‘aprovando o que é agradável ao Senhor’ (Efésios 5:10).

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Santo e o Profano

SERMÃO

Texto: Ezequiel 44:23

Introdução:

A – O texto do nosso sermão diz que o povo de Deus deveria fazer a distinção entre o que é santo do que é profano e do que é limpo do que é imundo.

1 – Nunca foi fácil fazer a distinção dessas duas coisas, mas sempre foi necessário.

B – Separar o santo do profano é, às vezes, tão difícil como distinguir o momento exato onde termina o dia e começa a noite.

1 – Hoje, na hora do pôr-do-sol, fique de plantão, tente fazer o teste e distinga o momento exato, ou melhor, o segundo exato em que o dia acabou e a noite começou.

Ilustração: Perguntaram certa vez para um sábio: “Você sabe o momento exato quando termina o dia e começa a noite?”. O sábio respondeu: “É muito fácil: se eu olho no rosto do meu irmão e consigo ver a imagem de Deus, então é dia. Agora, quando não o vejo mais, então é noite”.

C – A entrada do pecado trouxe conseqüência nefasta para o homem.

1 – Antes do pecado nossos primeiros pais não conheciam o mal.

a) Consequentemente, não sabiam o que era profano, nem imundo.

(1) Adão e Eva não conheciam o mal e, nesta atmosfera, eles viviam felizes com Seu Criador.

B – Satanás trouxe-lhe o desafio tentador na subtileza de uma insinuação, apelando para o ponto funeral do homem – O EU.

1 – Apelando para o Ego de Adão, ele insinuou:

a) “Sabes que tu podes ser igual a Deus?”
b) “Sabes por que Deus te proíbe de comer o fruto da ciência do bem e do mal?”

(1) “Ele não quer que tu conheças o mundo do mal – suas delícias!”

c) “Entre o Bem e o Mal existe uma fronteira. Tenta atravessar a fronteira, e passa para o outro lado. Do outro lado da divisa está a felicidade” – insinuou o inimigo.

(1) “Tu serás como Deus”...



C – Desde então, Satanás, vitorioso na técnica da tentação, continua no seu posto, isto é, na fronteira entre o bem e o mal, aplicando a mesma técnica sutil para manter o homem escravo.

1 – Um conselho para os que querem vencer o inimigo. – “Sede sóbrios e vigilantes. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão, que ruge procurando alguém para devorar”. (I Pedro 5:8).

I – A DIVISA ENTRE O SANTO E O PROFANO.

A – Há um terreno perigoso religiosamente e nós devemos conhecê-lo, para evitá-lo. Diz a Bíblia: “A meu povo ensinarão distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir o imundo e o limpo”. (Ezequiel 44:23).

1 – A fronteira – Aqui existe uma ciência profunda.

a) Bem-aventurado é aquele que põe sentido neste assunto.

2 – Deus quer dar-nos o senso de juízo entre o bem e o mal.

a) Para evitar a queda e a ruína, Deus nos dá o raciocínio seletivo entre:

(1) O Bem e o Mal.
(2) Lícito e o Ilícito.
(3) A Luz e as Trevas.
(4) A Santidade e a Profanação.

B – Existe muita confusão religiosa no mundo em que vivemos.

1- Essa confusão também já existia nos dias de Ezequiel. – “Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano não fazem diferenças, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles”. (Ezequiel 22:26).

2 – Nos dias de Jesus a situação religiosa não era diferente. Por isso Ele disse: – “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o coração está longe de mim. E em vão me adoram ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. (Mateus 15:7-9).

3 – O Diabo semeou o joio no campo religioso. Hoje o cristianismo se apresenta cheio de confusão.

a) Há uma clamorosa mistura entre o santo e o profano.
b) Para muitos, o terreno do santo penetrou no profano e do profano no santo, e parece que tudo está santificado.

4 – É o relativismo e sincretismo religioso.

a) Muitos dizem: “Tudo é relativo”.

5 – Mas Deus em Sua Palavra insiste: – “Para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo”. (Levíticos 10:10).

6 – Assim como é difícil saber onde corretamente termina o dia e exatamente começa a noite, não é fácil encontrar a divisa entre o santo e o profano, muitas vezes. É tão parecido como o joio e o trigo.

a) Alguns se interrogam:

(1) A roupa que eu visto é santa ou profana? Para os vestidos, alguns dizem:

(a) Se está abaixo do joelho é santa. Se estiver acima do joelho é profana. Onde fica, porém, exatamente a linha divisória?

b) Um outro problema: O uso ou não uso do esmalte nas unhas.

(1) Se usar o esmalte apenas nas unhas dos dedos dos pés é santo. Se o usa nos dedos das mãos é profano. Se usar esmalte incolor é santo. Se usar esmalte com cores berrantes é profano.

- Onde está a divisória?

Experiência: E por falar no caso, outro dia eu me encontrei na rua com uma moça adventista. Ela não é da sua igreja. Por isso, estou falando do caso. Ela aproximou-se de mim, e eu a estendi a mão. Ela ficou com vergonha de me dar a mão, e encolheu os dedos e fechou a mão, como se os dedos estivessem com grenguenas. Ingenuamente eu lhe perguntei: Você está doente? O que foi que aconteceu com seus dedos?
Aí ela abriu o jogo: Pastor, é que meus dedos estão pintados com esmalte... Eu fiquei com pena dela naquela situação.
Se Cristo estivesse ali, falando com aquela moça, como Ele reagiria? Sinceramente, não sei... Posso imaginar que, por certo, a trataria como tratou a samaritana junto ao poço de Jacó ou como tratou a pecadora na porta do templo em Jerusalém. Disso eu não tenho duvida: Ele a trataria com amor. Foi o que eu fiz. Estendi a minha mão e disse para ela: “Dê-me a sua mão. Eu quero pegar nela, do jeito que está”. Ela aceitou.

c) Às vezes queremos estabelecer a divisa para o tamanho dos cabelos:

(1) Uns acham que devem ser longos.
(2) Outros concordam que podem ser curtos.
(3) Pintar o cabelo. Se pintar de preto é santo, mas se pintar de vermelho ou amarelo, aí é moda, então, é profano.

- Mas onde está a divisa?

7 – E por falar em cabelos, eu quero aqui confessar um pecado que cometi, quando era um iniciante pastor da igreja de Bacabal – MA. , em 1968. Na época era chique para os homens negros, como eu, esticar ou alisar os cabelos. Ninguém queria mostrar o cabelo “pixaim”. Tudo começou nos Estados Unidos com um famoso cantor negro de nome Nathing Cole. Eu era ainda bem jovem, tinha menos de 30 anos. “Entrei na onda” e mandei alisar os meus cabelos. A igreja se dividiu. Uns, os meus amigos, ficaram do meu lado, e achavam que aquilo era santo. Porém outros, bem radicais, achavam que aquilo era profano.

Como o apóstolo Paulo, eu decidi: “Se os meus cabelos vão escandalizar o meu irmão eu nunca mais alisarei os meus cabelos”. O problema acabou.

II – OS PRINCÍPIOS SÃO IMUTÁVEIS.

A – É preciso saber a diferença entre o que é princípio e o que não é princípio. Ou seja, o que é principio e o que é costume ou moda?

1 – Os princípios permanecem; os costumes passam. Quão bom que muitos deles passam!

a) A Sociologia estuda os Folkways e Mores. Os folkways são os padrões convencionais de comportamento em uma sociedade, são os usos considerados tradicionais, as normas que se aplicam a questões cotidianas. Por exemplo, usar roupa faz parte da vida dos povos civilizados. Agora, cada povo tem a maneira própria de se vestir: são os mores. Os mores são os costumes ou comportamento moral, ligado à sobrevivência física ou ideológica da sociedade. Os mores passam como passam as modas.
Se você fosse à Escócia encontraria o pastor adventista pregando no púlpito, usando uma saia. Aliás, os escoceses ficam zangados quando chamamos aquilo que eles usam de saias. É o traje deles. Eles chamam de “Kilt”. Irmãos, imaginem se Jesus tivesse vindo ao mundo em nossos dias, como Ele se vestiria? Com túnicas? Por certo se vestiria como se vestem os judeus dos dias atuais: decentemente de calça, paletó, gravata. Se Jesus tivesse retardado a Sua vinda pela primeira vez, não tenho dúvida, se vestiria com o costume da época, mas decentemente. Com um terno de luxo, do melhor tecido. Jesus não iria à igreja de Jerusalém com uma calça jeens e uma camisa berrante, mas também não usaria sandálias, aparecendo os dedos. Não é nosso costume, hoje.

Experiência: Faz pouco tempo que uma igreja aqui em São Luís passou por momentos difíceis. Um ancião da igreja resolveu legislar sozinho: proibiu o uso de sapatos abertos para as mulheres em que aparecessem os dedos. Na igreja, as mulheres não podiam mostrar os dedos, especialmente o dedão do pé. Ele ficava na porta da igreja, olhando os dedos das mulheres e proibia entrar na igreja. Eu não posso julgar, mas não entendo o que passa na mente desse irmão, quando ele vê os dedos dos pés das mulheres... Ele criou uma polêmica na igreja em que era ancião. Felizmente as mulheres venceram. Ele foi afastado. Não é mais ancião e a confusão acabou. Para aquele irmão, sapato fechado era santo e sapato aberto era profano. Quem sabe, você, como eu, nunca se preocupou com isto, mas olhe para baixo, ao seu redor, e tente descobrir o que é santo e o que é profano. Irmãos, os extremos são perigosos!...

B – Já que estamos falando de modas de roupas, vale a pena mencionar aqui um costume que, durante muitos anos, dividiu a opinião da igreja: a calça comprida para as mulheres.

1 – Há aqueles que pegam o texto escrito por Moisés, há alguns milênios, que diz que a mulher não pode usar roupa de homem e vice-versa.

2 – Não quero entrar e nem criar nenhuma polêmica na igreja que eu estimo muito, mas simplesmente falar daquilo que vivi nestes anos todos de minha existência religiosa.

Experiência: 1949. Eu tinha 10 anos. Uma moça, nossa vizinha no bairro da Liberdade, veio do Rio de Janeiro, e quis se mostrar. Saiu na rua de calça comprida. Era uma calça preta. Todos acharam que ela era encarnação do Diabo. Nunca ninguém no bairro tinha visto uma mulher de calça. Faltou pouco para ela ser espancada pela multidão. Só não apanhou porque correu e se refugiou numa casa. Imaginem se tivessem apedrejado aquela pobre menina! Hoje, quem teria coragem de linchar uma mulher só porque usa calça comprida?!

Experiência: Eu quero contar um fato que se deu em 1970. A minha irmã, que mora no Rio de Janeiro, trabalhava como enfermeira de uma família rica. Um dos filhos de 15 anos daquela família estava enfrentando os problemas da idade: não queria estudar, começou a fumar, a beber... Aconselhada por minha irmã, aquele rapaz foi estudar num internato nosso. Num domingo de manhã, sua mãe deixou o Rio, pegou um avião e foi visitar o filho no colégio. Mas não pôde entrar porque estava de calça comprida. Hoje, quase 40 anos depois, o uniforme desse famoso Internato é a calça comprida.

Experiência: E o Colégio Adventista de São Luís, onde sou ancião da Igreja?
Alguns irmãos quiseram começar a guerra, quando o uniforme mudou. Eu falei com o líder deles: “Tenha paciência... Não inicie a guerra! Se o caso é santo ou profano o tempo vai nos dizer, vai nos ensinar.” Hoje, acredito que o diretor não é pressionado quanto a questão do uniforme. O tempo é um grande mestre! Os “folkways” permanecem. Os “morres” passam.

C – O mundo é dialético e sempre passa pelas mudanças sociais.

1 – Quer queiramos ou não, as mudanças sociais acontecem.

D – E aqui podemos citar várias transformações que só a dialética social explica, tais como:

1 – Usar ou não usar a barba.

a) Quando o primeiro homem resolveu rapar a barba e cortar os cabelos foi um escândalo mundial. Hoje o escândalo é diferente: condena-se quem deixa o cabelo e a barba crescerem. A sociedade recrimina quem não anda dentro de seus padrões.

2 – O tamanho e largura da gravata. A calça sem bainha.

a) No Brasil, a calça “boca de sino” e sem bainha foi criada e usada pela primeira vez pela “Jovem Guarda” na década de 1960.

(1) Muitos diziam na época: “Isso é coisa de moleque”. Agora, observe a calça que você está vestido e veja bem se tem bainha ou não!

3 – Nos dias da Sra. White, as senhoras usavam redinha nos cabelos. Era uma moda higiênica e decente. Hoje, não existe mais no comércio. Os tempos mudaram.
4 – As alianças. Quando eu me casei na igreja, em 1962, o pastor que fez o meu casamento, o presidente da Missão Costa Norte, não permitiu que, no casamento, houvesse a troca das alianças por ser considerada (assim pensava ele) coisa profana e contra os nossos princípios). Depois do casamento houve os comes-e-bebes e ninguém mais se preocupou com as alianças. No dia seguinte, e minha esposa e eu continuávamos com as alianças como se fôssemos noivos, no lado direito, já que o pastor não permitiu fazer a troca na hora apropriada e nos esquecemos depois. Hoje, tornou-se comum em nossas igrejas na cerimônia de casamento haver a troca das alianças, sem que ninguém se escandalize. O que mudou não foi a aliança, mas a nossa forma de pensar e ver as coisas.
5 – A conclusão que eu quero chegar é que, usando ou não usando a moda, necessitamos ter o senso cristão de saber distinguir o santo do profano e nunca ultrapassar a fronteira.

6 – Por isso diz o profeta Ezequiel: “A meu povo ensinarão distinguir entre o que é santo do que é profano e discernir o que é imundo do que é limpo”.

III – O MUNDO E AS TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS.

A – A tecnologia tem revolucionado o mundo e a nossa vida e muitas vezes, ou sempre, estas transformações chegam à igreja, chegam ao nosso lar e mexe com a nossa cabeça, quer queiramos ou não.

B – A tecnologia no século 18. O surgimento da Bicicleta.

1 – Todos queriam comprar uma bicicleta, quer tivesse condições ou não. Uma bicicleta custava muitos dólares. A Sra. White – sábia como sempre foi - aconselhou aos membros da igreja no tocante à compra da bicicleta. Muitos deixavam de comer bem ou pagar as suas dívidas para comprar a sua bicicleta. Ficavam endividados. Outros deixavam de devolver o dízimo, mas compravam a sua bicicleta. A serva do Senhor (em 1897) aconselhou os membros a não comprar uma bicicleta que custava 150 dólares, que naquela época, que correspondia quase ao preço de um carro nos dias de hoje. Irmão, o que a Sra. White estava condenando não era o transporte, mas a maneira, os meios utilizados pelos membros para adquiri-lo, sem ter condições de pagar. Você acha que, se a Sra. White vivesse hoje, ela iria mencionar a bicicleta? Não. Mas, não tenho dúvidas, de que ela falaria de outras coisas: das roupas caríssimas, dos carros de luxo, que custam milhões. Não que o carro seja mau. Ele é bom. Por isso eu o tenho. Ela falaria do consumismo exacerbado. Irmãos, o consumismo pode ser uma desgraça. Muitos estão comprando um carro para pagar em 80 meses, e ficam endividados, não lhes sobrando dinheiro para comer. É preciso que haja o equilíbrio para discernir o que é bom do que é mau, do que é santo do que profano. E às vezes é tão difícil de saber como é difícil saber onde termina o dia e começa a noite.

Experiência: O som na igreja. Talvez alguns vão achar o fato risível, mas é verdadeiro. Em 1954, mais ou menos, surgiram no Maranhão os amplificadores de som. Não eram tão potentes como hoje. Eram aquelas bocas de percussão redondas e fanhosas, em forma de um funil, usadas nos bairros. Quem primeiro trouxe o som amplificado do Sul do país para a nossa terra foi um famoso baile de carnaval chamado “Bigurrilho”. Deu certo. Podia-se agora com os aparelhos de som, tendo em mão um microfone, falar para uma multidão.
As igrejas católicas compraram para celebrar a missa. As igrejas evangélicas, também adquiriram. Chegou a vez de a Igreja Adventista comprar o seu equipamento de som. A Comissão da Igreja se reuniu e votou comprar um aparelho de som. Se você acha que foi fácil, engana-se. Um ancião da igreja protestou: “Aparelho de som é coisa do Diabo. Isso foi feito para brincar o carnaval, e não pode ser usado pelo povo de Deus numa igreja”. Ele achava que a igreja não podia ser profanada com uma coisa que também era usada pelo Diabo, no carnaval.
O interessante é que aquele irmão buscava argumento na Bíblia e no Espírito de Profecia para provar que numa igreja não se podia usar som (que ele chamava de microfone). Argumentos:
- Cristo nunca falou em microfone, quando falava às multidões. É verdade. Cristo conhecendo a lei da física, para ter uma boa acústica subia para os montes. Falava para 10 mil pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças.
- A Sra. White falava nas campais para uma grande multidão, sem nunca ter usado um microfone. Dizem que sua voz era ouvida à distância de um quilômetro.
Por causa da polêmica criada, o serviço de som não foi colocado na igreja no primeiro momento, mas depois foi comprado, sem o voto daquele ancião. Quando ele ia pregar, não tocava no microfone para não se contaminar. O microfone ficava num pedestal.
Hoje, qual é a igreja que não usa o som? Nenhuma. Você gostaria de vir cada reunião da igreja ouvir a Palavra de Deus sem som? Recentemente, nessa igreja foi realizada uma grande semana de oração com um grande orador. Na hora do culto faltou energia. Que dificuldade!

- O Diabo usa o som. Mas Deus também tem o direito de usar para proclamar a Sua mensagem.
1 – O serviço de som numa igreja pode ser uma bênção para aqueles que querem louvar ao Senhor. Mas pode ser também uma maldição... O Diabo pode se aproveitar e tirar a atenção das coisas de Deus e bagunçar o culto. Necessitamos distinguir o santo do profano.
2 – Já que estamos falando de som, falemos um pouco da música na igreja. O objetivo da música na igreja é louvar a Deus. O Diabo tem aproveitado o máximo para que o povo de Deus atravesse a fronteira, indo do santo para o profano. E, às vezes, falta-nos discernimento para separar o santo do profano. É preciso separar, mas não podemos perder o equilíbrio espiritual.
3 – Assim, poderíamos mencionar o uso do Play Beck, dos instrumentos eletrônicos, dentre os quais o piano eletrônico, que algumas de nossas igrejas não aceitam; poderíamos também citar as músicas gospel muito cantadas nas Rádios FM evangélicas, cujas letras falam de Jesus, mas a música enaltece o Diabo. É o santo e o profano convivendo juntos.

C - A Era dos computadores.

1 – O computador tem sido motivo de discussão na igreja nestes últimos dias.

a) Os sermões cibernéticos. Consiste em pregar a Palavra de Deus, usando apenas áudio visual.
a) Um pastor resolveu usar e abusar do computador. Todo o sermão era feito em “power pont”. Ninguém mais usava a Bíblia. Tudo aparecia na tela. Os irmãos perderam o costume de levar Bíblia e hinário para a igreja. Para quê? Os jovens gostaram, mas os velhos, não. Começou a surgir o “conflito de gerações”. Os idosos, insatisfeitos, foram à administração e pediram a saída do pastor. (Não é o caso da sua Igreja).

(1) Neste caso, num sermão gravado num computador não há muita necessidade de estar presente na igreja. Basta um “pendraive” para fazer uma cópia e assistir depois em casa..

IV – FUJAMOS DA FRONTEIRA

A – Precisamos discernir o santo do profano.
1 – Temos que descobrir a linha da fronteira e não vivermos nela.

B – Não é bom viver na divisa.

1 – A história das fronteiras é cheia de crises, transações perigosas, comércio negro, contrabando.
a) Precisamos localizar a divisa entre o santo e o profano.

C – Ilustração: Entre os Estados Unidos e Canadá, bem na linha divisória, algum tempo atrás, morava um adventista. Uma parte de sua casa estava nos Estados Unidos e a outra metade no território do Canadá. A risível história diz que ele foi multado em 200 dólares, por contrabando. Ele comprou um litro de leite nos Estados Unidos (na parte correspondente à sala de sua casa), mas quando os fiscais chegaram estava ele tomando o leite no outro lado da fronteira (na parte correspondente à cozinha de sua casa). Não tinha como se justificar. Ele vivia na fronteira de dois países..

1 – Não é bom viver na fronteira.
2 – Muitos já passaram da fronteira.
– “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não e que já estais reprovados”. (II Coríntios 13:5)


Conclusão:

A – Se a sua experiência cristã é de um pavio apagado, ore para que Deus torne a acendê-lo.

B – Se a sua fé é de um fogo bruxuleante peça a Deus que a revigore.

C – Se a sua fé é uma chama viva peça a Deus que a conserve queimando.

D – Às vezes pode ser difícil saber distinguir o santo do profano, assim como é difícil saber exatamente o momento exato onde termina o dia e começa a noite.

1 - Que possamos olhar contemplar o rosto do nosso semelhante e ver a imagem de Deus, tendo a certeza de que é dia.

ORAÇÃO: Senhor nosso Deus, vivemos hoje num mundo difícil e complicado e muitas vezes temos dificuldades de saber distinguir o santo do profano. Por isso te pedimos que abras a nossa mente para sabermos distinguir as tuas verdades das coisas do inimigo Satanás. Queiras abençoar a Tua Igreja, a fim de que não seja nunca enredada pelas vãs filosofias e teorias humanas. Pedimos-te que nos ajudes a colocar a Tua Palavra em primeiro lugar na nossa vida diária, para nortear a nossa vida hoje e sempre. Nós te pedimos estes favores no nome precioso de Jesus. Amém!

Hinos Sugeridos: H.A., 18, 405, 506, 587, 577.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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domingo, 19 de julho de 2009

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: Lavagem das Mãos

A lavagem das mãos foi transformada pelos fariseus numa prática muito elaborada. Pelo regulamento deles, não bastava que a água fosse derramada sobre as mãos, mas ela teria que escorrer dos dedos até o pulso. Se não, todo o processo teria que ser repetido.

E a quantidade de água utilizada não pderia ser menor do que o equivalente a uma e meia casca de ovo. Os fariseus ficaram indignados com Jesus, porque Ele e os discípulos não lavavam as mãos da maneira por eles determinada (Lc. 11:38).

Fonte: Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Gripe A e estilo de vida

A gripe A, também chamada de gripe suína, continua sendo notícia no planeta inteiro e no Brasil, em especial, por causa das recentes mortes e do certo pânico de muita gente que tem medo até de se contaminar dentro de casa sozinho. Ouvi entrevistas realizadas com médicos e especialistas em saúde pública pedindo para não se criar alardes e nem proliferar um tom de alarmismo. Mas a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) trata de deixar a população preocupada ao declarar que está com dificuldades para contabilizar os casos, devido à quantidade.

Ainda na mesma linha de saúde, só que sob um outro ponto de vista, há poucos dias um evento aconteceu em Genebra, na Suíça, que tratou de saúde e estilo de vida. Muito sugestivo o tema, visto que pouco se procura estabelecer a relação entre qualidade de vida e saúde com estilo e comportamento das pessoas. Cabe, porventura, uma ligação entre a epidemia da gripe A e o enfoque da OMS em prevenção? Eu mesmo respondo: cabe.

Na Bíblia Sagrada há duas afirmações muito profundas em sua essência, advindas dos escritos do apóstolo Paulo aos coríntios. Aliás, um conceito complementa o outro. No capítulo 6 da primeira carta, no versículo 19, Paulo explica que “ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos”. Posteriormente, seguindo a ordem exposta no cânon sagrado, no capítulo 10, versículo 31, há uma frase muito própria que ajuda a entender completamente essa ideia. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. O resumo é simples de ser assimilado. Somos criaturas de Deus, nosso corpo é um santuário de habitação divina e, por isso, tudo o que comemos, bebemos, ou seja, tudo o que ingerimos (e isso pode ser ampliado para a saúde mental) deve ser unicamente para glorificar a Deus. Ou seja, o que consumimos fisicamente e mentalmente tem uma ponte com o que somos espiritualmente.

A gripe A é considerada pelos estudiosos como um problema típico da mutação de um vírus e do inevitável descontrole inicial de sua ação na infecção das pessoas. Mas que futuramente será tudo resolvido com vacinas, etc. Só que esse vírus e tantos outros que têm aparecido nos últimos anos, com nomes diferentes, reações imprevisíveis e um poder de se alastrar com rapidez e efeitos desastrosos para homens e animais, podem indicar algo a mais. Sinalizam, talvez, que nossa sociedade está vulnerável, não apenas os corpos dos seres vivos. Mas a atmosfera, as águas, o solo, as plantas. Estamos vulneráveis, desprotegidos. E isso tem a ver com o nosso estilo de vida. É fácil perceber que vivemos em um ciclo de vida absolutamente desequilibrado com poluição de todas as fontes possíveis e consequente danos à saúde. O santuário de habitação de Deus, conforme se refere Paulo na sua carta aos coríntios, está cada vez mais sujo e aberto a mais sujeira. Não se fala muito sobre estilo de vida. Fala-se em métodos para combater os vírus depois que agem, depois que destroem e matam. A ciência trabalha muito, com certeza, porém fortemente focada em encontrar saídas para corrigir os problemas depois que se tornam insustentáveis. E a prevenção? E o cuidado para honrar e glorificar a Deus?

Que projetos e programas se destinam a intensificar uma mudança de estilo de vida com vistas a uma saúde individual melhor que pode repercutir em uma saúde pública realmente de qualidade? Parece que muito pouco se faz de efetivo para o foco sofrer uma sensível alteração. A Bíblia assevera a importância de se prevenir, de um comportamento saudável. Era o jeito de ser de personagens do Antigo Testamento, como Daniel, que não se preocupavam apenas com os possíveis vírus e bactérias que poderiam infectá-los. Sua necessidade era a de desenvolver princípios de saúde, hábitos arraigados que se tornavam práticas corriqueiras. E não meras dietas velozes com finalidades meramente estéticas e passageiras. Mudanças de comportamento.
Epidemias como a da gripe A só reforçam o caos da saúde pública a que estamos submetidos constantemente. A solução parece estar muito mais perto de nós. Melhor dizendo, em nós mesmos. Em nossos estilos de comer, beber, dormir, trabalhar, pensar....

FELIPE LEMOS

Jornalista, blogueiro, twiteiro, especialista em marketing, Assessor de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul
Editor geral do Blog Realidade em Foco
Email: felipex29@gmail.com
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pensamentos do Espírito de Profecia (26)

DEUS CONSOLA SEUS FILHOS AFLITOS!

São ouvidas as palavras: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam." Sal. 23:4. "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador." Luc. 1:46 e 47. "Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor." Isa. 40:29. O reconhecimento da bondade de Deus em prover essas bênçãos revigora a mente. Deus Se acha muito próximo e Se sente satisfeito ao ver Seus dons apreciados. Testimonies, vol. 7, págs. 85-87.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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terça-feira, 14 de julho de 2009

A Maior Virtude de Um Líder


Uma notícia me chamou a atenção ao ler o jornal Folha de S. Paulo da terça-feira, 12 de maio de 2009: “Lula sai do Carro para falar com sem-teto em protesto”.

O autor do texto relata: “Numa ação que lembrou os primeiros meses de governo, quando descia do carro presidencial para cumprimentar eleitores em frente ao Alvorada, o presidente Luís Inácio Lula da Silva entrou ontem no meio de um protesto de sem-teto na entrada do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)”.

Todos sabem que esta credencial do presidente como hábil negociador foi forjada ao longo de anos como líder sindical, em meio às greves trabalhistas e costura de acordos com os patrões do setor metalúrgico da região do ABC paulista.

Por isso, embora inusitado o encontro em se tratando da maior autoridade do país, ele soa como natural: “Assim que os veículos pararam por conta do protesto, Lula desceu e se misturou aos manifestantes. Cercado, quis ouvir a reivindicação e pediu a eles que entregassem um documento com a pauta ao seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho”.

Não restam dúvidas de que a capacidade de ouvir as pessoas, de uma maneira simpática e compreensiva, é o mecanismo mais eficaz do mundo no sentido de conquistar apoio, granjear amizades e conduzir equipes na busca e consecução de grandes conquistas.

Como diz o escritor J. Oswald Sanders, “Ouvir é um esforço autêntico para compreender o que a outra pessoa deseja descarregar, e se deve fazê-lo sem prejulgar o caso em questão. Muitas vezes um problema já está meio solucionado quando externado e ventilado com um ouvinte atencioso”. [1]

A arte de saber ouvir

A Bíblia nos apresenta este sábio conselho: “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1:19).

A ênfase de Tiago encontra-se na disposição para ouvir. A sensibilidade às necessidades alheias se expressa melhor ouvindo do que falando. Há um provérbio antigo que corrobora essa idéia: “Deus nos deu dois ouvidos e uma só boca; isso significa que, no mínimo, deveríamos ouvir duas vezes mais do que falamos”.

Embora pareça algo fácil e simples – e é – esta questão de saber ouvir constitui uma queixa recorrente entre os liderados; “Pouquíssimos são os que praticam a ‘magia branca’ de bem ouvir”, afirma o escritor J. Oswald Sanders. Ele conta que, certa ocasião, um missionário lhe falou em tom de queixa sobre o seu superior: “Ele não me dá ouvidos. Antes que eu tenha oportunidade de realmente apresentar-lhe o problema, ele já vem com a resposta”. [2]

“Este é o defeito do falador compulsivo”, acrescenta Sanders. “Ele teme o silêncio, ainda que seja de um instante. Mas se o líder quiser chegar à raiz dos problemas, deve aprender a arte de ouvir. De outra sorte, é provável que ele trate apenas dos sintomas deixando a terrível moléstia sem tratamento”. [3]

Com demasiada freqüência os líderes deixam a impressão, inconscientemente e, por certo, sem a mínima intenção, de que estão ocupados demais para ouvir. Feliz é o líder que, em meio aos prementes deveres, dá a impressão de que há tempo de sobra para tratar do problema. É ele que tem maior probabilidade de encontrar solução. Com certeza, não é desperdiçado o tempo que se passa ouvindo as pessoas.

Escrevendo acerca de Napoleão, disse D. E. Hoste: “Ele era um bom ouvinte e possuía em alto grau o dom de aplicar o conhecimento especial dos outros a determinado conjunto de circunstâncias. Não demonstra a história que todo homem verdadeiramente grande é feito mais ou menos nessas linhas?” [4]

Divisor das águas

Como vimos, mais do que uma habilidade, “jogo de cintura” ou exercício político de fazer concessões, a capacidade de saber ouvir – colocando-se no lugar do interlocutor e procurando saber as suas necessidades ou conhecer as suas opiniões – é um elemento fundamental no estabelecer a diferença entre sucesso e fracasso de uma liderança.

Vivemos na era da informação e, como lembra Leith Anderson, “a informação que o líder desconhece pode ter uma importância imensa para a organização que lidera. [...] A complexidade da tarefa do líder é imensa. Cada igreja, comunidade e organização é diferente das demais. Por isso alguns líderes extremamente eficientes fracassam quando são remanejados. Eles tentam repetir o sucesso anterior e descobrem que seus métodos não se aplicam a qualquer ocasião nem a qualquer lugar”. [5]

É aí que entra em cena a capacidade e arte de saber ouvir. Buscar informações e colher dados importantes com as pessoas sobre a os costumes, práticas, expectativas, cultura, sonhos, medos e aspirações dos novos liderados.

Com certeza, ouvidos atentos, seguidos de uma postura sincera de quem valoriza as opiniões alheias, vale mais do que mil discursos de apoio, milhares de promessas “de campanha” e um rosário de boas intenções!

Referências

1. J. Oswald Sanders, Paulo, o Líder, pág. 59.

2. Idem, pág. 58.

3. Ibidem.

4. Idem, pág. 59.

5. Leith Anderson, Líderes Para Um Novo Tempo, pág. 31.




PR. ELIZEU LIRA

Pastor em Uberlândia. Atualmente faz pós-graduação em Ciência da Religião e prepara-se para iniciar o Mestrado em Educação.Editor Geral do Blog 7 com news e do site de Evangelismo IASDEMFOCO
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domingo, 12 de julho de 2009

A prioridade das prioridades

Introdução:

A – Prioridade é tudo aquilo que você coloca em primeiro lugar, como mais importante ou urgente em sua vida. Seja qual for a atividade que se depare. Em ordem: espiritual, familiar, profissional, comercial ou em quaisquer outras atividades.
1 – Prioridade vem do latim “priore” que significa qualidade ou condição do que está em primeiro lugar ou do que aparece antes dos demais; primazia de tempo, de ordem ou categoria. Primazia ente dois.
B - A vida humana fica cada vez mais complicada. Correndo em busca das prioridades da vida, muitas vezes falta-nos tempo para tudo, e a vida passa velozmente e amiúde não percebemos.
1 – O homem do Século XXI reclama que lhe falta tempo para realizar tudo o que planejou para o dia, para a semana, para o mês, para o ano e para a vida.

a) Você já parou para pensar em tudo o que planejou para este ano e muita coisa já ficou para trás sem ser realizada. Geralmente, no último dia do ano fazemos compromissos de ler o Ano Bíblico, de estudar a Lição da Escola Sabatina diariamente, de ganhar pelo menos uma alma para Deus. Quando, porém, chega o final do ano, percebemos que nada fizemos e que o nosso Ano Bíblico não passou do livro de Gênesis.
b) A vida passa célere e velozmente. O ano passa como se fosse um mês. O mês passa como se fosse uma semana. A semana passa como se fosse um dia. O dia passa como se fosse uma hora. A hora passa como se fosse um minuto. O minuto passa como se fosse um segundo... E nós passamos pelo tempo.

C – No corre-corre da vida moderna, o homem precisa escolher as suas prioridades.

D – Em se tratando de prioridades, temos entre duas coisas, uma a escolher:

1 – O que é Urgente.
2 – O que é Importante.

I – O URGENTE E O IMPORTANTE

A – Nem sempre o Urgente é o mais importante.
B – Nem sempre o Importante é feito mais urgente.

1 – Talvez, no trocadilho de palavras, você não tenha entendido o que eu quis dizer.

2 – Vamos aos exemplos. Ler a Bíblia, orar, comungar com Deus diariamente, exercitar o ministério pessoal na salvação de almas para o reino de Deus é urgente ou importante na sua vida cristã?

a) Talvez você esteja respondendo que é importante, mas não tão urgente, por isso podemos fazer quando tivermos tempo, amanhã ou depois.

b) Assim, deixamos de orar, de ler a Bíblia, de comungar com Deus, de exercitar a nossa fé na proclamação da mensagem porque podemos fazer depois ou mais tarde.

(1) Aparentemente, ninguém vai morrer porque, em um determinado dia de muitas tarefas, deixou de ler a Bíblia, deixou de orar, deixou de falar do amor de Deus a outrem. Sabemos que é importante, mas não é tão urgente: podemos fazer amanhã, ou depois, ou quando tivermos tempo.

I – O URGENTE E O IMPORTANTE NA VIDA DE DUAS IRMÃS: Lucas 10:38-42

A - Duas irmãs com duas personalidades diferentes. Enquanto uma se preocupava com o que era Urgente, a outra, com o que era Importante.

II – MARTA – PRIORIDADE: O URGENTE. Preocupada urgentemente em resolver um problema sério: fazer comida para Jesus.

A – Ponha-se no lugar de Marta. Imagine se o presidente da república fosse visitar a sua cidade natal e mandasse lhe dizer que iria almoçar em sua casa. Que hora você iria acordar nesse dia? (Talvez nessa noite você nem dormisse). Você iria ficar a manhã toda lendo a Bíblia? Iria orar até às 11 horas? (Talvez você fosse deixar para ler a Palavra de Deus quando o banquete terminasse).
B – Hoje, a vida é muito fácil: vamos ao supermercado e encontramos praticamente tudo pronto. Temos em excesso comida congelada. Fogão a gás ou elétrico, forno microondas, geladeira com alimento estocado e conservado... Tudo nos permite fazer um bom almoço em poucos minutos.
C – Nos dias de Marta, porém, a vida era muito difícil. O forno era a lenha. (E se a lenha estivesse molhada?...).
D – O lado positivo da vida de Marta – Suas virtudes:

1 – Marta era hospitaleira. A hospitalidade é uma característica de um bom cristão.

a) Romanos 12:13 – “Compartilhai as necessidades do santos; praticai a hospitalidade”
b) I Timóteo 5:10 – “Seja recomendada pelo testemunho de boas obras, ... exercitado a hospitalidade, lavado os pés aos santos, socorrido a atribulados, se viveu na prática zelosa de toda boa obra”.
c) Hebreus 13:2 – “Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem saber acolheram anjos”.

a) Dificilmente Jesus estaria sozinho. Embora o texto não diga nada, certamente Jesus estaria acompanhado dos 12 discípulos, e Marta se preocupava em preparar comida para 16 pessoas, incluindo os dois irmãos: Lázaro, Maria e ela. (Essa é uma imaginação minha).

2 – Marta era muito responsável ao atendendo as atividades domésticas.
3 – Marta era uma boa cozinheira. Gostava de preparar tudo nos mínimos detalhes.
4 – Marta era uma perfeccionista. Apreciava fazer tudo com muita perfeição.

E – Não se esqueça de que Marta era a dona da casa. “... E certa mulher, chamada Marta, hospedou-O na sua casa”. (Lucas 10:38).

1 – Um ditado popular na minha terra diz assim: “O dono do defunto pega na cabeça”. Se ela era a dona casa, era ela que tinha a obrigação de preparar a comida para os hóspedes, já que certamente não tinha uma empregada.

F – Por isso, sua preocupação era com o urgente: “Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas”. (versos 40 e 41).

1 – Tinha preocupação com o serviço. A preocupação é o primeiro passo para o estresse
2 – Estava ansiosa. A ansiedade continua sendo uma praga moderna.

a) A ansiedade é o fruto da preocupação.

3 – Estava perturbada. Quem coloca as coisas materiais em primeiro lugar anda cheio de perturbação.
4 – Censura – Censurava não apenas a irmã, mas também a Jesus porque permitia Maria não fazer nada.
a) Dizia: “Ela não trabalha. Está aí sentada a Teus pés”...

III – MARIA – PRIORIDADE: O IMPORTANTE – “... Maria quedava-se assentava aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos”. (verso 39).

A – Certamente, Maria passou a semana inteira ao lado da irmã arrumando a casa para receber o hóspede ou os hóspedes: limpou o banheiro, lavou a casa, tirou a poeira dos móveis, arrumou as cortinas... Não deixou de fazer nada do que era urgente, mas quando Jesus chegou, quis descansar nEle, buscando o mais importante: assentar-se aos pés de Jesus, deixando-O falar das coisas eternas – “A boa parte, a qual não lhe será tirada”.

1 – Estava ali agora a conversar e aprender de Jesus
2 – Não se preocupou mais com a hospedagem, já que a casa era da irmã.
3 – Não se preocupou com a comida, já que a irmã era uma ótima cozinheira.
4 – Não se preocupou com o tempo.

IV – ESCOLHENDO A BOA PARTE – “Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa: Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”. (verso 42).
A – Maria preocupava-se mais com o espiritual que o material. Para ela, Deus estava em primeiro lugar.

1 – Entretanto, é mister evitar os extremos. Muitos cristãos só se preocupam com o espiritual e abandonam tudo o que é material. Não querem mais trabalhar, e passam necessidade, dependendo dos outros. Isso não é um bom exemplo.
a) II Tessalonicenses 3:10 – “Porque, quando ainda convosco, vos exortamos isto: se alguém não que trabalhar, também não coma”.
b) I Tessalonicenses 4:10,11 e 12 – “...Contudo, vos exortamos, irmãos a progredirdes a cada vez mais e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos”.

V – DUAS COISAS IMPORTANTES: TRABALHAR PARA DEUS E APRENDER DE DEUS

A – Marta trabalhava para Deus
B – Maria aprendia com Deus.

1 – Trabalhar para Deus é importante, mas o importante mesmo é aprender cada dia o que Ele quer nos ensinar.

Conclusão:

A – Ouvir a voz de Deus deve ser a nossa maior prioridade. A prioridade das prioridades.

B – Qual tem sido a sua prioridade?

1 – Em ordem: Jesus Cristo, sua família, seu trabalho e negócios, sua igreja, seus amigos?...

2 – Ordene bem a sua vida e seja feliz.

3 – Jesus Cristo nos diz: “Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:33.

C – Devemos buscar as qualidades positivas de Marta, sem nunca nos esquecermos das virtudes de Maria.

ORAÇÃO: Pai amado, quão bom é sempre ouvir a Tua voz falar à nossa mente e ao nosso coração. Senhor, ajuda-nos a fim de que sempre a prioridade de nossa vida seja a Tua pessoa. Infelizmente, vivemos num mundo materialista onde temos tendências de Te deixar em segundo plano. Que aprendamos a lição que a vida de Maria, irmã de Marta e Lázaro nos legou. Que as coisas urgentes não nos deixe de procurar, em primeiro lugar, as importantes. Que a prioridade das prioridades em nosso viver neste mundo seja Jesus Cristo. É em Seu nome que te pedimos essas bênçãos. Amém!


Hinos sugeridos: H.A., 305, 106, 439.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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O Homem que foi culpado, sem ter pecado

Nosso Tema é: o Homem que é culpado, mas que não praticou nenhum pecado. Este é mais um paradoxo da epístola aos Romanos.

Vamos abrir a Bíblia em Romanos cap. 5. Aqui encontramos outra proposição do grande assunto da Segurança da Salvação. Mas hoje vamos primeiramente estudar as partes em separado e depois apreciar a proposição do apóstolo Paulo que foi interrompida para ser mais amplamente expressa no final da argumentação.

Tendo estudado até o v. 11, eu gostaria de estudar agora o v. 12 em diante. Temos aqui uma mensagem inspiradora. Esta é uma mensagem que nós reputamos ser um assunto difícil, mas não menos proveitoso.

Nós precisamos entender o que é o pecado para compreendermos a nossa grande necessidade. Muitas pessoas não entendem o que é salvação porque ainda não entenderam a profundidade da sua perdição.

Nossa pergunta básica é a seguinte: Temos nós a culpa de Adão? Temos nós o pecado de Adão? Temos nós a culpa do pecado de Adão? Alguns teólogos dizem que sim; outros que não.

Vamos ler em Rom. 5:12: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram." O que significam estas palavras? Vamos analisá-las. A primeira palavra é "Portanto". A maioria dos teólogos não achou uma conexão com as palavras anteriores, porque de fato, não tratam deste assunto. Há uma conexão aqui com o capítulo 4, mas isso ficará mais claro na continuação de nosso estudo.

Então ele começa a dizer: "assim como por um só homem". A quem ele está se referindo? Ele se refere a Adão – "um só homem". O que aconteceu? "entrou o pecado no mundo". O pecado é um intruso, o pecado entrou neste mundo – aqui o pecado é personificado – ele realizou muitas coisas. O pecado entrou no mundo, ele está presente.

I – A IMPUTAÇÃO DO PECADO

Mas alguém poderia duvidar da existência do pecado. Hoje, por exemplo, em nosso mundo, os homens com uma sofisticada arrogância dizem: "Não existe pecado. Pecado é um mito alimentado por gerações passadas. Não existe pecado, apenas falhas humanas; e todos somos humanos e podemos falhar."

Mas o apóstolo Paulo passa a provar a existência do pecado. De que modo ele prova que o pecado existe? Pelos seus frutos, pelos seus resultados. Ele diz: "e pelo pecado a morte". Os que afirmam que não existe pecado, não podem afirmar que não existe morte. Mas a morte é antecipada pelo pecado, porque é o próprio resultado do pecado. Adão pecou e morreu.

Mas o que realmente aconteceu? Adão pecou e morreu. Mas a história continua. Qual é a realidade em relação com a morte? A morte se tornou universal, "porque a morte passou a todos os homens".

Por que é que a morte não ficou só em Adão? Adão pecou, e o pecado entrou no mundo; Adão morreu, e a morte passou a todos os homens. Mas por que é que a morte passou a todos os homens? Resposta: "porque todos pecaram".

Mas o que significam estas palavras? Pelágio ensinava o seguinte: " 'Todos pecaram' significa que todos cometeram atos de pecado, por imitação. Eles viram outras pessoas cometendo atos de pecado, e então passaram a cometer pecado, pelo exemplo. Uma criança nasceu, e de repente começa a ver os outros praticando pecado, e então ela também pratica pecados, em suas ações."

Mas observe que não é exatamente isso que o apóstolo Paulo está dizendo aqui. Ele não diz que os homens cometeram ações de pecado, Não, ele não diz que todos cometeram atos de pecado. Só diz que "todos pecaram".

Por que é que todos morrem? "Porque todos pecaram". Mas o que isso significa? Todos morrem porque eles cometeram atos de pecado por imitação? Ora, a grande questão é que também as crianças morrem, os infantes morrem, e os infantes não cometeram atos de pecado. Por que a morte é universal? Mesmo as criancinhas que não praticaram atos de pecado estão morrendo.

O que é que significa a frase "todos pecaram"? "Bem", dizem outros, "isso significa a natureza pecaminosa". Este foi o ensino de João Calvino. Ele dizia: "A depravação natural que trazemos do ventre de nossa mãe, embora não produza seus frutos imediatamente, é, não obstante, pecado diante de Deus, e merece a sua punição." Ele chegou ao ponto de dizer que esta natureza é pecado, e, portanto, deve ser punida. Mas não é o que diz o apóstolo aqui.

Paulo não está dizendo que nós temos a natureza pecaminosa nesse texto; naturalmente nós a temos. Mas, se ele quisesse dizer isso, ele teria escrito: "todos são pecaminosos". O que ele disse? "todos pecaram". Evidentemente, nós herdamos a natureza pecaminosa, mas não é isso o que Paulo está dizendo aqui. Então qual é a resposta? Qual é a interpretação certa? O que é que realmente o apóstolo está querendo dizer com esta expressão "porque todos pecaram"?

A única resposta que nós temos a dar de acordo com o ensino do apóstolo Paulo e o ensino de muitos textos da Bíblia e do Espírito de Profecia, é que todos morrem porque todos pecaram "em Adão". O que significam estas palavras e quais são as suas implicações? Quem poderia nos ajudar em nossa interpretação? Quem é o melhor intérprete de Paulo? É o próprio Paulo.

Vamos, portanto, recorrer a ele, para que nos explique isso em 1Coríntios 15:22: "Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo." "Em Adão" todos morrem; "em Cristo" todos são vivificados. Há aqui uma comparação entre Adão e Cristo. Esta expressão "em Cristo" e "em Adão" é um "paulinismo", uma expressão exclusiva do apóstolo Paulo. Significa que nós estamos unidos a um ou a outro. Ou nós estamos unidos a Adão e morremos, ou nós estamos unidos a Cristo e vivemos. E então, falando sobre a morte, ele diz: "em Adão todos morrem".

Mas agora voltemos a Romanos 5, onde ele está falando sobre o pecado. Nesse famoso texto, ele quer dizer que em Adão todos pecaram. Por que é que todos morrem? Porque em Adão todos pecaram. Aqui o apóstolo Paulo deixa claro uma coisa: que a morte é o resultado do pecado e o pecado sempre pressupõe a punição, pressupõe a culpa e a condenação.

Mas se a morte é universal, e mesmo os infantes morrem, por que morrem? Se eles morrem, eles devem ser culpados de algum pecado específico, porque eles nunca deveriam morrer se eles não fossem culpados de pecado. Porque seria injustiça dar a punição do pecado para alguém que não tem pecado. Seria injustiça simplesmente dar a condenação da morte para alguém que simplesmente recebeu uma herança de natureza pecaminosa.

Portanto, justiça é que se dê a morte para quem tem pecado. E se as crianças morrem e não puderam cometer pecado, ainda não puderam realizar o pecado em atos, então isso indica que eles são culpados – culpados de algum pecado específico. Mas se eles não realizaram pecado ainda, então de acordo com o apóstolo Paulo, eles são culpados de pecado no pecado de Adão. Isso significa que eles são pecadores, eles cometeram pecado em Adão, através de Adão, na pessoa de Adão.

Há aqui, portanto, uma perfeita seqüência. O resultado do pecado é a morte. Os infantes não cometeram pecado, mas eles morreram. Como eles não cometeram um só pecado, perguntaríamos: De que pecado eles são culpados? O ensino de Paulo é que eles são culpados do pecado de Adão.

Em outras palavras, ele está querendo dizer que o pecado de Adão é imputado a toda a humanidade. O pecado de Adão foi posto na conta de todos os filhos de Adão. Adão pecou, todos pecaram; Adão morreu, e todos morreram. Em Adão, todos pecam; em Adão, todos morrem.

Qual é a conclusão? Se todos morrem em Adão, todos têm o pecado de Adão. Todos pecaram no momento em que Adão pecou. Portanto, todos têm a culpa do pecado de Adão. Por quê? Porque o pecado de Adão foi imputado a toda a humanidade.

No momento em que Adão pecou, a humanidade não só recebeu a imputação do pecado, a culpa do pecado de Adão, como também recebeu a natureza pecaminosa. Portanto, em primeiro lugar, aconteceu o pecado de Adão e a imputação do seu pecado a todos; e como resultado desse pecado veio a natureza pecaminosa; então, depois disso, veio a morte como uma punição universal. A universalidade do pecado é a 1ª realidade; a 2ª realidade é a conseqüente universalidade da morte.

Então, esta é a conclusão principal: Todos morrem porque "todos pecaram". Quando todos pecaram? Todos pecaram em Adão, quando Adão pecou. Então, o pecado de Adão foi imputado à humanidade. Agora vemos por que o capítulo 5 está ligado e enraizado no cap. 4, que trata da imputação da justiça, e o seu reverso e causa é a imputação do pecado, visto aqui neste capítulo 5.

II – A PROVA PELO CONTEXTO

Mas nós queremos agora examinar o contexto para verificar esta realidade. O que estamos dizendo é apenas uma parte de sua grande proposição. De acordo com o método do apóstolo S. Paulo, ele apresenta uma proposição, então a seguir passa a provar esta proposição. E ele passa a esmiuçar e ampliar o assunto, como já temos visto. Aqui ele divide a proposição, antes de desdobrá-la.

E o que ele disse aqui, em forma resumida, é o seguinte: Portanto, o pecado entrou por Adão, Adão pecou desde o início – "por um homem entrou o pecado no mundo", e então as últimas palavras: "porque todos pecaram". Adão pecou, e todos pecaram. Você quer a prova disso? Vamos seguir o raciocínio, o argumento do apóstolo.

Os vs. 13 e 14 respondem e ampliam esta expressão "porque todos pecaram". Porque alguém poderia dizer: "– Não, nem todos pecaram. Antes da lei não havia pecado; portanto, nem todos pecaram. O pecado não é universal. O apóstolo Paulo está errado". Então ele começa a ampliar e provar por que é que ele pode dizer que "todos pecaram". Então no v. 13, ele diz: "Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei."

Qual é a prova da existência do pecado e da conseqüente imputação do pecado à humanidade? Em 1º lugar, ele prova que há pecado pela existência da lei. "Porque até o regime da lei" significa o regime do tempo de Moisés quando foi dada a lei. Até antes de Moisés "havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta", o pecado não é imputado "quando não há lei." Já no cap. 4, Paulo dissera: "onde não há lei, também não há transgressão" (4:15).

Portanto, dizendo isto de modo positivo: se havia pecado, lá estava a lei. A lei de Deus é eterna; nunca houve um tempo sem que houvesse lei. E se havia pecado no mundo, então isso é uma prova de que havia lei, "porque o pecado é a transgressão da lei" (1João 3:4). E se havia lei, o pecado foi imputado mesmo antes de Moisés.

Então, no versículo 13 a frase "não é levado em conta" é o mesmo termo grego que nós já temos estudado como imputação, no cap. 4. O pecado não é imputado quando não há lei, mas é imputado quando há lei. Portanto, mais uma vez ele estabelece o positivo através do negativo. Então no verso 13, a imputação do pecado é uma realidade, porque havia lei mesmo antes de Moisés.

Agora no verso 14, ele prova que existe pecado porque existe a morte. Ele amplia o significado, dizendo: "a morte reinou desde Adão até Moisés". Ou seja, o pecado imputado existe e a prova é de que a morte reina no mundo, desde Adão, sobre todos, mesmo sobre crianças que jamais pecaram em ato, ou mesmo em pensamento. Portanto, de que maneira nós podemos saber que houve imputação de pecado no mundo antes de Moisés? Através da morte, que "reinou", "porque o salário do pecado é a morte" (Rom. 6:23).

Ele amplia o significado do pecado, dizendo que o pecado é um reino neste mundo. E este reino abarcou a toda a humanidade. Entrou no mundo de tal modo que o pecado no seu reino gerou o reino da morte. Vivemos neste reino de pecado e morte, e Adão é o rei. Toda a humanidade faz parte do seu reino. Se o rei pecou, todo o seu reino recebe a imputação do pecado do rei.

Aqui podemos introduzir uma ilustração do tempo de Abraão. Este servo de Deus havia planejado livrar-se da morte, ao proferir uma mentira branca, dizendo que sua esposa era sua irmã. Abimeleque era o rei de Gerar, e mandou que buscassem a Sara, a fim de possuí-la. Avisado por Deus em sonhos, de que ele morreria por ser culpado de tomar a mulher de Abraão, ele argumentou: "Senhor, matarás até uma nação inocente?" Deus lhe respondeu dizendo que devia restituí-la. "Se porém, não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu."

O rei chamou a Abraão, e lhe deu esta reprimenda: "Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino?" E a culpa por imputação já começava a produzir efeito, "porque o Senhor já havia tornado estéreis todas as mulheres da casa de Abimeleque, por causa de Sara." (Gên. 20:9,18). Ora, se é correto dizer que o pecado de Abimeleque era imputado a todo o seu reino, então, também é correto dizer em uma extensão maior ainda, que o pecado do rei da criação, Adão, seria imputado a todos os seus súditos, ou filhos. E como disse Deus ao rei Abimeleque: "certamente morrerás" (Gên. 20:7), e isso incluía a todo o seu reino, também disse ao rei Adão, se pecasse: "certamente morrerás" (Gên. 2:17); e isso incluiria as futuras gerações.

Portanto é por isso que todos morrem: "porque todos pecaram" "em Adão", e recebem a punição da morte por imputação do pecado de Adão.

III - A PROVA PELA TIPOLOGIA

Mas alguém poderia perguntar: "Quem era Adão, para que nós tivéssemos laços tão estreitos de modo a pecar mesmo ausentes?" Ele responde a esta pergunta falando ainda sobre a morte que veio "mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir." A morte reinou mesmo sobre aqueles que não pecaram como Adão.

Ora, interessante isso; mas o que significa? Como foi o pecado de Adão? Havia uma diferença fundamental entre o seu pecado e o pecado de seus descendentes? A resposta está na frase seguinte: "o qual prefigurava Aquele que havia de vir." Então, quando ele diz que ninguém pecou como Adão, porque ninguém pecou à sua semelhança, é porque ele representava, ele prefigurava, ele tipificava o 2º Adão.

Agora, ele começa a fazer uma comparação entre o 1º Adão e o 2º Adão. Como foi o pecado de Adão? O pecado de Adão foi o mais grave, porque era o pecado de alguém que tipificava a Cristo. Ninguém pecou como Adão, porque ele pecou como um tipo de Cristo, em sua exclusividade.

Paulo introduz nesse ponto uma comparação entre Adão e Cristo, e enfatiza o pecado do primeiro e a justiça do segundo. Ele está preparando a conclusão da comparação que ele começou no v. 12, deixando-a inacabada. Ele abriu um parêntesis do v. 13-17, a fim de esclarecer o fato da imputação do pecado de Adão, compensado pela imputação da justiça de Cristo.

Notamos que os versículos 13 e 14 foram uma explicação parentética das palavras "porque todos pecaram" (v.12). Agora, o vs. 15-17 são uma ampliação que trata de Jesus, o Messias que haveria de vir, mencionado no v. 14, fazendo uma comparação entre Adão e Cristo. Então, para fins didáticos, salta de modo evidente a culpa do pecado de Adão, como alguém que pecou de modo ímpar, sozinho, devido a que ninguém pecou à sua semelhança.

Observe como é que isso é provado facilmente nestes versículos. Verso 15: "... ofensa de um só". Verso 16: "somente um pecou ... porque o julgamento derivou de uma só ofensa"; V. 17: "pela ofensa de um e por meio de um só". Estas expressões sublinhadas indicam que é um homem só, é um pecado só e é um só ato judicial. O que é um julgamento? O que é uma condenação? É apenas um veredito, um veredito que se dá judicialmente, legalmente sobre alguém: "Culpado!" ou: "Absolvido!" Paulo não está falando experimentalmente, mas judicialmente.

Agora, no nosso caso em Adão há um veredito, há um julgamento, há um juízo. Qual é a sentença? É a condenação. Em outras palavras, através do pecado de Adão, todos foram condenados; todos receberam a imputação do pecado de Adão. Se você entende isso, vai começar a entender que antes de nascer neste mundo você já estava condenado. Isso é a profundidade da nossa perdição. Este é o nosso relacionamento tão estreito com Adão, que só poderia nos dar tudo o que está representado na palavra pecado e a conseqüência na morte.

IV – A PROVA DO ASPECTO FEDERAL

Mas poderíamos perguntar: Por que todos pecaram em Adão? Por que levamos a culpa do pecado de Adão? Alguém vai dizer que isso não é possível, porque finalmente Adão pecou e isso é lá com ele. Alguns teólogos famosos defendem a posição de que a culpa é apenas uma coisa individual. Portanto, não existe – eles dizem – a culpa do pecado de Adão.

Entretanto, outros teólogos também famosos dizem: A culpa existe, desde Adão; há uma culpa, e a culpa é algo judicial; a culpa e a condenação vieram do pecado de um só. E isso corresponde ao que o apóstolo Paulo está dizendo.

Mas nós estamos levantando a seguinte questão: Por que nós pecamos quando Adão pecou? Ou seja, quando Adão cometeu aquele pecado, quando nós não havíamos nascido ainda, nós já havíamos cometido este pecado judicialmente. Por quê? Porque nós estamos relacionados com Adão. De que modo? Há duas maneiras de explicar:

(1) Adão era o Cabeça da raça humana. Adão era o representante capital de toda a humanidade. Deus o constituiu como o Cabeça Federal, principal representante da raça humana. Isso foi uma ação do próprio Criador.

Então, Deus entrou em concerto – uma aliança de obras – com Adão. O profeta Oséias menciona esta aliança. Deus disse a Adão: "– Adão, Eu o considero não somente como o primeiro de uma série, Eu o constituo como o representante da raça humana, como o Cabeça de toda a raça. Eu farei um concerto com você de tal modo que todo o benefício que você gozar, todos os outros gozarão, todos receberão daquilo que você receber. Quando você agir, não estará agindo por si mesmo, estará agindo como o representante de todos".

"Portanto, se você pecar, todos estarão pecando; se você obedecer, todos estarão obedecendo. Se você pecar, você será castigado com a morte; mas você não ficará sozinho nisto, porque todos os seus descendentes também serão pecadores e sofrerão a morte. Eu o estou constituindo como o Cabeça federal, o representante da raça humana; portanto, o que você fizer, envolverá a todos."

O profeta Oséias resume o final da história, dizendo que Adão transgrediu a aliança (Osé. 6:7). Isso está relatado em Gên. 3, onde podemos perceber a responsabilidade de Adão, que já pensava nas gerações por vir, ao dar "o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos" (Gên. 3: 20), que foram envolvidos em seu pecado, mesmo sem estarem presentes. Mas é na grande promessa messiânica que Adão e seus descendentes estão estreitamente relacionados, na qual Cristo é prometido como o novo Cabeça Federal da humanidade (Gên. 3:15), confirmado pelo apóstolo Paulo em Col. 1:18: Assim como Adão é o primeiro Cabeça federal, "Ele (Cristo) é a Cabeça do corpo, da igreja".

Isso é facilmente compreensível quando nós pensamos nesta palavra representante. Por exemplo, há um embaixador aqui do nosso país e nos representa em outro país. Lá ele pode assinar um decreto. Quando ele assina esse decreto, ele estará beneficiando ou prejudicando ao nosso país e a cada um de nós. Eu não estou lá assinando, eu posso até nem estar sabendo o que está acontecendo lá, mas no momento que ele assina o papel, ele estará lançando um veredito a favor ou contra mim. Se ele, por exemplo, assina o decreto de uma guerra ou coisa semelhante, um decreto econômico, então eu vou sentir os resultados para o bem ou para o mal. Ele me representou, ele é o meu representante.

De igual modo, Adão é o nosso representante. Este é um ato de Deus: Deus o constituiu, Deus o considera assim; e independentemente da nossa presença, o Deus onisciente estabeleceu assim e assim é. Ele estabeleceu Adão como o nosso representante e não há como evitar isso.

Ele disse claramente: Se Adão obedecer, não somente ele teria os grandes benefícios como também toda a sua linhagem gozaria desses benefícios. Mas se Adão pecar, toda a sua linhagem estaria sofrendo pena e castigo, todos os seus descendentes seriam envolvidos na catástrofe e todos seriam culpados.

O que disse Ellen White sobre esse assunto? Ela escreveu claramente: ''Com relação ao primeiro Adão, os homens nada receberam dele senão a culpa e a sentença de morte". [EGW, Orientação da Criança, 475].

(2) Adão era a totalidade da natureza humana. Qual o nosso relacionamento com Adão e por que é que nós pecamos em Adão e levamos a culpa do pecado de Adão?

Naquele único homem – Adão – estava toda a natureza humana. Ele era o Pai de toda a humanidade. Nele, portanto, residia concentrada toda a natureza humana. O todo estava em Adão. E a natureza humana era cada pessoa que nasce neste mundo. Cada pessoa é uma divisão desta natureza humana que estava concentrada em Adão. Quando ele agiu, todos agiram; quando ele pecou, todos pecaram. Naquele exato momento, quando Adão pecou, o todo agiu pelas partes, e, portanto, todos os homens que estavam nele agiram ao mesmo tempo. Quando ele pecou, todos pecaram. Nós éramos partes e saímos dele, e então por ele ter pecado, nós pecamos também.

Eu quero ilustrar o que aconteceu no jardim do Éden, através de Heb. 7:9-10: "E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão" (versão Atualizada)." "Porque ele ainda estava nos lombos de seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro (versão Corrigida)". Observaram? Paulo está dizendo que Levi pagou dízimos a Melquisedeque. Mas como pode ser isso, se Levi ainda não era nascido? Levi foi bisneto de Abraão. Acontece que Levi, diz aqui, pagou dízimos para Melquisedeque. Como pode ser isso?

A explicação é a seguinte: Levi pagou dízimos "na pessoa de Abraão", ou através de Abraão, porque, como diz o v. 10, Levi "estava nos lombos" de Abraão. Então, se Levi estava nos lombos de Abraão é correto dizer que quando Abraão pagou os dízimos, Levi estava pagando os dízimos. Ora, se é correto dizer isso, então da mesma forma é correto dizer que toda a humanidade estava em Adão, nos lombos de Adão. Quando Adão pecou, toda a humanidade pecou. E portanto, é também correto dizer que todos pecaram "na pessoa" de Adão.

V – A PROVA PELA ANALOGIA

Mas voltemos ao paralelo e analogia iniciada no v. 12: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram."

Esta versão tem um pequeno problema, estritamente falando, porque Paulo está apenas introduzindo o início de uma comparação, iniciando pela parte negativa do argumento, que deve terminar pelo positivo, como seria normal se esperar. Ele não termina a frase como a tradução sugere. As palavras "assim como" e "assim também" dão a impressão de que a comparação está terminada. A palavra "também" deve ser substituída por "e", como melhor tradução, na 2ª parte. Então vamos ler exatamente como diz o original: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram ... [(13-14)(15-17)]".

Ele interrompe a frase abruptamente, abrindo um parêntesis, do v. 13-17, e internamente, dois parêntesis como se lê acima, para explicar o profundo significado da expressão "todos pecaram" do v. 12 (em 13-14), e para introduzir "Aquele que havia de vir" do v. 14 (nos v. 15-17).

Então, nós chegamos ao v. 18, onde ele completa a comparação. Paulo retoma o seu pensamento, e agora apresenta a 2ª parte da comparação: "Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação que dá vida."

Agora já podemos formular a proposição. Assim como em Adão nós temos a condenação, em Cristo nós temos a justificação. Assim como por um homem, Adão, entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também por um só Homem, Jesus Cristo, entrou a justiça no mundo e pela justiça, a vida. Assim como por um só pecado nós fomos condenados judicialmente, legalmente, assim também através de um só ato da justiça veio a graça e a justificação sobre todos os homens.

Mas no v. 19, Paulo amplia esse pensamento, e ele torna ainda mais clara a sua comparação. "Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram constituídos pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos serão constituídos justos." (versão Reina-Valera Revisada). Esta é a tradução exata do termo original (cf. Interlinear Literal Translation, Zondervan, 1973): Se todos foram "constituídos" pecadores, todos receberam o pecado de Adão por imputação.

Aqui está a verdade em uma forma clara, evidente, sintética e conclusiva. "Como, pela desobediência de um só homem" – Adão pecou, e todos pecaram, veio a condenação, veio o juízo, veio a morte. Em Adão muitos foram "constituídos pecadores". Mas em Jesus Cristo muitos serão "constituídos justos". Se há imputação da justiça em Cristo (Rom. 4), é porque houve antes a imputação do pecado em Adão (Rom. 5).

Agora isso adquire um novo significado. Este é um ato judicial, é uma sentença, de acordo com o próprio contexto que fala de julgamento e condenação. Ao sermos "constituídos pecadores", recebemos a imputação do pecado de Adão. Mas ao sermos "constituídos justos", recebemos a imputação da justiça de Cristo.

Justificação, é um ato judicial, é uma declaração de Deus, de modo que nos constitui justos. Nós não somos justos, mas Ele nos declara justos, Ele nos constitui justos.Como resultado, há uma transformação na vida.

Paulo nesse ponto demonstra que a justificação é pela obediência. Mas a obediência de quem? Não a minha obediência, não é a minha obra, não é o meu mérito, não é o meu esforço que me dá a justificação. O que me dá a justificação é a obediência de Jesus Cristo. Através de Jesus eu sou constituído justo, através da obediência de Cristo você é constituído justo – somos inteiramente perfeitos em Cristo (Col. 2:10).

Paulo não está ensinando o universalismo ao dizer que "veio a graça sobre todos os homens" (v. 18), porque logo no v. 19, ele fala de "muitos", não todos. A graça veio para todos os homens; mas somente os que estão em Cristo receberão a justificação. É preciso estar em Cristo para receber dEle a imputação da Sua justiça. Mas, se todos os que estão em Adão perecerão, todos os que estão em Cristo viverão.

Agora, podemos entender mais claramente, a doutrina da predestinação: Todos os que estão em Adão, estão predestinados para a perdição. Aqueles, porém que estão em Cristo, estão predestinados "nEle" para a salvação, escolhidos "antes da fundação do mundo". (Efé. 1: 3-5).

Como podemos estar em Cristo? Se estamos em Adão pelo nascimento natural, e por causa disso recebemos a imputação do pecado, estaremos em Cristo pelo nascimento espiritual, o novo nascimento, e receberemos dEle a imputação da justiça. Cristo falou desse assunto a Nicodemos (João 3) e Paulo o apresenta no próximo capítulo (Rom. 6).

CONCLUSÃO

Paulo conclui este grande assunto com um majestoso clímax. V. 20-21: "onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna."

Agora, ele assevera mais ainda a certeza de salvação. Ele fez isso por uma comparação entre Adão e Cristo, desde o v. 12. Ele colocou a sua grande proposição: Assim como é certa a imputação do pecado e a conseqüente morte, assim também é certa a imputação da justiça e a conseqüente vida. Assim como é certa a morte através de Adão, é certa a vida, a vida eterna em Cristo, ou "mediante Jesus Cristo, nosso Senhor".

Você está incluído neste grande tema. Todos estamos. Nós estávamos condenados mesmo antes de nascer. Esta é a profundidade de nossa perdição. Mas agora, estamos justificados. O que é importante para a sua justificação é estar em Cristo e permanecer em Cristo e obter dEle a vida eterna! Você tem esta certeza? De que lado você está? Do lado de Adão, ou de Cristo?


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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