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quinta-feira, 25 de junho de 2009

A estátua de Nabucodonosor e a besta que sobe do mar

O profético livro de Daniel, escrito bem lá longe, no tempo do Antigo Testamento, relata no capítulo 3 uma história épica, que tem fascinado crianças e adultos. Trata-se do mais incrível episódio na vida de três jovens hebreus: Hananias, Misael e Azarias, que em Babilónia eram tratados pelos nomes de Sadraque, Mesaque e Abed-nego.

A estes jovens dedicados ao Senhor, foi colocado um dilema fatal: adorar uma imagem de pedra (o que é proibido por Deus) representativa de uma criatura, ou manterem-se fiéis ao Criador e com isso arriscarem a própria vida. Isto porque, ao som da trombeta, toda a alma deveria curvar-se perante a enorme estátua que Nabucodonosor, rei de Babilónia, tinha mandado erguer na planície de Durã. Sadraque, Mesaque e Abed-nego preferiram obedecer a Deus e não se curvaram; por isso, foram atirados para dentro de uma fornalha a arder.

A emocionante história continua com o espantoso testemunho do próprio Nabucodonosor dando conta que os três jovens não apenas se passeavam vivos dentro do fogo, como mantinham conversa com alguém semelhante a ‘filho dos deuses’. Após terem sido desta forma protegidos por Deus, a sua fidelidade foi o motivo para que Nabucodonosor reconhecesse o Deus Criador como estando acima de toda e qualquer divindade.

Curiosamente, a profecia bíblica aponta para num futuro cada vez mais próximo, se desenrolar uma história de contornos em tudo semelhantes a esta – trata-se do relato de Apocalipse 13:1-8 (e outros versos relacionados). Vamos descobri-la, colocando os dados em paralelo com os de Daniel 3.

Daniel 3 relata a história fatual de um poder humano que, usurpando a prerrogativa divina da adoração, pretendia obter para si a honra e louvor que somente ao Criador devem ser dados. Esta história aconteceu, como disse, séculos atrás.

Apocalipse 13 relata, sob a forma de símbolos, uma história cujos principais desenvolvimentos ainda se encontram no futuro (se o leitor ainda tem alguma dificuldade em perceber a simbologia usada neste capítulo, veja antecipadamente este vídeo que explica pormenorizadamente cada detalhe deste capítulo).

Será por isso interessante analisar as semelhanças para nos preparamos melhor para o que aí vem…

a) Em Daniel 3, conforme vimos, há uma ordem para que se adore a estátua de ouro que simboliza o próprio monarca babilónico. Esta ordem é dada nos seguintes termos: ‘e o arauto apregoava em alta voz: ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas…’ (v. 4);
a') Em Apocalipse 13, a besta que sobe do mar, a figura que detém o poder (v. 4), exerce-o sobre ‘toda a tribo e língua e nação’ (v. 7).

Conclusão: em ambos os casos há um grande poder que pretende dominar o mundo inteiro (não apenas uma nação localmente) através de imposição legal.

b) Em Daniel 3, a ordem é para adorar ‘a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado’ (v. 5);
b') Em Apocalipse 13, a adoração recai sobre a besta: ‘e adoraram-na, todos os que habitam sobre a terra’ (v. 8).

Conclusão: ambos os poderes (Nabucodonosor e a besta) forçam a adoração sobre si mesmo.

c) Em Daniel 3, uma sentença é determinada para quem não cumprir com a ordem: ‘e qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente’ (v. 6);
c') Em Apocalipse 13, a besta consegue perseguir e derrotar os que não lhe obedecem: ‘e foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los’ (v. 7).

Conclusão: os poderes que exigem para si a adoração, têm a determinação e a capacidade de punir brutalmente aqueles que não lhe obedecem.

d) Em Daniel 3, vemos que ‘se prostraram todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de ouro…’ (v.7);
d') Em Apocalipse 13, a besta é adorada por ‘todos os que habitam a terra’ (v. 8). Curiosamente, quem dá o poder à besta, o dragão, aparece no verso 4 como sendo também adorado, e a besta venerada e reconhecida.

Conclusão: ambos os poderes atingem os seus objetivos de domínio e adoração, por parte de todos os povos da terra.

e) No entanto, em Daniel 3 vemos um pequeno grupo que não obedeceu à ordem de Nabucodonosor: ‘há uns homens judeus (…) que não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro que levantaste adoraram’ (v. 12);
e') Em Apocalipse 13, também vemos que houve exceções na imposta adoração à besta, pois o verso 8 refere que os que se prostraram diante dela são ‘esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro’, o que leva a deduzir que os que têm o nome inscrito no referido livro do Cordeiro não se curvaram perante a besta.

Conclusão: há sempre um fiel remanescente que não cede, mesmo perante perigo de vida, aos poderes que se opõem ao verdadeiro Deus Criador.

f) Em Daniel 3, esse grupo remanescente vê-se forçado a pagar caro a ousadia de ficar do lado de Deus: ‘então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente’ (v. 21);
f') Em Apocalipse 13, num verso que já lemos, vemos que à besta é-lhe ‘permitido fazer guerra aos santos e vencê-los’ (v. 7). Mais adiante, diz que a besta conseguiu que ‘fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta’ (v. 15). Esta é a derrota (v. 7) que a besta inflige aos que não a adoram.

Conclusão: a decisão de permanecer fiel a Deus pode trazer graves consequências terrenas (bem diferentes das eternas…); muitas vezes, o preço da própria vida.

g) Apesar da (aparente) derrota, em Daniel 3 a vida dos fiéis é poupada, pois o próprio Nabucodonosor dá testemunho: ‘eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspeto do quarto é semelhante ao Filho de Deus’ (v. 25);
g') Em Apocalipse, embora alguns seguramente venham a experimentar a morte terrena, há um grupo que não se contamina: ‘estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá’ (14:4).

Conclusão: em face de enormes perigos, incluindo da própria vida, o fiel crente observador dos mandamentos de Deus (12:17) caminha constantemente ao lado do seu Mestre, quer seja nas antigas fornalhas babilónicas ou nas modernas fornalhas que o inimigo de Deus prepara para os que são servos do Criador.

h) Como resulta para os fiéis a provação? Em Daniel 3 vemos que ‘Sadraque, Mesaque e Abed-nego saíram do meio do fogo’ (v. 26) e que 'o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos...(v. 27);
h') Em Apocalipse 15:2 é-nos dito que o grupo dos que ‘estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus’ são aqueles que ‘saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem e do seu sinal…’

Conclusão: Apesar de severamente provados e testados, aqueles que optam por permanecer fiéis aos mandamentos e estatutos de Deus, não se intimidando com ameaças vindas dos poderes desta terra, acabam, finalmente, por emergir vitoriosos! Estes, a besta de Apocalipse 13 não conseguiu afinal vencer. Recuperando Apocalipse 13:8, estes são os que têm o seu nome inscrito no livro da vida do Cordeiro.

i) Tanto os jovens hebreus de Daniel 3 como os contemporâneos da besta de Apocalipse 13 conhecem os mandamentos de Deus, cujos dois primeiros dizem: ‘não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás…’ (Êxodo 20:3-5);
i') Em perfeita concordância com estes mandamentos, surge em Apocalipse 14:9 a voz de um anjo que proclama: ‘se alguém adorar a besta e a sua imagem (…) também o tal beberá do vinho da ira de Deus (…) e será atormentado com fogo e enxofre…’ – o segundo mandamento da lei de Deus continua dizendo ‘Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam’ (Êxodo 20:5).

Conclusão: a adoração a qualquer outra figura além de Deus, quer seja de pedra, humana ou temporal, é uma afronta aos mandamentos eternos, e tem a promessa divina de punição em conformidade.

j) Em Daniel 3, é determinada a sentença para todo aquele que insistir em colocar outro deus acima do Deus Criador: ‘… todo o povo, nação e língua que disser blasfémia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abed-nego, seja despedaçado, e as suas casas feitas um montouro…’ (v. 29);
j') Em Apocalipse 19:20 lemos que ‘a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre’.

Conclusão: o destino final desses poderes opostos a Deus, que atormentam os Seus seguidores é revelado: destruição total, perdição eterna. Isto aplica-se tanto aos mentores quanto aos seguidores.

k) Em Daniel 3, no final da história, o louvor a Deus é reconhecido: ‘bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abed-nego…’ (v. 28) e ‘… não há outro Deus que possa livrar como este’. (v. 29);
k') Em Apocalipse 15:3-4, o cântico de Moisés, entoado pelos remidos diz assim: ‘grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem Te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o Teu nome? Porque só Tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de Ti…’

Conclusão: por fim, Deus é reconhecido como o único merecedor de adoração! Não há Deus como o Criador dos céus e da terra. Quem Nele confia, poderá sofrer perseguição dos poderes deste mundo de trevas; mas no fim, Deus se levantará para salvar todo aquele que Lhe for fiel.

Assim foi com os três jovens hebreus face à estátua e poder de Nabucodonosor; assim será com o povo remanescente final na luta contra a besta e seus agentes.

Quando a pressão sobre o fiel crente nos mandamentos de Deus começar a ser mais forte, quando leis forem impostas para condicionar a adoração, convém lembrar a história dos três jovens hebreus de Daniel 3.

Afinal, ela vai acabar por repetir-se… E nada melhor do que estar preparado quando isso acontecer!

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, tem um bebé, o Caleb Filipe, nascido em junho de 2009.
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As Sete Coisas que Deus Não Gosta


Neste mundo, por causa da maldade trazida pelo pecado, há muitas coisas que nós não gostamos.

Não gostamos de envelhecer, ficar doente e uma coisa que talvez ninguém goste é da morte.

Pessoalmente eu pensei em seis coisas que não gosto e uma que detesto:

1- Esperar
2- Ser enganado
3- Ficar sozinho
4- Levar prejuízo
5- Ficar ocioso
6- Maldade do mundo
7- Difamar a igreja (esse eu detesto)

Será que tem alguma coisa que Deus não goste? Será que Ele detesta alguma coisa?

Seria interessante se descobríssemos isso, pois poderíamos agradá-Lo não fazendo aquilo de O decepciona.

A Bíblia nos relata seis coisas que Deus não gosta e uma que Ele abomina.

Provérbios 6:16: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina...”

Pois é, já sabemos que têm várias coisas que Deus não gosta, e se O amamos, vamos procurar não fazer nada daquilo que o desagrada.

Quando amamos alguém nós procuramos fazer o que a pessoa gosta e não fazer o que ela não gosta.

Quando me casei eu gostava de cantar quando acordava, fazendo muito barulho acordando minha esposa. Um dia ela me disse que não gostava de ser acordada assim, preferia ser acordada com beijos e carinho. Hoje eu não acordo fazendo barulho (ou tento, pois às vezes eu falho), mas quando quero acordá-la, faço da maneira que sei que ela ficará feliz.

Vamos descobrir agora as coisas que Deus não gosta, e se O amamos (deveríamos amá-Lo, pois Ele morreu por nós) vamos deixar de fazer tudo que o deixa triste.

I – v. 17: “Olhos altivos” (orgulhosos): o orgulho é um pecado muito sério, pois foi o primeiro pecado, o de Lúcifer lá no Céu.

Orgulho é considerar-se superior a outra pessoa por causa de:

- Dinheiro
- Estudo
- Religião
- Cor
- Carro ou casa melhor
- Aparência
- Qualquer outra coisa

O grande problema é que o orgulho não deixa o orgulhoso reconhecer o seu pecado.

Vou falar uma coisa séria: infelizmente, a maioria de nós somos orgulhosos, vou provar:

- Não aceitamos desaforo
- Não gostamos de perder
- Revidamos uma ofensa
- Não perdoamos o erro dos outros
- Justificamos nossos erros

Vamos parar de fazer de conta que está tudo bem, e nos humilharmos perante Deus e das pessoas, pois somos pecadores, e Deus não gosta do orgulho.

II- v. 17 “Língua mentirosa:” esse é um dos pecados mais comuns hoje e considerado por alguns como um “pecadinho leve”.

Deus não gosta da mentira, e por isso devemos falar somente a verdade, mesmo que soframos as conseqüências dela.

A mentira é dita para nos proteger e manter o nosso orgulho, pois não queremos mostrar fraqueza.

III- v. 17 “mãos que derramam sangue inocente:” quanto a esse pecado nós não precisamos de explicações, pois Deus não permite que o ser humano tire a vida de alguém.
Já conheci pessoas que se orgulhavam de ter matado muitas pessoas. Elas, se não se arrependerem, vão ser condenadas por Deus.

Uma vez ouvi uma história trágica contada por minha mãe. Ela tinha 15 anos e estava sentada na calçada de sua casa. Ouviram-se tiros e então passou pela rua um homem andando normalmente e quando estava na frente dela disse: vai lá embaixo ver o fulano, ele está todo furado de balas... O assassino falava como se algo tão comum e simples tivesse acontecido.

IV- v. 18 “coração que trama projetos iníquos:” devemos cuidar com nossos pensamentos, pois Deus não gosta que maquinemos o mal contra as pessoas.

Quando planejamos o mal contra alguém é por que nutrimos ódio e não conseguimos perdoar.

O rancor só nos faz sofrer e prejudica nossa vida emocional, espiritual e física.

A melhor fórmula para conseguir perdoar e nos colocar no lugar da pessoa e buscar justificativas por suas ações que nos feriram.

V- v. 18 “pés que se apressam a correr para o mal:” já vi pessoas que nunca visitaram alguém que estava sofrendo ou doente, mas já fizeram muitas visitas para ofender uma pessoa; não falam de Jesus e Seu amor, mas não perdem oportunidade de contar a última fofoca.

VI- v.19 “testemunha falsa:” Não se refere só a um julgamento legal, mas no dia a dia também. Quando alguém apóia o erro de outra, está sendo uma falsa testemunha. Deus não gosta disto.

... e a coisa que Deus detesta?

Deve ser algo muito ruim, não é verdade?

VII- v. 19 “o que semeia contendas entre irmãos:” impressionante! Deus detesta mais as intrigas do que o assassinato! É algo a pensar!

São as intrigas que causam guerras, divórcios, separam famílias, dividem povos e até igrejas.

“A Missão do Capetinha”. Essa parábola conta de uma escola de treinamento para diabinhos. Para se tornar um diabo, os pretendentes deveriam cumprir uma missão.

Um dos aspirantes ao “diabonato” deveria destruir uma cidadezinha para ser aprovado.

Recebendo a missão, a considerou muito fácil. Foi até a cidade e executou seu primeiro plano: destruir as lavouras pois assim acabaria com o sustento e fonte de renda exclusivo daquele povo.

Tendo feito assim, ficou frustrado quando observou que por causa da miséria, ele se uniram para ajudar uns aos outros a suprir as necessidades materiais, compartilhando alimentos e dinheiro.

Colocou em prática então seu plano dois: semeou doenças na população, visando então acabar de uma vez com todas com aquela cidade.

Que decepção! Agora as pessoas daquela cidade estavam mais unidas ainda, pois um cuidava do outro, como se todos fossem de uma só família.

Neste momento o diabo mestre apareceu para sondar seu aprendiz. Notando que ele estava perdido, o repreendeu por tantos erros cometidos na sua missão, e propôs uma técnica infalível para acabar de vez com aquela cidade.

A idéia era semear intrigas e fofocas entre os moradores. Uma vez feito isso, começaram-se as brigas, um difamando o outro, passando por cima para obter lucros e em poucos dias a cidade estava abandonada, pois não conseguiram morar perto uns dos outros.

É por isso que Deus abomina este pecado, e o considera o pior de todos, pois ele não destrói uma só pessoa, mas uma cidade inteira.

Muito cuidado para não ser um semeador de intrigas e nem um expectador delas, pois Deus deseja que nós sejamos pacificadores.

PR. YURI RAVEM
Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação.
Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lei de Deus X Lei do Homem

Carl e Raylene Worthington são um casal americano que reside em Oregon. A sua filha de 15 meses, Ava, faleceu em março de 2008 vítima de uma broncopneumonia e uma infeção no sangue. Além da natural tristeza por esta perda, nada de especialmente anormal esta notícia teria; mas tem, devido a Ava não ter recebido qualquer tratamento médico enquanto ainda estava viva.

Carl e Raylene são membros da Igreja Seguidores de Cristo, que advoga o tratamento de doenças (particularmente em crianças) com base exclusivamente na oração de fé, sem recurso a intervenção médica. Talvez esta igreja seja mais conhecida por este aspeto do que por uma outra crença ou prática qualquer...

No caso de Ava, o médico que examinou o corpo referiu que a sua doença poderia ter sido resolvida com recurso a antibióticos. O casal Carl e Raylene está por isso acusado perante a justiça americana de negligência no tratamento de Ava, o que pode levar a uma pena de prisão até seis anos. O julgamento inicia-se amanhã, 23 de junho.

Por não aceitarem tratamento médico, as senhoras que são membros desta Igreja têm os seus partos realizados em casa. Desde 2001, vários desses partos foram noticiados como tendo corrido mal, o bebé ter falecido logo de seguida ou mesmo nascido morto.

São também frequentes os relatos de crianças e adolescentes gravemente doentes que não recebem qualquer tratamento médico e cujos familiares recorrem apenas à oração de fé. Quando o doente sucumbe perante a doença, os familiares penitenciam-se por não terem exercido suficiente fé que levasse à cura.

Não é meu objetivo neste momento debater o interessante assunto da cura pela oração de fé. Mas, creio que este caso levanta novamente a discussão – entre outras – sobre a relação do exercício da fé e as responsabilidades legais perante o estado.

A Bíblia claramente ordena que o homem deve sujeitar-se às leis da nação da qual faz parte: ‘Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda boa obra; toda alma esteja sujeita às potestades superiores’ (Tito 3:1).

Mas, adverte também, que em caso algum essa observância deve obstruir o respeito pelos eternos preceitos que Deus deixou ao homem: ‘Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: mais importa obedecer a Deus do que aos homens’ (Atos 5:29).

Creio que os membros da Igreja Seguidores de Cristo devem conhecer estas passagens. Mesmo que não pareça, aqui se encontra uma razão para que eles atuem conforme vimos em relação a tratamentos médicos prestados aos seus membros ou filhos.

Repare: se, nas suas crenças, eles acreditam que a Bíblia ordena que todas as curas sejam feitas apenas com recurso à oração de fé, é natural que eles, querendo manter-se fiéis aos seus princípios orientadores, prefiram ser confrontados com o sofrimento da morte, a violarem aquilo que entendem ser a vontade de Deus, mesmo que isso implique a reprovação e penalidade legal perante as leis dos homens.

Se você, caro leitor, é um Adventista do Sétimo Dia, acompanhe o mesmo raciocínio com outros protagonistas e noutro âmbito (se não for Adventista do Sétimo Dia, irá entender igualmente, garanto-lhe…).

Imagine o seguinte cenário: você é um guardador do Sábado, porque acredita que essa é a perfeita ordem da imutável lei de Deus (ou seja, produzida pela mão Divina). Você crê que assim sendo, a observância do Sábado é um princípio inegociável da sua vida espiritual, do qual não abdicará seja porque motivo for.

Então, suponha que uma lei do estado (ou seja, produzida pela mão humana) o obriga a trabalhar no Sábado, sem opção. Mais: segundo essa lei do estado, todos os infratores serão punidos com a pena de morte, sem exceções.

E agora, caro leitor, o que você vai fazer? Qual das duas leis (que se chocam gravemente) você vai decidir respeitar? Sim, porque não há ponto de equilíbrio entre as duas leis: para observar uma, tem de quebrar a outra!

Como Adventistas do Sétimo Dia, acreditamos que é perante este dilema que muito em breve seremos colocados: observar a eterna lei de Deus – e em especial o seu quarto mandamento – ou ceder perante as exigências das leis dos homens que intentam destruir a expressa e clara vontade de Deus?

Por paradoxal que pareça, esta é uma grande oportunidade para o fiel seguidor da Bíblia. Leia este parágrafo de Ellen White.

‘O zelo dos que obedecem ao Senhor aumentará à medida que o mundo e a Igreja se unirem para invalidar a lei. Toda objeção levantada contra a lei de Deus abrirá o caminho para o avanço da verdade e habilitará os seus defensores a apresentarem seu valor perante os homens. Há uma beleza e poder na verdade que nada poderá tornar tão evidente como a oposição e a perseguição.’ Eventos Finais, pág. 123.

Em preparação para o grande embate final, faça sua a decisão de Josué: ‘eu e a minha casa serviremos ao Senhor’ (Josué 24:15).

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, tem um bebé, o Caleb Filipe, nascido em junho de 2009.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Homem que era ímpio, mas foi considerado justo

"Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça" Rom. 4:3

Hoje vamos estudar o capítulo 4 de Romanos. Lemos inicialmente: Rom. cap. 4:1-3: "Que, pois diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça."

O apóstolo Paulo havia chegado a um grande clímax no capítulo anterior, a mais importante seção (3:21-31), o parágrafo mais importante a respeito da salvação em toda a Bíblia. Ele havia estabelecido o que é justificação pela fé: Justificação significa sermos salvos da ira de Deus pela fé através da redenção que se manifestou na propiciação, que nos vem através da graça de Deus.

Mas agora, ele nos apresenta uma outra proposição que amplia ainda mais o nosso entendimento a respeito da segurança da salvação. Qual é a sua 3ª proposição? Como ele já havia antecipado de modo aparentemente casual (1:2; 1:17), ele vai provar a seguinte proposição: "A justiça pela fé está fundamentada nas Sagradas Escrituras".

Como é que ele desenvolve essa proposição? Ele imagina um judeu argumentando: "Não seria esta uma doutrina nova, uma doutrina originada na mente do apóstolo Paulo?" Então, ele responde a esta questão apresentando o maior nome cotado entre os judeus. O nome dele é Abraão. Este homem era o próprio pai da nação israelita, o progenitor original. E ele era muito querido entre os judeus. O apóstolo, portanto, escolhe o nome mais importante da nação judaica para provar que aquilo que ele estava dizendo não era uma idéia fundada em sua filosofia, mas era uma doutrina muito antiga que pode ser provada mesmo pelo próprio pai da nação judaica.

I – JUSTIÇA IMPUTADA A ABRAÃO

Então a questão era a seguinte: Se Abrão era um homem justo, um homem reto e temente a Deus de tal modo que ele foi escolhido para ser o pai da nação judaica, como é que ele chegou a ser tão grandemente favorecido? Como é que ele alcançou esta glória de ser o herdeiro de todo o mundo? Teria ele alguma virtude que poderíamos imitar?

1) Abraão não podia se vangloriar

Você nunca leu na Bíblia que Abraão se jactou de suas obras. Abraão não podia apresentar as suas próprias obras, os seus próprios méritos diante de Deus. Não é uma questão de não querer; é uma questão de não poder, porque a justificação exclui completamente a jactância de tal modo que quando o homem começar a se vangloriar, apresentando diante de Deus alguma obra, alguma benfeitoria, ou alguma coisa que o justifique e o apresente com méritos diante de Deus, nesse exato momento ele perde o dom da graça de Deus. A salvação pela graça é de tal modo exclusiva que ninguém pode se salvar através das obras.

Realmente só há duas classes de pessoas neste mundo, só há duas religiões neste mundo: uma religião de obras e uma religião de fé; uma classe de pessoas que segue a justificação pelas obras, outra classe de pessoas que segue a justificação pela fé. Uma classe de pessoas que está se jactando, se vangloriando e procurando méritos em si próprio; e outra classe de pessoas que deixa de olhar para si mesmo para contemplar a Jesus.

É impossível ser salvo pelas obras. Disse o apóstolo Paulo aos efésios: "Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie." (Efé. 2:8, 9). Porque se fosse pelas obras, então nós poderíamos nos gloriar. Então, os ricos poderiam comprar a salvação facilmente. Mas o cristão é aquele que não está mais se gloriando.

No capítulo 3, o apóstolo já dissera: "que se cale toda a boca" (v. 19); "Onde, pois a jactância? Foi de todo excluída" (v. 27). O fariseu da parábola se jactou de suas obras religiosas, mas voltou vazio para a sua casa, enquanto que o publicano que clamava pela propiciação de Deus voltou justificado.

Abraão não podia se vangloriar, porque ele não trabalhou para isso. Esta é uma ilustração da vida diária. Diz o v. 4: "Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida." Se você realiza um trabalho para o seu empregador, evidentemente depois do trabalho você espera receber o seu salário. Isso naturalmente é uma dívida, e ele não estará fazendo nenhum favor se ele entregar o dinheiro combinado.

Mas se ele não lhe der o dinheiro, ele pode ser levado ao tribunal. Portanto, é uma dívida. "Mas, ao que não trabalha, porém crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça." (v. 5) – então isso não é uma dívida, é um favor: esse foi o caso de Abraão. Aqui está o homem que era ímpio, mas foi considerado justo.

Um erro muito difundido é este: Abraão era um judeu justo e bom, Abraão cumpria as leis, os estatutos, os mandamentos de Deus; ele era tão íntegro, tão temente a Deus, era um homem tão pio, ele se deleitava em obedecer, e foi por isso que Deus o justificou. É isto justificação pela fé? Não; isto é justificação pelas obras.

Hoje alguém poderia dizer: Se um homem é sério, ele cumpre todos os seus deveres, as suas obrigações, ele tenta agradar a Deus, ele vive uma vida boa e piedosa, se ele faz essas coisas, ele não tem nada a temer, ele será perdoado, ele será justificado. Isso é salvação pela fé? Não, isso é justificação pelas obras.

Outro erro entre muitos cristãos é o erro da salvação pelas obras no Antigo Testamento e a salvação pela fé no Novo – o que naturalmente daria como resultado a existência de duas classes de pessoas no Céu: uma que glorifica a Cristo por sua salvação, e a outra que jactanciosamente diria: "Nós estamos aqui porque guardamos os mandamentos de Deus." Mas a própria experiência de Abraão prova que o método de salvação no passado é o mesmo dos nossos dias, porque este é o Evangelho eterno.

2) Abraão Recebeu Justiça Imputada

O que significa justiça "imputada"? Esta palavra é tão importante, que eu gostaria daqui para frente que você a mentalizasse. Quando você ouvisse a palavra justificação imediatamente a palavra imputação viesse à sua mente, porque é a própria essência da justificação pela fé. Imputação significa o ato de colocar um benefício na conta de alguém. A justiça de Deus nos é colocada em nossa conta nos livros do Céu, quando nós cremos em Jesus Cristo como nosso Salvador.

Paulo usa uma linguagem nos termos comerciais. Isso significa que é algo que nós não produzimos, que nós não temos, algo que foi colocado na nossa conta. Isso é atribuído, isso é creditado, sem mérito de nossa parte. Como alguém que deposita R$ 10.000,00 em nossa conta bancária, quando estamos devendo isso para alguém. Quando nós não temos nada para apresentar a Deus, quando nós não temos mérito nenhum, quando nós estamos numa situação miserável, então nesse momento, quando nós somos ímpios, e devedores, Deus credita esta justiça de Cristo a nosso favor e nos considera justos como se nunca dantes tivéssemos pecado.

Mas como pode Deus ser Deus e ainda justificar o ímpio? Ele não disse o contrário no passado? Sim, Ele disse: "não justificarei o ímpio." (Êxo.23:7). Como podemos resolver esta sutil e aparente contradição? A doutrina da Justificação pela Fé não diz que Deus considera o pecador um homem justo, porque isso não seria realidade. É impossível Deus na Sua justiça considerar alguém que é ímpio e pecador, como justo. Isso não é o que ensina a doutrina.

A doutrina da Justificação pela Fé ensina que, se você crê em Jesus Cristo, Deus coloca na sua conta a justiça de Cristo, e então e só depois disso, é que Ele o considera justo, por causa da justiça do "Senhor, Justiça nossa" (Jer. 23:6).

Uma menina certa vez chamou a atenção de sua mãe, dizendo: "– Mamãe, encontrei uma coisa que Deus não pode fazer." "– Mas minha filha, Deus tem todo o poder, Ele pode fazer todas as coisas. Não existe nada que Deus não possa fazer." "– Ah, mas eu descobri uma coisa que Deus não pode fazer." "– Então, minha filha, o que é?" "– Deus não pode ver os meus pecados através do sangue de Jesus."

É verdade, e é somente por causa disso que Ele vê em nós, a justiça de Cristo. Portanto, quando Deus nos contempla, se nós estamos crendo em Jesus, Ele não está condenando a você em cada pecado que você pratica – Ele está olhando para você favoravelmente em vista daquilo que Jesus Cristo fez na cruz do Calvário. Assim ocorreu com Abraão, que apesar de seus pecados tinha a Deus por perto, orientando, corrigindo e justificando.

3) Abraão Foi Justificado Por Um Ato Judicial

Justificação significa uma declaração do juiz. Agora a linguagem mudou. Você vê que antes era uma linguagem comercial, algo que se coloca na conta; agora é uma linguagem forense, uma linguagem legal, a linguagem de um tribunal. Você pode imaginar um juiz na frente das testemunhas, diante dos advogados de acusação e de defesa, e diante de uma multidão. Após o julgamento, havendo terminado o processo, o juiz dará uma sentença. A sentença do juiz será de duas uma, ele dirá: "Condenado!" Ou: "Absolvido!" A justificação significa a declaração de absolvido!

Mas quem é absolvido? O ímpio é absolvido, o pecador é absolvido, o criminoso é absolvido, perdoado, justificado, declarado justo, declarado sem nenhum crime. Isso é uma declaração de Deus – Ele nos declara justos.

Mas quem é o ímpio aqui? Paulo se refere a Abraão. Abraão é o ímpio, e todos nós somos ímpios por natureza. Abraão é justificado enquanto é ímpio. Não é o caso de primeiro Abraão se tornar justo, bom, guardador de certos mandamentos, observador de certas leis, e então depois Deus o declara justo, não! Enquanto ele é ímpio, no momento em que ele depõe a sua fé em Deus, ele é declarado justo. Deus justifica não o ímpio feito justo, não houve nenhuma transformação ainda, apenas uma declaração: Deus justifica o ímpio como ele é: justifica o ímpio enquanto é ímpio.

Nesse ponto, alguém poderia perguntar: Isso não é injustiça da parte de Deus? Não é injustiça, por quê? Porque Deus está fazendo isso pelo fato de que Ele credita a esta pessoa a justiça de Jesus Cristo.

Certa vez, um paralítico foi descido de um telhado para que Jesus o curasse. Imediatamente, o Salvador viu toda a miséria daquele homem. Viu a angústia, o desespero, viu toda a sua vida de pecado. Viu que este homem muito mais do que ser curado, ele queria ser perdoado. Ele desejava ser justificado de toda a sua impureza. Então, quando ele se aproximou, Jesus Cristo lhe disse o quê? "Filho, os teus pecados estão perdoados" (Mar. 2:5).

Isso é uma declaração; é um ato forense, é um ato legal, é a sentença do Juiz, é a declaração de Jesus de que ele está absolvido. Se antes ele era um escravo do pecado, agora ele está liberto, ele está perdoado, ele está justificado. Ele estaria pronto para entrar no Céu se ele morresse naquele momento. Este era um homem ímpio, mas agora ele foi considerado justo.

Mas alguém poderia dizer: "Se é assim, então, perdoar é muito fácil para Deus! Basta uma declaração!" Um pai adverte ao filho para não fazer uma coisa errada e o ameaça com a cinta; mas o filho desobedece várias vezes, desconsidera a sua autoridade e ainda escarnece dele. Mas o pai diz: "Ah, é apenas uma criança! Vou perdoá-lo!" E lhe dá um brinquedo. E julga que esse amor, que recompensa ao filho ingrato, é maravilhoso.

É fácil assim para Deus perdoar? É apenas uma declaração de que nós somos perdoados e tudo está resolvido? Jesus Cristo queria esclarecer esse ponto e fez uma pergunta dificílima para os judeus, que começaram a dizer: Mas Ele está blasfemando! Será que Ele não sabe que perdoar pecados é apenas uma capacidade exclusiva de Deus e de que é blasfêmia alguém ter a pretensão de perdoar pecados?"

Então Jesus Cristo leu os pensamentos daqueles homens (Mat. 9:4) e disse: "O que vos parece? O que é mais fácil: Dizer: "Levanta-te e anda!" ou dizer: "Filho, estão perdoados os teus pecados!"? Bem, os homens pensaram assim: É claro que é mais fácil dizer: "Os teus pecados estão perdoados", porque ninguém sabe se realmente estão.

Mas Jesus demonstrou exatamente o contrário: "Ora, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem na Terra poder para perdoar pecados – disse – 'Levanta-te e anda'!", e aquele homem se pôs em pé num salto. E num grande júbilo, declarado justo e perdoado, agora curado, saiu dali, e levantou o seu leito como se fosse uma pena, glorificando a Deus a cada passo.

O que é que você realmente pensa, qual a sua resposta? É mais fácil -dizer: "Os teus pecados estão perdoados!" ou dizer: "Levanta-te e anda!"? É muito mais fácil dizer: "Levanta-te e anda". Deus criou o mundo com uma simples palavra. Ele falou e tudo se fez, Ele declarou e tudo veio à existência pela Sua palavra; não havia necessidade de nenhum sacrifício.

Entretanto, para dizer àquele homem: "Filho, os teus pecados estão perdoados", Jesus precisou deixar o trono de glória; precisou nascer neste mundo e humilhar-se, assumindo a natureza humana; humilhar-se mais ao Se expor às tentações de Satanás; humilhar-se ainda mais ao receber o desprezo, a zombaria dos Seus – aqueles a quem Ele veio salvar; humilhar-se ainda mais ao ser esbofeteado, cuspido, maltratado, injuriado, açoitado e finalmente crucificado entre dois ladrões. É necessário tanto sacrifício, infinito sacrifício para Ele poder dizer: "Filho, os teus pecados estão perdoados!"

Dizem os teólogos liberais: "É assim mesmo que Deus age: basta uma declaração e estamos perdoados!". Mas isso não pode acontecer com um Deus de justiça. Antes de uma simples declaração, Ele enviou a
Seu Filho unigênito para morrer numa infamante cruz e receber o castigo da ira de Deus que os nossos pecados atraíram.

Um homem foi condenado a morrer na cruz. Ali estava um ladrão, um homem ímpio, um homem que dedicou toda a sua vida para o crime, para o roubo, para o assalto, e agora estava morrendo ao lado de Jesus como um pecador, como um criminoso, como um transgressor da Lei de Deus. Mas naquele momento o Espírito Santo iluminou o seu entendimento, e ele se voltou para Jesus e disse: "Jesus, lembra-te de mim quando vieres no Teu reino!" (Luc. 23:42).

A resposta de Jesus veio pronta e sem dilação: "Em verdade, Eu te digo hoje: estarás comigo no Paraíso!" (Luc. 23:43 – BJ). Era mais um ímpio que foi considerado justo. Isto é salvação pela fé, isso é um ato forense, um ato legal. Ele morreu na cruz, mas quando ressuscitar, irá diretamente ao Paraíso de Deus, porque Jesus Cristo declarou, deu o Seu veredito: "Estarás comigo no Paraíso!"

Agora, de fato, o perdão é apenas uma declaração que custou a vida do Filho de Deus! Isto é uma declaração dAquele que tem autoridade para perdoar pecados. Ele podia enviar Elias e Enoque diretamente para o Céu. E aqueles homens estavam lá antes mesmo que a redenção se concretizara na cruz do Calvário, porque isto é absolutamente certo e seguro.
II – JUSTIÇA IMPUTADA A DAVI

Observe agora a sabedoria do apóstolo Paulo ao introduzir um novo nome, um nome também muito apreciado pelos judeus. V.6: "E é assim que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras." Então cita o Salmo 32 (Rom. 4:7-8): "Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado."

O mesmo que aconteceu a Abraão, ocorreu a Davi. A justiça de Deus também foi imputada a Davi. Mas por que haveria? Não foi Davi o grande rei e profeta de Israel, o "homem segundo o coração de Deus" (Atos 13:22)? Por que haveria de necessitar de justificação este homem íntegro e justo?

A história de Davi é esta: assim como Abraão, ele era por natureza um homem ímpio. Ele mesmo declarou: "Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sal. 51:5). Davi estava no palácio, em tempo de guerra, quando os reis deviam acompanhar o exército, e num momento de ociosa contemplação e auto-satisfação, olhou através da janela e viu a uma mulher tomando banho no pátio de sua casa.

Imediatamente, Davi tomou providências e adulterou com Bate-Seba. E para ocultar esse ato impuro, ele colocou nas mãos de Urias, o esposo daquela mulher, a própria sentença de morte, numa carta, endereçada ao comandante, para que morresse em campo de batalha. Agora o adúltero se tornara assassino, em um flagrante abuso de autoridade. Como poderia ser justificado esse homem, o pai real do povo de Deus, o ascendente do próprio Messias? Após cometer tão hediondo pecado, porventura possui algum mérito para expiar a sua culpa?

Poderia Davi ser aceito com uma oferta valiosa em ouro, prata e pedras preciosas? Poderia relatar uma grande lista de benfeitorias para Israel? Sacrificar 10.000 cordeiros? Apresentar o seu filho primogênito e oferecê-lo para expiar o seu pecado? Nada disso adiantaria. Como então foi perdoado esse homem que não tem nenhum mérito que o recomende a um Deus justo que não faz acepção de pessoas?

Ele mesmo testifica: "Confessei-Te o meu pecado e Tu perdoaste a iniqüidade!" (Sal. 32:5). Disse Davi ao profeta Nata: "Pequei contra o Senhor!" então, o profeta lhe respondeu imediatamente: "Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás!" (2Sam. 12:13). Agora Davi podia testificar que era um homem bem-aventurado, perdoado, justificado, a quem Deus não imputava o pecado, porque o Senhor lhe imputava a justiça de Cristo. Agora, depois de uma profunda angústia, Davi podia se regozijar e dizer: "Tu ...me cercas de alegres cantos de livramento!" (Sal. 32:7).

Assim o apóstolo Paulo prova que isso é tão seguro e isso é tão certo, isso é uma doutrina antiga, isso é uma doutrina que sempre existiu, e é provado através das Escrituras que relatam as histórias de Abraão e Davi.

III – IMPLICAÇÕES DA JUSTIÇA IMPUTADA

1) A Circuncisão Não Pode Justificar

Nos vs. 9-12, Paulo desfaz um outro grande argumento contra a doutrina da salvação pela fé, que é a circuncisão, para os judeus. Eles julgavam que a circuncisão os classificavam como filhos de Deus automaticamente. Mas Paulo rebate isso, afirmando que Abraão recebeu a imputação da justiça antes do rito da circuncisão, que realmente veio 40 anos depois. Ele era um incircunciso quando creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça. Portanto, a circuncisão para os judeus ou o batismo para os cristãos não podem justificar.

2) A Lei Não Pode Justificar

Os judeus ainda estavam na dúvida. Eles diziam: "Mas e a Lei? Abraão foi um grande homem que obedeceu a Deus em todos os Seus mandamentos, estatutos e leis (Gên. 26:5). Não teria sido esta a razão por que ele foi justificado?"

Paulo diz, v. 13: "Não foi por intermédio da Lei" e dá duas razões por que isso não era possível: (1) porque se "os da Lei" é que são os herdeiros da salvação, mediante o grande pai Abraão, "anula-se a fé e cancela-se a promessa" (v. 14). Por quê? Porque a Lei e a fé são opostos no que tange à salvação; não podem co-existir: as duas coisa são exclusivas. A pretensão de salvação pelas obras da Lei exclui a justiça que vem pela fé, e o homem fica desamparado, ao anular a promessa de Deus.

A outra razão (2) é dada no v.15: "porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão." Ou seja, a lei desperta a ira de Deus, por causa do pecado. Sua função não é salvar, mas condenar. Mas se não houvesse lei, não existiria pecado, e conseqüentemente, não haveria a necessidade de salvação, nem de sacrifício expiatório. Portanto, a Lei não pode salvar; apenas confirma a necessidade da fé na justiça de Cristo que pagou na cruz o salário do pecado, que é a transgressão da Lei.

3) A Fé Pode Justificar

No v.16, Paulo antecipa o cap 5, onde ele afirma a certeza da salvação. A única fonte de segurança se encontra na onipotente graça de Deus, na qual nós podemos estar firmes, inabaláveis, se a buscarmos com fé na justiça que Deus providenciou em Cristo Jesus.

"Essa é a razão": aqui está a razão que Paulo dá porque a justiça vem pela fé: porque se fosse pela Lei, estaríamos todos perdidos, porque ninguém pode guardar a Lei perfeitamente, e se salvar por isso. Se for pela Lei, então, não estará seguro, "porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Rom. 3:23). Mas se for pela fé, mediante a graça, então, a salvação será firme, certa e segura, tanto para judeus como para gentios, porque não dependerá de nós, mas de Deus, e Ele não pode falhar, porque é Todo-poderoso, chamado "o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem." (v. 17 de Rom.4).

4) A Natureza da Fé Que Justifica

V. 18: "Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência." Abraão ouviu esta promessa de Deus, e creu. Esta é a natureza da fé: você tem esperança, mesmo que não haja esperança à vista. Abraão não considerou as suas impossibilidades (v. 19): ele era impotente demais para gerar um único filho.

Assim em nós somos impotentes para dar os frutos da salvação. Quando olhamos para nós em nossas forças tão fracas, julgamos que nunca seremos salvos. Mas fé é dizer como disse D.L.Moody, o grande pregador americano do século 19: "Quando eu olho para mim, não vejo como posso me salvar; mas quando eu olho para Jesus, não vejo como posso me perder".

Abraão "não duvidou da promessa de Deus" (v. 20). Ele não revelou incredulidade, mesmo que parecesse impossível a realização da promessa. Sim, a fé crê no que é impossível, humanamente falando. Mas ao contrário da incredulidade, Abraão se fortaleceu em sua fé.

Como acontece isto? Como pode alguém tão fraco ter uma fé tão forte? Disse Paulo que Abraão deu "glória a Deus". Assim ele se fortaleceu na fé. Mas o que significa dar glória a Deus? Abraão considerou o poder e os atributos de Deus. Ele considerou a onipresença de Deus; portanto, Ele estaria em qualquer lugar para ajudá-lo em qualquer circunstância.

Ele considerou a onisciência de Deus; portanto, Ele sabendo de todas as coisas, pode prever todas as possibilidades, e não faria uma promessa levianamente. Abraão considerou a onipotência de Deus; portanto, nada lhe seria impossível, porque o Seu poder não tem limite. A fé enfrenta os fatos e engrandece a Deus. Isso significa dar glória a Deus e "isso também lhe foi imputado para justiça" (v. 22).

Abraão estava "plenamente convicto". (v. 21) Fé é uma certeza, fé é uma convicção. O apóstolo Paulo disse o que é a fé: "Fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem." (Heb. 11:1). Esta certeza, esta convicção você precisa ter. Sem esta convicção, sem esta certeza em Deus, como você pode se salvar?

Não esquece disso: A fé sempre glorifica a Deus. Não há nada que mais insulte a Deus do que não crer nEle. Isso é impiedade, isso é incredulidade. Fé, portanto, pode ser definida da seguinte maneira: Fé é aquilo que sempre glorifica a Deus. Fé é crer em Deus simples e unicamente porque Ele é Deus. Nada é tão insultante a Deus do que não crer nEle. Nada O glorifica tanto como crer na Sua Palavra.

IV – JUSTIÇA IMPUTADA PARA NÓS

Finalmente, o apóstolo Paulo faz uma aplicação. Vs. 23-25: "E não somente por causa dele está escrito que lhe foi imputado, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos nAquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação." Este é o seu grande clímax do cap. 4.

Paulo está dizendo que o caso de Abraão foi escrito para que você também pudesse ser justificado pela imputação da justiça de Cristo que morreu e ressuscitou para a nossa salvação eterna. Isso pode ser nosso. Sim, cada pessoa pode crer e glorificar a Deus em Jesus Cristo, como o seu poderoso Salvador. E se você crê neste Jesus Cristo, que foi entregue por causa das suas transgressões, por causa dos seus pecados, por causa das suas iniqüidades, se você crê nisso, isso lhe será também imputado e você estará tão salvo quanto Abraão.

Um clérigo visitava um cemitério e entre muitas sepulturas ricas e pobres, ele observou um homem ali ajoelhado diante de uma sepultura, chorando copiosamente. E ele se aproximou daquele homem e disse:
- Amigo, por que você está chorando? De quem são os restos mortais da pessoa que está aí? Por acaso é sua mãe?" Ele respondeu chorando:
- Não, não é minha mãe.
- Algum dos seus parentes, dos seus amigos, alguém dos seus filhos?
- Não, amigo, não foi um parente meu. Mas o senhor gostaria de saber de quem são os restos mortais daquele que está aqui? Então eu vou lhe contar a história.

E emocionado, ele contou a seguinte história:
"Pouco antes da Guerra Civil daqui dos USA, eu estava sendo convocado, através do rádio, para comparecer e finalmente ir para a guerra. Mas enquanto eu estava reunido com a minha família, quando eu dava as últimas orientações para que os filhos fossem obedientes à mamãe, quando eu orientava a mamãe sobre as coisas, sobre os negócios da vida, nesse momento alguém bate à porta.

"Fui ver quem era. Era o meu vizinho, era um jovem. Então ele disse: Amigo vizinho, eu soube que o senhor foi convocado, e eu vim aqui me oferecer para eu ser convocado no seu lugar. Porque na verdade, eu não tenho ninguém, eu não sou casado. O senhor é casado, tem a sua esposa e os seus filhos para cuidar; eu tenho apenas a minha mãe já idosa. E eu gostaria que você aceitasse essa proposta de eu ir no seu lugar. Apenas eu gostaria que, se for o caso de eu morrer no campo de batalha, você cuidasse da minha mãe até o último dia da sua vida.

"E eu aceitei. Agradeci muito o oferecimento dele. E ele foi para o campo de batalha e morreu lá. E aqui estão os restos mortais, sabe de quem? Quer saber de quem são os restos mortais que estão aqui nesta sepultura? Aqui estão os restos mortais do homem que morreu em meu lugar. Eu é que deveria estar morto aqui; mas aqui está alguém que foi morto em meu lugar."

Se você crê em Jesus, se você é capaz de crer que Ele morreu no seu lugar, que Ele tem uma justiça para você se salvar, então isso é certo, isso é seguro: Você pode descansar com a segurança da salvação.



PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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A cama curta e o cobertor estreito

SERMÃO

Texto: Isaías 28:20

Introdução:

A - Todo ser humano gosta de dar as suas desculpas e procurar evasivas para os seus problemas.

1 – A desculpa tornou-se uma arte, e os homens são excelentes artistas.
2 – Desculpamo-nos quando não cumprimos com a nossa obrigação.

a) Apresentamos as nossas desculpas quando marcamos um encontro com alguém e não vamos ou chegamos atrasados, dizemos:
(1) Choveu...
(2) O ônibus chegou e saiu adiantado. O ônibus não me esperou.
(3) O carro atrasou. E assim vai...

B – Do ponto de vista espiritual, existem pessoas que dão as suas desculpas para não fazer a vontade de Deus.

C – A Bíblia chama essas desculpas do homem de “A cama curta e o lençol estreito”.

1 – É sobre este assunto que vamos falar hoje.

Isaías 28:20 – “Porque a cama será tão curta, que ninguém se poderá estender nela; e o cobertor, tão estreito, que ninguém se poderá cobrir com ele”.

2 – O texto é uma metáfora. Você alguma vez já se deitou numa cama curta em que os pés ficam do lado de fora? Você já se cobriu num lençol estreito numa noite de muito frio?

a) Se a gente puxa o cobertor para cima, descobre os pés; se puxa o lençol para baixo, faz frio no rosto... É uma situação difícil!

Ilustração: Aconteceu comigo, na minha primeira viagem à Suíça. Não era no período de frio. Temperatura era de, mais ou menos, 20 graus positivos. Mas naquela noite, o frio chegou, e eu não estava preparado. Ou melhor, o hotel não fez a preparação para os hóspedes: deram-me um cobertor fino e curto: cobria a cabeça, mas descobria os pés. Cobria os pés, mas descobria a cabeça. Foi uma noite difícil!

D – No mundo em que vivemos existem aqueles que estão nesta situação espiritual.

1 – Estão se deitando numa cama curta e se cobrindo com um lençol estreito das filosofias humanas que não satisfazem.
2 – Vamos estudar agora algumas dessas filosofias humanas, quanto ao plano da salvação.

I – TEORIA MORALISTA

A – Diz o moralista: “Eu pratico o bem, não mato, não roubo, dou esmolas todos os dias, dou meu dízimo, eu amo ao meu próximo”...

1 – “Deus vai me salvar pelo que já fiz, pelo que faço e pelo que ainda vou fazer”.
2 – Se você, meu amigo ouvinte, pensa assim, está deitado numa cama curta e enrolado num cobertor que não lhe pode cobrir.
3 – Ninguém será justificado diante de Deus pelas suas obras.
4 – Esse era o problema dos moralistas dos dias de Jesus. Meu irmão, você algum dia já estudou as palavras de Jesus aos fariseus, registradas em São Mateus. 23?

a) Primeiramente, Jesus elogia os fariseus por suas obras. Jesus diz: “Vocês oram, dão o dízimo, atravessam continentes para fazer um prosélito, detestam praguejar, jejuam com regularidade, constroem sepulcros para os profetas, guardam as tradições dos anciãos... Tudo isto é muito bom. Mas, continuou Jesus: “Interiormente, vocês são orgulhosos; gostam de ser saudados e reconhecidos em público como rabis”. Interiormente vocês são egoístas; enganam os pobres; adulteram com as viúvas. Por dentro vocês são ambiciosos; querem os lugares de honra nos banquetes; sempre sentam nos primeiros bancos na igreja para aparecerem santos; jejuam e oram apenas para serem vistos pelos homens. Vocês fariseus limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de intemperança e rapina. Vocês são semelhantes a sepulcros caiados. Em outras palavras: vocês têm boa aparência, mas tem um coração mau. Vocês são hipócritas” – concluiu Jesus.

5 – A salvação estava muito distante dos escribas e fariseus dos dias de Jesus, porque se deitavam numa cama curta e se cobriam num cobertor muito estreito.

Efésios. 2:8, 9 – “Porque pela graça sois salvos mediante fé; e isto não vem de vós é um dom de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie”.

6 - Somos salvos pela graça mediante a fé.

a) Graça – Benignidade imerecida. Agora, é preciso entender que a graça é de graça, mas não é barata: custou o precioso preço do sangue de Cristo derramado na cruz pelo pecador. Custou um preço muito alto para Deus: o sangue do Seu precioso Filho.
b) Ninguém vai dizer a Deus: “Eu vou me salvar porque mereço”.

7 – Essa é uma teoria da cama curta e do lençol estreito que não satisfaz.


II – TEORIA UNIVERSALISTA

A – Dizem os universalistas: “Deus é amor. Ele não vai castigar ninguém”.

1 – “No fim de tudo, todo o mundo vai ser salvo”.
2 – “Até o Diabo vai ser salvo”.

B – Quem se apega a tal idéia, está deitado numa cama curta e enrolado num cobertor muito estreito que não lhe pode proteger no juízo de Deus.

1 – Diz a Palavra de Deus: “E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estes sofrerão penalidade da eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do Seu poder”. (II Tessalonicenses 1:7-9).

III – TEORIA LEGALISTA

A – O legalista diz: “Eu preciso guardar a lei para ter a minha salvação garantida”.

1 – Quem se deita nessa cama ou se cobre nesse cobertor não poderá ficar aquecido espiritualmente.

Romanos 3:20 – Visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.

IV – TEORIA LIBERALISTA

A - O liberalista diz: “Cristo já fez tudo por mim. Não preciso de mais nada”!

B – O liberalista bate no peito e diz: “Estou salvo em Jesus Cristo. Sou uma pessoa liberta. Cristo me libertou. Posso fazer o que eu quiser”.

1 - É a verdade e o erro convivendo juntos.
2 – Aquele que foi salvo, guarda a lei não para ser salvo, mas em gratidão porque foi salvo por Jesus. Um filho que ama o pai obedece-lhe por amor.

Ilustração: Uma senhora que se decidiu pela religião. Foi batizada. Quando visitada em seu lar, alguém interrogou: “Irmã a senhora ainda não deixou o seu cachimbo?” Respondeu: “Quem se decidiu por Cristo fui eu, e não o meu cachimbo. Eu nunca levei o meu cachimbo para a igreja”. Ou seja, ela era crente, mas o seu cachimbo, não. Por isso...

3 – São crentes que fumam, que bebem e que fazem tudo que o cristão não deve fazer, e dizem: “Eu estou salvo. Salvo uma vez, salvo para sempre”.

a) É um lençol que cobre os pés, mas descobre a cabeça.

b) Jesus nos salvou uma vez para sempre, enquanto para sempre estivermos ao Seu lado. Quem volta ao pecado e abandona Jesus Cristo, perde a salvação. Para esses a Bíblia diz: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados”. (Hebreus 10:26)

C – O liberal diz: ”A Bíblia manda guardar o sábado, mas Cristo ressuscitou no domingo”.

1 – É verdade que Cristo ressuscitou no domingo. Mas onde está escrito que, por isso, temos de guardar o domingo?
2 – A ressurreição de Cristo é algo tão importante quanto a sua morte na cruz. O apóstolo Paulo compreendia plenamente esse fato, quando disse: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis em vossos pecados”. (I Coríntios 15:17).

a) Não temos o direito de guardar a sexta feira porque Cristo morreu neste dia por nós, nem de guardar o domingo porque Ele ressuscitou nesse dia. Deus nunca em Sua Palavra nos pediu isto.

(1) São desculpas humanas que cobrem os pés, mas descobrem a cabeça.

A Bíblia diz: “Lembra-te do dia de Sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus...” (Êxodo 20:8 – 11).

D – O liberal diz: “Qualquer dia pode ser um sétimo dia”.

1 – Diz que basta contar a partir do primeiro dia que começou a trabalhar.

a) “Se eu começo a trabalhar na segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, então, domingo é o sétimo dia”. Assim, qualquer dia pode ser um sétimo dia. Mas não pode ser O SÉTIMO DIA. Pode ser um sábado, mas não pode ser O SÁBADO do Senhor teu Deus.

(1) Veja o que a Bíblia diz: “Mas o sétimo dia é O SÁBADO do Senhor teu Deus”
(2) O liberalista diz: “Mas o sétimo dia é um sábado. Qualquer dia pode ser um sábado”.
(3) A Bíblia não diz “um sábado”, mas “O Sábado”. O artigo está definido, e não indefinido.

E – Essa é uma cama estreita e um cobertor curto, que pode até cobrir rosto, mas vai descobrir os pés.

F – Esse foi o grande problema do rei Saul – o primeiro rei de Israel. Escolhido por Deus para fazer uma obra grandiosa, Saul tentou se desculpar e fazer a sua própria vontade, e não a vontade de Deus.
1 – Saul, em pecado, se deitou numa cama estreita e se cobriu com um lençol muito curto. Deus o rejeitou. A seu respeito lemos: “Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e o atender melhor do que a gordura de carneiros”. (I Samuel 15:22).

CONCLUSÃO:

A – I João 2: 1-6 – Filhinhos meus, estas coisa vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelo mundo inteiro. Ora, se sabemos que O temos conhecido por isto: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: eu O conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a Sua Palavra, nEle, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nEle: aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou.

B – Rom. 6:1-2 – Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

C – Ninguém poderá ser salvo usando as Teorias deste mundo: Moralista, Universalista, Legalista, Liberalista ou outras quaisquer.

1 – Somos salvos pela graça. Graça é um dom imerecido de Deus.

a) Alguns dizem: “Se eu merecer a salvação”...
b) Ninguém merece a salvação. Ela é um dom imerecido de Deus.

D – Ele quer nos oferecer uma cama ampla e um cobertor muito grande capaz de nos cobrir total e plenamente.

1 – Que Deus nos abençoe!


ORAÇÃO: Senhor Deus e nosso Pai Eterno. Agora queremos falar Contigo mais uma vez. Senhor, ajuda-nos a vencer as nossas fraquezas. Como filhos de Adão e Eva, temos a tendência de buscar evasivas para esconder a nossa culpa. Ajuda-nos a Te obedecer naquilo que Tu pedes de nós, já que não temos méritos para fazer por nós mesmos a Tua vontade. Queiras abençoar aqueles que vivem na dúvida sem saber que caminho seguir. Que possamos encontrar sempre em Ti o que necessitamos para a nossa salvação. Nós te pedimos em nome e por amor de Jesus Cristo. Amém!

Hinos sugestivos: H.A., 301, 525


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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terça-feira, 16 de junho de 2009

Crise e motivação: como e por que motivar colaboradores?

Nesta época de grandes mudanças, de uma grande competitividade, uma das coisas mais importantes que um dirigente deve fazer é tomar todos os cuidados com o clima organizacional de sua empresa.

Muitas vezes a queda de vendas, o acirramento da concorrência e as dificuldades do mercado fazem com que os funcionários sintam-se desmotivados, achando-se incompetentes para os novos tempos. Isso é um grande perigo. Não deixe esse clima atingir a sua empresa.

Ao menor sinal de desânimo, reúna seu pessoal, fale com todos e com cada um, aceite a mudança e dê esperanças àqueles que realmente se dispuserem a enfrentar os novos tempos em que a qualidade, a produtividade e a competitividade são as novas palavras de ordem.

Faça com que seus funcionários façam novos cursos, discuta com eles artigos de revistas e jornais. Crie grupos para a discussão de novas idéias. Teste novas idéias e novas abordagens ao mercado. Dê tratos à bola e faça-os partir para o mercado com mais agressividade.

O problema é que hoje só se fala em crise, em desesperança e as pessoas, principalmente as ligadas a vendas ficam muito vulneráveis a esse clima negativo.

Uma revenda de caminhões tinha muitos produtos em estoque e não conseguia vender. A gerência exercia uma pressão forte sobre os vendedores para que eles saíssem à rua e vendessem 12 caminhões parados. O resultado não poderia ser mais frustrante. Com todos os caminhões para vender, os vendedores não sabiam o que fazer, quem procurar, como oferecer. Estavam derrotados por antecipação. Nossa sugestão foi a de tirarmos uma fotografia de cada caminhão e pedir que cada vendedor escolhesse apenas um caminhão para vender naquele dia. Com a fotografia na mão, os vendedores puderam imaginar claramente para quais clientes poderiam oferecer aquele veículo específico e assim puderam sair à rua com um “alvo” mais definido. Em uma semana todos os caminhões foram vendidos.

Idéias simples como essa e que funcionam, podem ser aplicadas a várias situações. O que é preciso, numa época de crise, é reunir, cada vez mais as pessoas que compõem a nossa empresa e não deixá-los dispersos, pensando na crise e na desesperança.

Nesta hora, o dirigente é pessoa fundamental e é o modelo em que os demais funcionários se espelham. Um dirigente nervoso, desesperado, irritado, só serve para complicar ainda mais o clima organizacional. É preciso ter calma e segurança e buscar junto a seu pessoal, as soluções para reativar o espírito de garra e de luta.

Nos momentos de crise, uma das atitudes mais condenáveis é afastar-se dos clientes. É preciso compreender que é justamente nesses períodos que o cliente mais valoriza a visita de seu fornecedor, de um vendedor. Mesmo sabendo que o cliente não vai comprar, a visita abre novas perspectivas, traz novas idéias, abre oportunidades. É preciso sair da empresa e visitar clientes. Ficar escondido dentro de casa é a pior política que um dirigente pode aplicar à sua empresa em momentos difíceis.

Nessa hora, a difícil tarefa do dirigente é MOTIVAR, dar motivos, oferecer razões para que seu pessoal continue lutando, sem deixar chegar o espírito derrotista.

Para motivar, ensine as pessoas a usar, positivamente a IMAGINAÇÃO, instrumento mental fundamental para o sucesso. Imaginar-se vencedor, imaginar-se sendo recebido pelo cliente, fazendo a venda. Criar QUADROS MENTAIS POSITIVOS é um dos mais poderosos instrumentos do homem.

Outro instrumento é a REPETIÇÃO. Repetir, constantemente frases positivas, vencedoras, faz com que a FORÇA DA PALAVRA atue em nosso favor. Não é á toa que os grandes homens sempre tiveram o hábito de repetir para seu subconsciente aquilo que desejavam alcançar.

Um terceiro e fundamental instrumento é a utilização das técnicas de RELAXAMENTO. O relaxamento libera as nossas forças mentais positivas e faz com que tenhamos a possibilidade de conquistar novas idéias.

Embora estas técnicas não sejam ortodoxas, é preciso lembrar que para vencer os desafios desta década, o homem terá que valer-se de toda a sua potencialidade. Os tempos também não são ortodoxos. É preciso vencer, convencendo os nossos colaboradores do que eles são capazes de vencer, de enfrentar as novas situações.

A época é de luta, de grandes combates no mercado. Não se deixe esmorecer, para não desmerecer estar vivo nestes tempos de grandes desafios. Use toda a sua inteligência e toda a sua vontade para vencer e levar para a vitória todo o seu pessoal e a sua empresa. Sucesso!


PROF. LUIZ MARINS

Antropólogo. Estudou Antropologia na Austrália (Macquarie University/School of Behavioural Sciences) sob a orientação do renomado antropólogo indiano Prof. Dr. Chandra Jayawardena e na Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa.Dra. Thekla Hartmann;

- Licenciado em História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba); estudou Direito (Faculdade de Direito de Sorocaba); Ciência Política (Universidade de Brasília - UnB); Negociação (New York University, NY, USA); Planejamento e Marketing (Wharton School, Pennsylvannia, USA); Antropologia Econômica e Macroeconomia (Curso especial da London School of Economics em New South Wales) e outros cursos em universidades no Brasil e no exterior.

Site: Anthropos
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

A religiosidade do jovem brasileiro

Deu na revista Época desta semana: "Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: 'Deus está morto.' Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. 'A religião é o ópio do povo' está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. 'Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte', escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. ... Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são 'profundamente religiosos'. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. 'Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior', diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. 'Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.' Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina." (Clique na imagem para ampliá-la)



Nota: Analisando as informações da matéria e os quadros acima, dá pra chegar a algumas conclusões: (1) os países campeões de descrença ou são herdeiros do Iluminismo ou do comunismo ateu; (2) o jovem brasileiro até pode ser religioso, mas não sabe exatamente no que crê, basta verificar que, apesar de a maioria ser católica, essa mesma maioria acredita em reencarnação, conceito incompatível com o Deus das Escrituras; (3) a capa da revista não deveria trazer a imagem de Jesus, já que outro quadro informa que a maioria dos brasileiros crê que Deus é uma "força maior"; como não levam a Bíblia em consideração como regra de fé (talvez apenas um livro inspiracional), possivelmente não acreditem num Deus pessoal personificado em Jesus Cristo; (4) esses jovens são bons representantes da religiosidade pós-moderna, segundo a qual não existe verdade absoluta - o que conta, mesmo, é a experiência pessoal e não os princípios/doutrinas. Assim, embora alguns comemorem esses dados, é bom levar em conta que essa religiosidade moderna está longe de ser o "culto racional" pregado pelo apóstolo Paulo. Detalhe: a matéria mostra também o quão útil a internet pode ser na pregação do evangelho.[MB]


VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Regional J.A, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog Tinguiteen, Blog Esperança, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: As Refeições

O alimento era servido na mesma vasilha em que era preparado. Não havia os talheres que usamos nos dias de hoje, pois não eram necessários.

Eles comiam utilizando o pão, cada pessoa tirava um pedaço e o introduzia na vasilha de alimento, ou seja, faziam do pão uma ferramenta para se alimentar.

O fato de comerem todos de uma mesma vasilha indicava um laço de união e de amizade entre as pessoas.

Fonte: Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos
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Crentes em Lugares Errados

SERMÃO

Texto: Salmo 1:1

Introdução:

A – O primeiro verso do primeiro Salmo da Bíblia é um conselho de Deus a todos os que querem viver a seu lado. É também uma bem-aventurança a todos os que querem realmente ter uma vida feliz.

1 – Diz o salmista: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”.
2 – Os crentes não poderão andar na contramão da vida, vivendo ao lado dos ímpios. Assim como não pode haver ligação entre a luz e a escuridão, é impossível haver comunhão entre os filhos de Deus e os filhos das trevas.

B – Há muitos crentes que estão vivendo em lugares errados.

1 – As Escrituras mencionam, para o nosso exemplo, a história de crentes que viveram em lugares errados e, como conseqüência, se deram mal. Vamos a alguns exemplos:

I – ABRAÃO NO EGITO E NA TERRA PROMETIDA.

A – Gênesis 12: 10- 20

1 – O pai dos crentes e homem de fé meteu-se numa grande encrenca porque quis andar na contramão.
2 – Abraão foi parar no Egito por causa da fome, provocada pela seca que assolava a região onde vivia. Como um ser humano, tinha as suas necessidades e debilidades humanas.
a) Teve medo do que deveria acontecer a ele e a sua mulher, Sarai. Por causa disto, resolveu contar uma meia-verdade, dizendo que Sarai era sua irmã. Uma meia-verdade pode ser uma grande mentira. Sarai era a sua irmã por parte de pai, mas era também a sua esposa.
b) No Egito, Abraão tinha de tudo do bem e do melhor, ficando rico, vindo a ter ovelhas, bois, jumentos, escravos e camelos à custa de uma mentira.
(1) A mentira, porém, tem as suas consequências: vieram as grandes pragas por causa de Sarai mulher de Abraão, que se tornou mulher de faraó.
3 – Todo o problema foi criado porque Abraão entrou no Egito pela contramão.

II – DAVI NO EIRADO DA CASA REAL, E NÃO NA BATALHA.

A – II Samuel 11:2 – “Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era mui formosa”.

1 – Davi era um crente que estava em um lugar errado.
2 – Todo o seu exército estava em guerra, mas ele preferiu ficar em palácio. Foi aí que tudo começou: se ele como um grande guerreiro tivesse ido para a batalha, não teria pecado.
a) Há um ditado que diz: “Mente desocupada é oficina de Satanás”.
3 – Davi, andando na contramão, fez tudo o que um crente não pode fazer.

a) Pagou uma multa muito cara como consequência de sua transgressão.
b) Embora perdoado por Deus, nunca mais foi o mesmo homem. Dizia sempre: “O meu pecado está sempre diante de mim”.
(1) Todo pecado tem o seu preço.
(2) Dando um mau exemplo, problemas e rebeliões surgiram no do seu próprio lar.

B – Davi foi um crente que, infelizmente, esteve em lugares errados andando na contramão da vida.

III – JONAS NO NAVIO PARA TARSIS, E NÃO EM NÍNIVE.

A – O lugar de Jonas deveria ser a cidade de Nínive.

1 – A ordem de Deus a Jonas: “Dispõe-te, vai a grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim”.

a) Jonas, na contramão, pegou um barco e foi em outra direção – a Társis.

2 – Naquele barco, Jonas era um crente em um lugar errado.
3 – Os marinheiros fizeram – lhe várias perguntas:

a) Que ocupação é a tua?
b) Donde vens?
c) Qual a tua terra?
d) E de que povo és tu?

3 – Por andar na contramão, Jonas teve que pagar uma multa muito cara: foi parar no ventre de um grande peixe.
4 – Quão bom que o milagre aconteceu! Jonas foi para o lugar certo, onde deveria estar – a cidade de Nínive. Ele pregou a mensagem, fazendo agora a vontade de Deus.

IV – PEDRO PERTO DA FOGUEIRA DO INIMIGO, E LONGE DE JESUS.

A – Lucas 22: 54-59 - “... Pedro seguia de longe. E, quando acenderam fogo no meio do pátio e junto se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles. Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também estava com ele. Mas Pedro negava, dizendo: Mulher, não o conheço. Pouco depois, vendo-o outro, disse: Também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou. E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com ele porque também é galileu”.

1 – Que mau exemplo foi o de Pedro!

a) Estava na roda dos escarnecedores.

Aplicação homilética: Quantos hoje seguem o mau exemplo de Pedro.

(1) Quantos hoje gostam de ficar na roda de jogo.
(2) Quantos gostam de ficar em um lugar ouvindo piadas picantes e imorais.

Ilustração: Uma anedota picante. Estava certo pastor numa roda conversando com alguns amigos. Um deles quis contar anedota imoral. Disse:
– “Não existe nenhuma mulher aqui por perto. Então, vou contar essa piada...”
– “Não existe nenhuma mulher” – respondeu o pastor – “mas existe um homem. Por favor, não conte em respeito a minha pessoa”.

CONCLUSÃO:

A – O salmo do nosso texto diz: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto faz será bem-sucedido”.

B – As experiências negativas de Abraão no Egito, de Jonas indo na contramão para Társis, de Davi sem ter o que fazer no eirado do palácio, de Pedro ao redor de incrédulos aquecendo-se numa fogueira deve servir de exemplo e de estímulos para agirmos ao contrário, vivendo sempre ao lado de Deus.

1 – Não obstante, mesmo que você esteja agora num lugar errado, Deus o ama e quer lhe tirar do fundo do poço em que se meteu. Deus é misericordioso.

a) O Deus que teve misericórdia de Abraão, de Davi, de Jonas e de Pedro entende os seus problemas e desvios da vida. Ele quer lhe perdoar.
Ilustração: Perdoado pelo DETRAN.
Aconteceu na minha família. O meu neto, quando criança, meteu no nariz uma bolinha de gude, essas bolinhas de vidro que as crianças gostam de brincar. Ele estava morrendo sufocado sem poder respirar bem. Necessitava urgente de cuidados médicos. O seu pai, com medo do que poderia acontecer, colocou-o no automóvel e correu para o hospital mais próximo. Atravessou todas as avenidas em velocidade. Perto de sua casa há uma avenida com barreira eletrônica. Ele passou por ela velozmente, tentando salvar o seu filho, que foi socorrido a tempo e não morreu. Um mês depois chegou a multa do DETRAN. Além de pagar a infração, iria perder muitos pontos na carteira de motorista. Ele fez uma carta ao Órgão, explicando tudo o que havia acontecido. Não negou que havia cometido uma infração gravíssima, mas apresentou todos os documentos hospitalares e médicos, pedindo clemência. Aguardou a resposta. Um dia recebeu uma carta do DETRAN que lhe dizia em poucas palavras: “Você foi perdoado!” Eu o vi pulando de alegria e dizendo: “Eu fui perdoado! Eu fui perdoado!”...

b) Mesmo andando em lugares errados, Deus, em sua infinita bondade, está disposto a nos perdoar, quando nos voltamos para Ele e pedimos perdão por nossas culpas.
c) Se você é um crente e tem andado por lugares errados, peça perdão a Deus. Ele vai lhe perdoar.

ORAÇÃO: Senhor Deus e nosso Pai amado, acabamos de ouvir os Teus conselhos. Agora Te pedimos que nos ajude a nunca andarmos na contramão da vida. Que sempre estejamos no lugar certo, onde Tu queres que vivamos, a fim de que possamos morar contigo um dia no lar dos remidos. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém!


Hinos sugeridos: H.A., 285, 303, 304, 305.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pensamentos do Espírito de Profecia (24)

DEVEMOS PARTICIPAR DO BOM COMBATE!

Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas. I Tim. 6:12.
A genuína fé sempre atua pelo amor. Quando olhais para o Calvário, não é para acalmar vossa alma no não cumprimento do dever, nem para prepara-vos para dormir, mas para criar fé em Jesus, fé que atuará, que purificará a alma do lodo do egoísmo. Quando lançamos mão de Cristo pela fé, nossa obra apenas começou. Toda pessoa tem hábitos pecaminosos e corruptos que precisam ser vencidos mediante vigoroso combate. De cada pessoa se requer que trave o combate da fé. Se alguém é seguidor de Cristo, não pode ser ríspido no falar. Não pode ser cheio de pompa e estima própria. Não pode ser opressor nem pode usar palavras rudes, e censurar e condenar. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.111.



DANIEL SILVEIRA
Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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A masturbação e seus efeitos

Certo ou errado?

Para entender o que envolve a masturbação, antes de mais nada, é preciso lembrar que o mesmo Deus que criou o homem e a mulher também inventou o sexo. Foi Ele quem disse aos homens e mulheres para deixarem suas famílias, se unirem a seus cônjuges e se tornarem uma só carne. Em outras palavras, homens e mulheres devem se casar e então se unir sexualmente.

Um relacionamento conjugal, que inclui sexo, não é apenas uma união física entre duas pessoas, mas é também uma combinação de pensamentos, emoções e vidas. Tudo isso está envolvido no tornar-se “uma só carne”. Esse é o ideal de Deus para o sexo. E isso é que traz o maior prazer.

Mas, quando se fala em masturbação, a questão em jogo, na maioria das vezes, não é a sexual. Simplesmente o sintoma assumiu esta forma. Normalmente, no íntimo, há um sentimento de insatisfação consigo mesmo e com a própria vida. A masturbação é um sinônimo de outros problemas – solidão, falta de aceitação própria, imaturidade, falta de disciplina pessoal, etc.

Porque a Masturbação Está Fora dos Planos de Deus? Existem, pelo menos, três motivos: 1º Porque o prazer do sexo foi dado para uma relação de compromisso entre duas pessoas – marido e mulher, e não para um habito solitário; 2º Porque vicia. Todo o vicio e uma forma de domínio do livre arbítrio dado por Deus; 3º Porque provoca o adultério em pensamento. Para que haja o prazer solitário e necessário criar a imagem mental de uma outra pessoa desejada; Ela Traz Alguns Perigos

Veja alguns deles:
♦ Alimenta e aumenta descontroladamente o desejo sexual;
♦ Leva você a viver um mundo de fantasia;
♦ Pode enfraquecer a voz da consciência;
♦ Torna você egoísta;
♦ Leva você a tratar as pessoas como objeto;
♦ Faz você ter dificuldade para lidar com a tensão sexual e com os outras tensões da vida;
♦ Faz você se inibir em decorrência da culpa e vergonha;
♦ Prejudica o relacionamento com o seu futuro cônjuge;
♦ Pode dominar sua vida.

O começo de tudo
Como você já viu, a masturbação é basicamente a válvula de escape de alguns problemas pessoais. O mais serio é que, ao invés de resolve-los ela simplesmente os aumenta e enfraquece a pessoa na luta contra eles. Ela se torna uma forma de fugir destes problemas. Tudo começa com alguns passos que levam a pessoa ao pecado da imoralidade:
1. O desejo de conhecer tudo sobre o sexo oposto;
2. Apreciação de filmes e literatura que sejam sexualmente provocantes, mesmo sabendo que não são saudáveis a vida espiritual e emocional;
3. O material sexualmente provocante leva a pessoa a envolver-se em fantasias eróticas;
4. A pessoa começa a procurar outros para conversar sobre suas fantasias e perguntar sobre suas aventuras sexuais;
5. A masturbação surge como a forma de materializar todas as fantasias imaginadas;
6. A esta altura surge o sentimento de culpa. A pessoa sabe que seu procedimento e pensamentos a estão levando para o caminho errado. Ela começa a reagir, então, de varias formas;
7. Vem a depressão e a pessoa fica chateada consigo mesma pela falta de autocontrole;
8. A pessoa pede perdão a Deus, mas fica em duvida sobre o atendimento. Muitas vezes mesmo sentindo o perdão dEle, ainda sente dificuldade em se perdoar;
9. Ela volta a cair em pecado por não buscar a ajuda de Cristo. Se ela decidir ler a Bíblia e orar, provavelmente vai encontrar o caminho para vencer a tentação. Porem, se ela apreciar o pecado, o problema se torna mais grave;
10. Para lidar com a culpa ela passa a racionalizar, dizendo para si mesma que seu procedimento não e tão mau assim. Nesse momento a pessoa corre o risco de redefinir seus padrões morais, o que e perigoso; Como Mudar Esse é o ponto mais importante – existe solução, e ela está ao alcance. O poder Divino como ponto de partida, unido às decisões e atitudes humanas, podem escrever uma nova história.

Alguns conselhos: Peça Ajuda a Deus. Deus não deixa ninguém sozinho. O Seu amor e Sua força estão sempre ao alcance, não importa qual seja a luta. Jesus não condena. Ele perdoa e ajuda, quando o desejo honesto é vencer. Abra o Coração Para Alguém em quem Você Possa Confiar Pergunte a Deus quem pode ser essa pessoa. Deve ser cristã, mais madura que você e de confiança total. Fortaleça sua Autodisciplina Renunciar a alguma coisa pode ser difícil, quando você sente que vai ficar sem aquilo que lhe traz prazer.

Mas será que é possível renunciar a alguma coisa privando-se dela? No momento em que você disser a si mesmo: Posso renunciar, você vai descobrir uma nova alegria interior e um forte senso de liberdade. Preocupe-se com os Outros Uma vez que as pessoas, freqüentemente se masturbam devido à solidão, uma boa forma de abandoná-la é envolver-se com outras pessoas.
Separe-se de coisas que possam alimentar uma vida de fantasia Fique alerta quando você estiver sozinho, especialmente em lugares onde é fácil ser tentado: no banheiro, no chuveiro ou mesmo na cama, antes de dormir ou quando acordar. Afaste-se também das conversas “privadas” ou “maliciosas” sobre sexo com outras pessoas.

Gaste suas energias
Envolva-se com atividades criativas e alegres com outras pessoas. Saia com os amigos, leia um livro, pratique esportes, faça exercícios, enfim, descubra mecanismos de escape e hobbies que você aprecie. Procure se manter ocupado em atividades sociais. Isso esmaga a tentação.

Acredite nos Planos e Recompensas de Deus para Você Deus nunca devolve troco a menos para ninguém. A menos que você confie nas Suas promessas como melhores do que qualquer outra coisa que você passa conquistar, você vai estar recebendo alimento de Segunda qualidade e se perguntando porque ainda se sente renegado. “Desejei todas as coisas que pudesse desfrutar na vida; mas Deus me deu vida para que pudesse desfrutar todas as coisas.”

Quando Tentado Ligue-se em Jesus. A oração é a melhor defesa para a tentação, já que ela nos lembra que nosso poderoso Amigo é capaz e está disposto a nos ajudar. Lembre-se, Ele tem o melhor para você. Não diminua seu auto-respeito nem apague as descobertas sexuais felizes que você poderá partilhar com seu futuro cônjuge. Saiba que você não deve fazer isso.

Você pode viver com a tensão, e resistir a ela. Lute por ter as mãos limpas. Lembre-se: “… e o puro de mãos cresce mais e mais em forças” (Jó 17:9) Se Você Fracassar Lembre-se… Um fracasso não significa que não houve progresso. Quanto menos medo você tiver de cair, menor será a probabilidade de que isso aconteça. Sua meta deve ser: “hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”. Se cair, levante-se pelo poder e perdão de Deus, e continue de onde você já estava.

Lembre-se de que você já venceu uma parte da luta. Você é perdoado, e pode ser puro. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar de toda a injustiça.” (I João 1:9) O tempo com Jesus nos liberta. “Quanto mais de Cristo, menos do pecado.” Apegue-se à oração, busque orientação especial nas palavras da Bíblia, e Deus mudará os desejos do seu coração.


VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Regional J.A, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog Tinguiteen, Blog Esperança, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.
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