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sábado, 30 de maio de 2009

"Levanta a tua voz!"

Quem se dirige ao povo como mensageiro de Deus, ocupa o púlpito para o momento da pregação ou outra ocasião, deve ter a noção do que é ser ministro de Deus. Esta é uma solene responsabilidade: trazer a Palavra de Deus até Seu povo.

Entre aqueles que a cada semana se deslocam à igreja para ouvir a palavra de Deus, alguns vêm por uma questão de hábito, quase num ato mecânico; esta não é a melhor razão para vir adorar o Senhor e ouvir a Sua voz. No entanto, muitos há que saem de suas casas e se deslocam até à igreja porque precisam ouvir algo que lhes faça bem, lhes acrescente força à vida espiritual, depois de, eventualmente, terem passado por alguma aflição ou dificuldade. E estes, estão à procura de Jesus e sempre o encontram.

Por vezes, a mensagem que recebemos pode não ser a mais agradável ao ouvido – mas, veremos, segundo Deus pode ser a melhor!

Hoje sabemos que a vida dos fiéis seguidores de Deus, foi, na maior parte dos casos, cheia de lutas, dores e obstáculos. Vejamos alguns exemplos da Bíblia.

Noé poderia ter sido considerado um pregador frustrado: por 120 anos advertiu o povo do eminente juízo de Deus, e só conseguiu convencer a própria casa… Ele foi gozado, ridicularizado, motivo de crítica; mas por ter cumprido com a vontade de Deus, salvou-se juntamente com a sua família.

Centenas de anos depois, João Batista parecia ser um fracassado: viveu quase sempre sozinho, com roupas humildes e uma alimentação talvez estranha. A sua pregação de advertência acabou por custar-lhe a vida; no entanto, Ele foi um fiel cumpridor da missão que Deus lhe tinha entregue.

Não apenas na história bíblica, homens se levantaram por ordem de Deus para condenar o erro do povo e conduzi-lo ao arrependimento, à verdade da Palavra Eterna. A história universal conta como Martinho Lutero enfrentou a Igreja Católica Romana, defendendo as verdades expostas na Palavra de Deus que entretanto descobrira. Temos também o exemplo de João Huss, que preferiu morrer queimado numa fogueira a trair a pregação que o Senhor lhe tinha dado a transmitir.

O Antigo Testamento conta, entre outras, duas dessas histórias.

A primeira é a do profeta Natan, enviado por Deus para denunciar o adultério e crime de David. Destemidamente, Natan apontou o dedo a David (o Rei!) e, sobre esse pecado, disse-lhe ‘tu és esse homem’ (II Samuel 12:7).

David prontamente aceitou a repreensão que veio de Deus – repare, veio de Deus e não de Natan – e chorou amargamente pelo seu pecado: ‘então disse David a Natan: pequei contra o Senhor’ (II Samuel 12:13). O Salmo 51 é um emocionante ato de confissão de David perante Deus.

Um outro caso é o de Elias, um corajoso servo de Deus que acusou o pecado de um outro rei. Elias apontou o dedo a Acabe e sobre a ruína do povo disse-lhe semelhantemente: ‘tu és o culpado’.

Elias anunciou também a razão pela qual teve de usar destas palavras, o porquê da desgraça que se abatia sobre a nação. ‘E sucedeu que Acabe vendo a Elias, disse-lhe: és tu o perturbador de Israel? Então Elias disse-lhe: eu não tenho perturbado a casa de Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixaste os mandamentos do Senhor’ (I Reis 18:17-18).

Elias apontou que a razão pela ruína era o abandono dos mandamentos de Deus.

Você conhece todos os mandamentos de Deus? Vamos resumi-los brevemente, conforme encontrados em Êxodo 20:3-17.

I Não terás outros deuses diante de mim
II Não farás para ti imagem de escultura
III Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão
IV Lembra-te do dia de Sábado para o santificar
V Honra teu pai e tua mãe
VI Não matarás
VII Não adulterarás
VIII Não furtarás
IX Não dirás falso testemunho contra o teu próximo
X Não cobiçarás

Estes preceitos divinos, não sofreram alterações ao longo dos séculos, nem tampouco a ordem de Deus a Seus servos para proclamarem a Sua verdade foi mudada.

II Timóteo 4:1-2 diz ‘conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há-de julgar os vivos e os mortos, na Sua vinda e no seu reino; que pregues a Palavra, instes, a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina’. 

O termo 'longanimidade' aponta para a bondade e a misericórdia de Deus, que produz a hipótese de arrependimento; a 'doutrina', essa manteve-se como fundamental para não por em causa os princípios desde sempre estabelecidos por Deus.

Porque razão Deus continua ainda hoje com esta ordem? Diz logo de seguida em II Timóteo 4:3-4: ‘porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias concupiscências. E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.’

‘Não sofrerão a sã doutrina’ quer dizer que se afastariam dos princípios de Deus, como que se não vigorassem mais. O ‘amontoar para si doutores’ indica que por motivo do afastamento de Deus, o povo criaria a sua própria doutrina, à rebelia da ordem de Deus.

Deus sabia que infelizmente o povo iria preferir as suas próprias ideias sobre os mandamentos de Deus. O povo iria mesmo interpretar os mandamentos de Deus conforme quisesse e não segundo Sua vontade.

Por isso, Deus precisa que alguém levante a sua voz para defender a Sua Palavra!

Vejamos algumas citações do Espírito de Profecia.

'Em todos os séculos haviam os profetas erguido a voz contra os pecados dos reis, autoridades e povo, dizendo as palavras que Deus lhes dera e obedecendo à Sua vontade com perigo da própria vida.' O Desejado de Todas as Nações, pág. 618.

'Ao servo de Deus, no presente, é dirigida esta ordem: Levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão (Isaías 58:1).' O Grande Conflito, pág. 459. 

Hoje, quem ainda levanta a voz para cumprir a ordem de Deus? Quem se assume com coragem de perder honras terrenas, amizades e simpatia de homens, para proclamar e defender as pouco populares mensagens de advertência da parte de Deus?

Tem havido tempo e lugar para cumprir com a ordem de Deus para repreender o povo e trazê-lo ao arrependimento? Ou estamos demasiado preocupados na exaltação da nossa suposta - mas falsa - condição de pré-salvos que nem temos tempo para ouvir a voz repreendedora de Deus?

O pecado é tão ofensivo para Deus, que Ele não usa de palavras mansas nem meias verdades ao lidar com essa praga. Ele trata as coisas pelo seu verdadeiro nome.

'Erros precisam de ser reprovados, o pecado precisa ser chamado pecado, e a iniquidade deve ser enfrentada de modo pronto e decisivo, e afastada de nós como um povo.' Testemunhos para a Igreja, vol. III, pág. 260.

Deus não faz esta advertência por entretenimento, apenas para ocupar a mente do povo com algo; se Ele usa destas palavras é porque algo tremendamente mau precisa ser eliminado! 

E porque razão precisa ser esse mal expurgado? Veja: 'o testemunho claro e directo precisa viver na igreja, ou a maldição de Deus repousará sobre Seu povo como repousou no antigo Israel por causa de seus pecados.' Testemunhos para a Igreja, vol. III, pág. 269

Deus não brinca com as palavras – quando Ele diz maldição, é mesmo maldição! Quando Ele acusa e avisa a sentença, Ele quer dizer isso mesmo.

Atente para esta declaração bíblica que mostra que fazer o pecado passar por algo de bem, de justo, é horrível aos olhos de Deus: ‘o que justifica o ímpio e o que condena o justo são abomináveis para o Senhor’ (Provérbios 17:15).

O Espírito de Profecia esclarece ainda: 'se há erros claros entre o Seu povo, e os servos de Deus continuam em frente indiferentes a isso, estão por assim dizer apoiando e justificando o pecador, e são igualmente culpados, incorrendo tão certo como ele no desagrado de Deus; pois serão tidos como responsáveis pelos pecados do culpado.' Testemunhos para a Igreja, vol. III, pág. 265.

Deus não faz ameaças sem sentido, para meter medo, tampouco para se exibir como Todo-poderoso… O que Deus adverte o Seu povo é que se Ele diz que assim será caso o povo decida não voltar atrás, Deus acabará por cumprir o que disse – seja para bem, seja para mal (relembre como foi no dilúvio e com Nínive…)!

Mas, afinal, qual a consequência do desrespeito para com as ordens de Deus?

‘Se o homem não se converter, Deus afiará a Sua espada; já tem armado o Seu arco, e está aparelhado’ (Salmos 7:12).

Acha que Deus vai ter má pontaria ao atirar sobre o pecado? Acha que Deus irá falhar o alvo quando fizer descer os seus anunciados juízos sobre os impenitentes de Seu povo que Ele tanto apelou ao arrependimento? Eu estou seguro que não…

Mas porque razão Deus aponta a Sua flecha fatal contra alguém? Veja o que a Bíblia responde: ‘eis que esse está com dores de perversidade; concebeu trabalhos, e produzirá mentiras. Cavou um poço e o fez fundo, e caiu na cova que fez’ (Salmos 7:14).

Porque é que surge este poço? Porque razão a Bíblia diz que a perversidade, isto é o pecado, é que o cavou? Porque é que muitos tragicamente criam este poço fundo e depois caem nele?

‘Foram-me mostrados em visão muitos casos em que o desagrado de Deus foi atraído por negligência por parte de Seus servos quanto a tratar de erros e pecados existentes entre eles. Os que passaram por alto esses erros têm sido considerados pelo povo muito amáveis e de disposição benigna simplesmente por haverem eles recuado do desempenho de um claro dever escriturístico. Essa tarefa não agradava aos seus sentimentos; portanto, eles a evitaram.” Testemunhos para a Igreja, vol., pág. 265, 266

Paulo, falando sobre as negligências e más condutas dos primeiros cristãos, escreveu um texto tão duro quanto misericordioso: ‘geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus’ (I Coríntios 5:1-5).

O pecado deve ser condenado e ‘entregue a Satanás’ para destruição! O pecador deve arrepender-se para ser salvo no dia do Senhor Jesus! Mas para isso, todo o povo deve entristecer-se pelo pecado, ficar pesaroso, aflito e ciente da calamidade que ele representa.

Que triste é quando verificamos que em vez de se entristecer, o povo continua pelos mesmos caminhos de erro e perdição…

O profeta Isaías anuncia a razão pela qual Deus nem sempre pode estar com o Seu povo amado: ‘eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar, nem o seu ouvido agravado, para que não possa ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça’ (Isaías 59:1-2).

Não há meio-termo para descrever o pecado; não há condescendência possível; não se pode pactuar nem minimamente. O pecado, quando não assumido, não confessado, não expurgado, provoca SEMPRE que Deus não esteja junto do pecador. Isto porque, Deus pode estar onde está o pecador; mas Deus está lá para o perdoar, salvar e fazer mudar de rumo, limpando e apagando o pecado. Deus NUNCA pode estar quando o povo insiste em se manter no pecado!

Alguns apontam os casos de Maria Madalena e Zaqueu; dizem que são exemplos de pecadores com quem Jesus se juntou e afinal, convivia. Caro leitor, saiba que isso não é totalmente verdade...

Maria Madalena e Zaqueu são exemplos de pecadores arrependidos, perdoados, de vida mudada, com outro procedimento! Jesus mudou a vida deles porque eles O aceitaram, se humilharam e receberam o Seu perdão (Maria Madalena deixou de receber homens em casa; Zaqueu deixou de explorar o seu próximo). Por isso Jesus se juntou com eles e até entrou em suas casas!

Quer ver o exemplo oposto? Porque razão Jesus não se juntou nem entrou na casa do jovem rico? Simplesmente, porque ele não se arrependeu, não mudou; continuou com o seu erro que o afastava de Jesus. Quando ouviu a palavra de salvação (de Jesus) que lhe ordenava largar o que era o seu pecado, o que o separava de Deus, ele escolheu, preferindo seguir a vida com esse pecado. E Jesus, certamente com tristeza, deixou-o virar costas e seguir a sua própria vontade…

Por vezes a decisão de condenar o pecado e seguir Jesus implica escolher entre Ele e pessoas que amamos.

A Bíblia esclarece, nas palavras de Jesus: ‘quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim’ (Mateus 10:37).

Deus espera, e até exige, sempre uma reposta de Seus filhos a quem é proclamada uma mensagem. Repare: ‘quando Deus envia aos homens advertências tão importantes que são representadas como proclamadas por santos anjos a voar pelo meio do céu, Ele requer que toda a pessoa dotada de faculdade de raciocínio atenda à mensagem.’ O Grande Conflito, pág. 594.

O que não devemos esquecer, é o trágico e crescente perigo no qual nos colocamos quando propositadamente vamos recusando as sagradas advertências de Deus.

‘A cada rejeição da verdade o espírito do povo se tornará mais entenebrecido, mais obstinado o coração, até que fique entrincheirado em audaciosa incredulidade.’ O Grande Conflito, pág. 603.

A Bíblia lança um ‘ai’ sobre aqueles que insistem em trocar a ordem de valor das coisas, definida por Deus: ‘ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem da escuridão luz, e da luz escuridão; e fazem do amargo doce, e do doce amargo’ (Isaías 5:20).

De quem é que Deus precisa hoje? Que requisitos pede Deus a Seu povo, o mesmo que se diz guardador de Seus mandamentos?

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” Educação, pág. 57.

A fidelidade a Deus tem um preço? O que custará, enfim, ser fiel a Deus?

‘Os que se esforçam por obedecer a todos os mandamentos de Deus, defrontarão oposição e escárnio.’ O Grande Conflito, pág 593. 

Sim, a escolha muitas vezes recai sobre coisas e, como já vimos, pessoas que amamos. Mas aqui a escolha é assustadoramente simples: fico do lado de Deus, ou fico contra Deus? 

E o que diz a Bíblia sobre esse preço a pagar? ‘Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério’ (II Timóteo 4:5).

Pode-se pensar que por vezes não é fácil proclamar a mensagem de Deus. No entanto, o mensageiro de Deus deve ter a perfeita noção que o Criador não o chama para agradar as pessoas, mas para dizer a Sua verdade!

No fim dos tempos, cada vez mais próximos e evidentes, alguns serão atirados em prisões, ou levados perante poderosos homens, devido à sua fé; e, ali terão de mostrar evidências dessa mesma fé. Pergunto solenemente: como é que queremos estar de pé nesse dia, se hoje nem sequer dentro da própria casa, da nossa igreja, conseguirmos levantar a voz a favor de Deus, denunciando o erro e o pecado contra Ele?!

Deus é um Deus poderoso que já deixou vastas evidências de Sua bondade para com os que lhe são fiéis: ‘lembrai-vos das coisas passadas, desde a antiguidade: que Eu Sou Deus e não há outro Deus, não há outro semelhante a Mim’ (Isaías 46:9).

As coisas passadas são todos os relatos da Bíblia, todas as advertências ao nosso comportamento. Por isso, a voz de Deus ainda hoje clama em busca do pecador, para que mude o seu caminho, para que pense melhor antes de tomar posição contra Deus e abrir a porta ao inimigo.

‘Ouvi-me, ó duros de coração; os que estais longe da justiça’ (Isaías 46:12)! Parece que sentimos o céu inteiro a clamar: vinde em busca da salvação! Arrependei-vos, mudai o rumo da vossa vida e proclamai com coragem as solenes mensagens de Deus para Seu povo!

‘Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações’ (Hebreus 3:15).

Caro leitor, não endureça o seu coração. Entregue-o assim como ele está, cheio de pedras do pecado, ao Salvador, e deixe que Ele o transforme para uma vida nova.

Ah, e levante a sua voz para proclamar a Sua mensagem!

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: Carnes


Os judeus não consumiam muita carne. A carne era usada como alimento mais comumente nas cerimônias religiosas, banquetes e festas de casamento.

Eles evitavam abater animais, preferindo utilizar mais o leite, a lã e criá-los para reprodução. Os animais mais consumidos eram: vaca, cabrito, cordeiro, frango, pombos, codornizes e gansos.

Fonte: Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pensamentos do Espírito de Profecia (23)

PASTORES, OFICIAIS E MEMBROS UNIDOS!

Os dirigentes da causa de Deus, como sábios generais, devem delinear planos para fazer movimentos de avanço ao longo de toda a linha. Em seus planos devem dar atenção especial à obra que pode ser feita pelos membros leigos em favor de seus amigos e vizinhos. A obra de Deus na Terra nunca poderá ser terminada a não ser que os homens e as mulheres que constituem a igreja concorram ao trabalho e unam os seus esforços aos dos pastores e oficiais da igreja. Obreiros Evangélicos, págs. 351 e 352.



DANIEL SILVEIRA

Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Cinto de Segurança

SERMÃO

Textos:
I Tessalonicenses 5:16,17;
João 15:4,5.

Introdução:

A – Hoje vamos estudar a metáfora do cinto de segurança.

B – O Departamento de Trânsito está cada vez mais exigente: obriga que todos os carros tenham e todos os motoristas usem, peremptoriamente, o cinto de segurança. Ou você usa ou paga a multa. A escolha é sua.

1 – Não devemos apenas culpar o Detran. Culpemos a nós mesmos, quando deixamos de cumprir a lei.
2 – A lei do cinto de segurança, hoje, é internacional.

a) Em Moçambique – África, onde morei seis anos: Dura lex sed lex. A lei é dura, mas é a lei. Certo dia, fui pego sem o cinto de segurança. Eu saí de casa, apressado e atrasado, e lá no próximo quarteirão estava o guarda esperando-me. Foi multa certa: quinhentos mil meticais. Se você acha que aqui no Brasil as multas são caras, então, vá para lá...

C - Mas cinto de segurança para quê? - pergunta o motorista incauto.

1 - A resposta é óbvia: para evitar acidentes.

2 – Muitos acidentes têm sido fatais por não se usar o cinto de segurança.

Ilustração: Dois acidentes fatais na Missão Maranhense: Pastor e esposa se envolveram num acidente de carro, que se desviou da estrada e caiu dentro de uma profunda lagoa. Ambos morreram. Não se sabe se estavam usando o cinto de segurança.

Outro pastor e esposa também se envolveram num acidente automobilístico. A porta abriu. Ela voou, quebrou a coluna vertebral e morreu. Não estava com o cinto de segurança.

a) Você ainda teria coragem de procurar: para que serve o cinto de segurança?

D – Ao viajarmos de avião encontramos o aviso:

1 – “Ponha o cinto de segurança”.
2 – “Vamos subir: aperte o cinto”.

a) Se há turbulência na rota que seguimos: “Aperte o cinto”.

3 – “Vamos aterrissar: aperte o cinto”.
4 – É bom não desobedecer, pois uma queda inesperada e abrupta no vácuo pode levar o imprudente para fora do banco.

(1) Isso pode ser desastroso!

E – Irmãos, as recomendações que recebemos nos aviões levam-nos a pensar muito seriamente nas subidas e descidas das turbulências da vida.

1 - Muitos, nos jornadear da vida, se julgam tão seguros de si mesmos que desprezam os cintos de segurança de Deus.

a) Quantos dizem: Que nada, eu estou seguro! Eu conheço tudo. Já sou crente faz muitos anos. Já tenho experiência espiritual suficiente.

(1) Duvidam de uma possibilidade de uma queda espiritual.
(2) Sentem os seus passos firmes.
(3) Acham-se conhecedores de tudo.
(4) Confiam na sua bagagem de experiência.
(5) Não se julgam calouros, nem marinheiros de primeira viagem, na jornada da vida; por isso podem dispensar certas medidas de segurança.

F – Para esses vem o conselho do experiente apóstolo São Paulo: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia”. (I Coríntios 10:12).

1 – Isto é, para mim, como se o comissário de bordo dissesse: “Ponha o cinto de segurança”.

G – Analisemos os cinco cintos de segurança de Deus:

I - JESUS CRISTO - O MAIS IMPORTANTE E INDISPENSÁVEL CINTO DE SEGURAÇA.

A – Jesus é o mais poderoso cinto de segurança para sua vida.

1 - João 15: 4 e 5: - Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

a) Assim como os galhos não podem viver nem produzir frutos se não estiverem ligados à árvore, não permaneceremos em Cristo se não estivermos ligados a Este poderoso cinto de segurança.
b) Conhece-se uma árvore pelos seus frutos. “Portanto cada árvore é conhecida pelo próprio fruto. Porque não se colhe figos de espinheiro, nem de abrolhos se vindimam uvas”. (Mateus 7:16).
(1) A bananeira produz bananas.
(2) A mangueira produz manga.
(3) A jaqueira produz jaca.

B – E a videira produz o quê?
1 – Você sabe a resposta ou tem dúvidas!

Ilustração: A professora, o aluno e o fruto da videira.
A professora procurou para um aluno qual era o fruto que produzia a videira. Ele não sabia. Pensou, pensou – e nada. Teve um insight. Respondeu: “Professora, se a jaqueira produz jacas; a bananeira, bananas; a mangueira, mangas, então, a videira deve produzir vida”. A professora consertou: “Meu filho, a videira produz uvas”.

Aplicação homilética: Você acha que ele errou? A professora, que era uma cristã, passou o dia inteiro pensando na resposta daquele menino e concluiu que, do ponto de vista espiritual, ele tinha razão.
2 – Jesus disse: “Eu sou a videira”. Essa videira – que é Jesus – produz vida.
a) “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. (João 10:10).
b) Você precisa estar ligado à videira.

C – O crente que não usa esse cinto de segurança está em perigo.
1 – Sem Cristo, no primeiro acidente você pode morrer espiritualmente.
2 – Apegue-se a Este cinto de segurança, e viva bem a vida cristã.

II – A IGREJA – É O SEGUNDO CINTO DE SEGURANÇA DE DEUS PARA NÓS.

A – Para chegarmos mais facilmente ao céu, precisamos da igreja.

1 – Na epístola aos Hebreus, Paulo diz: “Não deixando a congregação como é o costume de alguns”. (Hebreus 10:25).

a) Nos dias de Paulo já havia quem gostava de ficar em casa e não ia mais à igreja.

2 – Talvez alguém diga: “A igreja não salva ninguém. Se a igreja não me salva, eu não preciso dela”. Ledo engano!
3 – É bem verdade que a igreja não nos salva, mas nos mostra o caminho e nos aponta o Salvador.

Ilustração: Certa vez um homem disse: “Para chegar ao céu eu não preciso da ajuda da igreja”.
Disseram-lhe: “Quando o senhor vai atravessar a um rio bem largo, prefere entrar na canoa ou nadar?”

(1) Imagine alguém que quer passear em Alcântara, do outro lado da ilha de São Luís, no continente. Diz: “Para chegar a Alcântara eu não preciso de navio, e se lança ao mar e vai nadando”...

a) Vai chegar ou não vai chegar? É impossível ou é possível? É possível, sim, mas é difícil. Existem muitos tubarões na travessia!...

Ilustração: Certamente você já ouviu falar da saudosa nadadora brasileira Dailza Damas, que atravessou o Canal da Mancha que separa a França da Inglaterra. Levou 19 horas nadando, Depois atravessou outras vezes.

(b) Portanto, chegar também a Alcântara nadando é possível, sim, mas é difícil.

(3) É possível chegar ao céu sem a igreja, mas é difícil como também é difícil e perigoso atravessar o Canal da Mancha nadando. Viajar no ferry boat é mais seguro.
(4) A igreja é a embarcação que nos ajuda nessa travessia para o céu...

Ilustração: Um homem à procura da igreja perfeita. Um homem dizia para certo pastor: “No dia em que eu encontrar a igreja perfeita, aí, sim, vou ser membro dela”. O pastor lhe respondeu: “Quando o senhor encontrar a igreja perfeita, por favor, não se torne membro dela”. Mas por quê? – Perguntou. O pastor lhe respondeu: “Porque no momento em que o senhor se tornar membro da igreja perfeita, ela deixará de ser perfeita”. O problema está com o homem, e não com a igreja de Cristo.

a) A igreja é um hospital? Quem procura os hospitais? Os doentes...

(1) A igreja é o lugar dos doentes espirituais... A igreja é um lugar para pecadores.

6 – Portanto a igreja é um cinto de segurança e de proteção para o cristão que quer chegar ao céu.

III – A ORAÇÃO - O TERCEIRO CINTO DE SEGURANÇA:

A – Este cinto de segurança é poderoso. A oração não é um privilégio exclusivo da velhice.

1 – Todos podem usar. As crianças e os jovens podem orar, utilizando este cinto de segurança.
2 – A oração é uma audiência que você pode ter regularmente com Deus.

B – A oração é uma chave à sua disposição, com a qual você pode abrir os celeiros do céu.

C – É uma válvula de segurança para você.

1 – É uma válvula de escape. Quando você está quase a estourar e não aguenta mais, a oração pode ser uma válvula de escape na sua vida.

Ilustração: É como as válvulas das panelas de pressão. Não sei se a sua panela de pressão é daquelas que têm uma válvula em cima que fica chiando... Essa válvula é colocada para a panela não explodir.

(1) A oração é esta válvula de escape, que não permite você estourar, quando os problemas estão acima de sua cabeça...

D – A oração é um privilégio universal, mas também é um privilégio individual.
1 – É, em suma, um cinto de segurança para a vida espiritual.

2 – Sem orar você pode cair depressa.
3 – Orando você está seguro em Deus, e as turbulências da vida, as descidas, as subidas não farão você cair.
4 – I Tessalonicenses 5:16 e 17- “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar”.
5 – O que é orar? Orar é conversar com Deus como você conversa com um amigo.
6 - Como orar? Ajoelhado, em pé, trabalhando, viajando, estudando...

a) Orar e abrir o coração a Deus como a um amigo.
b) Evitar as orações estereotipadas.
c) Contar a Deus seus problemas.

Ilustração: Uma pessoa que trabalhou o dia inteiro e chega a sua casa cansada. Ditou-se e não tem disposição para se levantar. Conte isto a Deus... Até dormir. No dia seguinte, ao acordar, continue conversando com Deus e lhe pergunte: Onde paramos ontem à noite? E passe o dia conversando com Ele. Isso é orar.

IV – A PALAVRA DE DEUS - O QUARTO CINTO DE SEGURANÇA.

A - Na Bíblia você se encontra sistematicamente com Cristo. A Bíblia dá testemunho de Jesus.

B - Ela é viva e você precisa de uma palavra viva, da verdade viva para estes dias tremendos em que vivemos.

C – Ela é a Palavra eficaz.
1 – Você pode aplicar os seus ensinos.
2 – Você pode confiar nas suas garantias e promessas.
3 – Você pode viver como a Palavra de Deus recomenda.
4 – Você pode usá-la.
5 – Ela é proveitosa. Há lucros para a vida no conhecimento da Palavra. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. (II Timóteo 3:16).

D – Portanto, a Palavra de Deus é um cinto de segurança para a vida do cristão.


V – O ÚLTIMO CINTO DE SEGURANÇA: O TRABALHO CRISTÃO.

A – Devemos utilizar os nossos dons nos interresses do reino de Deus.

1 – As ocupações cristãs santificam a vida.
2 – Trabalhar no serviço de Deus é crédito para a eternidade.
3 – Precisamos usar os nossos talentos, tempo e energia no serviço de Deus.
4 – Em suma, o trabalho cristão é um cinto de segurança.
5 – Ninguém esfria na fé, enquanto estiver ativo no trabalho de Deus.

a) O primeiro sintoma da queda espiritual é não trabalhar para Deus.

(1) Quando estamos ativos trabalhando para Deus é mais fácil vencer os problemas.
(2) Dizem que mais da metade dos jovens que se batizam na igreja abandonam a fé.
(3) Muitos são os motivos que levam uma pessoa a deixar a igreja, mas o principal deles é não trabalhar em favor da Causa e de si mesmo, porque quando aquecemos aos outros espiritualmente, somos aquecidos também.

Ilustração: O jovem que queria ser eliminado da igreja porque não fazia nada por ela. O pastor pediu que ele fizesse, sábado à tarde, duas visitas: visitar uma irmã doente e também dar um estudo bíblico para um jovem interessado na verdade. Achava que não sabia dar um estudo bíblico. Deu o primeiro e aprendeu a trabalhar. Sua vida foi mudada. Nunca mais pensou em abandonar a igreja.

CONCLUSÃO:

A – Assim como necessitamos do cinto de segurança para a vida, necessitamos cada dia dos cintos de segurança de Deus para evitar os acidentes espirituais. Nunca se esqueça de usar os cintos de segurança de Deus:

1 – A Igreja
2 – A Oração.
3 – A Palavra de Deus.
4 – Jesus Cristo.
5 – O Trabalho Cristão.

B – Assim você estará seguro em sua viagem em direção à Cidade Santa.

C – E lá você se encontrará com Cristo e estará para sempre ao Seu lado, onde todos gozaremos uma vida feliz.

1 – Porém, antes que isto aconteça, aperte bem os cintos.


ORAÇÃO: Senhor nosso Deus, vivemos em um mundo de constantes perigos. Por este motivo, necessitamos de Tua presença cada momento de nossa vida. Senhor, assim como os galhos devem estar ligados á árvore, nós necessitamos sempre estar ligados a Ti. Nosso Pai, Ajuda-nos a nos manter sempre ligados aos cintos de segurança que nos dás para atravessar os caminhos difíceis desta vida. Necessitamos estar unidos com a Tua Igreja na proclamação da mensagem. Carecemos cada dia da Tua Palavra que nos fortifica espiritualmente. Precisamos falar contigo sempre através da oração. Dá-nos sabedoria, a fim de que possamos ganhar outros para o Teu reino. Sobretudo, Senhor, necessitamos estar inteiramente ligados à videira, a fim de que possamos produzir bons frutos para o Teu reino. É em nome de Jesus que te pedimos. Amém!

Hinos Sugeridos: H.A., 16, 240


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

O gradual 'apagamento' da figura de Deus

O Pentágono (Departamento de Defesa americano) informou na passada segunda-feira que irá deixar de incluir citações bíblicas na primeira página dos briefings diários de informações confidenciais enviados à Casa Branca, uma prática habitual durante a anterior Administração Bush.

O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, referiu não saber desde quando o referido relatório diário cita as passagens da Bíblia Sagrada.

O General Glen Shaffer, reponsável pela introdução dos textos e reformado desde agosto de 2003, referiu ter sido apoiado nesta inciativa pelo presidente Bush e pelo secretário de estado Donald Rumsfeld (que já veio a público negar este dado).

Pelo menos desde o início da invasão do Iraque, os relatórios diários preparados para o presidente americano incluíram versículos dos Salmos, da carta de Paulo aos Efésios e das epístolas de Pedro. Durante a anterior administração, os textos focavam quase sempre a guerra no Iraque.

Aparentemente, esta iniciativa teve o objetivo de apoiar o presidente Bush numa altura em que as mortes de militares americanos aumentavam cada vez mais no Iraque, segundo noticiou a revista GQ. No entanto, um analista muçulmano que trabalha no Pentágono, sentiu-se ofendido com as alusões, que preocuparam também outros funcionários que consideraram as passagens bíblicas inapropriadas.

No dia 20 de abril de 2003, o relatório citava Salmos 33:18, que refere 'eis que os olhos do Senhor estão sobre os que os temem, sobre os que esperam na sua misericórdia', ao lado de imagens do derrube da estátua de Saddam Hussein em Bagdad.

Duas semanas antes, por cima de uma imagem de um tanque americano no deserto, estava o texto de Efésios 6:13 'portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e havendo feito tudo, ficar firmes'.

Noutra imagem, sob fundo de um discurso de Saddam Hussein, lia-se: 'porque assim é a vontade de Deus que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos' (I Pedro 2:15).

O Reverendo Barry W. Lynn, diretor-executivo da 'Americans United for Separation of Church and State' (Americanos Unidos pela Separação de Igreja e Estado), disse a propósito que os soldados americanos 'não são crusados cristãos e não devem ser descritos como tal'.

Lynn continuou: 'representar a guerra no Iraque como um tipo de guerra santa é completamente revoltante. É contrário à separação constitucional de religião e governo e altamente prejudicial para a reputação americana no mundo'.

Veja algumas das imagens em causa aqui, clicando depois em 'CLICK FOR SLIDESHOW >'.

Parece que a herança protestante da América está a ser gravemente ameaçada desde que Barack Obama tomou posse.

Quase sem nos apercebermos, pequenos sinais vão sendo dados de que a grande nação americana, a única no mundo que na sua constituição faz referência a Deus, está a perder o seu sentido religioso.

Não estou a defender a inclusão dos textos bíblicos nos documentos do Pentágono; até julgo que estarão quase todos tremendamente fora de contexto. Mas penso que se discerne aqui um toque claro de descolagem dos princípios protestantes que estiveram na base da fundação dos Estados Unidos.

E, veja-se, isso surge precisamente por uma nobre razão, desde sempre ali defendida: o princípio da liberdade religiosa. Aquilo que começa a ser novo, é o gradual 'apagamento' da figura de Deus, sobre esse mesmo pretexto do respeito pelas crenças de todos, mesmo os que não têm crença alguma.

Sobre o renunciar ao protestantismo, Ellen White escreveu em 1893: 'o povo dos Estados Unidos tem sido um povo favorecido, mas quando eles restringirem a liberdade religiosa, renunciarem ao protestantismo e apoiarem o papado, a medida de sua culpa estará cheia, e nos livros do céu estará escrito: apostasia nacional' (Eventos Finais, pág. 117).

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.
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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pensamentos do Espírito de Profecia (22)

COMO PODEMOS AJUDAR UM AMIGO ENFERMO!

A consciência de estar procedendo bem é o melhor remédio para corpos e mentes enfermos. A bênção especial de Deus repousando sobre o recebedor, é saúde e força. A pessoa cuja mente esteja calma e satisfeita em Deus, está no caminho para a saúde. Ter a consciência de que os olhos do Senhor estão sobre nós, e de que os Seus ouvidos estão atentos às nossas orações, é realmente uma satisfação. Saber que temos um Amigo que jamais falha, a quem podemos confiar todos os segredos da alma, é uma felicidade que as palavras jamais podem expressar. Testimonies, vol. 1, pág. 502.


DANIEL SILVEIRA

Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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Sermão: O Homem que se chama sábio, mas é louco

"Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos" Rom. 1:22.
O livro de ROMANOS, escrito pelo apóstolo Paulo é a epístola mais teológica, mais profunda, a teologia mais importante da Bíblia, o livro mais destacado entre os escritos sagrados no que concerne à salvação; é a teologia mais profunda, e no entanto, mais evidente e mais esclarecedora.

Vamos começar hoje em Rom. 1:1: "Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus." Nesta introdução ele dá algumas sugestões do que realmente ele quer dizer em toda a epístola. Ele vai falar neste livro sobre o "Evangelho de Deus". Ele diz que deseja visitar a grande cidade de Roma, a fim de pregar esse Evangelho; e faz uma PROPOSIÇÃO GERAL, nos versículos 16-17: "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé."

Paulo começou a falar do Evangelho na introdução, e, como ele está ansioso para apresentar este emocionante tema, ele apresenta logo a sua proposição. Tudo quanto ele dirá no livro de Romanos está sintetizado nestas poucas palavras que lemos. Ele escreve sobre Justificação pela Fé até o capítulo 8 [1-8]. Do capítulo 9 em diante [9-11], ele apresenta a questão do Judeu em relação à Justificação pela Fé. E do capítulo 12 até o final [12-16] ele culmina com os Frutos, os resultados excelentes, a maneira prática de viver a Justificação pela Fé. De modo que o livro é inteiramente Justificação pela Fé, que nos traz a Segurança da Salvação.

E Paulo começa a dizer: Eu "não me envergonho do evangelho". Ele usa uma expressão chamada litotes, que é uma figura de linguagem segundo a qual nós quando queremos enfatizar uma verdade positiva nós usamos o negativo. Então ele está realmente querendo dizer o seguinte: "Eu me glorio, eu me entusiasmo, eu me encho de emoção quando eu penso neste evangelho. E eu estou tão emocionado com ele que eu gostaria de pregá-lo desde o imperador na grande metrópole de Roma, até os seus mais desprezados escravos." Por que é que ele se entusiasma tanto por este evangelho? Por que é que ele é capaz de dizer que não se envergonha do evangelho? "Porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê".

E então ele esclarece logo no início que ele não é o autor dessa doutrina: porque "a justiça de Deus se revela no evangelho, ...como está escrito". Na realidade, esta doutrina não é do apóstolo Paulo, embora muitos tenham dito: "Eu rejeito essa epístola, porque esta doutrina é do Paulo legalista que só via Lei, Justiça e Juízo; isto é uma invenção do apóstolo Paulo que era fariseu." Alguns estão dizendo: "Fale-nos do Evangelho de Jesus Cristo, não do Evangelho de Paulo!" No entanto, isto é uma doutrina de toda a Bíblia. E ele já disse isso nestas simples palavras: "Está escrito". E no verso 2, ele já prevenia este argumento contrário, dizendo que essa doutrina pertence às "Sagradas Escrituras". Desde o Gênesis até ao Apocalipse, esta doutrina da Justificação está esparsa em todos os lugares: no Santuário, nos Salmos, nos Profetas, no livro de Isaías – o profeta evangélico; e é claramente um ensino de Jesus Cristo que apresentou muitas parábolas sobre a Justificação pela Fé.

Mas qual é a base de Paulo? Onde ele achou o seu fundamento? Diz ele: "Está escrito: O justo viverá por fé." Quando ele usa estas palavras, ele se baseia em Hab. 2:4: "O justo viverá pela fé." E nestas poucas palavras ele fundamenta toda esta teologia filosófica, a epístola mais teológica, mais sistemática da Bíblia, com a qual todos os verdadeiros cristãos se encantam, se abeberam nesta fonte cristalina de verdades santificadoras.

Mas observe o método do apóstolo Paulo. Eu sempre me entusiasmo com a sua técnica. Paulo está fazendo uma proposição. Quando ele escreve as suas epístolas, e especialmente esta aos Romanos, parece que estamos ouvindo uma sinfonia, uma grande composição musical, em que há uma introdução, há os vários temas que são lançados de início em sugestão; depois o compositor toma um tema e analisa, toma outro tema e executa, e depois no final, ele reúne todos os temas e os apresenta em um grande clímax. É assim que o apóstolo Paulo faz em suas epístolas. E ele apresentou esta proposição da salvação pela fé.

I – A LOUCURA DOS GENTIOS

Mas, SALVAÇÃO POR QUÊ? Por que há necessidade de uma salvação? Por que é que nós precisamos ser salvos pela justiça de Deus? A razão por que muitos ainda não se converteram a este Evangelho é porque não entenderam por que deveriam ser salvos. Então Paulo responde a isto no versículo 18, apresentando o primeiro tema, depois de sua grande proposição. O seu tema é este: "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão (injustiça) dos homens." A palavra "perversão" (Edição Atualizada) é uma interpretação, mas a tradução exata do original grego é "injustiça".

Por que é que há necessidade de salvação? Porque há um grande problema. O problema é A IRA DE DEUS. O que é que ele quer dizer com isso? Há uma necessidade de salvação por causa da ira de Deus. E Paulo é bastante claro sobre isso. Mas eu sei que este assunto não é aceito por muitas pessoas, às vezes dentro da própria igreja. Porque os homens não estão querendo ouvir falar de um Deus que tem ira, que se manifesta em ira e em retribuição. Eles estão muito conscientes e muito satisfeitos em falar apenas sobre um Deus de amor. Se você pergunta para qualquer pessoa: "Você crê em Deus?" "Sim, eu creio em Deus." "Você crê no amor de Deus?" "Ah, sim, o amor de Deus é maravilhoso; se não fosse isso, o que seria de nós?" "Você crê que Deus é um Deus de ira e de justiça?" "Ah, aí não! Eu não aceito nisso. Eu só aceito que Deus é um Deus de amor." Em outras palavras, os ímpios estão construindo um deus de acordo com sua própria filosofia, de acordo com os seus próprios sentimentos, e não de acordo com as Escrituras. O homem moderno não quer saber de qualquer ensino que trate da ira de Deus.

Mas como é que você pode transmitir o evangelho se não começar por Deus, e pela maneira como Deus reage diante do pecado do homem? Como você pode ganhar genuinamente uma pessoa para a verdade e para a salvação se você não disser por que realmente nós precisamos ser salvos e do que é que precisamos ser redimidos? Nós precisamos ser salvos da ira de Deus. E este é o argumento do apóstolo Paulo: se nós queremos ser salvos, teremos de nos defrontar com o maior obstáculo à nossa salvação, que é a ira de Deus.

Mas o que significa a ira de Deus? Naturalmente, este é um aspecto do caráter de Deus que até os anjos desconheciam! Esta ira não se confunde com a paixão descontrolada do homem que resulta em vingança. Não é uma cólera arbitrária, uma emoção sem controle. Esta ira de Deus significa o Seu ódio, a Sua indignação e a Sua justa retribuição ao pecado. De fato, Deus ama o pecador, mas Ele odeia o pecado. Isto significa a ira de Deus. É a justa manifestação divina contra o pecado, a iniqüidade e a transgressão. Mas esta verdade está sendo esquecida, e como resultado, vemos muitas igreja repletas de pessoas conformadas com a sua vida de pecado, sem nenhum temor de Deus diante dos seus olhos, embalando-se em uma falsa segurança! Mas note que o mesmo Jesus que disse: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito" (João 3:16), exaltando o amor de Deus, também disse: "O que se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:36).

Mas por que a ira de Deus foi despertada? Por causa de duas coisas – diz o apóstolo Paulo: a IMPIEDADE e a INJUSTIÇA. O que significa IMPIEDADE? Significa falta de piedade, e piedade significa devoção, relacionamento com Deus. Impiedade significa falta de Deus na vida. O idioma inglês conserva o significado do grego: impiedade é "ungodliness", cuja raiz é "god" (deus); ungodliness significa sem Deus ou contra Deus, ou falta de reconhecimento ou reverência. Impiedade é praticada por aquele que não tem ligação com Deus, é falta de relacionamento com seu Criador. Este é justamente o significado do termo grego. É falta de temor reverente para com Deus, de reconhecê-lO como Deus. Este é o motivo, a causa da ira de Deus.

E o que significa a palavra INJUSTIÇA? É tudo que é contrário à justiça, ao que é reto e direito. Todos os pecados que se cometem são injustiça. O egoísmo, o orgulho, a cobiça e suas manifestações são sintetizados na palavra injustiça. Impiedade é a transgressão dos 4 primeiros mandamentos; Injustiça é a transgressão dos outros 6 mandamentos da Lei de Deus. Paulo, em uma grande síntese, resume nestas duas palavras a transgressão de todos os Dez Mandamentos.

Mas eu gostaria de considerar a ordem destas duas palavras: "impiedade e injustiça". Por que não injustiça e depois impiedade? Hoje os homens estão invertendo esta ordem. Eles estão dizendo lá fora que o problema do mundo é a injustiça. Simplesmente se nós resolvermos o problema da injustiça, o mundo estará salvo. Portanto, nós precisamos criar boas condições entre os homens. Então muitos estão dizendo: "Nós precisamos de mais educação" – isso diz o ministro da Educação. Um senador disse o seguinte: "Nós precisamos de mais leis, uma nova Constituição." Outros dizem: "Nossa maior necessidade é de polícia com mais autoridade e eficiência para garantir a segurança."

Mas realmente qual é a nossa maior necessidade? É ajustar os problemas com os homens? É um problema em nossa Sociedade? Alguns têm resumido isso dizendo que a maior necessidade do homem é achar "um vizinho gracioso". Não! A nossa maior necessidade é ajustar o problema com Deus. O maior problema, aquilo que atrai a ira de Deus, é o homem viver sem Deus no coração, é o homem estar completamente indiferente em relação ao seu Criador. Isso é impiedade; primeiro vem a impiedade. Injustiça é simplesmente o resultado. Pecados da injustiça entre os homens são apenas a conseqüência de não termos um estreito relacionamento com Deus; é simplesmente o seu desconhecimento de Deus. Então ele peca, ele pratica toda a sorte de injustiça. Por quê? Porque lhe falta um sincero relacionamento com Deus.

Você não pode amar o seu próximo enquanto você não ama a Deus. Certa vez o reitor da Universidade de Glasgow, na Escócia foi convidado para um grande congresso evangélico. E ele estava lá diante de muitos teólogos. E aquele homem começou a falar, e disse o seguinte: "Vocês são homens de Teologia, vocês são homens conhecedores desta profundidade teológica. Eu não, eu sou um homem simples, eu não entendo nada de teologia, e nem estou interessado nela. Eu simplesmente quero entender de vocês como é que eu posso amar o meu semelhante. Se vocês me disserem isso, então eu ficarei muito satisfeito." Este homem negava a teologia, e achava que o problema realmente estava entre os homens. Mas o nosso problema está com Deus, porque a ira de Deus é despertada e "se revela contra toda impiedade e injustiça dos homens".

A ira de Deus foi revelada lá no jardim do Éden, quando nossos pais foram expulsos logo que transgrediram a Sua lei. Foi revelada em Sodoma e Gomorra. Foi revelada no Dilúvio. Foi revelada nas 10 pragas contra o Egito através do poder de Deus manifesto contra Faraó. Esta ira de Deus foi revelada lá no deserto entre o povo de Israel. Foi revelada nos cativeiros do povo escolhido. Foi revelada na Igreja Cristã primitiva com Ananias e Safira. Esta ira será revelada nas 7 últimas pragas do Apocalipse. "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens".

A ira de Deus foi despertada por causa da impiedade. Este é o primeiro grande tema de Paulo. Agora, ele passa a ampliar essa verdade. Por que há impiedade entre os homens? Versos 19-20: "Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis." Isto é impiedade. Paulo está descrevendo e amplificando isso. É assim que ele sempre faz: ele tem um teorema, ele apresenta a sua tese e então passa a prová-la.

E Paulo continua apresentando a impiedade no mundo gentílico: Qual é o grau da sua impiedade? Versículo 21-22: "Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos." Eles se dizem sábios, mas são loucos, porque o seu coração não reconhece a Deus. Eles se tornaram nulos no seu intelecto, porque o seu coração estava longe de Deus. E a religião verdadeira é a religião do coração. E a maior loucura que podemos praticar é abandonar a Deus em nosso coração.

Por que os homens são indesculpáveis? Porque eles têm o conhecimento de Deus. Porque esse conhecimento já foi expresso na Natureza. As Suas virtudes, os Seus atributos, a Sua própria Divindade – tudo está claro, basta olhar para o alto, como disse o profeta Isaías. Os grandes filósofos do passado tinham essa luz. Não há necessidade de muitas coisas para sabermos que há um Deus no Céu. Voltaire foi um homem que dedicou a sua vida inteira para pregar contra a Bíblia e dizer que esta religião da Bíblia seria completamente descartada em 50 anos. Voltaire, no entanto, estava numa noite estrelada olhando para os céus, e ele escreveu estas palavras: "Eu estava contemplando este maravilhoso espetáculo, eu estava embevecido;" e ele continua: "é preciso ser cego para não ver esta majestade, é preciso ser estúpido para não reconhecer o seu Autor, é preciso ser louco para não adorá-lO." Voltaire era um ateu que estava confirmando estas palavras em si mesmo: "Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos." "É preciso ser louco para não adorá-lO!"

Aqui está o homem que gosta de ser chamado sábio, que gosta de ser chamado filósofo. E os gregos tinham esta arrogância, e eles originaram isto, e estas coisas hoje se vêem no nosso mundo, esta arrogância: "Nós temos o conhecimento da Ciência!" E os homens gostam de usar a palavra filosofia: "Eu sou um filósofo"! "Nós somos filósofos, amigos da sabedoria." Os grandes títulos que muitos cobiçam são estes: a "Filosofia da Educação", "Filosofia da História", "Filosofia da Medicina" e "Filosofia da Psicologia" etc. E eles se enchem destas expressões cheios de orgulho, e confiam nas suas descobertas científicas e excluem a Deus do seu conhecimento. Mas isto realmente é um engano, é uma ilusão, porque o apóstolo Paulo prova que ao invés de sábios, eles são loucos.

A maior loucura deste mundo é ter o conhecimento de Deus e desprezá-lo. Em maio de 1984, um jornalista noticiou o falecimento de Pedro Lava. Ele era um léxico e escritor de muitos livros. Certa vez lhe perguntou um repórter: "Pedro Lava, o que é que o senhor acha que é a coisa mais nobre da vida?" E ele respondeu: "A coisa mais nobre nesta vida é o amor físico." E este homem, aos 80 anos, que não soube reconhecer a Deus, experimentou o resultado de sua impiedade: Ele tomou uma arma e acionou contra a sua cabeça, abandonando a vida, completamente desencantado com a própria miséria.

Paulo falou até aqui sobre o tema da impiedade.
Mas qual é a conseqüência da impiedade? O apóstolo passa a demonstrar que o resultado da impiedade é injustiça: Verso 24: "Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si." Por que há tanta imoralidade entre os homens? Por que há tanta prostituição, pedofilia, homossexualismo e adultério? Por causa da impiedade. É por que os homens e mulheres abandonaram a Deus, desprezaram o Seu conhecimento, e Deus os entregou às suas próprias vontades pervertidas, e ficaram culpados, como diz o apóstolo nos Versos 29-31: "cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.". Tudo isso é resultado, tudo isso é conseqüência da impiedade. E no verso 32, lemos que tais pecadores são passíveis de morte.

Uma professora da Alemanha Oriental, num tempo de muita intolerância religiosa, lecionava na sua classe para as suas crianças. De repente, esta professora disse: "Levantem-se todos, ponham-se em pé e digam: 'Não há Deus!' "Então todas as crianças repetiram isso, menos uma; uma menina de 8 anos se negou a dizer que não há Deus. Então, a professora ficou muito brava com ela, e disse: "Você vai para casa e escreva 50 vezes: "Não há Deus". Ela voltou para casa e escreveu 50 vezes: "Sim há Deus". E ela trouxe para a escola no outro dia, entregou para a professora, e a professora leu: "Sim há Deus, Sim há Deus" 50 vezes. E ela, enfurecida, disse: "Você volta para casa e vai escrever 500 vezes 'Não há Deus', porque senão algo vai lhe acontecer!" e esse algo era a morte. No outro dia a menina voltou com o seu pai para falarem com o diretor a fim de que ele soubesse o que é que estava acontecendo. E então o diretor disse: "Vocês não precisam mais se preocupar. Ontem à noite a professora foi vitimada por um acidente de motocicleta. Ela já morreu e tudo está acabado. Volte para a sua sala de aula." É a ira de Deus que se revela contra toda impiedade e injustiça.

II – A LOUCURA DOS JUDEUS

Até aqui, Paulo falava dos gentios. Mas como estariam os JUDEUS? Os judeus também eram indesculpáveis: Rom. 2:1: "Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas." Os judeus leitores da carta de Paulo apreciaram as suas palavras contra os gentios, mas penetrando no capítulo 2, eles se aperceberam que também eram culpados, merecedores da ira de Deus, como os gentios. No verso 17, Paulo se dirige diretamente aos judeus: "Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus... Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa." (2:17,23-24). Quem é mais culpado: o pecador que conhece a Lei ou aquele que a desconhece? Os judeus se tornaram mais culpados do que os próprios gentios, mesmo com tantos privilégios espirituais!

Mas qual é a finalidade de tudo o que disse o apóstolo? Finalmente, no capítulo 3:9, o apóstolo Paulo chega à grande conclusão: "Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado." Os gentios se diziam sábios por suas filosofias, mas se tornaram loucos por desprezarem a Deus, e se envolverem na idolatria e conseqüente imoralidade. Os judeus se diziam sábios por seu conhecimento de Deus e de Suas Leis, mas se tornaram loucos por desonrarem ao mesmo Deus a quem pregavam, e desobedecerem às mesmas Leis que ensinavam. Portanto, julgando-se sábios, todos eles se tornaram loucos, insensatos, e culpados de pecado, merecendo a ira de Deus, que "se revela contra toda impiedade e injustiça". Portanto, "todo o mundo", tanto gentios como judeus, "é culpável diante Deus" (v. 19). Portanto, todos nós somos culpados e condenados à morte, merecendo o castigo do fogo do inferno.

Nesse ponto, alguém poderia perguntar: "Mas não há nenhuma esperança? E se nós fizéssemos a caridade, praticássemos o bem, não estaríamos a salvo da ira de Deus contra o pecado?" Paulo responde desse modo: 3:20: "Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado." Por que não podemos apresentar as nossas justiças para nos livrar? Dar esmolas, guardar o Sábado, assistir à Igreja, devolver o Dízimo? Por que a Lei não tem a função de salvar, mas condenar. "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado", não a salvação. Pela Lei, sabemos que somos culpados, não salvos. Não há possibilidade de salvação, se nós confiarmos em nossas boas obras. Não podemos ser justos diante de Deus por nossas obediências e realizações. Este é o quadro negro, triste e desesperador de nossa situação diante de um Deus santo e justo.

III – A SOLUÇÃO PARA A LOUCURA

Mas então, ONDE ESTÁ A SOLUÇÃO, onde podemos colocar a nossa esperança de salvação? Agora, Paulo começa a responder a esta grande questão. Se todos estão no pecado, condenados à ira de Deus, esperando apenas a morte como conseqüência de sua vida de pecado, como podemos ainda ter esperança? Lemos a sua resposta nos versos 21-22: "Mas agora ... se manifestou a justiça de Deus ... mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que crêem." A grande solução de Deus é a justiça de Jesus Cristo que nos é dada, a fim de nos livrar de nossos pecados. "Mas agora" – observem estas duas palavras, palavras fantásticas. O Evangelho sempre é apresentado pelo apóstolo Paulo desta maneira: "Mas agora". Antes estávamos desesperados; "mas agora" temos esperança. Antes, estávamos perdidos, "mas agora" estamos salvos. Antes éramos condenados; "mas agora", somos justificados. Antes éramos "filhos da ira" (Efé. 2:3), "mas agora" somos filhos do Altíssimo, por causa da justiça de Deus.

O que significa esta justiça de Deus? Esta justiça não é uma justiça adicional. Há uma teoria entre alguns cristãos que diz o seguinte: "O que devo fazer para me salvar?" "Bem, você deve se esforçar muito para praticar o que é reto, para alcançar a perfeição, que está no topo de uma escada altíssima em que você vai subindo, vai subindo ainda mais alto, vai procurando alcançar a santidade cada vez mais, e quando você não pecar mais e alcançar a perfeição, você está completamente salvo e pronto para entrar no Céu." E você pergunta: "Mas e se eu morrer no meio do caminho?" "Bom" – nós somos consolados – "aí então Deus completa o que lhe faltou." Está certo isto? Lembra do hino: "Deus completa o incompleto que existe em mim"? É muito agradável de ouvir e cantar, mas é uma teologia falsa. A justiça de Deus já é completa. Disse Ellen G. White: "Devemos olhar ao homem Cristo Jesus, que é completo na perfeição da justiça e santidade." (EGW, Nos Lugares Celestiais, p. 166). Portanto, nada pode ser completado da parte de Deus. Sua justiça já é perfeita, em Cristo.

A justiça de Deus, portanto, é a obediência perfeita e completa de Jesus Cristo, é a Sua vida de perfeição, que nos é creditada pela fé para nos salvar da ira no Juízo final. A justiça que salva é a própria perfeição de Cristo. Justiça aqui significa muito mais do que perdão de pecados passados. Significa não só o pleno perdão dos pecados passados, presentes e futuros, mas muito mais do que isso; significa uma justiça positiva que Jesus Cristo conseguiu ao viver uma vida de perfeição aqui nesta Terra; quando temos fé em Jesus, esta perfeição é creditada nos livros do Céu em nosso favor. E isso não é apenas um ato judicial, mas um poder transformador que pela atuação do Espírito Santo penetra em nossa mente e muda o caráter.

Alguém aqui está colocando a sua esperança em seus próprios méritos? Está olhando para as suas realizações? Nossa única esperança de salvação da ira de Deus está em Jesus Cristo e na Sua justiça. Portanto, vamos colocar a nossa fé nAquele que trouxe a Sua justiça, a fim de cobrir os nossos trapos imperfeitos e imundos, a fim de que o nosso pecado seja perdoado e sejamos justificados pela fé. Vamos procurar a justificação e o perdão a cada dia e aprofundar o nosso arrependimento. Vamos olhar a Jesus pela fé e descansar inteiramente na Sua gloriosa obra realizada por nós em Sua justiça salvadora.

Certa vez se encontraram dois amigos numa das ruas principais de sua cidade natal. E um deles perguntou: "Virgílio, quais são as perspectivas?" Ele disse: "Olhando ao nosso redor vemos trevas, sombras e escuridão, mas olhando para o alto vemos luz, muita luz, somente luz." De fato, olhando para dentro de nós, vemos pecado, iniqüidade e transgressão. Mas olhando para Jesus, vemos justiça, muita justiça, somente justiça. Esta é a nossa única segurança. Vamos pedir de Deus essa justiça redentora, e então, seremos salvos e poderemos cantar os alegres triunfos do Evangelho, que "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê". Não somos mais loucos nem insensatos; agora, você é "sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2Tim. 3:14).


PR. ROBERTO BIAGINI
Teólogo, Mestre em Teologia. Realizou vários cursos de Extensão Teológica da Andrews University e do Centro de Educação Contínua da DSA. Trabalhou como distrital de várias igrejas do centro, norte e sul do país. É casado com a Profª. Silvane Luckow Biagini, e tem dois filhos, Ângela e Roberto.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sexo Antes do Casamento: Prejuízos Para o Rapaz e para a Moça

Aqui estão alguns dos principais prejuízos que uma moça sofre ao entregar-se a intimidades sexuais antes do casamento:

1. Em praticamente todas as culturas, os rapazes gabam-se de suas conquistas sexuais, enquanto as garotas geralmente sofrem a perda do respeito próprio e sentem ansiedade e culpa. A sociedade está tentando mudar esse conceito, mas ainda não o mudou completamente.

2. A moça se desqualifica para o casamento. Ainda hoje, os rapazes consideram a virgindade como característica importante na garota com quem pretendem casar. Em 1970, Bell publicou um trabalho afirmando como o rapaz, em geral, quer que a garota com a qual vai casar-se seja de boa reputação, “uma boa moça”, sendo capaz de redefini-la como “má” se o relacionamento com ela envolver sexo.

3. O escândalo social e o vexame quando há gravidez. Isso tem ocorrido com certa freqüência. Os pais ficam envergonhados, a Igreja procura disciplinar o casal envolvido. Observa-se um mal-estar muito grande e a própria gestação agitada e tensa compromete a saúde e o bem estar da criança.

4. O relacionamento da moça com o rapaz é afetado mesmo depois do casamento. Muitos maridos acabam questionando a fidelidade e sinceridade da esposa, usando como argumento, pretexto e razão para duvidar dela, o fato de ela ter permitido certas intimidades sexuais antes do casamento. O relacionamento entre os dois pode ficar afetado, tenso, ou pelo menos empobrecido, devido às intimidades sexuais antes do casamento.

5. A castidade é algo importante para o auto conceito, o auto respeito e a saúde mental de toda moça.

A sociedade ocidental tem tradicionalmente exaltado as aventuras sexuais dos rapazes antes do casamento. Nas escolas públicas e nos ambientes seculares isso parece ser até motivo de orgulho. Os indivíduos contam suas ações como se fosse louvável o que estão fazendo.
Numa sociedade “machista” como a nossa, parece que o homem tem todas as vantagens e a mulher todos os prejuízo de um relacionamento sexual pré-matrimonial. Na verdade não é bem assim. Os resultados e malefícios de se entregarem a intimidades sexuais antes do casamento são ainda piores, mais sérios e devastadores sobre os rapazes que sobre as moças. Engana-se quem pensa o contrário.

Prejuízos para o rapaz:

1. Intimidades sexuais antes do casamento desenvolvem no rapaz uma atitude de exploração, auto centrismo e egoísmo, gerando desrespeito pela felicidade e o bem-estar das pessoas do sexo oposto, desde que seus desejos sejam satisfeitos.

2. Seu relacionamento futuro com a esposa é afetado. Torna-se dominador e desconfiado.

3. Ninguém pode explorar os outros e submetê-los a sofrimentos sem afetar sua própria integridade e saúde mental.

4. O moço que usa de suas habilidades para destruir a resistência moral de uma garota está desenvolvendo um padrão de atitudes e valores que o prejudicarão em todas as suas relações sociais com todos os seres humanos. Ele se tornará manipulador.


O indivíduo que leva uma moça a intimidades sexuais, depois a abandona, escolhe outra, leva-a a intimidades físicas, abandona-a, e finalmente se casa com um terceira, quarta ou quinta namorada, tem um problema de estrutura moral. Seu caráter está mal formado. No contexto cristão isso é pecado. Pode ser curado e restaurado pela graça de Deus, como qualquer pecado; mas há problemas e marcas permanecem.

O indivíduo que se torna manipulador passa a ver as pessoas do sexo oposto como objeto a ser utilizado para satisfação de seus apetites egoístas, em vez de uma pessoa sensível, com sonhos e temores, uma pessoa capaz de sorrir e alegrar-se ou de sofrer e sentir dor.

Grande parte dos homens volúveis, e até mesmo alguns que se dizem cristãos, sofrem a tentação de verem todas as pessoas do sexo oposto como objetos sexuais. É lastimável. É um defeito de personalidade sobre o qual é necessário muito trabalho.

Por essa e por outras razões, os efeitos das intimidades físicas precoces são ainda mais marcantes e mais violentos para o rapaz do que para a moça.


PR. JOSÉ CARLOS EBLING
Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Coordenadora da Extensão Universitária do Unasp - Campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

'Eu vi uma terra melhor'

Ao abrirmos os jornais e ligarmos as televisões para sabermos quais as notícias que marcam a atualidade mundial, não poucas vezes a maioria do espaço e tempo são ocupadas com conflitos, crime, miséria, catástrofes naturais, etc.. Os governantes multiplicam-se em reuniões e entrevistas a propósito das graves situações que por todo o lado vão surgindo, tentando mostrar que estão no controle da situação. Mas não estão.

Paremos um pouco para perguntar: como é o mundo em que nós vivemos? Como o poderíamos descrever em breves frases? Que palavras nos surgem de imediato ao refletirmos neste assunto? Quais são as perspetivas de futuro? O próprio semblante parece querer forçosamente emudecer com receio de proferirmos a cruel sentença sobre o estado desta terra...

No entanto, não é este o mundo que nos é prometido pela Bíblia. Ainda que motivo de reflexão, não devem ser estas as prioridades no nosso pensamento; não devem estas situações afligir-nos ou preocupar-nos em demasia. Mais do que aflição, devem elas ser motivo de maior vigilância e remissão do tempo.

Aquilo que nos deve ocupar a mente, são as palavras do Salvador do mundo que diz: ‘vou preparar-vos lugar!' (João 14:2).

Alguns pretendem teorizar sobre esse lugar, e fazer crer que ele é simplesmente um outro nível espiritual, uma outra dimensão. Dizem que não é preciso abandonar este mundo na procura de um estado melhor. Defendem o que a Bíblia não sustenta, que o homem a si próprio se sustentará, e tudo conseguirá resolver. Mesmo que supostamente religiosos, demitem-se de ouvir as palavras do Autor da fé, e preferem convencer os seus pares, com isso enganando-os, que tudo será finalmente bem pela mão humana, e os passos que serão dados conduzirão, enfim, a uma paz neste mundo em que estamos.

Escrevo estas linhas para todo o crente, fiel estudioso da Sagrada Escritura; mas em particular, dirijo-me ao povo Adventista do Sétimo Dia, o destinatário escolhido por Deus para ser o portador do último grito de advertência.

Tente imaginar o que será habitar na Nova Terra. Faça este verdadeiro desafio à imaginação.

Ellen White, como serva de Deus cujo ministério foi profetizado em Apocalipse 19:10, após ter visualizado esse lugar e ter terminado a visão, escreveu: ‘uma tristeza se espalhava sobre tudo que eu contemplava. Oh! Quão escuro pareceu-me este mundo! Chorei quando me encontrei aqui e senti saudades. Eu tinha visto um mundo melhor, e o atual perdeu o seu valor’ (Primeiros Escritos, pág. 20).

Por mais bela que seja a natureza deste mundo, e na realidade é, se olharmos pela fé para a Nova Terra, tal qual olharam os profetas, ou se tivéssemos a feliz oportunidade de contemplar um único vislumbre que fosse desse lugar, por certo também diríamos ‘sinto-me solitário aqui, pois vi uma Terra melhor!’.

Isaías foi um dos que pôde ver toda a humanidade resgatada pelo sangue de Cristo reunir-se num Sábado na presença do próprio Deus. Foi-lhe revelado que isto ocorreria por toda a eternidade. .

Isaías 66:23 diz: 'e acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um Sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor'.

Nesse momento, Jesus poderá relatar a respeito de Seu sacrifício pela humanidade. Este ato foi o que determinou o futuro daqueles que Nele crerem - e não as estratégias e soluções dos governos antigos, atuais e futuros, tampouco as coisas boas e aprazíveis que aqui nos são oferecidas.

Entre todas as visões dos profetas, o apóstolo João teve a oportunidade de contemplar cenas jamais imaginadas. A sua visão da Nova Terra está relatada em Apocalipse capítulos 21 e 22.

Ellen White também foi levada a contemplar a nova terra em visão, descrevendo-a nestas seguintes palavras (e isto é só a chegada lá...).

Com Jesus à nossa frente, descemos todos da cidade para a Terra. Olhamos então para cima e vimos a grande cidade, com 12 fundamentos e 12 portas... Fora da cidade santa vi casas belíssimas que tinham aparência de prata com quatro colunas marchetadas de pérolas preciosas. Em cada casa havia uma prateleira de ouro. Vi muitos santos entrarem nas casas, tirarem sua coroa resplandecente e pô-la na prateleira, saindo então para o campo ao lado das casas para lidar com a terra. Não como temos que fazer aqui, não absolutamente, para eles aquele trabalho era prazeiroso, sem fadiga e jamais se cansavam. Vi um campo repleto de flores de todas as espécies, e quando as apanhei exclamei: Elas jamais murcharão! Continuamos a contemplar e no trajecto encontrei uma multidão que também contemplava a beleza do lugar. Notei a cor vermelha na borda de suas vestes, o brilho das coroas e alvura puríssima de suas vestes. Quando os saudamos perguntei a Jesus quem eram eles. Então Jesus me disse que eram mártires que por amor a Ele haviam sido mortos. O monte Sião estava a nossa frente e sobre o monte um belo templo repleto de flores ao seu redor. O monte estava cercado por outros sete montes nos quais cresciam rosas e lírios. Então vi as crianças saírem correndo, ou se preferiam, faziam uso de suas asas e voaram ao cimo das montanhas e apanhavam flores que nunca murcharão’ (Primeiros Escritos, págs. 17-20).

Deus assim Se revelou para que pudéssemos ter um pequeno deslumbre, um antegozo das maravilhas que estão a ser preparadas para nos receber. Construído pelo próprio Cristo, é um lar para presentear aqueles que o amam e o aceitam como seu Salvador, os que não olharam para as coisas debaixo e fixaram o seu olhar nas de cima ('pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra', adverte Paulo em Colossenses 3:2).

Este mundo pareceu obscuro a Ellen White, por ela reconhecer nele os traços da doença, da imperfeição. Eu mesmo tenho um osso um pouco fora de sítio na perna direita. A minha mão esquerda não fecha completamente por ter, há quatro anos, fraturado dois de seus ossos, um deles ainda hoje unido com um pequeno pedaço de metal que segura as partes separadas. No entanto, na eternidade, nessa terra melhor, eles voltarão à perfeição original. Não mais haverá em qualquer dos meus membros o mínimo sinal de fraqueza ou anormalidade.

Mas, ao chegarmos junto do Salvador do mundo e estender ele os braços para nos receber, notaremos em seus pulsos as marcas de quando eles foram rasgados pela mão romana. As senhoras, quando quiserem ser docemente abraçadas pelo Redentor, irão sentir uma ligeira cicatriz no seu peito, ali deixada pela lança de um soldado. Ao nos erguermos para contemplá-lo, veremos em Sua fronte os sinais dos cruéis espinhos que ali foram forçados. Mas, estas marcas em Jesus, serão o maior espetáculo que alguma vez o universo poderá testemunhar.

Tragicamente, muitos irmãos têm deixado de valorizar estes fatos acima de qualquer outra coisa. Talvez estejam demasiado preocupados com a sua vida neste mundo, com os seus bens materiais, com os seus afazeres profissionais, com a vida pessoal, com a carreira profissional… e foram perdendo de vista o prémio maior.

Tais atitudes afastam a alma de Deus, e arriscam perder tudo o que Deus fez, e fará novamente, de mais belo, coisas que nem imaginámos, por distração com as insignificantes ocupações deste mundo.

Muitos de nós adventistas, quando ouvem um pregador apelar à decisão para estar nesse lugar majestoso, respondem quase sem entusiasmo ‘eu quero!’ Mas o coração não está convertido... Logo de seguida, a vida volta à perfeita normalidade – e banalidade – que existia antes de entrar no templo sagrado...

Muitos perderão a vida eterna por muito pouco. Nada do que este mundo oferece pode ser comparado com as delícias e os prazeres da Nova Terra! Tal como o servo de Eliseu, pudessem os nossos olhos físicos serem abertos para esse lugar, não mais quereríamos entregar o nosso tempo e a nossa devoção ao mundo em que vivemos.

Procuremos exercitar o olhar da fé. Aquela capacidade de ver e analisar tudo, os nossos pensamentos, decisões e ações, à luz da promessa de um lugar na Nova Terra! Coloquemos a nossa mente meditando nesse lugar onde rasgo algum de erro poderá entrar! Então, despertaremos pelo poder da fé.

Em Hebreus 11:1 o apóstolo Paulo diz que a ‘fé é a certeza das coisas que se esperam e a prova das que não se vêem’. Mesmo não tendo o privilégio de contemplar a Nova Terra em visão como tiveram os profetas, meditemos profunda e demoradamente no que nos foi revelado, e em pensamento passemos a ver - pela fé - a Nova Terra e cada detalhe seu que está descrito.

Jesus prepara uma terra em que a morte não existirá, onde não haverá pranto, onde nunca mais ninguém irá chorar de tristeza, mas de alegria.

Aqueles que não forem amantes do mundo, entrarão ali. São os que em meio às lutas e dores desta terra, perceberam que não passavam de peregrinos em terra estranha, em caminho para um lar melhor, como Moisés e o povo no deserto.

Por fim, meditemos na descrição bíblica do que será essa terra.

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles. E acontecerá que, antes de clamarem eles, eu responderei; e estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor’ (Isaías 65:17-25).

E você, caro irmão, já viu essa terra melhor?

Confie na Palavra de Deus, que diz 'as coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam' (I Cor. 2:9), e coloque cada dia a sua mente nesse lugar.

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.
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domingo, 10 de maio de 2009

Pensamentos do Espírito de Profecia (21)

CRISTO A BASE DA REAL ESPERANÇA!

Extraímos das promessas de Deus toda a paz, conforto e esperança que desenvolverão em nós os frutos da paz, alegria e fé. Ao trazer essas promessas a nossa vida, sempre as comunicamos à vida dos outros. Apropriemo-nos, portanto, dessas promessas. ... São semelhantes a preciosas flores no jardim de Deus. Devem despertar nossa esperança e expectativa e levar-nos a uma firme fé e confiança em Deus. Devem fortalecer-nos em tribulações e ensinar-nos preciosas lições de fé em Deus. Nessas preciosas promessas Ele Se retira da eternidade para nos conceder um lampejo do eterno e imensurável peso de glória. Aquietemo-nos, pois, em Deus. Confiemos serenamente nEle e O louvemos por nos ter dado tais revelações de Sua vontade e propósitos, para que não edifiquemos nossas esperanças nesta vida, mas mantenhamos o olhar na direção do alto, voltado à herança de luz, e vejamos e sintamos o impressionante amor de Jesus. Carta 27, 1886.


DANIEL SILVEIRA

Ancião da Igreja Adventista de Osório-RS. Pai do Ex-pastor Silvio Silveira (Falecido) e casado com Areli Silveira.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Porcos mais importantes que Jesus

SERMÃO

Texto: Marcos 5:1-20

Introdução:

A – Queremos falar hoje sobre um tema polêmico: “Porcos mais importantes que Jesus”.

1 – Talvez você esteja dizendo: Que estupidez! Um porco não pode ser mais importante que Jesus. Eu também concordo com você – porém 2 mil porcos foram considerados mais importantes que Ele, quer aceitemos ou não.
2 – Quando os porcos foram mais importantes que Jesus?

a) Sim, porcos tiveram mais valor que o Mestre da Galileia. Esta é uma história verdadeira.

(1) Pode ser que este título seja estranho para você. Pode ser que você não acredite que isto tenha acontecido. Mas os fatos são verdadeiros e se encontram na Bíblia. Está registrado no capítulo 5 do Evangelho de Marcos.

B – Jesus, na noite anterior a este fato havia acalmado a tempestade do mar da Galileia. Agora o problema era outro: acalmar um homem violento e endemoninhado.

1 – Seus discípulos, depois de passar uma noite de intenso trabalho, aproaram para Decápolis. Tanto o mar quanto o homem eram indomáveis, mas Jesus os subjugou.

c) Ao nascer do sol, desceram na praia de Gadara, uma das dez províncias daquela região.

C – Jesus teve grande prazer quando pode descer do barco e pisar naquela província estrangeira.

1 – Era a primeira vez que visitava aquele lugar. Ah, quem não gosta de visitar um lugar novo, que nunca esteve!...

Ilustração: Quando fui a Foz do Iguaçu, visitei o Paraguai e a Argentina. Eu conheço a Argentina e o Paraguai como o homem conhece a lua: só pisei no solo nunca antes pisado por mim. Foi uma experiência para mim agradável.

D – E Jesus vai penetrando no lugar. Queria conhecer de perto a cidade e seus habitantes, confortá-los com palavras de amor, mas não pôde entrar.

I – A FEROCIDADE DE UM ENDEMONINHADO.

A – O texto assim explica: “Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; porque tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo”. (Marcos 5:2-4).

1 – Aquele endemoninhado não tinha apenas um demônio, mas um ninho de demônios que habitava em seu ser.

2 – Quantos hoje vivem nessa mesma situação, sendo prisioneiros de Satanás. Quantos vivem uma vida infeliz, sem esperança, sem família, afastado do convívio social, sem nenhuma expectativa de dias melhores.

Ilustração: Semana passada eu celebrei o funeral de um jovem. Ele se envolveu com drogas. Depois ficou como o endemoninhado de Gadara. Todos no bairro, onde morava, tinham medo dele. Era um jovem bonito, alegre, feliz e de repente foi destruído por Satanás. Ele se matou. Morreu enforcado.

Ilustração: Ontem, eu presenciei na minha cidade uma cena de tristeza e de vergonha social. Existe no bairro da Forquilha um lugar onde os jovens usam drogas. De repente, em meio ao trânsito agitado, surgiu uma moça, que foi destruída pelo vício. Completamente nua, ela andava pela avenida, por entre os carros que passavam se desviando dela, para não atropelá-la. Completamente despida, ela apenas segurava na mão uma calcinha. Pensei: O que leva uma jovem bonita a abandonar tudo e se tornar uma drogada, a ponto de não saber mais que está nua?

B – O evangelho relata que o endemoninhado andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. (v.5).

1 – Pior: Uma legião de demônios o perseguia. Era feroz e temido por todos.
a) Comumente avançava nos viajantes e os expulsava da cidade.
b) Andava sem roupas. Clamava pelos vales e montes...
c) Vivia também pelo cemitério: era um necrófago.

2 – O endemoninhado se lança em cima de Jesus como um cão Pit Bull feroz.
3 – Os discípulos, na noite anterior, haviam passado por uma cena de horror, e agora estavam diante de uma cena muito pior, de arrepiar os cabelos.

a) Correram de pavor, ficando somente Jesus e o endemoninhado que mais tarde O adorou. Ele, furioso, se aproxima de Jesus, e Jesus se aproxima dele. Jesus não tinha medo. Ah, se fosse qualquer um de nós!...

II - VERDADES IRREFUTÁVEIS

A - O endemoninhado falou primeiro. Jesus ficou ouvindo. Ele fez e disse algumas coisas notáveis:

1 - Primeira: Adorou a Jesus – “Quando, de longe, viu Jesus, correu e O adorou”. (Marcos 5:6).

a) Até Satanás é consciente de que Jesus é digno de adoração. Hoje, existem muitos que se dizem cristãos, mas não aceitam o que nem o Diabo duvidou: adorar a Jesus Cristo. Os demônios adoraram a Jesus, mas o povo de Gadara não adorou.

2 - Segunda coisa: Considerou Jesus Filho de Deus – “Exclamando com grande voz: Que tenho eu contigo, Filho de Deus Altíssimo?” (v.7).

a) Existem muitas pessoas neste mundo que não creem que Jesus é o Filho de Deus, mas o Diabo não tem dúvida desta verdade.

3 – Agora a terceira afirmativa – O Dia do Juízo Final. – “Conjuro-te por Deus que não me atormentes [antes do tempo]”. (v. 7). O evangelho de Mateus diz assim: “Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” (Mateus 8: 29).

a) O Diabo sabe que haverá um tempo em que ele será atormentado e destruído no fogo do juízo. No livro de Apocalipse capítulo 20 fala que Satanás e seus anjos serão destruídos no fogo.

(1) Estava certo em dizer que Jesus estava atormentando-o antes do tempo designado.

B – Assim, os demônios iriam ser vencidos pelo grande poder que havia em Jesus.

1 – A Bíblia diz que havia dentro do homem uma legião de demônios. – “E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos”. (Marcos 5:9).

a) Legião era a divisão fundamental do exército romano. Seus componentes variavam entre 4.000 a 8.000 homens. Foram as legiões que estenderam o domínio de Roma por todo o mundo conhecido. Por onde uma legião passava nada ficava em pé. A morte era total. Depois que ela passasse nem capim queria nascer no lugar. O terror era completo.

(1) Assim era o poder diabólico que dominava o pobre homem de Gadara.

Citação: A escritora E.G. White assim comenta: “A influência de Satanás é constantemente exercida sobre os homens para perturbar os sentidos, dominar a mente para o mal, incitar a violência e o crime. Enfraquece o corpo, obscurece o intelecto e corrompe a alma”. (Desejado de Todas as Nações, 341).

(2) Satanás conseguiu transformar aquele homem em um animal selvagem.
(3) Todos se afastavam dele: seus familiares, amigos... Ninguém tinha prazer tê-lo em sua companhia.
(4) Ele foi morar com os mortos, entre os demônios, nos cemitérios.

b) O inimigo torna as pessoas furiosas, violentas e indomáveis nos dias de hoje, porque essa é a sua missão.

(1) Satanás hoje tem transformados os seres humanos em monstros. Nem o amor da família, tampouco o rigor da lei têm abrandado a avalanche de crimes violentos em nossos dias.
(2) Satanás dominou completamente o psicossomático daquele homem: não havia descanso para sua mente, nem para seu corpo.

C – O Pastor Yuri Ravem em seu sermão intitulado “Missionários Acorrentados”, assim descreve a situação dos endemoninhados:
– “Moravam em cemitério.
– Amarrados com correntes.
– Nus (Lucas 8:26)
– Cabelos e barba sem cortar.
– Não tomavam banho.
– Rangiam os dentes e espumavam pela boca.
– Feriam-se com pedras – sangue e sujeira.
– Ninguém passava por ali”.
“Satanás deseja fazer que as pessoas estejam como esses homens: acorrentados pelo pecado”.

1 – Hoje, também, existem muitas pessoas atormentadas, inquietas, desassossegadas, drogadas, vivendo nas regiões sombrias da morte.

a) Quantos hoje vivem sem família, sem liberdade, sem dignidade, sem amor próprio, espalhando terror, matando, destruindo e criando pânico na sociedade onde vive.

(1) É isso que Satanás procura fazer com as pessoas.

Ilustração: Nestes últimos anos têm surgido, em vários países, crimes bárbaros e inimagináveis. Um jovem entrou na escola e começou a atirar: Matou vários alunos e professores – depois se matou. Um outro, faz alguns anos, estudante de Medicina em São Paulo, entrou num cinema e começou a atirar, ceifando vidas inocentes. Faz apenas um mês que, nos Estados Unidos, um homem estrangeiro atormentado, entrou numa escola e matou 13 pessoas, dentre as quais um brasileiro que fazia ali o seu doutorado.

b) Por que agiram assim? Faltava Jesus para nortear-lhes a vida.

(1) Quem tem Jesus tem paz. Porque Jesus transforma e liberta. A esperança para o homem, para a família e para a sociedade está em Jesus.

c) Os demônios foram vencidos pelo grande poder que havia em Jesus.

C – Os demônios fizeram um pedido: – “E rogou-lhes encarecidamente que os não mandassem para fora do país. Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos. E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos para os porcos, para que entremos neles. Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. Os porqueiros fugiram e o anunciaram na cidade e pelos campos”. (Marcos 5:10-14).

III – UM GRANDE MILAGRE E GLORIOSA TRANSFORMAÇÃO

A – O povo saiu para ver o que tinha acontecido com o homem. Milagre! – diziam extasiados.

1 – O homem agora estava vestido.
2 – Estava em seu perfeito juízo. Não era mais um louco.
2 – Não reagia mais negativamente.
3 – Agora era um homem pacífico.

B – Agora aquele homem estava liberto do poder do maligno.

1 – Tudo nele se transformara. Uma mudança radical operou-se em sua vida.
2 – Tinha a sua inteligência brilhando.
3 – Uma fisionomia mudada. Antes era semelhante à fisionomia de Satanás. Agora, estava semelhante Àquele que o libertou.
4 – Certamente estava feliz e louvando a Deus.

C – Diz a Bíblia: “Os que haviam presenciados os fatos contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos.” (v. 16).

1 – Muitos, não entendendo os fatos, perguntavam: “Onde estão os nossos porcos?”

a) A resposta era uma só: “Morreram no mar!”

2 – Os habitantes da cidade lamentaram a perda e os prejuízos.

a) Dois mil porcos se perderam! Quanto vale um porco? Agora multiplique por dois mil. Aqui está o resultado. Eu fiz a pesquisa comercial. Um porco grande e adulto aqui na minha terra, hoje, custa cerca de R$ 500,00 (Quinhentos Reais). Portanto, os dois mil porcos custariam, aqui no Brasil, cerca de R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de Reais).

C – Que prejuízo!... Foi aí que começou o problema.

1 – O energúmeno não tinha nenhum valor para o seu povo. Os porcos sempre foram considerados mais importantes que ele. O materialismo dominava aquela gente. A perda pecuniária com a morte de seus porcos foi mais sentida que o ganho humano, com a sua reabilitação física, mental e espiritual.
2 – Eles não gostaram e não permitiram que Jesus entrasse na cidade, com medo de outros prejuízos maiores.
3 – Os habitantes de Gadara deram mais valor aos porcos do que ao homem curado.

a) Deram mais valor aos porcos que a Jesus.

4 – Quando os dois mil porcos se precipitaram no despenhadeiro e morreram, eles não gostaram do prejuízo.

a) Por causa dos porcos que perderam, as pessoas daquele lugar expulsaram Jesus.
b) Eles amaram mais os porcos do que a Deus.
c) Amaram mais os porcos do que o homem curado.

(1) Para eles, os porcos valiam mais que a vida de uma pessoa. Para eles, os porcos eram mais importantes que libertar um homem do poder de Satanás.

D – O triste da história é que o povo de Gadara não se alegrou com o que viu.

1 – E aí se revoltaram contra Jesus. Fizeram um motim para expulsá-lo da cidade.
2 – Não queriam que Jesus os privasse de negócios ilícitos com os porcos.
3 – Temiam que a presença e ensinos de Jesus fossem prejudiciais aos seus interesses materiais e pecuniários.

a) Aplicação homilética: Quantos hoje pensam e agem assim...

(1) Querem seguir a Jesus, mas não querem deixar os porcos.

Ilustração: Eu já evangelizei um homem, um fazendeiro rico, que quase se tornou um adventista. Um dia ele concluiu: “E o que eu vou fazer dos meus porcos? Eles me dão um bom lucro”. Por isso, nunca se decidiu por Cristo.

4 – Os habitantes de Gadara, prevendo um risco de seus interesses mundanos, e materialistas consideraram a Cristo como um intruso, um estorvo no meio deles.
5 – Jesus queria conhecer a cidade, mas não pôde entrar.
6 – Quem sabe, se demorasse mais, seria apedrejado.
7 – Imediatamente, Jesus e seus discípulos tiveram que entrar no barco e voltaram para a sua terra natal, abandonando as terras gentílicas.

IV - UMA MISSÃO A CUMPRIR

A – Quando Jesus estava entrando com seus discípulos no barco para deixar aquela província, conforme o desejo de seus habitantes, o homem que fora curado quis entrar no barco para seguir o Mestre, mas Jesus não permitiu.

1 – Por que Jesus não permitiu que ele viajasse?
– “Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com Ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para a tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. Então, ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam”. (Marcos 5:18-20)

a) Você entendeu agora por quê? Porque ele tinha uma missão a cumprir entre os incrédulos de sua própria cidade.
b) Jesus lhe diz: – “Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez e como teve compaixão de ti”. (v.19).

B – O povo que O rejeitou não podia ficar abandonado.

1 – Havia agora ali uma alma a testemunhar a verdade àquele povo ímpio.
2 – A transformação de sua vida era um grande testemunho em favor de Cristo.

C – Ele tinha de pregar sem nunca ter ouvido um sermão.

1 – Sua vida era o maior sermão e testemunho já visto em Decápolis.
2 – Falava a todos de sua história de como Deus em Jesus teve misericórdia dele.
2 – A transformação de sua vida era um grande testemunho a favor de Cristo.

D – Jesus o enviou como missionário para sua casa, para ser uma testemunha na Sua obra.

1 – Antes, ele espalhava medo e pavor, agora, devia espalhar as boas novas de salvação.
2 – Antes, ele era um problema para a família, agora, uma bênção.
3 – Antes, ele era um mensageiro de morte, agora, um embaixador da vida.

E – A sociedade daquele lugar precisava ver e sentir a transformação que Deus operou em sua vida.

1 – O que Deus faz por nós precisa ser contado aos outros.

CONCLUSÃO:

A – O ex–endemoninhado abriu a porta para Cristo em Decápolis, começando por Gadara.

1 – Você imagina que Jesus ficou com ódio dos habitantes de Gadara? Você pensa que Jesus nunca mais pisou lá?

a) Ele voltou, sim! Jesus não guarda rancor! Jesus, em outra ocasião, teve o privilégio de passar ali alguns dias.
b) E mais: Foi também conhecido por muitos que estavam convertidos, como resultado do trabalho realizado pelo ex–energúmeno.

B – Aqui fica uma lição para cada seguidor de Jesus.

1 – Todo aquele que é beneficiado por Jesus tem um dever de anunciar aos que O desconhecem e não se decidiram por Ele.
2 – Se não fizermos a nossa parte antes, Jesus não vai permitir ir com Ele no barco para o outro lado.
3 – Meu prezado amigo, você tem um valor imenso para Deus.
4 – Deus não quer vê-lo sofrendo, nas trevas, cativo e oprimido.
5 – Deus se importa com você a ponto de enfrentar a tempestade e os demônios que ameaçam a sua vida.
6 – Deus enviou Seu Filho para nos livrar.
7 – Jesus quer nos tirar das trevas e trazer-nos para a Sua luz.
8 – Jesus foi ao encontro do homem de Gadara para mostrar-lhe o quanto ele era importante.
9 – Jesus amou a quem ninguém amava.
10 – Jesus valorizou a quem ninguém valorizava.


C – Você também é importante para Jesus. Por isso Ele o convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. (S. Mateus 11:28)

D – E Você, tem realmente valorizado a Jesus? Quanto vale Jesus para você? Ele é a pessoa mais importante da sua vida?

E – Imagine se você fosse um habitante de Gadara, o que teria sido considerado mais importante: os porcos ou Jesus?

F – Para muitos, hoje, a questão não é um porco. Em pleno Século XXI o homem valoriza outras coisas: o dinheiro, suas propriedades, seus bens, status social. Outros valorizam os vícios: uma carteira de cigarros, uma garrafa de cerveja, um litro de uísque ou um copo de cachaça. Por isso, não aceitam a Jesus Cristo.

1 – Qual é a coisa mais importante em sua vida?

G – Cristo ainda está operando o mesmo milagre que realizou em Gadara: libertar o homem do poder de Satanás.
– Oremos para Cristo nos libertar do poder do inimigo e saiamos pelo mundo cantando e contando a todos o que Jesus tem feito por nós.

ORAÇÃO: Ó Nosso Pai, acabamos de estudar a Tua Palavra que nos mostrou o poder que sempre existiu e continua existindo em Jesus. O Mestre da Galileia curou um homem que era considerado imprestável para a sociedade. Hoje, ainda existem muitos que são dominados por Satanás e vivem uma vida sombria e triste. Nós te pedimos, Senhor, que abençoes a todos aqueles que ouviram esta mensagem. Nós te pedimos que abençoes os que vivem, em pleno Século XXI dominados pelo inimigo. Os que se encontram nas prisões, nos nosocômios, sem ter nenhuma perspectiva de uma vida melhor. Que Satanás não tenha mais poder sobre estas pessoas. Que elas possam se entregar inteira e plenamente a Jesus para serem libertas. Tudo isto te pedimos em nome de Jesus. Amém!


Hinos sugeridos: H.A., 533, 534, 537.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.
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