sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Reflexão sobre o '11 de setembro'


Passam hoje oito anos desde um dos mais horríveis dias que este mundo já testemunhou: 11 de setembro de 2001. Nessa ocasião, uma série de aviões comerciais foram desviados e brutalmente dirigidos contra edifícios onde milhares de pessoas se encontravam inocentemente, nas suas tarefas diárias.


Os mais tristemente célebres foram os que embateram contra as Torres Gémeas do World Trade Center, o segundo dos quais em direto para as televisões de todo o mundo, causando, em poucos minutos, a morte a milhares de pessoas que não tiveram tempo suficiente para fugir.

Não me importa agora aqui os motivos, o exato desenrolar de circunstâncias e acontecimentos, as reivindicações nem mesmo as teorias da conspiração que entretanto foram surgindo. Quero refletir, a esta distância temporal, sobre até que ponto pode chegar a maldade do ser humano e a forma como, individual e coletivamente, reagimos a este tipo de tragédia.

Recordo, nesse dia, ter recebido a notícia em termos imprecisos, alguns minutos depois da tragédia. Não imaginei, nem de perto nem de longe, o que, na realidade, tinha acontecido. Ao final do dia, no caminho para casa, ouvi os primeiros pormenores mais exatos via rádio e calculei um vulgar acidente de avião, desta vez sobre uma cidade populosa. Mas ao chegar a casa, ligo a televisão e vejo as imagens repetidas, dos embates contra o World Trade Center.

A minha primeira impressão foi... nenhuma. Não consegui que a minha mente assimilasse aquilo que os olhos estavam a transmitir-lhe! Após várias outras repetições, nas quais fiquei quase que petrificado em frente ao ecran, comecei a perceber que algo de muito terrível tinha mesmo acontecido.

Esquecendo as motivações políticas ou ideológicas, porque consegue o homem ser tão horrivelmente mau? Porque consegue tão indiscriminadamente destruir vidas sem razão aparente? Porque se dá o homem por satisfeito ao idealizar e executar um tão hediondo ato?

Independentemente das avaliações rigorosas e graus de maldade que poderemos apontar a um tão grave caso, a verdade, nua e crua, que devemos considerar, é que há muito que este mundo se vendeu ao senhor da morte.

Sim, horrível também foi, por exemplo, a obra da Inquisição dos finais da Idade Média e início da Moderna - e ficará, em horror, a dever algo aos acontecimento de 11 de setembro de 2001...?

Nestes e noutros casos, conseguiremos sempre encontrar os resultados da ação daquele que se decidiu a levantar contra Deus, agindo, a partir de determinado momento, para destruir a criação que havia surgido à Sua bela e perfeita imagem.

Se os homens dirigidos por Deus atuam para benefício do seu próximo, manifestam amor para com todos e refletem o Seu propósito de bondade, não será difícil concluirmos que quando vemos destruição, angústia, dor e morte, isso é, em última instância, a ação do arqui-inimigo de Deus, usando a seu belo prazer os homens que voltam as costas a Deus.

Não admira, portanto, que Jesus tenha avisado de aflições que surgiriam, nestes termos: 'homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo...' (Lucas 21:26).

Um outro motivo de reflexão, isto já no imediato período pós-atentados, foi a correria geral para as igrejas e outros locais de culto. Multidões encheram os templos e procuraram ali algum conforto e respostas que não conseguiram encontrar em qualquer outro lado.

Desta vez, não houve aplausos e vivas aos políticos que constantemente prometem um futuro melhor, próspero e seguro. Não! As massas voltaram-se para Alguém que habita muito acima das capacidades do homem. A situação foi tão grave, o choque diante dos olhos tão doloroso, que nada mais parecia fazer sentido do que procurar a presença Daquele que tudo sabe e pode resolver.

Não sei se esta tendência se prolongou ou se lentamente se foi dissipando com o passar do tempo e a recuperação anímica sobre o sucedido. Mas uma coisa provou: não é no homem que se consegue achar a paz que este mundo destrói!

Oito anos após estes eventos historicamente significativos, é hora de renovar a nossa entrega ao Senhor da vida e da paz, para que Ele nos transforme e afaste de praticar o mal. E quando esse mal surgir, não teremos de partir em busca de refúgio - já estaremos Nele abrigados!

'Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno' (Hebreus 4:16).

A Bíblia convida a que nos cheguemos sem reservas ao trono do Altíssimo independentemente das circunstâncias à nossa volta - ou seja, não precisamos de esperar por tragédias como esta para nos voltarmos para o Senhor; elas apenas nos devem dar mais força e ânimo para permanecermos junto Dele.

FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final

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