quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Os conselhos de Deus a uma mãe aflita

Texto: Gênesis 21:17-20

Introdução:

A – Alguém acertadamente disse que um lar sem filhos é como um jardim sem flores. Era esta a situação do lar de Abraão e Sara.

1 – No lar de Abraão e Sara havia tudo, exceto uma coisa: uma criança.
2 – Se um lar com muitos filhos é, às vezes, um problema um lar sem nenhum filho pode ser, amiúde, um problema maior.
3 – Sara era estéril. Isto muito a angustiava.

B – Certo dia, um anjo lhe trouxe a grande promessa: “Tu conceberás e darás à luz um menino”.

1 – Sara, a princípio, não acreditou. Começou a sorrir e dizer: “Como é possível isto. Já estou muito velha”. Sara já havia cessado os costumes das mulheres.

a) Mas era Deus que estava falando. Com nove meses nasceu o menino: Isaque.

C – Podemos imaginar a alegria do papai Abraão. Estava bem velhinho, com 100 anos, cabelos grisalhos e sua barba caindo com o tempo.

1 – Abraão colocou a criança em seus braços. O menino era criado com todo mimo. A criança crescia dia a dia.

D – A Desmama – Gênesis 21 8 – “Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, deu Abraão um grande banquete”.

1 – Era o costume da época. Quando a criança alcançava certa idade deixava de mamar, e os pais faziam uma grande festa.

2 – Abraão e Sara prepararam o banquete para este dia tão festivo.

3 – Na festa, Sara – a mãe coruja – observou uma coisa: Ismael estava rindo e não fez caso de seu filho. (Gênesis 21:9).

a) Sara revoltou-se com a atitude de Ismael, que foi expulso de casa com sua mãe. Gênesis 21:14-16.

E – Eis aí a aflição de uma mãe, atravessando agora um deserto sozinha com seu filho indo em direção a sua terra natal, o Egito.

1 – Não é fácil atravessar um deserto. Feliz o que encontra um oásis.
a) O drama do deserto: as miragens. A sede no deserto cria uma pseudoilusão à mente e o viajante começa a ver água por todos os lados, sendo apenas miragens.

a) Agar estava agora enfrentando este desespero. Afastou-se do menino para não vê-lo morrer de sede.

F – Deus, porém, lá do céu estava vendo a criança. Gênesis 21:17 – “Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus chamou do céu a Agar e lhe disse: Que tens Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino daí onde está.

1 – O conselho de Deus a uma mãe aflita: Verso 18 – “Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo”.

I – “E R G U E – T E”.

A – Eis aí uma grande verdade para cada pai e mãe da igreja de Deus hoje. Deus diz: Ergue-te.

1 – Um pai ou mãe que se encontra caído não pode ajudar nem levantar um filho.

2 – O lar deve ser um exemplo para os filhos.

Ilustração: Um menino foi encontrado na rua criando problemas para a sociedade. Foi levado perante um Juiz de Menores, que o entrevistando, procurou: “Onde você mora?” Ele respondeu: “Eu moro no inferno”. O Juiz sem saber o que ele estava dizendo, perguntou: “Por que no inferno?” Ele respondeu: “Minha mãe diz que papai é pior que Satanás; por outro lado, ela diz que prefere viver com o Diabo a viver com meu pai”. Aí ele perguntou ao Juiz: Doutor, onde é que eu moro?” O Juiz concluiu que ele realmente morava num inferno.

Ilustração: Conta-se que o pai de Joaquim Nabuco, numa festa em homenagem a seu filho, perguntaram-lhe como conseguiu educá-lo. Ele disse que certo dia, andando numa praia, viu seu filho andando nas suas pisadas. Desde este dia se preocupou com isto: “não posso em lugares onde meu filho não pode pisar”.

II – “LEVANTA O RAPAZ”.

A – Disse Deus a Agar: “Levanta o rapaz”.

1 – Esse foi o segundo conselho de Deus àquela mãe aflita.

B – O abismo moral da delinquência.

1 – Há, junto de nossa casa, na confusão das ruas, nas alegrias das praças, na vida ociosa e noturna dos bairros um abismo moral.

a) Como pais, temos o dever de soerguer os nossos filhos moral, social e espiritualmente. Por esse motivo, o conselho de Deus ainda hoje é: “Levanta o rapaz”.

C – O mundo em que vivemos caminha para o caos.

1 – Não podemos consertar o mundo, enquanto não consertarmos o homem. Jamais consertaremos o homem enquanto não consertar o menino.

Ilustração: Pondo o mundo em ordem.
Conta-se que certo pai havia prometido brincar com seu filho todos os dias. Um dia, porém, muito ocupado, tentou desfazer-se da promessa, pedindo ao filho que consertasse um mapa do mundo que estava rasgado. Imaginava que o filho iria perder a manhã toda e não conseguir, deixando-o livre para trabalhar à vontade. A criança começou a difícil tarefa, mas logo percebeu que atrás do mapa estava um pôster de um grande artista aos pedaços. A partir daí, não se preocupou mais com América, Europa, Ásia ou África, no mapa, mas as partes do corpo do outro lado: cabeça, tronco, pernas, braços, etc. Minutos depois, o mapa do mundo estava também consertado. Apertando com o pai, disse-lhe: “Agora o senhor vai brincar comigo: eu já consertei o homem e também o mapa do mundo”.

Aplicação homilética: Eis aí grande verdade! Não podemos endireitar o mundo, enquanto não endireitarmos o homem. E não podemos endireitar o homem, enquanto não endireitarmos o menino.

2 – Muitos pais pensam que não importa como viva a criança. (Esta é uma teoria moderna, segundo o conceito do mundo). Dizem muitos psicólogos: “Dê a seu filho liberdade para fazer o que quiser... Ao crescer, ao tornar-se homem, será diferente. Um dia ele criará juízo”.

a) Ledo engano! João Milton, o genial escritor inglês, disse certa vez: “A infância mostra o homem como cada manhã mostra o dia: a criança é o pai do homem”.

b) A criança de hoje é o pai do homem de amanhã. Tal criança, tal adulto.

3 – Temos de começar a formar um caráter desde pequeno, porque a criança é como um barro mole que ainda pode ser moldado e não passou ainda pelo fogo do oleiro. Depois que se torna um jarro pronto, se tentar moldar pode quebrar.

4 – Deus pede isto de nós: “Levanta o rapaz”.
a) Temos a obrigação de levantar os nossos filhos moral, social e espiritualmente.

III – “SEGURA-O PELA MÃO”.

A – Isto significa muita coisa para nós adventistas. Quando um pai segura uma criança pela mão, ela pode até escorregar, mas não cai, porque está segura na mão do pai.

1 – Significa guiar a criança na senda da vida que leva para o céu.

2 – Significa dar à criança a orientação segura.

a) No mundo em que vivemos, muitos pais dizem: “Que ele siga o seu próprio destino”.

3 – Contudo, para nós significa orientar os nossos filhos nos princípios diretivos da educação cristã.

a) Colocando-os, quando possível, numa Escola Adventista.

Diz a serva do Senhor: “O assunto da educação é aquele que deve interessar todo adventista do sétimo dia”. CPPE, página 361.

4 – Colocando o seu filho numa escola cristã você está erguendo a criança e segurando pela mão.

5 – Levando em consideração a eternidade o nosso sistema de ensino não é caro, porque em algumas (não todas) escolas seculares seu filho poderá aprender muitas coisas contrárias aos nossos princípios, tais como:

a) Ateísmo, evolucionismo, aceitação comum do sexo antes do casamento, espiritismo, casamento em grupo, infidelidade, uso de drogas, etc.

B – “Segura-o pela mão” significa também:

1 – Orientar a criança nos caminhos de Deus e andar com ele nesses caminhos.

IV – A GRANDE PROMESSA: “PORQUE FAREI DELE UM GRANDE POVO”.

A – É isto que Deus quer fazer com o seu filho: um grande homem.

1 – Pode ser que não seja um grande homem segundo os conceitos humanos.

a) Não apenas um grande médico, um grande engenheiro, um grande advogado, um grande professor, um grande filósofo, etc.

(1) Mas também um grande homem no sentido espiritual. Seu filho não necessita ser obrigatoriamente um grande “Doutor”, apenas. Seu filho necessita ser também um cidadão para o reino de Deus.

V – O RESULTADO:

A – “Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água, e, indo a ele, encheu de água o odre, e deu de beber ao rapaz”. (Gênesis 21: 19-20).

1 – O menino estava morrendo de sede na sequidão do deserto.

2 – A princípio, Agar estava cega. Deus, porém, abriu os seus olhos para ver a água.

B – Necessitamos pedir a Deus que abra os nossos olhos e só assim poderemos educar os nossos filhos para Ele

CONCLUSÃO:

A – O conselho de Deus a você e a mim é:

1 – “Ergue-te”.
2 – “Levanta o rapaz”.
3 – “Segura-o pela mão”.
4 – “Porque farei dele um grande povo”.

B – Só assim os nossos filhos permanecerão na igreja e ao lado de Deus.

Ilustração: Uma manga dentro de uma garrafa.
Certo agricultor resolveu usar um método sui generis para que uma determinada manga crescesse dentro de uma garrafa. Logo no começo, meteu a pequena manga dentro da garrafa, amarrou o galho e deixou o tempo passar. De semana em semana ele ia ver como a manga estava crescendo. Semanas depois ele percebeu que a manga já estava “de vez”, quase madura. Mais uma semana e descobriu que a manga bem madura. Quebrou o galho, desceu da mangueira, e as correndo em direção a sua casa: queria mostrar a novidade para todos em sua família, que se admiravam sem saber como uma manga tão grande pôde ser colocada dentro de uma garrafa, com o gargalho tão pequeno. A notícia se espalhou: todos queriam saber do mistério. Um dia ele reuniu os curiosos e explicou que tudo acontecera quando a manga era bem pequena e crescera dentro da garrafa e agora não podia sair.

Aplicação homilética: Muitos dos nossos filhos nascem e crescem na igreja, mas um dia “criam asas e voam”, deixando o redil. Há quem diga que a igreja tem uma porta pequena na frente, por onde os fiéis entram e uma porta muito grande e larga no fundo, por onde os jovens saem. Se os nossos filhos forem criados e crescerem dentro da igreja, as portas serão pequenas para eles saírem. Permanecerão dentro da igreja como a manga dentro da garrafa. Que Deus nos abençoe, a fim de que tenhamos sabedoria para criar nossos filhos dentro da igreja e candidatos para o reino do céu.

ORAÇÃO: Senhor nosso Deus e nosso Pai, pedimos-Te forças, a fim de que eduquemos os nossos filhos, em primeiro, lugar para Ti. Neste dia dedicado à educação cristã, ajuda-nos a ficar sempre em pé na educação de nossos filhos, segurando fortemente em suas mãos para que não caiam no pecado. Queremos que Tu segures as nossas mãos e assim possamos também segurar as mãos deles. Que através de gerações, eles se tornem um grande povo para Tua honra e para Tua glória. Em nome de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos: 401, 407, 427


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

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