domingo, 9 de agosto de 2015

Feliz dia dos Pais!

Textos: Mateus 6:9; 25-34

Introdução:

A - O segundo domingo de agosto é considerado o Dia dos Pais, no Brasil. Fala-se muito no Dia das Mães, mas pouca importância é dada ao pai no seu dia. Ele também merece ser homenageado.

B – Uma das coisas boas da vida é termos um pai bom e generoso.

1 – Refiro-me ao pai tem cuidado e zelo pelo seu filho querido, amando com desvelo e, muitas vezes, está disposto a dar a sua própria vida por amor a seu filho.
2 – Talvez você esteja dizendo: “Infelizmente, eu não tenho mais pai”. Tem, sim! Você não é nenhum órfão. Continua tendo um pai que cuida de você diuturnamente.

I – UM PAI DE TODOS

A – Eu quero lhe falar de um pai que todos temos.

1 – Por isso Cristo nos ensinou a orar assim: “... Pai nosso que estás nos céus...”
2 – Um pai que tem amor pelos seus filhos que é superior a qualquer amor terreno.
a) Portanto, não somos órfãos.

II - UM PAI QUE INSPIRA CONFIANÇA

Ilustração: Em meio a uma grande tempestade, uma menina dormia tranquila no camarote do navio. Os marinheiros batiam em todos os camarotes, pedindo que todos os passageiros saíssem para um lugar mais seguro, pois a qualquer momento o navio poderia afundar. Um marinheiro encontrou num camarote uma menina que, tranquila, não se abalava com o que estava acontecendo ao seu redor. O marinheiro insistia: “Sai depressa porque o navio está indo a pique. Vai afundar”. Ela perguntou: “Quem está agora no comando do navio?” - Perguntou a menina. O marinheiro respondeu: “É o capitão Plat”. “Ah! Se é o capitão Plat que está no comando não tenho motivos porque me preocupar. Ele é o meu pai, e sabe muito bem comandar esse navio”.

A – Vivemos num mundo revolto. Quantas vezes o tempestuoso mar desta vida quer nos tragar.

1 - Não obstante, se Deus, o nosso Pai, estiver no comando de nossa nau estaremos seguros e não temos nada a temer. Tenha certeza disto.

B – Quando um filho segura na mão do pai, ele está seguro. Pode ele até tropeçar, mas não fica no chão. Porque o pai está presente para segurar a sua mão.

Aplicação homilética: Tenha certeza disto: se Deus, o Pai celeste, estiver segurando a sua mão, não é preciso temer, porque Ele vai lhe proteger.

III – UM PAI QUE RESOLVEU O NOSSO PROBLEMA

A – Foi o homem que se afastou de Deus. Deus nunca se afastou do homem.

1 – Foi Deus que tomou a resolução de salvar o pecador, dando o Seu Filho para salvar o perdido. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16).

IV - ALÉM DE UM PAI, VOCÊ TEM UM IRMÃO

A – Jesus é agora o nosso irmão mais velho.

Ilustração: Quando eu era menino, não sendo ainda adventista, brigava muito na rua. Muitas vezes apanhei. Mas nunca acontecia, quando estava ao lado do meu irmão mais velho.

Aplicação homilética: Satanás é o seu inimigo. Você sozinho jamais poderá vencê-lo. Se, porém, Jesus, o seu irmão mais velho, estiver ao seu lado você poderá vencer todas as lutas com o inimigo Satanás.

IV – O GRANDE CUIDADO DO PAI CELESTE

A – Mateus 6: 25-34 – “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quando ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento, e o corpo, mais que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, o vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso de sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram estas coisas; pois vosso Pai celeste que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

1 – No texto acima aparece pelo menos duas vezes a expressão “Pai celeste”.
2 – Muitas vezes os homens se esquecem que Deus, como Pai, cuida de seus filhos.

B – Muitos pensam que Ele está lá no céu ocupado com grandes coisas, dirigindo nações, reis, controlando terremotos e furações e dizem: “Deus não tem tempo para cuidar de mim. Quem sou eu! Sou tão insignificante para Deus cuidar de mim!”.

1 – Deus o conhece muito bem. Ele sabe onde você mora. Conhece você pelo seu nome. Sabe quantos cabelos estão sobre a sua cabeça. Ele conhece os seus problemas.
Ilustração: Muito pequena para Deus cuidar de você.

A uma menina perguntaram: “Você crê que Deus cuida de você. Você é tão pequena!”
Ela respondeu: “Meu irmão é menor que eu. E meus pais passam mais tempo cuidando dele que de mim. Se eu sou pequena, tanto mais motivo para Deus cuidar de mim”.

IV – HONREMOS O NOSSO PAI

A – A palavra de Deus diz: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá”.

B – Se um bom filho deve sempre honrar seu pai terrestre deve também honrar seu Pai. Celestial.

1– Porque somos filhos de Deus. Ele cuida de nós.
2– Que privilégio é ser chamado filho de Deus!
a) Porém, cada privilégio é acompanhado de uma grande responsabilidade.
Ilustração: Alguma vez na vida alguém já lhe perguntou se você é crente. Por quê? Certamente, a pessoa viu em você um filho de Deus. Que privilégio! Mas também que responsabilidade!

Ilustração: – “Eu sou filho de um rei”.

Na Europa, após a I Guerra Mundial, uma professora lecionava para 40 alunos. Uma tarefa difícil, pois meninos são meninos. Sempre havia problemas na escola. Às vezes brigavam, desrespeitavam a professora. Ela, com muita paciência, cuidava do seu rebanho.

A professora, porém, notou que um menino era completamente diferente dos outros alunos. Quando as crianças estavam na briga, ele sempre estava fora da confusão.

Quando havia algum trabalho para fazer, ele era o primeiro voluntário a se apresentar.

Um dia, após as aulas, ela chamou aquele aluno ao lado e disse-lhe: “João, você é o melhor aluno da classe. Quero conhecer seus pais”. O menino, sem responder, ficou triste olhando para o chão.
A professora logo pensou que talvez viesse de uma família muito pobre, e que estava com vergonha. Insistiu a professora: “João, eu preciso conhecer seus pais”. Ele respondeu: “Não, professora, eu não posso lhe mostrar meus pais. Sinto muito, mas é impossível”. A professora sugeriu: “Então traga os seus pais aqui na escola”. “Não posso, professora, ambos já morreram”. Foi aí que a professora se arrependeu de haver mexido com o seu problema.

João começou a contar-lhe: “Eu morava num país vizinho daqui. Meu pai era o rei. Logo veio a guerra com todas as coisas terríveis que ela traz. Um dia, soldados estrangeiros levaram meus pais presos. Corri atrás deles para ver o que iria acontecer. A certa altura, meu pai, vendo-me, pediu permissão ao comandante para falar comigo. Foram-me dados cinco minutos. Minha mãe me abraçou, chorando. Meu pai se colocou em posição de sentido diante de mim e eu fiquei em posição de sentido diante dele. Ele fez continência. Eu também o fiz. Ele me disse: ‘João, vamos ser mortos. Eles vão nos matar. Você precisa ser forte. Peço-lhe apenas uma coisa: lembre-se sempre que você é filho de um rei’. Os soldados deram sinal e meus pais voltaram para as fileiras. Eu vi os soldados levantarem as armas. Eu ouvi os tiros. Eu olhei meus pais caírem mortos. Eu comecei a correr. Passei dias viajando a pé, às vezes sem ter o que comer. Às vezes pessoas me ajudavam. Até que, finalmente, cheguei aqui. Pessoas boas, deste lugar, amigas de meu pai, estão cuidando de mim”.

Enquanto a professora chorava, e as lágrimas banhavam a sua face, ele olhou nos olhos dela e perguntou:

- Professora, a senhora sabe por que eu sou diferente dos outros alunos?
“Eu sou filho de um rei, e não posso desonrá-lo”.

Aplicação homelética: Somos filhos de um Rei, o Rei dos reis e Senhor dos senhores!
Qual a nossa conduta, sabendo que temos grande responsabilidade?

CONCLUSÃO:

- Se você ainda tem um pai terreno, parabéns!
- Se seu pai já morreu confie nas promessas de Deus.
- Nunca se esqueça disto: Deus é o nosso Pai.

ORAÇÂO: Senhor nosso Deus e querido Pai, nós Te agradecemos por ser o nosso Pai, que nos ama e que sempre cuida de nós, em todas as circunstâncias, mesmo quando nos afastamos de Ti. Agradecemos-te por esse dia. Abençoa a todos os pais do Brasil nesse dia em que é comemorado o Dia dos Pais. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém!

Hinos sugeridos: H.A. 373, 286, 350.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

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