sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Santo e o Profano

SERMÃO

Texto: Ezequiel 44:23

Introdução:

A – O texto do nosso sermão diz que o povo de Deus deveria fazer a distinção entre o que é santo do que é profano e do que é limpo do que é imundo.

1 – Nunca foi fácil fazer a distinção dessas duas coisas, mas sempre foi necessário.

B – Separar o santo do profano é, às vezes, tão difícil como distinguir o momento exato onde termina o dia e começa a noite.

1 – Hoje, na hora do pôr-do-sol, fique de plantão, tente fazer o teste e distinga o momento exato, ou melhor, o segundo exato em que o dia acabou e a noite começou.

Ilustração: Perguntaram certa vez para um sábio: “Você sabe o momento exato quando termina o dia e começa a noite?”. O sábio respondeu: “É muito fácil: se eu olho no rosto do meu irmão e consigo ver a imagem de Deus, então é dia. Agora, quando não o vejo mais, então é noite”.

C – A entrada do pecado trouxe conseqüência nefasta para o homem.

1 – Antes do pecado nossos primeiros pais não conheciam o mal.

a) Consequentemente, não sabiam o que era profano, nem imundo.

(1) Adão e Eva não conheciam o mal e, nesta atmosfera, eles viviam felizes com Seu Criador.

B – Satanás trouxe-lhe o desafio tentador na subtileza de uma insinuação, apelando para o ponto funeral do homem – O EU.

1 – Apelando para o Ego de Adão, ele insinuou:

a) “Sabes que tu podes ser igual a Deus?”
b) “Sabes por que Deus te proíbe de comer o fruto da ciência do bem e do mal?”

(1) “Ele não quer que tu conheças o mundo do mal – suas delícias!”

c) “Entre o Bem e o Mal existe uma fronteira. Tenta atravessar a fronteira, e passa para o outro lado. Do outro lado da divisa está a felicidade” – insinuou o inimigo.

(1) “Tu serás como Deus”...



C – Desde então, Satanás, vitorioso na técnica da tentação, continua no seu posto, isto é, na fronteira entre o bem e o mal, aplicando a mesma técnica sutil para manter o homem escravo.

1 – Um conselho para os que querem vencer o inimigo. – “Sede sóbrios e vigilantes. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão, que ruge procurando alguém para devorar”. (I Pedro 5:8).

I – A DIVISA ENTRE O SANTO E O PROFANO.

A – Há um terreno perigoso religiosamente e nós devemos conhecê-lo, para evitá-lo. Diz a Bíblia: “A meu povo ensinarão distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir o imundo e o limpo”. (Ezequiel 44:23).

1 – A fronteira – Aqui existe uma ciência profunda.

a) Bem-aventurado é aquele que põe sentido neste assunto.

2 – Deus quer dar-nos o senso de juízo entre o bem e o mal.

a) Para evitar a queda e a ruína, Deus nos dá o raciocínio seletivo entre:

(1) O Bem e o Mal.
(2) Lícito e o Ilícito.
(3) A Luz e as Trevas.
(4) A Santidade e a Profanação.

B – Existe muita confusão religiosa no mundo em que vivemos.

1- Essa confusão também já existia nos dias de Ezequiel. – “Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano não fazem diferenças, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles”. (Ezequiel 22:26).

2 – Nos dias de Jesus a situação religiosa não era diferente. Por isso Ele disse: – “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o coração está longe de mim. E em vão me adoram ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. (Mateus 15:7-9).

3 – O Diabo semeou o joio no campo religioso. Hoje o cristianismo se apresenta cheio de confusão.

a) Há uma clamorosa mistura entre o santo e o profano.
b) Para muitos, o terreno do santo penetrou no profano e do profano no santo, e parece que tudo está santificado.

4 – É o relativismo e sincretismo religioso.

a) Muitos dizem: “Tudo é relativo”.

5 – Mas Deus em Sua Palavra insiste: – “Para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo”. (Levíticos 10:10).

6 – Assim como é difícil saber onde corretamente termina o dia e exatamente começa a noite, não é fácil encontrar a divisa entre o santo e o profano, muitas vezes. É tão parecido como o joio e o trigo.

a) Alguns se interrogam:

(1) A roupa que eu visto é santa ou profana? Para os vestidos, alguns dizem:

(a) Se está abaixo do joelho é santa. Se estiver acima do joelho é profana. Onde fica, porém, exatamente a linha divisória?

b) Um outro problema: O uso ou não uso do esmalte nas unhas.

(1) Se usar o esmalte apenas nas unhas dos dedos dos pés é santo. Se o usa nos dedos das mãos é profano. Se usar esmalte incolor é santo. Se usar esmalte com cores berrantes é profano.

- Onde está a divisória?

Experiência: E por falar no caso, outro dia eu me encontrei na rua com uma moça adventista. Ela não é da sua igreja. Por isso, estou falando do caso. Ela aproximou-se de mim, e eu a estendi a mão. Ela ficou com vergonha de me dar a mão, e encolheu os dedos e fechou a mão, como se os dedos estivessem com grenguenas. Ingenuamente eu lhe perguntei: Você está doente? O que foi que aconteceu com seus dedos?
Aí ela abriu o jogo: Pastor, é que meus dedos estão pintados com esmalte... Eu fiquei com pena dela naquela situação.
Se Cristo estivesse ali, falando com aquela moça, como Ele reagiria? Sinceramente, não sei... Posso imaginar que, por certo, a trataria como tratou a samaritana junto ao poço de Jacó ou como tratou a pecadora na porta do templo em Jerusalém. Disso eu não tenho duvida: Ele a trataria com amor. Foi o que eu fiz. Estendi a minha mão e disse para ela: “Dê-me a sua mão. Eu quero pegar nela, do jeito que está”. Ela aceitou.

c) Às vezes queremos estabelecer a divisa para o tamanho dos cabelos:

(1) Uns acham que devem ser longos.
(2) Outros concordam que podem ser curtos.
(3) Pintar o cabelo. Se pintar de preto é santo, mas se pintar de vermelho ou amarelo, aí é moda, então, é profano.

- Mas onde está a divisa?

7 – E por falar em cabelos, eu quero aqui confessar um pecado que cometi, quando era um iniciante pastor da igreja de Bacabal – MA. , em 1968. Na época era chique para os homens negros, como eu, esticar ou alisar os cabelos. Ninguém queria mostrar o cabelo “pixaim”. Tudo começou nos Estados Unidos com um famoso cantor negro de nome Nathing Cole. Eu era ainda bem jovem, tinha menos de 30 anos. “Entrei na onda” e mandei alisar os meus cabelos. A igreja se dividiu. Uns, os meus amigos, ficaram do meu lado, e achavam que aquilo era santo. Porém outros, bem radicais, achavam que aquilo era profano.

Como o apóstolo Paulo, eu decidi: “Se os meus cabelos vão escandalizar o meu irmão eu nunca mais alisarei os meus cabelos”. O problema acabou.

II – OS PRINCÍPIOS SÃO IMUTÁVEIS.

A – É preciso saber a diferença entre o que é princípio e o que não é princípio. Ou seja, o que é principio e o que é costume ou moda?

1 – Os princípios permanecem; os costumes passam. Quão bom que muitos deles passam!

a) A Sociologia estuda os Folkways e Mores. Os folkways são os padrões convencionais de comportamento em uma sociedade, são os usos considerados tradicionais, as normas que se aplicam a questões cotidianas. Por exemplo, usar roupa faz parte da vida dos povos civilizados. Agora, cada povo tem a maneira própria de se vestir: são os mores. Os mores são os costumes ou comportamento moral, ligado à sobrevivência física ou ideológica da sociedade. Os mores passam como passam as modas.
Se você fosse à Escócia encontraria o pastor adventista pregando no púlpito, usando uma saia. Aliás, os escoceses ficam zangados quando chamamos aquilo que eles usam de saias. É o traje deles. Eles chamam de “Kilt”. Irmãos, imaginem se Jesus tivesse vindo ao mundo em nossos dias, como Ele se vestiria? Com túnicas? Por certo se vestiria como se vestem os judeus dos dias atuais: decentemente de calça, paletó, gravata. Se Jesus tivesse retardado a Sua vinda pela primeira vez, não tenho dúvida, se vestiria com o costume da época, mas decentemente. Com um terno de luxo, do melhor tecido. Jesus não iria à igreja de Jerusalém com uma calça jeens e uma camisa berrante, mas também não usaria sandálias, aparecendo os dedos. Não é nosso costume, hoje.

Experiência: Faz pouco tempo que uma igreja aqui em São Luís passou por momentos difíceis. Um ancião da igreja resolveu legislar sozinho: proibiu o uso de sapatos abertos para as mulheres em que aparecessem os dedos. Na igreja, as mulheres não podiam mostrar os dedos, especialmente o dedão do pé. Ele ficava na porta da igreja, olhando os dedos das mulheres e proibia entrar na igreja. Eu não posso julgar, mas não entendo o que passa na mente desse irmão, quando ele vê os dedos dos pés das mulheres... Ele criou uma polêmica na igreja em que era ancião. Felizmente as mulheres venceram. Ele foi afastado. Não é mais ancião e a confusão acabou. Para aquele irmão, sapato fechado era santo e sapato aberto era profano. Quem sabe, você, como eu, nunca se preocupou com isto, mas olhe para baixo, ao seu redor, e tente descobrir o que é santo e o que é profano. Irmãos, os extremos são perigosos!...

B – Já que estamos falando de modas de roupas, vale a pena mencionar aqui um costume que, durante muitos anos, dividiu a opinião da igreja: a calça comprida para as mulheres.

1 – Há aqueles que pegam o texto escrito por Moisés, há alguns milênios, que diz que a mulher não pode usar roupa de homem e vice-versa.

2 – Não quero entrar e nem criar nenhuma polêmica na igreja que eu estimo muito, mas simplesmente falar daquilo que vivi nestes anos todos de minha existência religiosa.

Experiência: 1949. Eu tinha 10 anos. Uma moça, nossa vizinha no bairro da Liberdade, veio do Rio de Janeiro, e quis se mostrar. Saiu na rua de calça comprida. Era uma calça preta. Todos acharam que ela era encarnação do Diabo. Nunca ninguém no bairro tinha visto uma mulher de calça. Faltou pouco para ela ser espancada pela multidão. Só não apanhou porque correu e se refugiou numa casa. Imaginem se tivessem apedrejado aquela pobre menina! Hoje, quem teria coragem de linchar uma mulher só porque usa calça comprida?!

Experiência: Eu quero contar um fato que se deu em 1970. A minha irmã, que mora no Rio de Janeiro, trabalhava como enfermeira de uma família rica. Um dos filhos de 15 anos daquela família estava enfrentando os problemas da idade: não queria estudar, começou a fumar, a beber... Aconselhada por minha irmã, aquele rapaz foi estudar num internato nosso. Num domingo de manhã, sua mãe deixou o Rio, pegou um avião e foi visitar o filho no colégio. Mas não pôde entrar porque estava de calça comprida. Hoje, quase 40 anos depois, o uniforme desse famoso Internato é a calça comprida.

Experiência: E o Colégio Adventista de São Luís, onde sou ancião da Igreja?
Alguns irmãos quiseram começar a guerra, quando o uniforme mudou. Eu falei com o líder deles: “Tenha paciência... Não inicie a guerra! Se o caso é santo ou profano o tempo vai nos dizer, vai nos ensinar.” Hoje, acredito que o diretor não é pressionado quanto a questão do uniforme. O tempo é um grande mestre! Os “folkways” permanecem. Os “morres” passam.

C – O mundo é dialético e sempre passa pelas mudanças sociais.

1 – Quer queiramos ou não, as mudanças sociais acontecem.

D – E aqui podemos citar várias transformações que só a dialética social explica, tais como:

1 – Usar ou não usar a barba.

a) Quando o primeiro homem resolveu rapar a barba e cortar os cabelos foi um escândalo mundial. Hoje o escândalo é diferente: condena-se quem deixa o cabelo e a barba crescerem. A sociedade recrimina quem não anda dentro de seus padrões.

2 – O tamanho e largura da gravata. A calça sem bainha.

a) No Brasil, a calça “boca de sino” e sem bainha foi criada e usada pela primeira vez pela “Jovem Guarda” na década de 1960.

(1) Muitos diziam na época: “Isso é coisa de moleque”. Agora, observe a calça que você está vestido e veja bem se tem bainha ou não!

3 – Nos dias da Sra. White, as senhoras usavam redinha nos cabelos. Era uma moda higiênica e decente. Hoje, não existe mais no comércio. Os tempos mudaram.
4 – As alianças. Quando eu me casei na igreja, em 1962, o pastor que fez o meu casamento, o presidente da Missão Costa Norte, não permitiu que, no casamento, houvesse a troca das alianças por ser considerada (assim pensava ele) coisa profana e contra os nossos princípios). Depois do casamento houve os comes-e-bebes e ninguém mais se preocupou com as alianças. No dia seguinte, e minha esposa e eu continuávamos com as alianças como se fôssemos noivos, no lado direito, já que o pastor não permitiu fazer a troca na hora apropriada e nos esquecemos depois. Hoje, tornou-se comum em nossas igrejas na cerimônia de casamento haver a troca das alianças, sem que ninguém se escandalize. O que mudou não foi a aliança, mas a nossa forma de pensar e ver as coisas.
5 – A conclusão que eu quero chegar é que, usando ou não usando a moda, necessitamos ter o senso cristão de saber distinguir o santo do profano e nunca ultrapassar a fronteira.

6 – Por isso diz o profeta Ezequiel: “A meu povo ensinarão distinguir entre o que é santo do que é profano e discernir o que é imundo do que é limpo”.

III – O MUNDO E AS TRANSFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS.

A – A tecnologia tem revolucionado o mundo e a nossa vida e muitas vezes, ou sempre, estas transformações chegam à igreja, chegam ao nosso lar e mexe com a nossa cabeça, quer queiramos ou não.

B – A tecnologia no século 18. O surgimento da Bicicleta.

1 – Todos queriam comprar uma bicicleta, quer tivesse condições ou não. Uma bicicleta custava muitos dólares. A Sra. White – sábia como sempre foi - aconselhou aos membros da igreja no tocante à compra da bicicleta. Muitos deixavam de comer bem ou pagar as suas dívidas para comprar a sua bicicleta. Ficavam endividados. Outros deixavam de devolver o dízimo, mas compravam a sua bicicleta. A serva do Senhor (em 1897) aconselhou os membros a não comprar uma bicicleta que custava 150 dólares, que naquela época, que correspondia quase ao preço de um carro nos dias de hoje. Irmão, o que a Sra. White estava condenando não era o transporte, mas a maneira, os meios utilizados pelos membros para adquiri-lo, sem ter condições de pagar. Você acha que, se a Sra. White vivesse hoje, ela iria mencionar a bicicleta? Não. Mas, não tenho dúvidas, de que ela falaria de outras coisas: das roupas caríssimas, dos carros de luxo, que custam milhões. Não que o carro seja mau. Ele é bom. Por isso eu o tenho. Ela falaria do consumismo exacerbado. Irmãos, o consumismo pode ser uma desgraça. Muitos estão comprando um carro para pagar em 80 meses, e ficam endividados, não lhes sobrando dinheiro para comer. É preciso que haja o equilíbrio para discernir o que é bom do que é mau, do que é santo do que profano. E às vezes é tão difícil de saber como é difícil saber onde termina o dia e começa a noite.

Experiência: O som na igreja. Talvez alguns vão achar o fato risível, mas é verdadeiro. Em 1954, mais ou menos, surgiram no Maranhão os amplificadores de som. Não eram tão potentes como hoje. Eram aquelas bocas de percussão redondas e fanhosas, em forma de um funil, usadas nos bairros. Quem primeiro trouxe o som amplificado do Sul do país para a nossa terra foi um famoso baile de carnaval chamado “Bigurrilho”. Deu certo. Podia-se agora com os aparelhos de som, tendo em mão um microfone, falar para uma multidão.
As igrejas católicas compraram para celebrar a missa. As igrejas evangélicas, também adquiriram. Chegou a vez de a Igreja Adventista comprar o seu equipamento de som. A Comissão da Igreja se reuniu e votou comprar um aparelho de som. Se você acha que foi fácil, engana-se. Um ancião da igreja protestou: “Aparelho de som é coisa do Diabo. Isso foi feito para brincar o carnaval, e não pode ser usado pelo povo de Deus numa igreja”. Ele achava que a igreja não podia ser profanada com uma coisa que também era usada pelo Diabo, no carnaval.
O interessante é que aquele irmão buscava argumento na Bíblia e no Espírito de Profecia para provar que numa igreja não se podia usar som (que ele chamava de microfone). Argumentos:
- Cristo nunca falou em microfone, quando falava às multidões. É verdade. Cristo conhecendo a lei da física, para ter uma boa acústica subia para os montes. Falava para 10 mil pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças.
- A Sra. White falava nas campais para uma grande multidão, sem nunca ter usado um microfone. Dizem que sua voz era ouvida à distância de um quilômetro.
Por causa da polêmica criada, o serviço de som não foi colocado na igreja no primeiro momento, mas depois foi comprado, sem o voto daquele ancião. Quando ele ia pregar, não tocava no microfone para não se contaminar. O microfone ficava num pedestal.
Hoje, qual é a igreja que não usa o som? Nenhuma. Você gostaria de vir cada reunião da igreja ouvir a Palavra de Deus sem som? Recentemente, nessa igreja foi realizada uma grande semana de oração com um grande orador. Na hora do culto faltou energia. Que dificuldade!

- O Diabo usa o som. Mas Deus também tem o direito de usar para proclamar a Sua mensagem.
1 – O serviço de som numa igreja pode ser uma bênção para aqueles que querem louvar ao Senhor. Mas pode ser também uma maldição... O Diabo pode se aproveitar e tirar a atenção das coisas de Deus e bagunçar o culto. Necessitamos distinguir o santo do profano.
2 – Já que estamos falando de som, falemos um pouco da música na igreja. O objetivo da música na igreja é louvar a Deus. O Diabo tem aproveitado o máximo para que o povo de Deus atravesse a fronteira, indo do santo para o profano. E, às vezes, falta-nos discernimento para separar o santo do profano. É preciso separar, mas não podemos perder o equilíbrio espiritual.
3 – Assim, poderíamos mencionar o uso do Play Beck, dos instrumentos eletrônicos, dentre os quais o piano eletrônico, que algumas de nossas igrejas não aceitam; poderíamos também citar as músicas gospel muito cantadas nas Rádios FM evangélicas, cujas letras falam de Jesus, mas a música enaltece o Diabo. É o santo e o profano convivendo juntos.

C - A Era dos computadores.

1 – O computador tem sido motivo de discussão na igreja nestes últimos dias.

a) Os sermões cibernéticos. Consiste em pregar a Palavra de Deus, usando apenas áudio visual.
a) Um pastor resolveu usar e abusar do computador. Todo o sermão era feito em “power pont”. Ninguém mais usava a Bíblia. Tudo aparecia na tela. Os irmãos perderam o costume de levar Bíblia e hinário para a igreja. Para quê? Os jovens gostaram, mas os velhos, não. Começou a surgir o “conflito de gerações”. Os idosos, insatisfeitos, foram à administração e pediram a saída do pastor. (Não é o caso da sua Igreja).

(1) Neste caso, num sermão gravado num computador não há muita necessidade de estar presente na igreja. Basta um “pendraive” para fazer uma cópia e assistir depois em casa..

IV – FUJAMOS DA FRONTEIRA

A – Precisamos discernir o santo do profano.
1 – Temos que descobrir a linha da fronteira e não vivermos nela.

B – Não é bom viver na divisa.

1 – A história das fronteiras é cheia de crises, transações perigosas, comércio negro, contrabando.
a) Precisamos localizar a divisa entre o santo e o profano.

C – Ilustração: Entre os Estados Unidos e Canadá, bem na linha divisória, algum tempo atrás, morava um adventista. Uma parte de sua casa estava nos Estados Unidos e a outra metade no território do Canadá. A risível história diz que ele foi multado em 200 dólares, por contrabando. Ele comprou um litro de leite nos Estados Unidos (na parte correspondente à sala de sua casa), mas quando os fiscais chegaram estava ele tomando o leite no outro lado da fronteira (na parte correspondente à cozinha de sua casa). Não tinha como se justificar. Ele vivia na fronteira de dois países..

1 – Não é bom viver na fronteira.
2 – Muitos já passaram da fronteira.
– “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não e que já estais reprovados”. (II Coríntios 13:5)


Conclusão:

A – Se a sua experiência cristã é de um pavio apagado, ore para que Deus torne a acendê-lo.

B – Se a sua fé é de um fogo bruxuleante peça a Deus que a revigore.

C – Se a sua fé é uma chama viva peça a Deus que a conserve queimando.

D – Às vezes pode ser difícil saber distinguir o santo do profano, assim como é difícil saber exatamente o momento exato onde termina o dia e começa a noite.

1 - Que possamos olhar contemplar o rosto do nosso semelhante e ver a imagem de Deus, tendo a certeza de que é dia.

ORAÇÃO: Senhor nosso Deus, vivemos hoje num mundo difícil e complicado e muitas vezes temos dificuldades de saber distinguir o santo do profano. Por isso te pedimos que abras a nossa mente para sabermos distinguir as tuas verdades das coisas do inimigo Satanás. Queiras abençoar a Tua Igreja, a fim de que não seja nunca enredada pelas vãs filosofias e teorias humanas. Pedimos-te que nos ajudes a colocar a Tua Palavra em primeiro lugar na nossa vida diária, para nortear a nossa vida hoje e sempre. Nós te pedimos estes favores no nome precioso de Jesus. Amém!

Hinos Sugeridos: H.A., 18, 405, 506, 587, 577.


Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

4 comentários:

  1. Pastor Saraiva!!!
    Maravilha lê-lo e encontrá-lo aqui também!
    Feliz Sábado!

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  2. william olha pastor essa ideia foi divina vio vc está de barabens que deus o abenssoi vc sempre.

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  3. Oi Pastor Saraiva estivemos com o senhor no encontro pedagogico da AAmaR e foram momentos maravilhosos e de puro aprendizado muito obrigado

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  4. Oi Pastor que bom encontra aqui sou sua filha de batismo tive a benção de ser batizada pelo Sr. no dia 05 de setembro 1980 em Manaus- Amazonas num dia chuvoso no Coroado onde o nosso Ancião era o Irmão José Vidal hoje sou casada com um Pastor Roberto Oliviera estamos na Aamar.

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