quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ficar ou Namorar?

“Ficar” é uma boa alternativa para substituir o namoro? E para os mais liberais, o casamento?

Antes de responder, leia o que tenho a dizer:

Primeiro, vamos definir o que é “ficar” . Jacqueline Chaves, em seu livro “Ficar com – o novo código entre jovens” – Editora Revan – define como “um relacionamento informal, rápido e descomprometido entre um rapaz e uma moça, durante o qual eles trocam carícias de intimidades variadas, chegando, eventualmente ao ato sexual. Ficar é um código de relacionamento marcado pela falta de compromisso e pela pluralidade de desejos, regras e usos”. (Pg. 12).

“Ficar” não é pré namoro e muito menos um namoro em miniatura. É exatamente o contrário. O namoro tem como base o compromisso entre os dois, mesmo que informal, mas forte e bem estabelecido pela sociedade. No “ficar”, o único compromisso é não ter compromisso. O objetivo principal é a busca do prazer.

Em resumo: o propósito ou objetivo principal é a busca do prazer físico, ou como diz Jacqueline Chagas, “é um exercício de sedução.”

Depois de ler até aqui, eu lhe pergunto: Ficar é bom para você?
Se você quer ficar, você também quer casar?
Se você quer casar, você ainda quer ficar?
O que você acha dessa declaração: “Quem casa não “fica”, quem “fica” não casa.”?

O apóstolo Paulo disse certa vez: “Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.” (Romanos 14:5). Eu concordo com isso; você não deve ter a opinião dos outros, mas a sua própria. Cada jovem cristão deve definir-se quanto a onde colocar os limites nos contatos físicos durante o namoro e noivado. Você é livre para escolher e para decidir.

Mas, como essa posição de Paulo não o impediu de dar a sua própria opinião sobre tantos assuntos, quero concluir expressando também a minha opinião:

Creio que os jovens cristãos terão amplas razões para serem reservados em suas expressões físicas de afeição. Antes do casamento, deveriam evitar até mesmo as chamadas “carícias leves”, permitindo abraços e beijos mais intensos somente nos estágios finais de um relacionamento e companheirismo maduro, e ainda assim, com reservas. Creio que ir além, é assumir o risco de sofrer tristezas, arrependimentos, desapontamentos, e até mesmo acabar uma amizade que, de outra forma, poderia ser bela, edificante e permanente.

Minha opinião é essa, mas a escolha é sua. Espero que você tome a sua decisão de maneira sábia, reverentemente, diante de Deus, para que seja feliz; porque é isso o que Deus deseja, e isso é o que eu também desejo a você.

PR. JOSÉ CARLOS EBLING
Doutor em Educação Religiosa e Aconselhamento Matrimonial pela Andrews University. Professor universitário e conselheiro matrimonial no UNASP - campus Engenheiro Coelho, SP. Autor dos livros : Namoro No Escuro, Mosaico Do Amor, Amigos Para Sempre, Sentido Único, Saúde No Relacionamento Familiar, Depressão : Você Não Está Sozinho, Perdas e Danos. Casado com Nair Ebling Coordenadora da Extensão Universitária do Unasp - Campus II e autora de diversos livros Didáticos publicados pela CPB.

2 comentários:

  1. Olá bom, estive pesquisando algo como realcionamento entre pessoas. como trabalho com adolescentes, fico feliz em saber que tem pessoas capaz tambem de se preocupar com nossos meninos em geral. parabens pela sua orientação.

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  2. Bom dia,este é um assunto que é mais discutido entre todos os adolescentes. obrigada pela orintetação fico feliz em saber que tem pesssoas inteligentes preocupados com nossa turma.Obrigada!

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