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quinta-feira, 30 de abril de 2009

31 razões para cuidar com a televisão

O pastor americano David Wilkerson, um dos mais respeitados líderes cristãos deste século afirma que é hora de se aproveitar o tempo, e não desperdiçá-lo à frente da televisão. Ele é o criador da instituição “Desafio Jovem”, que trabalha na restauração de drogados e autor, entre outros, do livro “A Cruz e o Punhal”, best-seller que conta seu chamado para trabalhar com jovens delinqüentes em Nova York. Seu ministério teve repercussão mundial depois que se decidiu a utilizar em oração as duas horas que gastava diariamente vendo TV, nos EUA. Wilkerson relaciona 31motivos bíblicos para cristão tirar a TV de casa:

1. Temos um mandamento direto para não trazê-la para os nossos lares. “Não meterás, pois, cousa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada” (Deut. 7:26).

2. Coloca os telespectadores na roda dos escarnecedores. “Bem-aventurado é o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmo 1:1-3).

3. Os vitoriosos não devem colocar nada que seja mau diante dos seus olhos. “Portar-me-ei com inteligência no caminho reto. Quando virás a mim? Andarei em minha casa com um coração sincero. Não porei coisa má diante dos meus olhos: aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Salmo 101:2-3).

4. Quando ativado por Satanás representa comunhão com as obras das trevas. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (Cor. 6:14).

5. Polui o fluir puro dos bons pensamentos. “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fil.4:8).

6. Toca a coisa impura a respeito da qual Paulo advertiu. “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei” (2 Cor. 6:16,17).

7. É impróprio para a noiva que se prepara para Cristo. “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo” (Apoc. 21:2). “…e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lucas 1:17).

8. Não devemos desperdiçar o tempo, mas remi-lo. “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef. 5:14-16).

9. Não devemos ser co-partícipes dos ídolos dos filhos da desobediência. “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, cousas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas cousas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as cousas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz” (Ef. 5: 3-13).

10. Os espectadores se assentam no trono da violência, o que remove a aflição pelo pecado. “Ai dos que andam à vontade em Sião…que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência; que dormis em camas de marfim… as não vos afligis com a ruína de José” (Amós 6: 1,3,4,6).

11. Ela com certeza não renova a mente. “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rom. 12:1,2).

12. Representa o fermento do mundo e deveria ser lançado fora do lar. “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento.Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (I Cor. 5:6-7).

13. Devemos mortificar tudo que seja imundo e idólatra. Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas cousas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].” (Col. 3: 1-3, 5,6).

14. É uma linguagem obscena da qual devemos nos despojar segundo o mandamento. “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar” (Col. 3:8).

15. Não é um viver inculpável e santo, digno de Deus. “Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros que credes. E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (I Tess. 2:10-12).

16. Os espectadores não estão possuindo o próprio corpo em santificação e honra. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação” (I Tess. 4:3,4,7).

17. É uma fonte poluidora da qual procedem a maldição e a amargura. “De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas cousas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tiago 3: 10-12).

18. Remove a vergonha causada pelo pecado. “Serão envergonhados, porque cometem abominação sem sentir por isso vergonha; nem sabem que cousa é envergonhar-se. Portanto, cairão com os que caem; quando eu os castigar, tropeçarão, diz o Senhor” (Jeremias 8:12).
19. Cristo nos chama a ungir os nossos olhos, não a envenená-los. “E colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Apoc. 3:18).

20. Devemos purificar-nos de toda impureza da carne, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Cor. 7:1).

21.O ministério para Cristo requer que renunciemos às coisas desonestas ocultas. “Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as cousas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2 Cor. 4:1,2).

22. É um ídolo que causa confusão e deveria ser odiado. “E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar” (Marcos 9:42).

23. Ofende as crianças, levando-as ao tropeço. “E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar” (Marcos 9:42).

24. A visão conduz à prevalência da soberba. “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa. Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” (Salmo 19:7-14).

25. Já é tarde. Cristo volta em breve. Devemos rejeitar todas as obras das trevas. “Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, nem em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rom. 13:12-14). “E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (I Jo. 3:3).

26. Deus ordena que o povo santo destrua e rejeite todos os ídolos. “Porém assim lhes fareis: derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura. Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Deut. 7:5-6).

27. É amizade com o mundo, produzindo inimizade para com Deus. “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:3-4).

28. A face do Senhor está contra os praticantes do mal, e os espectadores não estão apartando-se do mal, como foi ordenado. “Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a sua língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (I Pe. 3:10-13).

29. Se você acha que se trata apenas de uma mácula em sua roupa, ainda assim está errado. “Por esta razão, pois, amados, esperando estas cousas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (2 Pe. 3:14). “Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelos erros desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza” (1 Pe. 3:17).

30. A televisão abrange as três tentações que Satanás introduziu no Éden. “Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (I Jo. 2:15-17).

31. Os vitoriosos que vêem o Senhor na Sua glória não necessitam disto. “Que mais tenho eu com os ídolos? eu o tenho ouvido, e isso considerarei” (Oséias 14:8).

VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Regional J.A, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog Tinguiteen, Blog Esperança, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: As Brincadeiras de Criança

As crianças dos tempos bíblicos apreciavam muitas brincaderias, como imitar casamentos, funerais, festas típicas e outras cerimônias do seu povo (Mt. 11:16-17).

A maioria dos brinquedos eram feitos pelos pais. Havia apitos, chocalhos e brinquedos de madeira com rodinhas semelhante a carrinhos.Havia também vários tipos de bolas para improvisar jogos e balanços fixados a galhos de árvores.

As meninas tinham bonecas de pano ou de madeira, algumas com braços móveis, presos ao corpo por barbantes. Elas tinham também pequenas mobílias de madeiras e vasilhinhas onde os serviços domésticos eram imitados.

Fonte: Wiilian L. Coleman. Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos.

A criação do Universo e da Terra

Autor: Nuno Neves, arqueólogo, membro da IASD de Coimbra, Portugal.

“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Génesis 1:1); a que “princípio” se refere este versículo? O próprio verso nos dá a resposta logo de seguida: “criou Deus os céus e a terra”. Ou seja, “princípio” refere-se a uma época onde se inclui o momento em que a terra e os céus foram criados por Deus.

Porém, este termo surge por diversas vezes na Bíblia, em diferentes contextos. Há, no entanto, alguns textos bíblicos com o mesmo sentido e contexto específico do que é aqui mencionado, os quais nos poderão ajudar a confirmar definitivamente qual a época em causa:

1) “Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra das Tuas mãos” (Hebreus 1:10). Mais uma vez é nos dito que a fundação da terra e dos céus foram um dos acontecimentos desta época designada “princípio”.

2) “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai: ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8:44). Podemos entender aqui que “princípio” diz respeito ao período que decorria quando o mal surgiu em Lúcifer, pois antes desse facto não existia o mal nem homicidas. Nessa altura o diabo era um anjo celestial sem mácula. Tudo isto aconteceu antes da fundação do mundo, nos céus.

3) “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (João 1:1-3).

Sabemos que o “Verbo” aqui mencionado é Cristo:

  .1) “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus” (Apocalipse 19:13);

  .2) “Pai, aqueles que Me deste, quero que, onde Eu estiver, também eles estejam Comigo, para que vejam a Minha glória que Me deste; porque Tu Me hás amado antes da fundação do mundo” (João 17:21);

  .3) “E, agora, glorifica-Me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha Contigo, antes que o mundo existisse” (João 17:5).

Constatamos que aqui “princípio” se refere à época anterior à fundação do mundo.

4) “Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (I João 3:8); refere-se à época durante a qual surgiu o mal, e por consequência o pecado. Sabemos que este acontecimento sucedeu nos céus, antes da criação do mundo.

Concluímos assim que este “princípio” foi um período, de duração desconhecida, que antecedeu a criação do mundo. Acontecimentos deste período (não podem ser datados, por isso não há aqui ordem cronológica, mas sim uma ordem da sucessão dos fatos):

- os céus foram criados;
- surge o mal, em Lúcifer;
- rebelião de Satanás contra Deus;
- batalha de Jesus e Satanás no céu;
- criação da terra “sem forma e vazia”; este acontecimento teria de ser obrigatoriamente anterior à expulsão de Satanás;
- Satanás e os seus anjos foram expulsos para a terra.

Outra questão que se levanta é: a que céus se refere Génesis 1:1?

Mais uma vez, a Palavra de Deus não nos deixa desamparados e esclarece-nos, se analisarmos alguns textos:

1) “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca” (Salmos 33:6). 

Que exércitos são estes? São os exércitos dos céus,tal como o próprio verso indica . Mas por quem é constituído esse exército dos céus? Sabemos que a Bíblia chama de exército aos anjos de Deus, que O servem, conforme podemos observar nestes versículos:

2) “E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo...” (Lucas 2:13);

3) “Mas Deus se afastou, e os abandonou a que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios no deserto, por quarenta anos, ó casa de Israel?” (Atos 7:42);

4) “E como antes disse Isaías: se o Senhor dos Exércitos nos não deixara descendência, teríamos sido feitos como Sodoma, e seríamos semelhantes a Gomorra” (Romanos 9:29); 

5) “E seguiam-no os exércitos no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro” (Apocalipse 19:14);

6) “Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Tiago 5:4);

7) “Assim, os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados” (Génesis 2:1). 

A expressão “Senhor dos exércitos”, repetida inúmeras vezes em toda a Bíblia, é clara, trata-se dos exércitos do Senhor, os anjos celestiais. 

No entanto, Génesis 2:1 acaba com esta dúvida de vez, indicando-nos precisamente o mesmo contexto de Salmos 33:6 “os céus, e a terra, e todo o seu exército”, ou seja, o exército dos céus e o exército da terra, isto é, tudo o que os céus contém, e tudo o que a terra contém. Podemos assim concluir que este exército é constituído não apenas pelos anjos celestiais, mas também por todo o universo e seus planetas, bem como pelos seres não caídos.

1) “Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste...”  (Salmos 8:3); trata-se dos céus que contém a lua e as estrelas.

2) “Ele fez a terra com o Seu poder, e ordenou o mundo com a Sua sabedoria, e estendeu os céus com o Seu entendimento” (Jeremias 51.15).

3) “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para Ele como gafanhotos: Ele é o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda para neles habitar” (Isaías 40:22); se Deus está assentado sobre o globo da terra estes “céus” apenas se podem referir ao espaço sideral, isto é, todo o espaço para além da atmosfera terrestre, onde estão localizadas as estrelas e todos os outros planetas.

4) “Ele fez a terra pelo Seu poder; Ele estabeleceu o mundo por Sua sabedoria, e com a Sua inteligência estendeu os céus” (Jeremias 10:12).

Se isto ainda não bastasse, há ainda um aspeto que nos permite afirmar, com certeza, o fato de que estes “céus” correspondem ao espaço sideral.

A própria Bíblia (pelo menos na tradução da edição revista e corrigida João Ferreira de Almeida) faz a distinção entre “céus” (espaço sideral) de Génesis 1:1 e “Céus” (atmosfera terrestre) de Génesis 1:8.

De destacar que esta distinção surge única e exclusivamente nestes versículos, ao longo de toda a Bíblia. E mesmo assim a distinção apenas está presente desde o versículo 1 até ao versículo 8, pois no versículo 9, e a partir daí, no resto da Bíblia, quando se fala da atmosfera terrestre o termo utilizado é “céus”, como podemos observar nos versos 14, 17, 20 e em diante (nestes, porém, a distinção continua mesmo assim a ser efetuada, quando se está a falar da atmosfera terrestre, não pelas letras minúsculas ou maiúsculas, mas através do termo “expansão dos céus”. Mas, a partir daí desaparece totalmente).

Esta diferenciação, feita pela própria maneira como os termos estão escritos, é natural se tivermos em conta que no versículo 8 se trata de um nome próprio, que aliás, estava a ser utilizado pela primeira vez para designar algo, neste caso a atmosfera terrestre. Para além disso, o termo “céus” de Génesis 1:1 nunca poderia ser no sentido de atmosfera terrestre, pois esta só foi criada posteriormente, no versículo 8.

Ainda em Génesis 1:1, outra questão se coloca: a que “terra” se refere este verso?

a) A uma “terra” sem forma e vazia, sem qualquer tipo de luz, coberta de água. “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Génesis 1:2); “observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz” (Jeremias 4.23). Apesar do contexto aqui ser diferente e de ter passado muito tempo depois de Génesis 1:1, 2, Jeremias, como que tendo uma visão, faz uma descrição do estado desta “terra”, descrição essa que até mesmo nos termos é praticamente igual à de Génesis 1:2.

b) Esta “terra” representa o estado primordial do planeta, antes de Deus iniciar o seu processo de ordenamento e renovação, processo esse iniciado apenas a partir do verso 3, pois no verso 2 Deus estava presente mas ainda não tinha comçado a agir: “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.  Trata-se de uma terra que existiria provavelmente sob a forma de matéria, talvez um “planeta morto”; “envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra” (Salmos 104:30).

c) De fato, esta “terra” de Génesis 1:1 apenas se poderia referir a este “esboço” do planeta, pois a Terra (continente) propriamente dita só foi criada posteriormente, nos versículos 9 e 10: “... e apareça a porção seca. E assim foi. E chamou Deus à porção seca Terra...”

E mais uma vez, à semelhança do que aconteceu com a questão dos “céus”, a distinção entre “terra” (“esboço”) de Génesis 1:1 e “Terra” (continente) de Génesis 1:10 é feita também pela própria maneira dos termos estarem escritos, sendo que no verso 10 surge com maiúscula (na tradução João Ferreira de Almeida, edição revista e corrigida) pois é um nome próprio, uma designação que estava a ser dada a algo novo e que estava a surgir pela primeira vez. Esta distinção, tal como aconteceu com a questão dos “céus”, surge unicamente entre Génesis 1:1 e Génesis 1:10 (logo de seguida, no versículo 11 e em diante, já aparece “terra”, com minúscula e não maiuscúla) não estando presente em mais lado nenhum em toda a Bíblia. 

Levantam-se assim algumas questões pertinentes: qual o motivo de surgir esta distinção na forma como os termos, “céus” e “terra”, foram escritos? Por que razão não surge esta diferenciação em lado algum na Bíblia, e apenas nestes versículos? Por três razões possíveis, algumas delas já enunciadas:

a) Os termos com maiúsculas são nomes próprios, dados a algo novo que surgia pela primeira vez;

b) Esta distinção surge apenas neste capítulo e nestes versos específicos provavelmente porque era justamente aqui que era necessário ela ser feita;

c) Depois dos termos “Céus” e “Terra” aparecerem não voltam a surgir, pois depois de atribuídos pela primeira vez seria desnecessário estar sempre a repetir e a própria distinção também seria desnecessária.

Conclusões

a) Foi para o “esboço” do planeta terra que Satanás foi precipitado, juntamente com os anjos que aderiram à sua causa (isso aconteceu no período designado “princípio”, de Génesis 1:1), pois a criação da Terra (continente) e do ser humano foram posteriores (Génesis 1:9, 10). A ação de criação e renovação deste “esboço” só foi iniciada no versículo 3.

b) A Terra propriamente dita, que consistia num único continente (a chamada “Pangea”, que ficou dividida posteriormente com o Dilúvio) só foi criada já no terceiro dia: “...e chamou Deus à porção seca Terra... E foi a tarde e a manhã o dia terceiro” (Génesis 1:10, 13); "eles voluntariamente ignoram isto: que, pela palavra de Deus, já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste" (II Pedro 3:5).

c) O planeta irá, de certa forma, regressar ao seu estado inicial (o “esboço”), depois da segunda vinda de Cristo, quando Satanás ficar cá sozinho durante o milénio, enquanto os filhos de Deus estarão no céu com Cristo. Podemos constatar isso pela descrição que é feita na Bíblia do estado em que o planeta ficará e estabelecendo os paralelismos:

  .1) “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão” (II Pedro 3:10);

  .2) “Eis que o dia do Senhor vem, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação, e destruir os pecadores dela. Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz... Pelo que, farei estremecer os céus, e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos Exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira” (Isaías 13:9, 10, 13);

  .3) “Ai daqueles que desejam o dia do Senhor! para que quereis vós este dia do Senhor? trevas será, e não luz... Não será, pois, o dia do Senhor trevas e não luz? Não será completa escuridade, sem nenhum resplandor?” (Amós 5.18, 20);

  .4) “Tocai a buzina em Sião, e clamai em alta voz, no monte da Minha santidade: perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, ele está perto: Dia de trevas e de tristeza; dia de nuvens e de trevas espessas, como a alva espalhada sobre os montes, povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. Diante dele, um fogo consome; e atrás dele, uma chama abrasa: a terra diante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele, um desolado deserto; sim, nada lhe escapará...Como o estrondo de carros sobre os cumes dos montes, irão eles saltando; como o ruído da chama de fogo que consome a pragana, como um povo poderoso, ordenado para o combate... Diante dele, tremerá a terra” (Joel 2:1, 2, 3, 5, 10);

  .5) “O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do Senhor: amargamente clamará, ali, o homem poderoso. Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas...” (Sofonias 1:14, 15);

  .6) “E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas, e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas” (Lucas 21:25);

  .7) “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra” (Apocalipse 6:12);

  .8) “E, naquela mesma hora, houve um grande terramoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terramoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu” (Apoca. 11.13);

  .9) “E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terramoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terramoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilónia se lembrou Deus, para lhe dar o cálix do vinho da indignação da sua ira. E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam” (Apocalipse 16:18, 19, 20). 

Pormenores que se destacam: a terra ficará em trevas, desolada, vazia, como um deserto (Jeremias 4:23-28); as águas invadirão a terra (se bem que não permanecerão “e vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1); um tremor de terra gigantesco altera a geografia e topografia dos continentes, ficando a forma da terra alterada por consequência. O paralelismo com o “esboço” da terra de Génesis 1:1 é flagrante, as características são as mesmas (com a exceção de que o planeta não ficará totalmente coberto com águas).

Destaque também para Apocalipse 20:1-3: “e vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão... Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos; E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois, importa que seja solto por um pouco de tempo.E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois, importa que seja solto por um pouco de tempo.”

O lugar onde Satanás é lançado é descrito como um “abismo”, que é precisamente o mesmo termo utilizado em Génesis 1:2 para descrever o “esboço” da terra. O Pr. Mark Finley confirma este fato; no livro “Examinai Tudo”, pág.70, a respeito deste aspecto diz também “Apocalipse 20:1,2  acrescenta que Satanás está amarrado por uma cadeia de  circunstâncias nesse “poço sem fundo”, ou abismo. A palavra grega “abussos” é a mesma palavra usada na tradução grega do hebraico do Velho Testamento para a frase “sem forma e vazia”. Em Génesis 1:2, quando Deus chamou o mundo à existência, ele era sem forma e vazio, isto é, um mundo desolado, envolto em trevas, um abismo onde nada existia, até que Deus separou a parte seca e criou então um novo mundo, cheio de vida. A terra será, de novo, reduzida ao nada. O pecado será destruído. Desse abismo do velho mundo, Deus criará uma nova terra de extraordinária beleza (II Pedro 3:13; Apoc. 21.1-5). "

O ciclo da Criação voltará assim a repetir-se. Em Génesis 1 o “esboço” da terra foi criado e depois Deus iniciou o processo de organização e renovação, surgindo o território retirado das águas. Da mesma forma, durante o milénio Satanás estará num planeta Terra muito semelhante ao “esboço” que existia em Génesis 1, mas depois disso, com a descida da Nova Jerusalém, tudo voltará a ser renovado e reorganizado (o que é confirmado, como se viu, pelo texto acima mencionado do Pr. Mark Finley).

A luz presente em Génesis 1:3 não era proveniente do Sol nem da Lua, pois estes só foram criados posteriormente em Gén. 1:14-18, no quarto dia da criação/remodelação da Terra. Mas esta iluminação era proveniente da glória de Deus; “porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (II Coríntios 4:6), tal como voltará a suceder na Nova Jerusalém: “e a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite” (Apocalipse 21:23, 24, 25).

Da mesma forma, assim como na Nova Jerusalém o Sol e a Lua não serão necessários, também no “esboço” da terra de Génesis 1 não eram necessários porque Deus a iluminava, pois “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas...” (Génesis 1:2), sendo como “lâmpada... e luz...” (Salmos 119:105).

Os criacionistas, de uma forma geral, atribuem uma idade de cerca de 6.000 anos à Terra: não se sabe, porém, quanto tempo teve o período designado “princípio” (Génesis 1:1), nem se sabe durante quanto tempo existiu o “esboço” da terra (Génesis 1:2). 


FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ainda à espera do Messias...

Moshe Feiglin, líder do Manhigut Yehudit (Movimento Judaico de Liderança) disse que caso fosse eleito Primeiro-ministro de Israel, tentaria reconstruir o destruído Templo de Jerusalém.

'Não sei se terei o mérito de fazer algo que é a aspiração de todos os judeus. Mas se me tornar Primeiro-ministro, retirarei o controlo do Monte do Templo (n. d. r.: também conhecido como Esplanada das Mesquitas) do Waqf (n. d.r.: nome dado ao empreendedorismo islâmico, normalmente associado a lugares e motivos religiosos), e reinstalarei a soberania judaica em todo o espaço e, esperançosamente, reconstruirei o templo', afirmou Feiglin, que assume ainda ser este um desejo judaico desde 1967, ano da fundação do moderno estado de Israel.

Feiglin, sustentando que este propósito simboliza a essência de um estado judaico, fez esta declaração durante a Conferência de Ramle, patrocinada pela organização sionista Komemiyut e por um pequeno grupo de rabis. O tema deste encontro foi 'Entre Israel e as Nações do Mundo'.

Moshe Feiglin é membro do partido Likud (união, em hebraico; congrega a direita liberal, sionista, nacionalista e conservadora), liderado por Benjamin Netanyahu. Nas últimas eleições, ele era o 20º cabeça de lista e, por isso, tinha quase assegurado um lugar no Knesset, o parlamento israelita. No entanto, Netanyahu alterou a lista colocando-o no 36º lugar. Assim, Feiglin ficou fora do parlamento na presente legislatura.

Que relação podemos aqui encontrar com os ensinamentos da Bíblia?

O rabi Zalman Melamed, líder espiritual do Komemiyut, prevê para breve um despertamento religioso entre os judeus, dizendo que 'existe um firme processo de desenvolvimento no qual o estado está gradualmente se tornando mais religioso'.

Eventualmente mais significativa é a sua convicção de que 'há um número crescente de famílas religiosas e um forte sentimento de que as pessoas desejam que a redenção chegue já. E parte desse processo será a reconstrução do templo'.

A escatologia hebraica visiona a construção do terceiro templo em Jerusalém (após a destruição dos dois anteriores) juntamente com a vinda do Messias.

No entanto, este não será um processo simples (mesmo sob o ponto de vista político e social, já para não falar do biblico-profético que apresentarei de seguida...). Desde o século VII que o lugar do Templo é ocupado pela Cúpula da Rocha, um dos mais importantes monumentos islâmicos em todo o mundo, e pela Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar sagrado para os muçulmanos, depois de Meca e Medina.

A Bíblia é muito clara quanto ao Messias, ao futuro Rei de Israel e de como se estabelecerá o Seu reino.

De entre as dezenas de profecias do Antigo testamento que anunciam a Sua chegada, recupero a de Isaías 7:14 que diz 'portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel'. Isaías 53 faz uma perfeita descrição do Messias e Seu ministério.

O Novo Testamento conta a bela história desse Rei.

Lucas 2:28-34 relata o momento em que Simeão, um líder judeu se encontrou com Jesus (ainda este era um bebé de oito dias), nestes termos: 'ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse: 'agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a Tua palavra; pois já os meus olhos viram a Tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações, e para glória de Teu povo Israel. E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam. E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: eis que Este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado'.

Pelo Espírito do Senhor (v. 26), Simeão anunciou que Aquele bebé seria para salvação, glória de Israel (ou povo escolhido) mas também para queda e elevação de muitos em Israel'.

João 1:40-41 relata quando Ele foi descoberto pelos judeus: (não era por não serem líderes que eles não eram judeus...) 'era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: achamos o Messias (que traduzido é o Cristo).

Quando Jesus se encontra com a muher samaritana, dá-se o seguinte diálogo (João 4:25-26): 'a mulher disse-lhe: eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, Eu que falo contigo'.

Por terem os judeus, o seu próprio povo, rejeitado o Messias, Jesus entregou as bênçãos da salvação a outra nação que O honrasse devidamente.

Mateus 21:42-43 conta: 'disse-lhes Jesus: nunca lestes nas Escrituras: a pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo. (...) Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos'.

Finalmente, sim, a redenção irá chegar em breve. Mas não será com a reconstrução de qualquer edifício terreno, mas sim como disseram os anjos àqueles que viram Jesus ascender aos céus (Atos 1:11): 'os quais lhes disseram: homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu O vistes ir'.


FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A corrida cristã

SERMÃO

Texto: Hebreus 12:1

Introdução:

A - As Olimpíadas, ou os Jogos Olímpicos, são sempre realizados, em algum lugar do mundo, de quatro em quatro anos.

1 – Embora sejam realizados de quatro em quatro anos, muitos atletas se preparam todos os dias.

B - A famosa Corrida de São Silvestre é realizada uma vez por ano, em São Paulo.

1 – Atualmente, comparecem corredores de toda a parte do mundo, especialmente os africanos que quase sempre ficaram nos primeiros lugares, nos últimos anos.

a) – Todos eles fazem um preparo especial.

2 – Todos têm um objetivo: Ganhar o Prêmio.

I – A CORRIDA CRISTÃ.

A – O texto da mensagem diz: “Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta”. (Hebreus 12:1 últ. parte).

1 - É uma corrida que todos nós temos de tomar parte.

2 - Haverá um prêmio como recompensa? Um troféu a ser levantado no final da corrida?

II – COISAS PECULIARES DE UMA CORRIDA PEDESTRE.

A – As Peculiaridades são:

1 – Há uma pista a trilhar.
2 – Há um alvo a alcançar.
3 – Existem regras a seguir.
4 – Existem outros corredores com quem competir.
5 – Há expectadores que estão a animar. Correr numa pista vazia não traz inspiração.
6 – Finalmente, há um prêmio a ganhar...

III – AS COISAS PECULIARES DA CORRIDA CRISTÃ.

A – As Peculiaridades são:

1 – Existem as Testemunhas – “Portanto também nós, visto que temos a rodearmos tão grande nuvem de testemunha, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta”. (Hebreus 12:1).

a) As testemunhas são os anjos. – “Não são todos eles espírito ministradores, enviados para o serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?”. (Hebreus 1:14).

(1) Os anjos são espíritos ministradores para nos orientar na Corrida Cristã. Eles sempre estão prontos para nos ajudar na hora difícil.

Ilustração: Minha experiência viajando numa estrada na África.
Eu viajava de Moçambique ao país vizinho chamado Zimbábue. Embora a estrada fosse asfaltada, estava cheia de buracos. Viajando a uma velocidade de 80 km, entrei numa curva, e qual não foi a minha surpresa, quando vi um caminhão, vindo em grande velocidade, na contramão, em minha direção. Tive a intuição de correr para o outro lado da pista. O motorista do caminhão, vendo também o perigo, voltou para a sua mão, onde eu estava. Ia-me pegar de cheio, vindo em grande velocidade para cima de mim. Em fração de segundos a carreta ia-me esmagar. Então clamei: “Meu Deus”! Senti que uma força misteriosa puxou a direção do carro para o outro lado contrário, fazendo-o voltar para a mão certa. O caminhão passou veloz por mim, e eu por ele, sem nos batermos. Eu viajava com um nativo, funcionário da escola, de nome João Orlando. Perguntei-lhe: “Orlando, foi você que puxou a direção para o outro lado?” Ele me respondeu: “Eu, não, pastor. Apenas fechei os olhos para não ver a morte”. Lá adiante, paramos o carro para orar. A nossa vida tinha sido salva.

(2) Esse é o trabalho dos anjos. “O anjo do Senhor acampa ao redor dos que O temem e os livra”. (Salmo 34:7).

2 – A Corrida é instituída pelo próprio Deus.
3 – A linha de partida é a mesma para todos.
4 – A pista é reta. Na há atalhos.
5 – Não é algo que dure apenas alguns dias, meses ou anos. É uma Corrida de resistência que dura por toda a vida.
6 – É cheia de obstáculos. Satanás, inimigo de Deus e nosso inimigo, interpõe-se no caminho do cristão, colocando-nos obstáculos.
7 – Não obstante, esta corrida já foi feita antes. Cristo correu primeiro em nosso lugar este caminho, dando-nos o exemplo de como podemos vencer. “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. (Hebreus 12:2).

a) Na corrida cristã só vencem os que olham firmemente em Jesus. Não adianta olhar nas coisas desta vida: nos pecados dos outros ou nas deficiências da igreja e de seus membros.

(1) É mister correr, olhando firmemente em Jesus. Quem corre olhando em Jesus, chega ao final da meta, e vence todos os obstáculos do caminho.

Na corrida cristã os homens reagem de três maneiras:

I – OS QUE NUNCA INICIAM.

A – O Mancebo Rico: – “Eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e mamarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isto tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste por ser dono de muitas propriedades”. (Mateus 19:16-22)

1 – A Bíblia nem sequer cita o seu nome. Ficou na história como o jovem rico.
2 – Ele queria ir para o céu, levando nas costas um fardo muito pesado: a sua riqueza. O mancebo rico nunca iniciou a corrida cristã.

B – O Rei Agripa: – “Então, Agripa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão”. (Atos 26:28).

1 – Paulo pregou para o rei Agripa. Mostrou-lhe o caminho.

a) O rei Agripa esteve bem perto da linha de partida. Não obstante, sua posição de rei não lhe permitiu que ele desse o primeiro passo.

II – OS QUE COMEÇAM E NÃO TERMINAM

A – J u d a s: – “Porque ele era contado entre nós e teve parte neste ministério. (ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniqüidade; e precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram”. Atos 1:17, 18.

1 – Judas seguia Jesus, visando às coisas materiais.
2 – Ele esperava que Jesus fosse se assentar no trono de Davi para reinar, tomando o poder que estava nas mãos dos romanos.

a) Pensava: “Seguindo este homem, estarei feito na vida”.

(1) Mas Jesus dizia abertamente: “Meu reino não é deste mundo”. “As raposas têm os seus covis, as aves dos céus, ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”.

b) Judas concluiu que Jesus não iria para lugar nenhum.
c) Judas começou a se decepcionar com Jesus.

Aplicação homilética: Você já se decepcionou com Jesus?

3 – Judas vendeu o seu mestre. Era a indenização por três anos de trabalho. Eram os direitos trabalhistas que ele não tinha: Carteira assinada, FGTS, PIS, INSS...


a) Judas vendeu Jesus Cristo por trinta moedas de prata. Na verdade, Judas não vendeu Jesus. Judas vendeu-se a si mesmo. Judas valia trinta moedas de prata.

Aplicação homilética: Por quanto você venderia Jesus Cristo? Eu sei o que você respondeu: “Por dinheiro nenhum”.

4 – Mas existem muitas pessoas que estão vendendo Jesus Cristo, ou melhor, estão vendendo a si mesmos por um preço mais barato do que Judas O avaliou.

a) Vendem Jesus Cristo por um copo de bebida.
b) Vendem Jesus Cristo por um cigarro.
c) Vendem Jesus Cristo por uma tragada de maconha.
d) Vendem Jesus Cristo por uma picada na veia de qualquer droga.
e) Outros vendem Jesus Cristo por “Onze Minutos” de prazer, e uma vida inteira de sofrimento e decepção.

B – D e m a s: - “Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica...”. (II Timóteo 4:10)

1 – Demas era um colaborador de Paulo na evangelização. O que levou Demas à desgraça foi o “presente século”, que o fez abandonar Paulo e desprezar Jesus Cristo.

Aplicação homilética: Os Demas de hoje. Quantos hoje desprezam Jesus e passam amar o mundo e o presente século, e abandonam a igreja. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. (I João 2:17-19). “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tiago 4:4).

2 – Demas fez uma péssima escolha.

C – A Mulher de Ló – Gênesis 19: 16 - 26.

1 – Ela começou a sua jornada, mas não a terminou.
2 – Os anjos conseguiram tirar a mulher de Ló de Sodoma, mas não conseguiram tirar Sodoma de dentro dela. Ela deveria fazer isto, mas infelizmente não fez. “Olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal”.

Experiência: Luís Gonzaga.
Foi meu colega de igreja. Batizou-se no mesmo dia em que fui batizado. Era um jovem missionário e profundo conhecedor das Escrituras. Aos poucos foi esfriando na fé. Começou a fumar, depois a beber, e caiu na apostasia. Fazendo a Operação Resgate, os jovens muitas vezes visitamos Luís Gonzaga. Ele dizia: “Estou apenas de ‘férias’. Mas eu vou voltar para a igreja”. Os dias se passavam e cada vez mais ele se afastava de Deus. Agora, a amizade dele não era mais com os jovens da igreja, mas com pessoas do mundo. Certo domingo foi à praia e, na volta - todos embriagados, inclusive o motorista - houve um terrível acidente e aquele jovem sadio e forte morreu tragicamente. No dia seguinte, os jovens da igreja foram levar Luís Gonzaga até a sua última morada. Luís Gonzaga ficou entre aqueles que começam e não terminam.

III – OS QUE CORREM ATÉ O FIM

A – O Apóstolo Paulo

1 – A vida de Paulo conta a história de um corredor fiel.
2 – Ele estava na linha de partida, quando Deus o chamou na estrada de Damasco.
Saulo de Tarso era um perseguidor a Igreja. Ao se encontrar com Cristo, deixou de ser um perseguidor e passou a ser um perseguido.

a) A partir daí, não era mais Saulo. O seu nome foi mudado. Passou a ser Paulo.

3 – Analisando a vida dos cristãos, ninguém sofreu mais por Cristo do que o apóstolo Paulo. Se você tem dúvidas, então leia: II Coríntios 11:23-27. – “São ministro de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda muito mais: em trabalhos muito mais; muito mais em prisões; em açoites sem medida; em perigo de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez apedrejado; em naufrágio três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas muitas vezes; em perigo de rios, em perigo de salteadores, em perigo entre patrícios, em perigo entre gentios, em perigo na cidade, em perigo no deserto, em perigo no , em perigo no mar, em perigo entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigia muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez”. Basta!

– Quem aqui já passou por essas turbulências da vida?

B – E quantas vezes muitos cristãos fracos, por qualquer coisinha deixam a igreja!...

1 – Dizem: “Eu não posso mais ser um cristão. A vida está difícil!”...
2 – Se a vida está difícil ao lado de Cristo, muito mais difícil será longe dEle.

C – O incentivo de Paulo aos demais corredores: – “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3: 13, 14).

CONCLUSÃO:

A – Outras peculiaridades da corrida:

1 – Na corrida cristã não existe competidor.

2 – O único competidor que temos é o nosso próprio eu.

3 – Todos os que terminam ganham o prêmio. – “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível”. (Coríntios 9: 24, 25).

B – A profunda convicção de Paulo – “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz me dará naquele Dia; e não semente a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda”. (II Timóteo 4: 7 e 8).

C – A que classe pertence você?

1 – Os que nunca iniciam a corrida cristã. Como o Mancebo Rico e o rei Agripa? Você já fez a sua decisão? Lembre-se: a indecisão pode ser uma decisão. Quem passa a vida inteira indeciso, tomou uma decisão: viver e morrer na indecisão.

2 – Os que começam e não terminam. Como Judas, Demas, a mulher de Ló e outros que hoje estão deixando a igreja e olhando para trás?

3 – Os que correm até o fim. Como o apóstolo São Paulo e todos os demais cristãos que, através dos séculos, morreram firmes na fé?

– A escolha e decisão é inteiramente sua.

Ilustração: Os gregos sempre gostaram de corrida. Li, algures, anos atrás – creio que foi numa “Meditação Matinal” - a lenda grega da princesa que casou com um corredor chamado Damão. Ela possuía muitos pretendentes, e não sabia com quem se casar. Promoveu uma corrida, alegando que o vencedor seria o escolhido. Centenas de jovens se candidataram e passaram a se preparar para o esperado dia. Damão era um dos pretendentes. Era um bom corredor, mas não tão ágil como os africanos de nossa atualidade que correm na São Silvestre. Ele conhecia a sua limitação e sabia que outros tinham mais chances que ele. Levou consigo uma medalha de ouro no bolso. Dizia: Se eu não ganhar de um jeito vou tentar de outro. A corrida começou e logo Damão tomou a dianteira. Ao final, começou a perder força. Um outro jovem corredor mais forte que ele, passou na frente. Faltavam poucos metros, e Damão em segundo lugar. O segundo lugar e o último era a mesma coisa. Damão tirou a medalha do bolso e jogou na frente, onde o corredor ainda ia passar. Vendo a medalha, correndo, foi tentar pegar, mas tropeçou e caiu. Damão passou na frente e como resultado foi a campeão. Casou com a princesa.

Aplicação homilética: Essa é apenas uma lenda. Mas que lição podemos tirar dela. É isso que o Diabo está fazendo em nosso caminho muitas vezes Ele coloca uma medalha, que pode ser o dinheiro, a fama, uma mulher bonita ou um homem bonito. Muitos tropeçam e caem, e ele vence. Mas o que correm, olhando em Jesus são vencedores.

D – Apelo à fidelidade – “Se fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. (Apocalipse 2:10).

O Hino diz:

A Jesus eu serei sempre fiel.
A Jesus eu serei sempre fiel.
Há um alvo a alcançar
Uma vitória a conquistar
Por Jesus, pela cruz vencerei.

A Jesus meus talentos eu darei.
A Jesus meus talentos eu darei.
Há um alvo a alcançar,
Uma vitória a conquistar,
Por Jesus, pela cruz vencerei.


ORAÇÃO: Senhor nosso Deus e nosso Pai amado. Estudamos a Tua Palavra neste momento, que nos mostrou que necessitamos participar da Corrida Cristã. Ajuda àqueles que ainda não deram o primeiro passo. Ajuda àqueles que ainda não tomaram uma decisão de Te servir verdadeiramente. Que o exemplo deles não seja semelhante ao Mancebo Rico, que se afastou sem seguir as Tuas pisadas. Senhor, queiras abençoar àqueles que iniciaram um dia a corrida, mas abandonaram o caminho. Nosso Pai, dá-nos forca para vencer o pecado, que tenazmente nos assedia. Continua orientando-nos no caminho, a fim de que sejamos sempre fiéis a Ti todos os dias de nossa vida como foi a apóstolo Paulo. É em nome de Jesus que te pedimos. Amém!


Hinos sugeridos: H.A., 74, 474, 437



Pr. Emmanuel de Jesus Saraiva
Natural de São Luís – Ma. Formado em Teologia, Pedagogia e Letras. Autor de dois livros: “Memórias da África” e “A História do Adventismo no Maranhão”. Trabalhou como pastor em várias igrejas no Maranhão, dentre as quais a Igreja Central de São Luís. Foi departamental de Jovens e Educação nas Missões Costa Norte, Central Amazonas e Nordeste e diretor do Educandário Nordestino Adventista – ENA. Por seis anos foi missionário na África, como diretor do Seminário Adventista de Moçambique, onde lecionou várias disciplinas teológicas, dentre as quais Homilética e Oratória. Casado com a professora aposentada Nilde Fournier Saraiva. Tem duas filhas: Raquel e Léia. Trabalhou como pastor por 35 anos. Hoje, jubilado, mora em São Luís - MA e atua como Ancião da Igreja do Colégio Adventista de São Luís - CASL.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Rick Warren pede perdão a líderes homossexuais

Warren arrepende-se de ter apoiado Proposta 8, medida que protege casamento na Califórnia contra investida da agenda gay.

Rick Warren, pastor de mega-igreja na Califórnia e autor do livro Uma Vida Com Propósitos, pediu perdão a seus amigos homossexuais por fazer comentários em apoio da Proposta 8 da Califórnia. Essa proposta, defendida por evangélicos, católicos e outros religiosos, tinha como objetivo proteger a instituição do casamento contra os ataques legais de ativistas homossexuais.

Warren agora afirma que ele “nunca deu nenhum apoio” a essa emenda defendendo o casamento.

Na segunda-feira de noite, no programa de TV Larry King Live, da CNN, o Pr. Rick Warren pediu perdão por seu apoio à Proposta 8, dizendo que ele “nunca foi e nunca sera” um “ativista contra o homossexualismo ou contra o casamento gay”.

No entanto, duas semanas antes da votação da Proposta 8 em 4 de novembro, o Pr. Warren distribuiu nota apoiando explicitamente a emenda de proteção ao casamento, ao se dirigir aos membros de sua igreja. “Apoiamos a Proposta 8. E se vocês acreditam no que a Bíblia diz sobre casamento, vocês precisam apoiar a Proposta 8 também”, disse ele.

A seguir a transcrição completa do comentário de Warren poucas semanas antes da votação da Proposta 8:

A hora da eleição está chegando, em apenas duas semanas, e espero que vocês estejam orando sobre seu voto. Uma das propostas que, evidentemente, quero mencionar é a Proposta 8. Essa proposta havia sido instituída porque os tribunais rejeitaram a vontade do povo. E um tribunal com quatro caras realmente votou para mudar a definição de casamento que exite há 5.000 anos.

Ora, permita-me dizer isto realmente com clareza: apoiamos a Proposta 8. E se vocês crêem no que a Bíblia diz sobre casamento, vocês precisam apoiar a Proposta 8. Nunca apóio um candidato, mas em questões morais eu me manifesto bem claramente.

Essa é uma questão, amigos, em que todos os políticos tendem a estar de acordo. Perguntei diretamente para Barack Obama e John McCain: qual é sua definição de casamento? E os dois disseram a mesma coisa: é a definição tradicional, histórica e universal do casamento — um homem e uma mulher, para a vida inteira. E todas as culturas durante 5.000 anos, e todas as religiões durante 5.000 anos, disseram a mesma definição: casamento é entre um homem e uma mulher.

Ora, eis algo interessante. Os gays e as lésbicas são apenas dois por cento da população americana. Não devemos deixar que dois por cento da população decidam mudar uma definição de casamento que tem o apoio de todas as culturas e todas as religiões há 5.000 anos.

Essa não é uma questão exclusivamente cristã. É uma questão humanitária e humana que Deus criou o casamento para o propósito de estabelecer a família, o amor e a procriação.

Por isso, incentivo vocês a apoiar a Proposta 8, e a repassar essa mensagem para outros. Vou distribuir uma nota aos pastores mostrando o que é que creio nessa questão. Mas todos sabem no que creio. Eles me ouviram no Fórum Civil quando perguntei a Obama e McCain sobre suas opiniões.

Entretanto, durante sua entrevista à CNN na segunda-feira, Warren expressou remorso por apoiar a Proposta 8. “Escrevi a todos os meus amigos gays — os líderes gays que eu conhecia — e realmente lhes pedi perdão”, confessou ele.

Além disso, o Pr. Warren disse que ele não queria comentar ou criticar a decisão da Suprema Corte de Iowa, EUA, da semana passada de legalizar o “casamento” homossexual porque “isso não é sua agenda”.

O Dr. Jim Garlow, pastor sênior da Igreja Wesleyana Skyline em San Diego, ajudou a liderar a campanha da Proposta 8 na Califórnia. Garlow admite que está confuso e preocupado com a decisão do Pr. Warren de pedir perdão por ter apoiado a Proposta 8.


“Historicamente, quando instituições e indivíduos recuam de convicções acerca das verdades da Bíblia, só um fator leva a isso: o medo de perder o respeito das outras pessoas. Em outras palavras, preocupar-se mais com o que as outras pessoas vão pensar do que com o que Deus pensa”, concluiu ele.

Nota:

A cada dia que passa, o cristianismo pós-moderno tenta de uma forma ou de outra adaptar os princípios bíblicos as preferências das pessoas. Me surpreende um líder religioso como Warren, de projeção iternacional, sentir remorso por defender a princípio uma doutrina bíblica relacionada ao casamento, mas que mediante a reação daqueles que Warren afirma serem seus "amigos", voltar atrás em sua posição.

Fico imaginando como Deus se sente quando o "casamento", deixa de ser valorizado por líderes religiosos. O que dizer dos seus seguidores?


Eu continuarei sempre defendendo o casamento como um princípio escriturístico, ainda que o mundo fique contra mim. Mesmo que o mundo vire de cabeça para baixo!

Sabe por quê?


Mais importa obedecer
a Deus do que aos homens. (At 5:29).


PR. FÁBIO DOS SANTOS
Teólogo, Pastor Local da Igreja Adventista em Osório - RS, casado com Margarete Elisia dos Santos, professora da Escola Adventista nesta cidade. Filho de Adventistas (Nildo F. dos Santos - "Obreiro da CPB" e Lucila G. dos Santos - "Colportora da APC").
Webmaster e Editor geral do Blog Nisto Cremos

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O que é devocional?

É aquele período do dia em que separamos um tempo significativo para estar em comunhão com Deus de forma mais íntima. Tempo este que gastamos adorando-O, louvando-O, cultuando-O, lendo a Bíblia e orando.

Objetivos da devocional diária

1. Primeiro objetivo da devocional diária é desfrutar comunhão com Deus.
• Comunhão com Deus é um canal de dois sentidos, entre duas pessoas que se amam - VOCÊ e DEUS.
• Enquanto medita, concentre-se na pessoa de Deus, como está revelado em Sua Palavra. Leia o
livro de Salmos, destacando o que Deus é, o que Ele faz.
• Enquanto medita, permita que Deus o molde conforme à imagem de Seu Filho (Rm 8:29;2 Co 3:18).
2. O segundo objetivo da devocional diária é agradar a Deus. “Mas a oração dos retos é seu contentamento” (Pv 15:8b). Que privilégio temos em alegrar a Deus gastando tempo com Ele!
3. O terceiro objetivo da devocional diária é descobrir princípios pelos quais devemos viver e dirigir nossas vidas. (Sl 119:105)
4. O quarto objetivo da devocional diária é desenvolver um estilo de vida de acordo com o ponto de vista de Deus.

Sugestões práticas para o seu tempo com Deus
1. Separe um tempo permanente e diário para passar com Deus.
2. Encontre um lugar onde possa estar a sós com Deus, livre de distrações.
3. Inicie com louvor e adoração.
• Você pode louvar e adorar a Deus através de ações de graça (Sl 28:7; Sl 100:4).
• Pode louvar e adorar a Deus lendo versículos da Bíblia em atitude de louvor e adoração. Utilize o livro de Salmos para este tempo.
• Pode-se louvar e adorar a Deus simplesmente permanecendo quieto em Sua presença. Não tenha pressa durante a sua devocional, mas preste reverência e respeito a Deus (SI 46:10).
4. Peça a Deus que sonde o seu coração (Sl 139:23-24).
• Confesse o seu pecado, ou seja, todo o pecado que lhe for revelado pelo Espírito Santo (Sl 66:18;
1 Jo 1:9).Para que a sua meditação seja proveitosa, você precisa estar livre de culpa e cegueira provocadas pelo pecado. Peça a Deus, o Espírito Santo, que revele o pecado que há em
sua vida e então confesse, concorde com Deus em relação àquele pecado.Depois de confessar os pecados revelados pelo Espírito Santo, passe novamente o controle de sua vida a Cristo, e pela fé, aproprie-se da plenitude do Espírito Santo.
5. Conteúdo do seu período devocional.
• Use a Bíblia para a sua devocional. Lembre-se que Deus nos fala através de Sua Palavra.
• Ore a Deus.

O papel da palavra de Deus na devocional diária
1. Ler a Bíblia é parte essencial da devocional diária. Lembre-se DEUS QUER FALAR CONOSCO.
2. Ao ler a Bíblia obtemos melhor conhecimento de Deus.
3. Nossa fé aumenta pela leitura da Bíblia (Rm 10:17).

Como ler a bíblia
1. Leia um parágrafo lenta e cuidadosamente. O objetivo da leitura bíblica é permitir que Deus fale ao seu coração e que você desfrute de comunhão com Ele. Este objetivo não será alcançado se você ler muito depressa ou sem concentração.
2. Pergunte-se como o texto se aplica à sua vida. É de grande ajuda fazer-se perguntas para aplicar as verdades bíblicas à nossa vida:
• O que o texto ensina a respeito de Deus? E a respeito de Jesus?
Há algum pecado que devo confessar, ou evitar?
• Há alguma promessa que devo reinvindicar/apropriar?
• Há algum mandamento que devo obedecer?
• Há algum exemplo a ser seguido?
• Há algo que foge a minha compreensão e deve ser estudado mais tarde?
• Há neste texto alguma coisa pela qual devo orar hoje?
• Como posso aplicar à minha vida o que aprendi neste texto?
4. Tenha a mão papel e caneta.

O papel da oração na devocional diária
1. Jesus é o nosso exemplo (Mc 1:35).
2. Em seus momentos de oração, peça a Deus que o transforme à imagem de Seu Filho, Jesus (1 Co 3:18). Peça a Deus que manifeste em sua vida e experiência os traços do caráter e atitudes de Jesus.
3. Em seus momentos de oração interceda pela Igreja, Corpo de Cristo, sua comunidade local,
necessidades especificas dos irmãos.
4. Mantenha um diário de oração.

VINÍCIUS A. MIRANDA

Tecnólogo em Comércio Exterior, Teólogo (nível básico), Regional J.A, Líder Master de Jovens e primeira medalha de dedicação do Paraná. Casado com Juliana dos Reis Nogueira Miranda.

Editor geral do Blog Tinguiteen, Blog Esperança, Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Colunista do Blog Ação J.A.

Bento XVI, a democracia e a liberdade

O Papa Bento XVI admitiu recentemente ter cometido erros ao lidar com a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, normalmente relacionada com a direita profunda política, e o bispo negacionista do Holocausto, Richard Williamson.

Mas, ao que parece, esta não é a primeira vez de Joseph Ratzinger é confrontado com notícias que envolvem aquela ala política…

Após largas semanas de silêncio sobre o assunto da negação do Holocausto em declarações proferidas pelo Bispo Williamson (ver aqui), o mesmo religioso que anteriormente já tinha causado celeuma ao defender que os ataques de 11 de Setembro de 2001 foram perpetrados pelos próprios americanos, e que existe uma conspiração judaico-maçónica mundial, Bento XVI finalmente emitiu uma declaração formal sobre o assunto, numa carta diriga aos bispos católicos, reconhecendo os erros cometidos (ver aqui, aqui e aqui).

Na referida carta aos bispos, o Papa refere que a excomunhão de quatro membros da Fraternidade pode ter sido erradamente interpretada como ‘a repudiação da reconciliação entre cristãos e judeus’, algo que ele poderia ‘simplesmente lamentar profundamente’.

Ficamos desde logo a saber que, ao contrário da doutrina proclamada pela Igreja Católica, a pregação dos dogmas pelo Papa pode ser falível (podemos ainda relembrar o pedido de perdão de João Paulo II a propósito da Inquisição).

Mas, esta não é a primeira vez que o teólogo Joseph Ratzinger se deixa usar, sem inocência visível, em situações que envolvem políticas de direita dura.

Em 1997, enquanto líder da Congregação Para a Doutrina e a Fé (curiosamente, a entidade que sucedeu à... Inquisição), permitiu que a editora austríaca Aula-Verlag usasse um texto seu, que tinha sido escrito para incluir numa coleção de ensaios, para marcar o 150º aniversário da Revolução de 1848, um ano de revolução não só na Alemanha, mas também em muitos outros locais na Europa.

Os editores dessa obra, intitulada ‘1848 – Erbe und Auftrag’ (1848 – Herança e Missão) foram Otto Scrinzi e Jürgen Schwab, duas conhecidas figuras entre os assumidos extremistas de direita da língua alemã.

Quando este assunto foi recuperado, já em 2009, a Kathpress, uma agência de notícias católica da Áustria, noticiou que ‘não foi pedida a Ratzinger autorização para a publicação do artigo’ em 1997.

No entanto, Gerhoch Reisegger, editor da revista Aula, refere que foi trocada correspondência entre a sua editora e o Vaticano procurando essa autorização, que foi obtida.

No dia 18 de Setembro de 1997, Reisegger solicitou a ‘Sua Eminência Cardeal Joseph Ratzinger permissão para reproduzir’ o artigo por este escrito e que havia sido publicado na revista Communio em 1995. Acrescentaram que o objetivo era ‘comentar o excecional pensamento de Ratzinger sobre a confusão relacionada com a Revolução de 1848'.

Somente 12 dias depois, o secretário de Joseph Ratzinger, Monsenhor Josef Clemens, respondeu: ‘em nome do Cardeal Ratzinger, informo-o que ele aprovou a republicação do seu texto na revista mensal Aula’.

Reisegger informou posteriormente Josef Clemens que em vez de republicar o artigo na revista mensal, um número especial contendo um olhar crítico sobre o liberalismo, a maçonaria e a Revolução de 1848 seria editado, que incluiria o artigo de Ratzinger.

O que é de espantar, para o comum observador, é que a simples menção ao nome desta publicação extremista austríaca deveria de imediato ter despoletado, no mínimo, suspeitas no Vaticano. Pelos vistos, tal não aconteceu ou Ratzinger foi totalmente consciente na autorização cedida. Isto porque, durante 12 anos não se moveu contra a referida publicação.

Rapidamente, o alcance da Aula ultrapassou as fronteiras austríacas, com a conotação política que se conhece. O novo editor da revista, Herwig Nachtmann tinha apoiado Walter Lüft, um negacionista do holocausto. O radicalismo da publicação era tal que até mesmo Jörg Haider, ex-líder do Partido da Liberdade Áustriaca, de extrema-direita, se demarcou da mesma, quando era entendido que a Aula era usada como órgão do partido.

Mas, então, o que inclui o texto de Ratzinger que despertou interesse nos membros desta fação politica (e não só)?

No artigo 'Liberdade e Verdade', Ratzinger critica o socialismo nacionalista, que, de acordo com o atual Papa é, a seguir ao marxismo, 'o maior sistema escavizante da história moderna'. No entanto, ao longo do artigo, Ratzinger igualmente critica o liberalismo e a democracia.

Ao questionar sobre a liberdade no mundo atual, Ratzinger escreve: 'a exigência por liberdade permanece intocável, mas no entanto questionam-se as formas de luta por movimentos de liberdade que até agora existiram e estão cada vez mais destacados'.

Sob o sub-título ‘O Problema: a História e Conceito da Liberdade na Modernidade’, o então Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, escreveu: 'o sentimento que a democracia ainda não é o método correto de liberdade é bastante comum e progressivamente crescente. (…) Quão livres são as eleições? Até que ponto é o seu resultado manipulado pela publicidade, isto é, pelo capital, por uns poucos homens que dominam a opinião pública? Não existe uma oligarquia daqueles que decidem o que é moderno e progressivo, o que um indivíduo esclarecido deve pensar? E o que dizer dos processos de decisão nas estruturas de representação democrática? (…) Quem poderá duvidar do poder de grupos de interesse, cujas mãos sujas são cada vez mais visíveis? E é o sistema de uma maioria e uma minoria realmente um sistema de liberdade acima de tudo?

Aos olhos dos responsáveis da Aula, tanta desconfiança na democracia foi entendido como convergência de raciocínio, pelo menos neste ponto.

Quando o Cardeal Jospeh Ratzinger foi eleito Papa, eles proclamaram ‘Salvé (n.d.r.: a palavra usada foi Heil, a mesma saudação prestada a… Adolf Hitler) a tua chegada, protetor dos devotos’.

Naquele excerto, Ratzinger põe em causa algo que atualmente é tido como intocável no mundo livre: a democracia, com todas as liberdades que isso implica (o que inclui a liberdade religiosa).

Significativas, talvez já num âmbito ligeiramente mais abrangente do anterior, são as expressões que Joseph Ratzinger usou, nos seguintes excertos.

'É precisamente face aos limites da democracia que o grito por liberdade total se torna maior. (...) A democraticamente ordenada forma de liberdade, não pode mais ser defendida por esta ou aquela reforma legal. A questão vai até à própria raiz; diz respeito ao que o homem é e como pode viver corretamente, tanto individual como coletivamente.'

Será que Ratzinger tem em mente uma nova forma de liberdade, que talvez venha a ser apelidada noutros termos? Ou será que o conceito de liberdade, conforme o conhecemos hoje, será substituído por uma outra norma, determinada por ordem de uns poucos (se calhar os mesmos 'poucos homens' que o atual Papa referiu anteriormente...)?

Este assunto, faz lembrar o conteúdo de Apocalipse 13, onde um poder oprime os fiéis servos de Deus, roubando-lhes todas as liberdades a seu belo prazer e conveniência. Sugiro a excelente e completa análise deste capítulo aqui.


FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O papel da Igreja Adventista nos nossos dias


(Esta reflexão foi escrita a pensar e tendo em conta a realidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal. Cada leitor que a contextualize à sua realidade, caso não seja a mesma que foi objeto do artigo.)

Breve retrospetiva histórica

A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi estabelecida há mais de século e meio com um propósito claro e definido. O seu surgimento e formação, não foram fruto de um acaso qualquer, de uma simples fusão de interesses e objetivos comuns, tampouco o resultado de um esporádico despertamento religioso. Pelo contrário, a mão divina esteve ao leme deste movimento desde o primeiro momento, suscitando entre as fileiras do povo crente de então, um remanescente para proclamar a última mensagem de advertência aos habitantes da Terra (Apocalipse 14:7).

Desde esses idos entre 1840 e, na sua forma já organizada, 1860, o mundo sofreu mudanças tão drásticas como nunca antes em qualquer fase da História. A ciência e o conhecimento (secular e espiritual) multiplicaram-se enormemente (Daniel 12:4), ao ponto de hoje vermos em poucos meses progressos que durante milénios foram simplesmente impensáveis. A própria sociedade aceitou, talvez forçada, essas mesmas mudanças, apresentando hoje características tão divergentes e mutáveis que quase não há tempo para as catalogar e gerir.

A Igreja Adventista no mundo atual

A própria Igreja Adventista do Sétimo Dia é prova disso; desde um pequeno grupo de crentes, primeiro na América do Norte, depois espalhando-se gradualmente por várias partes do mundo (Mateus 28:19), estamos hoje transformados numa comunidade mundial que cresce a um ritmo superior ao da própria população mundial. Em cada ponto do planeta onde há presença adventista, conseguimos identificar realidades distintas de todos os outros, quer sejam culturais, sociais, ambientais, ou de qualquer outra ordem.

Esta situação resulta tanto em desafios como em oportunidades. Daí que, mais do que elaborar a habitual lista de competências que a Igreja deve manter no mundo – que de tanto repetida e tão pouco posta em prática, já se banalizou como recorrente ferramenta de discurso a partir dos nossos púlpitos – há que tentar perceber o que pode cada Igreja ser na respetiva comunidade onde está inserida, que cumpra com a missão evangélica, de resto inalterável, que lhe foi dada no princípio, sem abdicar de qualquer dos valores e princípios que são inerentes ao nome Adventista do Sétimo Dia.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem hoje forte presença nas áreas da saúde, educação e auxílio humanitário por todo o mundo. Onde quer que haja necessidade ou oportunidade, ali está a mão auxiliadora da Igreja, fazendo-se reconhecer como uma força válida na procura do bem-estar e realização do ser humano, sendo admirada por governos e instituições. Nunca como motivo de orgulho vão, que leve a esconder as nossas responsabilidades individuais atrás do que está feito, deve ser este um forte incentivo à continuação dos esforços que a Igreja tem de provocar impacto positivo e decisivo onde quer que esteja.

A Igreja Adventista vista pelo lado de dentro

Entre os membros da Igreja, muitos há vivem numa quase solidão congregacional, onde os seus momentos espirituais se resumem à Lição da Escola Sabatina e à frequência da Igreja no Sábado de manhã. O seu contato pessoal com a liderança da Igreja resume-se à – por vezes mecânica e robotizada – saudação no final do Culto de Adoração. A palavra irmandade apenas torna formal um conceito, cuja realidade é bem distinta. Eles estão sozinhos, e precisam ser fortalecidos.

Ao contrário daquilo que é habitual entre aqueles que normalmente ocupam cargos de liderança na Igreja, uma boa parte dos crentes tem poucos ou mesmo nenhum outro familiar que partilhe da fé Adventista do Sétimo Dia. As influências que os rodeiam a cada instante são totalmente opostas àquilo que aprendem nos nossos templos ou com a nossa literatura. Estão permanentemente expostos a conversas e práticas que não se coadunam com a sua forma de pensar e atuar. Muitos são crentes recentes que se sentiram tão apoiados no período antes do batismo, para agora se verem como apenas mais um elemento na (e não da) comunidade.

Outros há que, membros há muito tempo, apenas ocupam formalmente os bancos da Igreja. Satisfazem-se em fazer parte numericamente, julgando dessa forma cumprir os requisitos para a salvação. Pior ainda, é verificar que enquanto as Escrituras fazem o constante apelo ao arrependimento e conversão como tema maior, muitos membros Igreja Adventista do Sétimo Dia cedem cegamente às conveniências imediatas, passeando o seu suposto e inquebrável estatuto de pré-salvação – algo que, de resto, apenas nos torna túmulos caiados (Mateus 23:27), nada mais.

Ser vs. fazer e dizer

Mantendo-se, como sempre, fiel à Sua promessa, deixou-nos o Senhor através da pena inspirada claras indicações adicionais de como nos devemos comportar e agir nestes últimos dias.

E, rebuscando os velhos compêndios que tanto valorizamos e nos distinguem – juntamente, e acima de tudo, com esse Eterno volume que é Bíblia – podemos olhar para o nosso movimento hoje, em particular no nosso país e dizer que estamos a mostrar Jesus ao mundo? Podemos afirmar que este movimento corre hoje para o encontro com o Senhor nos ares (I Tessalonicenses 4:17)? Ou estamos tão distraídos na nossa mornidão laodiceana que nem nos apercebemos do vómito divino (Apocalipse 3:16) que está prestes a atirar-nos para fora do Reino do Altíssimo?

Num mundo cada vez mais competitivo e arrasador para aqueles que perdem ou vão ficando desatualizados, que efemeramente honra vencedores e corrosivamente destrói os derrotados, a Igreja não pode correr o risco de valorizar mais o dizer e o fazer, em detrimento daquilo que provocou a real mudança de vida nos nossos pioneiros: o ser Adventista do Sétimo Dia (Levítico 20:26).

Exige-se que as comunidades adventistas, antes de pensarem sequer no que podem fazer ou em como podem atuar no lugar onde estão, se preparem para essa tarefa, sendo Adventistas do Sétimo Dia em tudo o que diga respeito à sua vida. Ser Adventista do Sétimo Dia não é um evento, um programa; é um estilo de vida. E enquanto cada membro não for capaz de se deixar transformar por Jesus num verdadeiro Adventista do Sétimo Dia, a Igreja, como grupo que reflete inexoravelmente as condições individuais, igualmente nunca o será na sua essência real, prática.

Os líderes da Igreja, principalmente Pastores mas também os seus oficiais mais destacados, precisam rever seriamente as suas posturas perante a vida.

Perguntemo-nos: através da nossa vida diária, que testemunha mais do que as nossas palavras, demonstramos estar a construir para a eternidade ou somente para este mundo? Os locais que frequentamos, as ocupações e entretenimentos que desfrutámos, as construções e compras que fazemos, manifestam uma disposição para as coisas do alto, ou uma distração e conformidade com as coisas de baixo (Colossenses 3:2)?

Mais cegos ficamos quando cedendo à tendência fácil de ser igual ao que nos rodeia, corremos o risco de perder o nosso foco ao gastamos demasiadas energias e recursos (de toda a espécie) em fórmulas ultra-modernas e técnicas super-avançadas de fazer avançar o evangelho. E sendo que novos métodos e estratégias não devem ser em caso algum descurados, não devemos valorizar demasiado a forma em detrimento do conteúdo.

Ao nos tornarmos demasiado profissionais, esquecemos o contato de amor, de amizade e companheirismo; e em vez de produzirmos almas para a salvação, quando muito apenas tentamos acrescentar números à estatística…

O que procura o mundo hoje?

As páginas dos jornais estão diariamente carregadas com notícias de índole económico, financeiro e social, que embora espalhem o pessimismo entre as pessoas, refletem a realidade do mundo de hoje. Talvez também por isso, uma qualquer visita rápida a uma livraria é o suficiente para nos apercebermos da quantidade, até há bem pouco tempo impensável, de livros sobre auto-ajuda, auto-realização, a procura da felicidade, etc..

Há que parar e perguntar: porque razão isto acontece? O que, de fato, procuram as pessoas?

Num mundo que de problema em problema, apenas dá a garantia de não ter solução para eles, surge no coração de muitos a necessidade de procurar por si próprios a segurança que não conseguem encontrar há muito. Desencantados com governantes e líderes em cujas mãos não está mais do que tentar evitar males maiores, procuram uma saída que lhes traga a paz, o sossego à alma e uma esperança maior em relação ao futuro.

Com certeza que encontraremos também pessoas que simplesmente não quererão ocupar as suas mentes com qualquer assunto espiritual, preferindo viver aquilo a que chamam os prazeres da vida. Para esses, é uma questão de tempo, se o tiverem, para se aperceberem que, na realidade, este mundo pouco tem de satisfatório. E nesse momento, passarão para o grupo descrito anteriormente, se souberem responder ao apelo do Senhor.

O papel a desempenhar pela Igreja Adventista

Em face disto, a Igreja Adventista do Sétimo Dia deve assumir declaradamente a sua missão em anunciar Jesus ao mundo perdido. E aqui, ao contrário de quase tudo aquilo que nos rodeia, nada de essencial mudou ainda em 160 anos…

Naturalmente que contextualizando a Igreja na sociedade em que está inserida, encontramos uma explosão do evangelho nos países menos ricos e/ou desenvolvidos, e grandes dificuldades de expansão nas zonas onde o secularismo prevalece. Mas em todos os lados, encontraremos pessoas que querem ouvir falar de Jesus.

O momento crucial da História em que nos encontramos não pode ser assumido levianamente. Por todo o lado se ouvem notícias e rumores da degradação constante das condições de vida – talvez não seja difícil comprovar que a palavra mais usada hoje em todo o mundo é ‘crise’.

Como Adventistas do Sétimo Dia, devemos perceber que a maior crise de todas não é aquela propagandeada pelos mídia. Enquanto os poderosos do mundo entretêm as pessoas com discursos, estratégias e supostas medidas de resolução, os Adventistas do Sétimo Dia precisam urgentemente refocar as suas energias na urgente mensagem da Segunda Vinda de Jesus, tornando-a, primeiramente, o ponto central das suas vidas, para depois a entregarem ao seu próximo.

Este propósito, aliado à falta de respostas por parte de uma sociedade cada vez mais agonizante, fará brilhar a luz que o evangelho fala, e à qual a alma honesta, ainda em trevas, não ficará indiferente.

Áreas de intervenção

No âmbito das atividades e programas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sugiro alguns aspetos práticos para os quais deverá haver especial atenção.

a) Preparem-se programas de Escola Sabatina eficazes, completos em conteúdo, com profundo estudo e dedicação durante cada dia da semana por parte dos seus Animadores;

b) Os Pastores e outros pregadores, dediquem-se à meditação e oração frequente, não apenas e quando pela responsabilidade imposta de ocupar o púlpito;

c) Sejam apresentadas ao povo pregações que reflitam a real e profunda vocação da Igreja: o arrependimento dos pecados e a proclamação da breve volta de Jesus;

d) Potencie-se o maior número possível de irmãos nas diferentes tarefas do Sábado de manhã, e não apenas naquelas que são tidas como secundárias;

e) Organizem-se reuniões de Sábado à tarde atrativas e produtivas em real conteúdo bíblico, e não meros passatempos e entretenimentos para ocupar a mente por momentos;

f) Entreguem-se responsabilidades a jovens (desde a adolescência) consagrados que sirvam de exemplo, incentivo e liderança para outros;

g) Renovem-se as reuniões de oração para que não constem de um fardo a meio da semana mas de um vibrante refrigério, com hinos, testemunhos, etc.;

h) Promovam-se programas de caráter profundamente evangelístico, com forte empenho e entrega pessoal e de relacionamento, em que a componente técnica seja o mais discreta possível;

i) Visitem-se os membros e amigos da igreja nos seus lares, estude-se ali a Bíblia e transmita-se uma palavra de amizade, ânimo e conforto que saia do coração e não de lábios pré-formatados;

j) Os membros e respetivas famílias, principalmente os que residem mais afastados da igreja, reúnam-se nas casas estudando a Bíblia, o Espírito de Profecia e orando.

Conclusão

O tempo para se ser transformado pela graça de Deus é hoje (Hebreus 3:13, 15). Em breve não haverá mais dia para proclamar a mensagem. Por muito que pensemos ser essa uma responsabilidade alheia ou esquecida, está nas mãos de cada Adventista do Sétimo Dia abreviar o retorno majestoso do Rei no Universo.

Deus chama hoje cada membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia a dar esse passo em frente na Sua direção. Deus quer que cada alma provoque um impacto no lugar onde está ou para onde for chamado. No entanto, só o poderá fazer depois de renovada e transformada pelos méritos do Salvador do mundo.

Está nas mãos de cada membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia tomar a decisão de se entregar mais ao Senhor. Ao deixar de vez as cadeias que o prendem a esta terra estéril, prepare-se ele para o grande dia da volta de Jesus e ajude outros a fazer o mesmo.

Então, o fim chegará. E, como diz a pena inspirada, o pequeno rebanho finalmente encontrará um lar.


FILIPE REIS
Nascido e educado na Igreja Adventista do Sétimo Dia e batizado em Março de 1989, aos 13 anos. Vive em Vila Nova de Gaia, Portugal. Serviu vários anos como Diretor da Escola Sabatina e Ancião na Igreja de Pedroso, Portugal, entre outras funções. Em breve iniciará a formação em Teologia no Colégio Adventista de Sagunto (Espanha), para servir como Pastor. Editor do Blog O Tempo Final. Casado com Sofia, aguardam para breve o primeiro bebé, que se chamará Caleb.
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